terça-feira, agosto 09, 2011

Desde 1999, um time que acompanhei durante toda a minha infância/adolescência fechou as portas. Na verdade, não fechou.
Apenas aderiu à moda dos clubes empresas e foi devidamente comprado por uma empresa falcatrua de combustíveis. O nome mudou, o escudo mudou (acreditem ou não, a empresa tacou uma LOGOMARCA dela no meio do escudo original). Anos de tradição e amor foram jogados privada (com trocadilho) abaixo.

Não conseguia mais torcer por aquelas cores. Não conseguia mais gritar por aquele escudo. Foi então que a praga começou a se concretizar. Enquanto o time não voltasse a ser como antes, Grená, original, com seu fiel escudo tradicional, não ganharia nada.
A praga foi tão forte que o clube fechou as portas. O, antes, principal estádio da Grande Vitória virou campinho society para ser alugado. Uma pouca vergonha. Mas melhor a dignidade de não existir do que a vergonha de jogar com uma camisa de aluguel.

Eis que lendo as notícias o futebol hoje, me deparei com uma declaração do Kieza (ex-um monte de times) dizendo que encerraria sua carreira na Desportiva. Fui atrás de links e vi a enquete que dá à torcida a chance de escolher o modelo da camisa a ser usada pelo time em sua volta triunfal aos gramados, dia 20 de agosto de 2011.
E lá estava ela. Mais uma vez. Como sempre esteve em meus sonhos e desejos.
A camisa grená, com o escudo da DESPORTIVA FERROVIÁRIA. O Expresso Grená, o Gigante Grená. Não resisti e chorei. Um amor da adolescência tinha voltado para me olhar, dentro dos olhos, e sorrir.




Votei na primeira que é a que mais se parece com as minhas lembranças.

8 comentários:

Gil Pender - Livre como um táxi disse...

Belo post, ao contrário das camisas - todas muito feias.

Passei muitos domingos acompanhando os jogos da Tiva no engenheiro pau de araripe, na época em que disputava a primeira divisão do brasileiro.

Só acho ingênuo vc falar em camisa de aluguel. Desde que, nos anos 80, a coca cola estampou sua logomarca na camisa de todos os grandes clubes do Brasil podemos falar em camisa de aluguel.

Qualquer uma. Algumas, de muitos aluguéis, com estampas de patrocinadores nas costas, no peito, nos suvacos, na barriga, na gola.

Não se vive mais sem isso. Essa é uma parceria que veio pra ficar. O que resta é lotear menos e menos o uniforme do clube, evitando descaracterizá-lo. Menos intromissão na paisagem. Menos cores atentatórias às cores do clube - o que tem de clube por aí com cores "nada a ver" com as suas não tá no gibi.

Ao contrário do que vc disse naquele post completamente maluco lá no blog, a camisa tricolor respeita as suas tradições. Mantém uma cor entre as três do clube, e o estatuto do clube fala em "uma das três cores da instituição", sempre. E mesmo o "Unimed" na camisa não colide com as tradições do clube, pois é branco.

De resto o Fluminense, à beira dos seus 110 anos de existência, existia E BEM antes da Unimed, e existirá E BEM depois dela. Um aperto inicial? Ora, natural; qual clube hj pode romper com seus patrocínios sem afetar suas estruturas financeiras a curto prazo?

Aliás, confio no Peter na renovação de contrato com a patrocinadora. Que deve satisfações apenas ao clube e aos associados do plano de saúde. E é bom registrar que a Unimed saltou, nesses 13 anos de contrato, da sétima posição à liderança absoluta do mercado do Rio de Janeiro. Então ela tem tanto interesse na manutenção dessa parceria quanto o clube. E o resto é silêncio.

E quem matou o futebol capixaba?

Marcos Vicente + Copa União + Rede Globo + dirigentes de quinta.

Saudações tricolores e beijos na nuca.

Paul MacLeod disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paul MacLeod disse...

Lacaio, neste caso específico da Desportiva, não é uma questão de patrício na camisa. E claro que patrocínio é feio demais, mas é um mal necessário, seja um ou duzentos, ele não tira a identidade do clube, só é horrível. O que aconteceu na ADF foi que o "parceiro" colocou a logomarca dele no escudo e não satisfeito mudou o nome da instituição, enfiando (literalmente) um capixaba goela abaixo, que chega a doer os ouvidos!! isso sim tirou a identidade do clube e praticamente acabou com ele.
Quanto futebol destas bandas, copa união ajudou, Globo também, dirigentes ídem, o feladaputa do juiz que apitou o jogo final da segunda divisão do brasileiro contra o goiás em 94, cagou na cabeça (basta ver, depois que o goiás subiu naquele ano, voltou poucas vezes pra série B), mas ninguém foi mais nefasto que Marcus Vicente.
PS: o Flamengo não usou Coca-Cola, usava Lubrax, mas pelos mesmos motivos, la plata. O problema é que esse patrocionio da petrobrás sempre foi excelente pra ela petrobrás, que sempre pagou um troco e teve a marca estampada em todos os meios e veiculos de comunicação mundo afora e uma merda pro Flamengo(talvez tenha sido bom no início, mas dos anos 90 pra frente foi só atraso de vida). Já foi tarde, boa sorte pro Vasco com o brás dele.

Gil Pender - Livre como um táxi disse...

É verdade, houve um abuso nesse caso da Tiva.

Resta saber se há vida depois disso tudo.

Esperemos.

TCo disse...

Unimed e BMG?

Não acompanho o futebol há décadas como vocês, mas na minha opinião "de fora" me arriscaria a dizer que o que parece ser uma tragédia pode ser a salvação.

Paul MacLeod disse...

Tco, não sei qual é a base destes patrocinios, mas geralmente, por aqui, são nomes cheios de pompa que pagam um troquinho.

TCo disse...

Ah... mas tem a Ajellso... teve estar pagando uma nota! rsrsrs

Piadas e troquinhos à parte, já viram o projeto da Arena do Vitória? COm Shopping anexo? Isso que é patrô... especulação imobiliária bacando o futebol capixaba.

Paul MacLeod disse...

vi sim, pois é, NY Vix, como diz lacaio, mais do que nunca (pelo menos no custo).