Limpeza de HD, no trabalho.
Muito trabalho.
Projeto 365 – A explicação.
Antes de começar a escrever e perder alguns minutos dos meus dias, todos os dias, pelos próximos 365 dias, gostaria de explicar o projeto.
Tudo começou de uma idéia simples, do tipo, escreverei todos os dias do próximo ano. E, pela primeira vez, resolvi topar a empreitada. Vamos ver como ela termina. No mínimo terei escrito mais de 10 páginas e poderei até publicar essa loucura.
A primeira intenção era contar como pode ser um ano de trabalho dentro de uma agênia de propaganda. Levar para quem tiver vontade de saber, as piadas, as discussões, a forma de criar uma campanha, desde seu brainstorm até a peça final produzida. Mas os dias de uma agência de publicidade podem ser meio frustantes e envoltos em certo marasmo e tédio, bem diferente do glamour idealizado por toda uma classe estudantil prestes a entrar no mercado e por outra prestes a entrar em um curso superior de comunicação.
Com o tempo e com o amadurecimento de idéia (em uma semana, se isso tudo) surgiu o primeiro problema: fugir do formato blog da vida, apesar de, provavelmente, esses textos verem a luz do dia primeiro em alguma página da internet. Mas o estilo diario virtual não é o estilo principal do projeto. Poderá e será usado algumas vezes, perdoem meu superficialismo voyerístico. Mas não será a forma que será tomada.
E já que estou falando de problemas, mais um apareceu com o tempo: a temática.
Publicidade e criaçào é muito interessante, mas não é a vida de verdade. O mundo explode a nossa volta, pedindo para ser relatado, sofrendo da falta de significação de uma imagem sem legenda. Enfim, não é possível se desligar durante 365 dias do que acontece no planeta Terra.
Chega de explicação, que ela está confundindo mais do que esclarecendo. O Projeto 365 é um relato em forma de texto de um ano. Um que começa agora e que vem, como todos os outros, sem grandes mudanças no nosso dia-a-dia.
365
Cinco, quatro, três, dois, um...
Foi o que pareci ter ouvido em meio a tanta gritaria e felicidade presentes à praia de Copacabana. Começa 2005. Um ano novo, como todos os outros, que fica velho um ano depois.
Dois mil e cinco é um ano qualquer. Não tem Copa, não tem Olimpíada, não tem Pan no Rio. É um ano regular, sem grandes destaques. Por que escrever justo sobre ele então? Por que fazer dele a base para um projeto? Estas perguntas, deixo sem respostas.
Sem perceber, saímos da virada do milênio, do bug e de sua insegurança e cá estamos no meio da década. Cinco anos se passaram e mais cinco nos separam de 2010. O ano em que faremos contato. Até lá teremos descoberto a cura da Aids, a cura do câncer ou, pelo menos, a cura da ressaca.
- Olhem os fogos.
O espocar da pólvora forma figuras de difícil compreensão. Amanhã leremos no jornal se eram palmeiras ou rosas, corações ou fígados, rolhas ou champignons.
- Olhem o banho.
De nada adianta o aviso, o estrago está feito. O cheiro de sidra barata marca a entrada de 2005, um ano novo molhado e alcoólico. Nada mal para um ex-quase-alcoólatra.
- Olhem as sete ondas.
Pulem as ondas, pulem. Fujam, corram. Em 2005 ondas são sinônimos de destruição e de morte. Mais de 150 mil feliz ano novo a menos em 2005. Seis, e não sete, ondas calam os votos de um sem número de pessoas. Agora números numa estatística macabra mostrada em vários ângulos na TV.
- Olhem o ano. É 2005.
Feliz 2005. O ano que fica pra sempre marcado nestas linhas.
364
Ressaca. Seis horas a 100km/h. Um dia de sol e de frio. O ar do carro refresca a viagem de volta para casa. Era um sábado.
Sem trilha sonora, sem reviravoltas, sem muito o que dizer. É o ócio, o tédio, o tempo parado, mesmo em movimento.
Me dá um pão com salame e boa noite. É tudo o que deixa um dia que passa sem graça, sem nada. No final é tudo o que deixo aqui.
363
Primeiro dia útil do ano. Segunda-feira. Primeiras horas de trabalho. Primeira encruzilhada do 365. Aqui tudo parece tomar forma de diário, de experiências pessoais. Como falar do dia sentado na frente do teclado, da tela brilhante, das xícaras cheias de café (duas até agora) e do ar-condicionado, com sua gélida língua nórdica lambendo minha nuca, sem parecer chato e repetitivo e sem parecer que estou escrevendo para um blog ou, pior, para uma agenda de adolescente?
Frases longas nunca combinam com pontos de interrogação. O sentido da questão se perde no caminho. O que me leva para mais uma encruzilhada do projeto. Minha mente é um caminho caótico de pensamentos. Uma espécie de Avenida Paulista na Índia. Como conseguir colocar em ordem alguns deles e passar para o papel, sem perder totalmente o sentido é uma luta. Agora diária, até o fim do ano. Fico pensando na última página, na última linha, se estarei feliz por ter terminado ou se estarei estafado, estressado e desgastado por todo o tempo que passei escrevendo. Se sentirei saudade ou alívio ao digitar o ponto final.
É pensar demais.
***
O dia me reserva, além de mais xícaras de café e um almoço em um restaurante natural, um cartão de aniversário para uma cooperativa médica e um slogan para uma farmácia. Nada glamouroso, não é mesmo? Não sou um profissional qualquer. Tenho um certo tempo de mercado, já ganhei até alguns prêmios, não muitos, não importantes. Mas já fiz concorrências, campanhas felizes e títulos inteligentes. E, de repente, volto a fazer cartões de aniversário e slogans para farmácias. Não estou indignado, mas sinto que poderia ser melhor aproveitado. Pelo menos, estou com tempo. Escuto minhas músicas o dia todo (Super Furry Animals agora) e quando paro para trabalhar resolvo os PITs (pedido interno de trabalho) com certa facilidade. Tenho 28 e não tenho nada. Uma TV 29”, um som que lê DVD e uma cacetada de discos e livros. Não preciso de mais.
Por enquanto.
***
Duas xícaras de café e uma asia gigante a mais. Slogan defendido e aprovado. Quanto ao cartão, adiado para amanhã. Não disse?
Três dias e já acho que falar da rotina de uma agência de publicidade não vai me levar a lugar algum.
362
O dia começa numa morosidade que me lembra, pelo menos, de uns mil dias iguais a este. Dias onde nada especial acontece, onde tudo passa por passar e você vê cada minuto de sua vida indo embora, sem poder fazer nada, sem poder sequer pedir para aproveitar um pouco mais. É um dia que, se eu não me forçar a escrever, não tenho nada para colocar aqui.
Parem para pensar. Ou não parem, continuem lendo e reflitam. Quantos dias desses você teve em sua vida? Dias que não parecem ter a menor finalidade? Dias cinzas, como vou chamá-los de agora em diante.
No dia cinza, tudo parece um pouco sem graça. A comida fica sem sal, o almoço vira obrigação, o acordar, o tomar banho, o se vestir, o fazer o café, tudo é automático. O trabalho é automático. E preguiçoso.
As horas passam devagar, o dia se arrasta. Tudo o que você quer é poder estar no meio da chuva que molha carros e árvores. Deitar em sua cama, ligar o aparelho de som, comer uma barra inteira de chocolate e assistir à Sessão da Tarde, sem ter que se preocupar com quem vai pagar a conta de luz.
Coincidência ou não, o dia que amanheceu ensolarado e quente, ficou nublado. Cinza.
***
O cartão já foi feito. Uma solução cachorra, mas apropriada. Dois anúncios aparecem para hoje. Um é uma chamada para uma assembléia ordinária. O outro, vende novos equipamentos de uma clínica de diagnóstico. Interessante este último. Mas o lugar onde passarei o carnaval é agora minha maior preocupação.
361
Vejam que interessante. Criei um espaço pensando em escrever sobre o trabalho, todos os dias. mas foi justamente o trabalho que me fez não ter tempo para escrever sobre ele.
***
Paradigma digno de aulas de introdução à filosofia de primeiro período de universidades públicas, em um daqueles cursos que trocou de cara no meio dos anos 90, perdendo toda sua aura transgressora e trocando os bichos-grilo por filhinhos e filhinhas de papai e mamãe.
***
Em compensação, o resto da semana, continuando nesse ritmo frenético tende a passar como o vento. São anúncios, folhetos, campanhas que viram não campanhas, que viram anúncios que saem logo mas levam tempo para ser finalmente aprovados. Um folder em formato de barraca de praia. Arme a sua.
Coisas assim. Uma semana corrida, alguns trabalhos e a falta de um computador em sua casa, na minha casa, podem levar à bancarrota um projeto legal como esse. E o mais incrível, em menos de uma semana.
Me recuso a aceitar a derrota como resposta aos meus pedidos de tempo. não deixarei isto morrer como deixamos um moribundo a sua própria sorte. Mereço e vou levar adiante todas as minhas resoluções de ano novo. mesmo que elas se resumem a este espaço virtual e a vontade e desejo de ver estas páginas publicadas no final do ano, com seus agradecimentos e afins. pelo menos não precisarei me preocupar com o presente de natal de muita gente. Eu disse natal? Esqueçam. Faz duas semanas que o natal não passa de umas contas a mais na minha fatura do cartão. E em alguns livros novos ainda por ler.
360
Um dia cinza, entendem?
O trabalho se torna algo tão mecânico que nem merece mais ser tratado aqui. Seja aqui uma folha de papel, um documento aberto em frente ao teclado ou uma página de internet.
