segunda-feira, setembro 19, 2011

***ATUALIZADA***


Cheguei à conclusão que preciso fazer uma agenda de shows, com o risco de ter que ir a dois em um mesmo dia. (não disse que precisava fazer a lista? esqueci o Bad Religion)

02/09 - Metronomy (não comprado) nada feito.
11/09 - Judas Priest (última turnê - não comprado)
16/09 - The Pains of Being Pure at Heart + Ariel Pink's Haunted Graffiti (não comprado)


Cheguei a conclusão que não vou aos shows os quais não compro o ingresso com antecedência.
Um pouco que seja. A casa está sempre convidativa, alegre e feliz por me receber depois de uma semana de trabalho.
Será que perdi alguma coisa imperdível? Morrerei? Não mesmo.
Até morando perto de tudo e de todos é possível ser só.

23/09 - Primal Scream (comprado)
25/09 - RIR III (comprado)
02/10 - RIR III (comprado)
07/10 - Warpaint (não comprado)
15/10 - Bad Religion (comprado)
22/10 - Cut Copy (não comprado)
28/10 - The Kills (não comprado)
06/11 - Pearl Jam (comprado)
07/11 - Queremos festival (comprado)
08/11 - Queremos festival (comprado)
14/11 - SWU (não comprado)
ora, ora, ora.
quem diria que um dia
nada não. Ah, não.

Gosto de brincar com as palavras, vê-las formando sonoridades mais do que sentidos.
Diferentes, deferentes.
Brincar com o que o significado pode e não pode querer dizer.
Rabiscar uma tela em branco, criando vórtices de nada,
de letras embaralhadas.

vez ou outra aparecem sinais aqui.
Aqui mesmo nesse local.
Sinais que me mostram que é melhor ficar longe
do que penso ser poesia.

É só brincadeira.
Mas que às vezes insiste em ser levada à sério.

fazer o que?
ora, ora, ora.
Escrever.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Valores.
É disso que falam as câmeras que enquadram pessoas como bichos em realitys shows de todo o tipo.
Dissecando cirurgias plásticas, fazendeiros ou marombados.
Pessoas que precisam aprender a conviver forçadamente com diferenças e diferentes. Um casamento onde o divórcio não é uma opção.
E, a partir daí, as personas vão se definindo. Os arquétipos, ô coisa mais batida, são vestidos à vontade.
Cada um já não é mais si próprio, mas o personagem definido pela mente do público, milhão de público.
Não importa se é verdade a sua forma de ver o mundo (alguma vez é?).
O que importa é o que eu penso de você (não é sempre assim?).
Se você é o vilão, sério, desista. Você será sempre o vilão, por mais que tente se livrar dessa carapuça.
Se você é a mocinha gostosa, terá sempre a admiração dos machos, mesmo que seja mau caráter.
Quem se preocupa com caráter depois de ver uma bunda gigante, coxas grossas ou a cara de cavalo emoldurada por dourados fios longos e lisos?

Eu, um sempre postulante à fama efêmera, começo a me cansar da repetição maniqueísta que esses programas tentam nos enfiar cabeça adentro e goela abaixo.
A vida fora das quatro paredes, ou mesmo aquela mísera fatia ainda que só fora da telinha (cada vez mais telona), parece ter mais sabor e muito, mas bota muito nisso, nuances de cores.

A TV em preto e branco ficou perdida na história. Mas o que vejo na programação não é nada colorido.

sexta-feira, setembro 09, 2011

***ATUALIZADA***


Cheguei à conclusão que preciso fazer uma agenda de shows, com o risco de ter que ir a dois em um mesmo dia. (não disse que precisava fazer a lista? esqueci o Bad Religion)

