Tenho um arrependimento grande na vida: ter apagado um blog de anos com a apertar de um botão. Talvez tenha sido para melhor já que o blog foi feito na época mais complicada da minha vida (será?). Mas deep down eu bem que queria reler as minhas desventuras e rir daquilo tudo. Ah, como é bom envelhecer-pelo menos por isso.
Até nunca mais Day After. Long live the king with the absent soul.
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
quarta-feira, fevereiro 20, 2019
terça-feira, janeiro 08, 2019
2019
Feliz 2019.
Dia 8 de janeiro e, pela primeira vez, melancólico.
Escuto uma música meio bonita, meio para baixo e venho escrever. Gosto.
Quais as suas resoluções de ano novo? Você ainda crê nisso?
Vou escrever na porta do meu armário tudo o que quero para este ano. O que quero de mim.
Dinheiro no final do mês, viagens, shows e, claro, ser mais feliz e grato.
E quero dar presentes, quero amigos, quero abraço e beijo na boca. Saúde, claro.
E Liverpool campeão. :)
Dia 8 de janeiro e, pela primeira vez, melancólico.
Escuto uma música meio bonita, meio para baixo e venho escrever. Gosto.
Quais as suas resoluções de ano novo? Você ainda crê nisso?
Vou escrever na porta do meu armário tudo o que quero para este ano. O que quero de mim.
Dinheiro no final do mês, viagens, shows e, claro, ser mais feliz e grato.
E quero dar presentes, quero amigos, quero abraço e beijo na boca. Saúde, claro.
E Liverpool campeão. :)
quinta-feira, dezembro 27, 2018
acordei com o despertador. Comi uma torta de maçã e bebi uma xícara de café.
essa é a sentença, sem tirar nem por. A interpretação fica a cargo do leitor. Em tempos de rede social, onde as vidas sao mostradas com filtros de maravilhosidade e indiferença segura, mas vistas e julgadas com lupas da verdade, um simples café da manhã vira um statement de superioridade.
Tudo aqui é mais saboroso do que parece, a vida é uma viagem digna de cinema e a rotina masaacrante é diluída nas frustações inexistentes do próximo perfil. Rola, rola, rola a tela. Insira, expira, respira.
Crio a minha torta de maçã, roubo a sua vida por uns instantes, vivo sua rotina perfeita, com seus filgos maravilhosos, suas férias felizes no exterior, seu amor mais que perfeito entre milhares de sorrisos...
Essa rápida viagem, exercício puro de criatividade, mas sem um pingo de empatia, acaba de supetão. Volto à realidade pueril e secular da minha vida - mas queria ser o herói que vejo na tela, queria mesmo ser você.
A minha torta parece agora um tapa na sua cara. Você não comeu torta de maçã, você não tomou café da manhã, você saiu correndo para não chegar atrasado no trabalho...
Como pude ter a ousadia, sim, de comer uma torta com café de manhã quando a situação do Brasil é caótica? Qual o motivo de dividir essa casualidade se não demonstrar superioridade? Onde posso achar uma torta de maçã no Brasil, ah claro, ele ainda falou nas entrelinhas que mora em Londres...
HOW DARE YOU?
Saí atrasado para o trabalho, pensando se postava ou não, e no meio do caminho a combinação torta com café virou uma azia. Bem-vindo à vida real.
essa é a sentença, sem tirar nem por. A interpretação fica a cargo do leitor. Em tempos de rede social, onde as vidas sao mostradas com filtros de maravilhosidade e indiferença segura, mas vistas e julgadas com lupas da verdade, um simples café da manhã vira um statement de superioridade.
Tudo aqui é mais saboroso do que parece, a vida é uma viagem digna de cinema e a rotina masaacrante é diluída nas frustações inexistentes do próximo perfil. Rola, rola, rola a tela. Insira, expira, respira.
Crio a minha torta de maçã, roubo a sua vida por uns instantes, vivo sua rotina perfeita, com seus filgos maravilhosos, suas férias felizes no exterior, seu amor mais que perfeito entre milhares de sorrisos...
Essa rápida viagem, exercício puro de criatividade, mas sem um pingo de empatia, acaba de supetão. Volto à realidade pueril e secular da minha vida - mas queria ser o herói que vejo na tela, queria mesmo ser você.
A minha torta parece agora um tapa na sua cara. Você não comeu torta de maçã, você não tomou café da manhã, você saiu correndo para não chegar atrasado no trabalho...
Como pude ter a ousadia, sim, de comer uma torta com café de manhã quando a situação do Brasil é caótica? Qual o motivo de dividir essa casualidade se não demonstrar superioridade? Onde posso achar uma torta de maçã no Brasil, ah claro, ele ainda falou nas entrelinhas que mora em Londres...
HOW DARE YOU?
