Li uma coisa que gostaria de dividir:
depois que nos conectamos com o divino, o ego desaparece.
sem ego, saca?
tudo é um, um é tudo.
Absent Soul
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
quarta-feira, agosto 12, 2026
Acho que nunca contei isso aqui, mas fui diagnosticado com TDAH. Não sabe o que é isso? Nem eu sabia, para falar a verdade.
Era o meu superpoder: o de me concentrar sem parar em algo, de sentar e, de sopetão, escrever páginas e páginas (e nunca revisar).
Era começar trabalhos, projetos, filmes e contos e parar no meio. Era me jogar nos braços das pessoas e me dizer apaixonado a cada segundo — para, no segundo seguinte, estar apaixonado por outra coisa.
Era beijar quem quer que fosse, sem nunca pensar. Era falar pelos cotovelos, sem entender que interrompia aulas, conversas, desabafos...
E no meio de tudo isso, bebida e ansiedade: uma duplinha besta que sempre acompanhou meus passos.
Bom, tudo isso para falar que, depois de 50 anos, comecei a me medicar. Passei por todas as fases da descoberta do transtorno: a não aceitação, a dúvida de quem eu era realmente, o achar-se uma falha, depois uma mentira, até finalmente se entender enquanto você mesmo.
E com a medicação... bom, acho que perdi o foco (o super, pelo menos) para sentar e escrever. Ou talvez o remédio tenha me dado a força de sentar e escrever de novo. Mais foco, mas não o super.
Quem sabe não faço disso uma rotina? Quem sabe não volto a escrever textos maiores, mais pensados, planejados e que — vejam só — sejam revistos?
terça-feira, julho 14, 2026
From: "Luis Taylor" <tayllor@hotmail.com>
>To: taylor@superig.com.br>Subject: Cuiabá e eu. Date: Fri, 08 Sep 2006 14:52:42 +0000
>
>Eu aqui. O começo é sempre complicado, cidade nova, tudo novo. Você não
>conhece nada... Cheguei no domingo, me tranquei no quarto do hotel e liguei
>o ar. Só saí segunda pra ir trabalhar. O calor assustou no começo. Na terça
>da primeira semana, aprendi qual ônibus pegar para ir trabalhar e qual
>pegar para ir ao Shopping. Tranqüilo. Na segunda semana tava de boa aqui.
>Com 10 dias meu pai chegou com meu carro e aí, foi só partir pro abraço.
>Hoje ando tudo aqui. Vou pra qquer lugar. Claro que ainda falta conhecer
>MUITA coisa da cidade, como onde tem armarinho, onde é os botequinhos pé de
>cachorro, essas coisas que a gente só aprende com o tempo. Mas, serei muito
>sincero, você não tem idéia de como essa mudança fez bem pra mim. Estou
>tranqüilo, feliz, MUITO MENOS estressado... E gostei daqui. Uma pena ser
>tão longe de Vitória, porque queria mostrar pra todo mundo as coisas legais
>daqui. Outra vida, em outro lugar, mas no mesmo país. O Brasil é doido
>demais por causa dessas distâncias malucas e das diferenças de um lugar pra
>outro. Agora quero ir morar no nordeste e no sul. Recife e Poa,
>respectivamente. Vamos ver quando. Sair de casa, mudar tão totalmente de
>lugar dá uma sensação de liberdade incrível. Você percebe que ir e vir é
>simples e nada complicado. A vida é muito curta pra gente se prender em um
>só lugar, cara.
>A gente tem essa facilidade de não ter filhos, de só ter que se cuidar...
>Eu resolvi virar nômade total. Hehehe
>
>Vamos voltar para Cuiabá. A cidade tem muito de Vitória. É capital, mas não
>Capital. Como Vitória. Tem seus shoppings, seus bares, suas lojas. Mas
>ainda tem aquele arzinho de interior. Afinal, é Mato Grosso, né... Muito
>sertanejo, muito agronegócio, muito peixe... A cidade em si é mais
>espalhada, e tem uma cidade vizinha que é praticamente a Vila Velha daqui.
