"E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado."
O Grande Gatsby; F. Scott Fitzgerald
Essa deve ser umas das frases mais citadas na internê.
Pudera, carrega em si muitas das nossas fraquezas e angústias.
Quem nunca soube, ou melhor, teve certeza de que o melhor já passou?
De que, daqui para a frente, tudo o que o destino trouxer vai ser um arremedo de sentimentos, emoções,
uma cópia inferior do que já vivemos?
Pensar na vitalidade dos 15, dos 20, dos 25 anos, com a mentalidade dos 35, 40, 45 é opressor.
O peso das escolhas esmagam o passado, como se fossemos fugitivos, atravessando portas à medida
que um andar se desfaz atrás de nossos passos.
No point of return.
Sem voltas, sem reviravoltas.
Escrito, selado.
O que resta é caminhar. Seguir.
Esquecer os remos e deixar a correnteza levar.
***
Fala-se de amores. Amores imperfeitos, skankeando a frase.
Ainda assim, perfeitos encobertos ao véu do tempo.
Dilacerador de realidades.
Tomo um exemplar que discorre sobre futuro. Internet. Cibercultura.
Sou, então, tragado por um redemoinho que me força a voar.
Necessidade de olhar, observar, experimentar, sentir a realidade que teimar em não se realizar.
O futuro é agora.
E o passado? Aquele para o qual sempre voltamos nosso pensamento?
Como conciliar a necessidade de futuro, com o presente preso ao passado?
Deixo para vocês a pergunta para a qual, segundo após segundo, tento encontrar a resposta.
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
terça-feira, janeiro 31, 2012
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Da queda
Hoje o Rio acordou meio amuado. Ou, poderia dizer, ainda não acordou. O pesadelo é real, apesar de parecer tão distante. Possível apenas do lado de lá da tela.
Nos rostos das pessoas indo cedo para o trabalho dá para perceber que há uma ruga a mais, de tristeza. A cidade está de luto. Quieta. Impassível.
Impossível evitar que os pensamentos parem ali na 13 de maio, um ponto antes do que o devido. Para uma olhada, tentar entender o como e o porquê.
O silêncio, respeitoso, mantido por todo o trajeto. Como uma prece sem palavras pela cidade, pelos parentes e, quem sabe, já que ainda não se sabe, pelas possíveis vítimas.
O Rio ainda não acordou, mas já sabe que esse é um sonho do qual não quer se lembrar.
Hoje o Rio acordou meio amuado. Ou, poderia dizer, ainda não acordou. O pesadelo é real, apesar de parecer tão distante. Possível apenas do lado de lá da tela.
Nos rostos das pessoas indo cedo para o trabalho dá para perceber que há uma ruga a mais, de tristeza. A cidade está de luto. Quieta. Impassível.
Impossível evitar que os pensamentos parem ali na 13 de maio, um ponto antes do que o devido. Para uma olhada, tentar entender o como e o porquê.
O silêncio, respeitoso, mantido por todo o trajeto. Como uma prece sem palavras pela cidade, pelos parentes e, quem sabe, já que ainda não se sabe, pelas possíveis vítimas.
O Rio ainda não acordou, mas já sabe que esse é um sonho do qual não quer se lembrar.
terça-feira, janeiro 24, 2012
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Pra quem não sabe, entrei numa onda de leitura.
Desde o início do ano já li dois livros e comecei o terceiro ontem,
chamado O Grande Gatsby.
Daí que escrevi um textinho e gostaria de dividi-lo com você:
Ler o livro do Fritzgerald é como comer uma pizza de calabresa.
Você come o todo, a massa com queijo e molho de tomate,
mas o momento que espera é aquele pedacinho crocante de calabresa bem salgadinho.
Aquele que faz tudo valer a pena. O telefonema pra pizzaria, o preenchimento do cheque, a espera...
Ele escreve bem, o livro anda legal, e até aí tudo normal.
Mas no meio de um capítulo você se depara com uma frase que é simplesmente maravilhosa.
Te faz parar de ler e pensar.
Como uma calabresa, numa fatia de pizza de calabresa.
as calabresas do fritzgerald.
ERRATA: onde lê-se fritzgerald ler Fitzgerald
Desde o início do ano já li dois livros e comecei o terceiro ontem,
chamado O Grande Gatsby.
Daí que escrevi um textinho e gostaria de dividi-lo com você:
Ler o livro do Fritzgerald é como comer uma pizza de calabresa.
Você come o todo, a massa com queijo e molho de tomate,
mas o momento que espera é aquele pedacinho crocante de calabresa bem salgadinho.
Aquele que faz tudo valer a pena. O telefonema pra pizzaria, o preenchimento do cheque, a espera...
Ele escreve bem, o livro anda legal, e até aí tudo normal.
Mas no meio de um capítulo você se depara com uma frase que é simplesmente maravilhosa.
Te faz parar de ler e pensar.
Como uma calabresa, numa fatia de pizza de calabresa.
as calabresas do fritzgerald.
ERRATA: onde lê-se fritzgerald ler Fitzgerald
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Atualizada!!!!!
27/01 - The Rapture + Breakbot
03/02 - Mayer Hawthorne
Estarei em São Paulo. Não, não me pergunte muito sobre isso...