Saí atrasado para o trabalho, pensando se postava ou não, e no meio do caminho a combinação torta com café virou uma azia. Bem-vindo à vida real.
Está virando tradição. Nas férias ("férias") de Natal, vamos sempre na emergência do hospital aqui perto de casa. Em 2017 foi a Ju com crise na vesícula - retirada em Janeiro de 2018.
Dessa vez fui eu com a dor no lado esquerdo do abdômen voltaram e a Ju com dor no ombro. Remédios para os dois e um alívio tremendo quando o médico disse que minha dor devia ser de uma pequena úlcera.
Omeprazol 2x ao dia e Gaviscon. E não é que a dor diminuiu dias depois e agora é só uma lembrança?
Dessa vez fui eu com a dor no lado esquerdo do abdômen voltaram e a Ju com dor no ombro. Remédios para os dois e um alívio tremendo quando o médico disse que minha dor devia ser de uma pequena úlcera.
Omeprazol 2x ao dia e Gaviscon. E não é que a dor diminuiu dias depois e agora é só uma lembrança?
sexta-feira, setembro 28, 2018
Já faz umas semanas que meu abdômen começou a queimar. Diferente de quando tenho azia e sinto na boca do estômago, subindo, agora a queimação é persistente e do lado esquerdo bem abaixo da costela. E não passa. Já até acordei de madrugada com esse desconforto, de tão desconfortável que é.
Fui ao médico, Omeprazol. Volto a tomar o remédio que tomo já faz uns 20 anos. Devia tet operado a hérnia de hiato quando era jovem. Meu estômago é fudido, eu sei. Sempre soube. Mas dessa vez parece que o negócio descambou mesmo. o famoso deu merda. tô tentando marcar uma endoscopia e tá difícil.
Veremos...
Fui ao médico, Omeprazol. Volto a tomar o remédio que tomo já faz uns 20 anos. Devia tet operado a hérnia de hiato quando era jovem. Meu estômago é fudido, eu sei. Sempre soube. Mas dessa vez parece que o negócio descambou mesmo. o famoso deu merda. tô tentando marcar uma endoscopia e tá difícil.
Veremos...
quinta-feira, setembro 27, 2018
Já ouvi muita música na minha vida, MUITA mesmo.
Hoje, a maioria das coisas novas não são interessantes o suficiente ou inovadoras o suficiente para se destacarem no meio do tsunami de coisas que temos à disposição em stremings, youtube, e outras plataformas onde a música é commoditie.
Dito isso, uma música que curti agora e vou esquecer daqui 2 minutos.
Hoje, a maioria das coisas novas não são interessantes o suficiente ou inovadoras o suficiente para se destacarem no meio do tsunami de coisas que temos à disposição em stremings, youtube, e outras plataformas onde a música é commoditie.
Dito isso, uma música que curti agora e vou esquecer daqui 2 minutos.
sexta-feira, junho 08, 2018
Bourdain se fué.
No trabalho gente que nem tinha ouvido falar dele. Muitos, Todos?
Parece quando fiquei em choque pela morte do Bowie por uns bons 15 minutos e as pessoas sem entender o porquê.
Vai se indo, até não fazer mesmo mais parte da atualidade. E sofrer com perdas que só fazem sentido em sua mente.
triste.
No trabalho gente que nem tinha ouvido falar dele. Muitos, Todos?
Parece quando fiquei em choque pela morte do Bowie por uns bons 15 minutos e as pessoas sem entender o porquê.
Vai se indo, até não fazer mesmo mais parte da atualidade. E sofrer com perdas que só fazem sentido em sua mente.
triste.
sexta-feira, maio 11, 2018
!!!Música!!!
Depois de muito tempo, música no blog!!!
Bandinhas que estão aparecendo com belos álbus de estreia
A primeira é Shame
Seu disco é Songs of Praise e foi lançado em 12 de Janeiro de 2018
Com uma levada post-punk e muita energia no palco, eles já estão tocando - como headliners - em casas de shows consideradas grandes (e já estão presentes em muitos festivais deste ano!)
Prove e aprove, Concrete ao vivo na rádio KEXP
****
A outra é IDLES, bem mais punk - levada da breca, a tal da banda!
O disco é de 2017, mas música boa nunca fica velha. Na agressividade lembram um pouco Slaves. No entanto, o Slaves tem uma pegada mais comercializável. O IDLES é só feio e sujo e pesado.
E fez um clipe só de cueca, olha só! curte aí e dá um escarrada no chão!
Depois de muito tempo, música no blog!!!
Bandinhas que estão aparecendo com belos álbus de estreia
A primeira é Shame
Seu disco é Songs of Praise e foi lançado em 12 de Janeiro de 2018
Com uma levada post-punk e muita energia no palco, eles já estão tocando - como headliners - em casas de shows consideradas grandes (e já estão presentes em muitos festivais deste ano!)