Mais uma tarde com cafés, pães, refigerantes, músicas e nada a mais. Experiências de vida se tornam aparentemente coisas fúteis. Andar pela praia, molhar os pés na beira de um rio, pescar, plantar, subir em árvores são memórias distantes da infância. Mas meu vídeo-game tem um jogo parecido com uma pescaria, outro que me coloca dentro de uma mata, como fazia quando era menor.
Se estiver sem tempo para socializar, coloque sua conexão de internet para funcionar, e entre na pele de seu avatar. Caminhe por mundos irreais, fazendo amigos imaginários que aparecem em sua tela, e lembre-se de cada um dos amigos que você deixou partir apertando o comando para abraçar seu parceiro virtual. Ou fazendo outras coisas que não vem ao caso.
Viva uma vida de mentira, seja o que você sempre quis. Lindo, forte, mulher, cachorro, vouyer. Liberte-se de suas amarras sociais, numa sociedade sem regras, sem cobranças e com toda a liberdade que você sempre sonhou. Mas cuidado. Quando precisar, ninguém vai conseguir ouvir o seu pedido de ajuda.
359
A primeira sexta do ano não traz nenhum sentimento especial. Nem algo imperdível para fazer. Morar em uma cidade média tem dessas coisas. Tudo aqui é médio. A beleza da cidade é média. A das garotas, também passa com nota 5. Os trabalhos são médios, o salário, na média.
O custo de vida, advinhem? Nem muito alto, nem muito baixo. Médio.
Me consideram da classe média.
Que depressão. Pagar dois reais numa dose de cachaça e quatro num prato de torresmo é caro. Mas no café da manhã a gente pede uma média com pão na chapa, e ficam elas por elas. Pão na chapa é bom. Melhor se for o famoso mortadela com ovo. Depois de uma noite inteira de chapação, muito álcool e suor, um desjejum destes pode provocar o entupimento imediato de alguma artéria menos importante.
Onde foram parar os pedaços de mamão e o suco de laranja?
Um shopping médio e dois pequenos que, juntos, dão um médio. Uma ilha de mediunidade que recebe os espíritos do crescimento e do progresso vindos dos jorros negros do petróleo em nossas águas. Jorros estes que saem ou mais pro Norte ou mais pro Sul. Numa distância média da capital.
As rotas de fuga foram traçadas a centenas de anos, mas algo prende uma moçada aqui. Pessoas que ainda acreditam que boa vontade possa fazer a diferença. Mas todas elas estão na média, nenhuma acima dela.
Sem escolhas, ficam por aqui mesmo. Não que isso seja ruim. Ou bom.
Vocês sabem, fica na média.
358
Os sábados costumam ser dias engraçados. Neles, pensamos estar em sintonia com nós mesmos. É um tempo para descansar, para pensar na vida, fazer o que não podemos ou não queremos fazer durante a semana. Aqui, todos os excessos são permitidos, pois um domingo, geralmente inútil, nos separa da segunda e seus escritórios.
Menos por vontade do que por realidade, os sábados costumam passar sem serem registrados. São dias comuns, onde parar não vale. E assim, vão sendo esquecidos, um após o outro. As lembranças se embaçam, se confundem, o almoço que foi, não aparece mais. O strogonoff vira empadão de galinha, a sobremesa se era de chocolate passa a ter sabor de baunilha. As horas, as coisas, onde tudo são coisas, os meninos e as sonecas viram papel. Nem (n)eles se salvam.
357 – domingo
Fazer o que né?
Sabem quantas vezes ouvi essa frase neste fim de semana? Muitas. E sempre se referindo à vida, às escolhas feitas e ao tão esperado futuro presente nos sonhos do passado. Interessante e complexo, não?
Uma análise mais profunda da frase que abriu este texto pode mudar a vida de algumas pessoas. No mínimo, confirmar que vivemos em um mundo cheio de oportunidades. E que nenhuma delas foi feita para você.
Sim, é um tipo de pensamento vazio e desesperador. Mas, fazer o que, né?
356
Me perdi no tempo. Os dias não têm mais vinte e quatro horas, apenas dezesseis e, assim, me perdi no tempo. As oito horas a menos, sem contar com o horário de verão, cobraram seu preço. Dor em partes distintas de meu corpo e um atraso imperdoável em minhas memórias. Memória que já não é a mesma de alguns anos atrás. Onze deles, para ser sincero com vocês e mais exato para mim.
Aos dezessete, vivia em um mundo de fantasia, com um curso superior recém iniciado, tardes entregues ao João Pestana, também conhecido como Sandman e muitos, mas muitos churrascos e cervejadas. Nessa época comecei a beber mais. Com muito mais frequência. E a fumar. Pois é. Mas diferente de escritores de verdade que levam a boêmia, o fumo e a vida desregrada adiante, com certo sucesso, eu desisti.
Larguei o sucesso, que nunca esteve mesmo a meu lado e parti para a vida fora do sonho. Fumei, se muito, um maço de cigarro. Os compridos eram consumidos, geralmente, depois de muito beber. Passei mal um dia, culpa da bebida e vomitei o gosto de cigarro. Mas ele não saía de minha boca. O enjôo foi tamanho que desisti de fumar. A cena improvável, o sobretudo, a neblina, o cigarro aceso e o copo de conhaque ficaram para as tardes de sonecas depois do almoço. Sem problema. Casablanca nunca foi um dos meus filmes preferidos, mesmo.
355
Me apaixonei por uma letra. Uma letra “a”, uma letra “c”, um “o” tão bem feito, tão perfeito em sua circunferência, tão completo em seu jeito mais que simples de ser, que não foi possível me livrar de seu feitiço.
Um alfabeto inteiro, agora, me encanta. Em todas as suas milhares formas de associação. Tenho um alfabeto inteiro de amores, um dicionário inteiro de momentos e surpresas que esperam pela próxima página em branco, pelo próximo momento de pular da cabeça para o papel, passando por seu ombro, seu braço, suas veias, sua mão. Quando puder ler um obrigado, ou um até breve, firmemente escritos em sua caligrafia, me sentirei mais íntimo. Poderei ler seus sentimentos e traduzi-los para que possa entende-la. Escreva um abraço, nos vemos lá, escreva um beijo e me deixe a ler sua herança, a minha esperança, ao ser inundado por seus sentidos.
Deixe-me entender a cada instante, a cada linha feita à lápis, caneta ou pincel, o que se passa em seu mundo. Decifrá-la em sua própria língua, cheia de timidez e radiância. Deixe-me deitar o olhar em umas poucas manchas de tinta, imperfeições mais que perfeitas, dentro de um universo de ordem e compreensão.
E quando já não sentir mais o feitiço em sua escrita, poderei sempre ansiar por uma carta. Uma última, que me faça acreditar que para amar não são necessários encontros, atrações, desejos incontroláveis. Uma que me faça acreditar apenas na força das palavras. E no imenso amor que sinto por elas.
***
Sinto por isso.
354
Posso falar hoje de sonhos que nunca viram realidade. De sonhos que se tornam pó e são para sempre enterrados nas reminiscências de sua memória, sem que ao menos tenha sido dada a permissão de se sonhar.
Sonhei, uma vez, já acordado para o mundo. Com meu cérebro em seus máximos e intensos 3% de uso. E parei por aí. Sonhar dói e não melhora em nada a realidade, já tão vazia de esperança.
Seria mais confortável a não-vida, como uma alternativa à vida. Uma não-vida diferente da morte, como a conhecemos e esperamos. Como a não-vida de todos os outros espermatozóides que correram ao seu lado, mas não conseguiram te acompanhar. Teriam eles tido algum gosto da vida, alguma consciência? Algum lampejo de sua existência, enquanto célula, enquanto uma vida não realizada e, por assim dizer, já derrotada, antes mesmo de ter a chance de lutar?
Pense bem: se você, um derrotado desses, é o melhor de uma leva de milhões de espermatozóides, o que viria à luz se fosse outro o girino esporrento vencedor da corrida? Nesta fábula, a lebre nunca vai perder da tartaruga. Para ela, está separado um lugar junto de todos os eus que poderiam ter existido, e talvez existam em outras dimensões paralelas, se um milésimo de segundo mudasse as ações do mais remoto ancestral do ser humano.
***
O nascimento é algo tão involuntário, tão impessoal para quem está nascendo, que a única lembrança do momento do início da vida, se perde em caixas velhas e empoeiradas onde o papai costuma guardar seus álbuns de foto ou suas fitas VHS. Isso se o papai em questão tiver tido os culhões necessários para entrar na sala de parto, agora que passou a ser permitido a entrada de todos aqueles pêlos suados de nervosismo, infestados de germes e bactérias.
353 – quinta-feira
Escrever todo dia é tão cansativo e desgastante como ter que acordar todo dia, tomar banho, passar a camisa que combina com a cor da calça e do tênis, sair antes das oito para um ponto de ônibus debaixo de um sol tropical. O prazer dá lugar ao desespero de não se tornar repetitivo, de não ser muito pessimista demais nem muito otimista, de acertar a concordância e a ortografia, ainda tentando colocar em um papel algo digno de ser lido, digno do tempo gasto diante destas palavras.
Preencher uma página torna-se mais e mais desafiador. Como um jogador de futebol, que lá pelas tantas do campeonato tem um estiramento muscular por ter se esfrçado tanto e por tanto tempo. Pena que não existe estiramento no cérebro.
A última página está a milhas (e muitos dias) de distância e, se algo não mudar ao longo do caminho, meu ponto final virá carregado de sangue, suor e de um alívio gigantesco. A brincadeira de início de ano tomou uma forma tão desproporcional que parece um monstro que já começou a me consumir aos poucos. Foram apenas 12 dias. E parece que não vou aguentar.
