pra escrever não precisa nada.
Só isso,
essa coisinha que bate no peito, vez ou outra. Esse vaziozinho.
Ficar assim me faz ter mais o que escrever. Mas começo a me repetir.
E como é chato ouvir alguém se repetindo.
No fundo, no fundo, queria ser um mestre das letras. das palavras.
Ou um engenheiro. COmo precisam de engenheiro aqui no Rio.
Isso e gente que mexa com petróleo. estou quase indo fazer um curso de engenharia do petróleo.
mas sabe, tudo isso pra ganhar "grana".
E ser infeliz?
Mais infeliz?
prefiro ser artista. que é o que sou agora.
hahahahaha
mais um artista pobre. mais um artista sem nome, perdido pelas ruas da cidade da cultura.
Em busca de oportunidades que me digam de uma vez por todas o que fazer e se o que faço é o suficiente para, quem sabe, ser alguma coisa lá na frente.
Abro mão dos milhões de Hollywood, cada vez mais longe, frente à realidade nacional da indústria audiovisual. Abro mão dessas coisas todas, se você me disser o que tenho que fazer.
***
Mestrado e Doutorado. Dá pra fazer isso aqui no Rio.
depois, concurso público e aula em qualquer Federal, Brasil afora.
Até no Acre tô topando.
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
segunda-feira, abril 14, 2008
Como enlouquecer em tres lições:
Largue tudo. E com isso quero dizer tudo mesmo.
fique sem emprego, sem dinheiro, sem forças, sem físico, sem psicológico,
sem nada. Arte do desapego.
mude de cidade. Vá para uma metrópole onde você é só mais um.
Seja só mais um.
Finja estar feliz. Afinal, foi você que escolheu tudo isso.
***
Na hora de dormir, se der aquele desespero ou aquela vontade de chorar, não sucumba.
Ninguém falou que iria ser fácil ou que iria dar certo.
Largue tudo. E com isso quero dizer tudo mesmo.
fique sem emprego, sem dinheiro, sem forças, sem físico, sem psicológico,
sem nada. Arte do desapego.
mude de cidade. Vá para uma metrópole onde você é só mais um.
Seja só mais um.
Finja estar feliz. Afinal, foi você que escolheu tudo isso.
***
Na hora de dormir, se der aquele desespero ou aquela vontade de chorar, não sucumba.
Ninguém falou que iria ser fácil ou que iria dar certo.
sexta-feira, abril 11, 2008
Vazou
vazou...
Narrow Stairs, o último do Death Cab For Cutie já está por aí e por aqui.
Até agora Long Division bateu com força e bateu na hora.
***
Assisti Dan in Real Life com Steve Carrell. Bem mais ou menos
melhor, mas muito melhor é o Walk Hard com o rei dos coadjuvantes John C. Reilly
Muito bom, muito engraçado e desde já pedindo uma exibição num motorhead movido a muita cerveja.
vazou...
Narrow Stairs, o último do Death Cab For Cutie já está por aí e por aqui.
Até agora Long Division bateu com força e bateu na hora.
***
Assisti Dan in Real Life com Steve Carrell. Bem mais ou menos
melhor, mas muito melhor é o Walk Hard com o rei dos coadjuvantes John C. Reilly
Muito bom, muito engraçado e desde já pedindo uma exibição num motorhead movido a muita cerveja.
quinta-feira, abril 03, 2008
meia noite e quarenta.Eu em casa. Depois de uma sessão estranha de um filme sobre o William Burroughsainda pelo festival de Docs.Estranha porque parecia não andar o filme, mas as leituras estavam tão interessantes e tão absurdas que fiquei só para ver se teria coragem de ler alguma coisa do beat.Acho que ainda não estou pronto.
***
Dirigi minha primeira cena hoje, na escola.Foi estranho e engraçado. E fácil, muito fácil.É só saber o que você quer e mandar.hahahahahaha
Refizemos, em grupo, uma cena de Tarkovsky.Fui ator em alguns pedaços e acabei mandando ver numa cena que tinha pensado.
Pronto, perdi o cabaço.Cinema aí vou eu.
***
Feliz Aniversário.demorei uns minutinhos pelos motivos daí de cima, mas não esqueci de ligar.
***
Dirigi minha primeira cena hoje, na escola.Foi estranho e engraçado. E fácil, muito fácil.É só saber o que você quer e mandar.hahahahahaha
Refizemos, em grupo, uma cena de Tarkovsky.Fui ator em alguns pedaços e acabei mandando ver numa cena que tinha pensado.
Pronto, perdi o cabaço.Cinema aí vou eu.
***
Feliz Aniversário.demorei uns minutinhos pelos motivos daí de cima, mas não esqueci de ligar.
quarta-feira, abril 02, 2008
meia noite e cinquenta e seis.
sai de casa meio-dia e vinta.
Doze horas e meia depois, estou de volta.
Fui direto para o cinema onde às 14 horas assisti ao meu primeiro longa do festival de documentários É Tudo Verdade.
João, conta a história e as histórias de João Saldanha.
Um genio da bola e das palavras, apesar de nao ter jogado futebol.
Após a sessão, um café grande e mais uma leva de curtas.
Depois, aula de estrutura dramática e, nela, discussões e observações em cima de três belos filmes: Adeus Lenin; 8 e 1/2; e Janela Indiscreta.
E não é que deu tempo de sair correndo e ainda pegar a sessão extra do doc. "Joy Division"?Depois foi só esperar o busão. E estou em casa.
***
Emprego.
É isso?
Se for, nem vendo meu carro que inclusive já tem comprador.
***
saudade de pessoas que estiveram na minha vida.
Parece que estou sozinho por aqui e apesar de ter me sentido meio pra baixo umas semanas atrás, estou bem empolgado com as que se mostram pela frente.
sai de casa meio-dia e vinta.
Doze horas e meia depois, estou de volta.
Fui direto para o cinema onde às 14 horas assisti ao meu primeiro longa do festival de documentários É Tudo Verdade.
João, conta a história e as histórias de João Saldanha.
Um genio da bola e das palavras, apesar de nao ter jogado futebol.
Após a sessão, um café grande e mais uma leva de curtas.
Depois, aula de estrutura dramática e, nela, discussões e observações em cima de três belos filmes: Adeus Lenin; 8 e 1/2; e Janela Indiscreta.
E não é que deu tempo de sair correndo e ainda pegar a sessão extra do doc. "Joy Division"?Depois foi só esperar o busão. E estou em casa.
***
Emprego.
É isso?
Se for, nem vendo meu carro que inclusive já tem comprador.
***
saudade de pessoas que estiveram na minha vida.
Parece que estou sozinho por aqui e apesar de ter me sentido meio pra baixo umas semanas atrás, estou bem empolgado com as que se mostram pela frente.
domingo, março 30, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
Ainda ontem, passando pelo Clipper, eis que vejo luzes a dar com o pau...
bar interditado, fitas separando a calçada....\
Ah, é só mais uma filmagem.
Era mesmo, do filme A Mulher Invisível, com o Selton, o irmão mais famoso do Danton, e com a Luana Piovanni. Fiquei ali, por uns momentos apreciando a paisagem, as luzes, a câmera, a ação.
depois fui comer uma pizza e encontrar mais um "famoso" no pico da pizza do Leblon, onde todos vão para comer e serem comidos (com os olhos).
E não é que o D2 tava lá, matando a larica dele?
bar interditado, fitas separando a calçada....\
Ah, é só mais uma filmagem.
Era mesmo, do filme A Mulher Invisível, com o Selton, o irmão mais famoso do Danton, e com a Luana Piovanni. Fiquei ali, por uns momentos apreciando a paisagem, as luzes, a câmera, a ação.
depois fui comer uma pizza e encontrar mais um "famoso" no pico da pizza do Leblon, onde todos vão para comer e serem comidos (com os olhos).
E não é que o D2 tava lá, matando a larica dele?
no meio da correria, começou ontem o festival de Documentários "É Tudo Verdade".
Entrada de gratiz mesmo, pra geral.
***
no meio da correria de quarta, dia da festa, tempo para um pedaço de pizza na Guanabara.
Sentado, o Danton, irmão menos famoso do Selton.
Ontem, correria pra devolver os filmes que precisei assistir para a aula (O Espelho e A infância de Ivan, ambos do Tarkovsky). Aproveitei e me tirando do atraso aluguei Dias de Ira do Karl T. Dreyer, 8 e meio do Fellini (nunca é tarde para se começar) e Roma, cidade aberta, pra me re-iniciar no Neo-realismo.
ufa...
***
E arruma tempo pra ver as coisas daqui?
Ontem teve show graça no circo do autoramas e do matanza
nem rolou.
: (
***
E titio Ozzy?
e o Korn?
alguém quer comprar meu carro?
Entrada de gratiz mesmo, pra geral.
***
no meio da correria de quarta, dia da festa, tempo para um pedaço de pizza na Guanabara.
Sentado, o Danton, irmão menos famoso do Selton.
Ontem, correria pra devolver os filmes que precisei assistir para a aula (O Espelho e A infância de Ivan, ambos do Tarkovsky). Aproveitei e me tirando do atraso aluguei Dias de Ira do Karl T. Dreyer, 8 e meio do Fellini (nunca é tarde para se começar) e Roma, cidade aberta, pra me re-iniciar no Neo-realismo.
ufa...
***
E arruma tempo pra ver as coisas daqui?
Ontem teve show graça no circo do autoramas e do matanza
nem rolou.
: (
***
E titio Ozzy?
e o Korn?
alguém quer comprar meu carro?
quinta-feira, março 27, 2008
aulas, festas, metrô, correria
assim estão sendo meus dias no Rio.
já com um mês de cidade maravilhosa, de praia, de bicicleta,
de mosquitos da dengue, de dores de garganta, de café depois do almoço,
de chopps, de novas pessoas quiçá novos amigos, contatos profissionais...
Logo, logo me sinto carioca de novo e começo a puxar os esses.
assim estão sendo meus dias no Rio.
já com um mês de cidade maravilhosa, de praia, de bicicleta,
de mosquitos da dengue, de dores de garganta, de café depois do almoço,
de chopps, de novas pessoas quiçá novos amigos, contatos profissionais...
Logo, logo me sinto carioca de novo e começo a puxar os esses.
quarta-feira, março 19, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
opa
tanta coisa, tanta correria....
coisas da festa, coisas da escola, coisas e coisas.
Ingressos na mão, tantos shows, tanta festa.
Primeiro fim de semana no Rio dá até dor de cabeça de tanta coisa para fazer.
Mas a vida é assim mesmo.
depois a gente acostuma.
só para babarem:
50 Anos de Bossa Nova (de grátis na praia) - 01/03
Bob Dylan - 08/03
Interpol - 13/03
Isso só para mostrar os que vou
ainda tem Shellac, hoje, Dream Theater (eca) dia 07/03, Nando Reis e os Infernais em dois dias seguidos e muito, mas muito mais coisas.
ê vidão
tanta coisa, tanta correria....
coisas da festa, coisas da escola, coisas e coisas.
Ingressos na mão, tantos shows, tanta festa.
Primeiro fim de semana no Rio dá até dor de cabeça de tanta coisa para fazer.
Mas a vida é assim mesmo.
depois a gente acostuma.
só para babarem:
50 Anos de Bossa Nova (de grátis na praia) - 01/03
Bob Dylan - 08/03
Interpol - 13/03
Isso só para mostrar os que vou
ainda tem Shellac, hoje, Dream Theater (eca) dia 07/03, Nando Reis e os Infernais em dois dias seguidos e muito, mas muito mais coisas.
ê vidão
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
caro diário de bordo,
bnem bem terminei de contar a viagem para Belém, ainda falta parauapebas e toda a volta e já erstou eu, de novo na estrada, desta vez de mudança, indo de Cuiabá até o Rio.
Estou numa lan house na cidade de Alto Garças, quase divisa com Goiás.
engraçado essas coisas de garça por aqui.
A cidade que faz divisa em outro canto do estado é barra do garças. Aqui, Alto Garças.
E o mais engraçado é que a proxima cidade é alto araguaia. Deve ser por causa da serra absurda que subi depois de Rondonópolis.
Rondonópolis, pelo que vi, cidade bem grandinha. Destaque total para a fábrica da Bunge e sua fumaça preta pretíssima...
Deviam estar fabricando gordura trans para colocar nas margarinas....
hahahahaha
Uma pizza e uns chopps maluco, praticamente caseiro(vou bater a foto da marca e depois coloco aqui), descobri a lan house na mesma galeria.