Prove e aprove, Concrete ao vivo na rádio KEXP
****
A outra é IDLES, bem mais punk - levada da breca, a tal da banda!
O disco é de 2017, mas música boa nunca fica velha. Na agressividade lembram um pouco Slaves. No entanto, o Slaves tem uma pegada mais comercializável. O IDLES é só feio e sujo e pesado.
E fez um clipe só de cueca, olha só! curte aí e dá um escarrada no chão!
Quando eu voltar pro Brasil / se eu voltar pro Brasil vou para uma cidadezinha do interior. Nao quero saber de carro, correria, metro, engarrafamento, vida bandida e o escambau.
Vou me esconder no meio do nada, assinar uma internet e curtir minha brahma gelada com torresmo ouvindo as novidades do Spotify.
Vou me esconder no meio do nada, assinar uma internet e curtir minha brahma gelada com torresmo ouvindo as novidades do Spotify.
sexta-feira, março 30, 2018
Oi você.
Tenho mil idéias passando pela cabeça aqui.
Calor do momento, basicamente, desde que meu avô morreu (hoje ele será cremado às 14.30 de Brasília - 14.30 do Rio de Janeiro).
Por falar em Rio, deixa eu reclamar um pouco aqui, para ser repetitivo.
Que mundo é esse em que vivemos, onde para se sentir seguro e ter uma vidinha mais ou menos você é obrigado a sair de sua cidade, de seu país?
Por que é preciso deixar pra trás lembranças, amizades, toda a sua família, sua cultura materna, suas influências e referências, para viver em paz?
Saí do Brasil pela aventura, não minto. Foi como ir para Cuiabá de novo. Uma aventura para colocar na pastinha de vivências - não quero riquezas, quero viver de experiências. Não me prendo mais em consumismos desnecessários. Inclusive, trabalho pra pagar as contas e viajar (como as contas se empilham em cima da mesa e os credores batem na porta dia sim, dia sim, não viajo mais.
Enfim...
Sinto saudades do meu país, da minha língua. Não escrevo, pois tenho uma preguiça encarniçada de escrever. Macunaímica, diria. Amo escrever e por mais que meus contos tenham sido sempre criticados por serem "não profissionais", meu blog continua a me receber de braços abertos.
E, muito de vez em quando, quando a coisa aperta aqui, descarrego tudo nessas páginas em branco, de onde nada sairá. Existem muitas coisas que não devem ser publicadas na rede do tio Z.
Inclusive, lá, só fotos e links de música. Ah, o brasil e o facebook, que duplinha! É lá onde ideologia política é confundida com caráter... veio-me esta frase. postei. sei dos meus leitores (vcs existem?).
Volto, nessa montanha-russa de palavras, a falar dos meus. De mim.
Saí do Brasil. Imigrante. Aportei em vários países e ainda não achei meu porto seguro. Vem na lembrança meus antepassados. Todos eles imigrantes. Todos tiveram que sair de seus países, ou saíram pela aventura, quem saberá?, e passaram a viver em outra realidade - para sempre separados de suas próprias famílias, amigos, raízes. Eu sou um retorno, como eles, morrerei imigrante, longe de todos.
Serei enterrado em terras estranhas e virarei cinzas, como meu avô em algumas horas, que serão jogadas por aí. Pelo Velho Continente? Nas Américas? Um pouquinho em cada cidade onde vivi?
Sou isso, um desterrado ainda sem saber onde pousar.
Tenho mil idéias passando pela cabeça aqui.
Calor do momento, basicamente, desde que meu avô morreu (hoje ele será cremado às 14.30 de Brasília - 14.30 do Rio de Janeiro).
Por falar em Rio, deixa eu reclamar um pouco aqui, para ser repetitivo.
Que mundo é esse em que vivemos, onde para se sentir seguro e ter uma vidinha mais ou menos você é obrigado a sair de sua cidade, de seu país?
Por que é preciso deixar pra trás lembranças, amizades, toda a sua família, sua cultura materna, suas influências e referências, para viver em paz?
Saí do Brasil pela aventura, não minto. Foi como ir para Cuiabá de novo. Uma aventura para colocar na pastinha de vivências - não quero riquezas, quero viver de experiências. Não me prendo mais em consumismos desnecessários. Inclusive, trabalho pra pagar as contas e viajar (como as contas se empilham em cima da mesa e os credores batem na porta dia sim, dia sim, não viajo mais.
Enfim...
Sinto saudades do meu país, da minha língua. Não escrevo, pois tenho uma preguiça encarniçada de escrever. Macunaímica, diria. Amo escrever e por mais que meus contos tenham sido sempre criticados por serem "não profissionais", meu blog continua a me receber de braços abertos.
E, muito de vez em quando, quando a coisa aperta aqui, descarrego tudo nessas páginas em branco, de onde nada sairá. Existem muitas coisas que não devem ser publicadas na rede do tio Z.