Espaço. Ponto. Pausa para reflexão...
A página de hoje está virada.
352
Sexta-feira
Descobri em 10 dias, um pouco mais,um pouco menos que tenho um grande problema. Quando começo a escrever me transfiro para uma outra realidade, que se passa somente em minha cabeça e é transmitida entre o teclado e a tela do computador. Sair dela é muito fácil, basta alguém me chamar.
Uso um fone no ouvido, sempre ouvindo música, esperando me desligar do mundo que gira e funciona, e muito, ao meu redor. Estou, na maioria das vezes em uma agência de propaganda. Arrumar tempo para parar de pensar em clientes e anúncios, me desligar e começar a escrever nestas páginas não é fácil. Mas faço uma forcinha e tento, juro que tento, escrever todo dia. Os assuntos vêm e vão, entram por um lado da cabeça, fogem por outro e um dia ou dois depois voltam cheios de vontade, doidos para serem passados para a realidade.
Mas, após uma outra interrupção típica do trabalho, tento voltar ao assunto primordial, a discussão primária que é a dificuldade de voltar a discorrer sobre um raciocínio depois que você perde o fio da meada. Aconteceu, até hoje, em dois momentos. Estava absorto, digitando, pensando freneticamente, guardando teorias, criando associações de raciocínio que deixariam Freud de cabelos em pé quando fui interrompido. E de nada adiantou achar que depois voltaria a escrever naquelas páginas. Não voltei.
Os textos parecem incompletos, mas sinto que assim eles se fazem completos. Completos para mim. Completos para sua função de fazer lugar em uma projeto que pretende ser muito maior. As frases que os fecham foram pensadas para serem um encerramento mesmo. Mas o recheio ficou como o daqueles biscoitos de chocolate: muito pouco para encher uma boca.
351 – sabado
Fazer pontes. É a arte de um grande engenheiro, de um grande mestre de obras e de um grande escritor. Não sou grande, apenas alto. Mas as pontes entre os dias, deixam a coisa fluir e trazem uma estranha sensação de continuidade. Afinal são textos perdidos, únicos e referenciais. Não é literatura, não é cordel.
Egocentrismo à parte, é uma forma de dizer algo, de expressar algumas das angústias mais internas. É a minha terapia. Escrevo dias e dias, esqueço da vida por dias a fio, apenas para ver a página em branco pedindo por mais e mais. Querendo se ver completa por rabiscos, riscos, teclas, repetições.
Mas me sinto pequeno, na imensidão de páginas. Me sinto acuado no gigantismo de páginas em branco pedindo, praticamente me obrigando a escrever. Me sinto inexpressivo nas milhões de frases, sem sentido. Sou um caos de pensamentos mutantes não-lineares que lutam para não fazer sentido e que querem, por que querem, não valer a pena serem lidos.
350 – domingo
Leio sobre pequenas escritoras francesas de dezoito anos de idade, fazendo sucesso escrevendo sobre festas regadas a sexo, drogas e niilismo. Fim dos tempos ou mais uma nova moda para a garotada. Beijar, se entregar, gozar passa a ser o fim da estrada, onde tudo vale para atingir o ecstasy.
Infelizmente, não tenho uma vida tão agitada nem tenho mais meus dezoito anos.
349 – segunda
348 – terça
Há dias em que acordo e me pergunto Por quê?
Porque aqui, porque agora, porque as escolha não puderam ser feitas desta ou daquela forma.
347 – quarta
Hoje é um daqueles dias. Acordei com a macaca. Não, não moro com um primata primitivo. Pelo menos acho que não. Nunca vi minha mulher catando piolhos, comendo formigas ou se pendurando em árvores. Muito menos deixando os pêlos grandes e negros, típicos do primatas não albinos, tomarem todo o seu corpo. Muito pelo contrário, ela se preocupa em estar sempre em dia com o Prestobarba.
O celular, que é cada vez menos telefone, toca pela manhã. Me faz sair de um sono nada restaurador e muito perturbador e passar para uma consciência muito perturbadora e nada resturadora. Banho, café com leite, panetone que sobrou em uma ponta de estoque em um supermercado qualquer de minha cidade e estou pronto para encarar a minha cadeira, o ar-condicionado e as ruas desta cidade.
Quanto a cadeira, não tenho problema. Ela é bem confortável.
quanto ao ar-condicionado, não tenho mais problemas. Lembrei-me de pegar meu casaco com capuz, presente de Natal direto de Gramado. Um santo remédio para a língua nórdica que vocês já conhecem.
Agora, as ruas de minha cidade... Essas merecem um livro em especial. Explicar como é se sentir um pedaço de carne em um liquidificador é complicado, mas é exatamente este o sentimento. Pior que isso, talvez. Pense como deve ser andar pelas ruas mais esburacadas do país.
A cada sacolejada do carro, a cada solavanco involuntário de meu corpo, a cada xingamento proferido e a cada murro desferido mentalmente em carros parados e em movimento, ao meu lado, perco um pouco da esportiva, perco um pouco do bom humor.
Enfim, o caminho de casa para o trabalho hoje foi infernal. Deixei minhas risadas, minhas piadas e meus bons momentos de uma manhã espalhados em pequenos buracos no asfalto vagabundo da minha cidade.
Pelo menos ganhei uma página escrita. Uma troca interessante, mas amanhã prefiro não escrever a ter que me destruir novamente em buracos e quelóides asfálticas.
346 – Quinta-feira
345 – Sexta
344 – Sabado
343 – Domingo
342- 2
341-3
340 4
339- 5
338- 6
337 – sab
336- dom
Faz dez dias que não escrevo. Algumas mudanças na minha vida me deixaram de mãos atadas quando o assunto é escrever e colocar no ar meus pensamentos. Idéias não faltam. Mas um gravador faria as vezes, com mais perfeição até, de um computador.
Acordo no meio da noite com textos prontos. Antes de me deitar, entre um comercial e outro na madrugada, me vejo inundado por raciocínios pertinentes e loucos para serem destrinchados, como um frango de domingo, num pedaço de papel. Todos eles, todos esses pensamentos são para sempre perdidos. Ficam em algum lugar, entre o nada e a verdade, de onde voltam para dar as caras, mesmo qeu seja a tapa ou nunca mais aparecer.
Existe algum lugar onde os pensamentos vão para descansar?
335 –
Faz tempo não sinto tanta dor em um dia de manhã como hoje. Fui amarrar o sapato e dei um jeito no ombro. Que coisa mais banal. Fiquei travado. Tomei café e destrui meu estômago. Umas pontadas fortes de dor atravessam meu corpo, me fazendo suar gelado e me encolher em cima da cadeira do trabalho. Pelo menos terminei de fazer um texto que já se arrastava por longos três dias.
O final de semana não foi muito diferente do resto. Fiz. pela primeira vez, um estrogonofe. Ou strogonoff. Fiz o arroz também e ele não agarrou no fundo da panela, nem queimou e nem ficou empapado.
Estou virando um verdadeiro chef do trivial.
As dores, a cadeira e o almoço bem feito no domingo, me fizeram transitar em volta de uma idéia que me persegue faz algum tempo. Voltar a estudar.
Adoraria estudar gastronomia, direito e cinema. Andei pensando em fazer medicina, estudar uma maneira de se manter um cérebro ativo mesmo depois da morte do corpo. Deixa eu explicar isso melhor. o cérebro, como o conhecemos seria retirado do corpo, mantido em uma solução, com a oxigenação necessária para que ele continue vivo e consciente. Sua ligação com o mundo real se faria através de um computador, de chips implantados no cérebro.
Visão, audição, paladar, olfato, tato, tudo seria perdido. Tudo em troca da vida eterna, para alguns sortudos. Ou azarados. Não gostaria de viver em um escuro total, as voltas com vozes em minha mente. Iria pirar. Prefiro a vida finita, mas cheia de sensações que tenho hoje. A consciência seria mantida, mas o cérebro não seria mais do que uma arma de raciocínio, sem movimento.
A idéia é estranha, concordo. No entanto, tenho a impressão que daria um ótimo roteiro. E que roteiro.
334 –
Imaginei uma viagem. Uma jogada de idéias e ideais para o alto, para bem longe da minha realidade. Uma nova vida, um começo sem problemas, sem emprego, sem saber cada esquina de cor, sem conhecer cada bar, cada garçon, cada virada de tempo, sol para chuva para frio para sol.
Imaginei a viagem, a maior viagem. O dinheiro da conta sumindo, os dólares entrando com força na vida, o avião, a luta por trabalho por mais dinheiro estrangeiro, todos eles valendo mais do que o que levo no bolso, o que tenho na mão. Pensei com força, mesmo que sem força de vontade.
E fiquei, em pensamentos, livre por um segundo de tudo o que me prende em qualquer lugar que esteja. As perspectivas, a felicidade, uma vida de verdade, funcional apesar de tudo. Livre até pensar em realidade. Na vida que me espera em qualquer outro lugar que não o que esteja naquele, ou neste, exato momento. Cheia de problemas e provações, cheia de novidades que perdem a fascinação com três dias de rotina, cheia de vontades inalcançaveis.
Era hora de sentar e chorar. Gritar pela mãe, tentar encontrar alguma força, a menos força, para me manter em pé, lutando ainda, pelo que possa parecer valer a pena. Mas a fila andou. Eu era o próximo.
Peguei o dinheiro, real e Real, dei boa noite à caixa do estacionamento do Shopping e paguei pela minha saída. Em troca de uma fuga, outra.
Preciso evitar ir ao cinema em dias de semana.
333 –
Não tenho
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
terça-feira, agosto 01, 2006
Tem coisas que acho legais, outras não.
