quinta-feira, abril 13, 2006

Believe the Hype

Sei que não vou ser o primeiro a falar deles. Na verdade, posso ser mesmo um dos últimos. Coisa que, para quem sempre buscou falar de coisas novas, não é comum. No entanto, o Arctic Monkeys merece estar aqui. Mesmo atrasado e com todo hype em cima deles. Mas acredite, todo o hype, dessa vez, tem fundamento. O que se escuta no primeiro disco dessa banda, formada por ingleses de mais ou menos 20 anos, é uma urgência típica da juventude. Uma catarata de sons. Pesados. Tensos. Graciosos. Soam exatamente como uma banda que não esperava estar em uma página de revista no Brasil. Mas estão.
A despretensiosidade, e as boas músicas, os colocaram no topo do mundo em pouco tempo. E de lá, ainda assustados com tamanha popularidade, o Arctic Monkeys vibra. Em “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, o peso do rock anda lado a lado com a facilidade do pop. Dos primeiros acordes de The view from the Afternoon, sua primeira faixa, até o silêncio inalterável após a última nota da última música, o que acontece a sua volta parece não importar. É. É assim mesmo. Talvez por isso eles mereçam estar aqui. Ou talvez esse disco seja bom o bastante para dobrar o mais orgulhoso dos críticos.



Aqui antes
Da janela do avião, tudo o que via eram nuvens. Muitas nuvens. Isso quando não estava dentro de uma delas, o que não me possibilitava enxergar muito além do meu nariz. E foi assim que cheguei na terra dos Leprechauns, dos trevos e dos pubs. Muitos pubs.

Corre o boato que os irlandeses são os brasileiros da Europa. Tirando a falta de jeito para o futebol, poderiam até ser mesmos. Têm um gosto muito particular para o sorriso, para a conversa e para o jeitão tropical de levar a vida numa boa. A Irlanda, amigos, não é um país sério, poderia dizer o General de Gaulle. Mas eles o são. Sérios principalmente quando o assunto é bebida. E eu, com uma pequena disfunção hepática recém diagnosticada, fui para lá lavar a alma antes de dar um tempo no etílico. Não poderia ter escolhido um lugar melhor. Em todo lugar que se olha, a rainha das cervejas está presente. E ela, ao contrário das nossas loiras geladas, é uma morena quente. Placas e pubs carregando a marca da Guinness existem aos borbotões, como se uma fonte inesgotável dessa maravilha estivesse no meio de uma praça, para os sortudos irlandeses. Enfeitiçando cada passo, tornando sua estada no lugar uma experiência inebriante. Um tornado em sua cabeça deixando tudo sempre mais leve. Dublin é assim. Uma cidade com, pelo menos, 5% de graduação alcoólica no ar.

E desse jeito, sempre meio alegre, se vai andando para todo lugar. Visita a fábrica da Guinness, a fábrica do Jameson, a fábrica do Bailleys. Compra uma camisa verde, com o trevo símbolo do país, tenta entender o celta, a língua deles de verdade, e se rende ao hambúrguer nada diferente do Supermac’s. De repente, você se vê irlandês. Não consegue sentir falta do sol, das mulatas, das pernas de fora. E se torna mais um. Começa a não gostar de espanhóis e ingleses cambaleantes, paisagem típica. Começa a ter um pouco de ciúmes de sua cidade, antes tranquila, mas agora invadida por turistas acidentais, aproveitando o preço baixo das coisas. Apesar de, para brasileiros, o “barato“ ainda ser em euro. Começa a ter o seu pub, aquele que você frequenta diariamente, nem que seu diariamente valha por apenas dois dias.

Entender esse local, essa cultura, faz parte de uma experiência maior. Parte do gosto pela cerveja, para o gosto pela música, sempre da melhor qualidade e em qualquer lugar. Seja nas ruas, onde artistas se apresentam em busca de trocados, seja nos restaurantes, onde a música ambiente passa longe da muzak, mas se aproxima maravilhosamente do que de melhor as Ilhas Britânicas têm para nos oferecer. Como Bowie, Beatles e Oasis, só para citar os mais conhecidos. Mas são os não conhecidos, aqui no Brasil, que mantêm o nível musical sempre próximo da perfeição. Claro, pode ser efeito da cerveja, que nos pubs é sempre intercalada com um shot de whiskey (com E mesmo). Ou pode ser o ótimo gosto que os danados realmente têm pela vida. Ou ainda o nacionalismo que emana de cada esquina e, muito diferente da patriotada americana, é simpático e convidativo.

É com essa leveza de espírito que Dublin se firma como uma cidade feita, principalmente, para amigos e para um ótimo bate-papo regado por sua estupenda cerveja e música. Só falta agora eles gritarem pentacampeão.

domingo, abril 02, 2006

 

Sessão Finesse - parte 2

Como sou muito fino, minha espera no Aeroporto de Paris foi regada a ...
Perrier. Bom, tem gosto de água. Como qualquer água tem, até mesmo a da pia. Mas ficou bonita na foto. Metido eu, né? Posted by Picasa
 

Como sou muito fino, fui até Paris para poder pedir um LE big mac. Acompanhado de uma bela cerveja.

hahahaha
Tarantino na veia!

:) Posted by Picasa
 

Tem vista mais clássica de Paris do que a Torre vista da Trocadero?!

Não tem, né?
por isso divido essa daqui com vocês. Posted by Picasa
 


Um pouco de Paris para variar. Esse aí é um pouquinho de mim, em frente ao Louvre.
para chegar lá é fácil. Pegue o metrô (se ele não estiver em greve) e salte na estaçào Concorde. É na Praça da Concórdia, em frente ao Obelisco do Napoleão(viram, nào é só o Rio que tem Obelisco do "Napoleão" César Maia).
A partir daí, entre nos Jardins Tulleries (ou algo assim) e ande. Mas ande mesmo, com vontade. Lá no final do lindo jardim tem o Louvre. E um pedacinho da minha cara.
hehehe Posted by Picasa

sexta-feira, março 31, 2006

 


Mais uma foto da viagem. Como o fotolog nào funciona...
Isso é na Normandia, em Longueville Sur Mer. Ou algo assim.
Eram 4 pillboxes (como eles chamam esses "bunkers para canhões"), todos com suas armas. Hoje em dia, só duas continuam lá. Enferrujadas, mas ainda assustadoras.
Esse daí disparava 6 tiros por minutos, era operado por dois soldados(um "navegador" que coordenava a direção do tiro e o puxador de gatilho), que eram revezados a cada 20 minutos, pois o barulho era tão intenso que depois desse tempo, os soldados começavam a ficar abalados e perdiam a "pontaria".
Lindo. Lindo. Posted by Picasa

quarta-feira, março 29, 2006

pronto. acabou.
Estou em casa, descansado, ainda um pouco torto por causa do fuso horario e da micro cadeira da Air France.

Os ultimos dias foram de compras intensas. hehehe
vimos qu4e Paris é muito caro, comparado até com Londres e suas libras fabulosas. E Paris realmente é uma beleza de cidade. O que estraga ela é quem mora lá. Nào que os franceses sejam desrespeitosos ou rudes como disseram. Longe disso, todos eles foram muito legais e, se não amistosos, eram diretos. Mas nunca os achei grossos, em geral.
Turista é o que faz Paris andar. tudo é para eles. A quantidade de lojas com souvenirs não está no gibi. Tem de tudo, desde imã de geladeira a bijuteria.

Bom, a viagem de volta foi tranquila. Mas fiquei algo em torno de 29 horas sem um banho, de um lado para o outro. Não dá para aguentar. mesmo. Chegamos em Vix, fomos direto pro chuveiro. Depois abrimos as malas e tentamos arrumar a confusão de coisas. Tinha lembrancinha que nem eu lembrava. hahaha

***

resumindo, a viagem foi assim:

Saimos de Vitoria de manha, rumo a Sao Paulo. Troca de aeroportos e espera de mais de 8 horas. Embarque para Paris, finalmente. Viagem tranquila. Com direito a filme indicado pro Oscar e tudo mais. Chegamos a Paris debaixo de chuva. Mudamos de terminal e fomos para Dublin, direto. Sem nem pensar em ver nada de Paris.

Dublin tem um aeroportio bonitinho. A cidade toda é bonitinha, sabem. Nada que dê aquela embasbacação para turista, mas que valeu cada segundo para mim (pombas, é A casa da Guinness). Muitas atrações legais para se ver, coisas legais para se fazer e uma chuvinha que teimava em cair quase todo dia na hora do almoço. Primeiras cervejas? Guinness e Newcastle Brown Ale.

visitamos uma prisão, uma loja de roupas, a Tower records, andamos por quase toda a cidade e nos perdemos faltando 15 minutos para fechar a entrada da fábrica da Guinness. Chegamos a tempo, visitamos as instalações sagradas,bebemos vendo Dublin por inteira. Fomos ao Museu de Arte Moderna. Lindo o museu. As exposições legais, mas nem tanto. Fomos a uma prisão do começo do século. História Irlandesa. Pubs e Pubs. Tentamos nos fazer entender: impossível. Irlandeses não falam inglês. AQUILO não pode ser inglês. Andamos por ruas onde bandas tocavam, onde turistas se esbarravam, onde escoceses invadiam cada bar, fazendo algazarra e tocando gaita de foles (isso aconteceu MESMO). Era um jogo da liga das seis nações de Rugbi. É, também NUNCA ouvi falar. Mas enfim, valeu pra sentir que os escoceses tocam o horror mesmo. Comprinhas de discos, comprinhas de copisas, comprinhas e comprinhas. Mas não muito, porque a viagem está só ocmeçando e precisamos poupar o dinheiro. Claro, claro.

Entào, vamos para Londres? vamos. Mas e a imigraçào? acho que vai dar tudo certo, nào deu?!
Ué, sem imigraçào?! Sim. De Dublin p/ Londres, via Stansted não teve imigração. Andamos num avião de plástico. Cadeiras de plástico, água a 2 euros, chá com leite. Bem-vindo à Ryanair. Stansted agora, longe da cidade. Olha o trem. Olha a neve. NEVE?!
é. lá fora. Nào dá pra ver direito, nào dá pra tocar direito. mas é neve, tá.

Londres. Liverpool Street Station. Meu Deus e agora?!
Fernanda vem em nosso socorro. Somos resgatados, compramos nossos passes e viva Londres. Festa de chegada, pub. Não tantos como na Irlanda. Não tão clássicos como na Irlanda. Em vez de um corredor onde tudo é meio apertado,meio escuro, em Londres, os pubs sào maiores. Coisa de cidade grande. Hum... pode fumar em Londres. Em Dublin era proibido. Tinha sempre um no frio fumando. Em londres fico fedendo a cigarro. Tudo bem, desce mais uma. Quero aquela dourada. Nào é cerveja? é cidra? Então é ela mesma. Champagne doce. Gostosa a danada, pesada a danada. Todos alegres a cantar. Que tal subirmos pro segundo andar?
Ainda é nossa primeira noite? Segundo andar tem uma festa de 21 anos... Deixa, lá tem DJ. Toca Oasis, Blur, Pulp, Arctic Monkeys e todos parecem conhecer essas coisas. As inglesas bebem e ficam completamente loucas. Dizem que é daí pra cama. Boa idéia. Vamos embora que amanha ainda é só o segundo dia.

Vamos pra Picadilly Circus. Olha a fonte. Olha o Burguer King, olha a ....
MEU DEUS. Olha a Virgin!!!
Entra, entra, vamos entrar!!

Rock/pop. é isso que sou em Londres.
Independente. é isso que sou em Paris.
Bêbado. É o que sou na Irlanda.

andar, andar, andar. Olha a roda gigante. Gigante mesmo. Ah, é London Eye.
E esse Big Ben, todo pomposo, do lado desse parlamento metido a besta?!
Vamos andar que o dia tá frio. Parada pra um chá, sempre com leite (acostumei, gostei). Frio, que frio. O Imperial War Museum é aqui perto. Vamos lá?

Fomos e passamos a tarde toda. E ainda faltou dois andares. esse é meu Louvre. Experiencias em trincheiras (WWI) e durante um bombardeio em Londres (WWII).