Inclusive, lá, só fotos e links de música. Ah, o brasil e o facebook, que duplinha! É lá onde ideologia política é confundida com caráter... veio-me esta frase. postei. sei dos meus leitores (vcs existem?).
Volto, nessa montanha-russa de palavras, a falar dos meus. De mim.
Saí do Brasil. Imigrante. Aportei em vários países e ainda não achei meu porto seguro. Vem na lembrança meus antepassados. Todos eles imigrantes. Todos tiveram que sair de seus países, ou saíram pela aventura, quem saberá?, e passaram a viver em outra realidade - para sempre separados de suas próprias famílias, amigos, raízes. Eu sou um retorno, como eles, morrerei imigrante, longe de todos.
Serei enterrado em terras estranhas e virarei cinzas, como meu avô em algumas horas, que serão jogadas por aí. Pelo Velho Continente? Nas Américas? Um pouquinho em cada cidade onde vivi?
Sou isso, um desterrado ainda sem saber onde pousar.
quinta-feira, novembro 16, 2017
“ Béli, esse é meu nome.
Ninguém =inda conseguiu me convencer que meus pais não estavam bêbados quando puseram esse =ome em mim.
Coluna no London Burning sobre o Festival Dia D, em 2001
O Dia D ficou marcado na história mundial como o dia da Invasão =os Aliados na Normandia. Mas aqui em Vitória, capital do esquecido Espírito =anto, faz três anos que Dia D significa outra coisa. Ele agora é o nome dado =o maior Festival de Música Capixaba do mundo. São 14 horas de festival, =om bandas para todos os gostos e mais do que isso, espaço para artistas, =oetas, performers e DJs. Com um detalhe, todos têm que ser da terrinha. =/P>
Esse ano, a produção montou toda a estrutura necessária para = festival receber as 20.000 pessoas previstas, e o evento aconteceu da forma =ais tranquila possível, sem confusões. As pessoas se dividiam entre os =inco palcos (Vitória, Muqueca, Capixaba, Expressões, Artes), as =arraquinhas de comida e bebida, a pista de skate e o paredão para escaladas. =fanismos à parte, o que vimos esse ano foi a consolidação da já consolidada =cena capixaba" de rock e reggae (uma pergunta que não quer calar: por que =urgem tantas bandas de reggae por aqui?). Algumas bandas prontas para =stourar, outras nem tanto, mas todas com o objetivo de mostrar (para quem =esmo?) que o Espírito Santo é mais do que um pedaço de terra separando o Rio =a Bahia. Os destaques do Festival ficaram por conta de bandas já "famosas" por =qui. As que mais se destacaram no festival foram:
O Manimal, tocando seu rockongo (o congo é um ritmo típico =o ES), mostrou a mesma competência de quem já fez vários shows pelo =rasil e Europa, inclusive abrindo para gente como Skank e Nando Reis. Boas canções =ops e outras mais no estilo mistureba. Vale a pena tentar ouvir seus dois =iscos.
Casaca. Misturando reggae com uma pitada de congo (ele de =ovo), fez um dos shows mais concorridos do festival, explicado pelos sete mil =iscos vendidos de seu primeiro disco independente, em apenas algumas =emanas. Atenção gravadoras...
Pé do Lixo. Dois discos lançados, vencedor de uma das =tapas do Ultrasom, antigo programa da MTV. Um show já conhecido dos =apixabas, com muita energia e boas músicas. Destaques para Terra Prometida e =assacre, levantando poeira. A apresentação contou com um desfile de moda, =om roupas feitas com material reciclado.
Lucy. Tocou seu repertório "Mutantes", capitaneados pela =oderosa voz de sua vocalista, Manuela (Rita Lee está de volta). Se você gosta =e Mutantes (por que só essa banda me vem a mente quando falo da Lucy?), se vire = consiga um disco, uma demo-tape, um mp3 deles. Você não vai se arrepender. =/P>
Lordose pra Leão, uma das bandas que tinha tudo para estourar = não o fez. Pena que, apesar das músicas serem do cacete, já cansaram um =ouco. Se você vai ouvir pela primeira vez, escute Homem-pássaro e a =ersão de Frevo Mulher do Zé Ramalho
Mukeka di Rato – Hardcore já conhecido por todo o =aís, que não conta com tanto reconhecimento local. Muito peso, barulho e ótima =resença de palco. A única ressalva é que é um tipo de som para adolescentes cheios =e hormônios em ebulição. Eu, sinceramente, já passei dessa fase.