Para quem não conhece, o cosplay (junção de costume e play) é o ato de se vestir como personagens de desenhos animados, vídeo-games ou mangás. É coisa de nerd, de maluco, enfim, não é coisa de gente normal.
Mas até aí, não vejo problema nenhum porque também gosto de RPG, quadrinhos, cinema B...
Ah, os orientais são, claro, o povo que mais foge da realidade tentando encarnar seus personagens preferidos. Tudo isso pra mostrar uma foto de uma chinesa/japonesa/coreana num encontro de quadrinhos em Hong Kong. Ela e seu cabelo azul claro.
Gostei do cabelo. É isso.
Para quem não conhece, o cosplay (junção de costume e play) é o ato de se vestir como personagens de desenhos animados, vídeo-games ou mangás. É coisa de nerd, de maluco, enfim, não é coisa de gente normal.
Mas até aí, não vejo problema nenhum porque também gosto de RPG, quadrinhos, cinema B...
Ah, os orientais são, claro, o povo que mais foge da realidade tentando encarnar seus personagens preferidos. Tudo isso pra mostrar uma foto de uma chinesa/japonesa/coreana num encontro de quadrinhos em Hong Kong. Ela e seu cabelo azul claro.
Gostei do cabelo. É isso.
segunda-feira, julho 31, 2006
Comentado em algum lugar:
Na última sexta me joguei pro centenário tocar por 20 minutos na festa de aniversário do Rike. Então, cheguei lá estava rolando A Flor dos Hermanos. nada contra, nada contra. Adoro esta música, mas pô, gente nova tocando isso ainda?!
Depois entraram umas três meninas que não conheço e que não fiz força pra entender o set. Depois a Dessa tocou. E aí a ficha caiu.
No fim do seu set ela mandou CPM 22, Good Charlote e Dead Fish. E acreditem, o público pirou. Na boa, não consigo entender a qualidade dessas bandas de hoje. Acho que tudo passa pela massificação monstra de MTVs e rádio afins. MEU DEUS, a internet aí e tem gente que ainda se deixa levar pela MTV?!?!?!
Bom, depois de Dead Fish me recusei a tocar. Disse pra Dê tocar outra música. Ela mandou Cachorro grande e eu entrei de Data Panik. Depois entraram White Rose Movement, The Ark, Infadels e Robocop Kraus. Tudo MUITO dançante e com muita batida (um climinha anos 80 também, só pra descontrair). O "público" dançou, mais pelas batidas do que pelas músicas e aí tive que apelar pro Cansei de Ser Sexy, bem recebido e Franz Ferdinand (não era a intenção do Set inicial).
Funcionou?
Funcionou.
Mas eles piraram muito mais ouvindo Pump It do Black Eye Peas do que Crazy, por exemplo. E surtaram com Madonna E Red Hot.
Pelo menos eu saí com a alma lavada, como a tempos não acontecia. Finalmente, toquei para mim. E não para eles. bebi mais 2 cervejas e fui pra casa.
Domingo pego o avião e saio daqui.
Na última sexta me joguei pro centenário tocar por 20 minutos na festa de aniversário do Rike. Então, cheguei lá estava rolando A Flor dos Hermanos. nada contra, nada contra. Adoro esta música, mas pô, gente nova tocando isso ainda?!
Depois entraram umas três meninas que não conheço e que não fiz força pra entender o set. Depois a Dessa tocou. E aí a ficha caiu.
No fim do seu set ela mandou CPM 22, Good Charlote e Dead Fish. E acreditem, o público pirou. Na boa, não consigo entender a qualidade dessas bandas de hoje. Acho que tudo passa pela massificação monstra de MTVs e rádio afins. MEU DEUS, a internet aí e tem gente que ainda se deixa levar pela MTV?!?!?!
Bom, depois de Dead Fish me recusei a tocar. Disse pra Dê tocar outra música. Ela mandou Cachorro grande e eu entrei de Data Panik. Depois entraram White Rose Movement, The Ark, Infadels e Robocop Kraus. Tudo MUITO dançante e com muita batida (um climinha anos 80 também, só pra descontrair). O "público" dançou, mais pelas batidas do que pelas músicas e aí tive que apelar pro Cansei de Ser Sexy, bem recebido e Franz Ferdinand (não era a intenção do Set inicial).
Funcionou?
Funcionou.
Mas eles piraram muito mais ouvindo Pump It do Black Eye Peas do que Crazy, por exemplo. E surtaram com Madonna E Red Hot.
Pelo menos eu saí com a alma lavada, como a tempos não acontecia. Finalmente, toquei para mim. E não para eles. bebi mais 2 cervejas e fui pra casa.
Domingo pego o avião e saio daqui.
sexta-feira, julho 28, 2006
Percebam só como no fim do mundo, qualquer distância bate os quatro dígitos.
Tudo fica perto. Afinal, são só 2 mil km pra Vitória. Depois disso, acho tudo perto. 50 horas de viagem de carro não é nada. Viva a capacidade humana de se adaptar às mais diversas situações adversas. Assim, Guarapari deixa de ser viagem, Rio passa a ser ali, até mesmo São Paulo é do lado...
ó céus, ó vida.
DISTÂNCIAS EM KM COM ORIGEM EM CUIABÁ
Cidades - estado
Água Boa - MT
749
Alta Floresta - MT
786
Alto Araguaia - MT
410
Americana - SP
1.489
Anápolis - GO
981
Aparecida do Taboado - MS
930
Aracajú - SE
2.773
Araçatuba - SP
1.343
Araraquara - SP
1.338
Araxá - MG
1.231
Bagé - RS
2.443
Barra do Garças - MT
500
Barretos - SP
1.182
Barbacena - MG
1.752
Barreiras - BA
1.769
Baurú - SP
1.408
Belém - PA
2.941
Belo Horizonte - MG
1.594
Blumenau - SC
1.937
Boa Vista - RR
3.142
Bom Jesus da Lapa - BA
1.758
Brasília - DF
1.133
Cáceres - MT
215
Cachoeiro de Itapemirim - ES
2.224
Campina Grande - PB
3.296
Campinas - SP
1.523
Campo Grande - MS
694
Campos - RJ
2.152
Caruaru - PE
3.162
Cascavel - PR
1.325
Caxias do Sul - RS
2.213
Chapada dos Guimarães - MT
67
Chapecó - SC
1.750
Chuí - RS
2.721
Colíder - MT
651
Comodoro - MT
634
Corumbá - MS
1.091
Criciúma - SC
2.172
Curitiba - PR
1.679
Dourados - MS
912
Feira de Santana - BA
2.451
Floriano - PI
2.657
Florianópolis - SC
1.986
Fortaleza - CE
3.406
Foz do Iguaçu - PR
1.464
Franca - SP
1.290
Garanhuns - PE
3.055
Goiânia - GO
934
Governador Valadares - MG
1.922
Guaratã do Norte - MT
900
Guaratinguetá - SP
1.769
Gurupi - TO
1.563
Imperatriz - MA
2.342
Ipatinga - MG
1.816
Itabira - MG
1.697
Itabuna - BA
2.436
Itajaí - SC
1.898
Itumbiara - GO
898
Jaciara - MT
144
João Pessoa - PB
3.366
Joinville - SC
1.816
Juazeiro do Norte - CE
3.131
Juiz de Fora - MG
1.836
Lages - SC
2.003
Limeira - SP
1.464
Londrina - PR
1.303
Maceió - AL
3.049
Manaus - AM
2.357
Marabá - PA
2.503
Marília - SP
1.342
Maringá - PR
1.329
Mirassol D'Oeste - MT
283
Montes Claros - MG
1.677
Mossoró - RN
3.390
Natal - RN
3.543
Nova Mutum - MT
303
Novo Hamburgo - RS
2.209
Nova Olimpia - MT
200
Ourinhos - SP
1.335
Palmas - TO
1.784
Paranaguá - PR
1.781
Parnaíba - PI
3.266
Passo Fundo - RS
1.984
Patos de Minas - MG
1.270
Paulo Afonso - BA
2.841
Pelotas - RS
2.469
Petrolina - PE
2.671
Petrópolis RJ
1.959
Picos - PI
2.783
Poconé - MT
102
Poços de Caldas - MG
1.530
Ponta Grossa - PR
1.573
Ponta Porã - MS
1.023
Pontes e Lacerda - MT
442
Porto Alegre - RS
2.206
Porto Seguro - BA
2.550
Porto Velho - RO
1.456
Presidente Prudente - SP
1.146
Primavera do Leste - MT
241
Recife - PE
3.256
Ribeirão Preto - SP
1.303
Rio Branco - AC
1.990
Rio de Janeiro - RJ
2.017
Rio Verde - GO
699
Rondonópolis - MT
219
Salgueiro - PE
2.927
Salvador - BA
2.567
Santa Inês - MA
2.722
Santa Maria - RS
2.181
Santana do Livramento - RS
2.522
Santos - SP
1.686
São Carlos - SP
1.376
São Félix do Araguaia - MT
1.144
São José do Rio Preto - SP
1.199
São José dos Campos - SP
1.689
São Luís - MA
2.978
São Paulo - SP
1.614
Sinop - MT
501
Sobral - CE
3.296
Sorocaba - SP
1.625
Sorriso - MT
418
Tangará da Serra - MT
230
Taubaté - SP
1.726
Teófilo Otoni - MG
2.059
Teresina - PI
2.910
Três Lagoas - MS
1.039
Tubarão - SC
2.114
Tucuruí - PA
2.824
Uberaba - MG
1.151
Uberlândia - MG
1.048
Uruguaiana - RS
2.453
Vilhena - RO
752
Vitória - ES
2.119
Vitória da Conquista - BA
2.447
Volta Redonda - RJ
1.901
Tudo fica perto. Afinal, são só 2 mil km pra Vitória. Depois disso, acho tudo perto. 50 horas de viagem de carro não é nada. Viva a capacidade humana de se adaptar às mais diversas situações adversas. Assim, Guarapari deixa de ser viagem, Rio passa a ser ali, até mesmo São Paulo é do lado...
