E então, quando tudo parecia sem volta, quando tudo parecia estar escrito e reconhecido em cartório, eis que a personagem acorda de supetão, inspira um monte de ar, com as pernas ainda bambas e o coração acelerado, e olha para os lados se perguntando onde esteve esse tempo todo.
Eu, como não deixei-me adormecer, fiquei acompanhando as indas e vindas da personagem. E agora sei exatamente o papel que me é reservado neste enredo de mentira.
Afinal, sua vida é ou não é ficção?
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
segunda-feira, dezembro 31, 2007
dezembro, 2007.
dia 31.
o que muitas pessoas não entendem é que ficar esse dia em casa pode ser muito mais divertido do que sair e encher a cara, abraçando pessoas que você nem faz muita questão de abraçar.
Ficar em si, meditando, pensando no futuro, recarregando as energias para a entrada de um ano novo cheio de energias positivas e de realizações assustadoras de tão inesperadas. Ficar com um bom copo de suco de uva, um som a sua escolha no cd-player, seu ronco e sua ceia. De miojo, que seja.
Estou feliz por ficar assim. Me encontrando em cada dia, em cada escolha absurda e errada, em cada erro e em cada investida em um sonho cada vez mais possível e próximo.
Esse sou o novo eu. Um eu pronto para começar 2008 limpo.
dia 31.
o que muitas pessoas não entendem é que ficar esse dia em casa pode ser muito mais divertido do que sair e encher a cara, abraçando pessoas que você nem faz muita questão de abraçar.
Ficar em si, meditando, pensando no futuro, recarregando as energias para a entrada de um ano novo cheio de energias positivas e de realizações assustadoras de tão inesperadas. Ficar com um bom copo de suco de uva, um som a sua escolha no cd-player, seu ronco e sua ceia. De miojo, que seja.
Estou feliz por ficar assim. Me encontrando em cada dia, em cada escolha absurda e errada, em cada erro e em cada investida em um sonho cada vez mais possível e próximo.
Esse sou o novo eu. Um eu pronto para começar 2008 limpo.
sábado, dezembro 29, 2007
A contagem começou. Em uma hora as páginas em branco que aparecem na tela do meu micro precisam estar preenchidas por letrinhas, com fonte definida, com cor definida, com espaçamento e margens também definidos. A caixa invisível, que agora existe dividindo a página em branco, que já nem mais página é, mas apenas a emulação de uma, espera os toques lépidos e prodigiosos que voarão em direção às teclas.
A tarde caia na beira da praia. O sol se punha lentamente, mas mesmo assim as pessoas não paravam de chegar. Atraídas pelo barulho das ondas, pelo prazer de molhar os pés antes da virada do ano, como num processo de purificação. As ondas vinham e levavam os problemas, os pecados, as vontades não ...
E a corda foi puxada.
A tarde caia na beira da praia. O sol se punha lentamente, mas mesmo assim as pessoas não paravam de chegar. Atraídas pelo barulho das ondas, pelo prazer de molhar os pés antes da virada do ano, como num processo de purificação. As ondas vinham e levavam os problemas, os pecados, as vontades não ...
E a corda foi puxada.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Pérolas Dahmerianas - um dia ainda encontro com ele
Se um mendigo fingir que é uma baleia, as pessoas se juntam para salva-lo.
Deus vende à vista, mas o diabo parcela no cartão.
Deus poderia fazer legumes com gosto de churrasco.
Enquanto Deus assina a carteira, o diabo só contrata prestador de serviço.
Só o Brasil tem a tecnologia para transformar engenheiros em taxistas.
Se um mendigo fingir que é uma baleia, as pessoas se juntam para salva-lo.
Deus vende à vista, mas o diabo parcela no cartão.
Deus poderia fazer legumes com gosto de churrasco.
Enquanto Deus assina a carteira, o diabo só contrata prestador de serviço.
Só o Brasil tem a tecnologia para transformar engenheiros em taxistas.
hum...
ano interessante para ir morar no mundo.
A provável turnê do Rage Against the Machine pela América do Sul, que está sendo arranjada para São Paulo, Buenos Aires e Santiago para março/abril de 2008, terá não só a companhia da banda Deftones, mas também a do grupo de hip hop latino/californiano Cypress Hill.