>Mas sem pedágio na ponte, e com a ponte beeeeem menor. Ela só passa por
>cima do Rio Cuiabá e não da Baía de Vitória. Essas duas cidades juntas
>(Cuiabá e Várzea Grande)devem ter quase o dobro de Vitória.
>Estou enturmado com o pessoal do trabalho (o povo é muito hospitaleiro).
>Saio de vez em quando e às vezes saio sozinho mesmo. Na cara dura, pego
>minha cerveja olho ao redor e já vou chegando com o papo de “Oi, aqui é
>sempre assim? É que sou de fora...”
>Pronto, sempre arrumo alguém pra conversar. Heheheh
>
>O nível do trabalho aqui é mais baixo que em Vitória (quer dizer, que na
>MP). Mas isso é até bom. Dou umas idéias malucas aqui e o pessoal gosta. O
>cliente não aprova, mas o pessoal da agência acha legal. To mostrando
>serviço, e isso é o que importa. Só faço campanha filé, então, to afim de
>pegar todos os prêmios do ano que vem daqui. Não deve ser difícil e ia ser
>do caralho, pro pessoal perceber que valeu a pena me trazer e ainda pra
>aumentarem meu salário!
>
>A grana que tiro aqui ta boa. Dá pra manter o nível de Vitória tranqüilo e
>se bobear ainda salvar um tanto todo mês. Coisa q aí não rolava. Dependendo
>do moral que eu ganhe aqui, de aumento de salário e tal, penso em ficar até
>um pouquinho mais.
>De qualquer forma, a pressão é MUITO menor e dá pra sair no horário
>tranqüilo. Que aqui é as 6 da tarde. Quando dá oito horas já to em casa faz
>um tempão. Qualidade de vida. Foda.
>
>Que mais?
>
>Ah, estou jogando basquete 2 vezes por semana. Tudo bem que começamos
>agora, mas não vamos deixar isso acabar. Vou começar a malhar no Sesc (na
>minha carteira, recebo salário de comerciário, posso ser sócio do SESC. E
>aqui tem o SESC PANTANAL que é foda de lindo. [http://www.sescpantanal.com.br)]www.sescpantanal.com.br).
>Fechei a boca legal. Fritura, gordura, colesterol não fazem mais parte do
>meu cardápio. Dei uma bela secada, mas a barriga não some de jeito nenhum,
>mesmo porque parar de tomar cerveja eu não vou! Hahah
>A comida aqui é muito baseada na mandioca. Tem todo dia em todo restaurante
>e acompanha todos os pratos, até mesmo a feijoada. A farinha daqui é bem
>diferente e MUITO melhor. Peixe, só de rio. Pacu e Pintado são os mais
>comidos. Tem a pirapitanga também, mas essa eu ainda não provei. Tem uns
>rodízios de peixe em uns restaurantes flutuantes na beira do rio que são
>massa. Não fui ainda, mas o clima é show. Caldinho de feijão é distribuído
>em alguns bares como um agrado. De graça mesmo. E a cerveja, assim como as
>coisas no supermercado são um pouco mais caras.
>O sotaque me assustou no começo. O erre deles é muito puxado, tipo interior
>de São Paulo. Porrrrrta, interiorrrrrrrr, licorrrrrr....hahhahah Mas a
>gente se acostuma. Eu me acostumei. Só não posso começarrrrrr a falarrrrrr
>assim. Eles falam bem rápido também, as vezes é embolado e difícil de
>entender.
>
>Meu ap fica bem perto da agencia, 1 km, mais ou menos. Do lado do shopping,
>perto de supermercado... bem tranqüilo. To no 9° andar, três quartos.
>Fechamos uma mudança pra cá por 1500 paus. De graça, já que tinha gente
>cobrando 10 pratas. Na verdade, todo mundo meio que cobrava esses 10 paus.
>
>Hum...