Precisa mais? Precisar não precisava, mas ainda teve milhares de outras coisas. Notting Hill, Portobello road, Camden Town (e o momento de loucura com CDs e botas), Carnaby Street, Hampton Court, Abbey Road, Hyde Park, Chelsea, Buckingham, tudo, quase tudo. Cadê o curry? Hum, esse é o restaurante indiano. Muita, mas muita pimenta. Quase nenhum sal. Cerveja Cobra. Indiana. Legal.

Temos mesmo que ir? tava tão legal. Todos tão legais com a gente. Impossível descrever todos os dias, todas as horas, todas as coisas. Desde a maçã no parque ao Kit Kat pelas ruas depois de algumas horas de andadas. Entra no metrô, pega o ônibus, salta no segundo ponto. Mind the gap, mind the gap. This train terminates at Willesden Green!

Vôo, Paris. Carro, estrada, pedágio. Roda, roda. tem hotel? cade hotel? come aqui? come ali? ta tarde. Ufa. Olha o Hotel ali. Vamos comer Kebab. sanduiche arabe de carneiro ou frango com molho de alho, cebola, tomate, alface...
dormir. Achamos o outro hotel. Fórmula 1!
Barato do lado de um supermercado.
Perto do Memorial da Paz. Vamos a ele? lindo, lindo. mais WWII. Agora, aqui. Do lado. Amanhà tem passeio. Olha a lojinha do museu. Meu Deus!
De volta para o Hotel, ao lado do supermercado.
É hoje!
Vinho, quiejo, croissant. Que noite. amanhã não como.
comi. chocolates, biscoitos, madalenas... vinho, cerveja belga. Fotos, fotos.

Um dia na Normandia. Andamos de carro, sofremos com o frio. Mas nenhum tiro foi disparado. Bom. Ótimo. Ainda tem ficha para cair. Queria mais. Mais tudo. Tudo de novo.

Vamos para Paris hoje? Vou dirigir pelas auto-estradas de lá. 130 por hora o tempo todo. E dentro dos limites permitidos por lei. Sem multa, 20 euros de pedágio. Disquinhos no som. Paris. Trem, metrô, mendigos, manifestaçào (uma, pequenininha, na estaçào de metrô). Desbunde. Louvre. Mona Lisa. Torre, pânico a sei lá quantos metros do chào. Parque, Darth Vader, exposição Star Wars, Yoda. Praças, várias delas, de todos os fomatos, de todos os tamanhos. Água benta em Notre Dame. Em Magdalena. Em Sacre Coeur. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém.

Obeliscos, estátuas, muito dourado nas estátuas. Lugar pobre, lugar rico. Gente que olha. Gente que vê. Escadas, escadas everywhere. 15graus C. Quente, né?
Andar a toa, totalmente a toa. Comer baguete de suvaco. Sandwiche baguette thon, oeuf et crudités. Meu mil folhas com bastante creme, por favor. Últimas guinness, elephants, desperados, Kronenburg, Amelie Poulin, vamos embora. Agora.
Tchau, que nào quero mais você, ingrata. Cidade estranha.
Quero tudo o que deixei pra trás. Uns acham que no Brasil, outros em Londres, talvez até Dublin. Mas não deixei nada pra trás, não. está tudo a frente. Sempre.

Até mais ver, minha gente.
Até mais ver.

Café? nào. Chá? Nào tem?

sábado, março 25, 2006

ooooooooooooooooi.
paris dia - andar e subir escadas.
paris noite - guinness e internet

***

historias engracadas da viagem.
Eu, bem feliz aqui no Macdonalds de Paris, tentando arranhar um frances medonho (depois mostro pra voces) e o caixa me disse, pode falar em ingles (disse em ingles, obvio). Pronto, eu, todo cheio de confianca fui e mandei:
"EU QUERO UM ECSBURGUER!!!"

CARALHO... traduzi xburguer ao pe da letra. Foi ridiculo... o cara olhou pra mim, eu olhei pra ele, uma mulher atras de mim riu e eu tive que rir junto.
depois pedi o cheeseburguer, mas o estrago ja estava feito. hahahaha

ainda volto pra la e peco um LE big mac, em frances mesmo, so pra tirar onda.

***

E na torre Eiffel, eu falando pra Lu:
"como eh que se diz TOP FLOOR em ingles mesmo?"

***

E a passagem subterranea aqui em Paris, que levava da Place Vendome ate a Opera? (so pra constar, eh um baita pedaco de chao). Como estava chovendo, pensamos, nos demos bem. E entramos no tal subterraneo. Acreditem, era so a entrada para o estacionamento da cidade. Nada de tunel subterraneo para turistas fugirem da chuva.
hahahahah

***

Essa ainda nao contei. Nosso ultimo albergue tem uns seis andares. ficamos no quarto andar. Adivinhem? nao tem elevador. Eh uma escada sinistra. faz o coracao querer pular boca afora.Imaginem subir isso depois de andar 1 dia inteiro (inteiro mesmo, pelo menos umas 8 horas). Eh demais. Ate emagreceria se nao fosse pelas cervejas... Mas deixa que ai no Brasil faco o trabalho sujo de deixar a loira (aqui eh morena) de lado. Claro, depois de fazer varias festas de boas-vindas, regadas ao que o Brasil tem de melhor (brahma, mesmo!!)
hahaha

***

Bom, la se foi o tempo. bjos pra todos.

sexta-feira, março 24, 2006

ei...
como a audiencia ta boa, vou escrever de novo.
Na verdade, eh a saudade apertando de verdade. e a internet e os comentarios de voces eh como um abraco, um aperto de mao, um momentinho de convivencia com todo mundo que amo de verdade.
Eh, vou parar de beber guinness na frente do computador.
hahahaha

***

A internet eh meio cara aqui no albergue. Mas ta tudo bem.
Hoje lembrei o nome da cerveja tcheca eh Staropramen.
E provei uma mais ou menos (bem forte, com 7.2%) da Carlsberg. O nome dela eh ELEFANTE!!!
HAHAHAHA

tudo a ver.

***

O Jantar foi comida vietnamita. Uma mistureba de sabores. Salgado, meio doce, meio apimentado. Almoco?
AH, foi uma baguete la no Louvre.

LOUVRE?!?!?

Eh sim senhores.
O maior museu do mundo deu uma canseira em mim e na Lu. Lembrava da minha Tia BT o tempo todo. Estava la meio que por causa dela, de todo o tempo que ela gastou me colocando no mundo das artes. Vi a Mona Lisa, vi a Venus de Milo, vi o Codigo de Amurabi... Coisas de outro mundo. O museu eh lindo, MONSTRUOSO!! MUito grande. passamos 5 horas la dentro e nao vimos nada. Ainda faltaram pelo menos, metade das coisas para se ver.

Mais ou menos (bem pra menos) como o Memorial da Paz em Caen. CARALHO! que museu. eh 2 guerra na cabeca!!! O tempo todo, tipo pau dentro mesmo. E fizemos um passeio pelos principais pontos da Normandia. So uma palavra: fascinante.
Pode duas?
Assustador.

Milhares de fotos, filminhos, (valeu demais pela camera, Nana e Tourco), e bugingangas.

***

POr falar em bugingangas, depois do Louvre fomos na torre eiffel. Cara, sofri. Nao sabia que tinha medo de alturas. devo estar ficando velho mesmo.
Sempre adorei o pao de acucar, coisas altas e tal, mas de uns tempos pra ca, essas "aventuras" nao me descem. Fomos ao topo da danada (se tivesse como, colocava uma foto aqui).
Uma so coisa: Ivanilde, NUNCA va a Torre Eiffel.

tremi na base. Mas foi lindo demais. Eh um experiencia de verdade. daquelas de se levar para sempre. Como disse pra Lu hoje, antes de ver a Gioconda:

"voce sabe que as nossas vidas vao ser marcadas para sempre com essa experiencia. Eh antes e depois da Mona Lisa".

Dito e feito. Essa viagem marcou mesmo.

***

Outra coisa legal. Paris eh uma cidade cheia de igrejas, catedrais e afins. Estou ate me encontrando um pouco no meio de tanta fe (imaginem quando eu for ao vaticano). Mas serio, penso muito em familia, amigos, casa...

Nessas visitas, sempre eh hora de dar uma respirada e seguir adiante.

***

Metade do tempo ja foi e eu aqui... ai deve ser umas 6 da tarde. aqui umas dez da noite.
Vou ver como anda o Botafogo. Ah, por falar em Botafogo, hoje vi um cara com a camisa do Botafogo na saida do Louvre. Isso e um casaco da Inglaterra. Ia ate me achegar, bater um papo, mas o danado do Brasileiro se meteu a escalar uma parede dessas do lOuvre, cheias de partes pra se apoiar e bater uma foto la em cima.
E tome todo mundo olhando pra ele. Fiquei ate com vergonha. hahaha
Nem cheguei perto. E ainda tive que falar: Brasileiro, nao tem jeito.

hahahaha

Bom, tenho milhares de coisas pra falar, mas pouco tempo pra escrever. Eh isso, minha gente. terca-feira, la pelo meio-dia devo estar em casa. se alguem quiser me ver...
:)

Para o pessoal do Rio, logo logo, depois da minha chegada devo mandar um sedex com umas besteirinhas, ta?
voces merecem.

bjs a todos. To quase ai (eh, a saudade aperta de verdade!)

quinta-feira, março 23, 2006

ei voces...
estou em Paris.Ja passei pela normandia, mas agora que nao tenho as facilidades de um computador na casa de uns amigos...
ja viram, ne... Nada de fotos.
Mas talvez seja melhor porque voces podem ver as imagens que quiserem em suas mentes.

Bom, vamos la...
Londres foi... Londres.
CIDER (cidra mesmo, mas irlandesa) aos montes, guinness aos borbotoes e muitas, mas muitas marcas de cerveja. Vamos escrever algumas delas para voces nao se esquecerem (nem eu, que vivo meio alto aqui. hahahahah)

Teve uma chamada Old Speckle Hen (que na verdade eh uma bitter, assim como a PIA, que tambem provei)
teve uma da republica tcheca chamada popularmente de Star, mas que se chama starpramonen, ou algo assim.
Teve a 1614, francesa, na vinda e aqui na franca, no MACDONALDS(sim, eles vendem cerveja no Macdonalds.)!!!
Teve a Cobra, uma indiana, teve Guinness, de todos os tipos e formatos e uma Skol, feita pela Carlsberg, chamada Super Skol, com uma graduacao de mais de 9%. Depois fiquei sabendo, era uma cerveja de bebados e desabrigados (mendigos, se preferirem).

Bom, comi comida indiana. Pelei a boca com a pimenta, mas ja sinto saudades dela.
COmi KEbab, o famoso churrasquinho turco de Sao Paulo, com aquele monte de carne num espetao enorme... meio esquema, mas da pra matar a fome. Fui na Virgin, varias vezes, na HMV, na Tower Records... e em cada lugar desses me lembrava de alguem e me sentia chateado por nao ter ganhado na mega-sena para comprar um baita presente para cada um. Mas tudo bem. tentarei levar um pouco dessa viagem para cada um de vcs.
Nem que seja vendo as fotos la em casa, tomando um vinho brasileiro, porque de vinho frances eu ja estou de saco cheio, e tambem custando so um euro, tinha que estar de saco cheio mesmo!!
HAHAHAHAHAHA

Sentindo o fim da viagem ali na frente, batendo na porta, comecei a correr atras de guinness mais loucamente.
Aconteceu aqui, agora, no albergue de Paris. Todos tomando vinho, fazendo carao, e eu abrindo sonoramente uma latinha de guinness e atraindo toda a atencao para mim. hahahaha

Hum...
Bom, prometo chegar logo ai.
Kalunga, hj, na Virgin de Champs Elises (sei la como se escreve essa porra), vi uma secao so de industrial GIGANTE. TInha tudo...
E a parte so de boxed sets? O caixaozinho do Misfits por miseros 80 euros?
ou TODOS os discos do VElvet Underground por 54 euros? ou ainda o Weird Tales of the Ramones (morra Paulinho) por 58 euros?
E olha que aqui em Paris o cd eh caro, viu...

Eh, acho que esta bom por hora. Londres eh cinza, toda igual o tempo todo. Paris tem cores, sujeira e parece muito o Rio. O clima aqui eh meio de guerra civil. Mas sem os traficantes e o exercito nas ruas.