(IMPERDIVEL)
o Editors + Klaxons + Yo La Tengo
uma bela trinca. divertida, no mínimo.
Bob Dylan
Interpol
é... o ano promete.
ano interessante para ir morar no mundo.
A provável turnê do Rage Against the Machine pela América do Sul, que está sendo arranjada para São Paulo, Buenos Aires e Santiago para março/abril de 2008, terá não só a companhia da banda Deftones, mas também a do grupo de hip hop latino/californiano Cypress Hill.
(IMPERDIVEL)
o Editors + Klaxons + Yo La Tengo
uma bela trinca. divertida, no mínimo.
Bob Dylan
Interpol
é... o ano promete.
estou de volta a Cuiabá.
fiquei 10 dias no rio e me senti em casa de novo.
Li 4 livros em 10 dias.
assisti 4 filmes em 10 dias.
fiquei pensando 10 anos em 10 dias.
não foi fácil fazer o que fiz para estar lá.
coloquei a minha cabeça na forca para poder estar lá.
aqui, podem puxar a corda a qualquer momento.
vivo como um fantasma no lugar onde antes era tá bem recebido.
Acorda, Luis.
que a corda tá apertando.
***
Ia escrever um conto ontem no vôo.
paramos em brasília e liguei o micro.
a aeromoça pediu pra desligar
porque eles estavam reabastecendo.
Meu laptop ia fazer o que com a gasolina? explodir tudo pelos ares?
enfim, esqueci o que ia escrever, perdi as frases que se formavam umas após as outras em minha cabeça...
lembro de pedaços perdidos
Brasilia não me parece uma cidade. Vista de cima, e de perto, não me sinto próximo a ela. Pelo contrário, a cidade me parece distante. Não conseguiria me sentir em casa aqui. Poderia, sim, tomá-la de assalto, impondo minhas vontades, reforçando meus poderes.
Assim, e só assim, essa cidade me aceitaria e eu a aceitaria de volta.
Se não fosse assim, seria só mais um perdido em suas terras. Só mais um, numa cidade onde nomes não são nada. Onde somente os números fazem a diferença.
fiquei 10 dias no rio e me senti em casa de novo.
Li 4 livros em 10 dias.
assisti 4 filmes em 10 dias.
fiquei pensando 10 anos em 10 dias.
não foi fácil fazer o que fiz para estar lá.
coloquei a minha cabeça na forca para poder estar lá.
aqui, podem puxar a corda a qualquer momento.
vivo como um fantasma no lugar onde antes era tá bem recebido.
Acorda, Luis.
que a corda tá apertando.
***
Ia escrever um conto ontem no vôo.
paramos em brasília e liguei o micro.
a aeromoça pediu pra desligar
porque eles estavam reabastecendo.
Meu laptop ia fazer o que com a gasolina? explodir tudo pelos ares?
enfim, esqueci o que ia escrever, perdi as frases que se formavam umas após as outras em minha cabeça...
lembro de pedaços perdidos
Brasilia não me parece uma cidade. Vista de cima, e de perto, não me sinto próximo a ela. Pelo contrário, a cidade me parece distante. Não conseguiria me sentir em casa aqui. Poderia, sim, tomá-la de assalto, impondo minhas vontades, reforçando meus poderes.
Assim, e só assim, essa cidade me aceitaria e eu a aceitaria de volta.
Se não fosse assim, seria só mais um perdido em suas terras. Só mais um, numa cidade onde nomes não são nada. Onde somente os números fazem a diferença.
segunda-feira, dezembro 24, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
hum...
vou comprar minha passagem, correr atrás do meu visto e preparar meu inglês.
Será que Róliudi fica assim tão perto?
