quinta-feira, dezembro 08, 2011

Antes Aqui

Fim de ano, época de acompanhar pela TV os especiais de Natal e o show do Roberto Carlos, comer rabanada e panetone e colocar no papel os melhores de 2011. É quase unanimidade a sensação de que este não foi um bom ano para a música, apesar de nomes como Radiohead, REM e Strokes terem lançado discos. O problema é que os grandes nomes, salvas raras exceções, mostraram um pouco do cansaço dos anos de estrada e foram decepcionantes. Do que se salvou, muita banda nova ou ainda em busca de afirmação no mercado, e pelo menos um medalhão.

Foo Fighters – Wasting Light
O disco de uma vida. O Foo Fighters assina sua entrada no Rock n Roll Hall of Fame com um álbum que o eleva ao Olimpo. Mas também, com uma concorrência dessas, não deve ser tão difícil se destacar.

Bon Iver – Bon Iver
De longe o disco mais sensível e bonito de 2011.

Gotye - Making Mirrors
Som dançante e cheio de alternativas que, quando gruda, fica difícil parar de escutar.

Cut Copy – Zoonoscope
Se o álbum deste não foi tão impactante como o anterior, In Ghost Colours, pelo menos manteve o altíssimo nível das composições, como a platéia brasileira pode conferir em shows recentes.

Metronomy – The English Riviera
Uma sacudidela na banda, uma mudança quase que completa de seus integrantes, um novo trabalho e pronto. As mudanças fizeram muito bem ao Metronomy que, com The Bay e The Look, tocaram o ano inteiro nos fones.

Battles – Gloss Drop
Rock sempre teve que bater no peito e dizer “está tudo errado”. O Battles faz isso, de uma forma só deles, com muitas camadas, sons e atmosferas. A matemática aplicada à melodia.

Toro Y Moi – Underneath the Pine
Você pode até não gostar, mas não tem como deixar a banda do gente boa Chazwick Bundick de fora da lista dos melhores de 2011. Sem falar que eles encabeçam o “movimento cool da vez”, o Chillwave.

Bombay Bicycle Club - A Different Kind of Fix
Os ingleses voltaram com um terceiro álbum, profundo e complicado, cada vez mais longe dos dois primeiros. Sinal que a idade está tornando-os cada vez melhores.

Is Tropical - Native To
Moleques que ganharam fama com o clipe de The Greeks e tocaram no SWU, em novembro. Bom álbum, para marcar território, e abrir portas. A espera ansiosa é mais até pelo que eles podem fazer, do que pelo que já fizeram.

Noel Gallagher´s High Flying Birds
Quando quantidade se encontra com qualidade. A cabeça por trás do Oasis em sua melhor forma, talvez só para mostrar ao irmão como é que se faz. Melodias assobiáveis em números assustadores.

E que venha 2012. Feliz Natal e um Ano Novo repleto de boa música.


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Jane´s Addiction - The Great Escape Artist



Recém auto-escalado para o Lollapalooza Brasil, o Jane´s Addiction volta ao mercado fonográfico com The Great Escape Artist. Se o quinto disco não alcança o nível dos primeiros, pelo menos traz algumas belas melodias e as marcantes voz e guitarra de Farrell e Navarro, respectivamente.



Autoramas – Música Crocante



O trio carioca continua fazendo seu som surf/rockabilly com muita habilidade. Mas em Música Crocante há espaço para suingues, como em Verdugo e Guitarrada 2, letras em espanhol e muito instrumental, como a bela versão de Blue Monday, que fecha o disco.


3 comentários:

Paul MacLeod disse...

eu descordo, achei 2011 muito bom, deve ser porque a minha lista fecha 100% com a sua...100% diferente!!eheheheheheheeh ;).
Melhor de 2011 = Social Distortion - Hrad Times & Nursery Rhymes, depois vem um monte de gente.

Taylor disse...

sei lá. é dificil fazer uma lista dos melhores do ano. Os melhores pra mim foram os que me acompanharam o ano todo. Os que, vez ou outra, volto a ouvir.
Mas admito que a proximidade com alguns lançamentos dessa lista me fez dar um pouco mais de atenção a um ou outro. Nada que coloque-a em xeque, pelo menos.

Do Social, ainda sou mais o Prison Bound.

Paul MacLeod disse...

a comparação não é entre hard times... e prison, é entre hard times e outros discos de 2011. Se bem que o HT&NR já nasceu clássico.