Sexta-feira, Novembro 06, 2009

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Antes aqui


Conheço um monte de bandas que, com o passar do tempo, vão se tornando caricaturas de si mesmas. Tendem a retornar para as paragens de sempre, para a mesma zona de conforto e se repetem disco após disco. Outras, poucas diga-se de passagem, conseguem ter o que dizer mesmo depois de muito tempo na ativa. Os fãs que me perdoem, mas o Pearl Jam, já há algum tempo, flertava com a primeira, e fácil, opção. No entanto, algo aconteceu. Digo algo, porque não sei que toque divino tira uma banda da bandalha musical e a coloca de volta nos trilhos. E parece que deram um toque nos caras de Seattle, que conseguiram se reinventar. Desde o “disco do abacate” o PJ vem merecendo o meu respeito e o tempo, cada vez menos livre e mais precioso, de audição musical. Digo isso porque, numa sexta-feira qualquer, recebi uma encomenda de um amigo com Backspacer, o último lançamento de Eddie Vedder e companhia.

De primeira, achei algumas pérolas como The End, Amongst the Waves e Unthought Known que me levaram a mais uma rodada de play no cd. E foi desse jeito que o Backspacer foi crescendo, crescendo e se tornou um dos grandes de 2009. Juntando influências esquecidas, como Ramones, com as novas experiências de seu vocalista, a trilha sonora do filme Na Natureza Selvagem, o Pearl Jam encontrou o equilíbrio que faltava entre nervosismo, guitarras e rock. Deleite-se com esse ótimo trabalho e pode esperar, em vez de apertar o backspace você vai se pegar apertando o repeat muitas e muitas vezes.


Quarta-feira, Novembro 04, 2009

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em fase de maturação.


o verão está aqui. estou de volta. a cidade parece sorrir, seu cheiro está diferente, sua cor, seus sorrisos. é pra isso que a cidade do Rio vive, para chegar em dezembro e desabotoar as camisas e os paletós e se jogar na bermuda florida do verào.

não somos cosmopolitas. somos cariocas.
E para isso não precisamos falar chiado, ainda que uma grande maioria o faça.
ser carioca é mais, e vai além disso.
não se faz um carioca apenas com sotaque, se faz com alma.
a mesma alma que anda com havaianas no pé, como se calçasse um armani. que não troca o chope no balcão por nada. que ama suas mulheres, e as acha as mais lindas do planeta, ainda que não consiga se aproximar de meia dúzia delas em toda a sua vida. que entende a beleza das frutas empilhadas nas casas de suco,e descobre sabores diferentes a cada estação.

se esconder em um ipod, ipobre, celular ou mp algum número (o último que fiquei sabendo era um 9. mp9). vivem em seu mundo, fugindo da realidade.
por isso me senti um velho, cantarolando e assobiando uma canção, estalando os dedos no caminho entre a minha casa e o supermercado.
As músicas que quero ouvir estão, há muito tempo, e minha cabeça. delas lembro letras, estrofes, refrões, e riffs de guitarra. Isso quando não sou possivel de solfejar todo o solo de guitarra.
eu tenho o meu mpcérebro. e fico feliz com ele.
mesmo porque, o filtro da memória é o único que separa as músicas qe te acompanharão para a eternidade daquelas que tocarão um dia em alguma rádio e cairão no esquecimento.
Ainda que à eternidade possa ser dada uma forcinha com um ipod de, digamos, 160 gigas.
bom, ninguém é de ferro. só o homem.\hum, e não é que já me veio um riff à cabeça.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

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o que ando fazendo nesses dias?
nada demais, na verdade.
ando parado, ando sem pensar em muita coisa, sem me cobrar saber nomes e marcas de câmeras e como cada uma delas funciona.
Ando sem pensar em como captar melhor o som em um ambiente não controlado e com árvores por todos os lados.
Me pego viajando por estradas de terras e indígenas no Paraguay, mesmo que só na minha mente (por enquanto).
Penso em escrever e em criar, propaganda mesmo.
Não adianta, gosto. De verdade. Ainda me arrepio quando penso num conceito que sei que abraça toda a criação. Quando penso num título (dois anos depois, será que ainda usam títulos em anúncios?!), fico feliz. Quando viajo num roteiro de 30 segundos, acho um tesão. Talvez seja a hora de entrar de cabeça nisso, de um jeito que sempre me neguei. E achar tempo para a terapia e para estudar para o mestrado.
É, acho que tenho metas.

Mas continuo baixando discos e querendo ir aos shows.
(últimas aquisições: Weezer - Raditude e Jet - Shanka Rock)

Consegui a segunda parte de CHE. Via SP e camelódromos da vida.
Mas fico com uma pena de ver um filme em que sei que o mocinho morre no final.
mocinho?
fica pra você decidir.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

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vitorinha também é sinonimo de internet rápida.
ou quase isso.
mas aproveito pra descer o cacete nos downloads de discos.
Até agora baixarão o Julian Casablancas (bem bom, viu)
o Slayer novo, o Air novo e o Muse novo.
: )

felicidades pros ouvidos cansados.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

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Ainda sobre o impacto de Che, do Soderbergh, comecei a pensar em como eu, simples mortal, posso tentar mudar o mundo. Ver as imagens de selva, de revolucionários, de uma idéia tomando um país, de um ideal sendo buscado, por meio de balas e sangue, me deixou alterado. Tenho que informar que ler As Veias Abertas da América Latina, do Eduardo Galeano, ao mesmo tempo não ajudou muito.
Sabe, tive vontade de me meter na floresta, na selva, de lutar com as FARC, e entrar no MST, de fazer algo. Revolveres, fuzis e espingardas não são as minhas armas. Acho que posso fazer mais com uma folha de papel, com uma caneta, ou com um laptop agora nesse mundo capitalista altamente moderno. Acabo de escrever capitalismo, mas começo a achar que o mundo não é mais capitalista. É individualista.
Se eu pensar em algumas pessoas a mais, já está de bom tamanho. Mas quero comprar a minha geladeira, a minha TV de LED (adeus plasma), meus DVDs e Cds e pendurá-los em uma estante. Não existe o individualismo social. Será que há o capitalismo social?

Vontade de tentar mudar alguma coisa, fazer algo pelos outros e menos pra mim. Até um certo comichão, sabe, de entrar na política. Sujar-me para tentar limpar outros. E fico pensando nos indígenas, nos camponeses, nas pessoas simples que andei conhecendo pela América, que vivem com tão pouco e querem ter menos ainda, mas ser felizes com seu pouco. Quem sabe virar franciscano, com aquele corte de cabelo estranho.

Como posso tentar mudar algo no mundo de hoje? Será que alguém pode me dizer?


***

Agora então, fico pensando em como uma pessoa que dividia suas conquistas com os outros conseguiu virar um ícone, voando solo, em tantas camisetas.
Eu digo que isso é coisa de americano. Capitalizar em cima da revolução. Quantas camisas vendidas? Quantas revoluções levadas a cabo?
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música do dia:

The Hunger - Misfits

We become
Erupt in violence
Destroy the silence
Our time has come

Go!

We are the outcasted, ancient descendents
The ones who've been calling and
Would you still die for the dead, yet still living
Starved of a time that's now come.

We are the children
The hungry children

We become
Erupt in violence
Seduce the silence
Our time has come

Go!

We are the kindred, Hell's ancient descendent slaves
Begging the night not to go
Would you still die for the dead, yet still living
Starved of a life that's now gone.

We are the children
The hungry children

We become
Blood quench the hunger
You want it, you need it
Blood quench the hunger
You want it, you need it
Blood quench the hunger
You want it, you need it.


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com essas linhas escritas, me preparo para apanhar.
Mas é incrível como, vendo fotos de amigos espalhadas pela internet, me caiu a ficha de que somos todos uns trintões. E estamos ficando velhos. As mulheres entregam mais a idade, e ver duas ou três reunidas em uma mesa de bar, me dá a certeza de que somos adultos. Daqueles que ainda não aprenderam a crescer, ou como se faz isso. Temos mais de trinta ainda que os quinze estejam tão vivos na memória. a finitude, o olhar na espreita da caveiruda também dá um arrepio. para muitos, já se passa a metade da vida. Para outros, um terço.
Mas é desse jeito que continuamos.
não morri e preciso rever algumas coisas.
preciso pensar que sou adulto, que já não tenho os 15 anos que minha consciência me propõe. E começar a viver como um trintão. Trintinha, vai, mas trinta.
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Eu simplesmente não tenho mais idade, muito menos corpo pra aguentar saídas e bebidas e esbórnias. Faz algum tempo que não saio de casa. Daqui a pouco não saio do quarto. E quando menos se esperar, não saio da cama.