****
Hollywood
Os Trapalhões
Composição: Enriquez - Bardotti - Chico Buarque
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Hollywood fica
Ali bem perto
Só não vê quem
Tem um olho aberto
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Hollywood
É um sonho de cenário
Vi um pau-de-arara
Milionário
E eu que nem sonhava
Conhecer o tal Recife
Pobre saltimbancoTrapalhão
Hoje sou mocinho
Sou vizinho do xerife
Dou rabo-de-arraia
Em tubarão
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Tem de tudo
Nessa Hollywood
Vi um índio
Cheio de saúde
Ói nós aqui
Ói nós aqui
How do you do
Caruaru
I wanna see
Piripipi
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Camelôs, malucos
E engraxates
Aproveitem enquanto
O sonho é grátis
Quem há de negar
Que é bom dançar
Que a vida é bela
Neste fabuloso Xanadu
Eu só tenho medo
De amanhã cair da tela
E acordar
Em Nova Iguaçu
Ói nós aqui
Ói nós aqui
How do you do
Banabuiú
I wanna buy
O Paraguai
Hollywood
And me
Ói nós aqui (vixe!)
vou comprar minha passagem, correr atrás do meu visto e preparar meu inglês.
Será que Róliudi fica assim tão perto?
****
Hollywood
Os Trapalhões
Composição: Enriquez - Bardotti - Chico Buarque
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Hollywood fica
Ali bem perto
Só não vê quem
Tem um olho aberto
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Hollywood
É um sonho de cenário
Vi um pau-de-arara
Milionário
E eu que nem sonhava
Conhecer o tal Recife
Pobre saltimbancoTrapalhão
Hoje sou mocinho
Sou vizinho do xerife
Dou rabo-de-arraia
Em tubarão
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Tem de tudo
Nessa Hollywood
Vi um índio
Cheio de saúde
Ói nós aqui
Ói nós aqui
How do you do
Caruaru
I wanna see
Piripipi
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Ói nós aqui
Camelôs, malucos
E engraxates
Aproveitem enquanto
O sonho é grátis
Quem há de negar
Que é bom dançar
Que a vida é bela
Neste fabuloso Xanadu
Eu só tenho medo
De amanhã cair da tela
E acordar
Em Nova Iguaçu
Ói nós aqui
Ói nós aqui
How do you do
Banabuiú
I wanna buy
O Paraguai
Hollywood
And me
Ói nós aqui (vixe!)
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Você ama, ama, ama e adeus parece ser a palavra que sempre é dita.
Não vou mais acreditar em amor, acredito só em despedidas.
Elas sempre, veja como reforço isso, SEMPRE, vêm.
Adendo pós-escrita:
ok, acredito em amor.
Mas sempre acompanhado de despedidas.
****
Hoje, dia 17 de dezembro de 2007, deixei de ser um publicitário.
Não vou mais acreditar em amor, acredito só em despedidas.
Elas sempre, veja como reforço isso, SEMPRE, vêm.
Adendo pós-escrita:
ok, acredito em amor.
Mas sempre acompanhado de despedidas.
****
Hoje, dia 17 de dezembro de 2007, deixei de ser um publicitário.
my legs are sore.
And how i like this word...
Sore.
Always tried to use it in my own language, but there´s not the poetry, the feeling,
the strange accent of life in some words outside their own little linguistic world.
Maybe a shall write a movie or two about the word.
Have you ever thougt about beingn a word?
about any word?
it´s little, it´s nothing afterall, but somehow it´s everything.
they say the best perfumes come from the smallest pack.
the same thing occurs with words.
If it´s small it has charm.
And how i like this word...
Sore.
Always tried to use it in my own language, but there´s not the poetry, the feeling,
the strange accent of life in some words outside their own little linguistic world.
Maybe a shall write a movie or two about the word.
Have you ever thougt about beingn a word?
about any word?
it´s little, it´s nothing afterall, but somehow it´s everything.
they say the best perfumes come from the smallest pack.
the same thing occurs with words.
If it´s small it has charm.
Uma tristeza absurda se apossou de mim em, exatos, 15 minutos.
Tudo parou de valer a pena. Tudo deixou de ter cores.
O coração acelerado, como uma prévia de crise de pânico, as mãos suadas, o tremor invisível, a náusea, a vontade de vomitar, de chorar e desistir.
Uma tristeza absoluta se apoderou da minha carcaça. O terror existe em cada pequeno pedaço de ar que respiro pesado. Estou preso. E a sensação de não poder ser dono da sua própria vida, da sua liberdade, por míseros centavos é suficante. As paredes se fecham ao meu redor. Me encolho, como um feto, mas não acho o conforto.