17/03 - Happy Mondays, Circo Voador
22/04 - Anthrax + Misfits
04/05 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
03/06 - Los Hermanos. Eis que surgem mais duas datas!!!!
set/out - SWU
27/01 - The Rapture + Breakbot
17/03 - Happy Mondays, Circo Voador
22/04 - Anthrax + Misfits
04/05 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
03/06 - Los Hermanos. Eis que surgem mais duas datas!!!!
set/out - SWU
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Preciso eternizar aqui o meu embasbaque com Admirável Mundo Novo, do Huxley.
O terceiro capítulo, em especial, é de uma genialidade ímpar.
E pensar que o cara fez isso antes, muito antes das mudernidades literárias.
Para quem não sabe, há três cenas acontecendo ao mesmo tempo, em cortes abruptos.
No fim, temos uma linha de cada uma, num crescendo de urgência absurdo.
É de fechar o livro e recuperar o fôlego.
Só isso já me valeu todos os livros que lerei este ano.
E o ano promete.
O terceiro capítulo, em especial, é de uma genialidade ímpar.
E pensar que o cara fez isso antes, muito antes das mudernidades literárias.
Para quem não sabe, há três cenas acontecendo ao mesmo tempo, em cortes abruptos.
No fim, temos uma linha de cada uma, num crescendo de urgência absurdo.
É de fechar o livro e recuperar o fôlego.
Só isso já me valeu todos os livros que lerei este ano.
E o ano promete.
terça-feira, janeiro 10, 2012
Dos primórdios da internet,
quando ainda conversávamos em chats,
quando o Terra ainda era ZAZ e tínhamos que pagar para usar um e-mail,
baixar músicas era um negócio complicado.
É por isso que tenho um carinho especial pelas bandas que ouvia naquela época.
Época que volta até 1996,1997, 1999 no máximo.
Uma delas, que me marcou, tanto que lembro até hoje dela foi a
Orchards & Vines. Baixei umas músicas e ouvia até cansar.
Poucas músicas, umas duas ou quatro.
Daí que catei o disco deles hoje, onde tudo parece estar ali à mão.
Pois é, parece.
Esse disco tem UM, isso mesmo UM à venda na Amazon.com, por estranhos 47 dólares.
E nada, eu disse, NADA nos blogs, rapidshares ou mediafires da vida.
No Torrent procurarei mais tarde.
Então, se você tiver pego este disco ou baixado e quiser me passar um link,
uma fita casete ou mesmo um cdzinho gravado, aceitarei de bom gosto.
1. Tomorrow's Yesterday
2. Across The Waters
3. Violet
4. Breathing
5. My Own Sky
6. Ever Dream of Moonlight
7. Drifting
8. In The Darkness
9. Storm
10. Song of the Selkie
11. Dolphin Song
12. Sunergy
13. Turtle Bliss
Dessas, poucas eu ouvi.
Quem diria...
quando ainda conversávamos em chats,
quando o Terra ainda era ZAZ e tínhamos que pagar para usar um e-mail,
baixar músicas era um negócio complicado.
É por isso que tenho um carinho especial pelas bandas que ouvia naquela época.
Época que volta até 1996,1997, 1999 no máximo.
Uma delas, que me marcou, tanto que lembro até hoje dela foi a
Orchards & Vines. Baixei umas músicas e ouvia até cansar.
Poucas músicas, umas duas ou quatro.
Daí que catei o disco deles hoje, onde tudo parece estar ali à mão.
Pois é, parece.
Esse disco tem UM, isso mesmo UM à venda na Amazon.com, por estranhos 47 dólares.
E nada, eu disse, NADA nos blogs, rapidshares ou mediafires da vida.
No Torrent procurarei mais tarde.
Então, se você tiver pego este disco ou baixado e quiser me passar um link,
uma fita casete ou mesmo um cdzinho gravado, aceitarei de bom gosto.
1. Tomorrow's Yesterday
2. Across The Waters
3. Violet
4. Breathing
5. My Own Sky
6. Ever Dream of Moonlight
7. Drifting
8. In The Darkness
9. Storm
10. Song of the Selkie
11. Dolphin Song
12. Sunergy
13. Turtle Bliss
Dessas, poucas eu ouvi.
Quem diria...
segunda-feira, janeiro 09, 2012
O Proustituto
O apartamento era simples, dois cômodos. Quarto, sala, outro quarto. Ele nunca descobriu qual o propósito do segundo quarto, com uma cama de solteiro, mas mais para frente acabaria achando uma ocupação para o cômodo. O outro quarto, o principal, a suíte, tinha uma cama de casal com o lençol sempre desarrumado. Jornais colados na janela serviam de blecaute. Na mesa de cabeceira um aparelho de som e um despertador quebrado. Na estante, uma pilha de livros deitados acumulava poeira. A não ser um, limpo e de pé, separado dos outros. Como um troféu que merecesse ser adorado, aquele livro de capa azul ficava em destaque.
Na sala, nada que pudesse chamar a atenção. Sofá, TV de tubo, carpete e uma pequena mesa de jantar, para quatro pessoas, não mais. Apesar disso, só o mesmo amigo de sempre é que aparecia, do nada, nos finais de semana em busca de um almoço requentado ou de uma conversa fresca. O assunto não diferia muito: cinema, mulheres e, às vésperas das férias de um ou outro, viagens.
Em um dia de strogonoff de frango com batatas assadas em papel alumínio, o amigo lembrou que uma menina tinha perguntado quem era aquele sujeito de camisa de botão que tinha estado no bar com ele. Não é necessário dizer que o tal sujeito era ele mesmo.
- Mas que menina é essa? Como ela é?