02/09 - Metronomy (não comprado) nada feito.
11/09 - Judas Priest (última turnê - não comprado)
16/09 - The Pains of Being Pure at Heart + Ariel Pink's Haunted Graffiti (não comprado)
23/09 - Primal Scream (comprado)
25/09 - RIR III (comprado)
02/10 - RIR III (comprado)
07/10 - Warpaint (não comprado)
15/10 - Bad Religion (comprado)
22/10 - Cut Copy (não comprado)
28/10 - The Kills (não comprado)
06/11 - Pearl Jam (comprado)
07/11 - Queremos festival (comprado)
08/11 - Queremos festival (comprado)
14/11 - SWU (não comprado)

terça-feira, setembro 06, 2011

Achei precipitada a convocação do Cortês.
Acho que o Elkeson tem mais futebol e até idade olímpica.
Mas enfim, saudemos nosso novo camisa 6 da amarelinha com um vídeo,
de não mais que seis ou sete meses atrás.
Mudanças que só o futebol traz na vida de uma pessoa.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Antes aqui


Burocracia no rock

Se sua música está cada vez mais difícil de diferenciar-se dos milhões de artistas e mp3 jogados na rede, deixe crescer um bigode na cara. Faça shows em festivais grandes onde a música muitas vezes nem é o mais importante. E nunca, em hipótese alguma, saia de sua zona de conforto.

E ainda teve boatos que o Red Hot Chili Peppers estava numa pior. E parece que estão mesmo. Faz algum tempo, desde Californication há 12 anos atrás, que a ex-banda mais maluca da cidade não lança um álbum relevante. O próprio Californication já sinalizava uma mudança no estilo, com uma levada mais pop. A partir daí, os pimentas se esforçaram para jogar no limbo uma carreira até então inventiva, mesmo que não muito coesa. E parece que conseguiram. A banda hoje está mais para um Dave Mathews Band, o famoso suflê de chuchu, do que para Faith No More.

Acumulando discos que afastaram os fãs, tentando a qualquer custo manter-se na crista da onda, o RHCP chega a mais um trabalho: o insosso I'm With You. Está tudo lá, de novo. As baladas bonitas, que já não viram mais clipes de alta rotação na MTV, são Brendan's Death Song e Police Station. As grooveadas, para dar aos fãs uma ligeira impressão de que eles ainda sabem fazer aquilo bem, também estão presentes. Factory of Faith é um bom exemplo. O resto passa por encheção de lingüiça, as famosas fillers, músicas que não se destacam nem trazem aquela vontade de ouvir mais uma vez para descobrir pequenas boas partes. Em um álbum sem refrões pegajosos ou riffs marcantes (ainda mais com a saída de John Frusciante), o que sobra é a voz de Kiedis, e a cozinha certinha de Flea e Chad Smith. Pelo menos são “apenas” 14 músicas, diferente de Stadium Arcadium e suas 28, mas que poderiam muito bem ser umas sete ou oito.


I´m With You?
Não, Red Hot, eu não estou mais com vocês.

Nem precisa falar nada.
Meteoros, rápido!!!
Se isso é estar na pior, porra.... A música americana é mesmo uma piada.
vejam os vencedores do VMA 2011 e comparem com os vencedores de, sei lá, 1996...
Parece mesmo que estamos perdidos, sem muito rumo. A MTV deixou de ser relevante faz alguns anos.
A MTV está morta! Viva a Internet!!!


Neste domingo (28/08), a MTV americana premiou os melhores artistas da música americana. A 28ª edição do Video Music Awards (VMA) foi realizado no Nokia Theater, em Los Angeles e teve a apresentação de vários artistas, incluindo um tributo a Amy Winehouse.

Conheça abaixo os vencedores do VMA 2011.

Melhor Clipe Pop
Britney Spears – ‘Till the World Ends’

Melhor Clipe de Rock
Foo Fighters – ‘Walk’

Melhor Clipe de Hip-Hop
Nicki Minaj – ‘Super Bass’

Melhor Parceria Musical
Katy Perry feat. Kanye West – ‘E.T.’