O Dead Fish talvez fosse, dessas bandas, a com menos futuro =ela frente. Mas se a sinceridade já fez do Teenage Fanclub o que ele é =oje, porque não daria certo para os caras do Dead Fish? Eles acreditam no =om que fazem e por isso são tidos como uma das melhores bandas nacionais do =stilo punk-hardcore. Lançando o terceiro disco, Afasia, fizeram um show em =asa, com tudo de bom (e de ruim) que isso possa oferecer. Letras cheias de =ensagens, para nenhum fã de Bad Religion botar defeito. Um conselho: =onheçam.
Thor, uma banda de metal dos anos oitenta, se uniu mais de dez anos =epois para um único show, durante o Festival. Um do melhores shows da =oite. Fábio Boi, com passagens por bandas como Atomica e The Skulls, mostrou que =inda está em boa forma. Coisa que só as pessoas que acompanham seu novo =rojeto "Silence Means Death", conhecem. Gosto de saudade para uns, de =ovidade para outros (eu incluído) e a certeza de que música boa não tem =dade. Presenças na platéia de Gastão Moreira e Fábio Massari. (O que eles estavam =azendo aqui???)
Já que falei eles, não custa nada comentar o show mais pesado =a noite. O Silence Means Death, toca um thrash com algumas levadas hardcore que =á obteve críticas positiva em várias publicações especializadas tanto =o Brasil, quanto na Europa. Peso, melodia e tudo pra ser o que o Sepultura foi há =lguns anos atrás. Parece que chegou a vez deles.
As outras apresentações não chamaram atenção suficiente, =á que tiveram que brigar entre si pelo público, espalhado pelos cinco palcos =iferentes. Desse jeito, a tarefa mais difícil ficou para os espectadores. Ter que =scolher entre um ou outro artista, correndo de um lado para outro Uma tarefa =m pouco árdua para quem tinha nada mais do que 52 bandas para assistir.
O colunista está de férias
Antes de começar eu gostaria de pedir para vocês um pouco de =ompreensão. Se tiverem vontade de deixar de ler na metade do texto, continuem, =açam uma forcinha. Prometo que vou tentar fazer o melhor possível.
Começo mais uma vez a escrever para esse espaço concedido pelo =ono do portal e vejo que a empolgação inicial, a vontade de polemizar =oram se tornando um fardo. Começo a perceber o quão difícil é esse =ipo de trabalho. É duro sentar para escrever e não ter assuntos novos, experiências interessantes. Parar para pensar em outras saídas, outros caminhos =ara levá-los até a última linha do texto é um desafio. Poderia =almamente, fugir da responsabilidade e falar da calcinha da enfermeira (proibida) do =unk, do novo corte de cabelo do Ronnie Von ou mesmo do Silvio Santos =esfilando na Sapucaí. E ao invés disso tento colocar no ar questionamentos, =ndignações, pensamentos imperfeitos... Na verdade o meu grande problema é querer =olocar alguma coisa que valha a pena ser lida.
Não sei quantas pessoas gastam seu tempo lendo essas linhas, =sses parágrafos. Mas, mesmo que não sejam muitas, elas merecem a minha consideração. Por isso mando a minha contribuição direitinho, =entro do prazo, por mais chula que ela possa parecer. É estranho pensar que alguém =ue eu não conheça pode estar lendo e até refletindo sobre algo que escrevi. =alvez me mandando mentalmente ao raio que o parta, talvez se identificando com =lguma opinião. Pessoas, as quais nunca verei, me conhecendo por meio de =inhas palavras, desse tempo que passo em frente ao computador.
É difícil pensar que partes da minha vida não pertencem mais =ó a mim. Que minhas opiniões são um livro aberto (ou e-book, seguindo a nova =endência) para quem quer que acesse esse link.
Alguém, por acaso, pode visitar a página e vivenciar minha =emana cheia de problemas. Ou sentir a mesma alegria de ver meu time campeão. Não =reciso de psicólogo nem de divã. Freud não explica. Eu escrevo. Exorcizo =eus medos, divido minhas alegrias e sofrimentos com mais alguém. Vocês, para =er mais preciso.
****
Com-puta-dor
Tirei o dia para pensar em todos os benefícios que o computador =rouxe para a sociedade moderna. Informações correndo o mundo em segundos, =omplexos cálculos matemáticos feitos com a dificuldade de um 2+2, =ampeões de xadrez perdendo seus reinados, enfim, milhares de pequenas coisas que mudaram = ainda mudam cada um de nossos dias. Qualquer trabalhador minimamente =specializado precisa ter "conhecimento em informática" digitado em seu =urrículo, feito no computador. E com isso, passamos cada vez mais horas na frente do =icro.
É claro que também existem desvantagens. Tudo na vida (e no =niverso) é um jogo de dá e tira. Um mero pique de energia ou um problema de backup =odem levar horas, dias ou até meses de trabalho para o "céu dos =rquivos". Se bem que esse é o menor dos problemas. O pior ainda está por vir e do =eito que estamos, com certeza, um dia ele chegará. Talvez mais cedo do que =ocê pensa. Ou você acha que o computador tem esse nome à toa? Pensem bem: com =uta dor...