- Se lembra que cumprimentei uma garota numa mesa, logo que a gente chegou? A namorado do Vlad?
- Hum...
- Então. Ela estava nessa mesa e, depois, perguntou pra ela quem era você. Eu não acreditei, claro. Mas ela me passou o telefone e pediu pr´eu te entregar.
O almoço acabou ficando meio sem sal e a cabeça, bom, perdida em inúteis tentativas de roteirizar a ligação, do primeiro alô até o momento em que, depois de gozar, caía pro lado, cansado e suado, ela abraçada a ele, ainda quente e vermelha. A ligação demorou a acontecer, mas depois de umas duas semanas, tomou coragem. Marcaram um sanduíche natural numa loja nova, perto de sua casa. Aproveitou a ocasião para cortar o cabelo, ajeitar a pequena barba que teimava em não crescer e usar, como na primeira vez que o vira, a camisa de botão.
Mordidas e sucos depois, entram no pequeno apartamento. O porteiro, de soslaio, sacou a presença da quinta mulher diferente em menos de dois meses. Sabia que no dia seguinte iam acabar se encontrando e que ouviria uma piadinha do tipo “Outra, hein Seu Davi?”. No AP ficaram de papo no sofá. Falaram de cinema, marcaram uma sessão de DVD qualquer dia desses, pode ser aqui em casa mesmo, você até pode escolher o filme. Ah, quero ver aquele da filha do Copolla. Tudo bem. Gosto muito dela. Quer beber algo? Tenho uma ice na geladeira.
Sempre tinha. Era assim que começava. Ou acabava, dependendo da situação. Duas, três.
- Ah, deixa eu te mostrar uma coisa que adoro! Tá lá no quarto.
Os dois, entorpecidos, sentam na cama. Ele vai até a estante, pega o livro de capa azul, como um troféu. Com as duas mãos, oferece a ela o volume.
- Nunca ouvi falar. É bom?
- Não vou nem te responder. Vou ler um pedacinho para você. É um pouco longo, acho que umas cinco ou seis páginas. Tá até marcado, amo essa parte. Você vai ver só. É a melhor descrição que uma memória pode ter, um monte de páginas para falar de uma madaleine com chá.
- É tipo um bolinho, um doce francês. Coisa fina.
E lá foi ele, página após página. Ao fim, derramava uma lágrima planejada.
- Desculpa. É que me lembro da minha avó.
Um abraço. Um beijo. Outro beijo. A gozada e a queda para o lado, suado, ela a abraçá-lo. Os dois adormecem. Ele a acorda perto da manhã. Ela entende o recado. Pega suas coisas, ajeita o cabelo, passa o blush e vai até a garagem, onde parou seu carro. Ele a acompanha, de pijama e chinelo, e se despede com um beijo frio no rosto. Sobe os 12 andares até seu apartamento, o pequeno apartamento. Entra devagar, tira o chinelo. Bebe um copo de água e vai até o quarto. Na penumbra do amanhecer, conseguiu decifrar os contornos do volume, em meio aos lençóis e travesseiros. Pegou com carinho o livro, beijou o nome do autor, escrito em negrito, logo acima do título, Marcel Proust. Foi até a estante e passou a mão com carinho sobre o canto onde o livro estava. Em seguida passou a mão sobre a capa e ajeitou o Caminho de Swann na estante. Em pé, como um troféu. E foi dormir.
O apartamento era simples, dois cômodos. Quarto, sala, outro quarto. Ele nunca descobriu qual o propósito do segundo quarto, com uma cama de solteiro, mas mais para frente acabaria achando uma ocupação para o cômodo. O outro quarto, o principal, a suíte, tinha uma cama de casal com o lençol sempre desarrumado. Jornais colados na janela serviam de blecaute. Na mesa de cabeceira um aparelho de som e um despertador quebrado. Na estante, uma pilha de livros deitados acumulava poeira. A não ser um, limpo e de pé, separado dos outros. Como um troféu que merecesse ser adorado, aquele livro de capa azul ficava em destaque.
Na sala, nada que pudesse chamar a atenção. Sofá, TV de tubo, carpete e uma pequena mesa de jantar, para quatro pessoas, não mais. Apesar disso, só o mesmo amigo de sempre é que aparecia, do nada, nos finais de semana em busca de um almoço requentado ou de uma conversa fresca. O assunto não diferia muito: cinema, mulheres e, às vésperas das férias de um ou outro, viagens.
Em um dia de strogonoff de frango com batatas assadas em papel alumínio, o amigo lembrou que uma menina tinha perguntado quem era aquele sujeito de camisa de botão que tinha estado no bar com ele. Não é necessário dizer que o tal sujeito era ele mesmo.
- Mas que menina é essa? Como ela é?
- Se lembra que cumprimentei uma garota numa mesa, logo que a gente chegou? A namorado do Vlad?
- Hum...
- Então. Ela estava nessa mesa e, depois, perguntou pra ela quem era você. Eu não acreditei, claro. Mas ela me passou o telefone e pediu pr´eu te entregar.
O almoço acabou ficando meio sem sal e a cabeça, bom, perdida em inúteis tentativas de roteirizar a ligação, do primeiro alô até o momento em que, depois de gozar, caía pro lado, cansado e suado, ela abraçada a ele, ainda quente e vermelha. A ligação demorou a acontecer, mas depois de umas duas semanas, tomou coragem. Marcaram um sanduíche natural numa loja nova, perto de sua casa. Aproveitou a ocasião para cortar o cabelo, ajeitar a pequena barba que teimava em não crescer e usar, como na primeira vez que o vira, a camisa de botão.
