terça-feira, janeiro 18, 2011







Estrella Galicia

Dourado palha no copo, com linda formação do creme, persistente e com bolhas pequenas, deixando um lindo rastro no copo e mantendo aquela linha branca em cima da bebida até o final. No aroma, não fui muito feliz e saí pouco do trivial malte adocicado e lúpulo (herbal). No primeiro gole, e cada vez mais acredito nele, com a língua “virgem” o sabor é bem adocicado, lembrou compotas e caramelo, mas foi só no início. Depois a danada amarga para além de uma lager normal dando caráter à cerveja. O retrogosto fica marcado pelo lúpulo, amargando por um bom tempo. Média drinkability, mas pelo precinho (3 reais, nas Sendas) está com um ótimo custo x benefício.

Nota 8

E devo dizer, estou tomando um carinho todo especial pelas espanholas...




Sou tão fã da Leffe Blonde que chego a chama-la de lefinha. Então, resolvi tomar uma lefinha pra desanuviar uma noite sem sal. Abri a garrafa e dei o primeiro gole na long neck mesmo. Eis minha surpresa... Senti um adocicado perene, beeeem diferente da lefinha que tô acostumado a beber. Então me caiu a ficha... cadê o alumínio dourado envolvendo o gargalo?
Ih... não é dourado, é escuro...
Pronto, sem querer estava provando uma irmã da lefinha, a Leffe Bruin.
Pretinha adocicada no início, com a espuma bonita, combinando com a morena.
Mas aí, o caramelo/chocolate não sumiu mais. E senti uma cerveja doce demais para o meu gosto. É aquela irmã do meio, que ninguém quer pegar e você faz uma força, só pra descobrir que todo mundo está certo.
A cerva não é ruim, mas vou demorar pra dar uns pegas nela de novo.

Nota 6



Erdinger Urweisse

Segue descrição comercial, de acordo com o site brejas.com.br.
Enquanto a Erdinger Tradicional é feita com uma exclusiva fermentação híbrida e conquista os mais diversos tipos de apreciadores de cerveja - sendo hoje a cerveja de trigo mais consumida e conhecida do mundo - a Erdinger Urweisse é direcionada aos amantes de cervejas de trigo, que buscam a tipicidade deste estilo. A Urweisse é produzida apenas com o processo de alta fermentação nos tanques (não é refermentada na garrafa), mantendo assim as características típicas de uma cerveja Weiss, com aroma e paladar complexos, rico em notas frutadas.

Para tudo. TAPA. A Erdinger tradicional NÃO é feita toda de trigo?? é híbrida??!! Bom, depois dessa, nem sabia o que esperar dessa cerveja. E vou ser sincero, comecei a sentir as notas frutadas lá pelo meio do copo, mas senti bem pronunciada o sabor de banana. Cerveja bem gostosa, um weiss de respeito. Merece outra provinha. hehehehe




Maredsous 8
A maior dificuldade de escrever em retrospecto é tentar lembrar as coisas todas que aconteceram enquanto bebia a cerveja: as sensações, o gosto, o conjunto...
Por isso, o máximo que posso falar da belga Maredsous 8 é que a danada é turva, não preta, tem um creme lindo marrom/bege e que é complexa ao extremo. 8% de álcool que não pesa, e que será necessário provar uma segunda vez.

Nota 9
Prezado Torcedor,

O seu cadastro no programa SOU BOTAFOGO foi realizado com sucesso. Parabéns, agora você poderá usufruir de todos os benefícios do Programa, assim que recebermos a confirmação de seu pagamento.

Caso faça seu pagamento por cartão de crédito a confirmação poderá demorar até 24h.
Qualquer dúvida, por favor, entre em contato com a nossa central de Atendimento através do telefone (21) 2543-1265 ou do e-mail contato@programasoubotafogo.com.br.

Ok, sócio torcedor.
Agora preciso ir nos jogos.
;)

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Comecei a jogar e terminei um divertido capítulo do Need For Speed (undercover).
Você faz o papel de um policial disfarçado que entra na quadrilha de uns arruaceiros em alta velocidade. A história é meio furada, com umas falhas estranhas, e nas partes em que você não está acelerando e batendo com seu carro nas viaturas policiais ou em seus adversários, aparecem em vídeo, com atores de verdade.
Mas o lance era ter um jogo de corrida que rodasse no Xbox, já que o Hot Pursuit, também do Need For Speed precisa de um firmware que custa CEM REAIS(!!!) na Urugua.
tô fora.









bicho, adoro quando isso acontece.
você pega um disco, espera que ele seja legal e POU!
a primeira música te acerta na cabeça.
Você fica sem ter pra onde correr, ainda meio zureta, e deixa ela tocar inteira, inteira, inteira. três, quatro vezes. Passar para a segunda parece um tarefa hercúlea e então, você não consegue resistir e volta para o início da primeira faixa e escuta ela mais uma vez, com um sorriso no rosto.

Is Love, primeira música do disco novo do White Lies, Ritual, é assim.
E ainda não consegui ouvir o disco todo.
maravilhoso!

Hoje sonhei com uma tsunami alagando tudo aqui.
era tanta água que para passar da cozinha para a sala tive que vir nadando debaixo d'água. Tudo molhado e estragado. Engraçado isso, pensar em perder tudo.
: /

deve ser por causa do que tá acontecendo Brasil afora, chuvas, desabamentos, alagamentos...
Melhoras pra todos que sofreram com isso. E sempre é tempo de recomeçar.

sábado, janeiro 15, 2011

Fui atrás de novidades pelos supermercados daqui do Rio e finalmente me dei a chance de provar uma japonesa.

Kirin Ichiban





De cara uma decepção: a cerva é feita nos EUA. Pô, por que vender como japonesa então? Enfim, é uma rice lager e como deve ser, dourada, transparente e com espuma branca mediana. No gosto, não pude deixar de notar sakê. Talvez pelo arroz. E foi isso, nada demais. Mas melhor que uma Budweiser.

Nota 7
é verdade.
tenho bebido mais do que tenho escrito.
hehehehe

mas vou tentar (d)escrever aqui as sensações das cervas que andei degustando.
sim, não bebo, degusto...

;)

A.K. Damm





Em um bar/restaurante espetacular em Teresópolis, o Vagão Beer and Food, pude provar essa espanhola. Loira com espuma branca, tem no início um aroma bem frutado e no primeiro gole, veio a laranja. Retrogosto tranquilo, sem muito amargor. O álcool é pouco presente e é isso. A cerveja é refrescante e frutada e poderia ser uma boa opção para as nacionais, não fosse o custo x benefício proibitivo.

nota 7

sexta-feira, janeiro 14, 2011

isso aqui anda meio monocórdico, eu sei.
talvez por isso, as pessoas leiam menos, comentem menos, enfim, sei lá.

