Sunday
12/03/06
19:00
Monster Magnet Astoria
London
UK
Tickets on sale now
Acho que esse é o único show que presta enquanto eu estiver em Londres.
UM, eu disse UM, DIA depois que for embora rola BLACK CROWES...
Caralho, preciso me mudar para o mundo.
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
sexta-feira, janeiro 27, 2006
domingo, dezembro 25, 2005
Uma paixão:
O time que tinha Didi, Amarildo e Zagallo, mas só era campeão porque o ônibus entrava de ré no maracanã;
O time de grandes ídolos que nunca foram campeões (Mendonça, Heleno, Alemão, Dirceu, Marinho Chagas, entre outros);
O time que viu o Vasco dar volta olímpica com uma caravela na cabeça, para depois perder o título, no campo e no tapetão (1990);
O time que impediu o flamengo de ganhar o único título que faltou em 1981 (o brasileiro);
O time daquelas horrorosas e lindas meias cinzas;
O time das estrelinhas amarelas que sumiram no novo milênio;
O time do Mendonça, que jogava de camisa 8 e short 13, para dar sorte;
O time da gemada do Carlito Rocha;
O time campeão carioca de 1997, em cima do Vasco, futuro campeão brasileiro daquele ano;
O time campeão carioca de 1989, em cima dos futuros tetra-campeões mundiais (Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e Bebeto), mais o Zico e o Telê;
O time que, apesar de grande, não tem um lateral-esquerdo decente desde Rodrigues Neto (1978);
O time do Mané e seu compadre Nilton;
O time da vitória dos reservas sobre o flamengo de Romário e Sávio;
O time que atropelou o expresso da vitória do Vasco, em 1948;
O time dos 100 mil contra o Juventude, uma tragédia anunciada, a cara do clube;
O time dos meninos do Largo dos Leões;
O time daqueles que choram de alegria e riem da própria desgraça;
O time que tinha Garrincha, mas foi campeão carioca de 1962 porque jogou com camisas de mangas compridas em dezembro, para dar sorte;
O time recordista brasileiro de jogos invictos (52 jogos, entre 1977 e 1978, o time do camburão);
O time recordista de jogos invictos em campeonatos brasileiros (42 jogos, entre 1977 e 1978);
O time de maior número de jogadores cedidos à seleção brasileira em todas as copas;
O time tetra na década de 30;
O time da torcida de massa .... cinzenta! Olavo Bilac, Vinícius, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Clarice Lispector, Glauber Rocha, entre outros. Que linha!
O time do Túlio Maravilha, fanfarrão, debochado e, acima de tudo, herói;
O time de tantos craques;
O time do pênalti defendido pelo Max contra o Náutico na série B (2003);
O time de Paulinho Valentim e dos 6 x 2 no pó-de-arroz (1957);
O time de Sério Manoel, mais herói em 1999 do que em 1995;
O time da incrível derrota garfada no carioca de 1971;
O time Robin Hood, que ganha do flamengo e perde do Madureira;
O time da torcida que mais canta o hino em seus jogos;
O time do hino mais bonito do mundo (o américa que se dane!);
O time do Paulo Azeredo, Estelitta e Saldanha;
O time do falecido Mourisco;
O time campeão de 1097 e 1910;
O time conhecido como glorioso;
O time da maior goleada da história do futebol brasileiro, 24 x 0 sobre o Mangueira (1909);
O time do Eliel, do Sinval e do Cléo (que Deus o tenha), que só foi campeão da Conmebol porque tinha um goleiro Bacana;
O time que o Beckembauer procurou na tabela do brasileiro, não encontrou e achou um absurdo toda aquela tradição ter sido rebaixada para a série B (2003);
O time do seu Emil;
O time Cazuza, que foi ao inferno e voltou, várias vezes, a última em 2004;
O time que sempre viveu entre o céu e o inferno (Sérgio Augusto);
O time que, vestindo a camisa do Brasil, rabiscou a Argentina, goleando por 4 x 1, com direito a um “olé” de 5 minutos no último gol (1968);
O time onze vezes seguidas campeão carioca de voleibol (1965-1975);
O time que foi o primeiro carioca campeão brasileiro de futebol (Taça Brasil – 1968);
O time que foi o primeiro campeão brasileiro de basquete (1967);
O time do Biriba;
O time que, nos pés do Mané, inventou o olé;
O time quase eliminado que voltou correndo de uma excursão para humilhar o flamengo no maracanã (4 x 1) e levar a Taça Guanabara de 1968;
O time do Carlos Imperial e do Sargentelli (saravá BOTAFOGO);
O time do Agnaldo Timóteo, que invadiu o campo e interrompeu uma partida para ensinar um pereba a bater penalti (1984);
O time da Sonja, que chorou e paramos de perder, até sermos campeões invictos (1989);
O time do bruxo Espinosa, que sonhou de véspera com o placar piscando: “CAMPEÃO CARIOCA DE 1989”;
O time do mago Nilton Santos que previu o gol do Maurício (por causa da camisa 7), quando atacamos para o lado do “gol do Gighia”;
