quarta-feira, abril 26, 2006

Tem gente que faz poesia para colocar em suas músicas. E chamam isso de letra.
Mas e quando a poesia é suja, esculachada e tem um toque de humor negro e filme B?
Ah, aí temos uma música do Misfits.

LONDON DUNGEON

They called us walking corpses
Unholy living dead
They had to lock us up
Put us in their british hell

Make sure your face is clean now
Can’t have no dirty dead
All the corpses here are clean, boy
All the yanks in british hell

I don’t wanna be here in your london dungeon
I don’t wanna be here in your british hell
Ain’t no mystery why I’m in misery in hell
Here’s hoping you’re swell

quarta-feira, abril 19, 2006

Pérolas escondidas.

Bom, para alguém que baixa música compulsivamente (menos um pouco agora porque estou sem cds para fazer backup e o espaço no HD está acabando)...

Bom, para alguém que baixa música compulsivamente, ouvir tudo é quase impossível. Então tem-se a oportunidade de passar batido por algumas coisas boas e se pegar ouvindo mil vezes a música nova do Backstreet Boys, Mil, não. Exagerei. Mas umas 15 vezes pode acontecer. E só o tempo, e a sorte, podem reparar alguns erros. Em certos casos, erros irreparáveis. Clássicos passam batido de verdade e só depois você se dá conta que é impossível viver sem aquela canção, ou em maior escala e menor frequência, sem aquele disco.

Noutras vezes, a bolachinha é esquecida e um tempinho depois você ouve e ela já não parece mais tão comum, nem tão chata. E nem pensem em me recriminar. Na maioria das vezes admito que não escuto tudo o que pego mesmo. E quando ainda não ouvi respondo isso mesmo: ainda não ouvi. Queria ver vocês ouvindo 50 músicas em 5 minutos. É início e refrão. E às vezes esse método é furada. Mas na maioria das vezes, ele serve pra peneirar legal as músicas que vão estourar. Lá em casa, pelo menos.

Acho que não preciso explicar que discos são obras de arte, como qualquer outra. Devem ser observados e percebidos como tal em sua integridade. Não como um apanhado de músicas, com algum possível hit. Ou como uma fábrica de milhões. Por isso, o método Kubitschek (50 músicas em 5 minutos, 50 em 5, entenderam?) tem suas falhas.

Bom, tudo isso para falar que estou finalmente ouvindo The Open. Uma bandinha que fez um disco apontado como um dos melhores de 2003 ou 2004, já nem lembro mais. Silent Hours é seu nome. Não tem nenhum início agitado, nem um refrão pegajoso de primeira. Mas ouvido de cabo a rabo se mostra consistente. Talvez por todas as suas poucas músicas baterem, pelo menos, na casa dos 4 minutos, ou seja, 1 minuto além do consagrado formato pop. Deve ser por isso que ele mereça um tempo maior de audição para chegar, não aos ouvidos, mas ao coração.
De uma balada para uma músiquinha estilo Beatles, anos 60, para uma viagem de guitarras e além, como diria Super-homem. Vai levando, seguindo em frente, faixa após faixa. E depois dá vontade de ouvir de novo aquele pedacinho, aquela voz no canto da música.
Aí bate aquela nostalgia, meado dos 90 pra frente, bandinhas assim nem tão conhecidas e legais, boas descobertas, um mundo inteiro de música pela frente...

Vale a pena gastar alguns minutos de velox, já tão banalizados, para pegar esse disco. Não que ele vá mudar sua vida, mas você pode encontrar um pouco de carinho/conforto nele. Como se eles fossem só a sua banda.

And, sometimes, that’s all that matters.

Para ouvir (em seu devido tempo):
The Open – Silent Hours
Elevation
Step into the Light
Close my Eyes
Bring me Down (mas só pelo climão Indie 90’s)


serviço completo:



Audio CD
(July 5, 2004)
Universal

Track Listings
1. Close My Eyes
2. Bring Me Down
3. Lost
4. Forgotten
5. Daybreak
6. Just Want To Live
7. Step Into The Light
8. Coming Down
9. Can You Hear
10. Elevation

Product Description
Debut from the Liverpudlian indie rock quintet whose epic sound has them compared to Doves, Echo & The Bunnymen and the Cocteau Twins, whose Simon Raymonde produced the album.

sexta-feira, abril 14, 2006

CERVEJAS!!!