Mas é que o momento é propício ao descalabro e à bonança.
Daqui sei lá quanto tempo terei menos que isso e sentirei-me menos contente ou à vontade. são as escolhas da vida.

***

Daqui a 10 dias terei a minha nova carteira de identidade. Deixarei de ser SSP-ES para ser IFP-RJ.
Grandes coisas...
Ruim mesmo foi ter que ficar 4 horas esperando para ter todos os documentos checados e finalmente dormir tranquilo pensando que sim, poderei entrar no Uruguay.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

E para fechar uma quarta-feira, dia de cerveja e futebol,
uma garrafa de Karmeliet Tripel.



Linda coloração, um dourado opaco de cair o queixo. A espuma abundante consistente, permanece por um bom tempo.

O sabor, bom, posso dizer que estou me tornando um viciado em belgas tripel. Preciso reproduzir aqui uma opinião alheia, cerveja floral.
Lindo conjunto, macia, sedosa; malte, lúpulo e álcool (8%) em harmonia quase perfeita, com o último se sobressaindo um pouco mais do que o necessário.
Retrogosto incrível, com maçã, uva, abacaxi... tuti-fruti até. Deixa uma leveza na língua e uma certeza no coração: se pudesse, só beberia essa cerveja.

Nota 9.5


descrição da linda pelo edurecomenda.blogspot.com

"Uma antiga receita de um monastério Carmelita belga foi a inspiração para a cervejaria Boostels criar a Tripel Karmeliet. Esta cerveja existe desde 1997, e leva em sua composição três tipos de grãos: cevada, trigo e aveia. Também é temperada com cascas de laranja e sementes de coentro, além de apresentar toques bastante condimentados provenientes de sua levedura."

e vamos a elas...
a de hoje é uma australiana.



Ao derramar essa old ale no copo, a espuma que se formou, quase transbordando em um copo de 500 ml (a garrafinha tem 300) e a aparência marrom bem turva, chamaram a atenção. O aroma vai por pimenta e especiarias e passa pela madeira, afinal a danada passa por um envelhecimento de 2 anos em barris de carvalho. Depois de um tempo, a espuma diminui, mas nunca desaparece formando uma camada fina e perene, linda de se observar.




O sabor assusta no primeiro gole. É a nossa velha mania de estar acostumado com cervejas sem personalidade. Ela entra fazendo um estrago na boca, o álcool (10,5%) aparece, o lúpulo deixa o amargor característico, tudo parece meio doce, uvas passas, madeira, chocolate, o malte tostado...
Com a temperatura subindo, e com a boca mais acostumada a ela, aparece a canela(sabor que me ganhou do meio para o final). Sua duração é loooonga, deixando retrogosto por bastante tempo. Bem menos que Flens no entanto.
É uma que vai crescendo a medida que se toma.

Nota 8

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Pode parar, pode parar...

Numa passada na Lidador da rua da Assembléia (agora sem acento), me deparei com essa alemã.



A Flens se forma bonita no copo. Bastante espuma, como nas melhores do ramo, consistente e persistente. Alta carbonatação. A cor dourada não foge da boa tradição das Pilsner. E para tudo por aí.
Se essa cerveja fosse vendida no Brasil, estaríamos todos tomando vinho em vez de cerveja hoje em dia.

No primeiro gole, você percebe que está lidando com alguém lá de fora, muito amadeirada, a Flens consegue equilibrar o malte e o lúpulo no início. Mas depois, meu querido, vais ficar com a língua amarga como se tivesse tomado um gole de novalgina. Retrogosto gigaaaaante e permanente.

Eu diria que se fosse preta em vez de dourada, estaria diante de uma Guinness alemã, guardada as devidas proporções. Mas é essa mesmo a comparação.

Para todos verem que Pilsner não quer necessariamente dizer cerveja aguada e sem gosto.

Nota 8, pelo soco-surpresa que saiu de dentro da garrafinha com tampa flip-top.
E vamos a elas...
Sexta, voltando do salão da Ju por Ipanema, resolvi conferir se ainda existia a Belgian Beer Paradise, lojinha só de belgas escondidinha num centrinho comercial. Bem, ela não só existia como estava aberta.
Um tempo depois de recuperado do que pode ser considerada uma visão do paraíso, resolvi provar o chopp do dia:




Karmeliet Tripel

Bonita no copo, tem todas as notas de uma Tripel, mas o que mais marcou foi a suavidade de uma tripel on the tap (direto da torneira. heheheh)
Diferente das de garrafa, a juventude torna a cerveja ainda mais saborosa e harmoniosa.

Nota 8.5

***

A Ju nem curte cerveja, portanto resolveu ir com uma Kriek.
Belga, dã, é feita com Lambic e cerejas. O engraçado é que, diferente da Floris, que não esconde o desejo de ser um cooler, a Belle-Vue é cerveja, com gosto de cerveja, mas carregada nas notas de cereja, até na cor. O doce persiste, mas no final a cerveja até que dá o ar de sua graça, com um pouquinho de malte e lúpulo no fim. Lembra, mesmo que de longe, uma mistura de cerva e red bull.




Nota 7.5

***

Desde comecei a levar a sério esse lance de cerveja, percebi como o gosto vem se formando. De longe prefiro as stouts ou as porters, mas abro um bom espaço para as trapistas. As Lager perdem aos poucos o lugar no paladar. Salvo uma cervejada e outra, dificilmente vou ter em casa uma pilsen dessas nacionais pra beber.
Mas como aqui é dificil arrumar uma cerveja que não seja aguada, fico mesmo com a heineken, mesmo que já tenham mudado a formula dela pro gosto do brasileiro (ou a falta de gosto).
: /
E para não esquecer de escrever, daqui a pouco tem Belle Vue, Maredsous 8, Karmeliet Tripel on tap e A.K. Damm.

é, foi um loooongo fim de semana.
;)
Passagem comprada e camisa da celeste alvinegra na bolsa.
Tudo pronto para pagar reverência ao país do El Loco.
Uruguay aí vamos nós...

sexta-feira, janeiro 07, 2011

de pé desde às 4:50 da manhã.
E agora?
cerveja a noite ou cama?
ou os dois?

;)

quarta-feira, janeiro 05, 2011

e para finalizar, uma avaliação em retrospecto.
Degustada no Colarinho, em Botafogo, onde também há a possibilidade de encontrar algumas artesanais saindo direto da serpentina de chopp.