Uma coisa engraçada da cidade:
Ela é cortada pela BR. E por isso, nem mesmo os SUPERMERCADOS, que ficam ao lado da BR podem vender bebida alcoólica.
Solução?
Abrir uma portinha nos fundos, 50 m afastado da estrada, onde todo mundo pode comprar.
hahahahahaa
isso é o Brasil.
Até na pizzaria, precisei dar a volta nop quarteirão e entrar pelos fundos porque assim eles podem vender cerveja. E foi a polícia federal mesmo (seria a rodoviária?) que deu a dica de como burlar a lei.
Graças a Deua, pois pude tomar uma cervejinha e relaxar da pior estrada do mundo: Cuiabá-Rondonópolis.
tenho o diário certinho anotado no caderno, e prometo colocar aqui, mesmo que demore um ano.
: )
beijos pra todos e amanhã, depois de cruzar Goiás pela terceira vez em menos de três meses, descubro o estado de Minas Gerais.
Alguém quer um pão de queijo?
bnem bem terminei de contar a viagem para Belém, ainda falta parauapebas e toda a volta e já erstou eu, de novo na estrada, desta vez de mudança, indo de Cuiabá até o Rio.
Estou numa lan house na cidade de Alto Garças, quase divisa com Goiás.
engraçado essas coisas de garça por aqui.
A cidade que faz divisa em outro canto do estado é barra do garças. Aqui, Alto Garças.
E o mais engraçado é que a proxima cidade é alto araguaia. Deve ser por causa da serra absurda que subi depois de Rondonópolis.
Rondonópolis, pelo que vi, cidade bem grandinha. Destaque total para a fábrica da Bunge e sua fumaça preta pretíssima...
Deviam estar fabricando gordura trans para colocar nas margarinas....
hahahahaha
Uma pizza e uns chopps maluco, praticamente caseiro(vou bater a foto da marca e depois coloco aqui), descobri a lan house na mesma galeria.
Uma coisa engraçada da cidade:
Ela é cortada pela BR. E por isso, nem mesmo os SUPERMERCADOS, que ficam ao lado da BR podem vender bebida alcoólica.
Solução?
Abrir uma portinha nos fundos, 50 m afastado da estrada, onde todo mundo pode comprar.
hahahahahaa
isso é o Brasil.
Até na pizzaria, precisei dar a volta nop quarteirão e entrar pelos fundos porque assim eles podem vender cerveja. E foi a polícia federal mesmo (seria a rodoviária?) que deu a dica de como burlar a lei.
Graças a Deua, pois pude tomar uma cervejinha e relaxar da pior estrada do mundo: Cuiabá-Rondonópolis.
tenho o diário certinho anotado no caderno, e prometo colocar aqui, mesmo que demore um ano.
: )
beijos pra todos e amanhã, depois de cruzar Goiás pela terceira vez em menos de três meses, descubro o estado de Minas Gerais.
Alguém quer um pão de queijo?
domingo, fevereiro 24, 2008
Festa Hotshots!
Preparem a contagem regressiva:
nodia 5 DE MARÇO, às 23h,
estréia na PISTA 3 em Botafogo
a festa rock quevai esquentar as suas quartas-feiras
...Repita três vezes: HOTSHOTS! HOTSHOTS! HOTSHOTS!
No som, os DJs CARLÃO, SAL (dj?rs) e TAYLOR tocando o que há de mais fino e dançante no rock. Para animar ainda mais o set adicionamos algumas doses de eletro, várias medidas de soul e uma pitada do bom indie rock. Batidas fortemente nervosas para ninguém sair da pista!
Vamos dançar como se não houvesse o amanhã !!!
Abraço e até lá, HOT HOT HOT HOTSHOTS !!!
HOTSHOTS!
Djs Carlão - Sal - Taylor
Todas as quartas-feiras de março
pontualmente as 23h
PISTA 3 - Rua São João Batista, 14, Botafogo
ingresso:
Mulher: R$ 8,00
Homem : R$ 12,00
Promo
Até 0h Mulher: R$ 0,00
Homem : R$ 10,00
Somente com flyer ou nome na lista amiga.
Preparem a contagem regressiva:
nodia 5 DE MARÇO, às 23h,
estréia na PISTA 3 em Botafogo
a festa rock quevai esquentar as suas quartas-feiras
...Repita três vezes: HOTSHOTS! HOTSHOTS! HOTSHOTS!
No som, os DJs CARLÃO, SAL (dj?rs) e TAYLOR tocando o que há de mais fino e dançante no rock. Para animar ainda mais o set adicionamos algumas doses de eletro, várias medidas de soul e uma pitada do bom indie rock. Batidas fortemente nervosas para ninguém sair da pista!
Vamos dançar como se não houvesse o amanhã !!!
Abraço e até lá, HOT HOT HOT HOTSHOTS !!!
HOTSHOTS!
Djs Carlão - Sal - Taylor
Todas as quartas-feiras de março
pontualmente as 23h
PISTA 3 - Rua São João Batista, 14, Botafogo
ingresso:
Mulher: R$ 8,00
Homem : R$ 12,00
Promo
Até 0h Mulher: R$ 0,00
Homem : R$ 10,00
Somente com flyer ou nome na lista amiga.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
então olhei pela última vez o céu de cuiabá do nono andar.
atravessei a sala vazia e, instintivamente, fechei a porta de correr que leva até a varanda.
Virei a chave. Olhei para o alto e vi as nuvens. Hoje vai chover mais tarde.
caminhei em direção à porta de entrada, dessa vez, de saída. Olhei a sala, a varanda, para a vida que aconteceu ali, para as palavras, as risadas, os filmes, os jogos de futebol e de futebol americano que passaram pela TV, os amigos com os quais dividi horas de papo e de cerveja, olhei para o bordar na poltrona, para o almoço na mesa, para a novela e para as séries.
Disse tchau. E tranquei a porta.
Dessa vez pelo lado de fora.
atravessei a sala vazia e, instintivamente, fechei a porta de correr que leva até a varanda.
Virei a chave. Olhei para o alto e vi as nuvens. Hoje vai chover mais tarde.
caminhei em direção à porta de entrada, dessa vez, de saída. Olhei a sala, a varanda, para a vida que aconteceu ali, para as palavras, as risadas, os filmes, os jogos de futebol e de futebol americano que passaram pela TV, os amigos com os quais dividi horas de papo e de cerveja, olhei para o bordar na poltrona, para o almoço na mesa, para a novela e para as séries.
Disse tchau. E tranquei a porta.
Dessa vez pelo lado de fora.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Primeiro post do sem-casa, sem-luz, sem-telefone, sem-gás, sem-internet
mas com-vida, com-amigos, com-um-caminho-loooongo-pela-frente, com-despedidas-quarta-e-sábado e com um monte de caixas no carro para carregar.
Por falar em caixas, a maquina de costura deu certinho atrás do meu banco.
Logo te devolvo, tá Lu.
De resto deixo pra trás (ainda não, mas tá quase) lembranças de uma cidade que me acolheu bem, que me ensinou a comer petche com matchitche, bolo de arrrrrroz, a ver jacaré e capivara vivos e soltos, a tomar banho de cachoeira na Chapada, a ver 0 céu esperando achar um disco voador.
Levo amigos e conhecidos, shows de rock de bandas do país inteiro, a diversidade e o respeito, a América Latina aqui do lado, a proximidade com Roindônia e Acre, os Estados mais longe que posso pensar, as plantações de soja, a melhor carne do Brasil, as caminhonetonas e a playboizada, a descoberta do cinema não mais como uma arte a ser apreciad, mas como uma arte a ser produzida.
Levo isso tudo, ainda que todas as minhas coisas tenham cabido dentro de um carro. É que para levar a vida, só é preciso ir.
A vida é a que se leva, não o que se leva.
mas com-vida, com-amigos, com-um-caminho-loooongo-pela-frente, com-despedidas-quarta-e-sábado e com um monte de caixas no carro para carregar.
Por falar em caixas, a maquina de costura deu certinho atrás do meu banco.
Logo te devolvo, tá Lu.
De resto deixo pra trás (ainda não, mas tá quase) lembranças de uma cidade que me acolheu bem, que me ensinou a comer petche com matchitche, bolo de arrrrrroz, a ver jacaré e capivara vivos e soltos, a tomar banho de cachoeira na Chapada, a ver 0 céu esperando achar um disco voador.
Levo amigos e conhecidos, shows de rock de bandas do país inteiro, a diversidade e o respeito, a América Latina aqui do lado, a proximidade com Roindônia e Acre, os Estados mais longe que posso pensar, as plantações de soja, a melhor carne do Brasil, as caminhonetonas e a playboizada, a descoberta do cinema não mais como uma arte a ser apreciad, mas como uma arte a ser produzida.
Levo isso tudo, ainda que todas as minhas coisas tenham cabido dentro de um carro. É que para levar a vida, só é preciso ir.
A vida é a que se leva, não o que se leva.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
nas últimas horas tudo meio que deu uma corrida por aqui.
A pós, que me prendia, foi cancelada.
as coisas que não saiam acabaram por ir e me deixaram em paz.
as dificuldades começaram a se resolver e parece que estou cada vez mais próximo de dizer ufa! e Até mais.
já nem sei se me despeço. Ou se simplesmente pego minhas caixas e parto.
seria uma forma diferente de sair. Sem se despedir.
quem sabe não deve ser assim mesmo?
A pós, que me prendia, foi cancelada.
as coisas que não saiam acabaram por ir e me deixaram em paz.
as dificuldades começaram a se resolver e parece que estou cada vez mais próximo de dizer ufa! e Até mais.
já nem sei se me despeço. Ou se simplesmente pego minhas caixas e parto.
seria uma forma diferente de sair. Sem se despedir.
quem sabe não deve ser assim mesmo?
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
DEATH CAB FOR CUTIE - WE LOOKED LIKE GIANTS
God bless the daylight, the sugary smell of springtime
Remembering when you were mine
In a still suburban town
When every thursday
i'd break those mountain passes
And you'd skip your early classes
And we'd learn how our bodies worked.
God damn the black night with all it's foul temptation
I become what i always hated
When i was with you then
We looked like giants
in the back of my grey subcompact
Fumbling to make contact
As the others slept inside
And together there
In a shroud of frost, the mountain air
Began to pass from every pane of weathered glass
And i held you closer than anyone would ever get
Do you remember the JAMC?
And reading aloud from magazines
I don't know about you but i swear on my name they could smell it on me
I've never been too good with secrets.
No...
And together there
In a shroud of frost and mountain air
Began to pass through every pane of weathered glass
And i held you closer...
God bless the daylight, the sugary smell of springtime
Remembering when you were mine
In a still suburban town
When every thursday
i'd break those mountain passes
And you'd skip your early classes
And we'd learn how our bodies worked.
God damn the black night with all it's foul temptation
I become what i always hated
When i was with you then
We looked like giants
in the back of my grey subcompact
Fumbling to make contact
As the others slept inside
And together there
In a shroud of frost, the mountain air
Began to pass from every pane of weathered glass
And i held you closer than anyone would ever get
Do you remember the JAMC?
And reading aloud from magazines
I don't know about you but i swear on my name they could smell it on me
I've never been too good with secrets.
No...
And together there
In a shroud of frost and mountain air
Began to pass through every pane of weathered glass
And i held you closer...
domingo, fevereiro 10, 2008
coisas para se lembrar
dos cadernos que podem se perder:
Jacques Aumont - leitura narrativa x não narrativa
Ian McEwan
John Cheever
Imagem tempo - Deleuze
Robert Mckee - Story
Peter Szondi
Heidegger
Arena Principal
duraçao da cena - 3 paginas. 6 estourando.
NRI - narrativo, representativo, industrial.
A mulher no Melodrama - arquétipos
Mãe
irmã
namorada
esposa
a má/prostituta
a amada (musa) - o amor inalcançável
doutrina do pobre - mãe solteira
dos cadernos que podem se perder:
Jacques Aumont - leitura narrativa x não narrativa
Ian McEwan
John Cheever
Imagem tempo - Deleuze
Robert Mckee - Story
Peter Szondi
Heidegger
Arena Principal
duraçao da cena - 3 paginas. 6 estourando.
NRI - narrativo, representativo, industrial.