Nota da Lu
(Mas ja estao produzindo os espertinhos e os pedintes de Salvador)

Um bom comeco de adaptacao para a volta ao Brasil. Ja temos espertinhos, pedintes, sujeira e pichacao. So falta o calor.
Mas isso eu deixo prai, com umas brahmas, pra gente deixar o papo rolar.

FUi

quinta-feira, março 16, 2006





Ultima de hoje.
a CLASSICA visita a fabrica da Guinness.
Meu figado agradece!



Comida Chinesa em Camden Town. ALmoco pra DOIS por 3 pounds.
cds para um por ... 40.
putz, total descontrol.


Aqui tocava Iron Maiden o tempo todo. e tinha capixabas e cerveja nem tao gelada.
COnclusao?

Estamos na Lama.
oi. ainda em Londres. ate segunda. vendo bom dia Brasil da Record, na hora do almoco na Inglaterra.
Andando e bebendo por essa cidade. Comendo comida indiana, turca, polinesia, enfim, tudo menos comida inglesa. Existe comida inglesa?!?!

Bom, uma coisa muito maluca aqui sao os banheiros dos Pubs. Ontem fui em um chamado Cheers que era identico ao pub do seriado americano de mesmo nome. Fui ao banheiro e um cara la dentro, empregado do pub abriu a torneira, espirrou o sabao liquido na minha mao e me deu uma toalha de papel para enxugar a mao. So faltou balancar o bicho, mas ai seria demais.

Depois ficou com aquela cara de me da um dinheiro ai...
hahaha

Falei que nao percisava de nada daquilo e pedi desculpas.. Sou brasileiro. E ele...Roberto carlos, ronaldo, football... Ufa. salvei umas libras gracas ao nosso scretch nacional.

E o pior eh que tinha tic tac, milhares de perfumes diferentes e ainda pirulitos.
Imagina pagar e nao usar um perfume ou levar uns pirulitos pra casa. hahahaha

****

Chinatown tem uns letreiros bem bonitos. Mas sabe o que eh realmente estranho?
Ver uns patos assados inteiros pendurados nas vitrines dos restaurantes, junto com uns pedacos de carne, como se fosse um acougue.

***

Ah, e a pre-estreia de instinto selvagem 2, enquanto eu passava pela leicester square? Olha la, eh a Sharon Stone? Nao sei... Se ela cruzar a perna, da pra saber.
:)

***

Bom, tenho que ir encontrar a Luciana la no Brit Museum. De manha ela foi fazer o passeio a pe (o walk tour) dos Beatles. Eu fiquei em casa, tomando cha com leite e tentando me recuperar de uma dorzinha chata de garganta...

Beijos proces.
Paulinho separa a onca.
Tem encomenda de Londres para vc.
Mas so vai ver quando eu estiver ai.
hahahahahaha

segunda-feira, março 13, 2006



Um presente das tropas russas para os ingleses.
O que eh isso?
Nem sei, mas estava no Reichstag.
O que eh o reichstag?
ah, va ler um livro de historia...
hahahah


Essa eh a reacao tipica.
Afinal, estou no meio da Picadilly Circus, na frente da VIRGIN MEGASTORE, prestes a entrar la.
E NEM COMPREI NADA. AINDA!!!


nao tem jeito, somos todos irlandeses...


ei...GUINNESS ANYONE?
Paulinho, Dublin eh o pubs paradise.
esquece londres. QUer dizer, esquece, nao.
mas pra birita, dublin eh o que ha!
a unica diferenca eh a quantidade de marcas que existe em londres, nas lojinhas de conveniencia...
Mas os pubs de Dublin...
juro que vi a galera toda sentada la, umas tres vezes, enchendo a cara de Guinness e rindo pra caramba.
Somos todos irlandeses...

domingo, março 12, 2006

ei, ei, ei.
to em Londres.
E dai, ne?
dai nada. E legal, bonito, frio, cinza e so toca musica boa. coisa que percebi desde Dublin. Cidade, alias, que mora no meu coracao. Sou irlandes de coracao pra sempre. Se querem saber, mais ate do que ingles. hahaha
Mas tenho mais 8 dias deLondres. E muitas aguas vao rolar.

Quanto a musica, eh coisa boa o tempo todo, na radio, nos pubs, na rua (isso mesmo, no meio da rua)... So para vcs saberem, Johnny Cash aqui eh rei. Eh o momento dele. Ele esta em primeiro lugar nos discos mais vendidos e em Dublin aconteceu de uma banda tocar, em um pub, uma musica dele no meio de umas musicas celtas/rock.
Foi um momento. Uma guinness na mao, Johnny Cash sendo tocado, na Tv do Pub, um belo jogo da Copa dos campeoes numa tela de plasma...

Imaginem se isso nao poderia ser identico para todo o resto da minha vida?

***

Bom, Guinness ja e uma constante. Eh todo dia. toda hora. Tomo cerveja todo dia. Hoje foi uma Stella Artois. Amanha, uma Becks, depois uma fosters ou uma Newcastle Brown Castle...
Sao tantas marcas que so morando aqui mesmo.Ai meu figado. Depois de 3 dias em Dublin descobri que nao tinha bebido agua. So cerveja e cafe/cha/chocolate quente.
Ai, pra matar a vontade, matei logo uma garrafinha de agua.

***

shows?
pode escolher.
Tem Black Crowes, tem The Animals, tem Buzzcocks, tem Liars, tem Dead 60's, tem milhares de coisas o tempo todo. Afinal, Londres ferve de verdade. Tem tudo pra se fazer o tempo todo. E tem uma tal de Cider (nossa sidra dai, acrescida de um know how europeu) que eh do cacete. Desce igual agua... E os whiskys?
Uma garrafa de BLACK? 30 euros. Uma de Daniel's? 16 libras...

***

Virgin Megastore hoje. Nunca me senti tao oprimido em minha vida. Tudo, ou quase tudo, para comprar. O Nowhere do Ride, so 5 libras. E esse eh so um dos classicos que aparecem por aqui o tempo todo de bobeira, por esses precinhos ridiculos pros caras daqui. Mas que pra gente eh caro pacas...
um Ipod 60 Gb,video, e tudo mais? 299 libras.
Agora imagina um Ipod desses a 299 reais ai no Brasil?
putz...
Mas o mundo ainda nao eh perfeito.

***

Saudades das cores do Brasil. De verdade. Da comida colorida, dos produtos, do nosso pao (acredite, nosso pao de forma da de 10 a zero nos daqui...).
Para constar: Londres eh um lugar para se trabalhar (muito) c0mprar tudo, ver todos os shows e sei la, conhecer o mundo todo. Londres - NY? 250 libras.
Londres - Dublin? 20 libras...

Coisas para se pensar...
Bom, preciso ir dormir.
Fotos?

www.fotolog.com/craddie

quinta-feira, março 09, 2006

ei, pouco mais de 5 minutos no web cafe de dublin, sem acento!
continuem me visitando, quye sempre que puder vou escrever aqui alguma coisa.
Dublin e pequena, bonitinha, fria (em todos os sentidos) e bebada!
O albergue nao e nada demais mas por 13 euros a diaria com cafe da manha esta tranquilo.
2 francesas, 2 ingleses e deus sabe mais o que estao la no quarto!!!
se quiserem saber mais detalhes, visitem o blog da Lu que escreveu bem mais que eu!!
o endereco e psicodog3.blogspot.com

bjos proces!!

terça-feira, março 07, 2006

ei,estou aqui.
Calma, Guarulhos ainda, esperando dar a hora de colocar as malas pra dentro do avião.
A viagem, de vix pra SP, foi tranquila.
Como não ganhei a promoção da ESPN, volto no dia marcado mesmo. hahahaha

Sem muitas notícias ainda. sem fotos. Quer dizer, duas fotos, mas nem dá pra colocar.
AINDA.

bjos

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

The Past and Pending (The Shins)

As someone sets light to the first fire of autumn
We settle down to cut ourselves apart.
Cough and twitch from the news on your face
And some foreign candle burning in your eyes

Held to the past too aware of the pending
Chill as the dawn breaks and finds us up for sale.
Enter the fog another low road descending
Away from the cold lust, you house and summertime.

Blind to the last cursed affair pistols and countless eyes
A trail of white blood betrays the reckless route your craft is running
Feed till the sun turns into wood dousing an ancient torch
Loiter the whole day through and lose yourself in lines dissecting love.

Your name on my cast and my notes on your stay
Offer me little but doting on a crime.
We've turned every stone and for all our inventions
In matters of love loss, we've no recourse at all.

Blind to the last cursed affair pistols and countless eyes
A trail of white blood betrays the reckless route your craft is running
Feed till the sun turns into wood dousing an ancient torch
Loiter the whole day through and lose yourself in lines dissecting love.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Sunday
12/03/06
19:00
Monster Magnet Astoria
London
UK
Tickets on sale now


Acho que esse é o único show que presta enquanto eu estiver em Londres.
UM, eu disse UM, DIA depois que for embora rola BLACK CROWES...
Caralho, preciso me mudar para o mundo.

domingo, dezembro 25, 2005

Uma paixão:

O time que tinha Didi, Amarildo e Zagallo, mas só era campeão porque o ônibus entrava de ré no maracanã;

O time de grandes ídolos que nunca foram campeões (Mendonça, Heleno, Alemão, Dirceu, Marinho Chagas, entre outros);

O time que viu o Vasco dar volta olímpica com uma caravela na cabeça, para depois perder o título, no campo e no tapetão (1990);

O time que impediu o flamengo de ganhar o único título que faltou em 1981 (o brasileiro);

O time daquelas horrorosas e lindas meias cinzas;

O time das estrelinhas amarelas que sumiram no novo milênio;

O time do Mendonça, que jogava de camisa 8 e short 13, para dar sorte;

O time da gemada do Carlito Rocha;

O time campeão carioca de 1997, em cima do Vasco, futuro campeão brasileiro daquele ano;

O time campeão carioca de 1989, em cima dos futuros tetra-campeões mundiais (Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e Bebeto), mais o Zico e o Telê;

O time que, apesar de grande, não tem um lateral-esquerdo decente desde Rodrigues Neto (1978);

O time do Mané e seu compadre Nilton;

O time da vitória dos reservas sobre o flamengo de Romário e Sávio;

O time que atropelou o expresso da vitória do Vasco, em 1948;

O time dos 100 mil contra o Juventude, uma tragédia anunciada, a cara do clube;

O time dos meninos do Largo dos Leões;

O time daqueles que choram de alegria e riem da própria desgraça;

O time que tinha Garrincha, mas foi campeão carioca de 1962 porque jogou com camisas de mangas compridas em dezembro, para dar sorte;

O time recordista brasileiro de jogos invictos (52 jogos, entre 1977 e 1978, o time do camburão);

O time recordista de jogos invictos em campeonatos brasileiros (42 jogos, entre 1977 e 1978);

O time de maior número de jogadores cedidos à seleção brasileira em todas as copas;

O time tetra na década de 30;

O time da torcida de massa .... cinzenta! Olavo Bilac, Vinícius, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Clarice Lispector, Glauber Rocha, entre outros. Que linha!