 


DESPERADO MAS
sabe a Nova Schin 2, aquela com mistura de tequila e limão? então, aqui foi um fracasso. Gosto de água com gás, misturada com tônica. Sumiu das prateleiras. POis lá em Paris me vi de cara com essa. Comprei um doritos genérico de pimenta (coitada da Lu) e parti pra essa franco-mexicana. Qual foi minha surpresa quando senti exatamente o gosto que esperava. Era meio doce, mas ainda tinha um gostinho de cerveja e tequila. Enfim, uma Ice de cerveja.
Bebi como água e logo depois voltei para a minha boa e velha amargona.
Experiências, como diria o chef. Tem que se experimentar!
Nota 8, pelo gosto de refrigerante. Posted by Picasa
CERVEJAS!!!

 


Café les deux moulins. O mesmo da Amelie Poulin.
Sentamos e ficamos um tempão vendo o lugar. bem diferente de como pensei. Sem o estilo "filme". Tava muito mais para um local de turismo, cheio de estrangeiros, e até, atrevo-me a dizer, meio decadente. Pedimos o maior copo que tinha lá. Uma titiquinha de 300 ml, se chegava a isso. A cerveja era a já conhecida 1664, da Kronenburg. Já conhecida porque foi dela que tomei na primeira refeição a bordo do avião com destino a Europa. Cerveja honesta, com um bom sabor e um pouco de amargor no fim. Uma lager típica, mas nada pela qual se deva ter calafrios numa noite de verão. Se começar a estipular uma nota... diria que passa com 7. Posted by Picasa

quinta-feira, abril 13, 2006

Para matar a saudade - This Train Terminates at Stanmore!!!!


Believe the Hype

Sei que não vou ser o primeiro a falar deles. Na verdade, posso ser mesmo um dos últimos. Coisa que, para quem sempre buscou falar de coisas novas, não é comum. No entanto, o Arctic Monkeys merece estar aqui. Mesmo atrasado e com todo hype em cima deles. Mas acredite, todo o hype, dessa vez, tem fundamento. O que se escuta no primeiro disco dessa banda, formada por ingleses de mais ou menos 20 anos, é uma urgência típica da juventude. Uma catarata de sons. Pesados. Tensos. Graciosos. Soam exatamente como uma banda que não esperava estar em uma página de revista no Brasil. Mas estão.
A despretensiosidade, e as boas músicas, os colocaram no topo do mundo em pouco tempo. E de lá, ainda assustados com tamanha popularidade, o Arctic Monkeys vibra. Em “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, o peso do rock anda lado a lado com a facilidade do pop. Dos primeiros acordes de The view from the Afternoon, sua primeira faixa, até o silêncio inalterável após a última nota da última música, o que acontece a sua volta parece não importar. É. É assim mesmo. Talvez por isso eles mereçam estar aqui. Ou talvez esse disco seja bom o bastante para dobrar o mais orgulhoso dos críticos.



Aqui antes
Da janela do avião, tudo o que via eram nuvens. Muitas nuvens. Isso quando não estava dentro de uma delas, o que não me possibilitava enxergar muito além do meu nariz. E foi assim que cheguei na terra dos Leprechauns, dos trevos e dos pubs. Muitos pubs.

Corre o boato que os irlandeses são os brasileiros da Europa. Tirando a falta de jeito para o futebol, poderiam até ser mesmos. Têm um gosto muito particular para o sorriso, para a conversa e para o jeitão tropical de levar a vida numa boa. A Irlanda, amigos, não é um país sério, poderia dizer o General de Gaulle. Mas eles o são. Sérios principalmente quando o assunto é bebida. E eu, com uma pequena disfunção hepática recém diagnosticada, fui para lá lavar a alma antes de dar um tempo no etílico. Não poderia ter escolhido um lugar melhor. Em todo lugar que se olha, a rainha das cervejas está presente. E ela, ao contrário das nossas loiras geladas, é uma morena quente. Placas e pubs carregando a marca da Guinness existem aos borbotões, como se uma fonte inesgotável dessa maravilha estivesse no meio de uma praça, para os sortudos irlandeses. Enfeitiçando cada passo, tornando sua estada no lugar uma experiência inebriante. Um tornado em sua cabeça deixando tudo sempre mais leve. Dublin é assim. Uma cidade com, pelo menos, 5% de graduação alcoólica no ar.