A mulher no Melodrama - arquétipos
Mãe
irmã
namorada
esposa
a má/prostituta
a amada (musa) - o amor inalcançável
doutrina do pobre - mãe solteira
a pior hora para se escrever é quando se está melancólico, alcoólico e só.
Mas, vejam só, é nesse exato momento e estado que a mente parece funcionar melhor.
então aproveito meu estado e em, enfim, em uma palavra me defino:
sozinho.
em outra, meu coração:
saudade.
em mais algumas o que ando pensando:
medo de ter errado, quando isso era o mais difícil.
Mas, vejam só, é nesse exato momento e estado que a mente parece funcionar melhor.
então aproveito meu estado e em, enfim, em uma palavra me defino:
sozinho.
em outra, meu coração:
saudade.
em mais algumas o que ando pensando:
medo de ter errado, quando isso era o mais difícil.
Nada Surf - See these bones (from now on with a complete different meaning)
Everyone's right and no one is sorry
That's the start and the end of this story
From the sharks and the jets
To the call in the morning
Everyone's right and no one is sorry
That's the start and the end of this story
From the sharks and the jets
To the call in the morning
And life is just bets anyway
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
Try as they might, no ones immune to
Misfiring and acting on the wrong clues
And thinkin' it's time to redo and redo
I feel rain in the movies and the talk before the screen lights
I hear strings in the park
I don't like to call her right, except when its too late at night
I mostly just think in the dark
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
Just like we are, you'll be dust
And just like we are, permanent
You were too tired to eat, too hungry to sleep
Just imagine the speed, it's just what you need
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
And just like we are, you'll be dust
And just like we are, permanent
The lights in the city are more or less blinking
Which side of the story decides what you're thinking
We'll amount in cold faces??
We're squinting, we're hurrying
We'll take inventory
We're digging, we're burying
Do you remeber when the line was blown
Do you remember when it fell
Do you remember when you went to her house, remember ringing the bell
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
Just like we are, you'll be dust
Just like we are, permanent
Everyone's right and no one is sorry
That's the start and the end of this story
From the sharks and the jets
To the call in the morning
Everyone's right and no one is sorry
That's the start and the end of this story
From the sharks and the jets
To the call in the morning
And life is just bets anyway
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
Try as they might, no ones immune to
Misfiring and acting on the wrong clues
And thinkin' it's time to redo and redo
I feel rain in the movies and the talk before the screen lights
I hear strings in the park
I don't like to call her right, except when its too late at night
I mostly just think in the dark
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
Just like we are, you'll be dust
And just like we are, permanent
You were too tired to eat, too hungry to sleep
Just imagine the speed, it's just what you need
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
And just like we are, you'll be dust
And just like we are, permanent
The lights in the city are more or less blinking
Which side of the story decides what you're thinking
We'll amount in cold faces??
We're squinting, we're hurrying
We'll take inventory
We're digging, we're burying
Do you remeber when the line was blown
Do you remember when it fell
Do you remember when you went to her house, remember ringing the bell
Look alive, see these bones
What you are now, we were once
Just like we are, you'll be dust
Just like we are, permanent
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Peguei a Piauí nova e a coloquei debaixo do braço.
Dei poucos passos, subi alguns degraus de escada e me dei uma hora lendo e tomando café com quichê.
***
quichê é um anagrama de chiquê.
***
Eu não sou chique. Eu não sou chique, repete o homem vestido com um terno bem cortado à saída do cinema. As pessoas que saem de uma sessão qualquer se assustam e olham espantadas, para aquela figura alta e magra que, vestida de terno, reclama em voz alta com uma mulher.
Pare de me chamar de chique.
A mulher, atordoada, não imaginou que um simples elogio causaria tanto estardalhaço.
Mas, Marcelo, eu só quis te elogiar.
Por que não disse, então, que sou feliz? Ou que escolhi um belo filme para ver? Ele nem é de róliudi. É independente e alemão. Talvez ganhe o Oscar, mas seria de filme estrangeiro, o que já o colocaria numa categoria menor, e não poderíamos comparar com as grandes produçoes...
E se perdeu em sua explicação. Pelo menos, para os espectadores da sessão roliudiana que acabava de começar, Marcelo abaixou o tom de voz.
Dei poucos passos, subi alguns degraus de escada e me dei uma hora lendo e tomando café com quichê.
***
quichê é um anagrama de chiquê.
***
Eu não sou chique. Eu não sou chique, repete o homem vestido com um terno bem cortado à saída do cinema. As pessoas que saem de uma sessão qualquer se assustam e olham espantadas, para aquela figura alta e magra que, vestida de terno, reclama em voz alta com uma mulher.
Pare de me chamar de chique.
A mulher, atordoada, não imaginou que um simples elogio causaria tanto estardalhaço.
Mas, Marcelo, eu só quis te elogiar.
Por que não disse, então, que sou feliz? Ou que escolhi um belo filme para ver? Ele nem é de róliudi. É independente e alemão. Talvez ganhe o Oscar, mas seria de filme estrangeiro, o que já o colocaria numa categoria menor, e não poderíamos comparar com as grandes produçoes...
E se perdeu em sua explicação. Pelo menos, para os espectadores da sessão roliudiana que acabava de começar, Marcelo abaixou o tom de voz.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Acabei de chegar em casa. Fui exercitar meu egocentrismo e assisti um filme sozinho.
Juno, se chama.
Devo dizer que saí do cinema meio abatido.
Abatido como um pato que voa pelos pântanos americanos sem saber que o chamado que lhe atrai é o de um caçador e sua espingarda.
Ainda sobre o efeito do filme, que deve ter sido o mesmo causado pela Pequena Miss Sunshine para alguns há um ano atrás, caminhei pelos corredores do shopping, pensando.
***
Umas poucas cadeiras ao meu lado, uma moça chorava copiosamente abraçada ao seu namorado.
***
Entro no carro, com uma garrafa de 1500ml de água e um bombom. Dirijo sem querer chegar ao apartamento, que, desde cedo, resolvi não chamar mais de casa. Penso em ligar a tv e me jogar no sofá. Penso em colocar a água na geladeira. Penso em deitar na cama (em minha cama?) e ligar o som, deixando os pensamentos voarem pela minha cabeça.
Penso. Não realizo. O apartamento está vazio.
Depressão é ficar mais de um dia dentro de um lugar que você aprendeu a chamar de casa sem as coisas que faziam a sua casa.
***
Casa? que casa?
***
Um filme ainda pode mexer assim com as pessoas. E é isso que quero fazer.
E da próxima vez, queria muito assistir com alguém do meu lado.
Talvez seja pedir muito. Sei que por uma belo período a única companhia que terei será daquele cara com a barba por fazer, meio descabelado, que me olha no espelho todos os dias pela manhã.
Juno, se chama.
Devo dizer que saí do cinema meio abatido.
Abatido como um pato que voa pelos pântanos americanos sem saber que o chamado que lhe atrai é o de um caçador e sua espingarda.
Ainda sobre o efeito do filme, que deve ter sido o mesmo causado pela Pequena Miss Sunshine para alguns há um ano atrás, caminhei pelos corredores do shopping, pensando.
***
Umas poucas cadeiras ao meu lado, uma moça chorava copiosamente abraçada ao seu namorado.
***
Entro no carro, com uma garrafa de 1500ml de água e um bombom. Dirijo sem querer chegar ao apartamento, que, desde cedo, resolvi não chamar mais de casa. Penso em ligar a tv e me jogar no sofá. Penso em colocar a água na geladeira. Penso em deitar na cama (em minha cama?) e ligar o som, deixando os pensamentos voarem pela minha cabeça.
Penso. Não realizo. O apartamento está vazio.
Depressão é ficar mais de um dia dentro de um lugar que você aprendeu a chamar de casa sem as coisas que faziam a sua casa.
***
Casa? que casa?
***
Um filme ainda pode mexer assim com as pessoas. E é isso que quero fazer.
E da próxima vez, queria muito assistir com alguém do meu lado.
Talvez seja pedir muito. Sei que por uma belo período a única companhia que terei será daquele cara com a barba por fazer, meio descabelado, que me olha no espelho todos os dias pela manhã.
agora estou dividindo meu quarto, ou o que mais se parece com um quarto nesse apartamento com uma barata.
Cheguei e lá estava ela, em cima do meu volume de Medo e Delírio em Las Vegas.
Me assustei, ela se assustou. Tentei pegá-la, ela sumiu.
Comi meu serenata de amor e liguei o micro.
Ainda olho, de vez em quando, para ver se consigo distinguir suas anteninhas em algum lugar escuro do quarto.
Cheguei e lá estava ela, em cima do meu volume de Medo e Delírio em Las Vegas.
Me assustei, ela se assustou. Tentei pegá-la, ela sumiu.
Comi meu serenata de amor e liguei o micro.
Ainda olho, de vez em quando, para ver se consigo distinguir suas anteninhas em algum lugar escuro do quarto.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
que coisa engraçada.
Parece que ta todo mundo morrendo de pressa para fazer as coisas, agora que o carnaval acabou.
Carna o que?
calma minha gente, não dá pra fazer tudo em um dia. As coisas vão acontecendo aos poucos, devagar. A gente tem que aprender a seguir o ritmo da vida, desacelerar. Eu desacelerei.
Parece que ta todo mundo morrendo de pressa para fazer as coisas, agora que o carnaval acabou.
Carna o que?
calma minha gente, não dá pra fazer tudo em um dia. As coisas vão acontecendo aos poucos, devagar. A gente tem que aprender a seguir o ritmo da vida, desacelerar. Eu desacelerei.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
E com a festa aprovada e confirmada, adivinhem?
Estou completamente doente nestes dias, baixando tudo o que vejo pela frente.
Coisas completamente malucas como The Landaus, Liberian Railways, The Selmanaires e Shocking Pink, entre outras menos faladas.
O frio na barriga vai ser imenso, mas a verdade é que vou estar preparado para o que der e vier.
Com muita, mas muita música e cartas na manga.
Pra quem quiser: Hot Shots.
Toda quarta, a partir de março, na Pista 3, em Botafogo.
Estou completamente doente nestes dias, baixando tudo o que vejo pela frente.
Coisas completamente malucas como The Landaus, Liberian Railways, The Selmanaires e Shocking Pink, entre outras menos faladas.
O frio na barriga vai ser imenso, mas a verdade é que vou estar preparado para o que der e vier.
Com muita, mas muita música e cartas na manga.
Pra quem quiser: Hot Shots.
Toda quarta, a partir de março, na Pista 3, em Botafogo.
domingo, fevereiro 03, 2008
Diário de Bordo. Marabá-PA
Mais um pneu furado. O segundo da viagem.
Paramos à noite na borracharia para ajeitar. Eram quase dez da noite. Parauapebas ainda está a 180 km. A viagem foi tranquila, passando por pedaços de floresta, grandes rios e muitos, MUITOS quebra-molas.
O cheiro do Pirarucu assusta qualquer um que não esteja acostumado. Nós já nos acostumamos.
Mais um pneu furado. O segundo da viagem.
Paramos à noite na borracharia para ajeitar. Eram quase dez da noite. Parauapebas ainda está a 180 km. A viagem foi tranquila, passando por pedaços de floresta, grandes rios e muitos, MUITOS quebra-molas.
O cheiro do Pirarucu assusta qualquer um que não esteja acostumado. Nós já nos acostumamos.
De volta ao Diário de Bordo. 50089km. Segunda-feira. Mojú-PA
Mojú é uma cidade voltada para o rio. Suas casas, a igreja, os prédios são todos voltados para o rio. Antes dela, uma ponte imensa, muito bonita, cruzando o Rio Mojú.
No rádio do carro, um cd com 200 músicas do Roberto Carlos.
Nos propusemos a ouvir ele por inteiro até chegarmos em Parauapebas.
Acho que calculei mal a distância e o tempo que a viagem levaria.
Mojú é uma cidade voltada para o rio. Suas casas, a igreja, os prédios são todos voltados para o rio. Antes dela, uma ponte imensa, muito bonita, cruzando o Rio Mojú.
No rádio do carro, um cd com 200 músicas do Roberto Carlos.
Nos propusemos a ouvir ele por inteiro até chegarmos em Parauapebas.
Acho que calculei mal a distância e o tempo que a viagem levaria.
Diário de Solo - Segunda-feira 14/01.
Acordamos e passamos a rever nossos planos. De acordo com a previsão inicial, deveríamos sair de Castanhal cedo rumo à Algodoal, onde passaríamos dois dias. Ou seja, quarta-feira iríamos começar a nossa jornada de volta. Mas nesse meio tempo, Elton recebeu um telefonema. Ele seria um dos professores homenageados em uma formatura dia 19. E agora?