Digitar se tornou um martírio para as secretárias, para os =ornalistas, para os caixas do banco e para mais uma monte de profissões. E não =dianta tentar fugir. Se o trabalho não for feito na frente do computador, =ão há trabalho. Hoje, saudável é ser carregador de sacos de cimento ou =r morar numa fazendinha, com direito a amarelão e barriga d´água. Sinal dos =empos. Ao invés de nos preocuparmos (já na velhice) com o coração, =ulmão ou mesmo com a memória, temos que cuidar é da postura. Urgentemente.
E o com puta dor não trouxe só mudanças na área da saúde. =udou também a nossa língua. Muito mais até do que simplesmente adicionar termos =nócuos como deletar ou escanear. Ele está mudando a língua do dia a dia, =quela que a gente ouve nos balcões de bar, ou nas conversas de banco de praça. =xpressões que eram familiares aos nossos avós, hoje fazem parte do linguajar =heio de gíria da juventude. Tendinite, LER, artrite, fisioterapia viraram =arcas a serem consumidas e ostentadas, cheios de orgulho. É o fim. De =erdade. Meus dedos doem enquanto escrevo isso, não dá para continuar.
=P>**********************************************************************=/P>
Joey Ramone morreu de desgosto. O Punk virou moda, a revolta passou = ser vendida no shopping e as músicas viraram... bem, vocês viram o que =las se tornaram. A única saída foi, pacificamente, dizer adeus.
O cheiro
Estamos na era digital. Não poderia ter sido mais óbvio em minha primeira frase. Mas o que defendo hoje, nesse espaço, é a legitimidade da tentativa de milhares de pessoas, em todo o mundo, de viver a parte do mundo feito de códigos binários e impulsos elétricos. Não é porque temos acesso (será que temos?) ao maravilhoso mundo informatizado que temos que nos curvar perante ele, como leais súditos. Chegou a hora de questionar, de comparar, de começar a colocar no papel as vantagens e desvantagens de cada novidade e de seus antepassados do mundo real.
E-book X livro (de papel) - Além desse nome ser feio que dói (e-book? Fala sério), o primeiro não dá pra ler deitado no sofá ou na cama antes de dormir. E os famosos o que vão falar ao responderem “Livro de cabeceira”, em um daqueles perfis do consumidor (algo do tipo: “Pasta de dente? Perfume? Parte do boi predileta? etc”.)? O título do e-book, o site em que está ou as especificações técnicas de seu micro? Mas o que dá a vitória, sem pestanejar ao livro (de papel) é o fato de podermos guardá-los nas estantes e depois mostrar para os amigos como prova de nossa incrivelmente ativa vida intelectual (mesmo que nunca tenhamos lido metade do que está ali. Por falar nisso, por que será que compramos muito mais livros do que podemos ler? Mas esse já é outro assunto, para outra coluna...).
Jornais online X Jornais (de papel) – Vitória apertada para a versão online que, apesar de não deixar tinta nas mãos, não dá para levar para o banheiro (prática que, por motivos de saúde, eu não aconselho). No jornal virtual também dá para seguir pesquisando o assunto da matéria lida, mas o que pesou mesmo foi, em época de otimização de tempo, usar ao mesmo tempo o telefone e ler o jornal do dia. E isso foi uma piada.
MP3 X CDs, DVDs, LPs e afins – Meus amigos passaram a venerar o Napster, o AudioGalaxie e afins. Eu até que gosto desses programas de troca de MP3, mas não posso simplesmente abrir mão da necessidade de sentir o cheiro do plástico envolvendo o CD, de folhear as páginas de um belo encarte(que também cheira muito bem), ver a arte no próprio CD. Putz, isso é bom demais. Mil vezes melhor do que ver aqueles CDs prateados, regravados, sem encarte nem cheiro nenhum. O MP3 abriu o mundo da música para qualquer um sem dinheiro o bastante para comprar todos os lançamentos mas com paciência de sobra para passar horas e horas esperando os MP3 baixarem e pesquisando novas bandas, músicas e cenas musicais. Mas não dá o prazer de adquirir um clássico num sebo ou de ver aquele disco memorável em promoção numa estante empoeirada da lojinha do bairro.
Colunas X Falta de Colunas – Puxando a brasa para o meu lado, vendendo meu peixe e tudo o mais, a internet deu oportunidade para simples desconhecidos, como eu, escrever o que bem entende. Se tenho leitores para isso? Realmente prefiro nem saber (posso ter uma grande decepção). Mas pelo menos faço minha parte.
Bom, no fim ficou tudo como estava desde o princípio. Empatado em dois a dois. Começo a perceber que essa coluna, no fim, não valeu grande coisa já que não chegamos a lugar nenhum, não tiramos nenhuma conclusão. Desculpe se você perdeu seu tempo. Desculpe não, bem feito. É isso que dá me deixar escrever.