E desse jeito, sempre meio alegre, se vai andando para todo lugar. Visita a fábrica da Guinness, a fábrica do Jameson, a fábrica do Bailleys. Compra uma camisa verde, com o trevo símbolo do país, tenta entender o celta, a língua deles de verdade, e se rende ao hambúrguer nada diferente do Supermac’s. De repente, você se vê irlandês. Não consegue sentir falta do sol, das mulatas, das pernas de fora. E se torna mais um. Começa a não gostar de espanhóis e ingleses cambaleantes, paisagem típica. Começa a ter um pouco de ciúmes de sua cidade, antes tranquila, mas agora invadida por turistas acidentais, aproveitando o preço baixo das coisas. Apesar de, para brasileiros, o “barato“ ainda ser em euro. Começa a ter o seu pub, aquele que você frequenta diariamente, nem que seu diariamente valha por apenas dois dias.

Entender esse local, essa cultura, faz parte de uma experiência maior. Parte do gosto pela cerveja, para o gosto pela música, sempre da melhor qualidade e em qualquer lugar. Seja nas ruas, onde artistas se apresentam em busca de trocados, seja nos restaurantes, onde a música ambiente passa longe da muzak, mas se aproxima maravilhosamente do que de melhor as Ilhas Britânicas têm para nos oferecer. Como Bowie, Beatles e Oasis, só para citar os mais conhecidos. Mas são os não conhecidos, aqui no Brasil, que mantêm o nível musical sempre próximo da perfeição. Claro, pode ser efeito da cerveja, que nos pubs é sempre intercalada com um shot de whiskey (com E mesmo). Ou pode ser o ótimo gosto que os danados realmente têm pela vida. Ou ainda o nacionalismo que emana de cada esquina e, muito diferente da patriotada americana, é simpático e convidativo.

É com essa leveza de espírito que Dublin se firma como uma cidade feita, principalmente, para amigos e para um ótimo bate-papo regado por sua estupenda cerveja e música. Só falta agora eles gritarem pentacampeão.

domingo, abril 02, 2006

 

Sessão Finesse - parte 2

Como sou muito fino, minha espera no Aeroporto de Paris foi regada a ...
Perrier. Bom, tem gosto de água. Como qualquer água tem, até mesmo a da pia. Mas ficou bonita na foto. Metido eu, né? Posted by Picasa
 

Como sou muito fino, fui até Paris para poder pedir um LE big mac. Acompanhado de uma bela cerveja.

hahahaha
Tarantino na veia!

:) Posted by Picasa
 

Tem vista mais clássica de Paris do que a Torre vista da Trocadero?!

Não tem, né?
por isso divido essa daqui com vocês. Posted by Picasa
 


Um pouco de Paris para variar. Esse aí é um pouquinho de mim, em frente ao Louvre.
para chegar lá é fácil. Pegue o metrô (se ele não estiver em greve) e salte na estaçào Concorde. É na Praça da Concórdia, em frente ao Obelisco do Napoleão(viram, nào é só o Rio que tem Obelisco do "Napoleão" César Maia).
A partir daí, entre nos Jardins Tulleries (ou algo assim) e ande. Mas ande mesmo, com vontade. Lá no final do lindo jardim tem o Louvre. E um pedacinho da minha cara.
hehehe Posted by Picasa

sexta-feira, março 31, 2006

 


Mais uma foto da viagem. Como o fotolog nào funciona...
Isso é na Normandia, em Longueville Sur Mer. Ou algo assim.
Eram 4 pillboxes (como eles chamam esses "bunkers para canhões"), todos com suas armas. Hoje em dia, só duas continuam lá. Enferrujadas, mas ainda assustadoras.
Esse daí disparava 6 tiros por minutos, era operado por dois soldados(um "navegador" que coordenava a direção do tiro e o puxador de gatilho), que eram revezados a cada 20 minutos, pois o barulho era tão intenso que depois desse tempo, os soldados começavam a ficar abalados e perdiam a "pontaria".
Lindo. Lindo. Posted by Picasa

quarta-feira, março 29, 2006

pronto. acabou.
Estou em casa, descansado, ainda um pouco torto por causa do fuso horario e da micro cadeira da Air France.