Brooklyn Brewery Black Chocolate Stout





Quando olhei no cardápio, depois de algumas doses a mais essa Imperial Stout, fechei o olho, engoli seco e pensei: só se vive uma vez. Mandei descer a danada, que estava por 28 reais a long neck.
Mas devo dizer que vale cada centavo. Uma cerveja espetacular, com uma coloração negra e creme bege, que não se prolonga muito. O nome já diz, chocolate meio amargo e tudo o que pode advir desse mesmo paladar em cada gole: madeira, toffe, tostado.
De uma delicadeza interessante para uma cerveja com 10% de álcool, mas ainda assim é possível notar sua graduação na garganta e no retrogosto, que marca bastante o lúpulo tostado.

Nota 9,5.
Republicação de SEXTA-FEIRA, ABRIL 14, 2006

CERVEJAS!!!



No Café les deux moulins, o mesmo da Amelie Poulin.
Pedi o maior copo que tinha lá. Uma titiquinha de 300 ml, se chegava a isso. A cerveja era a já conhecida 1664, da Kronenburg. Já conhecida porque foi dela que tomei na primeira refeição a bordo do avião. Cerveja honesta, com um bom sabor e um pouco de amargor no fim. Uma lager típica, mas nada pela qual se deva ter calafrios numa noite de verão. Se começar a estipular uma nota... diria que passa com 7. Posted by Picasa
games, games, games.
passada a bebedeira de fim de ano, volto as atenções para a letra V: videogame e viagens.
Por conta da vadiagem, fico de bobeira, enviando curriculo e correndo atrás de emprego, e me divertindo nas tardes insossas da semana.

Semana passada foi quase toda tomada pela dor de dente e pelo Call of Duty Black Ops.
O tradicional jogo de tiro em primeira pessoa viaja por Cuba, Rússia (ou melhor, União Soviética já que estamos em 63/68), Vietnam, Laos e algo mais...



O roteiro é bem bolado, como diria Seu Silvio, e aos poucos vamos nos dando conta do que realmente está acontecendo. Mas o melhor mesmo fica pro fim.








Spoiler alert - se vc quer jogar esse jogo e não quer saber como ele termina, pare de ler aqui.


Depois de descobrir que você é Tyler Durden, e fazer justiça com as próprias mãos, entram os créditos e depois deles, numa mesa redonda, Nixon, Kennedy e Fidel discutem sobre o futuro da Guerra Fria quando de repente, a sala começa a ser invadida por ...
ZUMBIS!!!

Por que será que eles estão por todo lugar agora??!!!

Aí você começa a jogar numa fase mate os zumbis. E consegue pegar mais um achievement. O danado não oferece tanta dificuldade como um Halo:Reach por exemplo, mas sua jogabilidade e a ação quase que ininterrupta acaba te prendendo por um bom tempo.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Coisas para se escrever e pensar:
Agora, alguns dias depois do reveillon, começam a aparecer as fotos de todas as festas no fakebook. Pessoas na Bahia, em Porto Alegre, Portugal, Copacabana, Meaípe, Arraial...
Engraçado ver todos, sem exceção, com os olhos vermelhos pela manhã do dia primeiro e sempre com um copo na mão. Parece que se bebe dia 31 de dezembro como se fosse, não só o último dia do ano, mas o último dia de vida ou do mundo.

talvez faça isso em 2011, um ano que, pra mim, já começou esquisito.

***

Esquisito pelo único motivo de ser um ano ímpar, e seu primeiro dia ter sido 1/1/11.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

E com a dor de dente insistente, preciso colocar aqui as minhas preferencias para dar cabo à dor:

Nimesulida, 3 vezes ao dia - faz mais de 20 dias que uso. sinais do uso: aftas por toda a boca.

Dorflex: mini-dose de dipirona para sanar a dor, pouco útil. Ainda assim, funcionou umas poucas vezes.

Dipirona gotas: 30 gotas de alívio, apesar do meio canal feito pelo dentista.
de 4 em 4 horas, o alivio necessario para dar aquela apagada e esquecer da dor.


Como não poderia deixar de notar,
aqui vão as diferenças entre nossa querida Endinger garrafa e um copão 500ml de chopp.





felizmente dessa vez, direto do barril, um chopp erdinger.
a primeira diferença é no sabor, bemmm menos marcado e incrivelmente suave para uma weissbier. Notas de baunilha no primeiro gole, com retrogosto macio de banana e pão (mas afinal, é uma de trigo)!!!

Superior a nossa garrafinha que parece querer cantar de galo. infelizmente, sem poder.

Nota 8




Ainda no irish da lapa provei uma cerveja frutada, ou seria cereja cervejada?

feita a base de cervaja de trigo com MUITA fruta, a danada aqui nem parece uma cerveja. Tanto que a Ju, minha namorada nada afeita a cerveja provou e repetiu a dose. Doce pacas, parece pacas com um keep cooler de morango, sendo realmente dificil designa-la como uma cerva.

Nota 8, pelo ineditismo.
Nota 4, pelo gosto de cerveja


o que falar de uma Dama quando vc ainda é um garoto? Foi assim que me senti quando provei pela primeira vez a famosa DELIRIUM TREMENS, no Irish Pub da Lapa. Em primeiro lugar, a garrafa é linda, lembrando a cerâmica da Bohemia Confraria. O copo, esse mesmo da foto, é de uma beleza singular, com seus elefantinhos rosas. E a cerveja? Bom, a DELIRIUM parece mais um espumante, tamanha carbonatação. Sua coloraçao é linda, meio avermelhada, com creme intenso e sabor doce, apesar dos 8,5% de álcool. O aroma de abacaxi é presença certa, lembrando um jovem sauvignon blanc. Frutas amarelas, como banana e damasco também estão presentes. No palato, dá para sentir o álcool pronunciado, assim como notas de especiarias no retrogosto.
Uma experiência que vale os 35 reais pela garrafinha do elefante rosa.

Nota 9

quinta-feira, dezembro 23, 2010

maravilha que me acompanha agora, aos poucos sendo degustado, faixa a faixa...






meu presente de natal.
: )

segunda-feira, dezembro 20, 2010

cervejas
sim, sim...
as cervas estão de volta, uma vez que desliguei meu video game no meio de batman arkham asylum (óóóóóótimo jogo)!!!
Fui de Fuller´s e Greene King mais uma vez, já que tenho uma certa dificuldade de consegui-las no Rio.
e as da vez foram:

Fuller's Golden Pride
Cerveja incrivelmente alcoolica, com 8,5%. Comparadas com as de 12%, nem tem tanto alcool assim, mas o sabor do alcool no primeiro gole é intenso. Indo além, tem um retrogosto permanente, bastante lupulado. A espuma aparece, dá um oi e se vai rapidamente. Tem frutas secas, couro, madeira e caramelo torrado no sabor.
Boa cerveja, com média drinkability.
Ou seja, cai bem numa noite de degustação. Mas não combina com um dia ensolarado.



nota 8

***

Depois, vamos de uma Porter de verdade.