E outra...
(estou colocando aqui porque realmente achei que tinha perdido todas elas!)
O carequinha de Ouro
Fim de Março. Toda a atenção do mundo está voltada para Hollywood.
Mais precisamente para o Oscar. Pela milésima vez tentaremos entender o que
se passa nas "cabeças" da Academia. Tá certo que, quem escolhe os melhores
são pessoas como nós (será mesmo?) e não deuses do Olimpo cinematográfico.
Mas o que acontece na hora de eleger os indicados? Por que a maioria das
pessoas envolvidas nesse processo sofre da "Síndrome da Ausência do
Pensamento Racional"?
Filmes elogiados pela crítica e amados pelo público, cheios de atuações
arrasadoras e emocionantes não recebem nem convite para participar da maior
"festa do cafona" do mundo. E aquele filminho meia-boca, quase como a água (inodora, incolor, insípida), acaba recebendo várias indicações.
Pausa para reflexão - Percebam como, nas prateleiras das locadoras, existem
centenas de filmes com chamadas do tipo "3 Indicações para o Oscar,
incluindo Melhor Som, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte". E antes que alguém venha me bater, eu reconheço a importância desses itens. Só que ser indicado nessas categorias não é um aval de qualidade para o filme. Ele pode até ser muito bonito, com um ótimo som(???), e ainda assim ser raso como uma poça de chuva.
Mas é assim mesmo e pronto. Acabou-se. Se quisermos ver filmes sendo
premiados, e não estratégias de marketing, temos que mudar de festival.
Cannes, Sundance, Veneza e Berlim ainda não se dobraram por inteiro ao mercado e têm um quê de novidade e ousadia em suas indicações e premiações.
E já que não podemos escolher quem vai ganhar (já pensou se o resultado
saísse de uma votação na internet?), temos é que engolir aqueles musicais
chatos e perder uma noite de sono restaurador para saber quem teve a melhor
campanha promocional. Quer dizer, quem foi o melhor filme. Só nos resta
torcer. Torcer para, na segunda-feira, a ressaca do Oscar não nos deixar com gosto de cabo de guarda-chuva na boca.
(estou colocando aqui porque realmente achei que tinha perdido todas elas!)
O carequinha de Ouro
Fim de Março. Toda a atenção do mundo está voltada para Hollywood.
Mais precisamente para o Oscar. Pela milésima vez tentaremos entender o que
se passa nas "cabeças" da Academia. Tá certo que, quem escolhe os melhores
são pessoas como nós (será mesmo?) e não deuses do Olimpo cinematográfico.
Mas o que acontece na hora de eleger os indicados? Por que a maioria das
pessoas envolvidas nesse processo sofre da "Síndrome da Ausência do
Pensamento Racional"?
Filmes elogiados pela crítica e amados pelo público, cheios de atuações
arrasadoras e emocionantes não recebem nem convite para participar da maior
"festa do cafona" do mundo. E aquele filminho meia-boca, quase como a água (inodora, incolor, insípida), acaba recebendo várias indicações.
Pausa para reflexão - Percebam como, nas prateleiras das locadoras, existem
centenas de filmes com chamadas do tipo "3 Indicações para o Oscar,
incluindo Melhor Som, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte". E antes que alguém venha me bater, eu reconheço a importância desses itens. Só que ser indicado nessas categorias não é um aval de qualidade para o filme. Ele pode até ser muito bonito, com um ótimo som(???), e ainda assim ser raso como uma poça de chuva.
Mas é assim mesmo e pronto. Acabou-se. Se quisermos ver filmes sendo
premiados, e não estratégias de marketing, temos que mudar de festival.
Cannes, Sundance, Veneza e Berlim ainda não se dobraram por inteiro ao mercado e têm um quê de novidade e ousadia em suas indicações e premiações.
E já que não podemos escolher quem vai ganhar (já pensou se o resultado
saísse de uma votação na internet?), temos é que engolir aqueles musicais
chatos e perder uma noite de sono restaurador para saber quem teve a melhor
campanha promocional. Quer dizer, quem foi o melhor filme. Só nos resta
torcer. Torcer para, na segunda-feira, a ressaca do Oscar não nos deixar com gosto de cabo de guarda-chuva na boca.
De 07/03/2001
- faz mais de 16 anos que escrevi isso. Era pré-blogger (e olhe que meu blog é velho). Consegui salvar aqui, depois de encontrar perdido no meu hotmail (outra ferramenta ancestral que, um dia, já foi a pedra fundamental da internet), na pasta colunas (essa eu escrevi para o site www.ssvirtual.com.br
" Eu acho que vi um gatinho.
Quem aqui nunca ouviu falar do Napster?