Os ultimos dias foram de compras intensas. hehehe
vimos qu4e Paris é muito caro, comparado até com Londres e suas libras fabulosas. E Paris realmente é uma beleza de cidade. O que estraga ela é quem mora lá. Nào que os franceses sejam desrespeitosos ou rudes como disseram. Longe disso, todos eles foram muito legais e, se não amistosos, eram diretos. Mas nunca os achei grossos, em geral.
Turista é o que faz Paris andar. tudo é para eles. A quantidade de lojas com souvenirs não está no gibi. Tem de tudo, desde imã de geladeira a bijuteria.

Bom, a viagem de volta foi tranquila. Mas fiquei algo em torno de 29 horas sem um banho, de um lado para o outro. Não dá para aguentar. mesmo. Chegamos em Vix, fomos direto pro chuveiro. Depois abrimos as malas e tentamos arrumar a confusão de coisas. Tinha lembrancinha que nem eu lembrava. hahaha

***

resumindo, a viagem foi assim:

Saimos de Vitoria de manha, rumo a Sao Paulo. Troca de aeroportos e espera de mais de 8 horas. Embarque para Paris, finalmente. Viagem tranquila. Com direito a filme indicado pro Oscar e tudo mais. Chegamos a Paris debaixo de chuva. Mudamos de terminal e fomos para Dublin, direto. Sem nem pensar em ver nada de Paris.

Dublin tem um aeroportio bonitinho. A cidade toda é bonitinha, sabem. Nada que dê aquela embasbacação para turista, mas que valeu cada segundo para mim (pombas, é A casa da Guinness). Muitas atrações legais para se ver, coisas legais para se fazer e uma chuvinha que teimava em cair quase todo dia na hora do almoço. Primeiras cervejas? Guinness e Newcastle Brown Ale.

visitamos uma prisão, uma loja de roupas, a Tower records, andamos por quase toda a cidade e nos perdemos faltando 15 minutos para fechar a entrada da fábrica da Guinness. Chegamos a tempo, visitamos as instalações sagradas,bebemos vendo Dublin por inteira. Fomos ao Museu de Arte Moderna. Lindo o museu. As exposições legais, mas nem tanto. Fomos a uma prisão do começo do século. História Irlandesa. Pubs e Pubs. Tentamos nos fazer entender: impossível. Irlandeses não falam inglês. AQUILO não pode ser inglês. Andamos por ruas onde bandas tocavam, onde turistas se esbarravam, onde escoceses invadiam cada bar, fazendo algazarra e tocando gaita de foles (isso aconteceu MESMO). Era um jogo da liga das seis nações de Rugbi. É, também NUNCA ouvi falar. Mas enfim, valeu pra sentir que os escoceses tocam o horror mesmo. Comprinhas de discos, comprinhas de copisas, comprinhas e comprinhas. Mas não muito, porque a viagem está só ocmeçando e precisamos poupar o dinheiro. Claro, claro.

Entào, vamos para Londres? vamos. Mas e a imigraçào? acho que vai dar tudo certo, nào deu?!
Ué, sem imigraçào?! Sim. De Dublin p/ Londres, via Stansted não teve imigração. Andamos num avião de plástico. Cadeiras de plástico, água a 2 euros, chá com leite. Bem-vindo à Ryanair. Stansted agora, longe da cidade. Olha o trem. Olha a neve. NEVE?!
é. lá fora. Nào dá pra ver direito, nào dá pra tocar direito. mas é neve, tá.