Acabamos optando pelo mais racional. Iríamos almoçar em Castanhal e então pegar a estrada de volta pra Cuiabá. Passando por outro lado, Marabá e Parauapebas, onde Bruno, a.k.a. Kalango está morando(se escondendo) faz um tempo.
E foi assim o programado. De manhã fomos ao mercado de Castanhal comprar açaí e camarões salgados e Pirarucu seco, o bacalhau da amazônia. Levaríamos essas iguarias para alguns amigos.
A partir deste momento vendemos nossa alma ao capeta. POrque aguentar o cheiro do pirarucu seco e de mais de dois quilos de camarão salgados dentro do carro, por alguns dias, foi realmente algo a se gabar para os netos. Até hoje ainda sinto o cheiro dos ingredientes de pratos maravilhosos que nem sei se vou comer.
Acordamos e passamos a rever nossos planos. De acordo com a previsão inicial, deveríamos sair de Castanhal cedo rumo à Algodoal, onde passaríamos dois dias. Ou seja, quarta-feira iríamos começar a nossa jornada de volta. Mas nesse meio tempo, Elton recebeu um telefonema. Ele seria um dos professores homenageados em uma formatura dia 19. E agora?
Acabamos optando pelo mais racional. Iríamos almoçar em Castanhal e então pegar a estrada de volta pra Cuiabá. Passando por outro lado, Marabá e Parauapebas, onde Bruno, a.k.a. Kalango está morando(se escondendo) faz um tempo.
E foi assim o programado. De manhã fomos ao mercado de Castanhal comprar açaí e camarões salgados e Pirarucu seco, o bacalhau da amazônia. Levaríamos essas iguarias para alguns amigos.
A partir deste momento vendemos nossa alma ao capeta. POrque aguentar o cheiro do pirarucu seco e de mais de dois quilos de camarão salgados dentro do carro, por alguns dias, foi realmente algo a se gabar para os netos. Até hoje ainda sinto o cheiro dos ingredientes de pratos maravilhosos que nem sei se vou comer.
sábado, fevereiro 02, 2008
Em Cuiabá, no Rio e em mais um monte de cidade da América do Sul tem festival de rock durante o carnaval.
Aqui com 50 bandas de vários estados do Brasil.
Destaques para Macaco Bong (MT), The Melt (MT), Vanguart (MT), Montage (CE) - acho que é o quarto show deles que vou ver aqui e Ludovic (SP).
Assim, de bobeira, pagando cinco beréu a entrada.
E aí em Vitória, tem o que?
Aqui com 50 bandas de vários estados do Brasil.
Destaques para Macaco Bong (MT), The Melt (MT), Vanguart (MT), Montage (CE) - acho que é o quarto show deles que vou ver aqui e Ludovic (SP).
Assim, de bobeira, pagando cinco beréu a entrada.
E aí em Vitória, tem o que?
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
quarta-feira, janeiro 30, 2008
hora de ver os clássicos.
Aproveito a promoção na locadora, pague por mês e alugue quantos quiser para ver e rever muitos filmes.
para a lista já foram:
Chinatown
Scarface
Batismo de Sangue
Correndo com tesouras
Amores Brutos
C.R.A.Z.Y.
Fim de Caso (revisto)
O Segredo de Berlim
e como sou muito ruim de memória, esqueci o resto
hahahahaha
Aproveito a promoção na locadora, pague por mês e alugue quantos quiser para ver e rever muitos filmes.
para a lista já foram:
Chinatown
Scarface
Batismo de Sangue
Correndo com tesouras
Amores Brutos
C.R.A.Z.Y.
Fim de Caso (revisto)
O Segredo de Berlim
e como sou muito ruim de memória, esqueci o resto
hahahahaha
Diário de bordo/solo
Domingo, Ilha de marajó (Soure e Salvaterra/PA)
Acordamos, comemos nossa tapioca de café da manhã e partimos rumo à praia de Joanes, em Salvaterra. Mais balsa, mais carro e enfim chegamos.
Joanes é bem mais movimentada que a Praia do Pesqueiro, onde fomos em Soure. Pra mim, tem menos clima. Mas ainda assim é bem interessante ver a Floresta Amazônica morrendo na beira do mar.
Aqui ficamos em um quiosque, de onde saíamos para passear, tomar banho e bater foto de búfalo.
Acabando o nosso tempo na Ilha, pois tinhamos que pegar a balsa das 17:00 para Belém. E tome chão. Chegamos um pouco antes, tempo o suficiente para ligar a cobrar para meu pai e meu avô. Só para aparecer na conta de telefone o nome do município. Ainda compramos bacuri, queijo de marajó e um pedaço de bolo de tapioca com cupuaçu.
Embarcamos na balsa. E tome rio.
Dessa vez, contra a correnteza levamos quatro horas e meia até chegar em Icoaciara, ou o nome que for.
Em sua orla rolava a maior confusão. Gente pra caramba em bares e na beira-rio, sentados e andando. Descobrimos mais um point. Que ferve domingão.
Como o cansaço era imenso e a viagem de barco só o fez aumentar, partimos rumo à Castanhal. Chegamos a tempo, entenda meia-noite, de comer na CIA. Paulista de Pizza, uma pizzaria que tem uma pizza de camarão com jambu. Isso sozinho, valeria cada um dos 3.000 km que rodamos.
Chegamos em casa e apagamos. Segunda nos reservaria muitas surpresas.
Domingo, Ilha de marajó (Soure e Salvaterra/PA)
Acordamos, comemos nossa tapioca de café da manhã e partimos rumo à praia de Joanes, em Salvaterra. Mais balsa, mais carro e enfim chegamos.
Joanes é bem mais movimentada que a Praia do Pesqueiro, onde fomos em Soure. Pra mim, tem menos clima. Mas ainda assim é bem interessante ver a Floresta Amazônica morrendo na beira do mar.
Aqui ficamos em um quiosque, de onde saíamos para passear, tomar banho e bater foto de búfalo.
Acabando o nosso tempo na Ilha, pois tinhamos que pegar a balsa das 17:00 para Belém. E tome chão. Chegamos um pouco antes, tempo o suficiente para ligar a cobrar para meu pai e meu avô. Só para aparecer na conta de telefone o nome do município. Ainda compramos bacuri, queijo de marajó e um pedaço de bolo de tapioca com cupuaçu.
Embarcamos na balsa. E tome rio.
Dessa vez, contra a correnteza levamos quatro horas e meia até chegar em Icoaciara, ou o nome que for.
Em sua orla rolava a maior confusão. Gente pra caramba em bares e na beira-rio, sentados e andando. Descobrimos mais um point. Que ferve domingão.
Como o cansaço era imenso e a viagem de barco só o fez aumentar, partimos rumo à Castanhal. Chegamos a tempo, entenda meia-noite, de comer na CIA. Paulista de Pizza, uma pizzaria que tem uma pizza de camarão com jambu. Isso sozinho, valeria cada um dos 3.000 km que rodamos.
Chegamos em casa e apagamos. Segunda nos reservaria muitas surpresas.
diário de bordo e solo.
sábado.
Já não sei que dia, já não sei que horas.
Dormi uma hora no quarto até dar o momento de levantar e partir rumo à Ilha de Marajó.
Pegamos a mini-estrada até onde sai a balsa (acho que é Icoaraci).
Entramos na balsa, lá pelas 6 da matina.
E mais tres horas nos aguardavam até a chegada na ilha.
Devo ressaltar que a viagem, pelo meio do rio, quase um mar, é lenta e linda.
Mas cansa que é uma beleza. Eu, para descansar da noite de sexta, apaguei sentado mesmo.
Mas enfim, chegamos a salvaterra. Mera ilusão. Logo, logo precisamos andar mais 30km, com a gasolina quase no fim, até uma outra balsa que nos levaria a Soure.
Para quem não sabe, a ilha de Marajó deve ter pelo menos uns 9 municípios do Pará. E sim, ela é grande assim.
Pelo caminho, os bubalinos se apresentam.
Chegamos a Soure por volta de meio-dia e procuramos logo a pousada. Achamos uma bem simples, mas com um quarto que, de longe, era um dos melhores pelo qual tinhamos passado.
Coisas no quarto, comida na mesa. camarão. depois, do almoço, quase duas da tarde, batendo aquela leseira, resolvemos ir à praia. Pra que dormir?!
Chegamos à praia e vimos logo os búfalos para tirar foto. Por apenas um real você mostra que tava em Marajó mesmo. A praia tinha água quente, poucas ondas e dava pé até não querer mais. Propicia para a arte de andar e ficar de molho na água. Nas barraquinhas, filé de bufalo por 10 reais e porção de camarão por 5. Fomos de camarão, de novo!!!
COm o dia se pondo, voltamos para a pousada. De lá, nos preparamos para o show de Carimbó. Na verdade, a única coisa que turista faz em Marajó de noite. Fomos, bebemos, comemos uma costela de búfalo e dançamos carimbó com as nativas. Uma vergonha para sempre eternizada em fotos. : /
Ainda tivemos a oportunidade de conhecer mais uma pousada antes de irmos dormir. Alguma coisa do francês. Uma pousadinha muito arrumada, mas que por fora ninguém dá nada. Fica a dica.

sábado.
Já não sei que dia, já não sei que horas.
Dormi uma hora no quarto até dar o momento de levantar e partir rumo à Ilha de Marajó.
Pegamos a mini-estrada até onde sai a balsa (acho que é Icoaraci).
Entramos na balsa, lá pelas 6 da matina.
E mais tres horas nos aguardavam até a chegada na ilha.
Devo ressaltar que a viagem, pelo meio do rio, quase um mar, é lenta e linda.
Mas cansa que é uma beleza. Eu, para descansar da noite de sexta, apaguei sentado mesmo.
Mas enfim, chegamos a salvaterra. Mera ilusão. Logo, logo precisamos andar mais 30km, com a gasolina quase no fim, até uma outra balsa que nos levaria a Soure.
Para quem não sabe, a ilha de Marajó deve ter pelo menos uns 9 municípios do Pará. E sim, ela é grande assim.
Pelo caminho, os bubalinos se apresentam.
Chegamos a Soure por volta de meio-dia e procuramos logo a pousada. Achamos uma bem simples, mas com um quarto que, de longe, era um dos melhores pelo qual tinhamos passado.
Coisas no quarto, comida na mesa. camarão. depois, do almoço, quase duas da tarde, batendo aquela leseira, resolvemos ir à praia. Pra que dormir?!
Chegamos à praia e vimos logo os búfalos para tirar foto. Por apenas um real você mostra que tava em Marajó mesmo. A praia tinha água quente, poucas ondas e dava pé até não querer mais. Propicia para a arte de andar e ficar de molho na água. Nas barraquinhas, filé de bufalo por 10 reais e porção de camarão por 5. Fomos de camarão, de novo!!!
COm o dia se pondo, voltamos para a pousada. De lá, nos preparamos para o show de Carimbó. Na verdade, a única coisa que turista faz em Marajó de noite. Fomos, bebemos, comemos uma costela de búfalo e dançamos carimbó com as nativas. Uma vergonha para sempre eternizada em fotos. : /
Ainda tivemos a oportunidade de conhecer mais uma pousada antes de irmos dormir. Alguma coisa do francês. Uma pousadinha muito arrumada, mas que por fora ninguém dá nada. Fica a dica.

O som das turbinas entram pela janela.
O aeroplano se afasta rapidamente.
E assim, se vão momentos e passagens, risos e choros,
dúvidas e beijos.
A gente, de baixo ou de cima, dá adeus com a mão, num gesto mais automático
do que real.
Mas tudo bem.
Tudo mesmo passa.
Tudo tem seu prazo de validade.
***
Bom, 2011 tá aí, pertinho.
O aeroplano se afasta rapidamente.
E assim, se vão momentos e passagens, risos e choros,
dúvidas e beijos.
A gente, de baixo ou de cima, dá adeus com a mão, num gesto mais automático
do que real.
Mas tudo bem.
Tudo mesmo passa.
Tudo tem seu prazo de validade.
***
Bom, 2011 tá aí, pertinho.
E então, a vida seguiu seu rumo.
as coisas que andei pensando, meio perdido, meio que sim, meio que não
viram, de uma hora para outra, pensamentos furtivos. E de pensamentos passam a ser
apenas lembranças de dúvidas e logo somem.