O time do Túlio Maravilha, fanfarrão, debochado e, acima de tudo, herói;

O time de tantos craques;

O time do pênalti defendido pelo Max contra o Náutico na série B (2003);

O time de Paulinho Valentim e dos 6 x 2 no pó-de-arroz (1957);

O time de Sério Manoel, mais herói em 1999 do que em 1995;

O time da incrível derrota garfada no carioca de 1971;

O time Robin Hood, que ganha do flamengo e perde do Madureira;

O time da torcida que mais canta o hino em seus jogos;

O time do hino mais bonito do mundo (o américa que se dane!);

O time do Paulo Azeredo, Estelitta e Saldanha;

O time do falecido Mourisco;

O time campeão de 1097 e 1910;

O time conhecido como glorioso;

O time da maior goleada da história do futebol brasileiro, 24 x 0 sobre o Mangueira (1909);

O time do Eliel, do Sinval e do Cléo (que Deus o tenha), que só foi campeão da Conmebol porque tinha um goleiro Bacana;

O time que o Beckembauer procurou na tabela do brasileiro, não encontrou e achou um absurdo toda aquela tradição ter sido rebaixada para a série B (2003);

O time do seu Emil;

O time Cazuza, que foi ao inferno e voltou, várias vezes, a última em 2004;

O time que sempre viveu entre o céu e o inferno (Sérgio Augusto);

O time que, vestindo a camisa do Brasil, rabiscou a Argentina, goleando por 4 x 1, com direito a um “olé” de 5 minutos no último gol (1968);

O time onze vezes seguidas campeão carioca de voleibol (1965-1975);

O time que foi o primeiro carioca campeão brasileiro de futebol (Taça Brasil – 1968);

O time que foi o primeiro campeão brasileiro de basquete (1967);

O time do Biriba;

O time que, nos pés do Mané, inventou o olé;

O time quase eliminado que voltou correndo de uma excursão para humilhar o flamengo no maracanã (4 x 1) e levar a Taça Guanabara de 1968;

O time do Carlos Imperial e do Sargentelli (saravá BOTAFOGO);

O time do Agnaldo Timóteo, que invadiu o campo e interrompeu uma partida para ensinar um pereba a bater penalti (1984);

O time da Sonja, que chorou e paramos de perder, até sermos campeões invictos (1989);

O time do bruxo Espinosa, que sonhou de véspera com o placar piscando: “CAMPEÃO CARIOCA DE 1989”;

O time do mago Nilton Santos que previu o gol do Maurício (por causa da camisa 7), quando atacamos para o lado do “gol do Gighia”;

O time que inaugurou o campo de General Severiano colocando um pouco de terra de todos os estados do Brasil;
O time da estrela d’alva;

O time que é o único no Brasil campeão de dois séculos – remo, 1899 e os demais títulos (falta um no novo milênio);

O time do barco DIVA, primeiro campeão brasileiro (remo – 1902);

O time que ficou 3 anos sem ganhar um clássico, e quando ganhou foi campeão;

O time que foi campeão da Taça Rio em 1989 sem volta olímpica, que acabou guardando para o título estadual;

O time do número mágico 21 (21 de junho de 1989, 21ºC, gol aos 12 m que é 21 ao contrário, o Mazolla, 14 cruza para o Mauríco, 7 etc);

O time do Luizinho Quintanilha, campeão de 1989, que botou a faixa de campeão (“CAMPEÃO CARIOCA DE 89”) ao avesso, e apareceu: “CAMPEÃO CARIOCA DE 68”, o ano do último título antes da fila;

O time campeão brasileiro de 1995, que lutou contra todo um Estado, o presidente FHC, o ministro Pelé, o governador Mário Covas, e todas as redes caipiras de televisão;

O time campeão de terra, mar e ar de 1962 (até o carioca de aeromodelismo!);

O time das inéditas 12 vitórias em 12 jogos na Taça Guanabara de 1997;

O time que nasceu com a vocação do erro;

O time que diziam, sempre foi zoneado, porque se melhorar, vira o fluminense;

O time Fênix, que volta das cinzas quando ninguém mais acredita;

O time que subiu de posto, indo de General para Marechal, e todo mundo chorou;

O time do Levir Culpi, que barrou o Almir para botar o Gedeil, e quase ferra a gente;

O time do Levir Culpi, já técnico do Atlético/PR, que torceu para o time dele não fazer um gol no fim do jogo, pois rebaixaria o meu time de novo, e a vitória paranaense não adiantava mais nada (2004);

O time do guerreiro Túlio, que abriu a cabeça, voltou, jogou com raça e chorou no fim do jogo na derrota para o Corinthians (2004);

O time que deu de 6 x 0 no flamengo (1972);

O time que levou de seis de volta (1981) e depois mais seis (6 x 1) no lombo (1985);

O time único que tem a palavra “perder” no hino;

O time do gol do Zé Carlos – o Zé Maluco, que valeu o título do Rio-São Paulo em 1998;

O time do Renato Sá, primeiro carrasco (78), depois herói (79);

O time do Sandro, que quebrou a porta do vestiário quando foi rebaixado (2003) e ficou para quebrar a porta de novo, quando subiu (2004);

O time do Montenegro, que trouxe a sede de volta e nos deu o brasileiro;

O time do Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha;

O time de Rogério, Gérson, Jairzinho, Roberto e Paulo César;

O time do Puruca, do Perivaldo e do Petróleo;

O time do amor bandido, que tira muito mais do que dá para sua torcida;

O time do Aluísio, que amarrava cortinas por ordem do Carlito, para o meu time ganhar;

O time do Bebeto, turrão, cabeça-dura, mas um alvinegro apaixonado;

O time do velho Valdo, maestro em 2003;

O time do gol do Dimba (1997);

O time que tem como escudo uma invenção de Deus;

O time dos guerreiros Gottardo, Gonçalves e Galvão;

O time da alma, porque coração morre e apodrece, mas a alma é eterna.
oi
escrevi.

Duas coisas me fizeram escrever aqui hoje. Uma, a falta de sono. A segunda, hum... álcool.E essa segunda coisa vem me fazendo umas coisas estranhas faz uns dias. Umas tremedeiras, uns ensaios de crise, umas calmarias...
Enfim, acho que passou da hora de dar um tempo. Talvez até março, quando uma Guinness irá acabar de vez com a abstinência.
Será?

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Set list: Last Exit, Do The Evolution, Save You, Animal, Insignificance, Interstellar Overdrive/Corduroy, Dissident, Even Flow, Leatherman, Given To Fly, Daughter, Don't Gimme No Lip, Not For You, Small Town, Down, Once, Go

1st encore: Soon Forget, Better Man, I Believe in Miracles, Blood, Kick Out The Jams, Alive
2nd encore: Last Kiss, Black, Jeremy, Yellow Ledbetter, Baba O'Riley


falar o que?
Foi lindo, emocionante pra caralho e faz MUUUUIIIITTTOOOO tempo não via um show com platéia e banda se curtindo tanto. Na verdade, tirando o Iron Maiden e o REM, não me lembro de nenhum show que chegue perto desse em matéria de cumplicidade. Sei lá, mais o que dizer. Foi um noite mágica.

terça-feira, novembro 22, 2005

Do you realize (tradução)
Composição: Flaming lips


Você se dá conta de que tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta de que estamos flutuando no espaço?
Você se dá conta de que a felicidade te faz chorar?
Você se dá conta de que todo mundo que você conhece morrerá um dia?

E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo

Você se dá conta
Você se dá conta de que todo o mundo que você conhece morrerá um dia?

E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo

Você se dá conta de tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta?

quinta-feira, novembro 17, 2005

Uma semana de atores. Uma semana de a toas.
Um dia de todos. Todos os dias.

Vai e vem, vem e vai,
acorda, dorme, come
corre.

Busca a saída, logo.
Tenta, mas quem tenta só é tentado a desistir.
Enfim, nos fomos. Todos.
Todos os dias, todos aos poucos.

É o que tem que se fazer,
sem ter o que fazer.
A não ser...
rezar e correr.

terça-feira, outubro 18, 2005

Com alguns anos de atraso, mas não o bastante para me arrepender de ter perdido o show, venho a público dizer:

Nine Inch Nails é foda!

Só posso dizer que o Fragile não pára de tocar. Escuto ele o dia inteiro enquanto trabalho.
De quebra ainda dou uma ouvidinha no Broken, e no With Teeth.

Trent Reznor pode não ter inventado o industrial, mas com certeza deixou ele muito mais fácil de se ouvir. E gostar.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Uepa. Sexta tinha cara de nervosa. Como um rotweiller. Troncuda, mal encarada, rosnante e babante. Assustadora. Pois bem, em tempos de correria, pense em uma praia deserta, cocos gelados e eunucos te abanando. As coisas podem não se tornar realidade desta forma, mas seu rotweiller rábido pode se tornar um são bernardo babão. Se bobear daqueles que ainda trazem um barrilzinho de conhaque. Se acendesse um charuto eu nem teria vindo aqui hoje.

Na maioria dos casos a falta extrema de trabalho é uma temeridade. Não nesse caso. Por culpa dos Deuses, ou por dávida, fui o sorteado para ficar tranquilo nessa semana de tornados e tsunamis profissionais. E saio ileso, pelo menos até prova em contrário. São os ossos do ofício. Talvez uma compensação divina por ter me voluntariado a não ter férias coletivas no período de final de ano.

***

Projeto Califórnia começa a se tornar realidade. Há algu mtempo chegou lá em casa uma revista sobre lá, enviado direto da Secretaria de Turismo do nosso Gov. Exterminador.
Tudo, isso mesmo, nada menos que TUDO que preciso saber sobre a Califórnia está lá.

Se quiser visitar vinhedos, ok. Está lá no mapa de vinhos e comidas.
Se quiser visitar parques naturais, ok. Está tudo lá no mapa outdoors tourism.
Parques temáticos? ok.
Jogatina? Ok.

Entendam isso, tudo está lá. Até hotéis, seus preços e o mais.

Vou para fazer a costa, de San Diego até San Francisco. No meio tempo, um pulinho no Coachella Music Festival. Assim que tiver o roteiro fechadinho coloco pra vcs darem uma olhada.

terça-feira, outubro 04, 2005

O ar bate direto agora. Como pediram, abri a janela.
Está um pouco frio. De verdade, valeu até a pena. Só agora posso perceber o quanto o mundo parece vivo lá fora. O que me faz, cada vez mais, perguntar o que estou fazendo aqui?

A vida bate direto agora. Abri a porta como pediram.
O vento parece ter aumentado. De repente, pode ter valido a pena. O mundo que estava lá fora está agora a um passo de distância. O mundo, a liberdade, a vantagem da incerteza.
Aqui dentro deixo meus momentos, lá fora novos esperam por mim.

Tudo vem direto dessa vez. Abri meu coração, como pedido.
Vejo novas sombras, novas ondas de luz, novas vidas se abrindo. Tudo como conhecia antes parece ter se tornado obsoleto. Os valores, as conquistas, a história. Tudo novo, agora, parece muito mais. Até se tornar igual.

sábado, setembro 24, 2005

Em época de Disco...


Jason Forrest - The Unrelenting Songs of the 1979 Post Disco Crash



já, já baixando em um soulseek perto de você.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Sei que não é fácil, eu mesmo demorei algum tempo. Mas a falta de ritmo/melodia junto com o desleixo com que canta, fizeram de Tom Vek um belíssimo disquinho para se ouvir andando de carro pelas estradas do Brasil. Descompromisso é isso aqui.

E quanto mais eu ouço, mais fico me perguntando se esse cara é ingênuo ou genial. Me peguei sussurrando genial umas três vezes, nesses últimos dias. Louco. Eu e ele. Um perturbado que faz música pop, principalmente para perturbados. Como eu.

quinta-feira, setembro 08, 2005

e quem diria, semana que vem tem festa...

Escola do Rock de volta, Centenário, sábado, 23.

Toco lá. No apagar das luzes. horário ingrato prum sábado, mas enfim, morro de saudades de tocar numa festa.

Pensando o set list - agora com Velox de volta.

Tem tanta coisa interessante...
Quero tocar Tom Vek, LH com Horizonte Distante, músicas dos Stripes, novas do Franz Ferdinand, System of a Down... Hum, estou meio MTV. Pare com isso, luis.
Cover de Magnetic Fields, tocado pelos geniais !!! (chk chk chk)
Hard-Fi, novidades do Ladytron, talvez bandinhas novas como Dogs, Editors e afins.
Se tiver que ser, será.
como agora no trabalho não tenho como postar, nem ver, nada por essas bandas, a colocação de material inédito se tornou um suplício.
Mas em casa, tentarei, como sempre, achar algo interessante para publicar.

Mas não esperem nada demais, não.
Falta saco, falta inspiração, falta jeito para a coisa.

é issaê.

sábado, setembro 03, 2005

21/10 - SEXTA

Tim Club - 20 horas - R$120

- Bob Mintzer Big Band
- Russell Malone & Benny Green
- Wayne Shorter Quartet

Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás

- Mundo Livre S/A
- Kings of Leon
- The Strokes

Tim Lab - 23 horas - R$70

- M. TAKARA 3
- Autechre
- Vincent Gallo

MOTOMIX - 1h da manhã - R$50

- Arthur Baker
- PERETZ
- Nego Moçambique

22/10 - SÁBADO

Tim Club - 20 horas - R$120

- SpokFrevo Orquestra
- Enrico Rava
- John Mc Laughlin: Remember Shakti

Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás

- De La Soul
- M.I.A.
- Dizzee Rascal

Tim Lab - 23 horas - R$70

- Lado 2 Estéreo
- The Arcade Fire
- Wilco

MOTOMIX - 1h da manhã - R$50

- KL Jay
- Cut Chemist
- Diplo

23/10 - DOMINGO

Tim Club - 20 horas - R$120

- The Conga Kings
- Dona Ivone Lara
- Dr. John

Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás

- Television
- Elvis Costello and the Imposters

Tim Lab - 23 horas - R$70

- Vanessa da Mata
- Kings of Convenience
- Morcheeba

MOTOMIX - 1h da manhã - R$50

- Frankie Knuckles
- Body & Soul



VAI?

segunda-feira, agosto 22, 2005

ACABEI DE SER SEQUESTRADO!