****

Ainda não escrevi sobre essa trilha sonora por pura falta de força de vontade. Mas é do Eddie Vedder e é do filme Into the Wild, traduzido como Na Natureza Selvagem. Dirigido por Sean Penn, o filme mostra a história real de um americano que desistiu do mundo e foi viver no mato. Na verdade, falar que ele desistiu do mundo é meio errado. Ele se cansou desse mundo, de notas, de empregos, da eterna cobrança em ser sempre o melhor e foi comungar a vida com a natureza. Voltando à trilha, ela é de uma delicadeza e beleza ímpares, fazendo a cobertura perfeita para as longas tomadas da natureza. Da nossa, inclusive.
Fica a dica.


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E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
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questionamentos noturnos

Não precisam se preocupar com o que leem aqui.
não precisam.
Aqui nada mais é real. Nada é mais real.
sou um personagem.
Um, apesar de personagem ser uma palavra feminina.
(aqui começa o questionamento)
E quando não sou o personagem?
não sei.
sou sempre uma criação para interagir. somos. sempre.
somos o filho, o neto, o sobrinho amoroso,
o namorado, o amigo, o aluno, o chefe, o patrão,
o empregado. Quando estamos sozinhos, não somos nada.
Então como serei eu? Como eu sou?
Não sei. Sei que sou um bom filho, um bom neto, um sobrinho amoroso.
um namorado às vezes relapso, um amigo que some e deixa os outros na mão. Ou que magoa seus amigos.
Sou, para vocês. Nunca para mim. Porque para mim, por mim, não preciso ser nada.
sou eu. o que vocês nunca conhecerão de verdade.


***

Enquanto isso continue se divertindo com o personagem que criei só para você.

Domingo, Outubro 25, 2009

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até agora ela não apareceu.
fico feliz com isso.
mas mesmo assim, preciso pensar direito num monte de coisas.
num monte de coisas.

pensar. pensando. pensado.
será que sou viciado?
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tem uns dias em que vc acha que já deu.
que já era.
hoje eu acho que já era.
fico deitado esperando a morte chegar.
ela pode entrar devagar pela porta do quarto, pedindo licença, como qualquer bom serviçal e começar a conversar comigo, numa boa, numa nice.

- Luis?

- É, sou eu.

- Então, você sabe porque eu to aqui. vamos?

- poxa, já?

- é, né. voce não andou se cuidando muito, não ouviu as recomendações do seu médico...

- é, eu sei. Mas é que parece tão cedo. tenho tanta coisa para fazer ainda... tem a copa, a olimpiada...

- Ninguém pensa nas coisas que vão acontecer quando ... bom quando eu os venho visitar. elas sempre se apegam ao passado. interessante esse seu jeito de ver as coisas.

- pois é. fico pensando no meu amigo que a senhora levou em maio. Ele queria tanto ver o filme dos vingadores...

- E quem disse que ele não vai ver?

- ih... essas coisas eu nào entendo muito. vamos deixar pra lá. E o botafogo, vai ser campeão um dia? vai virar time grande?

- Olha meu filho, eu só vim te levar. não sou oráculo, não. Sou a morte.

e assim ceifou minh'alma.

***

se não morrer hoje, prometo rever um monte de coisas na minha vida, tá Dona Morte.

Sábado, Outubro 24, 2009

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essa tenho que contar.
Estava eu, a terminar a filmagem quando, logo depois, fui ao encontro do pessoal da escola na despedida do Alceu, que volta hoje para o Rio Grande do Sul (mas prometeu que volta em março). De lá, recebi o convite de ir ao Circo Voador. Entrando pela porta dos funcionários e sem desembolsar nenhuma quantidade de reais.
Como já os tinha em pouca quantidade, achei que seria uma boa, ainda mais que o show do Arnaldo Antunes que vi ano passado tinha sido bem interessante e ele estaria lançando seu disco novo, "Iê Iê Iê".
Claro, precisaria dar uma mexida em um arquivo no Ilustrator pro pessoal que me "botou pra dentro", já que sei mexer no programa. Feito isso, fui ver o show.
E quando percebi uma claquete com timecode digital correndo sem parar, saquei na hora: estavam filmando o show. Provavelmente pra um DVD.
O palco era bem bonito, com várias camisetas penduradas do teto ao chão. E convidado especialíssimo tocando guitarra: Edgar Scandurra.

E ainda encontro o Yuri, lá de Cuiabá, perdido no Rio, no meio do Circo Voador...

depois dessa, fui embora. Antes dei um abraço e desejei boa sorte pro Alceu.

Ah, claro. A claro...
caiu a bateria do meu celular e nao tirei nenhuma foto.
melhor assim, vi o show tranquilo, bebendo meu uisque de ypioca.

***

Próximas Atrações do Circo:

24/10: CIDADÃO INSTIGADO &
JÚPITER MAÇA

06/11: NAÇÃO ZUMBI

13/11: ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA

14/11: FESTA PLOC 80'S C/ BIQUINI CAVADÃO

19/11: N.A.S.A.

20/11: O TEATRO MÁGICO | MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJÚ

21/11: ISABELLA TAVIANI

26/11: RITA RIBEIRO

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

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e saido daqui do Rio, levo uma segunda especialização:
assassinato de mosquito.

fiz uma verdadeira chacina desses pequenos seres que importunam meu sono e que me sugam o sangue dia e noite, sem parar.
Não sei como ainda não peguei uma dengue, de verdade...
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Estava até escrevendo sobre isso, mas não terminei. Na verdade, mal comecei e parei.
Mas acontece que toda vez que saio por aí caminhando, meus tênis desamarram.
Impossivel de não acontecer. Tenho que amarra-los duas, tres vezes em uma simples caminhada. Aí começo a pensar em como dar um jeito nisso. Dar dois nós. Dar uma volta com o cadarço no meio dele mesmo. Tirar o cadarço e andar sem estar amarrado...

E pensando agora, talvez seja essa a grande mensagem dos tenis que não se deixam amarrar. Eles são meus. E eu não quero estar amarrado. Por qualquer coisa que seja.
eu me desamarro. Prefiro a folga entre os dedos.

****

Frases bobas que andei ouvindo por aí:

"Eu tenho bom gosto, o que eu não tenho é sorte."

"Vou te convidar para jantar lá em casa, e vou fazer uma massa. Eu dou a linguiça e você nhoque."

"Você precisa é se cuidar (lê-se: você precisa esse cu dar)."
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Meio mal falar isso, mas parece que para a Olimpíada 2016 a concorrência para a equipe de tiro vai ser dura.

33 mortos em menos de uma semana de guerra puliça x traficas, lá na Zona Norte.
: /

amanhã completa uma semana da queda do helicóptero, o nosso Nine Eleven (9/11), segundo o Beltrame. É, só espero que nossos defensores consigam achar o "Osama".

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

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notícias do fogão

Vasco? Fluminense? Que nada...
o maior rival do flamengo é o botafogo, afinal, são os dois maiores times do Rio mesmo.
vejam o que diz o Pet e o Adriano.

"A rivalidade entre Flamengo e Vasco talvez seja a maior do futebol carioca. Mas de alguns anos para cá, os jogos contra o Botafogo passaram a ter uma importância tão grande quanto. Principalmente por conta do tricampeonato estadual rubro-negro.

Adriano e Petkovic não participaram de nenhuma campanha dessas conquistas rubro-negras. Mas sabem muito bem que o rival de domingo vai encarar o Flamengo com uma espécie de sentimento de revanche.

- Acompanhei essa rivalidade recente. Acho até que atualmente ela é maior com o Botafogo do que com o Vasco. As pessoas têm essa emoção mais forte – disse o atacante."


******

Admito que ver essa foto, com esse cara e com essa camisa me deixa bastante feliz. Vamos Túlio Maravilha!!! O milésimo vai ser aqui, em casa. Com essa camisa que tem a estrela no peito.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

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é que às vezes eu gosto de ficar sozinho.