>
>Ah, claro. Tem a chapada dos Guimarães que é um tapa. Muito perto, 60 km. E
>é lindíssimo lá. Tem uma cidade chamada chapada dos Guimarães, que é bem
>gostosinha, estilo Tiradentes, com umas lojinhas legais, achei parecido com
>Búzios (guardada as devidas proporções) Sem falar da paisagem que é um
>desbunde. Aí da cidade a gente anda um pouquinho e já tá no Parque Nacional
>da Chapada Dos Guimarães. De lá tem um monte de trilhas pra se fazer,
>encontrar umas cachoeiras, tomar banho. O engraçado é que a vegetação é de
>cerrado. Total livro de geografia mesmo. Árvores espaçadas e retorcidas.
>Hehehe
>
>Enfim, estou adaptado já. Agora só falta vcs aqui pra conhecer.
>abrás
>Taylor
segunda-feira, julho 13, 2026
Family tree
REGISTRO HISTÓRICO FAMILIAR: DA ARISTOCRACIA BRITÂNICA AOS PIONEIROS DO FUTEBOL BRASILEIRO
Uma narrativa heráldica e cronológica das famílias Cradock/Craddock, Taylor e Quincey.
CAPÍTULO 1: A ORIGEM EM NORTH YORKSHIRE – HARTFORTH HALL
As raízes mais antigas da árvore familiar encontram-se nos campos de Richmond, em North Yorkshire, Inglaterra. Durante séculos, o sobrenome foi grafado como Cradock. Os membros da família eram proprietários de terras, políticos e oficiais militares de grande prestígio, cuja sede ancestral era Hartforth Hall, uma imponente mansão de campo georgiana construída em 1744 [INDEX].
O "Castelo" de Yorkshire: Com um imponente arco de pedra do século XV [INDEX] e os brasões de armas esculpidos na propriedade, a arquitetura de Hartforth Hall é a fonte direta das memórias transmitidas entre as gerações da família sobre um "castelo" inglês.
O Primo Ilustre: Entre os nascidos na propriedade destaca-se o primo contemporâneo de seu bisavô, o Contra-Almirante Sir Christopher Cradock (1862–1914) [INDEX], um herói naval britânico que faleceu em combate comandando a frota na Batalha de Coronel, na costa da América do Sul, durante a Primeira Guerra Mundial [INDEX].
A Mudança para Londres
Em meados do século XIX, as leis inglesas de primogenitura ditavam que apenas o filho homem mais velho herdava as propriedades e terras da família. Os filhos mais novos precisavam buscar seus próprios caminhos. Seu ancestral William Craddock (nascido c. 1830) mudou-se para a capital e alterou ligeiramente a grafia do sobrenome para Craddock (adicionando um segundo "d") para estabelecer-se no comércio de Greenwich, Londres — o coração do transporte marítimo do Império Britânico.
CAPÍTULO 2: A IMIGRAÇÃO CRADDOCK PARA O BRASIL
Em Londres, o filho de William, Edward Henry Craddock (1861–1925), consolidou-se no comércio internacional e casou-se com Elsie Gurney Cooper, descendente da influente família Gurney (uma renomada linhagem de banqueiros e armadores ingleses). O filho do casal, Edward Dudley Craddock (nascido em 10 de novembro de 1890, em Greenwich), cresceu imerso nas redes de comércio marítimo de Londres.
A Jornada Transatlântica:
Atraído pela forte expansão portuária e comercial, Edward Dudley imigrou para a próspera cidade de Salvador, Bahia, Brasil.
Uma Perda Trágica:
Em 22 de maio de 1915, Edward Dudley casou-se com Mabel Claudia Field na Bahia. Eles tiveram o primeiro filho, George Dudley Craddock, em 1916. Tragicamente, Mabel faleceu em 1921, logo após o nascimento da filha caçula, sua avó Margaret Frances Craddock.
O Filho que Ficou na Inglaterra:
Após a perda da mãe, o jovem George Dudley Craddock foi enviado de volta à Inglaterra para estudar. Quando Edward Dudley decidiu radicar-se definitivamente em Salvador na década de 1934, George permaneceu na Inglaterra administrando os espólios e fundos financeiros restantes da família.