O azar da Opa Bier foi ter vindo exatamente antes dessa Porter. Uma Porter como deve ser: forte, amarga, com presença e ótima para se degustar. Creme honesto e final assustador, prolongado pra caramba. Incrivelmente fortes foram as notas de funghi secchi e shitake no primeiro gole e, como não poderia deixar de ser, café e malte torrado, além de um lúpúlo bem consistente.

Nota 8,5.

***

E pra finalizar as cervas do fimde, mais uma Greene King, a estupenda Strong Suffolk Vintage Ale.



O nome vintage vem a calhar pois é um blend de cervejas, com uma delas envelhecendo 2 anos em barril de carvalho. E, queridos, esses dois anos fazem dela uma cerveja especial. Madeira de cara, nem precisa pensar. Frutas secas, damasco, alcool perfeito, com 6%, sem forçar muito no gosto. Uma bebericação ótima (traduzi drinkability pra não parecer muito besta), macia, aromática e saborosa. Detalhe para a temperatura ideal, em torno de 8 graus. Realmente, muito gelada pareceu bem menos saborosa do que depois de ficar um tempo no copo.

Nota 9.

domingo, dezembro 19, 2010

cervejas

de bobeira em Vix, onde espero ansiosamente pela segunda-feira.
até lá, rsolvi dar uma passada n0s supers daqui e ver se encontrava alguma cerveja legal. No carone, em JP, achei as importadas da Boxer. Pra quem não sabe, ela é que traz as Fuller´s e as Greene King.
Boas cervejas inglesas, se não espetaculares, com ótima qualidade. infelizmente o custo x benefício delas é de dar dor no bolso. Algo em torno de 32 reais a garrafa(as da fuller´s em supermercados como o Zona Sul e na Casa do Cervejeiro em Vix).

Para começar um domingo caliente pero no mucho, uma Abbot ale.



De acordo com os sites especializados, a cerveja "envelhece" sete dias para que todas passem pelo sabbath(onde seriam abençoadas). De cor caramelo e com um creme consistente e persistente, é uma boa companhia, com ótima drinkability. O lúpulo forte para padrões nacionais não é dos mais pesados e deixa a cerveja com presença, mas sem torná-la antisocial. Pena ser tão cara, mais de 14 reais a lata.

nota 8.

****

E ontem me vi diante de mais uma cervejaria nacional, a OPA Bier de Joinville.
E fui logo no degrau de cima, peguei uma Porter e uma Pale Ale.
Bom, posso parecer chato, mas, pra mim, usar essas denominações é como dar um tiro no pé. Principalmente porque as principais inglesas vão por esses caminho. Então, no mínimo, você vai ser comparado com cervas inglesas e não com a Skol ou Brahma. Por esse ponto, temos duas cervejas honestas, mas sem muita personalidade.
O destaque maior fica para a Pale Ale. A Porter parece ter dado uma abrida de pernas para o gosto nacional, deixando-a meio aguada e sem muita presença, apesar de ser de longe muito mais encorpada do que as pilsens meia tigela.
Custo x benefício interessante, por cerca de 5 ou 6 reais.






nota 6,0 (porter)
nota 6,5 (pale ale)

terça-feira, dezembro 14, 2010

segunda-feira, dezembro 13, 2010

diversão acima de qualidade.

the force unleashed 2


Star Wars. Quem é que não gosta de empunhar um sabre de luz e sair cortando cabeças a rodo, como Conan? Bom, eu gosto. E muito. Por isso, posso dizer que me diverti bastante com o Force Unleashed 2. Mas tirando isso, o jogo poderia estar numa lista de maiores decepções de 2010. O personagem tem carisma zero, uma história bem chinfrim (parece que ele morreu no primeiro jogo e voltou do nada como um clone nessa segunda parte), cenas que não levam a lugar algum (o que o YODA faz nesse jogo é uma ótima pergunta) e dificuldade quase zero, se levarmos em conta que o personagem é praticamente um Deus Jedi de tão poderoso. Ok, o jogo parece uma bosta. Mas não é. É divertido sim, usar a força para esmagar um Tie Fighter e mandar os destroços pra cima dos stormtroopers. Mesmo que depois de um tempo isso se torne um pouco entediante. As fases não são dificeis de se resolver, mesmo jogando no hard. E os puzzles não quebram cabeça de ninguém. No todo, um jogo nota 5, que pode tornar divertido um fim de semana chuvoso. (e por 10 réau tá valendo!!)
E como disse que iria escrever sobre os jogos, bom, aí vamos nós.

Quando comprei o XboX pensei, obviamente, na facilidade de achar os jogos por um preço acessível, tipo 15 e 10 reais. E com isso, posso me divertir com todos os principais lançamentos, sem entrar no cheque especial. Foi assim que esse console daqui de baixo se tornou meu sonho de consumo.



Xbox elite 250gb edição especial Halo:Reach.

Abri mão de God of War quando não comprei o PS3, mas ganhei o Halo quando escolhi o XBOX. E que jogão, mermão. Não dá pra parar, não dá pra descansar, não dá pra dar bobeira. Dificuldade alucinante, inimigos inteligentes e que estão doidos pra te dar um sacode. E dão MUITOS sacodes durante o jogo. O final dele ainda guarda uma surpresa talvez não tão agradável. E por conta dele, a vontade de jogar online cresceu exponencialmente...


Jogo do ano
como dizia o Bozo, pra viver é melhor sempre rir.

Esse mês acabei vendo duas comédias das quais falo aqui:

Um Parto de Viagem (Due Date)


Bom, pra começar esse filme tem a assinatura de todd phillips. Entre algumas pérolas estão Se beber não case(the hangover) e Dias incríveis(old school), aquele mesmo com will ferrell encarnando frank the tank!

O filme conta uma história nada convencional, mas totalmente crível, ainda mais em um país como os EUA. Sem falar na atuação magistral de Ed. Downey Jr. O cara voltou com tudo e está realmente por cima da carne seca. Dá para se divertir e soltar algumas boas risadas. Se você é daqueles que quer pensar um pouco depois de um filme, bom, talvez não haja muito para se pensar aqui. Mas mesmo assim, é um passatempo de muito boa qualidade.


A outra fita que assisti por estes dias foi A ressaca (hot tube time machine).



É o tipo do filme que você junta os amigos, enche a cara de cerveja e se diverte horrores. Mas pode preferir ver sozinho tomando um chá gelado e se divertir um pouco menos.

um grupo de amigos, casados, com filhos, enfim, adultos, entram numa hidromassagem e voltam no tempo.