Espero os minutos que me trarão alívio em um mês, possivelmente. Um pouco mais, um pouco menos. Os pequenos minutos que posso vir a ter com você. Mais uma vez ao seu lado.
Respiro aliviado. Já tenho um conforto e é nele que colocarei minha cabeça quando for dormir esta noite.
Tudo parou de valer a pena. Tudo deixou de ter cores.
O coração acelerado, como uma prévia de crise de pânico, as mãos suadas, o tremor invisível, a náusea, a vontade de vomitar, de chorar e desistir.
Uma tristeza absoluta se apoderou da minha carcaça. O terror existe em cada pequeno pedaço de ar que respiro pesado. Estou preso. E a sensação de não poder ser dono da sua própria vida, da sua liberdade, por míseros centavos é suficante. As paredes se fecham ao meu redor. Me encolho, como um feto, mas não acho o conforto.
Espero os minutos que me trarão alívio em um mês, possivelmente. Um pouco mais, um pouco menos. Os pequenos minutos que posso vir a ter com você. Mais uma vez ao seu lado.
Respiro aliviado. Já tenho um conforto e é nele que colocarei minha cabeça quando for dormir esta noite.
Toca o telefone.
Do lado de lá vem uma voz triste, abatida.
O que aconteceu? o que foi?
Nada, nunca é nada. A gente vai levando a vida,
vai deixando as coisas acontecerem e quando vê,
fica assim. Com essa vozinha...
Então, entre sustos e sobressaltos, uma frase é dita.
Ele sabe que ela é importante e cheia de significação.
Um bom-dia ou, uma boa-noite.
Pode ser o sinal, a frase que espera ansioso por tanto tempo.
O barulho ao seu lado é infernal. Toca o telefone, as pessoas não sabem se
controlar e riem frequentemente, suas risadas de hienas famintas,
pessoas rindo dele, de sua vontade de entender, de conseguir descobrir em
meio às palavras ditas aquelas que tanto procura.
Repete, por favor, não deu pra ouvir.
É sempre assim.
Não conseguindo entender de novo, ele se dá por vencido e desiste.
ok, deixa. Passou. Não dá. O telefone corta a chamada abruptamente.
Só há o tempo para desejar um beijo.
Que não virá.
Ele desliga o telefone e se vira, encarando a turba.
Agora, quando apenas o caos é necessário, há ordem.
Há silêncio. Mas não paz.
Nesse caso, nesse telefone, nessa vida, nunca haverá paz.
**
Em outro mundo, a vida continuou e eles foram felizes para sempre.
Uma pena esse mundo ser de fantasia,
assim como cercas brancas e amores perfeitos.
Do lado de lá vem uma voz triste, abatida.
O que aconteceu? o que foi?
Nada, nunca é nada. A gente vai levando a vida,
vai deixando as coisas acontecerem e quando vê,
fica assim. Com essa vozinha...
Então, entre sustos e sobressaltos, uma frase é dita.
Ele sabe que ela é importante e cheia de significação.
Um bom-dia ou, uma boa-noite.
Pode ser o sinal, a frase que espera ansioso por tanto tempo.
O barulho ao seu lado é infernal. Toca o telefone, as pessoas não sabem se
controlar e riem frequentemente, suas risadas de hienas famintas,
pessoas rindo dele, de sua vontade de entender, de conseguir descobrir em
meio às palavras ditas aquelas que tanto procura.
Repete, por favor, não deu pra ouvir.
É sempre assim.
Não conseguindo entender de novo, ele se dá por vencido e desiste.
ok, deixa. Passou. Não dá. O telefone corta a chamada abruptamente.
Só há o tempo para desejar um beijo.
Que não virá.
Ele desliga o telefone e se vira, encarando a turba.
Agora, quando apenas o caos é necessário, há ordem.
Há silêncio. Mas não paz.
Nesse caso, nesse telefone, nessa vida, nunca haverá paz.
**
Em outro mundo, a vida continuou e eles foram felizes para sempre.
Uma pena esse mundo ser de fantasia,
assim como cercas brancas e amores perfeitos.