Já tem algum tempo que não escrevo. Desculpas nunca faltaram. Escrevo para viver. Escrevo todo dia para milhões de pessoas (sim, é parte do meu trabalho, se bem que agora não são mais milhões, mas mil, milhares). Não tenho um computador com as acentuações do português (outra verdade, mas já faz uns meses que tenho, e ainda assim não comecei a escrever milagrosamente).
A verdade é que escrever não é prazer, nunca foi. Sempre foi deadline, entrega ou fruto de hiperfoco do TDAH (agora entendo).
O blog que era das reticências agora é do ponto final. Ou do ponto, vai. Deixa o final para depois. As coisas tendem a não ficar mais tão em suspenso, acho.
Para quem ainda não sabe, voltei ao Brasil em janeiro de 2026. Foi uma jogada boa, já que tinha direito a 2 meses de sabático na empresa onde trabalhava em Londres. Assim consegui vir para o Brasil, trabalhar até quando deu, e me estabelecer aqui neste ínterim.
Mentira, não me estabeleci e hoje tenho certeza que voltarei a morar no UK, mas enfim, papo para outra hora.
Acho que escrever também é um pouco como vestir um tênis. Quando está novo, como esse laptop está, as letras, as teclas parecem não fazer sentido, então preciso praticar até que pare de apertar o Enter, em vez do Ç. Ou que pare de escrever em caps lock, porque errei um A no meio da frase.
A parte boa é que o Google Docs salva tudo automaticamente e que o GPT ou outra AI daí irá revisar e corrigir todos os meus erros de digitação frenética sem acento e sem paciência.
Esse sou eu. Até a próxima.
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