Mordidas e sucos depois, entram no pequeno apartamento. O porteiro, de soslaio, sacou a presença da quinta mulher diferente em menos de dois meses. Sabia que no dia seguinte iam acabar se encontrando e que ouviria uma piadinha do tipo “Outra, hein Seu Davi?”. No AP ficaram de papo no sofá. Falaram de cinema, marcaram uma sessão de DVD qualquer dia desses, pode ser aqui em casa mesmo, você até pode escolher o filme. Ah, quero ver aquele da filha do Copolla. Tudo bem. Gosto muito dela. Quer beber algo? Tenho uma ice na geladeira.
Sempre tinha. Era assim que começava. Ou acabava, dependendo da situação. Duas, três.
- Ah, deixa eu te mostrar uma coisa que adoro! Tá lá no quarto.
Os dois, entorpecidos, sentam na cama. Ele vai até a estante, pega o livro de capa azul, como um troféu. Com as duas mãos, oferece a ela o volume.
- Nunca ouvi falar. É bom?
- Não vou nem te responder. Vou ler um pedacinho para você. É um pouco longo, acho que umas cinco ou seis páginas. Tá até marcado, amo essa parte. Você vai ver só. É a melhor descrição que uma memória pode ter, um monte de páginas para falar de uma madaleine com chá.
- É tipo um bolinho, um doce francês. Coisa fina.
E lá foi ele, página após página. Ao fim, derramava uma lágrima planejada.
- Desculpa. É que me lembro da minha avó.
Um abraço. Um beijo. Outro beijo. A gozada e a queda para o lado, suado, ela a abraçá-lo. Os dois adormecem. Ele a acorda perto da manhã. Ela entende o recado. Pega suas coisas, ajeita o cabelo, passa o blush e vai até a garagem, onde parou seu carro. Ele a acompanha, de pijama e chinelo, e se despede com um beijo frio no rosto. Sobe os 12 andares até seu apartamento, o pequeno apartamento. Entra devagar, tira o chinelo. Bebe um copo de água e vai até o quarto. Na penumbra do amanhecer, conseguiu decifrar os contornos do volume, em meio aos lençóis e travesseiros. Pegou com carinho o livro, beijou o nome do autor, escrito em negrito, logo acima do título, Marcel Proust. Foi até a estante e passou a mão com carinho sobre o canto onde o livro estava. Em seguida passou a mão sobre a capa e ajeitou o Caminho de Swann na estante. Em pé, como um troféu. E foi dormir.
A prisão
Vezemquando dá uma vontade danada de escrever. Sento a bunda, ligo o computador, preparo a cabeça e...
Abro o navegador, o browser, o chrome, ou como você costuma chamar a janela que te leva direto para a internet. De lá, fica difícil sair. O que seria escrito se perde, a cabeça se esvazia (oficina do diabo), as imagens descritas perdem lugar e entra em cena o loop mortal do pensamento. Clica aqui, clica ali. Lê um pouco aqui: olha que interessante, clica acolá e vá mais adiante. Lê mais um pouco, vê fotos, sorri. Entra em uma das milhares de páginas que mostra o que geral tá fazendo ou pensando. E o que me interessa saber o que fulaninho comeu no almoço ou pior, que sicraninho está no dentista?
Interessar, não interessa. Mas e o sair, o vagar, o flanar por vidas e realidades distintas? O se sentir parte de um mundo idiossincrático, sem mexer um músculo da cintura para baixo (não contam as pernas nervosas que balançam sem parar)? Isso deve valer a pena. Algo deve valer a pena. Por que, catzo, então, nos colocaríamos felizes em uma forma de exílio auto-imposto?
Não ao pensamento linear. Não às frases completas e orações subordinadas. Não aos subgêneros da literatura contemporânea.
Clique aqui. Clique ali. Clique acolá. Se perca. Se prenda. Onde estava, afinal? Ah, sim. Fotos das gêmeas de biquíni. Cachorros fofos e frases escritas erradas em desenhos desenhados errados. Tudo de propósito. Crianças chorando ou cantando ou dançando em milhões de hits. Não, não era isso. Era aqui. Estava aqui, no texto. Escrevendo. Preciso organizar as minhas ideias. Colocá-las para fora, fechar o browser, Bowser, chrome ou como você chama a janelinha para o mundo. A tal janelinha que parece aberta vendo de lá para cá, mas que de cá para lá parece cheia de barras, encarceradas. Cárcere de ideias. Cárcere das palavras.
Aperta o X. Fecha. Alt F4.
Pronto. Acabou. Fechar aqui é abrir, começar, reiniciar. Já sinto o cérebro respirar aliviado. Onde é que estava, afinal, pergunto novamente? Não sei. Não me lembro. Vou desistir. Ficar por aqui. E já que não sei sobre o que vou escrever mesmo, porque não dar um olhada na internet? IE, Firefox ou Chrome, dois cliques e...
Vezemquando dá uma vontade danada de escrever. Sento a bunda, ligo o computador, preparo a cabeça e...