Para os ramos que cresceram no Brasil, George ficou guardado na memória como o herdeiro que "ficou cuidando dos bens e do castelo".
CAPÍTULO 3: OS PIONEIROS TAYLOR E A GLÓRIA NO FLUMINENSE FC
Enquanto os Craddock se estabeleciam na Bahia, outra família britânica escrevia os primeiros capítulos da história esportiva do Rio de Janeiro. Seu bisavô, John Albert Quincey Taylor (conhecido no Brasil como J.A. Quincey Taylor), nasceu em Wellingborough, Northamptonshire, em 1881.
As Raízes em Northamptonshire
A Linhagem Taylor:
O pai de J.A. Quincey Taylor, John Albert Taylor (n. 1850), pertencia a uma linhagem de dedicados cordwainers (mestres sapateiros e acabadores de couro) de Wellingborough, região que era a capital mundial de calçados na era vitoriana.
A Linhagem Quincey:
Sua mãe, Elizabeth Quincey (n. 1853), trazia um sobrenome histórico que remontava aos antigos barões normandos (de Quincy) na Inglaterra, célebres por estarem entre os signatários da Magna Carta em 1215.
Uma Lenda no Futebol Carioca
Rompendo com a tradição artesanal de couro da família, J.A. Quincey Taylor estudou os novos métodos britânicos de educação física e atletismo. Por volta de 1910, foi contratado para mudar-se para o Rio de Janeiro como professor chefe de esportes no prestigiado colégio Ginásio Anglo-Brasileiro, fixando residência no Vidigal.P
or seus métodos inovadores, foi convidado pelo Fluminense Football Club, tornando-se um dos técnicos mais vitoriosos da fase pioneira do futebol brasileiro:Comandou o Fluminense em 122 partidas oficiais em duas eras distintas (1917–1918 e 1934–1936).Liderou o tricolor das Laranjeiras na conquista do histórico Bicampeonato Carioca de 1917 e 1918.
Foi o responsável direto por trazer para o Fluminense o atacante inglês Henry Welfare (ex-jogador do Liverpool FC), que havia recrutado para ser professor de geografia em sua escola, criando a linha de ataque mais avassaladora do futebol amador da época.
CAPÍTULO 4: A UNIÃO DAS FAMÍLIAS NO RIO DE JANEIRO
A geração seguinte uniu essas duas grandes trajetórias britânicas. O filho do treinador, George Taylor, criado nos círculos cosmopolitas e esportivos da colônia inglesa no Rio, conheceu a jovem Margaret Frances Craddock (filha de Edward Dudley), que havia descido da Bahia para o Rio de Janeiro.
George Taylor e Margaret Frances Craddock casaram-se e criaram seus filhos mantendo vivas as tradições e nomes clássicos de sua herança anglo-brasileira.
A Fraternidade Taylor (Os Filhos de George e Margaret)
Esta geração cresceu no Rio de Janeiro, preservando em suas certidões a fusão total das linhagens de Yorkshire (Cradock) e Northamptonshire (Taylor/Quincey):
Evelyn Margaret Taylor: A filha mais velha, cujo nome homenageava a linhagem materna e as ramificações tradicionais da comunidade britânica local.
Eileen Claudia Taylor: Segunda filha do casal, que recebeu o nome "Claudia" em tributo direto à sua falecida avó paterna/materna de Salvador (Mabel Claudia Field).
Roy Edward Taylor: O único filho homem, cujo nome do meio, Edward, foi escolhido especificamente para perpetuar o nome de seu avô (Edward Dudley) e de seu bisavô (Edward Henry), mantendo os laços com os pioneiros de Greenwich e de Hartforth Hall.
Maureen Taylor: a caçula da fraternidade, que cresceu carregando este legado histórico repleto de heróis navais, grandes propriedades inglesas e as arquibancadas históricas das Laranjeiras.
Pronto
De volta com IA e tudo. Tudo é novo, até preciso me acostumar a usar os acentos novamente.
