terça-feira, julho 14, 2026

 From: "Luis Taylor" <tayllor@hotmail.com>

>To: taylor@superig.com.br
>Subject: Cuiabá e eu. Date: Fri, 08 Sep 2006 14:52:42 +0000
>
>Eu aqui. O começo é sempre complicado, cidade nova, tudo novo. Você não
>conhece nada... Cheguei no domingo, me tranquei no quarto do hotel e liguei
>o ar. Só saí segunda pra ir trabalhar. O calor assustou no começo. Na terça
>da primeira semana, aprendi qual ônibus pegar para ir trabalhar e qual
>pegar para ir ao Shopping. Tranqüilo. Na segunda semana tava de boa aqui.
>Com 10 dias meu pai chegou com meu carro e aí, foi só partir pro abraço.
>Hoje ando tudo aqui. Vou pra qquer lugar. Claro que ainda falta conhecer
>MUITA coisa da cidade, como onde tem armarinho, onde é os botequinhos pé de
>cachorro, essas coisas que a gente só aprende com o tempo. Mas, serei muito
>sincero, você não tem idéia de como essa mudança fez bem pra mim. Estou
>tranqüilo, feliz, MUITO MENOS estressado... E gostei daqui. Uma pena ser
>tão longe de Vitória, porque queria mostrar pra todo mundo as coisas legais
>daqui. Outra vida, em outro lugar, mas no mesmo país. O Brasil é doido
>demais por causa dessas distâncias malucas e das diferenças de um lugar pra
>outro. Agora quero ir morar no nordeste e no sul. Recife e Poa,
>respectivamente. Vamos ver quando. Sair de casa, mudar tão totalmente de
>lugar dá uma sensação de liberdade incrível. Você percebe que ir e vir é
>simples e nada complicado. A vida é muito curta pra gente se prender em um
>só lugar, cara.
>A gente tem essa facilidade de não ter filhos, de só ter que se cuidar...
>Eu resolvi virar nômade total. Hehehe
>
>Vamos voltar para Cuiabá. A cidade tem muito de Vitória. É capital, mas não
>Capital. Como Vitória. Tem seus shoppings, seus bares, suas lojas. Mas
>ainda tem aquele arzinho de interior. Afinal, é Mato Grosso, né... Muito
>sertanejo, muito agronegócio, muito peixe... A cidade em si é mais
>espalhada, e tem uma cidade vizinha que é praticamente a Vila Velha daqui.
>Mas sem pedágio na ponte, e com a ponte beeeeem menor. Ela só passa por
>cima do Rio Cuiabá e não da Baía de Vitória. Essas duas cidades juntas
>(Cuiabá e Várzea Grande)devem ter quase o dobro de Vitória.
>Estou enturmado com o pessoal do trabalho (o povo é muito hospitaleiro).
>Saio de vez em quando e às vezes saio sozinho mesmo. Na cara dura, pego
>minha cerveja olho ao redor e já vou chegando com o papo de “Oi, aqui é
>sempre assim? É que sou de fora...”
>Pronto, sempre arrumo alguém pra conversar. Heheheh
>
>O nível do trabalho aqui é mais baixo que em Vitória (quer dizer, que na
>MP). Mas isso é até bom. Dou umas idéias malucas aqui e o pessoal gosta. O
>cliente não aprova, mas o pessoal da agência acha legal. To mostrando
>serviço, e isso é o que importa. Só faço campanha filé, então, to afim de
>pegar todos os prêmios do ano que vem daqui. Não deve ser difícil e ia ser