Abro o navegador, o browser, o chrome, ou como você costuma chamar a janela que te leva direto para a internet. De lá, fica difícil sair. O que seria escrito se perde, a cabeça se esvazia (oficina do diabo), as imagens descritas perdem lugar e entra em cena o loop mortal do pensamento. Clica aqui, clica ali. Lê um pouco aqui: olha que interessante, clica acolá e vá mais adiante. Lê mais um pouco, vê fotos, sorri. Entra em uma das milhares de páginas que mostra o que geral tá fazendo ou pensando. E o que me interessa saber o que fulaninho comeu no almoço ou pior, que sicraninho está no dentista?
Interessar, não interessa. Mas e o sair, o vagar, o flanar por vidas e realidades distintas? O se sentir parte de um mundo idiossincrático, sem mexer um músculo da cintura para baixo (não contam as pernas nervosas que balançam sem parar)? Isso deve valer a pena. Algo deve valer a pena. Por que, catzo, então, nos colocaríamos felizes em uma forma de exílio auto-imposto?
Não ao pensamento linear. Não às frases completas e orações subordinadas. Não aos subgêneros da literatura contemporânea.
Clique aqui. Clique ali. Clique acolá. Se perca. Se prenda. Onde estava, afinal? Ah, sim. Fotos das gêmeas de biquíni. Cachorros fofos e frases escritas erradas em desenhos desenhados errados. Tudo de propósito. Crianças chorando ou cantando ou dançando em milhões de hits. Não, não era isso. Era aqui. Estava aqui, no texto. Escrevendo. Preciso organizar as minhas ideias. Colocá-las para fora, fechar o browser, Bowser, chrome ou como você chama a janelinha para o mundo. A tal janelinha que parece aberta vendo de lá para cá, mas que de cá para lá parece cheia de barras, encarceradas. Cárcere de ideias. Cárcere das palavras.
Aperta o X. Fecha. Alt F4.
Pronto. Acabou. Fechar aqui é abrir, começar, reiniciar. Já sinto o cérebro respirar aliviado. Onde é que estava, afinal, pergunto novamente? Não sei. Não me lembro. Vou desistir. Ficar por aqui. E já que não sei sobre o que vou escrever mesmo, porque não dar um olhada na internet? IE, Firefox ou Chrome, dois cliques e...
sexta-feira, janeiro 06, 2012
quinta-feira, janeiro 05, 2012
rascunho de 05/01/12 - publicado sem ler, hoje.
Tô jogando na loteria.
Nunca fui disso, mas a verdade é que o que ganho
e devo ganhar até o fim de meus dias profissionais
não me sustentará na velhice.
Se chegar a tê-la.
Ou então, é uma forma de tentar jogar um sal e pimenta
na vida meio suflê de chuchu que ando levando.
Uma reviravolta que dê uma lufada de ar novo e não viciado.
Um transformador de rotinas, um catalisador de momentos.
Bom, esquece isso.
Loteria não é pra mim, nunca foi.
Sinto-me um otário apostando 5, 10 reais por semana
e não recebendo nada em troca.
Nem o prazer de conferir os números, muito menos a satisfação
do sonhador de véspera que refaz toda a vida na cabeça,
criando, com milhões de reais na conta bancária, uma rota diferente.
Se eu ganhasse na loteria...
Eu não ganharei e a partir deste momento, deixo de jogar também.
Prefiro comprar um cigarro a varejo. E olhem que não fumo.
Mudo de lado.
Stalker, o que é você?
você é. Stalker.
Sabe o que é?
vigiar, sem punir.
estar lá, mesmo quando não está.
Ao lado, ao longe, olhando.
Espiando.
big brodeando a vida alheia, exposta não por câmeras,
mas por teclas e stills da vida privada.
E tentando descobrir, via entrelinhas, o que de verdade se quer dizer.
Quando na verdade não há nada a dizer, muito menos a se interpretar.
Uma das coisas que mais me angustia é a felicidade alheia.
Não que todos sejam proibidos de ser feliz, mas que me permitam a distância de minha melancolia.
É nessas horas que questões se apresentam, julgando a felicidade de todos. Merecida?
Por que não eu, afinal?
Queria uma vida mais fácil, mais Mulheres Ricas (programa da Band - para que eu me lembre ao reler isso, daqui a mais 10 anos).
Fico tentando entender onde peguei o caminho errado, onde virei sem poder virar.
A reta virou um 360, onde giro sem sair do lugar.
tudo isso para, daqui a pouco, entreter você que isso lê.
Afinal, que delícia, estou pior que você, não?
Tô jogando na loteria.
Nunca fui disso, mas a verdade é que o que ganho
e devo ganhar até o fim de meus dias profissionais
não me sustentará na velhice.
Se chegar a tê-la.
Ou então, é uma forma de tentar jogar um sal e pimenta
na vida meio suflê de chuchu que ando levando.
Uma reviravolta que dê uma lufada de ar novo e não viciado.
Um transformador de rotinas, um catalisador de momentos.
Bom, esquece isso.
Loteria não é pra mim, nunca foi.
Sinto-me um otário apostando 5, 10 reais por semana
e não recebendo nada em troca.
Nem o prazer de conferir os números, muito menos a satisfação
do sonhador de véspera que refaz toda a vida na cabeça,
criando, com milhões de reais na conta bancária, uma rota diferente.
Se eu ganhasse na loteria...
Eu não ganharei e a partir deste momento, deixo de jogar também.
Prefiro comprar um cigarro a varejo. E olhem que não fumo.
Mudo de lado.
Stalker, o que é você?
você é. Stalker.
Sabe o que é?
vigiar, sem punir.
estar lá, mesmo quando não está.
Ao lado, ao longe, olhando.