Londres. Liverpool Street Station. Meu Deus e agora?!
Fernanda vem em nosso socorro. Somos resgatados, compramos nossos passes e viva Londres. Festa de chegada, pub. Não tantos como na Irlanda. Não tão clássicos como na Irlanda. Em vez de um corredor onde tudo é meio apertado,meio escuro, em Londres, os pubs sào maiores. Coisa de cidade grande. Hum... pode fumar em Londres. Em Dublin era proibido. Tinha sempre um no frio fumando. Em londres fico fedendo a cigarro. Tudo bem, desce mais uma. Quero aquela dourada. Nào é cerveja? é cidra? Então é ela mesma. Champagne doce. Gostosa a danada, pesada a danada. Todos alegres a cantar. Que tal subirmos pro segundo andar?
Ainda é nossa primeira noite? Segundo andar tem uma festa de 21 anos... Deixa, lá tem DJ. Toca Oasis, Blur, Pulp, Arctic Monkeys e todos parecem conhecer essas coisas. As inglesas bebem e ficam completamente loucas. Dizem que é daí pra cama. Boa idéia. Vamos embora que amanha ainda é só o segundo dia.

Vamos pra Picadilly Circus. Olha a fonte. Olha o Burguer King, olha a ....
MEU DEUS. Olha a Virgin!!!
Entra, entra, vamos entrar!!

Rock/pop. é isso que sou em Londres.
Independente. é isso que sou em Paris.
Bêbado. É o que sou na Irlanda.

andar, andar, andar. Olha a roda gigante. Gigante mesmo. Ah, é London Eye.
E esse Big Ben, todo pomposo, do lado desse parlamento metido a besta?!
Vamos andar que o dia tá frio. Parada pra um chá, sempre com leite (acostumei, gostei). Frio, que frio. O Imperial War Museum é aqui perto. Vamos lá?

Fomos e passamos a tarde toda. E ainda faltou dois andares. esse é meu Louvre. Experiencias em trincheiras (WWI) e durante um bombardeio em Londres (WWII).

Precisa mais? Precisar não precisava, mas ainda teve milhares de outras coisas. Notting Hill, Portobello road, Camden Town (e o momento de loucura com CDs e botas), Carnaby Street, Hampton Court, Abbey Road, Hyde Park, Chelsea, Buckingham, tudo, quase tudo. Cadê o curry? Hum, esse é o restaurante indiano. Muita, mas muita pimenta. Quase nenhum sal. Cerveja Cobra. Indiana. Legal.

Temos mesmo que ir? tava tão legal. Todos tão legais com a gente. Impossível descrever todos os dias, todas as horas, todas as coisas. Desde a maçã no parque ao Kit Kat pelas ruas depois de algumas horas de andadas. Entra no metrô, pega o ônibus, salta no segundo ponto. Mind the gap, mind the gap. This train terminates at Willesden Green!

Vôo, Paris. Carro, estrada, pedágio. Roda, roda. tem hotel? cade hotel? come aqui? come ali? ta tarde. Ufa. Olha o Hotel ali. Vamos comer Kebab. sanduiche arabe de carneiro ou frango com molho de alho, cebola, tomate, alface...
dormir. Achamos o outro hotel. Fórmula 1!
Barato do lado de um supermercado.
Perto do Memorial da Paz. Vamos a ele? lindo, lindo. mais WWII. Agora, aqui. Do lado. Amanhà tem passeio. Olha a lojinha do museu. Meu Deus!
De volta para o Hotel, ao lado do supermercado.
É hoje!
Vinho, quiejo, croissant. Que noite. amanhã não como.
comi. chocolates, biscoitos, madalenas... vinho, cerveja belga. Fotos, fotos.

Um dia na Normandia. Andamos de carro, sofremos com o frio. Mas nenhum tiro foi disparado. Bom. Ótimo. Ainda tem ficha para cair. Queria mais. Mais tudo. Tudo de novo.

Vamos para Paris hoje? Vou dirigir pelas auto-estradas de lá. 130 por hora o tempo todo. E dentro dos limites permitidos por lei. Sem multa, 20 euros de pedágio. Disquinhos no som. Paris. Trem, metrô, mendigos, manifestaçào (uma, pequenininha, na estaçào de metrô). Desbunde. Louvre. Mona Lisa. Torre, pânico a sei lá quantos metros do chào. Parque, Darth Vader, exposição Star Wars, Yoda. Praças, várias delas, de todos os fomatos, de todos os tamanhos. Água benta em Notre Dame. Em Magdalena. Em Sacre Coeur. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém.