ó céus, ó vida.
DISTÂNCIAS EM KM COM ORIGEM EM CUIABÁ
Cidades - estado
Água Boa - MT
749
Alta Floresta - MT
786
Alto Araguaia - MT
410
Americana - SP
1.489
Anápolis - GO
981
Aparecida do Taboado - MS
930
Aracajú - SE
2.773
Araçatuba - SP
1.343
Araraquara - SP
1.338
Araxá - MG
1.231
Bagé - RS
2.443
Barra do Garças - MT
500
Barretos - SP
1.182
Barbacena - MG
1.752
Barreiras - BA
1.769
Baurú - SP
1.408
Belém - PA
2.941
Belo Horizonte - MG
1.594
Blumenau - SC
1.937
Boa Vista - RR
3.142
Bom Jesus da Lapa - BA
1.758
Brasília - DF
1.133
Cáceres - MT
215
Cachoeiro de Itapemirim - ES
2.224
Campina Grande - PB
3.296
Campinas - SP
1.523
Campo Grande - MS
694
Campos - RJ
2.152
Caruaru - PE
3.162
Cascavel - PR
1.325
Caxias do Sul - RS
2.213
Chapada dos Guimarães - MT
67
Chapecó - SC
1.750
Chuí - RS
2.721
Colíder - MT
651
Comodoro - MT
634
Corumbá - MS
1.091
Criciúma - SC
2.172
Curitiba - PR
1.679
Dourados - MS
912
Feira de Santana - BA
2.451
Floriano - PI
2.657
Florianópolis - SC
1.986
Fortaleza - CE
3.406
Foz do Iguaçu - PR
1.464
Franca - SP
1.290
Garanhuns - PE
3.055
Goiânia - GO
934
Governador Valadares - MG
1.922
Guaratã do Norte - MT
900
Guaratinguetá - SP
1.769
Gurupi - TO
1.563
Imperatriz - MA
2.342
Ipatinga - MG
1.816
Itabira - MG
1.697
Itabuna - BA
2.436
Itajaí - SC
1.898
Itumbiara - GO
898
Jaciara - MT
144
João Pessoa - PB
3.366
Joinville - SC
1.816
Juazeiro do Norte - CE
3.131
Juiz de Fora - MG
1.836
Lages - SC
2.003
Limeira - SP
1.464
Londrina - PR
1.303
Maceió - AL
3.049
Manaus - AM
2.357
Marabá - PA
2.503
Marília - SP
1.342
Maringá - PR
1.329
Mirassol D'Oeste - MT
283
Montes Claros - MG
1.677
Mossoró - RN
3.390
Natal - RN
3.543
Nova Mutum - MT
303
Novo Hamburgo - RS
2.209
Nova Olimpia - MT
200
Ourinhos - SP
1.335
Palmas - TO
1.784
Paranaguá - PR
1.781
Parnaíba - PI
3.266
Passo Fundo - RS
1.984
Patos de Minas - MG
1.270
Paulo Afonso - BA
2.841
Pelotas - RS
2.469
Petrolina - PE
2.671
Petrópolis RJ
1.959
Picos - PI
2.783
Poconé - MT
102
Poços de Caldas - MG
1.530
Ponta Grossa - PR
1.573
Ponta Porã - MS
1.023
Pontes e Lacerda - MT
442
Porto Alegre - RS
2.206
Porto Seguro - BA
2.550
Porto Velho - RO
1.456
Presidente Prudente - SP
1.146
Primavera do Leste - MT
241
Recife - PE
3.256
Ribeirão Preto - SP
1.303
Rio Branco - AC
1.990
Rio de Janeiro - RJ
2.017
Rio Verde - GO
699
Rondonópolis - MT
219
Salgueiro - PE
2.927
Salvador - BA
2.567
Santa Inês - MA
2.722
Santa Maria - RS
2.181
Santana do Livramento - RS
2.522
Santos - SP
1.686
São Carlos - SP
1.376
São Félix do Araguaia - MT
1.144
São José do Rio Preto - SP
1.199
São José dos Campos - SP
1.689
São Luís - MA
2.978
São Paulo - SP
1.614
Sinop - MT
501
Sobral - CE
3.296
Sorocaba - SP
1.625
Sorriso - MT
418
Tangará da Serra - MT
230
Taubaté - SP
1.726
Teófilo Otoni - MG
2.059
Teresina - PI
2.910
Três Lagoas - MS
1.039
Tubarão - SC
2.114
Tucuruí - PA
2.824
Uberaba - MG
1.151
Uberlândia - MG
1.048
Uruguaiana - RS
2.453
Vilhena - RO
752
Vitória - ES
2.119
Vitória da Conquista - BA
2.447
Volta Redonda - RJ
1.901
quarta-feira, julho 12, 2006
Estava lendo em outro blog, uma discussão sobre um pessoal de hoje já achar Strokes "velho” e NINGUEM conhecer Blur e Suede. O pior? Isso é muito verdade. MUITO.
Quando, em inícios de 2000 e alguma coisa, dei a cara a tapa e fui tocar lá no Pub 455, fiz um set (tosco é verdade) do que curtia muito. Foi Blur, Oasis, Suede, Primal Scream, Dodgy, Pulp e todas essas bandinhas inglesas dos anos 90. Nessa época já não surtiu efeito. Imagine agora. A cada nova geração, fica mais dificil. Talvez por ela estar cada vez mais distante da época em que o som foi feito.
Por exemplo:
Quem nasceu hoje terá, daqui a 20 anos, que ouvir tudo o que foi feito de hoje até lá, para ser, digamos, atual.
Para curtir música de verdade, ela terá que ir atrás de muitas outras informações, ou vir muitas outras referências.
Se ela quiser ser uma doente por música, mesmo que somente por um estilo, ela vai ter que ouvir MUITA coisa e pesquisar demais. É ler livros e revistas antigas, buscar as influências e se perder entre tantas grandes bandas de um disco só.
No fundo, acho que é simplesmente questão de tempo. Você precisa de tempo para descobrir e ouvir as coisas antigas, que nunca ouviu (e aí elas se tornam novas). Não dá para dar um download no cérebro com todos os verbetes da enciclopédia musical. Para eu, que tenho 30, o universo da música pode conter menos surpresas do que para um cara de 18 anos. Simplesmente porque tive 12 anos a mais de audição.
Acho que, por isso, a molecada que invade as festas hoje em dia curte as coisas novas e mais óbvias. Alguns deles chegarão aos 30 com muito mais informação do que eu. Afinal, não cresci com internet, soulseek, amazon.com, com todas essas ferramentas que trazem o mundo para seu quarto. Outros, chegarão aos 30 cheios de orgulho por fazerem parte do time de chicleteiros da ilha.
****
Isso me faz pensar na importância de lojas (boas lojas) de disco. Mas esse é um assunto para outro post.
Quando, em inícios de 2000 e alguma coisa, dei a cara a tapa e fui tocar lá no Pub 455, fiz um set (tosco é verdade) do que curtia muito. Foi Blur, Oasis, Suede, Primal Scream, Dodgy, Pulp e todas essas bandinhas inglesas dos anos 90. Nessa época já não surtiu efeito. Imagine agora. A cada nova geração, fica mais dificil. Talvez por ela estar cada vez mais distante da época em que o som foi feito.
Por exemplo:
Quem nasceu hoje terá, daqui a 20 anos, que ouvir tudo o que foi feito de hoje até lá, para ser, digamos, atual.
Para curtir música de verdade, ela terá que ir atrás de muitas outras informações, ou vir muitas outras referências.
Se ela quiser ser uma doente por música, mesmo que somente por um estilo, ela vai ter que ouvir MUITA coisa e pesquisar demais. É ler livros e revistas antigas, buscar as influências e se perder entre tantas grandes bandas de um disco só.
No fundo, acho que é simplesmente questão de tempo. Você precisa de tempo para descobrir e ouvir as coisas antigas, que nunca ouviu (e aí elas se tornam novas). Não dá para dar um download no cérebro com todos os verbetes da enciclopédia musical. Para eu, que tenho 30, o universo da música pode conter menos surpresas do que para um cara de 18 anos. Simplesmente porque tive 12 anos a mais de audição.
Acho que, por isso, a molecada que invade as festas hoje em dia curte as coisas novas e mais óbvias. Alguns deles chegarão aos 30 com muito mais informação do que eu. Afinal, não cresci com internet, soulseek, amazon.com, com todas essas ferramentas que trazem o mundo para seu quarto. Outros, chegarão aos 30 cheios de orgulho por fazerem parte do time de chicleteiros da ilha.
****
Isso me faz pensar na importância de lojas (boas lojas) de disco. Mas esse é um assunto para outro post.
segunda-feira, julho 10, 2006
Pronto. Deu Itália.
Acabou a Copa. A gente espera 4 anos e aí, um mês depois, a Copa acaba.
Não tem mais mesa redonda toda noite. Não tem mais futebol com grandes seleções, não tem mais grandes jogadores mundiais.
Dá uma especie de vazio. Sei lá. Me acostumei a isso. Agora é esperar. Mais 4 anos. É tempo pra chuchu.
triste...
Mas tem sempre o Botafogo. ai, ai...
*****
Tem uma coisa engraçada esse lance de inércia da vida. Às vezes tudo parece meio parado, mas quando você dá um passo, tudo começa a entrar em movimento e faz o mundo inteiro girar. girar. girar.