Espiando.
big brodeando a vida alheia, exposta não por câmeras,
mas por teclas e stills da vida privada.
E tentando descobrir, via entrelinhas, o que de verdade se quer dizer.
Quando na verdade não há nada a dizer, muito menos a se interpretar.
Uma das coisas que mais me angustia é a felicidade alheia.
Não que todos sejam proibidos de ser feliz, mas que me permitam a distância de minha melancolia.
É nessas horas que questões se apresentam, julgando a felicidade de todos. Merecida?
Por que não eu, afinal?
Queria uma vida mais fácil, mais Mulheres Ricas (programa da Band - para que eu me lembre ao reler isso, daqui a mais 10 anos).
Fico tentando entender onde peguei o caminho errado, onde virei sem poder virar.
A reta virou um 360, onde giro sem sair do lugar.
tudo isso para, daqui a pouco, entreter você que isso lê.
Afinal, que delícia, estou pior que você, não?
Uopa!!!
Boa tarde meu querido espaço para pensamentos absurdos.
E um feliz 2012!!!
Agora, com dez anos de verdade completados, hein?!
Espacinho velho de guerra. Cheio de malemolência.
Cheio de miserês e chororôs.
Eu voltei, voltei para ficar.
por caqui, caqui é meu lugar.
Então vamos às favas contadas?
Boa tarde meu querido espaço para pensamentos absurdos.
E um feliz 2012!!!
Agora, com dez anos de verdade completados, hein?!
Espacinho velho de guerra. Cheio de malemolência.
Cheio de miserês e chororôs.
Eu voltei, voltei para ficar.
por caqui, caqui é meu lugar.
Então vamos às favas contadas?
segunda-feira, dezembro 26, 2011
quarta-feira, dezembro 21, 2011
terça-feira, dezembro 20, 2011
Em progresso
A difícil vida da eterna juventude.
É amigo, não é fácil esquecer a idade que se tem. Passei voado pelos 20 e já estou mais perto dos 40 do que dos 30. O corpo pesa o que não pesava há alguns anos, as pernas não têm a mesma força de um tempo atrás e a barriga, bom, mudemos de assunto. Nada disso teria muita importância, ora bolas. É o peso dos anos, cobrando seu preço. Deveríamos estar preparados para isso, ou ser preparados para isso, desde a escola. Algo como a professora do primário explicando: “Aproveitem e corram muito agora. Daqui uns anos, seus joelhos já não estarão mais tão inteiros”. Mas acontece que de uns anos pra cá, ter fôlego e pernas de aço acabaram por se tornar commodities. Principalmente com a quantidade de shows e festivais que tomaram de assalto as paragens do lado de cá da Linha do Equador.
É que, apesar de histórica e geograficamente estarmos sempre jogados de lado quando o assunto é intercâmbio cultural, o dólar andou despencando, a indústria fonográfica foi perdendo sua força e vendendo cada vez menos discos, e os artistas, com cada vez menos dinheiro fácil via gravadora, tiveram que se virar. Se os discos não pagam mais as contas, é hora de sair dos estúdios e darem as caras à tapa. E um dos destinos mais malucos, como fazem questão de reforçar a cada nova visita, é nosso paraíso tupiniquim.
A difícil vida da eterna juventude.
É amigo, não é fácil esquecer a idade que se tem. Passei voado pelos 20 e já estou mais perto dos 40 do que dos 30. O corpo pesa o que não pesava há alguns anos, as pernas não têm a mesma força de um tempo atrás e a barriga, bom, mudemos de assunto. Nada disso teria muita importância, ora bolas. É o peso dos anos, cobrando seu preço. Deveríamos estar preparados para isso, ou ser preparados para isso, desde a escola. Algo como a professora do primário explicando: “Aproveitem e corram muito agora. Daqui uns anos, seus joelhos já não estarão mais tão inteiros”. Mas acontece que de uns anos pra cá, ter fôlego e pernas de aço acabaram por se tornar commodities. Principalmente com a quantidade de shows e festivais que tomaram de assalto as paragens do lado de cá da Linha do Equador.
É que, apesar de histórica e geograficamente estarmos sempre jogados de lado quando o assunto é intercâmbio cultural, o dólar andou despencando, a indústria fonográfica foi perdendo sua força e vendendo cada vez menos discos, e os artistas, com cada vez menos dinheiro fácil via gravadora, tiveram que se virar. Se os discos não pagam mais as contas, é hora de sair dos estúdios e darem as caras à tapa. E um dos destinos mais malucos, como fazem questão de reforçar a cada nova visita, é nosso paraíso tupiniquim.
segunda-feira, dezembro 19, 2011
sexta-feira, dezembro 16, 2011
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Coisas boas da vida
O natal quase chegando e, depois de muito tempo, não fecharei o mês no vermelho.
Uma pequena vitória, mas por conta de fatores extras ou externos. Uma pena, saber que janeiro tudo volta ao normal. Fevereiro tem uma cara de vermelho que chega a me assustar. Quantas e quantas vezes já parei pra pensar e quase disse: não dá. Mas passei por cima e, mesmo cada vez mais difícil, vem dando. O problema é: até quando...
E o titulinho ali em cima, perdeu o sentido em quatro linhas.
O natal quase chegando e, depois de muito tempo, não fecharei o mês no vermelho.