A certeza é que permanece e por mais que tenha tido medo ou incerteza com relação ao meu caminho, ele fez questão de aparecer sempre límpido e certo nos momentos que mais precisava.
as coisas que andei pensando, meio perdido, meio que sim, meio que não
viram, de uma hora para outra, pensamentos furtivos. E de pensamentos passam a ser
apenas lembranças de dúvidas e logo somem.
A certeza é que permanece e por mais que tenha tido medo ou incerteza com relação ao meu caminho, ele fez questão de aparecer sempre límpido e certo nos momentos que mais precisava.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
oi para mim.
estou em casa, depois de uma festa de felicidade, de noivado, de duas pessoas que se amam.
Estar sozinho neste momento foi estranho e dificil.
não que esperasse ser amado ou sentido...
mas, no fundo do meu ser, sabia o que queria.
Queria um telefonema.
ET, telefone, casa!!
queria me sentir querido, amado, sentido...
coisas que aprendi a não esperar.
Grau alcoólico do momento: 50, 50% por pensamento
estou em casa, depois de uma festa de felicidade, de noivado, de duas pessoas que se amam.
Estar sozinho neste momento foi estranho e dificil.
não que esperasse ser amado ou sentido...
mas, no fundo do meu ser, sabia o que queria.
Queria um telefonema.
ET, telefone, casa!!
queria me sentir querido, amado, sentido...
coisas que aprendi a não esperar.
Grau alcoólico do momento: 50, 50% por pensamento
sábado, janeiro 26, 2008
pulando um pouco o diário de viagem, e já contando do ano que inicia e já se prepara para pular o carnaval.
Ontem assiti ao Batismo de Sangue do Helvécio Ratton.
caramba, moçada, filme que PRECISA ser visto.
História da perseguição e da participação dos Freis Dominicanos
no processo de redemocratização do Brasil.
nota 10.
Ontem assiti ao Batismo de Sangue do Helvécio Ratton.
caramba, moçada, filme que PRECISA ser visto.
História da perseguição e da participação dos Freis Dominicanos
no processo de redemocratização do Brasil.
nota 10.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
POP QUE É POP, É SUPER POP!!!
Reduto da classe média belenense, o afrikan bar era nossa melhor oportunidade de conhecer uma aparelhagem sem correr risco de ser chamdo de gringo e ter os dolares roubados. Mesmo que só andássemos com reais no bolso.
Entramos logo cedo no local e fomos presenciar a aparelhagem. Nos chocamos com a realidade. Telão de led atrás do PALCO dos DJs, os verdadeiros donos da festa. Tanta luz e neon que parecia uma espaçonave. No DVD que trouxe para casa, dá pra se ter uma idéia do que estou dizendo.
Duas muralhas de caixas de som tornavam o volume insuportável. Mas foi só começar a tocar o tecnobrega que a galera invadiu o recinto e agitou geral!
Fiquei feliz porque, afinal, aqui no Pará, irmão, eu sou do povo (apesar da cara e da ginga de gringo).
finalmente sei como é gostar do que se toca na rádio. Sei como deve se sentir quem ouve axé, sertanejo ou pagode. Entendo agora a expressão do gosto popular.
Entendo porque gosto do brega e aqui no Pará, isso é o que toca. Sou apenas mais 1 na multidão e não o indie das bandas estranhas.
Após vermos a "porra toda explodir", como disse o Elton e finalmente descobrirmos o significado do brega marcante, saimos da festa ainda bombando e fomos para outro lugar.
O nome dele era Mormaço e o clima tava quente, quase pelando.
Bar gigante, com espaço para umas cinco mil pessoas, se bobear. Na beira do rio, com um pier descoberto que invadia as águas do rio e a escuridão da noite. O som?
reggae de novo. A galera pira com isso e frequenta MESMO a noite por lá.
dois rocks lotados, duas galeras completamente distintas.
Fiquei curioso em achar o lugar que talvez toque rock...
Logo fomos para o hotel porque de manhã, na verdade às 5 da manhã nos encontraríamos com Gemaki na frente da rodoviária, no nosso caminho para a Ilha de Marajó.
Reduto da classe média belenense, o afrikan bar era nossa melhor oportunidade de conhecer uma aparelhagem sem correr risco de ser chamdo de gringo e ter os dolares roubados. Mesmo que só andássemos com reais no bolso.
Entramos logo cedo no local e fomos presenciar a aparelhagem. Nos chocamos com a realidade. Telão de led atrás do PALCO dos DJs, os verdadeiros donos da festa. Tanta luz e neon que parecia uma espaçonave. No DVD que trouxe para casa, dá pra se ter uma idéia do que estou dizendo.
Duas muralhas de caixas de som tornavam o volume insuportável. Mas foi só começar a tocar o tecnobrega que a galera invadiu o recinto e agitou geral!
Fiquei feliz porque, afinal, aqui no Pará, irmão, eu sou do povo (apesar da cara e da ginga de gringo).
finalmente sei como é gostar do que se toca na rádio. Sei como deve se sentir quem ouve axé, sertanejo ou pagode. Entendo agora a expressão do gosto popular.
Entendo porque gosto do brega e aqui no Pará, isso é o que toca. Sou apenas mais 1 na multidão e não o indie das bandas estranhas.
Após vermos a "porra toda explodir", como disse o Elton e finalmente descobrirmos o significado do brega marcante, saimos da festa ainda bombando e fomos para outro lugar.
O nome dele era Mormaço e o clima tava quente, quase pelando.
Bar gigante, com espaço para umas cinco mil pessoas, se bobear. Na beira do rio, com um pier descoberto que invadia as águas do rio e a escuridão da noite. O som?
reggae de novo. A galera pira com isso e frequenta MESMO a noite por lá.
dois rocks lotados, duas galeras completamente distintas.
Fiquei curioso em achar o lugar que talvez toque rock...
Logo fomos para o hotel porque de manhã, na verdade às 5 da manhã nos encontraríamos com Gemaki na frente da rodoviária, no nosso caminho para a Ilha de Marajó.
diário de solo. sexta 11/01 - Belém - PA
Primeira semana de viagem completada.
Dia de compras. Assim que acordamos, nos pirulitamos pro ver o peso. compramos as garrafadas, demos nossa ultima volta e comemos mais açaí.
depois, ainda sem almoço fomos para o Mangal das Garças.
Parque belíssimo em Belém, onde batemos fotos, caminhamos e comemos mais uma unha.
pra quem não sabe, unha em Belém é a coxinha de galinha, mas sem galinha e com carangueijo.
Além disso, o Mangal tem um mirante de uns 30 metros de onde se vê a cidade por cima, 360 graus. Não dá pra ver tudo porque a cidade é beeeem grande, mas a vista é bem bonita.
Nossa noite de hoje já está acertada:
FESTA DA CIDADE NO AFRIKAN BAR COM A APARELHAGEM SUPERPOP, O ARRASTA POVO DO PARÁ!!!
mais essa descrição merece um post só para ela!!!
Primeira semana de viagem completada.
Dia de compras. Assim que acordamos, nos pirulitamos pro ver o peso. compramos as garrafadas, demos nossa ultima volta e comemos mais açaí.
depois, ainda sem almoço fomos para o Mangal das Garças.
Parque belíssimo em Belém, onde batemos fotos, caminhamos e comemos mais uma unha.
pra quem não sabe, unha em Belém é a coxinha de galinha, mas sem galinha e com carangueijo.
Além disso, o Mangal tem um mirante de uns 30 metros de onde se vê a cidade por cima, 360 graus. Não dá pra ver tudo porque a cidade é beeeem grande, mas a vista é bem bonita.
Nossa noite de hoje já está acertada:
FESTA DA CIDADE NO AFRIKAN BAR COM A APARELHAGEM SUPERPOP, O ARRASTA POVO DO PARÁ!!!
mais essa descrição merece um post só para ela!!!
Às vezes me repito. Na verdade, me repito sempre.
mas tenho que usar essa expressão novamente:
é engraçado como são as coisas da vida.
estou sem emprego, mas não sem dinheiro.
estou solteiro, mas nunca sozinho.
estou com tempo pra caramba, mas com nenhum tempo livre.
E só faço correr atrás das minhas coisas aqui.
fecha mudança, fecha apartamento, fecha conta em banco, desliga a luz, desliga o telefone, desliga o gás, cancela a Sky...
como nos prendemos nos lugares onde moramos com essas pequenas coisas.
seria tão mais fácil pegar uma mala e ir embora.
Agora vou andando assim: com tudo meu dentro de uma mala.
nada mais do que eu possa carregar. o resto, vai na mente e no coração.
mas tenho que usar essa expressão novamente:
é engraçado como são as coisas da vida.
estou sem emprego, mas não sem dinheiro.
estou solteiro, mas nunca sozinho.
estou com tempo pra caramba, mas com nenhum tempo livre.
E só faço correr atrás das minhas coisas aqui.
fecha mudança, fecha apartamento, fecha conta em banco, desliga a luz, desliga o telefone, desliga o gás, cancela a Sky...
como nos prendemos nos lugares onde moramos com essas pequenas coisas.
seria tão mais fácil pegar uma mala e ir embora.
Agora vou andando assim: com tudo meu dentro de uma mala.
nada mais do que eu possa carregar. o resto, vai na mente e no coração.
terça-feira, janeiro 22, 2008
diário de solo. Quinta-feira, um dia qualquer. Belém/PA
hoje acordamos e tomamos café da manhã: tapioca com manteiga e pupunha com café.
depois fomos ao mercado, passando por um corredor imenso de camelôs, bem no centro de Belém.
Fomos ao ver-o-peso, coisa que sempre quis.
Vimos, cheiramos, sentimos, provamos tudo o que o norte tem de melhor. depois andamos por toda a cidade velha: museu de arte sacra, igreja de nazaré, museu do círio, forte do presépio, casa das 11 janelas.
Voltamos para o ver-o-peso para almoçar. Fui de vatapá e depois maniçoba. A maniçoba é uma das coisas mais pesadas que já comi. Para acompanhar guaraná Garoto.
depois, de sobremesa, 1 litro de açaí. por 5 reais. E para arrebatar com chave de ouro, discos de tecnobrega, de melody, de bregas marcantes, DVDs com shows da banda AR-15 e com a apresentação da aparelhagem do SuperPop, o arrasta povo do Pará, o águia de fogo . A trilha sonora para o resto da viagem.
deixamos as muambas no hotel e apagamos. depois, resolvemos ir dar uma volta pelo centro, na praça da república, em busca de mais açaí. Neste exato momento, nosso anfitrião paraense, Gemaki, nos liga e diz para aproveitarmos que estávamos perto da praça da república e tomarmos uma cerveja no bar do parque, que fica aberto o ano todo. Só fecha no dia do Círio.
Atravessamos a rua, já que a gente tava em frente ao tal bar e vimos uma movimentação no teatro, logo atrás do bar. Fomos ver do que se tratava e perguntamos a duas meninas que estavam na porta do teatro o que ia rolar por lá. Como era o fim de semana de aniversário de Belém, a cidade estava tendo uma série de eventos. Neste dia ia rolar um show de compositores paraenses de gratis, no teatro. E estavam distribuindo os ingressos. Mas quando fomos pegar os nossos, às 19:07, o guardinha do teatro disse que não tinha mais. que a distribuição era só até as 19.
as duas meninas, solicitas e hospitaleiras, tinham pegado ingressos para alguns amigos e não se furtaram a passar um par para nós dois. Não sem antes, nos dar a direção da noite paraense.
Ou seja, chega de programa de turista. Vamos nos misturar com a multidão.
E foi o que aconteceu. depois do show de MPB, hotel, banho e fomos direto pra um bar onde estava rolado uma apresenteção de uma banda de reggae, o Santa Fé. o bar nem estava tão cheio, mas logo achamos uma das garotas, com seus amigos e nos enturmamos facilmente.