Vê só onde é que você vai parar.
Acabou a Copa. A gente espera 4 anos e aí, um mês depois, a Copa acaba.
Não tem mais mesa redonda toda noite. Não tem mais futebol com grandes seleções, não tem mais grandes jogadores mundiais.
Dá uma especie de vazio. Sei lá. Me acostumei a isso. Agora é esperar. Mais 4 anos. É tempo pra chuchu.
triste...
Mas tem sempre o Botafogo. ai, ai...
*****
Tem uma coisa engraçada esse lance de inércia da vida. Às vezes tudo parece meio parado, mas quando você dá um passo, tudo começa a entrar em movimento e faz o mundo inteiro girar. girar. girar.
Vê só onde é que você vai parar.
sexta-feira, julho 07, 2006
Uopa...
Olha eu aqui de novo.
E sabe o que pensei dia desses?
que sou como o chandler.
Ninguém sabe mesmo muito bem o que faço para ganhar a vida.
Ok, a maioria sabe que sou publicitário, que sou redator...
Mas e aí? Será que alguém vê um anúncio meu no jornal e diz: Que anúncio legal!
Acho sinceramente que nào.
Quando presto atenção nas pessoas lendo um jornal ou uma revista, elas sempre pulam as páginas com os anúncios. Dificilmente elas escolhem ler um anúncio de algo que nào tenham interesse em comprar ou utilizar o serviço.
Pensando bem, acho que trabalho para outros publicitários. Nós vemos o que os outros fazer e, acreditem, falamos MUITO mal do trabalho dos outros. Mas sabemos parabenizar quando as pessoas merecem os devidos parabéns.
Vai ver que é por isso que nos chamamos, quando estamos meio de saco cheio dessa profissão, de publiciotários!
***
Lindo o comentário do Tco aí embaixo.
Leiam. Vale a pena.
Olha eu aqui de novo.
E sabe o que pensei dia desses?
que sou como o chandler.
Ninguém sabe mesmo muito bem o que faço para ganhar a vida.
Ok, a maioria sabe que sou publicitário, que sou redator...
Mas e aí? Será que alguém vê um anúncio meu no jornal e diz: Que anúncio legal!
Acho sinceramente que nào.
Quando presto atenção nas pessoas lendo um jornal ou uma revista, elas sempre pulam as páginas com os anúncios. Dificilmente elas escolhem ler um anúncio de algo que nào tenham interesse em comprar ou utilizar o serviço.
Pensando bem, acho que trabalho para outros publicitários. Nós vemos o que os outros fazer e, acreditem, falamos MUITO mal do trabalho dos outros. Mas sabemos parabenizar quando as pessoas merecem os devidos parabéns.
Vai ver que é por isso que nos chamamos, quando estamos meio de saco cheio dessa profissão, de publiciotários!
***
Lindo o comentário do Tco aí embaixo.
Leiam. Vale a pena.
quarta-feira, junho 28, 2006
oi.
Estou com muitas coisas para escrever. Muitas. A maioria de trabalho. coisa.
Outro dia encontrei um amigo que há muito não via. papo vai, papo vem...
todos mais velhos, alguns barrigudos, outros melhores. Enfim, naquela de "vamos marcar uma cervejinha" foi que aconteceu. Sim, porque todo mundo (das antigas) quando se encontra sempre marca uma cervejinha, um churrasco, um encontro em algum lugar. Tem que se destacar que essas coisas nunca acontecem, mas fica aquela sensação de dever cumprido. "Pronto, fui simpático."
Mesmo que você nunca mais veja o danado do sujeito, a cervejinha sempre fica marcada, lá pro futuro, um dia quem sabe.
Mas então, voltando ao assunto, encontrei esse cara. Aí na hora da cervejinha, ele disse que não.
Como assim?
É. A gente se afastou, hoje eu tenho outra turma, saio com outras pessoas. Não acho que dê pra gente sair. Somos muito diferentes.
Ok, não foi assim, assim, mas foi algo assim.
Deu aquela parada para pensar.
***
no mais tardar vieram novas revelações de como isso pode fazer você rever toda a sua vida.
Realmente nos gostamos, passamos parte da infância e adolescência juntos, saímos, fizemos bagunça. Mas uma hora cada um foi pra um lado. mudanças de prédio, de classe social (sempre mais para baixo) ou de cidade afastam as pessoas. Perde-se o contato e com ele as coisas em comum. Tudo o que se tem com a pessoa é um passado relembrado em comum. No presente ela é uma completa estranha.
Ou o estranho é você, no caso eu.
Estou com muitas coisas para escrever. Muitas. A maioria de trabalho. coisa.
Outro dia encontrei um amigo que há muito não via. papo vai, papo vem...
todos mais velhos, alguns barrigudos, outros melhores. Enfim, naquela de "vamos marcar uma cervejinha" foi que aconteceu. Sim, porque todo mundo (das antigas) quando se encontra sempre marca uma cervejinha, um churrasco, um encontro em algum lugar. Tem que se destacar que essas coisas nunca acontecem, mas fica aquela sensação de dever cumprido. "Pronto, fui simpático."
Mesmo que você nunca mais veja o danado do sujeito, a cervejinha sempre fica marcada, lá pro futuro, um dia quem sabe.
Mas então, voltando ao assunto, encontrei esse cara. Aí na hora da cervejinha, ele disse que não.
Como assim?
É. A gente se afastou, hoje eu tenho outra turma, saio com outras pessoas. Não acho que dê pra gente sair. Somos muito diferentes.
Ok, não foi assim, assim, mas foi algo assim.
Deu aquela parada para pensar.
***
no mais tardar vieram novas revelações de como isso pode fazer você rever toda a sua vida.
Realmente nos gostamos, passamos parte da infância e adolescência juntos, saímos, fizemos bagunça. Mas uma hora cada um foi pra um lado. mudanças de prédio, de classe social (sempre mais para baixo) ou de cidade afastam as pessoas. Perde-se o contato e com ele as coisas em comum. Tudo o que se tem com a pessoa é um passado relembrado em comum. No presente ela é uma completa estranha.
Ou o estranho é você, no caso eu.
sábado, junho 24, 2006
então é copa...
Alemanha nas 4°...
Brasil vs Gana, depois de um jogo de verdade, com os "reservas". Estamos muito bem em 2010. porque em 2006 a copa não vem pra cá de jeito nenhum.
Mas também, ninguém tem tempo de ver os jogos todos, estudar os adversários...
Todos trabalhamos, e o Parreira prefere contar com seu joguinho de resultado do que com a genialidade de quem está melhor.
Digo e repito:
Brasil campeào? Não dessa vez.
Agora, Alemanha pode ser, assim como Argentina ou Itália.
Alemanha nas 4°...
Brasil vs Gana, depois de um jogo de verdade, com os "reservas". Estamos muito bem em 2010. porque em 2006 a copa não vem pra cá de jeito nenhum.
Mas também, ninguém tem tempo de ver os jogos todos, estudar os adversários...
Todos trabalhamos, e o Parreira prefere contar com seu joguinho de resultado do que com a genialidade de quem está melhor.
Digo e repito:
Brasil campeào? Não dessa vez.
Agora, Alemanha pode ser, assim como Argentina ou Itália.
sábado, junho 17, 2006
Bom, estou em falta com meus leitores.
Mas preciso separar minhas horas de vida entre o trabalho e a copa do mundo. É exatamente esta a separação. Quando estou no trabalho, estou no trabalho. Dou uma escapulida ou outra para ver os melhores momentos na tv ou para saber a quantas andam uma partida pela internet. Mas quando estou em casa, estou na Alemanha. Vejo e penso e respiro e me alimento de copa do mundo 24 horas por dia. Já sei todos os problemas que Ronaldão teve (e dessa vez, ele é Ronaldão mesmo, nada de chamá-lo de ronaldinho), das bolhas, da febre, da endoscopia, das náuseas. Estou quase decorando as escalações das melhores seleções do mundo, incluindo aí as surpresas Trinidad e Tobago e Equador.
Enfim, Copa é Copa. O resto é cozinha.
Primeira rodada que se foi. Terminou ontem. E posso destacar algumas coisas. Vamos a elas:
Alemanha é forte. Tem problemas, muitos deles, mas é uma seleção bem preparada para ganhar. Agora, posso escrever sabendo do resultado de Alemanha X Polônia. E depois dessa, podem esperar a Alemanha forte daqui para frente. Vai ser campeã? Não dá para dizer. Mas está aí entre as favoritas.
A Argentina foi pouco falada, disseram que não foi isso tudo, que levou um sufoco da Costa do Marfim, mas não caiam nessa. A Costa do Marfim é uma seleção muito forte fisicamente e com muitos jogadores habilidosos. Pena ter caído no grupo da morte. Se tivesse caído no grupo da França ou do México ou ainda da Espanha, com certeza ela estaria classificada. Mas pode faltar experiência para superar a Holanda e assim, temos um bom time de fora já na primeira fase.
Isso falado, voltemos a Argentina. Seleçãozinha chata a portenha. Meteu 2 na Costa do Marfim e quando parecia que ia ficar nisso mesmo tomou pressão. Mas agüentou a pressão de forma tão altiva que, mesmo que torcesse para os africanos, sabia que nada iria mudar aquele resultado. Dito e feito. E os danados nem colocaram o Messi para jogar, um jogador que dá de 10 em qualquer outro atacante argentino.
Do Brasil, prefiro não falar. Quando ele entrar em campo, talvez.