Uma pequena vitória, mas por conta de fatores extras ou externos. Uma pena, saber que janeiro tudo volta ao normal. Fevereiro tem uma cara de vermelho que chega a me assustar. Quantas e quantas vezes já parei pra pensar e quase disse: não dá. Mas passei por cima e, mesmo cada vez mais difícil, vem dando. O problema é: até quando...
E o titulinho ali em cima, perdeu o sentido em quatro linhas.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
***ATUALIZADA***
02/09 - Metronomy (não comprado) nada feito.
11/09 - Judas Priest (última turnê - não comprado)
16/09 - The Pains of Being Pure at Heart + Ariel Pink's Haunted Graffiti (não comprado)
23/09 - Primal Scream (comprado - fui e foi legal. ponto. Um esporro grosso (não a banda capixaba), som no talo e muita psicodelia, misturada com um pouquinho de sacanagem)
25/09 - RIR III (comprado - Metallica, escrito e descrito aí embaixo!)
02/10 - RIR III (comprado - System of a Down, idem ao de cima, aí embaixo)
07/10 - Warpaint (comprado) iradíssimo, apesar de um pouco vazio. Descrito uns posts abaixo.
15/10 - Bad Religion (comprado) Um acerto com o passado. Show que deveria ter visto há uns dez anos atrás, mas fazer o que, né?
22/10 - Cut Copy (comprado) Jesuis... logo, logo uma descrição mais do que correta do que foi essa noite.
28/10 - The Kills (não comprado) Non fui.
06/11 - Pearl Jam (comprado) Fui, foi bom. Mas nada chega perto do de 2005. Nada.
Sem falar que eu estava no meio da pior gripe da minha vida.
Ou seja, febre, dor no corpo todo, cansaço e tudo mais.
07/11 - Queremos festival (comprado) E não é que, UM DIA, depois do PJ,
ainda no meio da crise de gripe braba teve o Beady Eye?!
Não tive forças para sair de casa, encarar a chuva e o frio,
além das dores por todo o corpo e perdi mais essa.
08/11 - Queremos festival (comprado) Mas no dia seguinte, falei:
Vou ver o Bombay Bicycle Club nem que vá de maca.
E foi quase isso. Ainda convalescendo, me joguei para o Circo.
Vale destacar aqui que o disco do Bombay foi um dos que mais ouvi neste ano,
o que transformou no show deles um dos que eu mais queria ver.
E foi bem bom. O Toro Y Moi abriu a noite e foi legal, apesar
d´eu ter chegado bem no finalzinho da apresentação dele. E, depois do BBC,
veio o Broken Social Scene, no seu último show ever. Ou até uma reunião caça-níquel.
Fez um show barulhento e modorrento, apesar da histeria indie carioca.
Lá pelas tantas, depois de mais de 2 horas de show, não resisti e voltei para casa.
13 e 14/11 - SWU (comprado)
E o SWU, hein...
Já chamado de SWUÓ, o festival saiu de Itu e se jogou em Paulínia.
Próxima a Campinas, tipo 15km, a escolha pareceu acertada. A arena, o local imenso,
estava no meio da civilização e não mais no meio do nada, como era o antigo local.
Mas, apesar disso, o clima era diferente. Itu tinha um lance meio do mato,
uma banda que faria um show antológico(RATM), outras que manteriam o alto nível do
festival (Pixies, QOTSA, Kings Of Leon) e muita sensação de novidade.
Paulínia tinha a possibilidade de organização que não teve em Itu, muito mais facilidades,
como um SHOPPING bem em frente ao local do festival.
Bom, ficar comparando não é necessário. Cada festival foi um festival,
como você, que a cada ano fica um pouco diferente.
O line-up de Paulínia parece um pouco mais fraco que o de Itu,
mas trouxe uma banda que considero imperdível, o !!!
Quando foram anunciados corri para garantir meu ingresso e correr atrás de lugar para ficar.
E, como já estaria lá mesmo, por que não ficar para ver o último dia, com seu revival 90´s?
Fui para o primeiro dia debaixo de chuva e vento. Muito vento e nem tanta água.
Tanto que ela deu uma trégua legal depois dos shows do Is Tropical e do !!!
quando já me considerava com o dia ganho. No entanto, por chegar tão cedo e ter que ficar de pé
algumas horas (quase uma dezena delas), não suportei ficar até o final do dia.
Com o cancelamento do Modest Mouse (DE NOVO, SWU!!!???), fiquei mais a vontade para sair do palco principal e evitar o Hole.
Assisti ao Duran Duran (muito melhor do que eu esperava). E uma música do Peter Gabriel
foi o suficiente para me colocar no caminho de volta para Campinas.
No dia seguinte, ao meio-dia já estava a caminho de Paulínia. Seria um dia bem mais metal.
Metal a ponto de, depois do show do Megadeth, eu me arrastar para longe dos palcos atrás de algum lugar para sentar.
Eu estava cansado, mas a maratona de shows foi das melhores:
Ash, só vi as 3 primeiras músicas. Esperava este show nos anos 90. Em 2011, eles já estavam longe demais de mim.
BRMC, show certinho, do jeito que esperava. Mas ficaria melhor no Circo, fato!
Down, grosso até o fim e mandando bemzaço!
Primus, o melhor show do dia e ponto final. Genial!
Megadeth, hum... foi só OK.
Sonic Youth, a pausa para comer algo e não desmaiar de fome(detalhe que aqui parei para ver um pouco do Bag Raiders, que estava muito bom! Esse eu gostaria de ter a chance de conferir uma outra vez).