Domingo, Outubro 18, 2009

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dos malvados do Dahmer

Sábado, Outubro 17, 2009

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primeiro grito:
AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!

segundo grito:
UHUUUUUUUUUUUUULLLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!

no dia em que não para de cair água no Rio, e que até helicóptero da PM caiu,
vem a notícia que o Super Furry Animals vai tocar aqui dia 13 de Novembro!!!!
pra quem viu o showzaço deles no Timfa de... (2000? 2002?) é uma puta oportunidade de repetir a experiência.
Esse eu não perco por nada nesse mundo.
Simplesmente adoro esses malucos. e escutei todos seus discos, até mesmo esse último que tirando umas três músicas realmente boas, não me impressionou.

***
é até bom para começar a fazer um calendário de eventos para esse fim de ano:

24/10 - prodigy (será que vou?)
05/11 - faith no more
06 e 07/11 - Skank
13/11 - Super Furry Animals e Gogol Bordello

***

E que a paz volte a reinar no Rio.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

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Não posso negar que a foto daí debaixo me fez sentir mal.
Não sei porque. Não sei se foi o fato do cara ser botafoguense. Não sei se foi o fato dele ser um pouco careca. Não sei se foi o fato da camisa dele estar apertada.Não sei se é o fato dele estar chorando, de felicidade, claro. Ou pelo fato de provavelmente estar pagando uma promessa, já que o Botafogo-DF passou pra primeira divisão do campeonato estadual do distrito federal.
Quem sabe por perceber o quão ridículos podemos ser quando se trata dessa paixão desmedida que o futebol coloca em nossas vidas, com cores e tamanhos de listras diferentes para cada um.
Fico com pena dessa pessoa de joelhos, aos prantos, no meio do campo. Quero ir lá e dar um abraço nele. Fazer com que se sinta querido e, quem sabe, dividir uma lágrima. Talvez por entender que existam mais pessoas como ele por aí. E que eu sou uma delas.

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Quando você se pergunta o que está fazendo da vida, em plena sexta-feira, dia mundial da curtição, alguma coisa parece estar errada.

será que há algo errado no reino do faz de conta?
será que o computador estava desligado quando comecei a digitar os pedidos para dias melhores?
existia luz enquanto caminhava, ou me enganava com o brilhar de minha própria luz?

questões sem respostas.
isso acontece quando alguma coisa parece estar errada.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

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Ainda dá tempo de ligar para o Lula.

O Vice-presidente José Alencar decidiu aguardar o retorno do presidente Lula para que ele mesmo se responsabilize pela assinatura da MP462. Assim, ele terá até dia 16 de outubro para sancionar. Se você ainda não ligou, ligue agora!

As perspectivas são ruins, mas ainda existe uma maneira de impedir que dois contrabandos legislativos de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que faz política na Amazônia, destruam remanescentes de manguezais, zona costeira e Mata Atlântica de costa na Bahia.

Basta ligar até a sexta-feira dia 16 de outubro para o gabinete do Lula no Palácio do Planalto, telefones (61) 3411-1200 ou (61) 3411-1201, e exigir que ele vete as emendas nº 6 e 7 da Medida Provisória 462, onde Jucá meteu seus contrabandos.

A MP, proposta pelo Executivo, tem como objetivo regular ajuda financeira aos municípios amazônicos que perderam arrecadação por conta do plano federal de combate ao desmatamento na região Norte do país. Jucá, sem a menor vergonha, usou-a para liberar a devastação no litoral do Nordeste.

Uma de suas emendas altera os limites da Reserva Extrativista Baia do Iguape, Unidade de Conservação localizada na área mais preservada da Baia de Todos os Santos – estuário do rio Paraguaçú. O objetivo desta alteração é liberar área da RESEX para a construção de um Pólo Industrial Naval, projeto este proposto e defendido pelo Governo da Bahia. Neste local ocorrem extensas áreas de manguezais com alta biodiversidade regional e rica o suficiente, para sustentar a pesca artesanal e a coleta de mariscos, atividades que sustentam 4500 famílias naquela área.

A outra emenda inclui a região do Porto Sul de llhéus (BA) no Plano Nacional de Viação. Lá, restam uma das mais importantes áreas de remanescentes de mata atlântica do país. A preservação de sua zona costeira é considerada pelo Ministério do Meio Ambiente fundamental para a conservação marinha. Jucá, que tem entre seus financiadores de campanha empresas portuárias, quer passar o trator em cima disso tudo. Não podemos permitir!

É um absurdo que nos dias de hoje onde o mundo já percebeu que não se faz desenvolvimento sem incluir a sociedade e sem considerar a sustentabilidade e a biodiversidade, ainda existam processos obscuros, sem audiências públicas e que abrem precedentes para que todas as Unidades de Conservação do Brasil, estejam a mercê dos grandes empreendimentos.

Agora, está nas mãos do presidente Lula decidir entre proteger a zona costeira e as comunidades que nela vivem ou optar pela exploração desenfreada dos recursos naturais e do desenvolvimento econômico a qualquer custo.

Faça sua parte ligue para o Lula, nos telefones (61) 3411-1200 ou (61) 3411-1201
e peça que ele não deixe as emendas nº 6 e 7 destruírem dois remanescentes de natureza tão relevantes.

Domingo, Outubro 11, 2009

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é. é feriado né.
todo mundo viajando
todo mundo vivendo novas aventuras
pra mim é igual, é tudo sempre igual.
tenho feriados, feriadões daqueles emendados e enforcados, toda semana.
todas as semanas daqui até o fim do ano.

isso começa a ficar chato.
o final de semana perde seu propósito.
você perde seu propósito.
e se perde. assim é fácil se perder.

acho que aquela frase nunca fez tanto sentido
cabeça vazia, oficina do diabo.

beijo nas crianças.

Sábado, Outubro 10, 2009

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nunca pensei que falaria isso, mas
vamos flamengo.
o orgulho do Rio.
o único orgulho do Rio.

Mas vamos ganhando pra não chegar. Ficar em quinto é de bom tamanho.
heheheheh
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sábado, seis e meia da tarde.
Chove ininterruptamente há três dias aqui no Rio de Janeiro.
Mais 37 e teremos uma nova Arca de Noé passeando pela cidade.
e já que o Botafogo só vence debaixo de chuva
(Avai, Goiás e Atlético-MG), se puder chover só até segunda, a gente agradece, viu São Pedro?

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

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"Todas as que têm título de belas
Glória dos olhos
Dor dos corações"

Camões, Os Lusíadas, Canto Nono, 22
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acabei de ver dois filmes em DVD.
Duas comédias que esperava a algum tempo
a primeira foi Ano Um, com Jack Black e Michael Cera.
A segunda Observe and Report com o Seth Rogen.

Quanto a primeira, nào chega a ser da inteligentzia de um Tenacious D, mas tenta seguir por esse caminho. Apesar de não conseguir, pretende ser uma comédia inteligente e cheia de referencias. Começa muito bem, mas termina perdidaça do meio pro fim.

Já o Observe and Report (traduzido como O segurança fora de controle) é um dos filmes mais estranhos que já vi. Escrito e Dirigido por Jody Hill, o mesmo cara por trás daquele filme de carate(The Foot Fist Way) que revelou aquele ator maluco(Danny McBride) para o mundo num Sundance desses atrás (e do qual nunca ouvimos falar na tupilândia ordem e regresso).
"Observe..." tem uma graça diferente. meio ultrajante. Os maus se dão bem, o herói é um puta anti herói e não entendemos muito suas ações. Parece que a fórmula de se fazer filmes foi rasgada e o cara fez o que deu na cabeça, conforme ia filmando.
O filme acaba e vc fica com uma sensação de estranheza. Só por isso, por essa sensação tão dificil de se sentir nos filmes de hoje em dia, vale a pena uma olhada. E é incrível como me peguei pensando de forma hollywoodiana conforme o filme ia acontecendo, tipo ah... isso não vai ser assim. (e no fim era.) sempre revertendo as minhas expectativas...
sério, podem começar a me chamar de louco, mas acho que esse cara está subvertendo tudo, criando um cinema novo, autoral e estranho pacas.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

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Esse post tem spoiler do filme Bastardos Inglórios

e Tarantino não estava de brincadeira.
Sim, senhores, acabo de voltar do cinema e precisei escrever aqui sobre o filme que esperei por alguns anos. Desde que ouvi a primeira boataria de um filme da segunda guerra do Tarantino pensei que os dias do Soldado Ryan estavam contados.
Ledo engano.
Mister Quentin não quer saber de livros de hitórias ou batalhas que já passaram nos documentários da Nat Geo. Ele quer se divertir.
E faz isso com certa maestria. Em determinado momento, me perguntei o que iria acontecer, porque o filme estava tão parado, porque não batalhas e tiros e coisas a la Kill Bill?
Bem, porque ele já fez kill bill. E agora quis focar mais nos personagens. E como o fez. Aldo Raine e Coronel Landa são o Yn Yang de Tarantino para sempre. A dedicação dada a cada um que participa desse filme é assustadora. Os diálogos tarantinescos estão lá, só que dessa vez, em 1944, em plena frança ocupada.