Melhor Clipe Masculino
Justin Bieber – ‘U Smile’

Revelação
Tyler, The Creator – ‘Yonkers’

Melhor Clipe Feminino
Lady Gaga – ‘Born This Way’

Clipe do Ano
Katy Perry – ‘Firework’

Direção de Arte
Adele – ‘Rolling in the Deep’

Coreografia
Beyoncé – ‘Run the World (Girls)’

Fotografia
Adele – "Rolling in the Deep"

Edição
Adele – ‘Rolling in the Deep’

Clipe com Mensagem
Lady Gaga – ‘Born This Way’

Efeitos Especiais
Katy Perry feat. Kanye West – ‘E.T.’

domingo, setembro 04, 2011

***ATUALIZADA***


Cheguei à conclusão que preciso fazer uma agenda de shows, com o risco de ter que ir a dois em um mesmo dia. (não disse que precisava fazer a lista? esqueci o Bad Religion)

02/09 - Metronomy (não comprado) nada feito.
11/09 - Judas Priest (última turnê - não comprado)
16/09 - The Pains of Being Pure at Heart + Ariel Pink's Haunted Graffiti (não comprado)
23/09 - Primal Scream (comprado)
25/09 - RIR III (comprado)
02/10 - RIR III (comprado)
07/10 - Warpaint (não comprado) - adicionado recentemente
15/10 - Bad Religion (comprado)
06/11 - Pearl Jam (comprado)
07/11 - Queremos festival (comprado)
08/11 - Queremos festival (comprado)
14/11 - SWU (não comprado)
Velhice ou nível de qualidade?

Então acho que cheguei na idade em que pesa o bem estar, a vontade de ter paz, as dores nas costas e uma boa cerveja no gelo.
Apesar de toda a vontade, coloquei no fim de um longo dia de trabalho, o show até então "imperdível" do Metronomy na balança.
E resolvi não ir.
Estava cansado, estou sem dinheiro e com um monte de outros shows comprados.
Estava sem vontade de encontrar a modernice hype.
Estava começando a repensar o adjetivo "imperdível" aplicado ao show.
Estava mais velho, com uma cacetada de bons shows, shows medianos e alguns clássicos nas costas.

Mais um, menos um, não me faria diferença alguma. Pensei na hora no Caio que diz que para tirar ele de casa,
só se fosse um show do hendrix. Não vou tão longe, mas também não vai ser mais tão fácil me tirar de casa
para ver um show qualquer de agora em diante.

Mas o Warpaint vem aí, e esse eu considero imperdível.
Pelo menos até ter que sair às oito e meia da noite do trampo na sexta.

sábado, setembro 03, 2011

Como fazer quando a cabeça transborda de ideias mas não há a força necessária para colocá-las no papel?

***

A vida nos prega peças interessantes. Muito interessantes. Bom, andei sem trabalho, estudando cinema, filmando curtas (eram as únicas atividades/oportunidades profissionais que apareciam), sem grana, viajando, assumindo quaisquer riscos e desmandos e até, quem diria, às vezes sorrindo.

Agora, trabalho, montei um ap legal, tenho uma tv grande e um video-game. No entanto, às vezes sinto falta de pegar um avião quarta-feira pela manhã e ir passar um mês no meio do nada paraguaio, cercado de cobras, menonitas e indígenas.

***

Voltei a gostar de comer bananas. Nunca deixei de gostar, mas agora sinto falta.

***

Mais uma peça da vida.
Estava a meu caminho, o caminho metrô-trabalho/casa. No entanto, resolvi mudar o trajeto quer faço quase sem pensar. Passei por outras ruas e em frente de lojas de eletrodomésticos/eletrônicos. Casas Bahia, Casa e Vídeo, Ponto Frio...
E em uma dessas, de frente para a rua, onde a vida não para para respirar (grande erro tirarem o acento de pára), um sem-teto estava parado. Sem-teto, sem-trampo,sem-trato, com seu saco de estopa pendurado a tiracolo, encostado na coluna que separa a rua, da qual também é dono, da loja, onde nunca poderá estar. E lá, parado, olhava para as muitas telas de led, lcd, plasma brilhando. Nelas, vejam só que coisa, acontecia uma festa. Dessas com DJ, moças bonitas, luzes nervosas e muito confete, caindo a todo tempo. Não se ouvia a música, mas as imagens não deixavam enganar.