Vou escrever, vou fazer filmes (sim, filmes), vou roteirizar, e vou virar produtor cultural. Quero, e estou pronto.
Próximo passo antes de entrar na política e ser o Secretário de Cultura dqui. Aguardem e confiram daqui uns anos.
Isso se não cansar e de repente, voltar a morar fora.
hahahahah
shrug pra vida
segunda-feira, julho 06, 2026
Bem-vindo acentos. É muito bom tê-los de volta. É muito bom tê-los de volta (se você está lendo isso). Sou outro, hoje. Estou sozinho em casa, escrevendo como não fazia a alguns anos.
A pandemia acabou, a vida voltou ao normal, saí da Europa e faz 6 meses dou as caras no Brazil. Estou mais bronzeado, mais fudido e mais ixperto. A volta quase nunca é fácil. Mas a volta traz situações que simplesmente não eram possíveis em outras realidades.
Amigos, família, praia, impostos... Estou aqui, acho que para ficar. E estou falando de tudo isso!
terça-feira, agosto 05, 2025
sexta-feira, janeiro 06, 2023
Feliz 2023
domingo, julho 10, 2022
às vezes é foda
terça-feira, agosto 10, 2021
quarta-feira, junho 09, 2021
sexta-feira, maio 21, 2021
sábado, maio 08, 2021
sexta-feira, maio 07, 2021
domingo, abril 25, 2021
segunda-feira, abril 05, 2021
terça-feira, março 23, 2021
sábado, março 20, 2021
sexta-feira, março 19, 2021
quinta-feira, março 18, 2021
terça-feira, março 16, 2021
sábado, março 06, 2021
sexta-feira, março 05, 2021
sábado, fevereiro 20, 2021
e o vazio vem rompendo camada por camada...
Finjo sorrir. Ando pelas ruas como se nada passasse ou como se nada sentisse. Ainda assim a dor me acompanha, escondida pelas sombras, pronta a me surpreender em uma viela sem som ou luz.
Hoje disse não à esperança nutrida. Mandei devolver meu dinheiro. E fiquei olhando no mapa, tentando entender onde deveria estar, onde meu coração quer que vá...
e já não sei, já não sei.
O vazio aparece e sorri, despretensioso. Tento espantá-lo, com mensagens e autoenganos. Estou presente, digo para mim mesmo, estou aqui e me veem. Mas sei que é mentira e sou invisível. Insentido. Um vazio.
Não existo e sigo. Sem pensar.
sexta-feira, fevereiro 19, 2021
Pras Catarinas
“Dear Catherine,
I’ve been sitting here thinking about all the things I wanted to apologize to you for. All the pain we caused each other. Everything I put on you. Everything I needed you to be or needed you to say. I’m sorry for that. I’ll always love you ‘cause we grew up together and you helped make me who I am. I just wanted you to know there will be a piece of you in me always, and I’m grateful for that. Whatever someone you become, and wherever you are in the world, I’m sending you love. You’re my friend to the end.
Love, Theodore.”
terça-feira, fevereiro 16, 2021
O blogger mobile mudou. Ou agora está mobile. Delícia de UI, vou até escrever mais. Se sobreviver a isso tudo.
Acho que a pandemia, mortes por todo lado, desinformação, a falta de perspectiva de voltar a ter uma vida, lockdown, trabalho de casa, tudo isso e um tanto mais, pesaram em mim como poucas coisas o fizeram nesses 44 e cacetada de vida.
Eu olho pra frente e não vejo nada. Eu tento sorrir e sonhar, mas só me pego sobrevivendo, dia após dia. Sem sentidos, sem encontrar sentido. Seguindo, por seguir.
A vida é assim mesmo, né? Então, pra que viver? Preciso achar algum brilho em o que quer que seja, antes que seja tarde demais e a noite apague todo e qualquer brilho...
terça-feira, julho 14, 2020
Ontem tive meu tremendo episodio de hay fever. Olhos lacrimejando, garganta arranhando, nariz escorrendo, ate fraqueza senti...