O filme, apesar de ter colocado uma interrogação na minha cabeça durante boa parte da projeção, acaba com uma exclamação e com muitas palmas. Estamos frente a frente com uma obra do tamanho de Pulp Fiction. Ou até maior.

COMO uma cena como a do cinema nunca foi filmada antes? COMO em toda a história do cinema ninguém pensou nisso? Porque nunca vi HITLER ser metralhado na minha frente?
Só ela vale o filme inteiro. E acho que todos saem um pouco melhor do cinema por causa dela. Sim, porque a certa altura, gostamos tanto de Landa que dá até vontade de torcer pelo terceiro reich. Mas vermos todos explodir nos deixa mais feliz e menos incomodados com nossos sentimentos.
Vejam. Agora.

"We few. We happy few. We Inglorious Basterds"

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

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ei.
vi Aconteceu em Woodstock (taking woodstock), do Ang Lee.
Bonito o filme, daqueles que faz você sair bem do cinema e com vontade de pegar uma mala e ganhar o mundo.
Ando pensando nisso e está cada vez mais na cara que devo ganhar o mundo mesmo. ou o Brasil, vai.

Sempre tive (e ainda tenho) aquela coisa de não curtir a ripongada toda. Muito menos esse espírito riponga, que alguns não ripongas adoram mostrar por aí. Mas enfim, ser hippie nessa época era ser contestador, mesmo que sua contestação fosse ficar doidão de ácido e maconha e trepar com quem você quisesse. E não podemos nos esquecer, sempre havia o rock n roll.
Sobre o filme, bom, Ang Lee mostra que tem o domínio das técnicas de cinema. MESMO.
Como controlar tantos figurantes, em tantas locações tão grandes?
sério, fiquei de queixo caído. A história do menino que, sem querer, faz o festival acontecer é interessante também e, em meio ao festival (que fica só no pano de fundo), acompanhamos sua jornada e nos interessamos por ela. E as interpretações dos pais, donos da pousada onde tudo meio que começa, são primorosas. A mãe (Imelda Staunton)merece pelo menos uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante. Por mim, merece ganhar.

E a cena da viagem de ácido é uma das mais belas trips da história do cinema.

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sorte de hoje no orkut:
Se você não quer que ninguém saiba, não faça
hum... pode ser. mas será que esse recado é para mim mesmo?

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

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pensamentos alheios (onde coloco o que outras pessoas escreveram bem)


"Em um fenômeno da empolgação que o brasileiro passa com a internet neste país, Mallu Magalhães virou praticamente case e símbolo do que é a rede: gente amadora produzindo conteúdo para gente amadora que não produz conteúdo.

Só que amadorismo tem limite: na internet é engraçadinho; em disco e na Globo, é constrangedor. E irritante"

do http://silentinsanity.wordpress.com

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"Esse "case" Havaianas revela a inteligência adaptativa da propaganda e como ela é uma fronteira na sociologia contemporânea. Uma personagem vovó brinca com o senso comum de que jovens "estão adiante de seu tempo" -uma bobagem que só tem valor quando utilizada pra vender alguma coisa. Jovens são "conservadores" com tudo o que dão valor e "progressistas" com tudo o que não dão valor, assim como todos os mortais. O personagem jovem como agente de mudança é um mito.

Fora o mito, são repetidores de (novos) preconceitos, (novas) fofocas e (novas) repressões em meio às (velhas) baladas. Vou sair e comprar uma Havaianas dessas pra minha filha de 17 anos. Mesmo se for tudo uma grande criação de marketing, ainda assim, um show de bola."

do http://integras.blogspot.com


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dica do dia

a banda pública, que ganhou o vmb de melhor artista de rock alternativo disponibilizou seu bom disco no site oficial.
vai la e baixa logo isso. Só pela música Casa Abandonada, vale o download.

em http://publicaoficial.com/
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festival do Rio

500 dias com ela.

morram. esqueçam. uma frase para descrever MAIS um filme de relacionamentos complicados:
a gente se fode por achar que todas as historias de amor são... historias de amor.

Domingo, Outubro 04, 2009

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RIP Mercedes Sosa

aprendi a respeitar tudo de latinoamerica.
temos que conhecer um pouco mais nossos irmãos.
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eu tenho um blog.
e não tenho sono.
essas coisas acontecem mesmo, não só nos filmes.
E de repente, estamos escrevendo a alma.
ausente, no meu caso.

***

vi uns dois blocos do VMB.
Daqui a 10 anos vejo de novo.
mas uma pergunta não quer calar:
o que aconteceu com a mtv?
ou ainda
o que aconteceu com a juventude?

eu via clip do nirvana, do iron maiden, via o massari pregando no lado B (uai, ele era o reverendo, né), vi o Gastão à frente do Fúria Metal às 4 da tarde...
vi beavis e butthead, the Maxx, Aeon Flux...

uma reticência para dona mtv
(...)

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

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providência divina ou o quê?
acabei de me filiar ao greenpeace e ao WWF, e dois minutos depois, me ligam avisando que tenho uma grana pra receber de um freela.

Deus é pai, não é padastro.
: )
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caralho, como tudo parece vazio.
como tudo parece sem graça, sem cor e sem luz.
como tudo parece me dar adeus, agora que decidi ficar.
e agora?

***

para a vida ter mais sentido:
filiação no greenpeace, no wwf e no PV.
será que funciona?
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bobeira, bobeira, bobeira não é não, mas estamos na capa do mundo.
Como sair do Rio com a porra da copa em 2014 e o cacete da olimpiada em 2016?
camaradas é a hora de faturar.
e nem digo das mocinhas inocentes do uzbequistão ou a atleta atiradora de martelo da Dinamarca.
Estou falando de pensar em meios de fazer grana com o turismo aqui nessa cidade, abrir um albergue, um empresa de turismo esportivo, de turismo cultural/alternativo, de turismo sexual para a terceira idade.. enfim, o ouro está aqui (com trocadilhos) e devemos descobrir como explorá-lo para tirar um ótimo proveito.

Bom, se nada mais der certo, vou voltar a trabalhar com propaganda em Vitória.

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

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Sei que várias pessoas estão esperando esse filme como a salvacão de 2009 e é por isso que vou me deter para escrever sobre ele aqui. recém visto, via festival do Rio (grandes coisas, ele estreia em outubro mesmo)...

DISTRITO 9

Esqueçam tudo o que vocês leram por aí incensando o filme. De verdade. Juro que fui de peito aberto, sem maiores expectativas, só querendo me divertir. Sim, sabia que rolaria um lance meio documentário e só.
O filme, caros amigos, é uma mistura de Transformers com A mosca e outras produções muito mais desabonadoras.Querem ver um BOM filme de alien?
Que tal Aliens - o resgate ou ainda Tropas Estelares?

Enfim, o filme é covarde e se perde antes de sua metade, virando um filme qualquer de ação. Aliens? Por que não árabes? ou terroristas chechenos?

O recado está dado. Sei que a maioria das pessoas vai querer ver este fiasco no cinema, alguns podem até gostar. Mas é possível esperar por ele no DVD ou pior ainda, na sessão das dez, no SBT.

***

Hoje, dia 01 de outubro chegou às bancas a revista SET. DE SETEMBRO!!!!!
Sou leitor da SET faz bastante tempo e quando a revista saiu da editora Peixes para a Editora do Jornal do Brasil, engoli em seco. A revista, no entanto, ganhou peso. As matérias começaram a fugir do óbvio e passaram a ser bem mais "pesadas" de se ler. A SET deixou de ser uma revista que eu lia em 40 minutos para se tornar uma revista a ser lida durante o decorrer do mês. Bom, claro que a mudança não poderia durar muito. Revistas de cultura no Brasil não andam, não vão à frente, simplesmente não funcionam.
E adivinhem?
A SET foi vendida DE NOVO em MENOS DE TRÊS MESES!!!!
Agora a Editora AVER comprou a revista e trouxe, pelo que vi, a mesma equipe que trabalhava antes na revista. sai mario marques, volta roberto sadovski. Saem colunistas entram os posteres de filmes. Comprei e li novamente em 40 minutos. E então?
Então que se você quer saber de cultura pop, tá tudo lá. Daqui a pouco voltam as páginas vendendo a programação de TV, e até discos.
É (A)VER quanto tempo a SET se mantém nessa editora também.