Mas preciso separar minhas horas de vida entre o trabalho e a copa do mundo. É exatamente esta a separação. Quando estou no trabalho, estou no trabalho. Dou uma escapulida ou outra para ver os melhores momentos na tv ou para saber a quantas andam uma partida pela internet. Mas quando estou em casa, estou na Alemanha. Vejo e penso e respiro e me alimento de copa do mundo 24 horas por dia. Já sei todos os problemas que Ronaldão teve (e dessa vez, ele é Ronaldão mesmo, nada de chamá-lo de ronaldinho), das bolhas, da febre, da endoscopia, das náuseas. Estou quase decorando as escalações das melhores seleções do mundo, incluindo aí as surpresas Trinidad e Tobago e Equador.
Enfim, Copa é Copa. O resto é cozinha.
Primeira rodada que se foi. Terminou ontem. E posso destacar algumas coisas. Vamos a elas:
Alemanha é forte. Tem problemas, muitos deles, mas é uma seleção bem preparada para ganhar. Agora, posso escrever sabendo do resultado de Alemanha X Polônia. E depois dessa, podem esperar a Alemanha forte daqui para frente. Vai ser campeã? Não dá para dizer. Mas está aí entre as favoritas.
A Argentina foi pouco falada, disseram que não foi isso tudo, que levou um sufoco da Costa do Marfim, mas não caiam nessa. A Costa do Marfim é uma seleção muito forte fisicamente e com muitos jogadores habilidosos. Pena ter caído no grupo da morte. Se tivesse caído no grupo da França ou do México ou ainda da Espanha, com certeza ela estaria classificada. Mas pode faltar experiência para superar a Holanda e assim, temos um bom time de fora já na primeira fase.
Isso falado, voltemos a Argentina. Seleçãozinha chata a portenha. Meteu 2 na Costa do Marfim e quando parecia que ia ficar nisso mesmo tomou pressão. Mas agüentou a pressão de forma tão altiva que, mesmo que torcesse para os africanos, sabia que nada iria mudar aquele resultado. Dito e feito. E os danados nem colocaram o Messi para jogar, um jogador que dá de 10 em qualquer outro atacante argentino.
Do Brasil, prefiro não falar. Quando ele entrar em campo, talvez.
sexta-feira, junho 09, 2006
Começou.
Finalmente estamos no mês mais interessante dos próximos quatro anos. Por que interessante???
COPA DO MUNDO, MEU IRMÃO!!!!!!!!!
Acabo de ver a Alemanha não jogar NADA e ganhar da Costa Rica que jogou menos ainda por 4 a 2. É um resultado mentiroso, pois parece que a Alemanha dominou, destruiu e nem tomou conhecimento do adversário. Mas os atuais vice-campeões ficaram temerosos quando a CR fez seu segundo gol, diminuindo a diferença para 3x2. Juro que vi uma Alemanha meio retraída, com medo de tomar o empate.
Até o gol espírita de Frings do meio da rua (um gol que ele nunca mais vai fazer!), as coisas estavam bem estranhas. Mas a partir daí, foi só segurar o resultado. Justo pela incrível fraqueza da Costa Rica, um time que não corre, não joga e pelo jeito foi só tomar Umchope na Alemanha (com trocadilho). Injusto pela falsa sensação de que a anfitriã passeou em campo.
Destaques: na pelada, apareceram Klose com 2 gols e Wanchope, também com 2 tentos marcados.
Momentos Copa:
- Galvão Bueno, em um de seus vários furos na transmissão, se RECUSOU a falar o nome do goleiro da Costa Rica, o Porras!
Finalmente estamos no mês mais interessante dos próximos quatro anos. Por que interessante???
COPA DO MUNDO, MEU IRMÃO!!!!!!!!!
Acabo de ver a Alemanha não jogar NADA e ganhar da Costa Rica que jogou menos ainda por 4 a 2. É um resultado mentiroso, pois parece que a Alemanha dominou, destruiu e nem tomou conhecimento do adversário. Mas os atuais vice-campeões ficaram temerosos quando a CR fez seu segundo gol, diminuindo a diferença para 3x2. Juro que vi uma Alemanha meio retraída, com medo de tomar o empate.
Até o gol espírita de Frings do meio da rua (um gol que ele nunca mais vai fazer!), as coisas estavam bem estranhas. Mas a partir daí, foi só segurar o resultado. Justo pela incrível fraqueza da Costa Rica, um time que não corre, não joga e pelo jeito foi só tomar Umchope na Alemanha (com trocadilho). Injusto pela falsa sensação de que a anfitriã passeou em campo.
Destaques: na pelada, apareceram Klose com 2 gols e Wanchope, também com 2 tentos marcados.
Momentos Copa:
- Galvão Bueno, em um de seus vários furos na transmissão, se RECUSOU a falar o nome do goleiro da Costa Rica, o Porras!
sábado, maio 20, 2006
Um dia, por acaso, me deparei com o Pinback.
Ele estava ali, numa pasta qualquer, esperando pra tocar.
Toquei. Confesso que esperava menos. Algo mais indiezinho, comercialzinho, até fraquinho.
Mas, obrigado moço daí de cima, que puta surpresa.
Uma calma nervosa, vocês podem imaginar isso?
melodias que parecem a ponto de explodir, mas que nunca o fazem. Campos verdes e piqueniques. alegria triste, vocês podem imaginar isso?
ondas batendo no rochedo.
Grandeza na simplicidade. E sei que isso vocês podem imaginar.
Ser simples é difícil. E sê-lo é especial, na sua simplicidade.
Não vou incensá-los como a salvaçào de nada. Talvez da minha manhã nublada de sábado.
Mas é isso que quero. Uma companhia simples, que fale das coisas do dia a dia, sem procurar saber os porquês.
Ele estava ali, numa pasta qualquer, esperando pra tocar.
Toquei. Confesso que esperava menos. Algo mais indiezinho, comercialzinho, até fraquinho.
Mas, obrigado moço daí de cima, que puta surpresa.
Uma calma nervosa, vocês podem imaginar isso?
melodias que parecem a ponto de explodir, mas que nunca o fazem. Campos verdes e piqueniques. alegria triste, vocês podem imaginar isso?
ondas batendo no rochedo.
Grandeza na simplicidade. E sei que isso vocês podem imaginar.
Ser simples é difícil. E sê-lo é especial, na sua simplicidade.
Não vou incensá-los como a salvaçào de nada. Talvez da minha manhã nublada de sábado.
Mas é isso que quero. Uma companhia simples, que fale das coisas do dia a dia, sem procurar saber os porquês.
amigos. o que escrever sobre eles?
difícil, não?
Acho que amigo não é aquela pessoa que gosta de você esperando algo em troca. Nào é uma pessoa que pede definições. Não é alguém em desespero ou triste. Apesar de poder ficar nessa situação, amigos sào sempre sinônimo de festa. Alguns acabam virando irmãos ou irmãs. Outros se afastam, mas deixam com a gente lembranças de milhares de segundos alegres. História. De vida. Amigos não precisam nem ser bem alimentados. Isso a gente pode deixar pros cachorros.
Enfim, amigos servem para fazer sorrir.
***
valeu aí, gente, pela festa. Realmente não saquei nada e foi uma baita surpresa. O bolo estava uma delícia e o recheio de amigos do lugar tornou cada momentinho daquela noite especial.
difícil, não?
Acho que amigo não é aquela pessoa que gosta de você esperando algo em troca. Nào é uma pessoa que pede definições. Não é alguém em desespero ou triste. Apesar de poder ficar nessa situação, amigos sào sempre sinônimo de festa. Alguns acabam virando irmãos ou irmãs. Outros se afastam, mas deixam com a gente lembranças de milhares de segundos alegres. História. De vida. Amigos não precisam nem ser bem alimentados. Isso a gente pode deixar pros cachorros.
Enfim, amigos servem para fazer sorrir.
***
valeu aí, gente, pela festa. Realmente não saquei nada e foi uma baita surpresa. O bolo estava uma delícia e o recheio de amigos do lugar tornou cada momentinho daquela noite especial.
terça-feira, maio 16, 2006
25 = 30?
Lembro quando fiz um quarto de século. Escrevi alguma coisa aqui ou em algum outro lugar. Usava a idade, os 25, o quarto de século, como um peso imenso sobre meus ombros. Como se fosse a última idade a superar. Mas não é esse texto antigo ou a idade que estão em questão. Mas o tempo em si. Aos 25 escrevi sobre dúvidas, certezas, caminhos. Agora faço 30. Cinco anos ficaram para trás e percebo que estou me repetindo. Será que preciso de um reset? Será que a agulha está agarrada em apenas uma parte da música?
Quero falar de conquistas, muitas delas mais fáceis do que pensava. De derrotas, algumas difíceis de encarar. De vontade e certeza de desejos. De outros caminhos.
De cortar a unha e beber sem vontade. De pedir pizza de brigadeiro. De sair com amigos para dentro de casa. De ouvir músicas antigas como se fossem de ontem e ouvir bandas novas como se fossem velhas conhecidas. De viagens para todo lugar, sendo todo lugar, qualquer lugar. De vida, acima de tudo.
Então é isso.
Lembro quando fiz um quarto de século. Escrevi alguma coisa aqui ou em algum outro lugar. Usava a idade, os 25, o quarto de século, como um peso imenso sobre meus ombros. Como se fosse a última idade a superar. Mas não é esse texto antigo ou a idade que estão em questão. Mas o tempo em si. Aos 25 escrevi sobre dúvidas, certezas, caminhos. Agora faço 30. Cinco anos ficaram para trás e percebo que estou me repetindo. Será que preciso de um reset? Será que a agulha está agarrada em apenas uma parte da música?
Quero falar de conquistas, muitas delas mais fáceis do que pensava. De derrotas, algumas difíceis de encarar. De vontade e certeza de desejos. De outros caminhos.