Todos os shows deles que vi (e uns fãs que estavam comigo concordaram)foram mais ou menos.
Stone Temple Pilots, corretinho.
Alice In Chains, começo morno, mas depois da metade quando entraram os hits, um atrás do outro, meu amigo, que vibe!!!
E Faith no More, com o céu despencando por mais de 3 horas, subiram fazendo a dança da chuva da umbanda.
Saí na metade pra evitar a fadiga e enfiei o pé na lama, sem dó. Lama, afinal, que foi a grande marca do SWU deste ano.
E já que anteciparam a presença de Neil Young, começo aqui a lista dos shows de 2012, com o SWU confirmado, né?
27/01 - The Rapture + Breakbot
03/02 - Mayer Hawthorne
22/04 - Anthrax + Misfits
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
set/out - SWU
16/09 - The Pains of Being Pure at Heart + Ariel Pink's Haunted Graffiti (não comprado)
Sem falar que eu estava no meio da pior gripe da minha vida.
Ou seja, febre, dor no corpo todo, cansaço e tudo mais.
ainda no meio da crise de gripe braba teve o Beady Eye?!
Não tive forças para sair de casa, encarar a chuva e o frio,
além das dores por todo o corpo e perdi mais essa.
Vou ver o Bombay Bicycle Club nem que vá de maca.
E foi quase isso. Ainda convalescendo, me joguei para o Circo.
Vale destacar aqui que o disco do Bombay foi um dos que mais ouvi neste ano,
o que transformou no show deles um dos que eu mais queria ver.
E foi bem bom. O Toro Y Moi abriu a noite e foi legal, apesar
d´eu ter chegado bem no finalzinho da apresentação dele. E, depois do BBC,
veio o Broken Social Scene, no seu último show ever. Ou até uma reunião caça-níquel.
Fez um show barulhento e modorrento, apesar da histeria indie carioca.
Lá pelas tantas, depois de mais de 2 horas de show, não resisti e voltei para casa.
E o SWU, hein...
Já chamado de SWUÓ, o festival saiu de Itu e se jogou em Paulínia.
Próxima a Campinas, tipo 15km, a escolha pareceu acertada. A arena, o local imenso,
estava no meio da civilização e não mais no meio do nada, como era o antigo local.
Mas, apesar disso, o clima era diferente. Itu tinha um lance meio do mato,
uma banda que faria um show antológico(RATM), outras que manteriam o alto nível do
festival (Pixies, QOTSA, Kings Of Leon) e muita sensação de novidade.
Paulínia tinha a possibilidade de organização que não teve em Itu, muito mais facilidades,
como um SHOPPING bem em frente ao local do festival.
Bom, ficar comparando não é necessário. Cada festival foi um festival,
como você, que a cada ano fica um pouco diferente.
O line-up de Paulínia parece um pouco mais fraco que o de Itu,
mas trouxe uma banda que considero imperdível, o !!!
Quando foram anunciados corri para garantir meu ingresso e correr atrás de lugar para ficar.
E, como já estaria lá mesmo, por que não ficar para ver o último dia, com seu revival 90´s?
Fui para o primeiro dia debaixo de chuva e vento. Muito vento e nem tanta água.
Tanto que ela deu uma trégua legal depois dos shows do Is Tropical e do !!!
quando já me considerava com o dia ganho. No entanto, por chegar tão cedo e ter que ficar de pé
algumas horas (quase uma dezena delas), não suportei ficar até o final do dia.
Com o cancelamento do Modest Mouse (DE NOVO, SWU!!!???), fiquei mais a vontade para sair do palco principal e evitar o Hole.
Assisti ao Duran Duran (muito melhor do que eu esperava). E uma música do Peter Gabriel
foi o suficiente para me colocar no caminho de volta para Campinas.
No dia seguinte, ao meio-dia já estava a caminho de Paulínia. Seria um dia bem mais metal.
Metal a ponto de, depois do show do Megadeth, eu me arrastar para longe dos palcos atrás de algum lugar para sentar.
Eu estava cansado, mas a maratona de shows foi das melhores:
Ash, só vi as 3 primeiras músicas. Esperava este show nos anos 90. Em 2011, eles já estavam longe demais de mim.
BRMC, show certinho, do jeito que esperava. Mas ficaria melhor no Circo, fato!
Down, grosso até o fim e mandando bemzaço!
Primus, o melhor show do dia e ponto final. Genial!
Megadeth, hum... foi só OK.
Sonic Youth, a pausa para comer algo e não desmaiar de fome(detalhe que aqui parei para ver um pouco do Bag Raiders, que estava muito bom! Esse eu gostaria de ter a chance de conferir uma outra vez).
Todos os shows deles que vi (e uns fãs que estavam comigo concordaram)foram mais ou menos.
Stone Temple Pilots, corretinho.
Alice In Chains, começo morno, mas depois da metade quando entraram os hits, um atrás do outro, meu amigo, que vibe!!!
E Faith no More, com o céu despencando por mais de 3 horas, subiram fazendo a dança da chuva da umbanda.
Saí na metade pra evitar a fadiga e enfiei o pé na lama, sem dó. Lama, afinal, que foi a grande marca do SWU deste ano.
E já que anteciparam a presença de Neil Young, começo aqui a lista dos shows de 2012, com o SWU confirmado, né?
27/01 - The Rapture + Breakbot
03/02 - Mayer Hawthorne
22/04 - Anthrax + Misfits
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
set/out - SWU