>do caralho, pro pessoal perceber que valeu a pena me trazer e ainda pra
>aumentarem meu salário!
>
>A grana que tiro aqui ta boa. Dá pra manter o nível de Vitória tranqüilo e
>se bobear ainda salvar um tanto todo mês. Coisa q aí não rolava. Dependendo
>do moral que eu ganhe aqui, de aumento de salário e tal, penso em ficar até
>um pouquinho mais.
>De qualquer forma, a pressão é MUITO menor e dá pra sair no horário
>tranqüilo. Que aqui é as 6 da tarde. Quando dá oito horas já to em casa faz
>um tempão. Qualidade de vida. Foda.
>
>Que mais?
>
>Ah, estou jogando basquete 2 vezes por semana. Tudo bem que começamos
>agora, mas não vamos deixar isso acabar. Vou começar a malhar no Sesc (na
>minha carteira, recebo salário de comerciário, posso ser sócio do SESC. E
>aqui tem o SESC PANTANAL que é foda de lindo. [http://www.sescpantanal.com.br)]www.sescpantanal.com.br).
>Fechei a boca legal. Fritura, gordura, colesterol não fazem mais parte do
>meu cardápio. Dei uma bela secada, mas a barriga não some de jeito nenhum,
>mesmo porque parar de tomar cerveja eu não vou! Hahah
>A comida aqui é muito baseada na mandioca. Tem todo dia em todo restaurante
>e acompanha todos os pratos, até mesmo a feijoada. A farinha daqui é bem
>diferente e MUITO melhor. Peixe, só de rio. Pacu e Pintado são os mais
>comidos. Tem a pirapitanga também, mas essa eu ainda não provei. Tem uns
>rodízios de peixe em uns restaurantes flutuantes na beira do rio que são
>massa. Não fui ainda, mas o clima é show. Caldinho de feijão é distribuído
>em alguns bares como um agrado. De graça mesmo. E a cerveja, assim como as
>coisas no supermercado são um pouco mais caras.
>O sotaque me assustou no começo. O erre deles é muito puxado, tipo interior
>de São Paulo. Porrrrrta, interiorrrrrrrr, licorrrrrr....hahhahah Mas a
>gente se acostuma. Eu me acostumei. Só não posso começarrrrrr a falarrrrrr
>assim. Eles falam bem rápido também, as vezes é embolado e difícil de
>entender.
>
>Meu ap fica bem perto da agencia, 1 km, mais ou menos. Do lado do shopping,
>perto de supermercado... bem tranqüilo. To no 9° andar, três quartos.
>Fechamos uma mudança pra cá por 1500 paus. De graça, já que tinha gente
>cobrando 10 pratas. Na verdade, todo mundo meio que cobrava esses 10 paus.
>
>Hum...
>
>Ah, claro. Tem a chapada dos Guimarães que é um tapa. Muito perto, 60 km. E
>é lindíssimo lá. Tem uma cidade chamada chapada dos Guimarães, que é bem
>gostosinha, estilo Tiradentes, com umas lojinhas legais, achei parecido com
>Búzios (guardada as devidas proporções) Sem falar da paisagem que é um
>desbunde. Aí da cidade a gente anda um pouquinho e já tá no Parque Nacional
>da Chapada Dos Guimarães. De lá tem um monte de trilhas pra se fazer,
>encontrar umas cachoeiras, tomar banho. O engraçado é que a vegetação é de
>cerrado. Total livro de geografia mesmo. Árvores espaçadas e retorcidas.
>Hehehe
>
>Enfim, estou adaptado já. Agora só falta vcs aqui pra conhecer.
>abrás
>Taylor