O que ele devia estar pensando naquela hora, naquele exato instante? Como seria ter uma vida de festas, mulheres, drogas e diversão? Ou será que, perdido, não conseguia distinguir aquelas formas e imagens, tão longe de sua realidade? Seria saudade, esperança ou uma força que o mantinha parado ali, a mesma que o derrubara na vida, o mantendo pobre, coitado, nas ruas que domina agora tão bem?

Uma câmera seria a perfeita forma de captar aquela imagem, mas nunca conseguiremos captar a vida que passou diante dele e de tantas pessoas, para as quais, festa e felicidade são mesmo só uma imagem em uma TV na porta de uma loja onde há um cartaz proibindo sua entrada.

***

Corre pela internet, na mesma velocidade que as amizades midiáticas, um filme antigo, de 1936, com imagens do Rio. O Rio antigo, como gostam de chamar. Infelizmente, o Rio antigo.
O Rio atual é muito, mas muito pior. Se mudaremos de referencial, podemos chamar este de Rio antigo e aquele de Rio novo, novíssimo. Limpo, lindo, monumental. Aquele sim, uma cidade maravilhosa. Essa, em que vivemos, é um arremedo sem humor daquela cidade que vemos ali. A verdade é uma só: estragamos a cidade mais linda do mundo. Se é possível comparar aquela cidade de 36 com Paris, a de hoje não encontra tão facilmente uma outra que a acompanhe. Vemos os sinais da degradação, não em concreto/ferro/aço, mas nas pessoas. Somos piores, somos sujos, somos incultos e pernósticos. Somos essa cidade manchada, acanhada e tentando sobreviver.

Creio que a imagem que mais me marcou foi a Cinelândia.
Uma praça com áreas verdes, desenho em pedras portuguesas, pessoas de bem passeando´.
Hoje o mesmo lugar é ponto de encontro de pedestres que a atravessam com pressa, saída do metrô, mendigos, trombadinhas, barracas cheias de cartazes de protesto, protestos, pombos fétidos e mancos, misto quente de um real com refresco de água açucarada...
ou seja, uma negação da ingenuidade existente há 75 anos atrás. Este fim de semana mostrarei o filme para meu avô de 92. Ele tinha 17 anos em 1936.
Talvez seja por isso que ele sai tão pouco de casa agora. Medo da realidade.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Tem uma coisa que vem assombrando meus pensamentos faz uns dias e hoje, finalmente, me lembrei de escrever. É basicamente um raciocínio sonhos x realidade.

Vamos lá:

Estou vivendo no agora, um segundo depois do outro, largando o dedo no tempo, deixando pra trás milhares de batimentos, respirações e ações musculares. Bom, e daí?
Daí que todo o tempo que passou vira memória. E o que é memória?

É a arte de relembrar, de reconstruir uma realidade em sua mente. No seu eu, no seu âmago. Coisas que só você viveu, viu e sentiu. Mas com o tempo, as memórias vão se tornando mais turvas. Você esquece nome de amigos da faculdade, esquece a voz da menina pela qual era apaixonado no segundo grau, se esquece inclusive de parentes que morreram ou de acontecimentos que marcaram de uma forma ou outra nossa vida.

Bom, não sei você, querido leitor, mas minhas memórias não são fotográficas. São um emaranhado de ideias, sentimentos e desenhos. Sim, um desenho da realidade. Uma reprodução.

Bom, todos vocês têm memória e memórias. E garanto que a maioria já sonhou. A projeção física do sonho não é muito diferente da memória. É uma representação, tanto quanto a memória.