Obeliscos, estátuas, muito dourado nas estátuas. Lugar pobre, lugar rico. Gente que olha. Gente que vê. Escadas, escadas everywhere. 15graus C. Quente, né?
Andar a toa, totalmente a toa. Comer baguete de suvaco. Sandwiche baguette thon, oeuf et crudités. Meu mil folhas com bastante creme, por favor. Últimas guinness, elephants, desperados, Kronenburg, Amelie Poulin, vamos embora. Agora.
Tchau, que nào quero mais você, ingrata. Cidade estranha.
Quero tudo o que deixei pra trás. Uns acham que no Brasil, outros em Londres, talvez até Dublin. Mas não deixei nada pra trás, não. está tudo a frente. Sempre.

Até mais ver, minha gente.
Até mais ver.

Café? nào. Chá? Nào tem?

sábado, março 25, 2006

ooooooooooooooooi.
paris dia - andar e subir escadas.
paris noite - guinness e internet

***

historias engracadas da viagem.
Eu, bem feliz aqui no Macdonalds de Paris, tentando arranhar um frances medonho (depois mostro pra voces) e o caixa me disse, pode falar em ingles (disse em ingles, obvio). Pronto, eu, todo cheio de confianca fui e mandei:
"EU QUERO UM ECSBURGUER!!!"

CARALHO... traduzi xburguer ao pe da letra. Foi ridiculo... o cara olhou pra mim, eu olhei pra ele, uma mulher atras de mim riu e eu tive que rir junto.
depois pedi o cheeseburguer, mas o estrago ja estava feito. hahahaha

ainda volto pra la e peco um LE big mac, em frances mesmo, so pra tirar onda.

***

E na torre Eiffel, eu falando pra Lu:
"como eh que se diz TOP FLOOR em ingles mesmo?"

***

E a passagem subterranea aqui em Paris, que levava da Place Vendome ate a Opera? (so pra constar, eh um baita pedaco de chao). Como estava chovendo, pensamos, nos demos bem. E entramos no tal subterraneo. Acreditem, era so a entrada para o estacionamento da cidade. Nada de tunel subterraneo para turistas fugirem da chuva.
hahahahah

***

Essa ainda nao contei. Nosso ultimo albergue tem uns seis andares. ficamos no quarto andar. Adivinhem? nao tem elevador. Eh uma escada sinistra. faz o coracao querer pular boca afora.Imaginem subir isso depois de andar 1 dia inteiro (inteiro mesmo, pelo menos umas 8 horas). Eh demais. Ate emagreceria se nao fosse pelas cervejas... Mas deixa que ai no Brasil faco o trabalho sujo de deixar a loira (aqui eh morena) de lado. Claro, depois de fazer varias festas de boas-vindas, regadas ao que o Brasil tem de melhor (brahma, mesmo!!)
hahaha

***

Bom, la se foi o tempo. bjos pra todos.

sexta-feira, março 24, 2006

ei...
como a audiencia ta boa, vou escrever de novo.
Na verdade, eh a saudade apertando de verdade. e a internet e os comentarios de voces eh como um abraco, um aperto de mao, um momentinho de convivencia com todo mundo que amo de verdade.
Eh, vou parar de beber guinness na frente do computador.
hahahaha

***

A internet eh meio cara aqui no albergue. Mas ta tudo bem.
Hoje lembrei o nome da cerveja tcheca eh Staropramen.
E provei uma mais ou menos (bem forte, com 7.2%) da Carlsberg. O nome dela eh ELEFANTE!!!
HAHAHAHA

tudo a ver.

***

O Jantar foi comida vietnamita. Uma mistureba de sabores. Salgado, meio doce, meio apimentado. Almoco?
AH, foi uma baguete la no Louvre.

LOUVRE?!?!?

Eh sim senhores.
O maior museu do mundo deu uma canseira em mim e na Lu. Lembrava da minha Tia BT o tempo todo. Estava la meio que por causa dela, de todo o tempo que ela gastou me colocando no mundo das artes. Vi a Mona Lisa, vi a Venus de Milo, vi o Codigo de Amurabi... Coisas de outro mundo. O museu eh lindo, MONSTRUOSO!! MUito grande. passamos 5 horas la dentro e nao vimos nada. Ainda faltaram pelo menos, metade das coisas para se ver.