segunda-feira, julho 13, 2026

Family tree

 REGISTRO HISTÓRICO FAMILIAR: DA ARISTOCRACIA BRITÂNICA AOS PIONEIROS DO FUTEBOL BRASILEIRO

Uma narrativa heráldica e cronológica das famílias Cradock/Craddock, Taylor e Quincey.

CAPÍTULO 1: A ORIGEM EM NORTH YORKSHIRE – HARTFORTH HALL

As raízes mais antigas da árvore familiar encontram-se nos campos de Richmond, em North Yorkshire, Inglaterra. Durante séculos, o sobrenome foi grafado como Cradock. Os membros da família eram proprietários de terras, políticos e oficiais militares de grande prestígio, cuja sede ancestral era Hartforth Hall, uma imponente mansão de campo georgiana construída em 1744 [INDEX].

O "Castelo" de Yorkshire: Com um imponente arco de pedra do século XV [INDEX] e os brasões de armas esculpidos na propriedade, a arquitetura de Hartforth Hall é a fonte direta das memórias transmitidas entre as gerações da família sobre um "castelo" inglês.

O Primo Ilustre: Entre os nascidos na propriedade destaca-se o primo contemporâneo de seu bisavô, o Contra-Almirante Sir Christopher Cradock (1862–1914) [INDEX], um herói naval britânico que faleceu em combate comandando a frota na Batalha de Coronel, na costa da América do Sul, durante a Primeira Guerra Mundial [INDEX].

A Mudança para Londres

Em meados do século XIX, as leis inglesas de primogenitura ditavam que apenas o filho homem mais velho herdava as propriedades e terras da família. Os filhos mais novos precisavam buscar seus próprios caminhos. Seu ancestral William Craddock (nascido c. 1830) mudou-se para a capital e alterou ligeiramente a grafia do sobrenome para Craddock (adicionando um segundo "d") para estabelecer-se no comércio de Greenwich, Londres — o coração do transporte marítimo do Império Britânico.

CAPÍTULO 2: A IMIGRAÇÃO CRADDOCK PARA O BRASIL

Em Londres, o filho de William, Edward Henry Craddock (1861–1925), consolidou-se no comércio internacional e casou-se com Elsie Gurney Cooper, descendente da influente família Gurney (uma renomada linhagem de banqueiros e armadores ingleses). O filho do casal, Edward Dudley Craddock (nascido em 10 de novembro de 1890, em Greenwich), cresceu imerso nas redes de comércio marítimo de Londres.

A Jornada Transatlântica: 

Atraído pela forte expansão portuária e comercial, Edward Dudley imigrou para a próspera cidade de Salvador, Bahia, Brasil.

Uma Perda Trágica:

 Em 22 de maio de 1915, Edward Dudley casou-se com Mabel Claudia Field na Bahia. Eles tiveram o primeiro filho, George Dudley Craddock, em 1916. Tragicamente, Mabel faleceu em 1921, logo após o nascimento da filha caçula, sua avó Margaret Frances Craddock.

O Filho que Ficou na Inglaterra: 

Após a perda da mãe, o jovem George Dudley Craddock foi enviado de volta à Inglaterra para estudar. Quando Edward Dudley decidiu radicar-se definitivamente em Salvador na década de 1934, George permaneceu na Inglaterra administrando os espólios e fundos financeiros restantes da família.

 Para os ramos que cresceram no Brasil, George ficou guardado na memória como o herdeiro que "ficou cuidando dos bens e do castelo".


CAPÍTULO 3: OS PIONEIROS TAYLOR E A GLÓRIA NO FLUMINENSE FC

Enquanto os Craddock se estabeleciam na Bahia, outra família britânica escrevia os primeiros capítulos da história esportiva do Rio de Janeiro. Seu bisavô, John Albert Quincey Taylor (conhecido no Brasil como J.A. Quincey Taylor), nasceu em Wellingborough, Northamptonshire, em 1881.

As Raízes em Northamptonshire

A Linhagem Taylor: 

O pai de J.A. Quincey Taylor, John Albert Taylor (n. 1850), pertencia a uma linhagem de dedicados cordwainers (mestres sapateiros e acabadores de couro) de Wellingborough, região que era a capital mundial de calçados na era vitoriana.

A Linhagem Quincey:

 Sua mãe, Elizabeth Quincey (n. 1853), trazia um sobrenome histórico que remontava aos antigos barões normandos (de Quincy) na Inglaterra, célebres por estarem entre os signatários da Magna Carta em 1215.