E agora a dúvida: o que separa a realidade do sonho? O que faz não acreditarmos no sonho como uma realidade vivida, sabe-se lá quando ou aonde... Prefiro viver sonhando agora, seja com cachorros grandes ou com festas com pessoas que nunca vi. E, junto com isso, ir misturando minhas memórias. Tirar o melhor das duas partes. E deixar o que tiver que acontecer, acontecer.

terça-feira, agosto 23, 2011

E a MTV, quem diria, tem um programa que eu gosto de assistir.
É o Goo, sempre com boas dicas e matérias interessantes.



Esse eu vi no programa. Curti música e clipe.

***

Comi um folheado de queijo com banana que, vou te dizer, hein, vai me dar pesadelos daqui umas horas.
: /

segunda-feira, agosto 22, 2011

Li n´algum lugar que alguém tinha ido à livraria e comprado alguns livros de filosofia para a biblioteca. Uma frase qualquer, sem muito sentido ou maiores expectativas, mas ainda assim me colocou na ponta da faca.

Também ando comprando (agora menos) coisas para a biblioteca. Ou para a Filmoteca. Ou para a discoteca.
Mas por que compro essas coisas? por que gasto dinheiro com discos, filmes, dvds, livros que muitas vezes vão para a estante e, depois de usados um dia ou outro, acabam esquecidos?

Por que temos essa necessidade de ter, de manter, de poder encostar e sentir: essa obra é minha!

Eu faço isso como uma forma de homenagem. Se fui tocado pelo trabalho artístico de alguém, minha forma de demonstrar isso é mantê-los por perto, ao alcance da mão, do ouvido, das pupilas. Mas entendo quem não compra mais discos ou DVDs e prefere baixá-los pela internet. Eu, quando baixo, dificilmente vejo ou escuto imediatamente. A não ser que seja um disco que espero faz muito, de uma banda que curto (ô verbinho em voga) faz muito. Não faço download de livros. Como não fazia de filmes. Comecei a baixá-los há pouco tempo e, em pouco tempo, tenho uma lista de pelo menos uns 10 filmes para ver que dificilmente verei. POr que os pego então? Por que preciso assisti-los? Este ano, tenho até medo de notar isso, só o Woddy Allen me levou à sala escura. Os filmes entram em cartaz, saem de cartaz, são lançados em dvd, passam nos canais de filmes e eu nem tchuns. Não os vejo. Não vi Bravura Indômita, não vi o Cisne Negro, não vi o Discurso do Rei, não vi Thor, X-men e Capitão América (nunca tinha perdido um filme de super-herói no cinema).

Acho que estou ficando velho. Largando um pouco de mão essa necessidade de ver tudo, ouvir tudo, entender tudo. Começo a me satisfazer com o que tenho até agora. Uma vez ou outra, faço algo diferente. Talvez seja um período mais parado, mais afastado do epicentro, mais casa e trabalho. Talvez não seja talvez. Ou talvez eu só precise terminar de pagar contas mil, crediários mil, empréstimos mil.

Acho que preciso entrar numa livraria com o cartão zerado ou na amazon.
A vida pode passar a ter mais graça quando se tem uma encomenda à espreita.

sexta-feira, agosto 19, 2011



Não tem como perder. Primeiro show da série daí de baixo.
E o que pode ser melhor do que uma ruiva tocando baixo?
Uma ruiva tocando bateria...

;D

quinta-feira, agosto 18, 2011

***ATUALIZADA***


Cheguei à conclusão que preciso fazer uma agenda de shows, com o risco de ter que ir a dois em um mesmo dia. (não disse que precisava fazer a lista? esqueci o Bad Religion)

02/09 - Metronomy (não comprado)
11/09 - Judas Priest (última turnê - não comprado)
16/09 - The Pains of Being Pure at Heart + Ariel Pink's Haunted Graffiti (não comprado)
23/09 - Primal Scream (comprado)
25/09 - RIR III (comprado)
02/10 - RIR III (comprado)
15/10 - Bad Religion (comprado)
06/11 - Pearl Jam (comprado)
07/11 - Queremos festival (comprado)
08/11 - Queremos festival (comprado)
14/11 - SWU (não comprado)

Acho que consigo sobreviver a tudo isso.

sexta-feira, agosto 12, 2011

Hoje acordei já pensando em escrever.
Um roteiro, um conto, algo que o valha.
escrevi.
Defesas, licitantes, raciocínios e projetos de mídia e não mídia.
Não foi ruim, mas não os posso colocar aqui.