: O

E, o pior que poderia acontecer para eles, param em 1986. Entre polainas, Poison e cocaína, eles têm a chance de reescrever o passado, fazendo muita graça com a década perdida. Óbvio, o filme acaba se perdendo em uma parte ou outra, mas tem algumas tiradas engraçadas o que o também torna um outro bom passatempo.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Games

daqui a pouco começo a escrever sobre os joguinhos que tem feito a minha alegria em dias de não-trabalho.
tenho jogado e darei algumas dicas de bons jogos e de jogos não tão bons assim.

já já falo de Halo Reach e Star Wars: The Force Unleashed II.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

cervejas 2

quarta-feira é dia de futebol e cerveja.
então abri a segunda. Uma lager das boas, com um tom leve e adocicado no início e um também leve amargor no retrogosto. O grande problema dessa alemã, trazida pro Brasil pela cervejaria Petrópolis é o preço, entre 9 e 12 reais. Comprei por 5 e pouco.
Por este preço, é melhor do que qualquer Lager nacional. Mas também não é inesquecível.

Nota 7,5.

eu pensei num numero o dia inteiro ontem:
4318, 4318, 4318

e não é que hoje, voltando do supermercado, escutei uma mulher conversando com o cara da banca do bicho que jogou 4619 e deu 4319.
Um número acima do que pensei.
o que isso quer dizer?
sei lá...
cervejas.

costumo escrever sobre cervejas aqui.
ou costumava. Mas enfim, aqui no Rio, tenho acesso a tantas cervejas, e algumas em promoção, que acabo provando tantas cervejas novas e conhecendo tanta coisa boa que fica até difícil colocar aqui.
Vou tentar me retratar e colocarei as duas que vou provar hoje:




Voll - damm

espanhola, da estrela damm, uma marzenbier. cerveja frutada e forte, com 7,2%.
17,7% de malte. Deliciosa, e um tanto cara. Na promo, consegui de 12 por 4,99.
Lembra uma india ale ou uma Confraria da Bohemia, mas dando de MIL.
Se puderem provar, não percam a chance.
Nota 8,5.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Tava pra escrever sobre uns filmes que andei vendo.
Tropa 2 acho que todo mundo já viu. Não preciso ficar comentando aqui.


Mas o Solteirão (Solitary Man), preciso.

No início do filme quando toca solitary man na voz de Johny Cash, já sabia. Viria pancada por aí. E o filme, muito bem feito, mostra tudo o que mais tememos:
ficar fudido e mal pago depois de velho.
E não se tocar que se está velho.
Uma comovente viagem pela rotina de Michael Douglas adentro, um sessentão quebrado com uma volúpia de dar inveja. ou será que não é bem assim?

Papel digno de Oscar e, dizem, um provável candidato.




***

Outro dia chegou aqui em casa a primeira temporada de Mad Men. Assisti o primeiro episódio e não vi mais nenhum. Não gostei? Claro que não.
Sabe quando vc não quer terminar de ler um livro? Pois é, mesma sensação aqui. Fiquei tão embasbacado com o primeiro episódio que se não tivesse que dormir, comer ou tomar banho, viria a temporada inteira, do inicio ao fim.

Só vendo para entender. Um diretor de criação nada bobo de uma baita agência de Manhattan e que se acha o dono do mundo e é tratado como tal. Anos 50/60 com direito a bebida no horário de trabalho, assédio sexual quando ainda não era assédio comer a secretária e cigarros, muitos cigarros.

Ótima dica de presente de Natal.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Aqui antes

Fim de ano se aproximando. Mais um daqueles em que quando nos demos conta já era junho, e um espirro depois, dezembro. A velocidade com que os dias passam se equipara aos megabytes das conexões. Hoje internet está no celular, no tablet, na TV e até no computador. Ou seja, nosso acesso à informação se dá de forma contínua. É nesse mundo, como diria o Rei Roberto Carlos, a 100, 120, 150 quilômetros por hora que me proponho a enumerar os melhores álbuns do ano de 2010. Para tanto, fui buscar inspiração em algumas listas que já pipocam por aí. Surpresa ou não, fui engolido pela mesma velocidade que não faz tanto tempo era minha aliada. Dos dez principais lançamentos de 2010, segundo conceituada loja inglesa, posso falar do nono e décimo colocados. Ainda bem que na louvável megalomania dessa lista, temos 100 discos. Sim, 100. Conseguir ouvir um disco a cada três dias, de maneira profissional, é assustador. Seu tempo deve ser todo voltado para isso. Agora, ouvir uma quantidade maior do que essa e fazer uma lista dos 100 melhores soa doentio. Escuto menos do que gostaria e muito mais do que o necessário. Compro menos CDs do que antes, mas consumo música numa velocidade acima da média. Ainda assim, para fazer uma lista de dez mais, sempre sofro. Um ou outro sempre ficam de fora. Como tenho que dar a cara a tapa, os meus estão aqui. Mas não ficaria surpreso se a sua lista, leitor, fosse bem diferente, e por que não, muito melhor. Sinal dos tempos.

Foals – Total Life Forever
Foals volta melhor do que antes. Nada como um gole de maturidade.

Maximum Ballon – Maximum Ballon
No ano dos projetos paralelos, esse se destacou com pegada pop e dançante.

Broken Bells – Broken Bells
Sem disco novo do Shins, matamos a saudade com esse delicado trabalho de seu vocalista.

Tame Impala – Innerspeaker
A psicodelia sai da Austrália e toma de assalto o mundo.

The National – High Violet
Depois de altos e baixos, o National parece ter reencontrado o caminho.

Teddybears – Devil’s Music
Impossível ficar parado.

!!! - Strange Weather, Isn't It?
Música eletrônica com cérebro.

Interpol - Interpol
Cada vez mais dark, cada vez mais Joy Division. Cada vez melhor.

Mumford & Sons - Sigh No More
Exige uma certa dedicação, mas depois de descoberto, fica melhor a cada audição.

Arcade Fire – The Suburbs
Obra-prima? Nem tanto, mas um ótimo exemplar do que melhor se faz por aí, em matéria de música.

terça-feira, novembro 09, 2010

ei ei ei

nada pra escrever aqui. mas vou tentar dar uma pala para vocês que ainda frequentam esse lugar.

é, nada para escrever mesmo. Mente em branco.
Agora atrás de um Guitar Hero bundle, com bateria e microfone.
alguem topa?

segunda-feira, novembro 08, 2010

hj poderia escrever aqui sobre a dificil vida de um redator em busca de emprego em uma cidade grande.
A solução vai acabar sendo emprego temporario na livraria do Shopping.
: /

***

Assisti ao primeiro episodio de Mad Men.
valeu a pena. muito, mas muito interessante.
Desde já, preciso me concentrar nessa série.

***

em passeio quase dominical pelo Barra Shopping, em agradável companhia, me vi chocado ao deparar com quantidades absurdas de séries à disposição na FNAC da Barra. Desde já, um lugar a se evitar em época de vacas magras...