Mais ou menos (bem pra menos) como o Memorial da Paz em Caen. CARALHO! que museu. eh 2 guerra na cabeca!!! O tempo todo, tipo pau dentro mesmo. E fizemos um passeio pelos principais pontos da Normandia. So uma palavra: fascinante.
Pode duas?
Assustador.

Milhares de fotos, filminhos, (valeu demais pela camera, Nana e Tourco), e bugingangas.

***

POr falar em bugingangas, depois do Louvre fomos na torre eiffel. Cara, sofri. Nao sabia que tinha medo de alturas. devo estar ficando velho mesmo.
Sempre adorei o pao de acucar, coisas altas e tal, mas de uns tempos pra ca, essas "aventuras" nao me descem. Fomos ao topo da danada (se tivesse como, colocava uma foto aqui).
Uma so coisa: Ivanilde, NUNCA va a Torre Eiffel.

tremi na base. Mas foi lindo demais. Eh um experiencia de verdade. daquelas de se levar para sempre. Como disse pra Lu hoje, antes de ver a Gioconda:

"voce sabe que as nossas vidas vao ser marcadas para sempre com essa experiencia. Eh antes e depois da Mona Lisa".

Dito e feito. Essa viagem marcou mesmo.

***

Outra coisa legal. Paris eh uma cidade cheia de igrejas, catedrais e afins. Estou ate me encontrando um pouco no meio de tanta fe (imaginem quando eu for ao vaticano). Mas serio, penso muito em familia, amigos, casa...

Nessas visitas, sempre eh hora de dar uma respirada e seguir adiante.

***

Metade do tempo ja foi e eu aqui... ai deve ser umas 6 da tarde. aqui umas dez da noite.
Vou ver como anda o Botafogo. Ah, por falar em Botafogo, hoje vi um cara com a camisa do Botafogo na saida do Louvre. Isso e um casaco da Inglaterra. Ia ate me achegar, bater um papo, mas o danado do Brasileiro se meteu a escalar uma parede dessas do lOuvre, cheias de partes pra se apoiar e bater uma foto la em cima.
E tome todo mundo olhando pra ele. Fiquei ate com vergonha. hahaha
Nem cheguei perto. E ainda tive que falar: Brasileiro, nao tem jeito.

hahahaha

Bom, tenho milhares de coisas pra falar, mas pouco tempo pra escrever. Eh isso, minha gente. terca-feira, la pelo meio-dia devo estar em casa. se alguem quiser me ver...
:)

Para o pessoal do Rio, logo logo, depois da minha chegada devo mandar um sedex com umas besteirinhas, ta?
voces merecem.

bjs a todos. To quase ai (eh, a saudade aperta de verdade!)

quinta-feira, março 23, 2006

ei voces...
estou em Paris.Ja passei pela normandia, mas agora que nao tenho as facilidades de um computador na casa de uns amigos...
ja viram, ne... Nada de fotos.
Mas talvez seja melhor porque voces podem ver as imagens que quiserem em suas mentes.

Bom, vamos la...
Londres foi... Londres.
CIDER (cidra mesmo, mas irlandesa) aos montes, guinness aos borbotoes e muitas, mas muitas marcas de cerveja. Vamos escrever algumas delas para voces nao se esquecerem (nem eu, que vivo meio alto aqui. hahahahah)

Teve uma chamada Old Speckle Hen (que na verdade eh uma bitter, assim como a PIA, que tambem provei)
teve uma da republica tcheca chamada popularmente de Star, mas que se chama starpramonen, ou algo assim.
Teve a 1614, francesa, na vinda e aqui na franca, no MACDONALDS(sim, eles vendem cerveja no Macdonalds.)!!!
Teve a Cobra, uma indiana, teve Guinness, de todos os tipos e formatos e uma Skol, feita pela Carlsberg, chamada Super Skol, com uma graduacao de mais de 9%. Depois fiquei sabendo, era uma cerveja de bebados e desabrigados (mendigos, se preferirem).