Quando vimos, já nos sentíamos em casa, dividindo cerveja e marcando de sair com os caras no dia seguinte, para comer um caranguejo. O caranguejo no pará é chamado de caranguejo toc toc, porque tem que se bater para abrir a puã, fazendo então o tal barulho. Entre as figuras, uma bando de hippies, Wal de Belém e Alex, que ficou serroteando a gente atrás de cerveja e nos garantiu que ia noslevar para tomar santo daime.
para finalizar a noite, saímos do bar, já meio altos e fomos para uma outra casa onde estava rolando uma rave. O porteiro fez com que as meninas que estavam com a gente entrasse de graça e queria cobrar 10 pratas de cada homem. Eu já tava cansado, bêbado e só queria ir embora, mas o pessoal tava animado e queriam continuar no rock. Até que Elton fez a proposta para o porteiro da festa: "te dou 10 pratas, você coloca a gente pra dentro. nem precisa falar pro dono da festa."
o porteiro olhou, riu e respondeu: EU SOU o DONO da festa.
hahahahaha
depois dessa, não teve jeito. Choramos e entramos por aproximadamente 5 paus por pessoa.
lá dentro, não tinha mais ninguém, e fiquei conversando com o Faca, o DJ.
Ficamos até o amanhecer. Chegamos no hotel às 7 da manhã. E na volta, os nativos gritavam no carro para pararmos e tomar café da manhã no ver-o-peso. Só aí me toquei que o mercado não fecha. Ficam uns barzinhos abertos a noite toda, com prostitutas, traficantes e gente de bem no meio, bebendo e se servindo de petiscos. E de manhã cedinho, algumas barracas já vendem açaí pros bebuns. Deve ser como o escaldado de Cuiabá. Um famoso levanta defunto.
Apagamos, mas antes enchemos o saco do Diogo, numa ligação maluca Belém/Cuiabá, onde só falávamos do hino da banda AR-15, chamado Galera do Comércio. ou Galera GDC.
Eles fazem o derrame de geladas, muito inspirador para nossa noite, por sinal.
hoje acordamos e tomamos café da manhã: tapioca com manteiga e pupunha com café.
depois fomos ao mercado, passando por um corredor imenso de camelôs, bem no centro de Belém.
Fomos ao ver-o-peso, coisa que sempre quis.
Vimos, cheiramos, sentimos, provamos tudo o que o norte tem de melhor. depois andamos por toda a cidade velha: museu de arte sacra, igreja de nazaré, museu do círio, forte do presépio, casa das 11 janelas.
Voltamos para o ver-o-peso para almoçar. Fui de vatapá e depois maniçoba. A maniçoba é uma das coisas mais pesadas que já comi. Para acompanhar guaraná Garoto.
depois, de sobremesa, 1 litro de açaí. por 5 reais. E para arrebatar com chave de ouro, discos de tecnobrega, de melody, de bregas marcantes, DVDs com shows da banda AR-15 e com a apresentação da aparelhagem do SuperPop, o arrasta povo do Pará, o águia de fogo . A trilha sonora para o resto da viagem.
deixamos as muambas no hotel e apagamos. depois, resolvemos ir dar uma volta pelo centro, na praça da república, em busca de mais açaí. Neste exato momento, nosso anfitrião paraense, Gemaki, nos liga e diz para aproveitarmos que estávamos perto da praça da república e tomarmos uma cerveja no bar do parque, que fica aberto o ano todo. Só fecha no dia do Círio.
Atravessamos a rua, já que a gente tava em frente ao tal bar e vimos uma movimentação no teatro, logo atrás do bar. Fomos ver do que se tratava e perguntamos a duas meninas que estavam na porta do teatro o que ia rolar por lá. Como era o fim de semana de aniversário de Belém, a cidade estava tendo uma série de eventos. Neste dia ia rolar um show de compositores paraenses de gratis, no teatro. E estavam distribuindo os ingressos. Mas quando fomos pegar os nossos, às 19:07, o guardinha do teatro disse que não tinha mais. que a distribuição era só até as 19.
as duas meninas, solicitas e hospitaleiras, tinham pegado ingressos para alguns amigos e não se furtaram a passar um par para nós dois. Não sem antes, nos dar a direção da noite paraense.
Ou seja, chega de programa de turista. Vamos nos misturar com a multidão.
E foi o que aconteceu. depois do show de MPB, hotel, banho e fomos direto pra um bar onde estava rolado uma apresenteção de uma banda de reggae, o Santa Fé. o bar nem estava tão cheio, mas logo achamos uma das garotas, com seus amigos e nos enturmamos facilmente.
Quando vimos, já nos sentíamos em casa, dividindo cerveja e marcando de sair com os caras no dia seguinte, para comer um caranguejo. O caranguejo no pará é chamado de caranguejo toc toc, porque tem que se bater para abrir a puã, fazendo então o tal barulho. Entre as figuras, uma bando de hippies, Wal de Belém e Alex, que ficou serroteando a gente atrás de cerveja e nos garantiu que ia noslevar para tomar santo daime.
para finalizar a noite, saímos do bar, já meio altos e fomos para uma outra casa onde estava rolando uma rave. O porteiro fez com que as meninas que estavam com a gente entrasse de graça e queria cobrar 10 pratas de cada homem. Eu já tava cansado, bêbado e só queria ir embora, mas o pessoal tava animado e queriam continuar no rock. Até que Elton fez a proposta para o porteiro da festa: "te dou 10 pratas, você coloca a gente pra dentro. nem precisa falar pro dono da festa."
o porteiro olhou, riu e respondeu: EU SOU o DONO da festa.
hahahahaha
depois dessa, não teve jeito. Choramos e entramos por aproximadamente 5 paus por pessoa.
lá dentro, não tinha mais ninguém, e fiquei conversando com o Faca, o DJ.
Ficamos até o amanhecer. Chegamos no hotel às 7 da manhã. E na volta, os nativos gritavam no carro para pararmos e tomar café da manhã no ver-o-peso. Só aí me toquei que o mercado não fecha. Ficam uns barzinhos abertos a noite toda, com prostitutas, traficantes e gente de bem no meio, bebendo e se servindo de petiscos. E de manhã cedinho, algumas barracas já vendem açaí pros bebuns. Deve ser como o escaldado de Cuiabá. Um famoso levanta defunto.
Apagamos, mas antes enchemos o saco do Diogo, numa ligação maluca Belém/Cuiabá, onde só falávamos do hino da banda AR-15, chamado Galera do Comércio. ou Galera GDC.
Eles fazem o derrame de geladas, muito inspirador para nossa noite, por sinal.







na ordem:
Forte do presépio.
Forte e eu com o Ver-o-Peso atrás.
Cores de Belé, no cais do Mercado.
Hora do almoço.
O almoço. Tacacá e sua tão temida goma de mandioca.
Maniçoba: você encara?! Eu encarei.
O teatro e o show.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Nomes e coisas 2:
Restaurante 1000ton
E indo para Belém passamos por uma local que vendia carne de americano.
Logo depois passamos pelo presídio de americano.
Coitados dos americanos...
são presos e mandados para o matadouro para depois ter sua carne vendida.
Ainda bem que americano é o nome de um distrito por aquelas bandas de lá.
Restaurante 1000ton
E indo para Belém passamos por uma local que vendia carne de americano.
Logo depois passamos pelo presídio de americano.
Coitados dos americanos...
são presos e mandados para o matadouro para depois ter sua carne vendida.
Ainda bem que americano é o nome de um distrito por aquelas bandas de lá.
Diário de solo.
A bendita da cerveja. ou melhor, bendito Chopp.
Dia 06. Quarta-feira, 09/01 (eu acho)
BELÉM/PA
Chegamos em Belém. Rodamos pelas ruas da bela capital paraense e achamos o terminal rodoviário, onde compramos nossas passagens para a Balsa/Ferry que nos levará até a Ilha de Marajó. Depois, fomos atrás de nosso Hotel, o Hotel Ferrador.
Mas apesar do nome, ele não nos ferrou. preço justo pra qualidade que apresenta. fechamos o quarto e fomos para a rua, seguindo o caminho das Docas.
Lá chegando, demos uma volta e paramos para provar o famoso chopp de bacuri, no Amazon Beer.
O lugar, lindo. o Clima, ótimo. O chopp, bem bom. (apesar do chopp de bacuri ter apenas 1,8% de álcool, mais fraco que suco de uva. hahaha).
Foi aí que descobrimos o happy hour do lugar. pagando 24 reais, vc nÃO pagava 10%, nem couvert da banda que tocava pendurada num palco que andava pelo teto da Estação pra lá e pra cá, bebia quantos chopps quisesse e ainda tinha uma fartíssima mesa de frios, com frituras e belisquetes à vontade.
Ficamos até às 22 horas, quando, já devidamente calibrados, voltamos para o hotel. Ainda pensamos em ir pra outro lugar, mas o cansaço acabou nos derrubando.
Tranquilo, quinta tá aí.
A bendita da cerveja. ou melhor, bendito Chopp.Hoje pela manhã fomos à feira daqui. Compramos - entre milhares de tipos de farinha, peixes salgados, diferentes tamanhos de camarões salgados, frutas e figuras de todos os tipos - os ingredientes de nosso almoço: Tucupi, tapioca, açaí, jambu, pupunha e macaxeira.
Na loja do açaí, a surpresa. a frutinha ali, sendo moída na hora. Tive que provar da fruta e o sabor é totalmente diferente dessas polpas horrorosas e aguadas que tomamos por aqui. Quer dizer, tomamos, não. Vocês tomam. hahahahaha
O gosto do açaí de verdade parece abacate, mas mais magro. Depois parecia que tinha tomado 50 xícaras de café.
Aqui se compra o melhor açaí de Castanhal.
E aqui se come o melhor açaí de Castanhal.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Diário de bordo - 5° dia, 22:15 / Castanhal - PA
Fomos muito bem recebidos por Gemaki na cidade.
DEpois de almoçarmos, com direito a suco de muruci e creme de cupuaçu de sobremesa, pudemos finalmente descansar uma tarde.
Um banho de piscina, um pouco de play 2, uma visita a Apeú, um balneário de igarapé próximo à cidade. Mais tarde após o jantar, acertamos os próximos passos: Belém pelos próximos 3 dias. Depois Marajó, Algodoal e Salinópolis.
A volta começa a se aproximar e com ela o peso das coisas de Cuiabá e da minha ida pro RIo.
Mas por enquanto, é só isso.
Fomos muito bem recebidos por Gemaki na cidade.
DEpois de almoçarmos, com direito a suco de muruci e creme de cupuaçu de sobremesa, pudemos finalmente descansar uma tarde.
Um banho de piscina, um pouco de play 2, uma visita a Apeú, um balneário de igarapé próximo à cidade. Mais tarde após o jantar, acertamos os próximos passos: Belém pelos próximos 3 dias. Depois Marajó, Algodoal e Salinópolis.
A volta começa a se aproximar e com ela o peso das coisas de Cuiabá e da minha ida pro RIo.
Mas por enquanto, é só isso.
Diário de bordo - 5° dia, 49352km - 09:45 -
Saímos de Ulianópolis- PA, às 8 da matina. No Hotel Soberano, com cara de motel e onde até fomos perguntados se éramos um casal, tomamos nosso primeiro choque cultural. a moça do café da manhã não entendia o que falávamos e a gente não entendia o que ela falava.
perguntamos quanto tempo0 levava até chegar a Belém e ela respondeu, apontando para o norte:
- É prá lá...
ainda comemos tapioca e suco de cupuaçú. sabemos agora que Belém é pra lá.
Saímos de Ulianópolis- PA, às 8 da matina. No Hotel Soberano, com cara de motel e onde até fomos perguntados se éramos um casal, tomamos nosso primeiro choque cultural. a moça do café da manhã não entendia o que falávamos e a gente não entendia o que ela falava.
perguntamos quanto tempo0 levava até chegar a Belém e ela respondeu, apontando para o norte:
- É prá lá...
ainda comemos tapioca e suco de cupuaçú. sabemos agora que Belém é pra lá.
Diário de bordo - 4° dia, 48908km - 16:00 (eu acho porque não sei se aqui tem fuso, horário de verão...)
MARANHÃO!!!
Logo após Porto Franco - MA, adentramos o Maranhão, passando por uma bela ponte sobre o rio tocantins.
Belém está cada vez mais perto. A distância caiu a casa dos mil km.
Próxima cidade, Imperatriz.
MARANHÃO!!!
Logo após Porto Franco - MA, adentramos o Maranhão, passando por uma bela ponte sobre o rio tocantins.
Belém está cada vez mais perto. A distância caiu a casa dos mil km.
Próxima cidade, Imperatriz.
aê galera leitora amiga...
o diário de bordo deu uma parada porque saí de bordo e fui pro solo...
aí ficou dificil encontrar tempo para postar, para parar em Lan e mesmo para escrever.
Mas prometo colocar TODAS as impressões da viagem.