***

Nestor Garcia Canclini é meu novo companheiro de cabeceira.
Preparação para a prova do mestrado Mode ON.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Antes aqui






A história está cheia de momentos em que apostar em mais do mesmo é o caminho mais seguro para o sucesso. O Soundgarden que o diga. Depois do fim da banda, alguns meses antes do que seria seu primeiro show no Brasil, cada integrante seguiu um caminho. O mais conhecido deles, o vocalista Chris Cornell, lançou um disco solo e depois formou o Audioslave, com os músicos do também recém-finado Rage Against The Machine. No entanto, nem o poder das notas dos ex-RATM nem o alcance vocal de Cornell pareceram afinados um com o outro. E o que é pior, deixando os fãs, órfãos de ambas, com gostinho de quero mais.

O tempo, ah, o tempo. O Audioslave hoje é passado. O Rage está de volta com sua formação original e fez um show histórico no festival SWU. O Soundgarden também se reuniu e voltou à ativa, depois de um longo hiato, lançando sua primeira coletânea, com algumas músicas inéditas. Assim matam a saudade dos fãs com criações nunca dantes ouvidas, e, ao mesmo tempo, fazem um belo apanhado do trabalho de anos de estrada, para uma nova geração que apenas ouviu falar do movimento grunge e no barulho criado por Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Cia.

As primeiras faixas do disco lembram os primeiros eps, de uma banda ainda em busca de sua identidade. Dessa fase, destaque para a música Fopp. Logo depois, o disco que fez o Soundgarden explodir, Badmotorfinger é destrinchado. Várias faixas mostram o que de melhor a banda fez, em um dos discos mais emblemáticos do grunge do início dos anos 90. Outshined, Jesus Christ Pose e Rusty Cage fazem parte desse momento. Do álbum Superunknown vem a balada Black Hole Sun e Burden in My Hand. Sim, mais do mesmo. Mas é tamanha a qualidade que você até se pergunta se não vale a pena dar essa chance para eles.

E a resposta vem no mesmo disco, com as inéditas que evocam a década passada. Mesmo não sendo músicas novas, mas sobras das sessões de gravação, as composições mostram que o que é bom sempre será bom, como comprovamos em Black Rain, o single do lançamento. Se antes a espera era para saber se a banda ainda voltaria a se reunir, agora ficamos na expectativa de um novo disco cheio de inéditas. E que venha logo, porque os fãs já não aguentam mais esperar.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Lá estava eu, no super com mamãe.
Era uma segunda pós eleição onde todos estão felizes e esperançosos por dias melhores que não virão. De repente passa uma mulher alta, cabelos até o ombro, rosto de menina. O rosto da menina era o mesmo que conheci quando o rosto de menina ainda combinava com o corpo de menina. Ela devia ser algumas séries mais nova, umas duas ou três se tudo isso. Ou seriam mais? Com o passar dos anos algumas coisas vão se perdendo por aí.
Já ia puxando minha mãe pelo braço para apontar para a menina que estudou comigo quando me apercebi da pequena figura que caminhava à frente de seu carrinho de compras. Não mais que 3 ou 4 anos. Um menino, cara e corpo de menino, cabelo de cuia, com aquela cara de infância. Ela falava com ele com um carinho, com uma ternura e ao mesmo tempo com a autoridade que só uma mãe sabe usar.
Fiquei sem reação, pois já não poderia mostrar para a minha mãe a menina que estudou comigo, do pouco que ainda restava na minha memória. Não combinaria dizer: Olha aquela menina, estudei com ela. Também não achei por bem falar: Olhe aquela mulher ou ainda olha aquela mãe.
Por falta do que falar, me calei.

E vi a menina que estudou comigo passar e seguir adiante. Com o menino ao lado dela.
Dois pesos...

Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.


Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

quarta-feira, setembro 22, 2010

para continuar o post lá debaixo, dos filmes, vi também:

Transformers 2 - revenge of the fallen

nem preciso comentar, né?
destaque absoluto para a calça branca da Megan Fox que termina o filme branca, mesmo tendo caído milhares de vezes no chão do Egito.
Ah, sim, os carros e aviões e tudo mais se transformam em robô, mas é tudo tão frenético que você nem sabe mais quem é quem e o que acontece.
triste.
o site da reverbcity é legal. Não, nunca comprei nenhuma camisa lá.
É engraçado isso, porque apesar de conhecer todas aquelas bandas de lá, acho as estampas meio papagaiadas demais. Muita cor, muita referência, sei lá...

Enfim, o interessante é que se você der uma passeada pelas camisas do site, um monte de bandas hypadas e que viraram estampas, hoje são meras desconhecidas.
E o custo dessas camisas cai vertiginosamente, de acordo com a falta de hype.
Exemplo?

digamos... Maximo Park ou Architecture in Helsinki

de 55 pratas, vc já compra uma dessas até por 19 reaus.
E como amigos são uns poucos mesmo, dá pra contar nos dedos das mãos, não fico com um pé atrás de falar isso.
Vitorinha deu o que tinha que dar.
mesmo.
Não dá mais, cidade.

Acaba a campanha volto pro Rio e de lá, só saio se for pra fora.

terça-feira, setembro 21, 2010

Copiado do Elton, do tendências

Filmes da Semana.
Semana prodigiosa em matéria cinematográfica. Se não teve grandes produções, teve pelo menos uma que me pegou de jeito.


THE OTHER GUYS



Comédia estranha, estilo Will Ferrell. Dois tiras não muito brilhantes precisam ocupar o espaço deixado pela grande dupla que antes combatia o crime em NY. Passa bem o tempo e tira umas risadas sem jeito. Destaque para a crítica aos banqueiros e executivos americanos nos créditos finais.



GROWN UPS



Comédia família. Com a família de humoristas do Clã Sandler: Rob Schneider, David Spade, Kevin James e Chris Rock. Piadas para as crianças, num filme que ensina o valor de se ter um infância com amigos, brincadeiras que não sejam videogame e como essas coisas criam laços que duram para sempre. Mais longe da nossa realidade impossível, com casa no lago, campeonato de basquete na escola e quatro de julho. Se não tiver outro filme em vista, passa o tempo.



MARY & MAX



Ponto para a animação quase em preto e branco. Como a vida de seus personagens, o filme é meio sem cor, meio sem graça. Mas da trilha sonora à construção das personagens, tudo está em perfeita sintonia. O coração da gente é estraçalhado com o desenrolar da história pouco convencional sobre a amizade de uma menina de 8 anos e um cara de 40 e poucos. Ela na Australia, ele em Nova York. Impossível conter as lágrimas no fim.

segunda-feira, setembro 20, 2010

acho que esse tempo fechado, com um pouco de frio, com um pouco de chuva me faz feliz.
Faz-me escrever em profusão leviatânica, pelo menos.
Tudo faz sentido em palavras, no papel.