É, pelo menos foi o que disseram para a minha mãe. Pediram 3 mil reais.
Pouco, né?
hehehe

Aí, ela ligou para mim e viu que estou aqui, trabalhando normalmente.
Que coisa....


Luis, que NÃO foi sequestrado. Nem pretende ser.
Piripipi Piripipi Piripipi
O alarme do despertador, tocava incessantemente. Era um daqueles baratos, comprados pelas ruas do centro, onde camelôs se amontoam e brigam por espaço e para ver que tem o despertador que toca mais alto.

Olhou para o lado, viu ela ao seu lado. O toque do aparelho ainda não tinha incomodado seu sono. Um sono profundo, repleto de cansaço, depois de uma longa noite. Longa e agitada. Não conseguia se lembrar de como tinham ido parar lá. Era seu apartamento, sem dúvida, mas como haviam chegado ali?
E mais, quem era ela? Qual seria seu nome?

Droga de vodka. Quando mais se precisa de memória o álcool da vodka pede licença e toma cada sinapse para si, largando memórias pela cidade, pelos momentos que são vividos e nunca mais lembrados.

Piripipi Piripipi Piripipi
O despertador não desistia. Ela se mexeu, desconfortável na cama. Desliga ele agora! Pronto. A calma estava de volta ao quarto. Ela ainda estava dormindo. Via-se pelos olhos que se moviam de uma lado para o outro completamente sem sentido. Um sonho. Mas qual sonho?

Ela se via em um campo de futebol. Eram todos contra ela. Um time de 11 correndo para pegá-la. Mas ela não era páreo para todos eles. Logo se viu deitada na grama. O Sol estava lindo nesse dia. Ofuscava sua visão. Ela se levantou devagar, tirou a roupa e deu um mergulho no lago. A água estava deliciosa. Tinha gosto de vinho. A taça que carregava teve sua serventia. Um brinde, meu querido. Pelas nossas horas de amor. Bom esse vinho. É de água. Vinhos de água são melhores que vinhos de uva. Nunca soube disso. Pois agora sabe. E graças a mim.

Se levantou. Caminhou, com cuidado, até o banheiro. Seu cabelo estava medonho. Sua cara amassada, inchada de sono. Um bocejo veio nessa hora. Se não fosse sexta, ia voltar para cama. Sexta-feira. Tenho que repensar essas saídas na quinta. Boate, então nem pensar. E ela? E agora?

A água do chuveiro caiu como um tapa, espantando o resto de sono que estava relutando em ir embora. Sabão, Xampu. Creme no rosto. Secador de cabelo. Se enrolou na toalha. No quarto, ela já estava de olhos abertos, cheios de preguiça. Sonhei com você. A gente estava tomando vinho num rio. O rio era de vinho.
Riu uma risada boba, leve, de quem não tem com que se preocupar. Que idéia, né? Rio de vinho. Sorriu.

E lá estava, naquele sorriso, tudo o que a havia encantado naquela quinta-feira. Uma força que parecia jogar vida por onde passasse. Os olhos se fechavam um pouco, a bochecha abria espaços para as covinhas mais lindas que já tinha visto, os dentes apareciam um pouco, apenas o suficiente para se ver que eram bem montados e de um branco glacial.

Já está indo trabalhar? Já. Já tomei meu banho. Tudo bem. Não vou ficar aqui, pode deixar. Vou só me vestir e, se der, me deixa ali na esquina. Tem um ponto de táxi perto do meu trabalho. Te levo até lá. Ficamos um pouco mais de tempo juntas. Ótimo. E lá veio o sorriso de novo.

Saiu de baixo das cobertas. Enquanto ela se apressava em se vestir, ficou olhando o corpo dela. Não era perfeito. A maquiagem e a roupa davam uma boa cobertura para as falhas comuns. Mas a luz da boate, junto com a vodka, a transformaram em alguém bem mais desejável. Quase uma Vênus. Enfim, não eram estrias ou celulite que a fariam ser menos desejada. Houve uma pequena briga com a calça, que apesar de não querer entrar, a deixou bem mais chamativa. A blusa, apenas um leve pedaço de pano, cobriu seus seios.

Pronto. Era isso. Estavam em frente ao ponto de táxi na esquina de seu trabalho. Seus olhares se encontraram, mas não foram muita além disso. O beijo não veio. Medo de ser vista perto do trabalho. Um abraço. Ela já carregava um pouco seu próprio cheiro, o mesmo que sua mãe gostava de sentir quando ia almoçar em sua casa.

Então, é isso. É. Tá, foi legal te conhecer. É, foi sim. A gente se vê por aí. É.
Tchau. A porta bate. No pequeno espaço entre a porta do seu carro e a do táxi, ela foi acompanhada por apetitosos olhares de praticamente todos os homens em condições de olhá-la. E assim ela se foi.
Ela não, Marcela. Pronto. Tchau Marcela.

E foi em frente. Afinal, sexta sempre foi um dia cheio de trabalho no escritório.

sexta-feira, agosto 12, 2005

Em todas as áreas da música existem aqueles que começam uma revolução (ou mesmo uma ressucitação) de algum estilo e fazem algo relevante e existem aqueles que se rendem ao sucesso fácil do pop e apenas trazem uma roupagem mais fácil para um estilo.
O Bravery, aproveitou a leva das bandas de disco punk e fez seu disquinho. Acessível. MTV. Mas o que não esperava era que fosse gostar tanto dele.
Não é genial, como !!! ou doentio como les Savy Fav, mas faz abrir aquele sorriso quando você escuta três ou quatro músicas seguidas e não consegue escolher a sua favorita. Faz você se questionar porque não apareceu AQUELA faixa dentro do disco, para logo depois perceber que pelo menos metade dele é feito d’AQUELAs faixas.

E, assim, fazendo música fácil, o Bravery aparece como uma das melhores bandas de quase disco punk, usando aquela batida conhecida e amada por alguns. Desmérito? Não, de forma alguma. Mérito totais para eles, por ais que possam estar apenas de passagem.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Vocês já pensaram como seria se, ao nascermos, já soubessemos o dia de nossa morte?
Ok, poderia ser uma informação confidencial, disponível apenas para nossos pais. Mas que talvez eles nos contassem em certa parte de nossa vida.

Penso isso pois, hoje, gostaria de saber exatamente o dia de dizer adeus. Não preciso de mais detalhes, como onde ou porque. Só a data. Sei lá, 15/08/2089. Penso isso pois quero decidir coisas. Quero saber se viajo, se me endivido, se espero filme X ou Y ser lançado em vídeo para assistí-lo ou se vou agora, correndo ao cinema. Uma data me tiraria da cabeça todas as pertubações psicológicas que a síndrome do pânico fez o favor de colocar lá.

Se tivesse a nítida sensação de que meu tempo está se esgotando, poderia ser mais corajoso para largar tudo e me jogar no mundo. Conhecer cada montanha da Ásia, cada gota de orvalho da América do Norte, conviver com os golfinhos de Noronha. Dizer a todos que gosto o quanto gosto deles. Dizer aos que amo o quanto os amo. Consertar erros que, pensamos, só o tempo é capaz de consertar. Tentar acertar cada vez mais, em cada escolha. Sorrir mais e aproveitar ainda mais os dias que não poderei desperdiçar.
Afinal, dobro a esquina logo lá na frente.

Mas nem tudo é como gostaríamos e nos escondemos atrás da indefinição. Atrás da dúvida do amanhã. Não nos mostramos por inteiro, abertos, por vergonha, por timidez, por medo do que vai acontecer. Como somos bobos.
Se tudo o que realmente precissásemos é uma data, fica aqui estipulado o dia 29 de março de 3027 como o dia do fim do mundo. Fim total. Seremos sugados por um buraco negro e aí, só Deus sabe. Minha dica?
Aproveite hoje como se fosse um dia único. Um dia que talvez seja quase passado. Diga bom dia, sorria, faça os outros rirem. Talvez o dia seja amanhã. E não há nada melhor do que sentir que acabou com um sorriso nos lábios, sabendo que você fez tudo para aproveitar cada segundo e aproveitou.

:)

seja feliz.

sexta-feira, julho 29, 2005

sabe o que preciso fazer?
repensar a minha vida.
Colocar as prioridades na frente. As minhas prioridades.
Aprender a me bastar. Sozinho.

Acho que dá para ser feliz.
que tal experimentar?

domingo, julho 24, 2005

ouvindo uma bandinha qua baixei, percebo o quanto ela é parecida com Joy Division.
Ruim?
de forma nenhuma. O som é de primeira. jÁ ATÉ falei dela aqui, The EDITORS.
Enfim, estou numa fase cabeça. As coisas todas, têm um significado mais profundo, como um formigar no pé ou uma olhada para o céu ou um gole de cerveja terça à noite.

E aproveito a carona do comentário do Caio sobre o SOAD. Só eles hoje fazem algo extremamente diferente do que é, do que foi e do que um dia será. Eles podem.

Os outros, emulam. Chupam, copiam, transformam, seguindo as leis da natureza, que rege, inclusive, a raça humana, apesar de às vezes tentarmos impor nossas vontades a ela. E essa girada que de tempos em tempos acontece, com modas indo e vindo, se tornando chique para na estação seguindo virar ultrapassado, chegou à música.
Escutamos o que já foi feito. Escutamos os mesmos sons que nossos avós, os pássaros são os mesmos, a água se move da mesma forma. As guitarras são tocadas ã la 80, a la 70 e a la 60, na década mais sem cara de toda a história da humanidade.
E nós, que buscamos musicas, novidades, chegamos a conclusão de que corremos para ouvir o antigo, apesar de ser "novo". Nos desesperamos para conhecer aquela banda, exatamente IGUAL a uma outra de 20 anos atrás.
Corremos contra o tempo para vencer dele. É como se tentássemos pegar ops segundos que se passaram agora, num pensamento, e voltar, para aproveitá-lo melhor. Mas, meu amigo, se lembre sempre disso. Os ponteiros do relógio nunca param de girar.

sábado, julho 23, 2005

só pra constar.

baixados essa semana:
Mercury Rev - Yerself Is Steam
Dj Shadow - Endtroducing
Luna - Pup Tent
Arcade Fire - EP
Supergrass - Road to Rouen
Supergrass - Supergrass (3)
Turin Brakes - Jackinabox
Cass McCombs - PREfection
Aqueduct - I Sold Gold

e por aí vai...
tem umas bandas que batem de cara e você parece se tornar o primeiro fã de carteirinha deles.
Foi assim com Oasis, foi assim com Super Furry Animals e com o Boxer Rebellion.
Agora, é assim com o Dogs.
caramba, a tal de Tuned to a Diferent station é uma musicáça com todos os seus erros de português.
Não consigo parar de ouvir, o riff gruda, orefrão gruda, o winamp fica no replay sem parar.

Uma ouvida nas novidades e volto correndo para ela. Pepitas de ouro no meio de tanto cascalho são difíceis de encontrar. Por isso vale a pena dar o valor que elas merecem. Escutem.

e se quiserem um rock menos compromissado, podem se servir de Paddingtons. Garagem purinha, purinha.

É isso. Direto dum sábado onde levantei às 6 da matina. E não me perguntem por que.
Meu computador começa a dar sinais de cansaço, depois de
Hum...

4 anos?
É, por aí.

Eu começo a demonstrar sinais de cansaço depois de

Hum...
15 horas de trabalho.

A mamãe ganso começa a demonstrar sinais de cansaço depois de .
Hum...
1 copo meio cheio (otimista numa sexta de madrugada)

Tá, não foi para isso que vim aqui.
Não foi para nada. Talvez mais um vez.
Ok, se não a última, a última da semana

Sabe aquela banda, adoradinha por todos, o Weezer.
Esqueça ela.
Esqueça até mesmo o Fountains of Wayne.