Sabem como é, sigilo profissional.

Assim ficamos, eu e você, sem texto, nem conto, nem roteiro.
Até uma segunda qualquer.

terça-feira, agosto 09, 2011

Desde 1999, um time que acompanhei durante toda a minha infância/adolescência fechou as portas. Na verdade, não fechou.
Apenas aderiu à moda dos clubes empresas e foi devidamente comprado por uma empresa falcatrua de combustíveis. O nome mudou, o escudo mudou (acreditem ou não, a empresa tacou uma LOGOMARCA dela no meio do escudo original). Anos de tradição e amor foram jogados privada (com trocadilho) abaixo.

Não conseguia mais torcer por aquelas cores. Não conseguia mais gritar por aquele escudo. Foi então que a praga começou a se concretizar. Enquanto o time não voltasse a ser como antes, Grená, original, com seu fiel escudo tradicional, não ganharia nada.
A praga foi tão forte que o clube fechou as portas. O, antes, principal estádio da Grande Vitória virou campinho society para ser alugado. Uma pouca vergonha. Mas melhor a dignidade de não existir do que a vergonha de jogar com uma camisa de aluguel.

Eis que lendo as notícias o futebol hoje, me deparei com uma declaração do Kieza (ex-um monte de times) dizendo que encerraria sua carreira na Desportiva. Fui atrás de links e vi a enquete que dá à torcida a chance de escolher o modelo da camisa a ser usada pelo time em sua volta triunfal aos gramados, dia 20 de agosto de 2011.
E lá estava ela. Mais uma vez. Como sempre esteve em meus sonhos e desejos.
A camisa grená, com o escudo da DESPORTIVA FERROVIÁRIA. O Expresso Grená, o Gigante Grená. Não resisti e chorei. Um amor da adolescência tinha voltado para me olhar, dentro dos olhos, e sorrir.




Votei na primeira que é a que mais se parece com as minhas lembranças.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Domingo foi um dia atípico.
Não por muito, mas as pequenezas, os detalhes fizeram deste domingo, um sete de agosto comum, um tanto estranho.

Não aconteceu muita coisa. Saí para o supermercado, voltei para casa. Fui a um chá de bebê, passei na casa da minha avó, voltei para casa. E nesse voltar para casa, vi um conjunto de viaturas fechando uma rua, no quarteirão de casa. Batida policial? Lei Seca? Afinal, o que está acontecendo?

O sinal passa de amarela para vermelho e me detenho por alguns momentos na esquina da confusão. O suficiente para ver um corpo caído no chão, coberto dos pés à cabeça. Que coisa estranha essa mania do homem, de esconder a morte. Criar um manto, uma divisão entre o mundo dos vivos e o mundo do descanso eterno. Ah, é uma forma de manter a dignidade do morto. Como se o defunto precisasse de dignidade. Depois de mortos, queridos, não precisamos mais de nada, nem das vindouras lágrimas.

O sinal vai do vermelho para o verde. Sigo mais um quarteirão e paro em frente ao portão da garagem. Para a maioria das pessoas nos seus carros, às nove da noite, a cena era apenas uma mudança na paisagem cotidiana. Vida que segue e pensamentos ao alto, afinal, se correrem ainda pegam o final do Fantástico.

Eu entrei em casa e precisei sair de novo, dessa vez a pé, até a farmácia. Um quarteirão de casa, o mesmo quarteirão onde o corpo estava. Fui caminhando normalmente, entrei na farmácia, boa noite, boa noite, remédio tal, pagar em débito, digite a senha por favor...
Sabe como foi que aconteceu?
Não, só sei que era um entregador de pizza.
Foi o 409(uma linha de ônibus). Pegou ele e arrastou a moto mais de cem metros. Ele ficou lá, no chão.
(de onde nunca mais se levantaria)
Percebi que a coisa estava feia quando vi aquela poça de sangue grosso no chão, sabe?
Era muito grande.