Bom, comi comida indiana. Pelei a boca com a pimenta, mas ja sinto saudades dela.
COmi KEbab, o famoso churrasquinho turco de Sao Paulo, com aquele monte de carne num espetao enorme... meio esquema, mas da pra matar a fome. Fui na Virgin, varias vezes, na HMV, na Tower Records... e em cada lugar desses me lembrava de alguem e me sentia chateado por nao ter ganhado na mega-sena para comprar um baita presente para cada um. Mas tudo bem. tentarei levar um pouco dessa viagem para cada um de vcs.
Nem que seja vendo as fotos la em casa, tomando um vinho brasileiro, porque de vinho frances eu ja estou de saco cheio, e tambem custando so um euro, tinha que estar de saco cheio mesmo!!
HAHAHAHAHAHA

Sentindo o fim da viagem ali na frente, batendo na porta, comecei a correr atras de guinness mais loucamente.
Aconteceu aqui, agora, no albergue de Paris. Todos tomando vinho, fazendo carao, e eu abrindo sonoramente uma latinha de guinness e atraindo toda a atencao para mim. hahahaha

Hum...
Bom, prometo chegar logo ai.
Kalunga, hj, na Virgin de Champs Elises (sei la como se escreve essa porra), vi uma secao so de industrial GIGANTE. TInha tudo...
E a parte so de boxed sets? O caixaozinho do Misfits por miseros 80 euros?
ou TODOS os discos do VElvet Underground por 54 euros? ou ainda o Weird Tales of the Ramones (morra Paulinho) por 58 euros?
E olha que aqui em Paris o cd eh caro, viu...

Eh, acho que esta bom por hora. Londres eh cinza, toda igual o tempo todo. Paris tem cores, sujeira e parece muito o Rio. O clima aqui eh meio de guerra civil. Mas sem os traficantes e o exercito nas ruas.

Nota da Lu
(Mas ja estao produzindo os espertinhos e os pedintes de Salvador)

Um bom comeco de adaptacao para a volta ao Brasil. Ja temos espertinhos, pedintes, sujeira e pichacao. So falta o calor.
Mas isso eu deixo prai, com umas brahmas, pra gente deixar o papo rolar.

FUi

quinta-feira, março 16, 2006





Ultima de hoje.
a CLASSICA visita a fabrica da Guinness.
Meu figado agradece!



Comida Chinesa em Camden Town. ALmoco pra DOIS por 3 pounds.
cds para um por ... 40.
putz, total descontrol.


Aqui tocava Iron Maiden o tempo todo. e tinha capixabas e cerveja nem tao gelada.
COnclusao?

Estamos na Lama.
oi. ainda em Londres. ate segunda. vendo bom dia Brasil da Record, na hora do almoco na Inglaterra.
Andando e bebendo por essa cidade. Comendo comida indiana, turca, polinesia, enfim, tudo menos comida inglesa. Existe comida inglesa?!?!

Bom, uma coisa muito maluca aqui sao os banheiros dos Pubs. Ontem fui em um chamado Cheers que era identico ao pub do seriado americano de mesmo nome. Fui ao banheiro e um cara la dentro, empregado do pub abriu a torneira, espirrou o sabao liquido na minha mao e me deu uma toalha de papel para enxugar a mao. So faltou balancar o bicho, mas ai seria demais.

Depois ficou com aquela cara de me da um dinheiro ai...
hahaha

Falei que nao percisava de nada daquilo e pedi desculpas.. Sou brasileiro. E ele...Roberto carlos, ronaldo, football... Ufa. salvei umas libras gracas ao nosso scretch nacional.

E o pior eh que tinha tic tac, milhares de perfumes diferentes e ainda pirulitos.
Imagina pagar e nao usar um perfume ou levar uns pirulitos pra casa. hahahaha

****

Chinatown tem uns letreiros bem bonitos. Mas sabe o que eh realmente estranho?
Ver uns patos assados inteiros pendurados nas vitrines dos restaurantes, junto com uns pedacos de carne, como se fosse um acougue.

***

Ah, e a pre-estreia de instinto selvagem 2, enquanto eu passava pela leicester square? Olha la, eh a Sharon Stone? Nao sei... Se ela cruzar a perna, da pra saber.
:)

***

Bom, tenho que ir encontrar a Luciana la no Brit Museum. De manha ela foi fazer o passeio a pe (o walk tour) dos Beatles. Eu fiquei em casa, tomando cha com leite e tentando me recuperar de uma dorzinha chata de garganta...

Beijos proces.