Se pelo menos entrar nos eixos e passar a ser lançada no mesmo mês que está escrito na capa, está tudo bem.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

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Bom, ontem teve aula,
ontem teve dor de cabeça,
ontem teve passos pra frente, mesmo quando o que queria era ficar deitado pra sempre.

E se teve tudo isso ontem, é uma pena, mas não teve festival.
: (

em compensação, vi Os Amantes, do James Grey. Lindo, lindo, lindo.
levado com uma delicadeza e com uma certa desesperança típica dos nossos tempos.
é difícil ter um pouco mais de trinta e tentar ser normal.

***

Hoje teve It Might Get Loud (traduzido como: A todo volume).
Documentários de guitarras e guitarristas. com the edge, jack white e jimmy page.
bem interessante, pra quem gosta de rock. POde ficar um pouco enfadonho para pessoas que não tem essa ligação maluca com os três acordes ou com as seis cordas.
Mas ver a cara do Edge e do White babando, enquanto page dedilha sua strato, vale o ingresso.
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vou tirar os nomes para não comprometer, mas o papo ficou interessante.

eu:
acabei de ver essa frase no orkut de uma amiga minha
"Love is like a butterfly. The more you pursue it, the more it eludes you."

ele:
traduz

eu:
o amor é como umaborboleta
quanto mais você o persegue, mais ele te engana

ele:
ahahahahahahahhahahahahahha
olha se todo mundo
acreditasse nesse trem
não teríamos inventado a ficada
e para os mais assanhadinhos o sexo casual
isso é frase de auto ajuda
faz parte para nos engarnamos e nos acharmos auto suficientes

eu:
ah sim
mas a ficada e a picada podem ser interessantes

ele:
ahahahahahahahahha
claro claro

eu:
é como pedir pra provar um sabor dentre todas as 500 opçoes na sorveteria\
você prova, mas é so uma pontinha de colher de plástico.

ele:
mas adoro o pedaço mais complicado
aquele que a gente precisa ser romeu e julieta num lugar só
o sorvete exótico dos 500
que vc não tem direito de experimentar
então tem que converser o sorveteiro

eu:
hahahaha
é, e pega todo o pote pra você.

ele:
isso ai

eu:
pena que no final, provar o mesmo sabor sempre, enjoa.

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

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quero achar uma forma, um jeito de sentar que me pareça confortável.
Tá cada vez mais difícil.
Noite de horas na frente do computador. Acho que só queria conversar. Por isso não entrei no MSN. Não dá mais pra entrar no msn.
a internet anda acabando com a minha capacidade de comunicação.
Quero sentar e escrever um roteiro, um conto, ouvir essas músicas tristes, ou esses pedaços tristes de músicas nem tanto, e ser mais produtivo. E menos prolixo. É o blog das repetições, já disse uma vez. Um muro das lamentações, que talvez fosse melhor nem ser público. ou não, quem sabe.

***

Essa maneira de pensar o mundo, mais moderna, em 140 toques não é comigo mesmo.
Canso de feicebuqui, de tuiter, de ter que estar conectado. Já estou pensando em voltar a trabalhar. As segundas e as sextas estão livres, já sem aula. tenho 12 horas ocupadas por semana e isso está começando a cobrar sua conta. Solidão.
contatos telefônicos, etéreos, virtuais.
nada de beijo, nada de abraço, nada de amor.
O importante é ser limpo, asséptico, alvo como as nuvens sem pretensão de virar chuva. Como os cachos louros da menina que pintou o cabelo.

***

pensei em escrever um roteiro sobre a minha vida.
deu um curta, muitíssimo do sem graça.
chato, né?
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Are we fuck ups?
No we’re not fuck ups.

Assim pode se resumir a vida de nossa geração. Chegamos aos 30 sem rumo, sem saber o que fazer, sem saber onde morar, onde crescer. No final sempre nos resta a fuga rumo a infância perdida. Na melhor (?) das hipóteses, a casa dos pais.

Sam Mendes começou bem, ao usar o tom melancólico em seu filme, que dá lugar a risadas (alivio cômico) em alguns momentos, mas nunca se esquece de nos fazer pensar em quanto somos iguais aos desajustados que existem por aí. Afinal, como diz um ditado que não saberia citar, de perto, todo mundo é louco. E assim vamos experimentando loucuras maiores ou menores que ajudam a nos colocar entre um e outro, a encontrar nosso equilíbrio dentro de tanta desfuncionalidade.

Away we go é bonitinho. Mas é triste como poucos filmes que vi.

***

Distante nós vamos, em português, o terceiro filme da pequena maratona que resolvi fazer entre os lançamentos do Festival do Rio. É complicado colocar uma ordem de bom ou melhor entre os filmes que vi, mas esses três que vi até agora não me decepcionaram.

***

Ah, e se você quer saber o que eu acho que é a resposta para aquela pergunta ali de cima, sim, we are fuck ups. Mas quem não é?

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é.
incrível.
a vida é mesmo incrível.
é por isso que vale a pena viver, todos os dias como se fossem o último.
amar todas as pessoas, fazer o bem, tentar ser o melhor possível.
O que dá para deixar é um legado de amizade e amor. e só.

***
dito isso, só dá pra me despedir.

Domingo, Setembro 27, 2009

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Antes aqui.




Primeiro foi o The Doors. Depois o Queen. Parece que para sair da aposentadoria, uma banda não precisa mesmo contar com todos os seus antigos integrantes. Nada mais natural do que o Alice in Chains, muito mais ligado temática e emocionalmente à perda e à morte, voltar também. Mesmo que para isso também tenha que superar a perda de seu vocalista para, digamos, um plano superior de existência. Mas, diferente de Fred Mercury e mesmo de Jim Morrison, Layne Staley não se tornou um ícone, apesar de sim, ter tido seu período de reconhecimento e auge, durante o boom do grunge no inicio da década de 90. O que até certo ponto facilita as coisas para a banda que sobrou. Porque é mesmo difícil para quem não é fã ter certeza de que é outro o vocalista, tamanha a identidade musical que se manteve no lançamento de Black Gives Way To Blue. As pegadas relembram os álbuns Facelift e Dirt. Mesmo que um tanto mais pesadas e algumas vezes um pouco menos arrastadas, ainda que sombrias. A primeira música, All Secrets Known, nos dá um sopro de esperança em voltarmos a ter aquela banda sempre subestimada, que cravou um dos melhores acústicos MTV de todos os tempos. E o transcorrer do disco (alguém ainda compra discos por aqui?) se dá oras por um caminho cheio de guitarras pesadas oras por melodias doloridas em baladas calmas. Pelo lado das guitarras entram em campo as faixas Check My Brain e Lesson Learned. Vestindo a camisa das baladas Private Hell e When The Sun Rose Again. O bom é que nessa partida (sem trocadilhos) quem ganha somos nós que temos de volta umas das melhores representantes do som de Seattle do início dos anos 90. Preparem as correntes, Alice está de volta.

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

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assistidos:
Tokyo!
(podem ver. vejam. vale bem a pena. o que é a mulher virando cadeira, nas mãos do Michel Gondry?)

O Desinformante!
(matt damon barrigudo e careca, numa historia interessante. me lembrou o agarre-me se puderes. Visível e risível. Diversão sem maiores questões.)