Anoitece aos poucos por aqui.
Três xícaras de café depois, aparece um panetone de ontem, todo destruído.
Resquício de panetone, seco. Quase natureza morta.

Apenas um pedaço parece não ter sido tocado.
Esquecido pelo tempo, que precisa, mas o bastante para que o ache.
De supetão, agarro um fiapo de sua massa e atiro boca adentro.

o tempo parece parar.
Em instantes, lembranças invadem o cotidiano sem sal.
natais, família, amigos e felicidade extrema.
Frio, chuva, presentes, bonecos de neve, aulas de francês...

como um simples pedaço de panetone consegue mudar minha vida, meus dias até o final do ano?
por que tanta felicidade em um sabor adocicado, por que tanta boa vontade, por que querer e ser feliz depende de uma mordida em um pedaço de pão doce?
Estou radiante.
O fim do ano, o momento de alegria, de dividir, o natal, o papai noel, tudo está aqui.

Como sempre estiveram, dentro de mim.
dois posts em um.

Como todos não souberam, não estou bem. Ou não estava bem, pelo menos.
Ansiedade, trabalho, pressão, estresse.
Partiu o fio. pirei e curei.
I'm fine, thanks.

Enfim, segunda amanheceu chovendo.
O VMB foi aquilo, colorido sem ser GLBT.
E mais um amigo de colégio foi pai, quarta passada.
(toda vez que digito pai, erro a tecla e aperto o U em vez do I. Toda hora escrevo pau em vez de pai. Mas, se pensar bem, tem tudo a ver. Costumam dizer que o Pinto é sempre por parte de pai, mas essa piada é velha).

ok, me perdi.
voltarei ao que pretendia falar.

dois tópicos:
VMB
PATERNIDADE

Sobre o VMB, engraçado que, ainda por algum segundo perdido, fui até a página da MTVe resolvi votar nos indicados. Como o Zémaria estava indicado em eletrônica, fiz questão de deixar meu voto para eles. Se não conhece, corre atrás. Mas depois de depositar com consciência esse único voto, comecei a ver a lista dos outros indicados. E não pude me conter. Comecei a votar nas outras categorias.
Cabe um adendo aqui - pessoal, claro. Faz tempo que a Mtv deveria mudar de nome. o M deixou de significar Música para significar Merda faz algum tempo. o que salva são os labs da vida, sempre depois da meia-noite ou antes do meio-dia. Deve ser para a juventude não ficar confusa. Imagina um adolescente família restart vou xingar muito no tuiter hoje ligar a MTV e assistir clipes? Ele vai ter um surto e, ahn, xingar muito no tuiter.
O importante são os programas de moda, comportamento, realitys americanos, fofocas sobre os ataques de hiltons, lohans e spears da vida e, claro, as piadas. Meu Deus, o que seria da MTV sem os programas de humor? Daqui a pouco Adnet vai pra Globo encarar uma geladeira, seguida de um programa nas madrugadas, assim como as músicas na MTV.
Ou pior, vai ter que mudar de nome, ficar sem falar no Botafogo e aderir aos legionários da emissora do Bispo.

Voltemos pois aos prêmios da MTV. Ao VMB. Na verdade, costumo reduzir toda a discussão a uma única frase: "Quando começamos a levar a sério Fresno e NXzero, por conta de Restart e Cine, alguma coisa está errada."

Sim, votei nas piores opções entre os indicados. Como votar no Otto ou no Arnaldo Antunes, quando podemos votar no NXZero? Afinal, esse não é o canal das piadas?
Aí depois me vem a plateia, a mesma que votou horas a fio, vaiar o restart quando sobem ao palco para receber o prêmio de artista do ano. Queridos estamos na MTV, o canal que se perdeu no tempo e na sua função e que deixou de ser relevante há alguns anos atrás. Estamos dentro do canal das risadas, do stand up sem graça, dos VJs sem bagagem, mas com o cabelo todo colorido. Ou será que a piada, quando começa a ser levada a sério perde a graça?


****

Sobre a paternidade. Bom, esse assunto se confunde com uma certa pressão da idade e, mais uma vez, a uma crise de pertencimento.
Não sei mais onde é minha casa, onde é meu trabalho, onde está meu futuro, quem são meus amigos (ok, esses são os mesmo de sempre, mas agora casados e pais).
E hoje pela manhã, quando fui fazer novos ósculos e amplexos para mim no Shopping, encontrei mais um, recém-papai. De quarta passada. Diz que não dormia fazia quatro noites. Sim, deve ser difícil. Mas pior foi me afastar durante dois segundos do local do encontro e me ver de longe, bermudas, tatoos, mochila e casaco da Adidas. Barba sempre por fazer, 20 e tantos anos na moleira. Será que estou ficando para trás? Sou o que não envelhece? ou o que não amadurece?
Bateu pesado isso. Não estou casado, não pago aluguel, não pago condomínio, não tenho a menor vontade de me enfiar num trampo 8to6, e destruir o que resta da coluna e do ciático. Consigo me manter com um pouco de grana que faço, graças aos meus parentes. Admito minha dependência, talvez pela primeira vez. Hoje trabalho, daqui a 15 dias quero ir pra Irlanda, Holanda, Porto Alegre, Paraguay. Tanto faz. Vou ter tempo para matar e não de férias, porque férias são o meu dia a dia. Quando trabalho é que o faço por um mês, talvez quatro no ano.
Até quando, não sei. Um dia não consigo mais emprego. Não terei mais dinheiro.
Vou olhar pra trás e ficar feliz pelo que vivi e triste pelo que vem pela frente. Sem saber onde moro, sem saber o que esperar da vida, sem uma carreira construída com muitos dias desperdiçados dentro de um escritório.

Espero que falem de mim, pelo menos um dia depois da minha morte. Que a eternidade seja enquanto estou aqui, tentando viver o mais intensamente possível o resto das energias da juventude que é eterna enquanto dura.

Enfim, são essas as dúvidas que me atormentam, as perguntas que não tem resposta e que tento a toda hora saber como responder. Talvez seja hora de esquecer essa coisa de construir a vida como todos esperam que ela seja e viver um dia de cada vez, escolhendo as coisas e caminhos à medida que vão se mostrando.

pensar. Pensar.
penar.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Vitória, 13 de setembro de 2010.

Prezado Luiz Taylor, Gostaríamos de convidá-lo para ministrar uma oficina dentro da programação do evento SINERGIA – V Mostra internacional de Cinema. As "Oficinas de Iniciação ao Cinema" serão gratuitas, aberta ao público, com capacidade para 20 pessoas, com foco da divulgação em alunos de Ensino Médio. Propomos a oficina de “Roteiro” com carga horária de 8h divididas em 2 dias, *29 e 30* de setembro, quarta e quinta-feiras. Sugerimos ainda que esta oficina aconteça na UFES (local a definir) paralela a outras 4 oficinas que estarão sendo realizadas em ambientes próximos.