E quem, em sã consciência, estaria lendo um site sobre música se não o
conhecesse?
Napster é aquele programinha legal, leve e que, de uma tacada só, acabou com
as milhares de milhas e impostos alfandegários que separavam o Brasil do
resto do mundo musical. Lados B de singles nunca lançados no país, versões
ao vivo, acústicas e remixes dos grandes nomes do pop passaram a fazer parte
do cotidiano de nossos HDs. Acabou a "necessidade" de se gastar reais e
reais (e, nos dias de hoje, cada vez mais reais) com discos difíceis de se
encontrar nas lojas. Ou pior ainda, encomendar discos importados aos olhos
da cara, só porque eles ainda não foram lançados no Brasil. Com o software
do gatinho, deixamos de gastar nosso suado dinheirinho com CDs. E passamos a pagar a conta de telefone.
No entanto, o Napster abriu portas muito mais importantes. Fez a cultura
marginal fervilhar e deixou o mundo do tamanho do seu monitor. Com uma leve
fuçada em sites especializados ou em e-zines (verdadeiros garimpos
virtuais), encontramos bandas e selos independentes dos quais nunca ouvimos
uma palavra, seja em rodinhas de bar ou na imprensa especializada. E que
valem muito a pena dar uma conferida. Música feita por pessoas normais e
não por Kens e Barbies que habitam o mercado. Feitas para puro prazer de
seus criadores, e não para a exploração comercial da libido dos/das adolescentes do mundo. Selos como Sub Pop, conhecido graças ao sucesso de seu mais famoso rebento, Nirvana, podem ter finalmente seus catálogos esmiuçados. O que falar então de outros menos famosos como Touch and Go,
Merge ou Chemikal Underground? Só escuta o Bonde do Tigrão quem quer.
Com a internet, com o Napster e com a chegada da banda Larga, será cada vez
mais pessoal a escolha de estacionar no limbo cultural. Rádios e jabás
existirão por muito e muito tempo, mas felizmente o antídoto à isso já está
por aí. Viajando por entre cabos, fibras óticas e fios de cobre. Chegou a
hora da revolução. E, fácil como lançar uma bomba sobre o mundo, tudo o que
temos a fazer é apertar um botão."
- faz mais de 16 anos que escrevi isso. Era pré-blogger (e olhe que meu blog é velho). Consegui salvar aqui, depois de encontrar perdido no meu hotmail (outra ferramenta ancestral que, um dia, já foi a pedra fundamental da internet), na pasta colunas (essa eu escrevi para o site www.ssvirtual.com.br
" Eu acho que vi um gatinho.
Quem aqui nunca ouviu falar do Napster?
E quem, em sã consciência, estaria lendo um site sobre música se não o
conhecesse?
Napster é aquele programinha legal, leve e que, de uma tacada só, acabou com
as milhares de milhas e impostos alfandegários que separavam o Brasil do
resto do mundo musical. Lados B de singles nunca lançados no país, versões
ao vivo, acústicas e remixes dos grandes nomes do pop passaram a fazer parte
do cotidiano de nossos HDs. Acabou a "necessidade" de se gastar reais e
reais (e, nos dias de hoje, cada vez mais reais) com discos difíceis de se
encontrar nas lojas. Ou pior ainda, encomendar discos importados aos olhos
da cara, só porque eles ainda não foram lançados no Brasil. Com o software
do gatinho, deixamos de gastar nosso suado dinheirinho com CDs. E passamos a pagar a conta de telefone.
No entanto, o Napster abriu portas muito mais importantes. Fez a cultura
marginal fervilhar e deixou o mundo do tamanho do seu monitor. Com uma leve
fuçada em sites especializados ou em e-zines (verdadeiros garimpos
virtuais), encontramos bandas e selos independentes dos quais nunca ouvimos
uma palavra, seja em rodinhas de bar ou na imprensa especializada. E que
valem muito a pena dar uma conferida. Música feita por pessoas normais e
não por Kens e Barbies que habitam o mercado. Feitas para puro prazer de
seus criadores, e não para a exploração comercial da libido dos/das adolescentes do mundo. Selos como Sub Pop, conhecido graças ao sucesso de seu mais famoso rebento, Nirvana, podem ter finalmente seus catálogos esmiuçados. O que falar então de outros menos famosos como Touch and Go,
Merge ou Chemikal Underground? Só escuta o Bonde do Tigrão quem quer.
Com a internet, com o Napster e com a chegada da banda Larga, será cada vez
mais pessoal a escolha de estacionar no limbo cultural. Rádios e jabás
existirão por muito e muito tempo, mas felizmente o antídoto à isso já está
por aí. Viajando por entre cabos, fibras óticas e fios de cobre. Chegou a
hora da revolução. E, fácil como lançar uma bomba sobre o mundo, tudo o que
temos a fazer é apertar um botão."