Populares sempre são atraídos por esses acontecimentos. Sou popular. Quero saber, entender, tentar racionalizar o fim de uma vida. Não existe racionalização.
Não existem formas de entender.

Tento seguir o dia do entregador de pizza. Refazer os caminhos dele. Para qual time ele torce? Estaria feliz com a vitória ou triste com a derrota do final de semana? Quantos anos ele teria? Qual a pessoa que ligou pedindo a pizza, e a vida do entregador? Qual a pizza que essa pessoa pediu? Com ou sem cebola? Será que ela estaria ligando, reclamando da demora de entrega enquanto ouve: "aconteceu um acidente"? Afinal o que eu tenho com um acidente? Eu pedi uma pizza e ela não chegou.

O motoqueiro não chegará em casa hoje. Nem amanhã.

Tento fazer o trajeto. Pega a pizza, poucos minutos de vida restando. Liga a moto, contagem regressiva chegando ao fim. Sai pelas ruas, cortando carros ou dirigindo calmamente? Atravessa um sinal vermelho? Faz uma curva mais aberta? Viu o ônibus?
Como teria sido o impacto, a pancada? Morte na hora ou ainda teve tempo de sentir frio, o asfalto sem vida, quase como ele em poucos segundos (ou minutos). Quando teria dado seu último suspiro?

Na volta para casa, nesse um quarteirão que separa a vida da morte, fui pensando. Voltava de um chá de bebê, o clima era de nascimento, comemorando uma nova vida, ainda incipiente, enorme dentro da barriga da futura mamãe. Crianças e bebês corriam pelo playground, celebrando a vida que parece ser eterna. Me lembro de ter lido em algum lugar que a infância acaba quando nos damos conta de que um dia iremos morrer. Nenhuma inocência se sustenta frente à noção de finitude. Não sei quando foi que me dei conta de que tudo um dia irá acabar. Sei que o pensamento me assombra há muito. Noites vazias, de desespero infantil.

Nunca se sabe onde ou quando vamos chegar ao fim da linha. E isso sempre me deixou com uma sensação de vazio, de falta de propósito ou sentido para continuar. É claro, é simples. Um dia, mais cedo do que pensávamos ou mais tarde do que primeiro imaginamos, ele chega. Em uma batida de carro, numa doença terminal, num escorregão no banheiro, numa bala perdida, numa explosão vascular... E uma vez encontrado(o fim da linha), não há nada que possamos fazer para dar meia volta e continuar o caminho na direção contrária.
Ópio do povo


Sábado acordo com o Globo me mostrando que os EUA tinham sido rebaixados pela S&P.
Para quem lê a parte de economia do jornal ou se preocupa minimamente em como as bolsas do mundo se comportam, isso talvez nem fosse novidade. Mas devo dizer que um calafrio percorreu minha espinha.

Tudo o que pensava era: quando as bolsas abrirem segunda vai ser um Deus nos acuda. Talvez não, por conta do tempo, dois dias, para o pânico se dissipar no ar. Para quem manda de verdade, colocar as caras na TV e acabar com o pânico dizendo, calma lá, que a gente segura essa. Enfim, segunda era O dia.

Eis que chego no trabalho, ligo o computador e vou atrás das notícias de economia, escuto a miriam leitão na rádio e na TV, procuro ler os principais analistas... Mas não consigo me concentrar. O papo ali era outro. Futebol...

O Flamengo tá invicto, é líder!!!
Ah, o Botafogo...
Viu a jogada do Cortês?
E a expulsão do Diego Souza?!
Ganhei três ingressos pro cinema, vou dar pra um amigo tricolor. É pra ele ver o Capitão América Mineiro...

Liguei o som e, sem acreditar, também me esqueci que o mundo pode acabar amanhã.
Pelo menos até lá posso me felicitar pela bela vitória do Botafogo.