De cortar a unha e beber sem vontade. De pedir pizza de brigadeiro. De sair com amigos para dentro de casa. De ouvir músicas antigas como se fossem de ontem e ouvir bandas novas como se fossem velhas conhecidas. De viagens para todo lugar, sendo todo lugar, qualquer lugar. De vida, acima de tudo.
Então é isso.
sábado, maio 13, 2006
Nunca li letra de música em blog. Sei que vocês não lêem também.
Dane-se. Essa letra combina tanto com a música que merece ser lida.
Com vocês: THE SHINS
e parece que esse ano tem the shins novo.
Direto pro top ten.
New Slang (when you notice the stripes)
Gold teeth and a curse for this town were all in my mouth.
Only, i don't know how they got out, dear.
Turn me back into the pet that i was when we met.
I was happier then with no mind-set.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
New slang when you notice the stripes, the dirt in your fries.
Hope it's right when you die, old and bony.
Dawn breaks like a bull through the hall,
Never should have called
But my head's to the wall and i'm lonely.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
God speed all the bakers at dawn may they all cut their thumbs,
And bleed into their buns 'till they melt away.
I'm looking in on the good life i might be doomed never to find.
Without a trust or flaming fields am i too dumb to refine?
And if you'd 'a took to me like
Well i'd a danced like the queen of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
Dane-se. Essa letra combina tanto com a música que merece ser lida.
Com vocês: THE SHINS
e parece que esse ano tem the shins novo.
Direto pro top ten.
New Slang (when you notice the stripes)
Gold teeth and a curse for this town were all in my mouth.
Only, i don't know how they got out, dear.
Turn me back into the pet that i was when we met.
I was happier then with no mind-set.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
New slang when you notice the stripes, the dirt in your fries.
Hope it's right when you die, old and bony.
Dawn breaks like a bull through the hall,
Never should have called
But my head's to the wall and i'm lonely.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
God speed all the bakers at dawn may they all cut their thumbs,
And bleed into their buns 'till they melt away.
I'm looking in on the good life i might be doomed never to find.
Without a trust or flaming fields am i too dumb to refine?
And if you'd 'a took to me like
Well i'd a danced like the queen of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
Não é de hoje que escuto o Death Cab for Cutie. Nem o Postal Service.
Mas devo admitir que passo por uma fase Death cab.
Escuto suas melodias e penso em como são próximas às belezas que outra banda, o REM para ser mais exato, fez em diversas fases de sua carreira.
Preciso colocar aqui que o REM é, para mim, uma das bandas mais bonitas e tristes de todos os tempos. Death Cab poderia bem ser a resposta dos anos 00 ao REM dos 80 e 90.
Suas músicas pecam pela beleza excessiva, pela melancolia excessiva, pelo poder de serem excessivamente viciantes.
Mas enfim, a melancolia extrema é boa e viciante mesmo.
Boa porque nos faz pensar, nos faz guardar dentro de nós mesmos o tempo, e assim passamos imensos momentos de reflexão em apenas algumas notas. É como se aquela dorzinha que você sente no fundo do peito, aquele nózinho na garganta te fizesse andar pra frente, pensar, criar, buscar uma soluçào diferente da lágrima.
Eu escrevo. Mal, mas escrevo. E saio por aí, com um sorrisinho besta na cara, como se tivesse acabado de dar tchau pra chatice da vida por uma noite.
Bom isso, né?
:)
"Sorrow drips into your heart through a pinhole
Just like a faucet that leaks and there is comfort in the sound
But while you debate half empty or half full
It slowly rises, your love is gonna drown"
Death cab for cutie - Marching bands of Manhattan
Mas devo admitir que passo por uma fase Death cab.
Escuto suas melodias e penso em como são próximas às belezas que outra banda, o REM para ser mais exato, fez em diversas fases de sua carreira.
Preciso colocar aqui que o REM é, para mim, uma das bandas mais bonitas e tristes de todos os tempos. Death Cab poderia bem ser a resposta dos anos 00 ao REM dos 80 e 90.
Suas músicas pecam pela beleza excessiva, pela melancolia excessiva, pelo poder de serem excessivamente viciantes.
Mas enfim, a melancolia extrema é boa e viciante mesmo.
Boa porque nos faz pensar, nos faz guardar dentro de nós mesmos o tempo, e assim passamos imensos momentos de reflexão em apenas algumas notas. É como se aquela dorzinha que você sente no fundo do peito, aquele nózinho na garganta te fizesse andar pra frente, pensar, criar, buscar uma soluçào diferente da lágrima.
Eu escrevo. Mal, mas escrevo. E saio por aí, com um sorrisinho besta na cara, como se tivesse acabado de dar tchau pra chatice da vida por uma noite.
Bom isso, né?
:)
"Sorrow drips into your heart through a pinhole
Just like a faucet that leaks and there is comfort in the sound
But while you debate half empty or half full
It slowly rises, your love is gonna drown"
Death cab for cutie - Marching bands of Manhattan
quarta-feira, maio 10, 2006
segunda-feira, maio 08, 2006
Uma fictícia carta de despedida
É com grande prazer que digo adeus. Mas o prazer não vem da adeus propriamente dito ou dito com propriedade. Ele vem do futuro. O futuro, sabe? Aquela coisa que não existe, assim como o passado ou o daqui a 2 minutos. Então, dele mesmo. É que ele está com cara de coisa boa. Com cara de portas se abrindo. Não de caminhos se fechando, ou de estradas sem curvas, em monótonas autobahns da vida. Acho que o mais legal de dizer adeus é dizer feliz. Sem pensar em repetir erros. Partir e sempre que der na telha, voltar a partir.
Somos infinitamente pequenos. Somos infinitamente restritos. Somos infinitamente temerosos. E não somos infinitos.
Como você anda gastando seu tempo, curto que só, aqui neste mundo? Preso em uma sala? Imóvel em frente a um computador? Eu não. Vou para a rua. Vou andar, sair por aí. Sem rumo, sim. Sem pressa, sim. Sem necessidade de chegar a algum lugar ou conseguir alguma coisa. Minha única necessidade é sentir. Me sentir. Livre, leve, solto ou parte de um clichê. É. É por aí.
Adeus.
******
O tudo e o nada. O tempo todo.
Quero tudo, tenho o nada.
Quando não quero nada,
o tudo vem e aparece.
Tudo é nadar.
E morrer na praia.
Nada é tudo.
Justamente por não ser nada.
Nada é o agora,
enquanto o tudo é sempre em frente.
Ou perdido no passado.
Sejamos nada para, no fim,
vermos tudo claro como nada
sempre ou nunca foi.
******
Dizem da náusea de Sartre.
Mas e as minhas?
********
Como diria o pensador, filósofo das massas, massas encefálicas, Mr. Reznor:
Everyday is EXACTLY the same.
******
88888888888888888888888888
888888888888888
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É com grande prazer que digo adeus. Mas o prazer não vem da adeus propriamente dito ou dito com propriedade. Ele vem do futuro. O futuro, sabe? Aquela coisa que não existe, assim como o passado ou o daqui a 2 minutos. Então, dele mesmo. É que ele está com cara de coisa boa. Com cara de portas se abrindo. Não de caminhos se fechando, ou de estradas sem curvas, em monótonas autobahns da vida. Acho que o mais legal de dizer adeus é dizer feliz. Sem pensar em repetir erros. Partir e sempre que der na telha, voltar a partir.
Somos infinitamente pequenos. Somos infinitamente restritos. Somos infinitamente temerosos. E não somos infinitos.
Como você anda gastando seu tempo, curto que só, aqui neste mundo? Preso em uma sala? Imóvel em frente a um computador? Eu não. Vou para a rua. Vou andar, sair por aí. Sem rumo, sim. Sem pressa, sim. Sem necessidade de chegar a algum lugar ou conseguir alguma coisa. Minha única necessidade é sentir. Me sentir. Livre, leve, solto ou parte de um clichê. É. É por aí.
Adeus.
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O tudo e o nada. O tempo todo.
Quero tudo, tenho o nada.
Quando não quero nada,
o tudo vem e aparece.
Tudo é nadar.
E morrer na praia.
Nada é tudo.
Justamente por não ser nada.
Nada é o agora,
enquanto o tudo é sempre em frente.
Ou perdido no passado.
Sejamos nada para, no fim,
vermos tudo claro como nada
sempre ou nunca foi.
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Dizem da náusea de Sartre.
Mas e as minhas?
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Como diria o pensador, filósofo das massas, massas encefálicas, Mr. Reznor:
Everyday is EXACTLY the same.
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quarta-feira, abril 26, 2006
Tem gente que faz poesia para colocar em suas músicas. E chamam isso de letra.
Mas e quando a poesia é suja, esculachada e tem um toque de humor negro e filme B?
Ah, aí temos uma música do Misfits.
LONDON DUNGEON
They called us walking corpses
Unholy living dead
They had to lock us up
Put us in their british hell
Make sure your face is clean now
Can’t have no dirty dead
All the corpses here are clean, boy
All the yanks in british hell
I don’t wanna be here in your london dungeon
I don’t wanna be here in your british hell
Ain’t no mystery why I’m in misery in hell
Here’s hoping you’re swell
Mas e quando a poesia é suja, esculachada e tem um toque de humor negro e filme B?
Ah, aí temos uma música do Misfits.
LONDON DUNGEON
They called us walking corpses
Unholy living dead
They had to lock us up
Put us in their british hell
Make sure your face is clean now
Can’t have no dirty dead
All the corpses here are clean, boy
All the yanks in british hell
I don’t wanna be here in your london dungeon
I don’t wanna be here in your british hell
Ain’t no mystery why I’m in misery in hell
Here’s hoping you’re swell