E a falta de ar foi psicologica, obvio. Ansiedade
Na minha cabeca comecei a me despedir do mundo e quis contar algumas historias antes de morrer pelo covid que nao tinha. Historias de shows, perrengues, coisas engracadas, memorias que sao so minhas e, de verdade, nao fazem sentido a maioria das pessoas.
Mas nao fiz nada, nai escrevi aqui, nao gravei podcast ou o que quer que fosse...
Ai nao morri, acordei melhor e sem alergia e resolvi escrever. Ainda nao sao as historias ou os perrengues, mas eles virao.
Isso se ja nao estiverem aqui descritos. Mas acho bem dificil, sou um relapso em manter esse blog ativo e operante.
Sera que consigo? Prometo tentar
sexta-feira, julho 10, 2020
qual o meu sentido da vida?
Ontem assisti ao documentário sobre a vida do Epstein, o milionário predador sexual que abusou de centenas de menores em suas mansões e até mesmo em sua ilha particular, seu pequeno país onde sua pavra era a lei.
Acho que eu sou meu pequeno país, mas nem em mim minha palavra é lei.
O sentido da vida são os outros, basicamente. Ser o melhor pra eles, talvez criar a melhor personagem para cada situação, a ponto de não saber mais se sou o Luis, o Fernando, o Taylor ou o Carvalho.
Ou sou todos eles.
O sentido da vida é conhecer tudo. Sentir tudo. Provar tudo. Ver e visitar tudo.
Em determinado momento, era ouvir todas as canções. Provavelmente para recuperar os anos perdidos morando em uma cidade desconectada do mundo... Comprei muita música, fiz download de milhares de discos.
E de tanto consumir, acabei só, numa caixa onde apenas ressoo comigo mesmo. Cercado de vazio.
Estaria o sentido fora de mim? Na religião? Na caridade e benfeitoria?
Ou seriam essas apenas faces essenciais do sentido de todos os seres viventes?
Onde foi que me perdi?
Tantas respostas, sem perguntas.
O sentido é hoje. É começar sempre, de novo e novamente. Sem parar para pensar.
Sem penar.
Amanhã nunca chegará. Mas continuaremos andando em direção a ele até o final de nossas míseras vidas
segunda-feira, junho 29, 2020
Como assim? Nao posso passar um ano sem escrever aqui.
Nao posso esquecer desse espaco que fara, CARALHO, vinte anos em 2021
parei pra pensar, seria melhor deixar o blog pra la?
Nada disso...
Vamos que vamos. Prometo escrever mais coisas aqui. Estou melhor, acho.
:)
quinta-feira, dezembro 26, 2019
Equatorial.
Somos, latinos, um povo unido pelo estado geográfico de direito, pelos abraços, pelo afeto que demonstramos com orgulho, pelo sol e pela areia nos pés. Pela falta de tecido cobrindo o corpo, pelo suor e pelas frutas suculentas e abundantes. Pelo som que criamos e que embalam gerações, em folias por todo o mundo.
Sou quente, caliente, da floresta, do mar, da manga, sou daí, não daqui. E ainda assim, aqui estou.
E passei aqui, no frio, comendo comidas de frio. Ok, mentira, comi farofa e o tempo nem está tão mal. Em torno dos 10°.
Escrevi, uns posts atrás, desesperado. Estive mal. Como poucas vezes estive. Todas as minhas forças se foram e nada fazia mais sentido. Ficava deitado e só tinha pena de mim. Pensei em suicídio milhares de vezes. Era como o único conforto que tinha. Pensar em me matar. Agradeço por não ter uma arma em casa.
Entendi que a situação na qual estava não era fácil de sair. Precisava de ajuda. Busquei ajuda, tratei-me, construí resiliência, coloquei as mãos novamente no volante e voltei a manejar meus rumos.
Mas sumi. O ano está acabando, mais um, e não tenho vontade de mandar mensagens para ninguém. Não mandei Feliz Natal pra ninguém (se vc recebeu um, parabéns vc é alguém realmente importante). E provavelmente continuarei nessa solidão em vida, numa megalópole, até que alguém se aproxime.