Ingressos comprados para 500 dias com ela (zoey deschanel e seus maravilhosos olhões azuis), Inglorious Bastards (yeah baby!!! tarantino na segunda guerra!!!) e District 9 (aliens sem gasolina na África do Sul)
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Começa o Festival do Rio 2009.
É o segundo (sim, apenas o segundo) ano em que posso participar ativamente. O outro, bom, foi lá pelos idos de 2000, quando estudava aqui. ou em 99. enfim, sempre estava trabalhando nessas épocas e nunca podia ficar a mercê dos exatos 310 filmes (número deste ano) espalhados entre 24/09 e 08/10.
entre as formosuras deste ano, 500 dias com ela, Bastardos Inglórios, Aconteceu em Woodstock, O Informante!, Distrito 9, Tokyo! e Distante nós vamos.
A maioria deles com certeza estará numa tela perto de você daqui algum tempo. Por isso mesmo, o interessante é se jogar nos indies latinos, europeus e orientais. Aí, meus camaradas, a gente se perde porque é um tal de ter que sair de Botafogo e chegar no centro em 20 minutos, ou estar na Gávea e depois correr para a Barra e depois voltar para o Leblon...
Estou com dois guias todos rabiscados tentando entender a melhor estratégia para ver tudo. Impossível. E talvez seja esse o grande ensinamento do Festival do Rio. Por mais que você possa ter acesso, é impossível ter tudo ao mesmo tempo. É necessário conviver com a força de escolhas que irão tirar algo de você. Como disse minha tia, quando escolhemos perdemos a liberdade. Mas ganhamos a direção.

***

E por falar em frases, Carlos Heitor Cony estava explicando porque ele é meio cara fechada e mandou essa:
"A pessoa quando sorri muito é porque está mal informada".

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

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coisas chatas de se escrever:
não faço a menor idéia do que fazer com a vida.
não estou mais morrendo de tesão pelo curso de cinema.
preciso parar de beber, mas não consigo.

***

coisas lindas de se ler

"Feliz da Criatura q tem por guia e emblema uma estrela. Por isso que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da Luz.
Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus."
(Armando Nogueira)

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

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as fotos, infelizmente não terão como ser colcadas aqui, por conta da lerdeza da internet. Mas já coloquei um monte delas no orkut...
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19/08 – Filadelfia, PY.

Anotações para futura entrevista.
O que es el chaco. Zona de transicion, com terreno muy arenoso, el Chaco Central. La situacion de la água, mucho polvo.

Anotações do portuñol –
Polvo = pó
Pollo = frango
Pueblo = cidadezinha, povoado.

Salimos de Filadelfia muy tremprano. Comemos o desayuno no hotel mesmo. A estrada é toda de terra, muito esburacada. Hablamos portunhol todo lo tiempo. Elles se gustan de musica brasilera. Colocamos gasolina em uma birosca no meio da estrada. Bebemos refrigerante, a nosso último luxo permitido. Seguimos viagem e começamos o trabalho de monitoreo, que consiste em manter contato com as pessoas das estâncias, monitorando seus desmatamentos (desmontes) e catalogando quem são as pessoas que la trabalham, quem são os proprietários (dueños) e explicarmos como fazer caso haja contato ou como identificar as señales de presencia de los aislados voluntários. Filmamos belas tomas. Mas o mais importante é documentar toda a conversa entre a equipe Amotocodie e as pessoas. Paramos para almoçar na sede do Parque Nacional Defensores Del Chaco, na entrada do Chaco Paraguayo. Árvores típicas como o Palo Santo e o Palo Borracho estavam identificadas lá. Me lembrei do Paulinho, o Paulo Borracho, famoso mindingo boca mole da jurubeba. Mais estrada, mais polvo/talco (poeira, pó), e chegamos a Água Dulce. Um posto militar. No início pediram informações, mas quando mostramos ser da IA, se mostraram bem hospitaleiros. Essa estação militar é no meio da estrada, e os militares que pra lá vão, ficam basicamente sem contato com o mundo por alguns meses. No começo são assim, durões. Mas com o tempo, vão percebendo que estão jogados ali, esquecidos quase, e começam a ficar mais desleixados. Esses tinham acabado de chegar, mas ofereceram a estação para nos quedarmos, caso quiséssemos.

Fomos adelante e despues volvemos, pois quando iríamos montar o acampamento, ameaçou chover. Antes porém, avistaram um venado (eamo, em ayoreo). Fomos hacer caceria. Pausa no relato para dizer que essa é uma das palavras mais legais de toda a viagem: caceria.
Na verdade, Carlos foi fazer caceria. Entrou um pouco no mato, mas não disparou a espingarda. Se abaixou e subiu com o que pensei ser dois cocos secos na mão. Nos aproximamos e vi que eram na verdade dois tatus. Quiriquinchos. Íamos come-los, mas como voltamos para o posto do exercito, fizemos uma sopa com cebola, molho de tomate, papas e carne. O que, descobri depois, não era uma sopa, mas a comida que nos acostumaríamos a ter em praticamente todas as refeições: guiso. No posto militar havia água encanada e foi possível tomar banho e dormirmos embaixo de um teto, ainda que dentro das barracas. Segundo todos os veteranos de viagens assim, esse seria uma noite em um hotel 5 estrelas.
A noite foi tranqüila nas barracas. Mas amanhã, devemos acampar mesmo no mato.

20/08 – Chaco – Posto Militar de Agua Dulce.
Neste exato momento em que escrevo, os militares estão conversando com os Ayoreo. Estamos explanando o que se trata a Iniciativa Amotocodie, os relatos e as características dos sinais e contando um pouco a história do grupo. Aqui ficamos sabendo que um casal estrangeiro avistou uma da gente del monte perto de cerro Leon. Ou seria Serro Leon?

Filmamos a entrevista toda. E um pouco depois, o ataque fulminante do gatinho do posto a um camundongo venenoso e traiçoeiro.

Saímos do acampamento e seguimos nosso caminho rumo ao Norte/Oeste do estado do Alto Paraguay. Agora começariam as visitas às estâncias, que a todo momento nos indica a proibição de caça e pesca. E também cartelles de No entre. Incrível como somos bem recebidos (modo ironia ON). Apesar dos cartazes de não entre, entramos mesmo assim. E encontramos seu Orlando, um Brasileiro de Sta. Catarina. Sua fazenda, Santa Paulina, tem esse nome em homenagem a primeira santa brasileira. Falamos com ele e obtivemos boas informações. A melhor? Ele acha que o botafogo não perdeu ontem para o Santo André. Informaçao essa que foi desmentida assim que voltamos ao Hotel, uns três dias depois. O botafogo, sim, tinha perdido por 2x1. Seguimos viagem e paramos para caçar e almoçar. Os ayoreo entraram na mata e ficaram lá por um tempo. Enquanto fazíamos o fogo e o guiso, eles voltaram com muitas, mas muitas tartarugas. Talvez umas 30. Tortugas, como dizem. Ainda bem que temos carne de vaca para comer. E lá se foi ela, com macarrão, batata, molho de tomate...
Continuamos o caminho e Carlos viu outro venado. Dessa vez não teve jeito do bicho (ou da bicha, já que era uma fêmea) escapar. Bam. Tiro e queda. Animal abatido. Ao ser carregado, assim como os tatus caçados, se cagou todo. Espero não me cagar todo quando for morrer. O incrível que para os indígenas, andar no mato é como fazer supermercado. Entram no monte (mata em spañol) e saem com mel, tortugas, carne, frutas, tatus, veados, tamaduás, palmito...
O que pode nos colocar a pensar, quanto tempo eu sobreviveria aqui sozinho? E eles vivem durante toda a sua vida neste mesmo lugar. Culturas diferentes, mas que não me deixam de sentir um pouco de tristeza por saber que essa cultura nos foi roubada por carros, sanduíches e programas de TV. A vida está aqui, no mato.

Entramos em outra estância, de um menonita e não fomos bem recebidos. Na volta, vimos um zorro (uma raposa). Depois do Guará em Goiás, só mesmo uma raposa cruzando o caminho no Chaco. Anoitecia rápido. Achamos o local onde iríamos acampar, baixamos as coisas, começamos o fogo, montamos as barracas. Em no maximo 15 minutos, tudo estava pronto. Jogamos os tatus no fogo. Eu comi o fígado de um deles, apesar do Elton se mostrar muito preocupado em adquirir uma leiximaniose, que disse ser coisa que se pega comendo carne de tatu. Ele fez questão de tentar comer uma perninha, cheia de cabelo, praticamente um torresmo de tatu. Ainda bem que o prato principal estava sendo preparado por Duidé. Enganchado em uma arbol, o veado era escalpelado. Carne fresca e saborosa para a ceia. Adoramos poder ter comido aquela veada de noite. E ter usado fio-dental em seguida. Com todos os trocadilhos que poderiam acontecer, descobrimos que só no Chaco poderíamos fazer isso e não ouvirmos nenhuma piada. Depois Duidé entoou canções dos Ayoreo à luz da fogueira. A noite parecia perfeita. Fomos dormir tranqüilos. Mas quem disse que a vida no Chaco é fácil? Nessa noite o frio quase não nos deixou quieto. As orelhas, o nariz, as mãos, as pernas... tudo doía de frio. De manhã, mais frio, mas o mate quente e a fogueira nos ajudariam a despertar.