Quem vale mesmo é o Deathray Davies.
Baixei o úrtimo, sendo ele de quando for e estou na escuta.
Som pop. Sem maiores preconceitos. Legal.
É isso.
Não esqueça o weezer. Era provocação.

**
Esqueço todos os atalhos do meu micro depois de uma semana de Mac.
O acento é diferente. Tudo é diferente.
O ponto, o jeito, a textura das teclas.

Bom, tenho mais o que não fazer.
Boa noite.

Escutem The Cinch.
Legalzinho.

Escutem Adorable.
Imprescindível.

Arrumem amigos que gostem do mesmo tipo de som que você e forme uma banda.

Saia para beber e volte de táxi.

É isso. A vida que vai e vem.
Uma hora isso pára, e é melhor você não ficar enjoado na viagem.

quinta-feira, julho 21, 2005

Não é por nada, não. Mas por bem menos que os dinossauros dava pra ter trazido e trazer gente muito mais legal. Enfim, como é aqui no quintal de casa, terei mesmo que ir.
A não ser, óbvio, que o dinheiro falte. Aí, é TIM na cabeça.

POr falar em shows, alguém afi mde bate e volta em Curitiba para o Weezer?
RETIRADO DO SIET OFICIAL DO SCORPIONS!


July 2005
28 - Toulon (near Marseille) - France
30 - Phoenix USA
31 - Costa Mesa - USA

September 2005
15 - Doha - Qatar
17 - Dubai - United Arab Emirates
22 - Cairo - Egypt
24 - Beirut - Lebanon

October 2005
7 - Wolfratshausen - Germany
12 - Sao Paulo - Brazil
14 - Vitoria, Brazil

Ih... Óia nóis aqui....

segunda-feira, julho 18, 2005

Aqui primeiro:

No começo do novo século as bandas americanas lideraram a invasão do chamado novo rock, pelo mundo afora com nomes como Strokes e White Stripes. Com o orgulho ferido, os ingleses, famosos pelas maiores bandas de rock do mundo, deram o troco em menos de uma década, com novos nomes como Razorlight, Bloc Party e Art Brut. Esse último lançou faz pouco seu primeiro disco, chamado Bang Bang Rock and Roll. Como o próprio nome leva a crer, o álbum traz 12 petardos do mais puro rock. Na trilha de Clash e congêneres, o Art Brut faz músicas rápidas, punks e pegajosas. Como My Little Brother, onde diz que “Meu irmão mais novo acabou de descobrir o rock/ ele tem apenas 22 e está fora de controle.”
Prepare-se para perder o controle também e chacoalhar sem parar ouvindo Modern Art, Good Weekend e 18,000 Lira. O melhor dessa barulhenta briga pelo topo do rock mundial é que, vença quem vencer, todos saímos ganhando.

Série Puta banda boa pra caralho:

Editors - musiquinhas poucas de um ou dois singles/EPs. Munich, disco punk nervosinho e Colours, bonita pacas.

quarta-feira, julho 13, 2005

Bosta. Depois do Led Zep, agora estou me entregando ao Judas Priest. Ok, é só uma coletânea, é só até Painkiller, mas enfim, estou numa fase meio metal do 70/80. E eles mandam muito bem. Fazer o que, né?
Já estou tirando a poeira dos meus discos do Iron…

sexta-feira, julho 08, 2005

delícia esse disco novo do Idlewild, né?

***

Tim Festival. Rio de Janeiro. Chopes e empadinhas. Amigos.
Cd's usados. Strokes e Kings of Leon confirmados.
Franz Ferdinand desconfirmado.

Foo Fighters e Oasis ainda por virem. Será?

***
Sexta-feira.
E aí, quer fazer o que?

Eu não sei se quero fazer alguma coisa. Essa sexta é a sexta menos sexta da minha vida. Simplesmente estou sem vontade de fazer nada. Como outro dia indo para casa. Um nada. Deve ser assim que os velhos se sentem. Tanta coisa vivida e nada pra dar aquela ligada na rotina. Aí, tudo fica sem graça.
É, tudo está sem graça. Cinza.

chato, né...

sexta-feira, julho 01, 2005

Voltei a pegar musicas e musicas e muitas musicas na net. Mais inclusive do que consigo ouvir, ms é assim que eu gosto. Heeh
Boas coisas aparecem. Como o Engineers, aí de baixo. O Editors, o disco inteiro do Art Brut.
Mas tem umas coisas que dão até pena de ter baixado, como o Animal Collective. Quanto velox desperdiçado, meu Deus.
Enfim, estou de volta. De com forca mesmo e doido, mas doido pra colocar esses sons novos numa pista. Quero ver a reação das pessoas aos novos nomes do pop…
Até lá, faço de meu quarto uma mini-boate. Sem luz, sem picape, sem gente pra dançar, mas a gente joga com o que tem, né.

Quinta nas Curvas da Juréia, o pau tá quebrando. Aí, como sexta é um dia horrível de sair, não chego lá. Mas fico pensando: será que está valemdo a pena para quem criou a noite? Será que Rike e Kalunga saem com os bolsos lotados de grana ou será que ficam no perrengue do vai não vai de 30, 50 reais por noite?

Dificil tentar viver de noite numa cidade onde as pessoas ainda querem entrar sempre de graça, se divertir muito e pagar pouco. Eu nem penso mais no assunto, para ser muito sincero. Sou publicitário, pago minhas contas com isso e só resolvo colocar som de vez em quando, quando me convidam e me dão umas cervejas de graça. Aí, não tem investimento que dure, não tem treinamento que perdure, não tem velox que salve o cara que quer colocar um som diferente pro pessoal.

É isso. Escrevi. Apesar da semana.

segunda-feira, junho 27, 2005

Ontem fui ao Shopping, dar aquela rodada de bobeira.
Entrei nas americanas levado por um banner na porta da loja (leve tres cds e pague 2. Preço: 14.99).
Ok, sempre posso achar algo interessante e na pior das hipóteses, poderia finalmente comprar o cheetos sabor x-burguer. Passei na gôndola, peguei o cheetos e fui para a área de cds. Enquanto ficava na dúvida entre comprar e não comprar os dvds do Anti-herói Americano e do Elefante, a Lu começou a futucar a bancada com um monte de cds lixo (Pra vocês terem uma idéia, tinha uns Artists Collection do KENNY G e da Whitney Houston…).
Depois de um tempo ela me chama. Animada. Fui dar uma cponferida e não é que tinha uns digipacks do AC/DC no bolo dos tres por dois a 14 reais?
Fly on the wall, If you want blood you got it, flick of the switch e blow up your video (esse último acabei não levando)
Ela ainda achou e fez questão de levar Bad e Off the Wall do MJ em edição especial e Desire do Dylan.
Depois dessas, nem provei o cheetos nem levei os DVDs pra casa. Mas temos 6 cds a mais na estante.

quinta-feira, junho 23, 2005


16 anos
Bobeira. Mas pelo menos não é aqueles pézinhos andando, ou boquinhas ou OIS gigantes.


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terça-feira, junho 21, 2005

Linda capa de mais uma banda legal.


Ok, legal, não. Maravilhosa. O shoegaze, perdido, etéreo e pop de volta. Disco de uma beleza excepcional. Difícil ver algo desse jeito hoje em dia. Já não posso esperar para por minhas mãos no antecessor dessa maravilha, o Folly.
A semana está sendo, foi e continuará sendo pesada. Junho foi um mês pesado e rezo para que ele se torne logo uma lembrança, uma página virada na folhinha, um mês a menos no calendário.

O tempo não mudou tanto. Os dias continuam passando, sem mais nem menos. As horas continuam a não fazer muita falta. Mas a cabeça pesa pacas, com tudo isso ao redor.
É a vontade de chutar o balde, sabe?

Ir para o interior, vender sacas de café. Ir para um supercentro, como NY ou Londres e me virar de qquer jeito. Só para poder entrar num pub, tomar uma guinness e ver um novo Oasis iniciando sua carreira. Ir para casa e lá ficar, ouvindo música, navegando pela internet, baixando músicas (coisa que NUNCA faço em casa, pois chego todo dia com overdose de computador).

A grana poderia ser fácil. Mas não é.

Reclamo aqui, jogo as frustações ao vento e me levanto para seguir mais um dia, esperando dar a hora de dormir e acordar de novo para recomeçar a percorrer um caminho que já foi traçado antes.

sexta-feira, junho 17, 2005

Saber quando parar é uma arte. Uma que, admito, preciso me dedicar a aprender e colocar em prática cada vez mais.
Pode ser a hora de parar um texto, de parar de experimentar palavras novas numa frase fechada, de tentar estar sempre na frente, junto, com frio, com calor, em pé, limpo.
Enfim, parar.

Semanas passam, voam, e lá vou eu sem parar correndo de lá para cá, de cá para lá.
Tentando, fazendo, correndo, vivendo. Um sinal vermelho, nem sempre pode ser um sinal vermelho quando nnao se pode parar. Quando não se consegue parar. Mas olhar para os dois lados é importante. Nunca se sabe quando um caminhão pode aparecer do outro lado.

quinta-feira, junho 16, 2005

Pronto.Baixei e ouvi algumas vezes o disco do Foo Fighters. São dois, na verdade, mas dois mesmo. O primeiro, o velho Foo de sempre, melódico, bonito, pegajoso. Muito mais que um ou dois hits, o álbum se sustenta como um todo. E como se sustenta. Hell, Resolve, The Last Song, Best of You são poucas mostras de como um baterista pode se tornar um frontman digno de estar entre os maiores de todos os tempos. Me lembro de quando o primeiro disco do Foo Fighters foi lançado e se encontrava para comprar em qualquer loja da Redley, em qualquer Shopping. De lá para cá, o ex-baterista do Nirvana deixou esse rótulo para trás e conquistou o mundo com pelo menos 5 discos muito bons.

E aí é que a porca torce o rabo. Se fosse apenas o primeiro disco, nada demais. Os caras estariam lá mais uma vez, mostrando competência e tesão. Mas os desgracados resolveram me fazer deste In Your Honor um disco duplo e dividir em plugado e acústico. Uma temeridade, visto a importância das guitarras em suas músicas. Ok, o disco dois não foi esse estrago, por ter belas melodias, mas poderiamos muito bem deixar esse tipo de música para o Jack Johnson que, com muita propriedade, vem fazendo isso a mais tempo. O ponto alto da confusão mental deles é Virginia Moon, uma bossa nova com uma voz feminina acompanhando Grohl. Se o disco novo fosse apenas a primeira metade, uma nota oito ou nove poderia nem ser surpresa. Mas com as duas metades, dividimos e chegamos a um quatro ou cinco.

segunda-feira, junho 06, 2005

Bom, peguei o avião, comprei o ingresso, tomei um chopp e entrei no Metropolitan/ATL/Claro Hall.
A platéia não estava lá essas coisas. Meio vazio, diria, meio cheio dirão outros. O número de presentes deve ter dado pelo menos metade da casa, umas cinco mil pessoas. O palco, montado, diferente do Tim Festival. Cheio, entulhado, quase, em se tratando do White Stripes. Um piano de cauda, uma bateria, dois tamborzões (tímpanos?), um xilofone (será isso a marimba?) que não foi tocado, o pianinho que já tinha visitado o Brasil e mais dois sintetizadores em cima de cada piano.
As guitarras estavam confortavelmente encostadas em três caixas, provavelmente valvuladas, que se encontravam no palco. Ao invés do elefante, que da vez do Tim estava em cima do pianinho vermelho, três figuras de candomblé, vodu, enfim, de alguma desses sincretismos religiosos típicos das américas de baixo em cima de cada uma das caixas.
Cobrindo todo o fundo do palco um pano pintado em preto e branco, com a grande maça branca no meio e uma paisagem meio tropical com mar, encostas e palmeiras.

As luzes se apagam, os roadies, todos vestidos de gangsters como antes, se afastam do palco.