Uma Lenda no Futebol Carioca

Rompendo com a tradição artesanal de couro da família, J.A. Quincey Taylor estudou os novos métodos britânicos de educação física e atletismo. Por volta de 1910, foi contratado para mudar-se para o Rio de Janeiro como professor chefe de esportes no prestigiado colégio Ginásio Anglo-Brasileiro, fixando residência no Vidigal.P

or seus métodos inovadores, foi convidado pelo Fluminense Football Club, tornando-se um dos técnicos mais vitoriosos da fase pioneira do futebol brasileiro:Comandou o Fluminense em 122 partidas oficiais em duas eras distintas (1917–1918 e 1934–1936).Liderou o tricolor das Laranjeiras na conquista do histórico Bicampeonato Carioca de 1917 e 1918.

Foi o responsável direto por trazer para o Fluminense o atacante inglês Henry Welfare (ex-jogador do Liverpool FC), que havia recrutado para ser professor de geografia em sua escola, criando a linha de ataque mais avassaladora do futebol amador da época.

CAPÍTULO 4: A UNIÃO DAS FAMÍLIAS NO RIO DE JANEIRO

A geração seguinte uniu essas duas grandes trajetórias britânicas. O filho do treinador, George Taylor, criado nos círculos cosmopolitas e esportivos da colônia inglesa no Rio, conheceu a jovem Margaret Frances Craddock (filha de Edward Dudley), que havia descido da Bahia para o Rio de Janeiro.

George Taylor e Margaret Frances Craddock casaram-se e criaram seus filhos mantendo vivas as tradições e nomes clássicos de sua herança anglo-brasileira.

A Fraternidade Taylor (Os Filhos de George e Margaret)

Esta geração cresceu no Rio de Janeiro, preservando em suas certidões a fusão total das linhagens de Yorkshire (Cradock) e Northamptonshire (Taylor/Quincey):

Evelyn Margaret Taylor: A filha mais velha, cujo nome homenageava a linhagem materna e as ramificações tradicionais da comunidade britânica local.

Eileen Claudia Taylor: Segunda filha do casal, que recebeu o nome "Claudia" em tributo direto à sua falecida avó paterna/materna de Salvador (Mabel Claudia Field).

Roy Edward Taylor: O único filho homem, cujo nome do meio, Edward, foi escolhido especificamente para perpetuar o nome de seu avô (Edward Dudley) e de seu bisavô (Edward Henry), mantendo os laços com os pioneiros de Greenwich e de Hartforth Hall.

Maureen Taylor: a caçula da fraternidade, que cresceu carregando este legado histórico repleto de heróis navais, grandes propriedades inglesas e as arquibancadas históricas das Laranjeiras.

Pronto


Depois de 12 anos fora, estou de volta ao Brasil. 
De volta com IA e tudo. Tudo é novo, até preciso me acostumar a usar os acentos novamente. 

Tenho a chance e a vontade de reinventar-me. E agora, o que fazer?
Vou escrever, vou fazer filmes (sim, filmes), vou roteirizar, e vou virar produtor cultural. Quero, e estou pronto.
Próximo passo antes de entrar na política e ser o Secretário de Cultura dqui. Aguardem e confiram daqui uns anos. 
Isso se não cansar e de repente, voltar a morar fora. 
hahahahah

shrug pra vida 


segunda-feira, julho 06, 2026

Bom dia.
Bem-vindo acentos. É muito bom tê-los de volta. É muito bom tê-los de volta (se você está lendo isso). Sou outro, hoje. Estou sozinho em casa, escrevendo como não fazia a alguns anos.
A pandemia acabou, a vida voltou ao normal, saí da Europa e faz 6 meses dou as caras no Brazil. Estou mais bronzeado, mais fudido e mais ixperto. A volta quase nunca é fácil. Mas a volta traz situações que simplesmente não eram possíveis em outras realidades.
Amigos, família, praia, impostos... Estou aqui, acho que para ficar. E estou falando de tudo isso!