A mão anda mesmo imprestável.
A dor aparece de repente, numa onda que parece me fazer tremer dos pés à cabeça.
o punho anda se tornando uma engrenagem velha, enferrujada, e percebo que muito disso se dá por conta da tala que prende meus movimentos.
Estou imobilizado. Levei uma chave de LER que me fez bater três vezes e pedir arrego.
A coisa boa é que estou cuidando disso a vera e pretendo estar de volta aos escritos o quanto antes.
***
Outra coisa boa do descanso forçado é colocar em dia uma lista de filmes e seriados que queria ver. E um tanto de leitura.
Foi numa dessas que vi, de uma enfiada só, The Pacific, a série da HBO que conta como a segunda guerra foi do lado de lá do mundo. É estranho como nunca entendi muito bem o porquê desse teatro de guerra, e a série me deu algumas respostas, ao mesmo tempo em que aumentou ainda mais a minha dúvida sobre a real necessidade de tantas e tantas batalhas.
Ao contrário da Europa, onde o campo de guerra eram países dominados, como França e Bélgica, no Pacífico, a confusão era em ilhotas. Pedaços esquecidos no mapa e que até hoje não passam de destino de poucos viajantes. Lá, a coisa foi feia, de verdade.
Temo dizer que foi pior que na Europa. E tudo o que os aliados conseguiram foram ser esquecidos. Essa sim, foi a guerra do soldado esquecido. Baixas e mais baixas, por centímetros de rocha vulcânica, que entravam em erupção despejando japoneses por todos os lados. E quando se está lutando com um inimigo que vê a morte como uma honra, a coisa nunca pode ser boa.
A série é até mais forte que sua antecessora, Band of Brothers, e merece ser vista. Nem que seja como uma ode à memória desses garotos que deram suas vidas para que comêssemos hambúrguer com Coca-Cola hoje.
2 comentários:
Essa série está na minha lista faz tempo.
E as leituras?
E o campanário?
E agora, a cada vez que escrevo a palavra tempo, aparece essa piranha.
Ódio.
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