Entra em cena uma figura pálida, com uma bluda branca e uma calça vermelha. O jeito tímido não deixa dúvidas, assim como o sexo. É a Meg. Atrás dela segue seu irmão, Jack, de cartola enfiada na cabeça, cavanhaque, bigodinho, casacão preto, visual infernal.
Guitarras e baquetas a postos.
Dead Leaves and Dirty Ground. Black Math. Fell in Love With a Girl, em momento calmo, como na apresentação de 2003. Blue Orchid, a música nova que funciona como nenhuma outra música em um show deles, Seven Nation Army, Hotel Yorba, o início de Ball and Biscuit, seguido de um pedido dedesculpas “Sorry, I made a mistake” (como assim? Erro foi não ter tocado!) Jollene, I Just Don't Know What To Do With Myself, que teve o refrão cantado sozinho, e em uníssono pela platéia, em momento de alegria de Jack durante o show. Espaço para dizer que ambos pareciam felizes e se divertindo durante o show. Inclusive, conversando com o público, coisa que não aconteceu durante a primeira visita ao Brasil. Em certo momento, jack disse que Meg estava tendo good times in Brasil e que eles adorariam voltar a qualquer hora aqui. Além disso, em uma quase declaração de amor, disse que poderia ficar ali em cima tocando por horas e horas para a gente - histeria da platéia – mas que infelizmente ele teria que ir para São Paulo – vaias da platéia – mas que no dia seguinte voltaria para o Rio de novo – palmas da platéia.

Voltando ao show. Passive Manipulation, a mini-música cantada primeiro por Jack, ao piano, e mais tarde por Meg, nos tamborzões. My Doorbell, música do disco novo, assim como Red Rain, gritada a plenos pulmões, com raiva atípica. Excelente momento do show. Em certa parte, uma iluminação vinda de baixo projeto, meio que sem querer uma sombra de Jack no pano de fundo. Se o que dizem é verdade, que a sombr capta a alma da pessoa, eu estava ali presenciando um momento de possessão, digno de Robert Johnson, o bluezeiro americano que vendeu sua alma ao diabo para tocar bem guitarra.
I Think I Smell A Rat, We're Going To Be Friends, momento mais calmos.
Alguns covers, até daquela música dos anos 80 (até vocês?!) que cantava no refrão “sorry” e que era meio melosa. Ah, claro, não podia faltar The Hardest Button to Button, que abriu a roda do pogo e foi genial. Na última música, um cover de alguém ou uma música nova que nunca ouvi deles. Muito boa. Jack aproveitou e ensinou o refrão para a platéia, pedindo para que cantassem com ele. Cantaram. Cantamos. E saímos com um sorriso esperto no rosto. Como eles, aliás.




sábado, junho 04, 2005

ei ei ei.
Rio agora.
Sábado à tarde, preguiçoso.
Ia assistir a uns shows em um sebo em copa, mas não vai rolar. Vou ficar por aqui afagando as mais novas aquisições, lindas que só, que vão continuar enchendo a minha já cheia estante. Hoje a conta foi feia, mas tem Travis, Scissor Sisters, Sick of it All, Led Zep (é, comprei o fisical grafite, mas também tinha acabado de sair de um show do white stripes), otto (só faltava o changez tout. Faltava!), George Harrison (pra Lu, gente. Pra lu. heheheh) e outras coisinhas mais.

E o final de semana ainda tem Guinness no Irish Pub hoje de noite e Paradiso, lá na Matriz. Mas o motivo maior de estar aqui é/foi o White Stripes.

E como foi. Preciso dizer que esse show foi grande, apesar de pequeno. Duas pessoas, dois instrumentos (bom, no palco tinham mais)e uma hora e tanto de felicidade e pula-pula. É incrível como é agitado um show dessa dupla. É incrível como o público se hipnotiza com a Meg e com a guitarra de Jack. é tão incrível, que merece um post decente, escrito e salvo no word, onde não corro o risco de perder todas as nuances da noite em minha escrita. até lá.

quinta-feira, junho 02, 2005

Bom, bom, bom...

ó Outsider, escrevo quase toda semana. de preferência 2ª e 3ª.
é que são o dias mais fáceis de escever. Mas semana passada teve feriado e trabalhão nessa semana de agora. Enfim...

Bom, o White Stripes está crescendo aos poucos. mas devo dizer que foi uma verdadeira brochada ouvir o disco pela primeira vez. Sabia que tinha pouca guitarra, que era piano, que era a porra da marimba (que desgraça é essa?!)...
Mas brochei. Espero que Jack esteja muito, mas muito nervoso no dia do show.
Porque se eu pagar avião, ingresso (caro pra cacete) e merchandising do show e ouvir pianos e orangotango na bateria... sei não. Acho que quebro um dedo do safado. Pode ser aquele cheio de pinos mesmo.
Ufa. consegui entrar no blogger.
Bom, vamos ao texto então:

O micro já deu pau e já está na assistência. Eles me prestam a devida assistência, enquanto empresto a eles minha paciência. Felizmente baixei tanta coisa (e gravei 3 discos de MP3) que agora, mesmo sem computador, posso colocar em dia as audições das novidades nem tão novas assim. E foi nessa de colocar em dia que me deparei com um discaço, já lançado por essas paragens. E sabem como fiz para ouvir o disco? Apertei um botão. Sacaram?
Push the Button. O incrível disco dos incríveis Chemical Brothers. Uma maravilha no nível de quem já cavou seu próprio buraco. Sacaram de novo?
Dig your own hole, o clássico Brotheriano.

E digo que Push the Button é uma maravilha apenas por suas músicas mais urgentes, aquelas que te pega e dá uma sacudida, como se quisessem te falar:
“Ei , me escute!!! Valho a pena.”
Sim, eu sei que valem. Galvanize, The Boxer, Believe e Hold Tight London fazem um quarteto inicial que só não é melhor porque Come Inside é a quinta música. Se ela estivesse ali, entre as 4 primeiras, sei não. Mas então já são cinco as maravilhas do álbum? Sim, são.

Um tempinho para respirar, para a química dos irmãos se assentar no cérebro e uma calmaria que logo depois é quebrada com Marvo Ging e Surface to Air, que deveria ter sido lançada há alguns anos atrás, junto com Born Slippy. Viraria hino e trilha de filme de ação inglês esperto.

O tempo passa, amigos, mas a química continua potente e fazendo a cabeça com o mesmo efeito de antes. Viva o sintético, mais orgânico que nunca.

segunda-feira, maio 23, 2005

A diferença.

Com o velox a mil, o soulseek nervoso e eu mais nervoso ainda, tentando tirar o atraso de meses sem novidades, baixei esse fim de semana dois discos recém-lançados (ou quase lançados).

O do Weezer, Make Believe e o do System of a Down, Mezmerize.
Bom, escutei os dois, seguidos, e a conclusão foi óbvia. O Weezer, deu o que tinha que dar, fez bons discos (bons, não geniais) e continua se mantendo, fazendo boa música, com mais ou menos regularidade, acertando hora sim, hora não. O Make Believe tem algumas boas músicas, como This is such a pitty, My Best Friend, Perfect Situation. Mas não se sustenta na primeira audição. Voltaremos a ouvir uma ou outra, talvez o disco inteiro de novo, descontando a ele o devido tempo. Afinal, uma primeira audição pode causar uma impressão errônea.
Ao contrário do que o Make Believe mostrou, o Mezmerize está assustador. Se não genial a todo momento, como Toxicity, coeso e estranho ainda. Já li que ele está mais acessível, menos complicado. Não sei. Talvez, para os velhos fãs, a banda possa estar naquele meio termo entre a demência e a procura da melodia perfeita. Para quem nunca a ouviu, vai soar estranho e perturbador. Mais uma ouvida em quatro ou cinco músicas das onze do disco e logo, logo percebemos que o danado vai rodar e muito por nossos cds players.

Analisando friamente, um ficou para trás e o outro está a frente de tudo que pode ser pensado musicalmente hoje em dia.
As coisas estão de volta ao normal. Ontem passei o dia descansando e vi, de bobeira, o Top 20 Brasil da MTV. Na verdade, vi o número 1, apenas. E, para minha surpresa, não era mais uma banda-de-rock- de- americanos –crescidos- nos- subúrbios- comendo- cereal- sabor- isopor- revoltados- com- sua- vida- cheia- de –previlégios- e –sem- perspectivas- de -dificuldade. Ufa. Eram os Backstreet Boys de volta. Deus, como eu amo os backstreet boys. Um pouco de bom senso nunca é demais. Vamos lá minha gente, BB é banda para top 20 brasil. As menininhas gostam. Elas TÊM que gostar. Deixem o pseudo-rock morrer. Deixem o rock em paz, de lado. Chega de ouvir moleques se achando os entendidos vestindo camisetas do CPM ou do Good Charlote. O buraco é mais embaixo.
E digo isso, pois os ouvintes do “rock” MTV raramente se aprofundam no quesito, salvo uma ou outra exceção. Eles estão lá, consumindo aquela merda (por falta de outra palavra), por pura falta de opção. Se daqui a pouco, GG Allin for a peça da vez, ele será consumido e esquecido, como é típico da juventude de hoje.E sem questionamentos, o que é pior. Tudo é descartável, desde o papel da sala de aula aos ídolos que, a cada ano que passa, têm prazo de validade cada vez menor.
Enfim, é bom ver o backstreet boys de volta. É um sopro de novidade, por mais que eles sejam das “antigas”. E sabem o que mais?
A música deles, Incomplete, é boa pra caramba. Tem melodia, ritmo, uns vocaizinhos clichês mas nem por isso menos legais. Já baixei na internet e escutei várias vezes ontem. Foda-se o preconceito.
Pelo menos é muito melhor que ouvir aqueles caras pintados com cabelos espetados gritando, como se estivessem morrendo de ódio dos iraquianos, que são realmente a maior praga do mundo para eles.

***
Espaço para avisar aos leitores que não assisto MTV, salvo raras exceções quando preciso de música para trilha sonora da faxina ou da feitura do almoço. Se bem que música na MTV virou luxo, artigo supérfluo.

quinta-feira, maio 19, 2005

Não falei sobre a festa. A da sexta-feira treze. Foi no centenário. Foi bonita, super bem decorada. Ela começou um pouco vazia mas depois começou a encher. As pessoas levaram o dress code a sério, o que foi MUITO legal. Cabecinha não é muito o problema do pessoal.

Bom, antes de ir para a festa, eu já meio chumbado de uma gripe que nem começava nem saia de cima, fui assistir ao show da nana caymmi. Muito legal o show. Calmo, piano batera, baixo e voz. O som estava bom, a platéia tranquila, todos sentados assistindo ao show. No fim, bateu aquela leseira. Mas ainda tinha que ir tocar na festa. Passei em casa, botei minha blusa preta, já meio cinza de tão desbotada e parti pro cent.

Começa o meu set. O case, defasado, estava estranho como nunca. Me perdi nele, não achei os discos, não encontrei as músicas. E nem o fone bom que estava lá ajudou. Foi tudo tão ruim, tão pesado que passei a dizer que aquela era a MINHA sexta-feira 13.
Uma noite para ser esquecida. De verdade.

Enfim, terça foi instalado o velox. Pela minha condição física e psicológica, fiquei afastado dele. Preciso de tempo e de disposição para encarar a internet e o computador depois do trabalho. Já passo tempo demais sentado olhando pra tela.
Mas prometo me esforçar e fazer o velox valer todo o trabalho que deu para instalá-lo ainda por estes dias. Soulseek prepare-se. Estou de volta.

segunda-feira, maio 16, 2005

O almoço estava uma delícia.
Era uma data especial. As datas especiais merecem almoços especiais. Datas especiais merecem dias especiais. Com a família, com os amigos, com mente livre, leve e solta. E, acima de tudo, feliz.

Agora, de barriga cheia, com trabalho por fazer, me lembro de outros dias especiais. Natais, páscoas, aniversários de amigos, da família, de namoro, feriados, viagens. Esses dias são como todos os outros, mas se tornam especiais porque neles nos permitimos um sorriso, um abraço, um afago em quem se gosta. São dias leves, que passam se trazer o peso da vida, das responsabilidades, de perspectivas para o futuro, sempre incerto.
Hoje é um dia leve, para mim, um dia levíssimo.

Se você ainda não o fez, aproveite esse espaço e me deseje feliz aniversário.
Ano que vem faço 30.

quinta-feira, maio 12, 2005

Quinta-feira e, sim, resolvi escrever.
Não há nada muito novo, nada de espetacular, mas o tempo permite uma parada. As hora dão uma trégua.