21/08
Começamos mais um dia com muito frio e entrando ainda mais dentro do Alto Paraguay. Se ainda não sabia o que é perrengue, agora sei. E posso dizer que até gosto dele. Dormir em barraca, com frio, sem travesseiro, sem colchão (ô colchonete duro, sô), sem banheiro, sem banho, comendo pão duro (o pão fica duro, mas dura pelo menos uma semana).
Entramos em uma estância chamada AGT, de outro menonita. Os donos estavam chegando, ou saindo, de monomotor, ou seja, teríamos que volvermos no mais tardar. Uma coisa interessante do Chaco é que, aqui, para se iniciar uma estância, a primeira coisa que se faz é a pista de pouso. Impossível contar com estradas mesmo. A línea 1, a 14 e a 2, que me lembro de ter passado são de assustar qualquer Land Rover.
Bom, depois do almoço nos separamos. Metade da equipe voltaria para AGT e a outra seguiria adiante em direção à Canoa, outra estância mais ao norte. Fui para Canoa onde fomos recebidos pelo administrador do local, seu Adolfo, um mineiro daqueles bem mineiros mesmo. Ficou feliz em hablar em português comigo. E como falou. Contou histórias do arco da velha e até nos mostrou onde estava um tucanito que ele e os dois irmãos paraguayos que trabalham com ele pegaram para “domesticar”. Ofereceu- nos local para ficar e comida. Mas continuamos nossa andança pelo Chaco e pelas estâncias, divulgando o trabalho da I.A. e do povo Ayoreo. Chegamos ao ponto mais ao norte de nossa viagem, uma pequena picada de onde é difícil seguir adiante. Estamos a 40 km da Bolívia, de acordo com o GPS. Daqui voltamos e encontramos um acampamento grande de trabalhadores. É uma sexta-feira e todos parecem estar desesperados por sair daqui e chegar a alguma cidade. Disseram que ficam na beira da estrada com as bolsas esperando que passem carros ou caminhões para dar carona a eles. Muitos deles terminaram seus serviços e simplesmente não tem como voltar para a cidade, ficam às vezes dias esperando uma carona. Tomamos terere, o difusor da gripe suína daqui, e seguimos em busca do local para nosso próximo acampamento. O acampamento era ao lado da Linea 14, um matagal próximo de uma casa abandonada. Limpamos o terreno e fizemos nosso acampamento. Dessa vez precisamos correr para montar tudo porque a luz estava caindo muito rapidamente. Carlos e Aquino foram ver a casa e voltaram de lá com 3 aboboras das grandes. Na casa não havia ninguém, nem sinal de que seu dono pudesse ter só dado uma volta. O abandono era real. Cozinhamos um guiso com arroz em vez de macarrão. Uma boa mudança de cardápio. Mas o restante era o mesmo: batatas, molho de tomate, carne. Despues, Carlitos fué dormir. E levou a espingarda consigo. Disse que poderia haver tigre (onça) e que esse poderia ser o motivo do abandono da casa pelo antigo dono. Porra, onça?! Agora, aqui?
Pensei que não passaria dessa noite, que não conseguiria dormir, paralisado pelo medo de virar o jantar de alguma onça safada. Ficamos todos tensos. Mais tarde uma camioneta apareceu. Trazia na caçamba um gato, como chamam uma oncita do tamanho de um gato grande caçado por eles. Acho que relaxamos um pouco mais depois disso e nos recolhemos as nossas barracas. Mais uma vez dividia espaço com mais três caras. Ainda bem que até esse dia as coisas pareciam sobre controle. As coisas seriam o cheiro de cada um já indo para o terceiro dia sem banho...

22/08

Vocabulário spañol-português (já diferente das Anotações do portuñol )
Jerga – gíria
Testigos – testemunhas
Testimonios - depoimentos
Yerba-erva
Galletas –biscoito, mas também uns pãezinhos llamados galletitas.

Levantamos inteiros, graças a Deus. Tomamos nossa yerba (mate), nosso café com leite e nosso pão cada vez mais parecido com uma pedra. Ou a pedra que ainda continuam a chamar de pão. Fui obrigado a joga-lo na caneca de café com leite, esperando que amolecesse para que a mordida não quebrasse algum dente. Afinal estava no meio do mato!
Voltamos ao local onde estava o acampamento ontem. Os caras que estavam no meio da estrada ainda estavam lá à espera de uma carona. Pobres coitados. Ali conversamos mais um pouco com um dos chefes do acampamento. Quer dizer, conversamos nada, porque o cara falava em guarani e só o Junior entendia e falava também. A intenção era chegarmos a uma laguna que tínhamos descoberto no GoOgle Earth. O local era ali perto e eles sabiam como chegar. Foram em um trator na frente para nos mostrar onde era a laguna. Lá, encontramos sinais dos ancestrais Ayoreo que habitavam essa área. Era importante filmarmos bem esse local, pois depois ele será mostrado para anciões nas aldeias e eles poderão reconhecer ou não esse lugar. O local é belíssimo realmente com muita grama e arvores frondosas, diferentes das arvores das áreas mais secas do Chaco. A sensação de Paz é incrível. Avistamos uma árvore com um corte feito por algum ayoreo carpinteiro. Provavelmente para fazer os sapatos que usavam. Marca indiscutível que antepassados habitaram essa área.

***

Pausa para recordar dados do pueblo ayoreo. Os Ayoreo tiveram seu primeiro contato com o homem branco no final dos anos 50. Ou seja, ha 50 anos mais ou menos. Entao, para Carlitos, Duidé, Aquino e Mateo, essa área é a área onde moravam seus pais e avós, e onde eles mesmos viveram até os sete, nove, doze anos de idade. E para comprovar como esse contato é recente e como é possível que existam alguns grupos sem contato algum ainda, segue um pequeno histórico dos últimos encontros/contatos:
1986/1987 – 1 grupo faz contato com jesuítas.
1997 – 2 grupos fazem contato
2004 – outro grupo faz contato e diz que saíram fugidos do grupo porque foram ameaçados, já que quebraram uma regra de convivência e a única forma de sobreviverem que encontraram foi sair do monte e fazer contato.
Ou seja, se a partir dessa época não houve outro contato, há PELO MENOS, um grupo isolado ainda. Mas sabe-se pela presença e pelo encontro de sinais que pode haver mais 4 ou 5 grupos, o que totalizaria 5 ou 6 grupos diferentes de indígenas ayoreo em isolamento voluntário. O problema, o grande problema, é a velocidade com que acontece o desmatamento da área para a plantação de pasto e para a criação de gado. Com a movimentação intensa em uma área normalmente calma, os ayoreo isolados estão sendo expulsos de suas terras, sendo empurrados para as poucas áreas em que encontram paz. Infelizmente o desmatamento causa também um impacto muito grande na vida selvagem do Chaco, o que dificulta a obtenção de comida, antes farta, de água, encontrada em pouquissimos locais no Chaco, e por isso tão importante para eles, e de local para o cultivo, possível apenas durante a época de chuva. Encurralados, os grupos correm um risco cada vez maior de ser encontrado, o que pode ser mortal para eles, por causa de nossas doenças. Uma bactéria mortal ou um germe pode estar presente até em uma inofensiva camisa. Ou mesmo mortal para quem os encontrar, pois podem se mostrar muito agressivos algumas vezes.