A primeira delas: O PARÁ É FODA DEMAIS!!!!!
Se um dia der, venho morar em Belém.
o diário de bordo deu uma parada porque saí de bordo e fui pro solo...
aí ficou dificil encontrar tempo para postar, para parar em Lan e mesmo para escrever.
Mas prometo colocar TODAS as impressões da viagem.
A primeira delas: O PARÁ É FODA DEMAIS!!!!!
Se um dia der, venho morar em Belém.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Diário de bordo - 4° dia, segunda 07/01 - 09:38 - 48,445 km
Em poucos momentos chegaremos à Miranorte- TO.
Daqui em diante, o país já se assume como norte. Descobrimos pela estrada o prato típico de Tocantins: Arroz ovo e bife. Alguns com salada, alguns com salada e alface (sim, meus amigos, alface é algo além da salada, que é composta por cebolas e tomates).
O preço da iguaria varia de 3 a 5 reais, dependendo da birosca na beira da estrada.
A vegetação que nos acompanha já mostra uma tentativa de virar floresta. Árvores mais altas e frondosas dividem espaço com fazendas descampadas e algumas palmeiras.
Impressiona o número de animais mortos. Ao longo do caminho já são 5 tamanduás (o puma do cerrado. rsss.), uma infinidade de carcaças incomprensíveis que levam nossa mente a pensar o que poderiam ter sidos aqueles pequenos seres. Pumas, onças, chupa-cabras, ets, anões...
cachorros de todas as formas, raças e cores, nos mais diferentes estágios de decomposição.
Talvez isso nos lembre que na estrada, a orte está sempre por perto.
Adendo ao diário: Posto Marajó, próximo a Colinas-TO. 48,656 KM
Parada para o conserto do pneu furado e almoço na beira da estrada. Chambari, outro prato típico do local é uma mussê feita com pata de gado, uma espécie de geléia de mocotó salgada (BLERGH!!!!!!)
Almoçamos uma carne de panela e uma carne de sol boas que só...
tem coisas que só a vida no trecho pode oferecer.
Em poucos momentos chegaremos à Miranorte- TO.
Daqui em diante, o país já se assume como norte. Descobrimos pela estrada o prato típico de Tocantins: Arroz ovo e bife. Alguns com salada, alguns com salada e alface (sim, meus amigos, alface é algo além da salada, que é composta por cebolas e tomates).
O preço da iguaria varia de 3 a 5 reais, dependendo da birosca na beira da estrada.
A vegetação que nos acompanha já mostra uma tentativa de virar floresta. Árvores mais altas e frondosas dividem espaço com fazendas descampadas e algumas palmeiras.
Impressiona o número de animais mortos. Ao longo do caminho já são 5 tamanduás (o puma do cerrado. rsss.), uma infinidade de carcaças incomprensíveis que levam nossa mente a pensar o que poderiam ter sidos aqueles pequenos seres. Pumas, onças, chupa-cabras, ets, anões...
cachorros de todas as formas, raças e cores, nos mais diferentes estágios de decomposição.
Talvez isso nos lembre que na estrada, a orte está sempre por perto.
Adendo ao diário: Posto Marajó, próximo a Colinas-TO. 48,656 KM
Parada para o conserto do pneu furado e almoço na beira da estrada. Chambari, outro prato típico do local é uma mussê feita com pata de gado, uma espécie de geléia de mocotó salgada (BLERGH!!!!!!)
Almoçamos uma carne de panela e uma carne de sol boas que só...
tem coisas que só a vida no trecho pode oferecer.
Diário de bordo - 3° dia, domingo 06/01 - 23:29 Paraíso do Tocantins.
48,356 km
Pneu furado em um buraco, como se já não bastasse o dia inteiro parado no Décio.
POr sorte, outros dois carros tinham furado o pneu no mesmo lugar e ainda esperavam pela ajuda que viria. Decidimos depois da troca: temos que parar. É uma mensagem divina, já que até Deus descansou no domingo.
Paraíso foi a solução. A cidade é bem bonitinha, com muitas, mas MUITAS igrejas evangélicas e casas de milk-shake. Não poderíamos ter chegado em hora melhor. Domingo à noite. A cidade ferve. ferve religiosamente após os cultos e ferve nas casas de chocolate, bares e restaurantes. Taí, gostei de Tocantins (e ainda nem conheci Palmas).
Em frente à Prefeitura, uma estátua de um Pato. Na ponte da cidade, dois leões. Em frente ao Centro Espírita uma estátua de dar medo, parecida com aquele cara do Piratas do Caribe, com tentáculos saindo do rosto...
Chegamos ao Hotel em frente à rodoviária, mas lá o pagamento é à vista e em dinheiro. O problema é, gastamos tudo ocm a troca do radiador, e só temos cartão. Os caixas eletrônicos estão sem comunicação (acho que toda a banda está voltada para a comunicação entre os fiéis e Deus).
Tivemos, então, que mudar de hotel.
Amanhã, só Deus sabe...
48,356 km
Pneu furado em um buraco, como se já não bastasse o dia inteiro parado no Décio.
POr sorte, outros dois carros tinham furado o pneu no mesmo lugar e ainda esperavam pela ajuda que viria. Decidimos depois da troca: temos que parar. É uma mensagem divina, já que até Deus descansou no domingo.
Paraíso foi a solução. A cidade é bem bonitinha, com muitas, mas MUITAS igrejas evangélicas e casas de milk-shake. Não poderíamos ter chegado em hora melhor. Domingo à noite. A cidade ferve. ferve religiosamente após os cultos e ferve nas casas de chocolate, bares e restaurantes. Taí, gostei de Tocantins (e ainda nem conheci Palmas).
Em frente à Prefeitura, uma estátua de um Pato. Na ponte da cidade, dois leões. Em frente ao Centro Espírita uma estátua de dar medo, parecida com aquele cara do Piratas do Caribe, com tentáculos saindo do rosto...
Chegamos ao Hotel em frente à rodoviária, mas lá o pagamento é à vista e em dinheiro. O problema é, gastamos tudo ocm a troca do radiador, e só temos cartão. Os caixas eletrônicos estão sem comunicação (acho que toda a banda está voltada para a comunicação entre os fiéis e Deus).
Tivemos, então, que mudar de hotel.
Amanhã, só Deus sabe...
O bom do Paraíso é que aqui cerveja ainda é coisa de Homem, macho e velho!!!
Nada dessas bundas e garotões sarados de hoje em dia.
Diário de bordo, 3° dia, Domingo 06/01, 18:51, Posto do Décio-Gurupi/TO



Depois de um dia inteiro de espera, saímos do Posto do Décio. Cerveja, coxinhas, baurus, sorvetes, fliperamas, revista Set...
As contas entraram em frangalhos, assim como nossa capacidade de mantê-las em dia.
Hoje, parados, nos cansamos.
Contagem da estrada: 4 tamanduás.

O carro com problemas

O Elton com problemas

Salvos pela SET
Diário de bordo, 3° dia, Domingo 06/01, 13:47, Posto do Décio-Gurupi/TO
48,179 km
No meio da estrada, a luz da temperatura do motor começa a piscar. Paramos, com a água fervendo. Deixamos esfriar, completamos com a água dos cantis (benditos cantis). Estamos a 22 km do posto. Achamos um posto abandonado com uma casa ao fundo. Dois meninos estavam lá na porta da casa. Enchemos o reservatório e os cantis de água, mais uma vez.
Rodamos os 22 km de volta para o Posto do Décio.
Radiador com problemas. A gente com problema, hoje é domingo, nada funciona.
Um bauru e uma cerveja depois, chega o mecânico, vindo da cidade. Algum dia sairemos daqui.
48,179 km
No meio da estrada, a luz da temperatura do motor começa a piscar. Paramos, com a água fervendo. Deixamos esfriar, completamos com a água dos cantis (benditos cantis). Estamos a 22 km do posto. Achamos um posto abandonado com uma casa ao fundo. Dois meninos estavam lá na porta da casa. Enchemos o reservatório e os cantis de água, mais uma vez.
Rodamos os 22 km de volta para o Posto do Décio.
Radiador com problemas. A gente com problema, hoje é domingo, nada funciona.
Um bauru e uma cerveja depois, chega o mecânico, vindo da cidade. Algum dia sairemos daqui.
Diário de bordo, 3° dia, Domingo 06/01 - 11:18 - Gurupi- TO (Posto do Décio)
48.136 km
Uma noite de descanso barra-pesada. Dormimos pra caramba, na verdade, apagamos.
Isso depois de um jantar de espetinho com tropeiro e imperial beer. Boa, por sinal. Me lembrou a leveza da Skol com um pouco da personalidade da Bohemia. Uma cerveja leve e incorpada. Estávamos para trocar o óleo a qualquer momento, e esse problema só pode ser resolvido aqui no Posto do Décio. Hoje é domingo e só no postão na BR fazem o serviço. Mas ele está logo na saída de Gurupi, o que o torna uma verdadeira meca para os viajantes e para os habitantes da cidade que lotam seu rodízio de churrasco aos domingos. Tem até fliperama e agência da Caixa no local.
Almoço de domingão: frango(coxinha de) e cerveja, no Posto do Décio
Diário de bordo, 2° dia, sábado 05/01 - 19:39 - Gurupi- TO
Chegamos a uma cidade sem horário de verão. Ou seja, recuperamos a hora perdida pelo fuso novamente. Devo declarar que meu relógio está uma zona e não sei mais que hora é a certa.
Na contagem da estrada, 3 tamanduás, 2 tatus, 2 beagles e uma cabeça de chupa-cabras apareceram mortos pelo caminho.
Alguns kilometros antes de Gurupi, paramos em Alvorada, para abastecer. O álcool cada vez mais caro lá vimos um pedaço do jornal local, o equivalente aos RJ/TV, MT/TV, ou ES Notícias. Era o jornal do Anhanguera. Na notícia do dia, a água de Alvorada estava com problemas, fazendo mal a quem a bebia, inclusive com uma criança tendo sido internada. Após a notícia, quase pedi um café, mas não tove coragem de encarar mais essa loucura na estrada. Não arrisquei. No entanto, comemos o melhor risoli de frango da minha vida, com uma pimenta caseira de lamber os beiços!!! Deliciosa. Uma ótima escolha.
Hoje conseguimos rodar os 1,000 km propostos para o segundo dia. Estamos meio quebrados, mas cruzamos o estado de Goiás por completo, e avançamos mais de 100 km dentro de Tocantins. Belém ainda está a 1,300 km. Quem sabe não dá para chegar amanhã mesmo...
Agora de volta ao Hotel, em Gurupi, depois de uma volta pela cidade que parece bastante interessante. Nos demos o luxo de ficar em um quarto de hotel com ar e televisão. Palmas, pelo jeito, fica para a volta.
Chegamos a uma cidade sem horário de verão. Ou seja, recuperamos a hora perdida pelo fuso novamente. Devo declarar que meu relógio está uma zona e não sei mais que hora é a certa.
Na contagem da estrada, 3 tamanduás, 2 tatus, 2 beagles e uma cabeça de chupa-cabras apareceram mortos pelo caminho.
Alguns kilometros antes de Gurupi, paramos em Alvorada, para abastecer. O álcool cada vez mais caro lá vimos um pedaço do jornal local, o equivalente aos RJ/TV, MT/TV, ou ES Notícias. Era o jornal do Anhanguera. Na notícia do dia, a água de Alvorada estava com problemas, fazendo mal a quem a bebia, inclusive com uma criança tendo sido internada. Após a notícia, quase pedi um café, mas não tove coragem de encarar mais essa loucura na estrada. Não arrisquei. No entanto, comemos o melhor risoli de frango da minha vida, com uma pimenta caseira de lamber os beiços!!! Deliciosa. Uma ótima escolha.
Hoje conseguimos rodar os 1,000 km propostos para o segundo dia. Estamos meio quebrados, mas cruzamos o estado de Goiás por completo, e avançamos mais de 100 km dentro de Tocantins. Belém ainda está a 1,300 km. Quem sabe não dá para chegar amanhã mesmo...
Agora de volta ao Hotel, em Gurupi, depois de uma volta pela cidade que parece bastante interessante. Nos demos o luxo de ficar em um quarto de hotel com ar e televisão. Palmas, pelo jeito, fica para a volta.
A primeira Imperial a gente nunca esquece!!!
domingo, janeiro 06, 2008
diário de bordo - 2° dia - 14:23 - Jaraguá/GO
Perdemos a hora do fuso. Almoçamos pamonha salgada em Jaraguá, cidade do cabelo preto.