Nesses momentos, fico a matutar. Toda vez que escrevo, repito as mesmas palavras. As mesmas expressões. Fico me erpetindo, como se quisesse me convencer de que posso escrever com as 5 ou 6 frases feitas que sempre uso. Como se quisesse ver sempre as 7 ou 8 palavras que acho que ficam boas em um texto.
Sou capaz de passar uma tarde inteira pensando, criando roteiros, cenas, diálogos, enquadramentos, mas não consigo parar dez minutos em frente ao computador para escrever algo que me traga apenas prazer. A não ser estes ridículos escritos repetitivos que às vezes brotam em meu blog.

É um desabafo. É uma pegada no pé. Preciso me cobrar mais, cada vez mais. Ou paro de vez no limbo da acomodação com todas as partes de minha vida nas eternas zonas de conforto.

quarta-feira, maio 11, 2005

Da série Textos pela metade

Os trinta anos estavam ali, na outra esquina. Ainda assim, Tiago parecia um garoto no auge dos seus quinze anos. Seu corpo não havia mudado muito, como o de seus amigos de faculdade e de colégio, os poucos com quem conseguiu manter algum tipo de contato. Os amigos, antigas lembranças da recém passada adolescência e do começo da vida adulta estavam diferentes. Umas colecionavam cabelos mais ralos, grisalhos, barrigas protuberantes, mulheres e filhos, dores nas costas, nos joelhos, nas cabeças. Elas, pesavam mais do que antes, os seios já haviam se despedido da antiga forma, findado o combate com a gravidade ou com a sucção da boca de seus filhos.

Os outros nomes, que frequentaram as mesmas pautas durante certo tempo, se perderam pelo mundo. Poucos até já não estavam mais nele.
Tudo cansa. Viver cansa.
Viver cansa tanto que chega uma hora, você decide parar tudo só para descansar.
Para sempre.

***

Nuca gostei dos Correios. Mas agora I fell in love with the Postal Service.
Moderno como só. Diferente, barulhinho bom. Antigo, mas antes tarde do que nunca para se parar e tirar a poeira dos mptres. Ouvido com cuidado, poderia ter sido melhor divulgado. Ouvido agora, guardo a gema para meu único e exclusivo prazer.

***

terça-feira, maio 10, 2005

Feliz ninguém rende. Feliz, ninguém nunca rendeu.

A felicidade não é boa para a produção.
Agora, em homenagem a severina que anda peos viadutos debaixo da terra, e habita uma parte da vida de todos nós, um texto rápido.

Está sempre lá. É abrir, ler e sentir.
Dói, ânsia de vômito. Sapos e sapos.
Bela sopa de batráquios. Engulo tudo, lambo o prato e
dou a patada para o maitre.
A conta, ele traz quando quiser. Será a hora de pagar por tudo, tomar o café
Limpar a boca no guardanapo de pano, já com alguma sujeira da refeição principal.
Vou me levantar, lentamente, e deixar o restaurante para trás.

Se comi bem, prometo voltar. Se a rã me disser no dia seguinte que estava com dor de cabeça ou indisposição, não olho mais para o outro lado da rua.
Porque a internet precisa ser tão colorida?
Até mesmo quando estou lendo algo interessante, um cabeçalho hiper colorido chama a atençnao de todas as pessoas a minha volta. Principalmente aquelas pessoas que tem mania de achar quea internet também é uma forma de fuga do trabalho. Não, não é. É momento de parar, pensar, ler qualquer coisa (mesmo sem cor) e tenta achar um foco, cada vez mais lá no fundo, cada vez mais desfocado por milhares de percepções ou desvios de atenção que tenho a cada segundo.

A internet em preto e branco seria uma involução? Seria como voltar para a idade média da época televisiva, onde não conseguíamos distinguir o rubro do Internacional do verdão do Palmeiras? Ou seria uma evolução, já que as letras geralmente vêm em preto no fundo branco? Seria uma forma da Internet se aproximar da literatura de papel, onde os textos são importantes, onde o conteúdo é o que importa ou estanmos fadados a viver em um mundo MTVsivo, de cortes rápidos e dificuldade de entender as coisas, visto a rapidez com que se mostram e vão embora. A cor é forma. O preto e branco é conteúdo.
blergh. e é só.
get behind me não sai da cabeça
vade retro.
vade retro
leave me alone


tiras brancas pela cabeça
A alta-sociedade abre espaço para a anti-sociedade. Quer fazer parte dos mulambos que fazem sucesso? Quer sair nas colunas lados B da vida?
Una-se ao alto escalão da anti-sociedade.
Nós somos como somos, não seguimos tendências, não queremos ser magros, bonitos ou bem vestidos. Só queremos ser felizes e nos divertir.

Nós da anti-sociedade cagamos para as convenções de comportamento em público. Dançamos quando queremos, mostramos a barriga quando queremos, rasgamos a boca engolindo copos quebrados quando queremos. Nós bebemos muito, rimos alto, apontamos e fazemos piada de nós mesmos. Afinal, a vida é apenas uma grande piada que não tem a menor graça.

Não fazemos pose, não ouvimos o que toca na rádio e só frequentamos boates com o intuito de conseguir sexo de graça e beber descontroladamente. E você? Quer aparecer nas colunas sociais fazendo biquinho ou quer começar a aproveitar a vida o quanto antes?

segunda-feira, maio 09, 2005

Olá.
Estou aqui para relatar… não, relatar não, para ovacionar o show do massacration.
Mais do que um show (sim, eles tocam de verdade e tocam bem), o espetáculo foi sensacional.

No começo, o gordinho do Hermes e Renato entra, com roupa social, pega um violão e senta num banquinho…
- Olá. Vim aqui mosrtar meu trabalho. Uma coisa assim, meio MPb e meio Bossa Nova. É, Bossa Nova sim.

E aí ele começa a cantar uma música, cuja letra dizia afoxé ad infinitum. Eis que nossa noite é salva com a chegada de JOSELITO, com duas ripas de madeira de isopor… E adeus cantor de churrascaria, adeus Emerson Nojeira, Jorge Testículos e porcairas do gênero. Entram os verdadeiros Deuses do Metal e detonação para todo lado. Música alta, pesada e, acima de tudo, bem-feita. Riffs matadores, muita bateção de cabeça e mais um ou dois esquetes de comédia no meio do show. Melhores que muita bandinha de moleque por aí, o Massacration estava perigando se tonar uma piada longa demais. Mas eles não ficam fazendo cover, ou tocando músicas para encher linguiça. Foram as 5 músicas deles mais um bis de Metal Bucetation.
Um show do tamanho que deveria ser.

Agora, a platéia… desde moleques e ninfetas pré-adolescentes aos metaleiros fedidos de preto, com camisas que variavam de Blind Guardian a Manowar, passando por Iron Maiden e cabeças de bode e pentagramas. Emocores, hardcores e posercores. Na verdade, pouco importava a sua turma, o seu estilo, o lugar estava completamente lotado. Todos loucos para ver a tal da banda da MTV. Legal, legal.
Mas é de se questionar o que leva o maior público do Ibiza para ver uma banda que não é uma banda. Para ouvir músicas de um programa de humor. Talvez a música fosse o menos importante e aí, poderíamos quesionar:
E para esse público, alguma vez a música foi o mais importante?

quarta-feira, abril 27, 2005

Quero o novo do System of a Down.
Quero o novo do White Stripes
Quero o novo do Coldplay

Queria o do Hives.
Queria o Super Furry Animals.

Talvez vá querer algo real um dia.
Por enquanto fico na preposição.

***

Nunca me imaginei ganhando um salário mínimo e tendo que pagar por todas as minhas contas. O salário é o que? 300 pilas?

Não pagaria nem o condomínio do lugar onde moro. Mas vamos lá, não iria morar lá normalmente se ganhasse um salário. Iria morar em algum outro lugar mais simples. Iria pagar 50 reais de aluguel. Sem condomínio, lógico. Hum.. em favela se paga aluguel? Não sei. De verdade.

Comer… Bom, sem sanduiches na rua, sem pizza e sem coca cola. Muita groselha, Xuap, pão de sal com claybom. Arroz, feijão, ovo e carne. Salada, só de sacolão e que tenha um bom rendimento. Como cenoura, repolho, chuchu.

Ia ouvir rádio, beber cachaça (dá grau rápido e e barata), ver jogo no buteco.
Churrasco, só de convidado na laje dos outros. Domingo é dia de praia, que é de graça. A gente mesmo leva o almoço ou o dinheiro pra um picolé. Ou vai vender o picolé.

Lavar roupa é na mão, óbvio.
Filme? Cinema? DVD? Hum… fico com a Tela Quente da Globo, depois que comprar a televisão. Quatorze polegadas, sem pestanejar. Escola é pública, cortar cabelo é em casa, sandália é Havaianas, tênis é Havaianas, sapato é Havaianas.

Pendura, fiado, caderneta e crediário iam ser parte integrante da minha vida. Assim como aquelas mais complicadas como SPC e SERASA. Que diabos isso quer dizer?

Caramba. Pare um segundo. Com uma vida assim, com certeza seria um ladrão ou entraria no tráfico. Não dá, minha gente. Não dá.

Parabéns às pessoas que conseguem, que sobrevivem, que mantém a dignidade e a honestidade sob circunstâncias tão adversas.

E você, já parou para pensar se não tivesse o que você tem e precisasse passar por uma vida de batalhas e lutas de verdade?
Posso dizer uma coisa?
Esqueçam os quero, queria e poderia querer. Tudo o que tenho me basta. Estou feliz.



Hoje não é terca, nem segunda. Mas resolvi escrever para falar do disco “novo” do Kings of Leon. Novo entre aspas porque é do ano passado, se não me engano, e só agora está saindo no Brasil. Beleza. Chance de comprar a 10 pratas no Martini.

Lembro da turma ter pirado no primeiro disco, que na verdade não achei nada demais. Era legalzinho, mas só isso. Na época o Electric Six era minha única obsessão. Coincidentemente o Electric Six lançou faz pouco tempo seu segundo disco, sucessor do fenomenal “Fire”. Enfim, vamos ao que interessa. Já tenho o disco em mp3 faz um tempo e NUNCA tinha parado para ouvi-lo. Até que hoje li a coluna do Arthur Dapieve no sítio Nomínimo, falando sobre os caras e para saber do que ele estava falando fui escutar com cuidado a … a o quê? Bolacha? CD? HD? Playlist?
Bom, ouvi. Estou ouvindo. Já passo da metade das músicas e posso afirmar que essa segunda investida está mais segura, mais concisa e mais bela que a primeira. O som está mais gostoso de ouvir. As melodias estão fortes, mais pegajosas de primeira. Sem muitas novidades, no entanto. Só a qualidade das composições que está visivelmente mais alta. Nada mal para quem veio de um primeiro trabalho super elogiado.
Resumindo: basicamente, as pessoas que gostaram do primeiro álbum vão gostar deste Aha Shake Heartbreak e, de quebra, talvez o Kings of Leon consiga levar suas canções contry ‘n’roll para um público mais amplo, sem mudar em nada seu estilo.

terça-feira, abril 26, 2005

Coisas que você nunca viu.

Coisas que nunca vi.
São coisas que duvido que existam.
São as saídas de fábricas com seus trabalhadores cheios de vida, vegetando em frente aos robôs.
São as soluções mágicas para todos os nossos problemas, como bingos, sorteios, loterias, mesas de poker, caça-níqueis.
São as dietas de sete dias vendidas por Emmerson Fitipaldi ou o Ab-shaper do Pelé.
Coisas que já vi e sei que existem. Coisas que preferia não ter conhecimento.
São as bandas novas, cheias de energia, emulando tudo o que foi sucesso e ainda vende shows e discos.
São as Polianas do mundo, independente de sexo, vendo tudo pelo bright side.
São as boas continuações de filmes deploráveis, são as continuações envergonhantes de filmes maravilhosos.

A coisa, o prazer, a terra.
Prefiro a roça, a ignorância, a vida tranquila à realidade onipresente, presente da internet, da linha telefônica, das agências de notícias, do computador pessoal. A realidade que te coloca tão próximo de todas as maravilhas criadas e vendidas pelo homem e ao mesmo tempo te frusta, por deixar tão longe seus desejos e medidas. Tudo é belo e lindo atrás de uma tela. Inalcançável do lado de cá.

Viva com isso. Me dê um sorriso. Um beijo de bom-dia, um pílula para dentro e vamos que vamos. Enfim, tudo isso acaba um dia…