A Mostra Sinergia, que acontecerá entre os dias *27 e 30* de setembro, tem como objetivos estimular a criação de produtos audiovisuais nas faculdades e propiciar um intercâmbio entre os alunos das Instituições de Ensino Superior (IES) e os produtores de curtas independentes, a fim de desenvolver uma visão crítica e reflexiva sobre a representação audiovisual da realidade social e cultural. Sendo assim, não será uma mostra competitiva.

Os vídeos de realizadores de todo o Brasil e mundo serão exibidos em programação definida, amplamente divulgada e aberta ao público. O projeto é uma parceria entre UVV (Centro Universitário Vila Velha), Curso de Comunicação Social da UVV e UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) através da Secretaria de Cultura. Além das exibições de vídeos e palestras, este ano propomos a realização de 10 oficinas de iniciação ao cinema, contemplando diversos temas da área.




***

Legal, né.
Então estarei lá, passando um pouco de anos de experiência para a molecada.
: )

sexta-feira, setembro 10, 2010

Agora o que eu tenho a dizer sobre o fim do Rio Fanzine.

Sexta tinha duas coisas imperdíveis no Globo. O Dapieve e o Rio Fanzine.
Eram como aqueles amigos que você espera encontrar num happy hour de sexta-feira,trocar idéia, ficar bêbado juntos, rir e ir pra casa descansar da semana cheia de trabalho.
Dapieve continua ali, agora já na contracapa. O RF, bom, esse foi-se de uma vez por todas.
Há tempos, é verdade, as piadas ficaram velhas, as histórias pareciam se repetir. Na velocidade da internet, não abria mais o Globo atrás de bandas novas, atrás de novidades da moda, atrás do que era legal em Londres.
Nesse ponto o RF perdeu mesmo o fio da meada. Mas era bem escrito e quem, what tha hell, se cansa de ouvir boas histórias, mesmo que repetidas?
Era como se a leitura fosse uma confirmação de que você estava no caminho certo, trilhando a estrada dos tijolos amarelos da independência intelectual.
Como o velho amigo das sextas, que você sabe ser o mesmo, com os mesmos problemas, com a mesma história, as mesmas piadas, mas que não cansa de rever semana após semana.

A partir de hoje, uma cadeira vai ficar para sempre vaga na minha mesa de sexta.

RIP RF
Essa época cibernética envelhece a gente em velocidade de banda larga. E eu só tenho 30 anos.


frase fodástica roubado na cara de pau do http://www.escrevinhando.com.br/ acerca do fim/assassinato/extinção do Rio Fanzine.

Bom, a frase fala por si só.
Já o fim do Rio Fanzine, quem fala são os "donos do pedaço"

"
Enviado por Carlos Albuquerque e Tom Leão - 10.09.2010 | 10h22m

Sem mais adeus


Todo carnaval tem seu fim. O do Rio Fanzine em papel é hoje. Mas sem quarta-feira de cinzas, sem tristeza, sem choro. O momento é de celebrar nossos exatos 24 anos — temos nosso próprio tempo, como diria aquela banda de Brasília, que esteve em algumas de nossas primeiras edições — e a inesperada sensação de que fizemos alguma coisa importante, embora não esteja muito claro o quê.

Mas temos pistas. Quando o Rio Fanzine nasceu — sob as bênçãos da rainha Ana Maria Bahiana e os posteriores cuidados de dois dos seus súditos — a informação sobre cultura na chamada grande imprensa era reta e vinha do alto para baixo. Era natural que fosse assim. Cultura alternativa, então, nem se falava dela, salvo as pioneiras colunas de Big Boy e Nélson Motta, aqui no GLOBO.

Mas os tempos, eles já estavam mudando. O primeiro Rock in Rio tinha gerado euforia e inquietação. Os ecos punk também podiam ser ouvidos, apesar da distorção. Todo mundo queria fazer alguma coisa — formar uma banda, fazer uma festa, montar um festival, criar uma rádio de rock e até mesmo inserir um fanzine dentro das páginas de cultura de um grande jornal. A terra estava se movendo: era o underground em ebulição. Restava fazer a nossa parte, a nossa obrigação: divulgar isso.

O Rio Fanzine começou a servir, então, como duto de passagem para essa pressão. E que pressão! Tínhamos que falar de novas bandas, novas festas, novos festivais, novas rádios, novos sons e novas tendências, que nenhum assessor ou divulgador faria chegar à redação.

E assim foi. Descobrimos Planet Hemp, Skank, O Rappa, Ed Motta, Los Hermanos e Canastra, entre muitos, mas muuuitos outros. Falamos de discos, livros, filmes e quadrinhos que ninguém estava prestando atenção, numa época em que o “New Musical Express” só era encontrado em algumas poucas bancas da cidade. Detectamos (e condenamos) a presença dos pitboys na noite carioca. Abraçamos a eletrônica nos seus primórdios, mergulhamos na onda grunge, dançamos com os primeiros raps e viajamos com o dub. Falamos até que o futuro da música seria através de uma novidade chamada internet. E acreditávamos, piamente, que nosso dever, se havia algum, era tornar o underground maior.

Dito e feito. Hoje aquele underground do Rio Fanzine está por cima, está em toda a parte. Ele não precisa, portanto, mais existir naquele velho espaço. Não faz mais sentido. O Rio Fanzine vai continuar on-line, neste blog no site do GLOBO, reforçado a partir de agora. Vai continuar também, de alguma forma, nas páginas do Segundo Caderno (onde nasceu e gerou um filho, a coluna Trans), no Rio Show, no Megazine, nas festas, na televisão, nos blogs, sites, redes sociais, e, a partir de hoje, nas suas próprias mãos. O nosso download foi, enfim, concluído.
"

quarta-feira, setembro 08, 2010

holy cow!!!
como é mesmo o nome daquela série em que um cara volta no tempo para os anos 80, para a época em que ia para a High School?

de repente me deu vontade de comprar as séries boas que via na Tv e ter na estante de casa. Como "Minha vida de cachorro", "O Elo perdido", "Third rock from the sun"...
e tudo isso só porque eu tava futucando atrás do nome daquela série dali de cima e encontrei a finada "The Class" inteirinha no youtube.
Assisti o piloto e descobri porque foi cancelada. hahahaa
bem mais ou menos, mas engraçado como na época, tendo sido feita pelos criadores de friends, achava até que dava para passar o tempo, maybe numa quarta-feira das 20h as 20:30h.

ficaram curiosos? bom, no início do segundo episódio eles explicam todo o Piloto. Se quiserem ver, cá está.