Essa seria a nossa segunda parada, de acordo com os cálculos preliminares.
Ainda temos uma tarde inteira de estrada pela frente. Não vamos parar.
Mas fiz questão de tirar algumas fotos.
Aqui é a entrada na Belém/Brasília.
Nessa cidade, uma tribo de anões e goianinhos bebem cachaça e saem dirigindo.
Aqui existe ainda um sósia do Bono Vox, de mobilete. Uma mulher com bobis (como se escreve isso???) no cabelo de moto e um lobisomem.
resolvemos ir a Goiânia na volta para verificar a procedência de tantos cabelos pretos.
Perdemos a hora do fuso. Almoçamos pamonha salgada em Jaraguá, cidade do cabelo preto.
Essa seria a nossa segunda parada, de acordo com os cálculos preliminares.
Ainda temos uma tarde inteira de estrada pela frente. Não vamos parar.
Mas fiz questão de tirar algumas fotos.
Aqui é a entrada na Belém/Brasília.
Nessa cidade, uma tribo de anões e goianinhos bebem cachaça e saem dirigindo.
Aqui existe ainda um sósia do Bono Vox, de mobilete. Uma mulher com bobis (como se escreve isso???) no cabelo de moto e um lobisomem.
resolvemos ir a Goiânia na volta para verificar a procedência de tantos cabelos pretos.
diário de bordo - 1° dia - 17:50 - Barra do Garças/Aragarças.
Atravessamos as pontes sobre o Araguaia. Fomos, em menos de 1 minuto de Mato Grosso para Goiás e de volta para Mato Grosso.
Foi só uma brincadeira.
Morros e montanhas apareceram na estrada, tomando um pouco o lugar das plantações de soja até onde o olhar consegue ir.
Atravessamos as pontes sobre o Araguaia. Fomos, em menos de 1 minuto de Mato Grosso para Goiás e de volta para Mato Grosso.
Foi só uma brincadeira.
Morros e montanhas apareceram na estrada, tomando um pouco o lugar das plantações de soja até onde o olhar consegue ir.
diário de bordo - 1° dia - 17:14 - General Carneiro - MT
Após quase ficarmos na estrada, sem combustível (problemas com o álcool, ele já tinha dito), continuamos rumo a Bara do Garças. O álcool, agora que reabastecemos, deve dar para cruzar o resto de Mato Grosso. Partimos de Cuiabá. E hoje, chegamos na Divisa com Goiás.
A soja, antes dona do pedaço dá lugar ao cerrado que dá espaço aos diversos tons de verde. É a esperança que aparece para esse lugar.
PS: Comi um enroladinho de salsicha em um posto em Primavera do Leste de doer de tão bom. Pedi para fritarem uns 5 para daqui uns 15 dias, quando estiver quase chegando em casa (casa?) de novo.
Após quase ficarmos na estrada, sem combustível (problemas com o álcool, ele já tinha dito), continuamos rumo a Bara do Garças. O álcool, agora que reabastecemos, deve dar para cruzar o resto de Mato Grosso. Partimos de Cuiabá. E hoje, chegamos na Divisa com Goiás.
A soja, antes dona do pedaço dá lugar ao cerrado que dá espaço aos diversos tons de verde. É a esperança que aparece para esse lugar.
PS: Comi um enroladinho de salsicha em um posto em Primavera do Leste de doer de tão bom. Pedi para fritarem uns 5 para daqui uns 15 dias, quando estiver quase chegando em casa (casa?) de novo.
diário de bordo - 1° dia - 12:00 - 46 692 km
Coxipó, saindo de Cuiabá.
A câmera não funciona.
o álcool para abastecer está cada vez mais caro.
A gente vai ter problemas com o álcool nesta viagem, diz Elton.
Ele está cada vez mais caro e ainda esqueci de trazer a garrafa de uisque.
: )
Além disso, esquecemos a barraca. Mas deixamos tudo para trás. A viagem é sobre isso, aprender a deixar as coisas para trás e seguir sempre em frente.
Estamos na BR 364
Coxipó, saindo de Cuiabá.
A câmera não funciona.
o álcool para abastecer está cada vez mais caro.
A gente vai ter problemas com o álcool nesta viagem, diz Elton.
Ele está cada vez mais caro e ainda esqueci de trazer a garrafa de uisque.
: )
Além disso, esquecemos a barraca. Mas deixamos tudo para trás. A viagem é sobre isso, aprender a deixar as coisas para trás e seguir sempre em frente.
Estamos na BR 364
sexta-feira, janeiro 04, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Mais Paulo Mendes Campo, cortesia de Caio, lá de Vitória, via MSN numa terça de madrugada...
é assim que o ano começa.
"O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical,
depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio;
e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia;
no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar;
na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo;
e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba;
no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido;
às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor;
e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo;
às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera;
no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."
se isso tem dono?
tem, sim...
tem dona. E é ela que deve fazer de tudo para o amor não acabar.
Ou pegando onda na fase literária afegã, para o amor Akhbar.
hahahahahaa
é assim que o ano começa.
"O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical,
depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio;
e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia;
no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar;
na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo;
e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba;
no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido;
às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor;
e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo;
às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera;
no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."
se isso tem dono?
tem, sim...
tem dona. E é ela que deve fazer de tudo para o amor não acabar.
Ou pegando onda na fase literária afegã, para o amor Akhbar.
hahahahahaa
Ilmo. Sr. Diretor do Imposto de Renda.
Antes de tudo devo declarar que já estou, parceladamente, à venda.
Não sou rico nem pobre, como o Brasil, que também precisa de boa parte do meu dinheirinho.
Pago imposto de renda na fonte e no pelourinho.
Marchei em colégio interno durante seis anos mas nunca cheguei ao fim de nada, a não ser dos meus enganos.
Fui caixeiro. Fui redator. Fui bibliotecário.
Fui roteirista e vilão de cinema. Fui pegador de operário.
Já estive, sem diagnóstico, bem doente.
Fui acabando confuso e autocomplacente.
Deixei o futebol por causa do joelho.
Viver foi virando dever e entrei aos poucos no vermelho.
No Rio, que eu amava, o saldo devedor já há algum tempo que supera o saldo do meu amor.
Não posso beber tanto quanto mereço, pela fadiga do fígado e a contusão do preço.
Sou órfão de mãe excelente.
Outras doces amigas morreram de repente.
Não sei cantar. Não sei dançar.
A morte há de me dar o que fazer até chegar.
Uma vez quis viver em Paris até o fim, mas não sei grego nem latim.
Acho que devia ter estudado anatomia patológica ou pelo menos anatomia filológica.
Escrevo aos trancos e sem querer e há contudo orgulhos humilhantes no meu ser.
Será do avesso dos meus traços que faço o meu retrato?
Sou um insensato a buscar o concreto no abstrato.
Minha cosmovisão é míope, baça, impura, mas nada odiei, a não ser a injustiça e a impostura.
Não bebi os vinhos crespos que desejara, não me deitei sobre os sossegos verdes que acalentara.
Sou um narciso malcontente da minha imagem e jamais deixei de saber que vou de torna-viagem.
Não acredito nos relógios... the pule cast of throught... sou o que não sou (all that I am I am not).
Podia ter sido talvez um bom corredor de distância: correr até morrer era a euforia da minha infância.
O medo do inferno torceu as raízes gregas do meu psiquismo e só vi que as mãos prolongam a cabeça quando me perdera no egotismo.
Não creio contudo em myself.
Nem creio mais que possa revelar-me em other self.
Não soube buscar (em que céu?) o peso leve dos anjos e da divina medida.
Sou o próprio síndico de minha massa falida.
A burocracia e o barulho do mercado me exasperam num instante.
Decerto sou crucificado por ter amado mal meu semelhante.
Algum deus em mim persiste
mas não soube decidir entre a lua que vemos e a lua que existe.
Lobisomem, sou arrogante às sextas-feiras, menos quando é lua cheia.
Persistirá talvez também, ao rumor da tormenta, algum canto da sereia.
Deixei de subir ao que me faz falta, mas não por virtude: meu ouvido é fino e dói à menor mudança de altitude.
Não sei muito dos modernos e tenho receios da caverna de Platão: vivo num mundo de mentiras captadas pela minha televisão.
Jamais compreendi os estatutos da mente.
O mundo não é divertido, afortunadamente.
E mesmo o desengano talvez seja um engano.
paulo mendes campos,
Antes de tudo devo declarar que já estou, parceladamente, à venda.
Não sou rico nem pobre, como o Brasil, que também precisa de boa parte do meu dinheirinho.
Pago imposto de renda na fonte e no pelourinho.
Marchei em colégio interno durante seis anos mas nunca cheguei ao fim de nada, a não ser dos meus enganos.
Fui caixeiro. Fui redator. Fui bibliotecário.
Fui roteirista e vilão de cinema. Fui pegador de operário.
Já estive, sem diagnóstico, bem doente.
Fui acabando confuso e autocomplacente.
Deixei o futebol por causa do joelho.
Viver foi virando dever e entrei aos poucos no vermelho.
No Rio, que eu amava, o saldo devedor já há algum tempo que supera o saldo do meu amor.
Não posso beber tanto quanto mereço, pela fadiga do fígado e a contusão do preço.
Sou órfão de mãe excelente.
Outras doces amigas morreram de repente.
Não sei cantar. Não sei dançar.
A morte há de me dar o que fazer até chegar.
Uma vez quis viver em Paris até o fim, mas não sei grego nem latim.
Acho que devia ter estudado anatomia patológica ou pelo menos anatomia filológica.
Escrevo aos trancos e sem querer e há contudo orgulhos humilhantes no meu ser.
Será do avesso dos meus traços que faço o meu retrato?
Sou um insensato a buscar o concreto no abstrato.
Minha cosmovisão é míope, baça, impura, mas nada odiei, a não ser a injustiça e a impostura.
Não bebi os vinhos crespos que desejara, não me deitei sobre os sossegos verdes que acalentara.
Sou um narciso malcontente da minha imagem e jamais deixei de saber que vou de torna-viagem.
Não acredito nos relógios... the pule cast of throught... sou o que não sou (all that I am I am not).
Podia ter sido talvez um bom corredor de distância: correr até morrer era a euforia da minha infância.
O medo do inferno torceu as raízes gregas do meu psiquismo e só vi que as mãos prolongam a cabeça quando me perdera no egotismo.
Não creio contudo em myself.
Nem creio mais que possa revelar-me em other self.
Não soube buscar (em que céu?) o peso leve dos anjos e da divina medida.
Sou o próprio síndico de minha massa falida.
A burocracia e o barulho do mercado me exasperam num instante.
Decerto sou crucificado por ter amado mal meu semelhante.
Algum deus em mim persiste
mas não soube decidir entre a lua que vemos e a lua que existe.
Lobisomem, sou arrogante às sextas-feiras, menos quando é lua cheia.
Persistirá talvez também, ao rumor da tormenta, algum canto da sereia.
Deixei de subir ao que me faz falta, mas não por virtude: meu ouvido é fino e dói à menor mudança de altitude.
Não sei muito dos modernos e tenho receios da caverna de Platão: vivo num mundo de mentiras captadas pela minha televisão.
Jamais compreendi os estatutos da mente.
O mundo não é divertido, afortunadamente.
E mesmo o desengano talvez seja um engano.
paulo mendes campos,
se você pudesse encarar sua vida olhando para 3.000 km de estrada, você encararia?
você colocaria tudo e todos em xeque? Pensaria em seu pequeno lugar nesse mundo e em como tentar fazer a diferença?
ou só sentiria as coisas, os cheiros, os lugares, sem pensar muito?
Eu, sabe-se lá como, estou prestes a encarar a vida e o coração do Brasil em uma viagem de auto-conhecimento, 3 mil kilometros acima.
Que venha a poeira...
você colocaria tudo e todos em xeque? Pensaria em seu pequeno lugar nesse mundo e em como tentar fazer a diferença?
ou só sentiria as coisas, os cheiros, os lugares, sem pensar muito?
Eu, sabe-se lá como, estou prestes a encarar a vida e o coração do Brasil em uma viagem de auto-conhecimento, 3 mil kilometros acima.
Que venha a poeira...





Salvaterra, a capital do Marajó.
Costelinha de búfala.
Quase irreconhecível mostro toda a minha ginga no Carimbó.