Dicionario ayoreo –
Coñones - homem branco
Eamo – veado
Eami – o mundo, o universo. Para eles, o Chaco, que é todo o universo que conhecem e o único que realmente importa.
Ñacanipis – obrigado
Voaia – oi, olá

***

Voltando ao local da laguna, nos afastamos um pouco dela e entramos fundo no Chaco acompanhando Carlos, Duidé e Mateo na busca por mais sinais que seus pais e avós poderiam ter deixado. É incrível se meter em el monte adentro e se sentir um ser tão estranho a ele. Nos mostraram alguns outros sinais e filmamos uns depoimentos. É muito, muito fácil se perder dentro da mata. O chão tem cipós que parecem cordas que prendem seus pés e pernas. Culpa dos espinhos tão presentes na flora daqui. Apesar das arvores serem espaçadas, delas caem mais cipós com espinhos, o que torna bem difícil a caminhada no monte. E apenas alguns passos monte adentro você perde a noção de onde estava e para onde vai. Ainda bem que com eles não há esse problema. Voltamos para os carros e para nossa pequena expedição. Terceiro dia sem banho. No máximo lavamos as mãos, que se sujam rapidamente. Como no Chaco é muito difícil encontrar um rio, uma lago, uma fonte natural de água, se coleta água da chuva que cai durante o ano. E é dessa água que bebemos. Quando possível, faz-se um poço artesiano. Quando possível, pois já furaram 300 metros e não acharam água alguma. Já furaram 60 metros e só acharam água salobra...
Já não nos preocupamos em lavar tão bem nossa louça, e comemos com a mão suja do pó que levanta das carreteras paraguayas, as lineas.
Não há como negar que viver assim, sem contato com o “mundo real” é animador. Sem informações, criamos a nossa própria realidade. Hoje sonhei que o Sarney havia renunciado. Ontem sonhei que era o namorado de uma amiga. A vida nesse lugar que parece afastado de tudo não é melhor nem pior, só diferente. Diferente do que nos acostumamos a chamar de normal.

Hoje antes do almoço, aquele guiso de sempre, coletamos dois palmitos. Foi a entrada. Só faltou o gosto do conservante que vem naquela água do palmito que como normalmente. Depois do almoço, outra estância. Dessa vez tivemos a infeliz idéia de entrarmos em uma fazendo que estava desmatando fervorosamente o Chaco. Topadoras trabalhavam trazendo o som da morte em suas engrenagens que pareciam gritar. Filmamos o acontecimento e conversamos com alguns trabalhadores, já a muito despidos de qualquer forma de auto-estima. Todos cobertos de poeira, e bebendo uma água assustadoramente ruim.
Sim, tomamos terere com eles também. E tínhamos um problema importantíssimo para sanar: nossa água tinha acabado. Lá nessa estância conseguimos encher um galão de água, mesmo que fosse dessa água salobra e com um gosto grosso, quase como um leite. No Chaco dizem ser necessário tomar, não dois, mas quatro litros de água por dia.
Seguimos viagem e saímos da línea 14 para línea 1. Há poeira por todo lado. Tenemos todos uma camada de pó sobre todo o corpo. Caminhões carregados de gado passam a todo o tempo, carregando 80 cabeças cada. Esses monstros quase não cabem na estrada, de terra, pequena e esburacada. Temos que praticamente nos jogarmos para fora da estrada para dar passagem para eles. E tome mais polvo levantado em cima de nosotros. LLegamos a uma estância, KARA KARA. Seu dono, muito furtivo, não nos disse seu nome. Primeiro se identificou como brasileiro. Depois como português e só então como moçambicano. Sua estância é belíssima, sem nem uma arvore a vista. Apenas grama. Havia um trator, três caminhões, um barco, um avião particular e pela primeira vez, todos os empregados andavam com armas na cintura. Todos da equipe o acharam muito suspeito. Seu envolvimento com Ponta Porã nos deixou ainda mais inquietos. Seria ele um Narco? Pelo menos nos ofereceu uma cervejinha gelada (e nos deu exatas 12 latinhas geladas da cerveza Ouro Fino e mais 6 garrafas de 500 ml de coca para os ayoreo que não bebem álcool). Segundo Elton, ele nos embebeda e depois nos mata. Assim fica mais fácil. Enchemos mais dois galões de água, essas sim beeeeem bebíveis e milhões de vezes melhor do que a dos trabalhadores da estância Chovoreca. Nos ofereceu sua propriedade para nos quedarmos, mas os ayoreo não se sentem a vontade perto dos estanceiros. É como se você fosse convidado para ficar na casa dos assassinos de alguém da sua família. Eu acho. Acampamos assim que saímos de Kara Kara. Fizemos nosso foguinho, e dessa vez eu fui o encarregado pelo jantar. Deixei o guiso quase sem água, com arroz em vez de macarrão. Um quase risoto. Não fez muito sucesso pelo jeito, mas também não houve reclamação. Os pães, de tão duros, já estão servindo apenas para serem triturados e transformados em uma espécie de farinha muito primitiva. Aqui tenho que lembrar também do picante de Bolívia que os Ayoreo trouxeram para a expedição. Picante=pimenta. Em pó. Delicia, forte e saborosa. Olha ali, um zorro. No meio do mato, nos olhando. Tentamos filmar, mas ele se foi. Apareceu somente de madrugada para pegar os restos da cebola q descascamos para fazermos o jantar. No meio da noite, éramos acordados com caminhões de gado que passavam pela línea, a não mais que alguns metros de nosso acampamento. Todos dormiram meio mal e se mexeram bastante durante a noite. As duas e meia da matina, os ayoreo acordaram e não dormiram mais. Nosotros acordamos as cinco da manha. Era dia 23/08. Domingo.

23/08 – Domingo
Enquanto haciamos o desayuno, os ayoreo olharam para o céu e disseram, vem chuva. Ok, pensamos. Daqui uma meia hora, disseram. 29 minutos depois, eles se levantaram, pegaram suas mochilas na barraca e entraram nos carros. Quando entendemos o porquê daquela debandada em massa dos indígenas, era tarde demais. A água começou a cair do céu. Corremos para desarmarmos as barracas, debaixo de chuva. O pó que cobria o chão se tornava em um barro fino que grudava na sola do sapato, fazendo com q a gente ganhasse centímetros e quilos a mais em questão de segundos. Depois de uns 10 minutos a chuva se foi. Segundo eles isso era um sinal. Se depois da chuva, viesse um sol forte e perene era sinal de perigo, talvez de morte. Se o céu continuasse fechado, poderíamos seguir com nossa viagem, por mais uns 100 kilometros ate quase a fronteira com o Brasil.
O céu continuou fechado. Mas agora o problema era outro. A possibilidade real de muita chuva, o que faria com que a estrada enchesse de água e nos obrigasse a ter que esperar a água baixar. Uma conferencia foi feita e depois de mais ou menos 1 hora de conversa foi resolvidos, voltaríamos. Arrumamos as nossas coisas (as barracas encharcadas) e começamos nossa volta. A estrada, se já não era das melhores, com a chuva ficou cheia de lama. Pulavamos mais do que feijones saltitantes. E as rodas da camioneta da frente jogava verdadeiras pedras de lama de seus pneus para o alto.

Vocabulário spañol-português (já diferente das Anotações do portuñol )
Poroto = feijão
Feijones = ...
Não existe tal palabra.
Arreglar – consertar
Estrañar – sentir saudade
Manejar – dirigir
Anojar-se – se irritar
Aborrido – aborrecido
Lechugas - alfaces


***
continua...

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

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Filmes 2009 - a lista

ressaca de amor (assistido. veredito: OK)
sonho de cassandra
Presságio
Um ato de liberdade
Che
Novo Mundo
Entre os muros
Casamento de rachel (assistido. veredito: muito bom)
A troca
Max Payne
A espiã
Control(assistido. veredito: muito bom)
Vale das Sombras
Paris, te amo
solução final
Guru do amor
A amor não tem regras
O passado
Milagre em Sta. Ana
Guerra ao Terror
Rede de Mentiras (assistido. veredito: bom)
Controle Absoluto
Corrida Mortal
Arquivo X
O nevoeiro
Bolas em pânico
Um louco apaixonado
Coraline
Segurança de Shopping
Crepúsculo\\
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Bobeira dizer isso mas a letra L é a letra do electrorock. Ou seja lá o que seja isso. Synthpop talvez.
Veja só: La roux e ladyhawke. Lifelike e Le CastleVania.
De gruja lazersnakes e Lilly Allen.

***
Frente fria no Rio. O pessoal diz que foram os paulistas que mandaram porque esse domingo fez um puta dia lindo aqui no Rio, com praia e futebol e chopp e tudo mais.
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65 + 95 = 0 x 0 e 200%.
entendeu?

então eu explico: no abraço dos desesperados, os dois se abraçaram e afundaram, só vão se levantar ano que vem, na segunda divisão.
200% de chances de cair, 100% pra cada um.

mas quarta-feira tô lá de novo, pra torcer pro time reserva...