O time que inaugurou o campo de General Severiano colocando um pouco de terra de todos os estados do Brasil;
O time da estrela d’alva;
O time que é o único no Brasil campeão de dois séculos – remo, 1899 e os demais títulos (falta um no novo milênio);
O time do barco DIVA, primeiro campeão brasileiro (remo – 1902);
O time que ficou 3 anos sem ganhar um clássico, e quando ganhou foi campeão;
O time que foi campeão da Taça Rio em 1989 sem volta olímpica, que acabou guardando para o título estadual;
O time do número mágico 21 (21 de junho de 1989, 21ºC, gol aos 12 m que é 21 ao contrário, o Mazolla, 14 cruza para o Mauríco, 7 etc);
O time do Luizinho Quintanilha, campeão de 1989, que botou a faixa de campeão (“CAMPEÃO CARIOCA DE 89”) ao avesso, e apareceu: “CAMPEÃO CARIOCA DE 68”, o ano do último título antes da fila;
O time campeão brasileiro de 1995, que lutou contra todo um Estado, o presidente FHC, o ministro Pelé, o governador Mário Covas, e todas as redes caipiras de televisão;
O time campeão de terra, mar e ar de 1962 (até o carioca de aeromodelismo!);
O time das inéditas 12 vitórias em 12 jogos na Taça Guanabara de 1997;
O time que nasceu com a vocação do erro;
O time que diziam, sempre foi zoneado, porque se melhorar, vira o fluminense;
O time Fênix, que volta das cinzas quando ninguém mais acredita;
O time que subiu de posto, indo de General para Marechal, e todo mundo chorou;
O time do Levir Culpi, que barrou o Almir para botar o Gedeil, e quase ferra a gente;
O time do Levir Culpi, já técnico do Atlético/PR, que torceu para o time dele não fazer um gol no fim do jogo, pois rebaixaria o meu time de novo, e a vitória paranaense não adiantava mais nada (2004);
O time do guerreiro Túlio, que abriu a cabeça, voltou, jogou com raça e chorou no fim do jogo na derrota para o Corinthians (2004);
O time que deu de 6 x 0 no flamengo (1972);
O time que levou de seis de volta (1981) e depois mais seis (6 x 1) no lombo (1985);
O time único que tem a palavra “perder” no hino;
O time do gol do Zé Carlos – o Zé Maluco, que valeu o título do Rio-São Paulo em 1998;
O time do Renato Sá, primeiro carrasco (78), depois herói (79);
O time do Sandro, que quebrou a porta do vestiário quando foi rebaixado (2003) e ficou para quebrar a porta de novo, quando subiu (2004);
O time do Montenegro, que trouxe a sede de volta e nos deu o brasileiro;
O time do Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha;
O time de Rogério, Gérson, Jairzinho, Roberto e Paulo César;
O time do Puruca, do Perivaldo e do Petróleo;
O time do amor bandido, que tira muito mais do que dá para sua torcida;
O time do Aluísio, que amarrava cortinas por ordem do Carlito, para o meu time ganhar;
O time do Bebeto, turrão, cabeça-dura, mas um alvinegro apaixonado;
O time do velho Valdo, maestro em 2003;
O time do gol do Dimba (1997);
O time que tem como escudo uma invenção de Deus;
O time dos guerreiros Gottardo, Gonçalves e Galvão;
O time da alma, porque coração morre e apodrece, mas a alma é eterna.
O time que tinha Didi, Amarildo e Zagallo, mas só era campeão porque o ônibus entrava de ré no maracanã;
O time de grandes ídolos que nunca foram campeões (Mendonça, Heleno, Alemão, Dirceu, Marinho Chagas, entre outros);
O time que viu o Vasco dar volta olímpica com uma caravela na cabeça, para depois perder o título, no campo e no tapetão (1990);
O time que impediu o flamengo de ganhar o único título que faltou em 1981 (o brasileiro);
O time daquelas horrorosas e lindas meias cinzas;
O time das estrelinhas amarelas que sumiram no novo milênio;
O time do Mendonça, que jogava de camisa 8 e short 13, para dar sorte;
O time da gemada do Carlito Rocha;
O time campeão carioca de 1997, em cima do Vasco, futuro campeão brasileiro daquele ano;
O time campeão carioca de 1989, em cima dos futuros tetra-campeões mundiais (Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e Bebeto), mais o Zico e o Telê;
O time que, apesar de grande, não tem um lateral-esquerdo decente desde Rodrigues Neto (1978);
O time do Mané e seu compadre Nilton;
O time da vitória dos reservas sobre o flamengo de Romário e Sávio;
O time que atropelou o expresso da vitória do Vasco, em 1948;
O time dos 100 mil contra o Juventude, uma tragédia anunciada, a cara do clube;
O time dos meninos do Largo dos Leões;
O time daqueles que choram de alegria e riem da própria desgraça;
O time que tinha Garrincha, mas foi campeão carioca de 1962 porque jogou com camisas de mangas compridas em dezembro, para dar sorte;
O time recordista brasileiro de jogos invictos (52 jogos, entre 1977 e 1978, o time do camburão);
O time recordista de jogos invictos em campeonatos brasileiros (42 jogos, entre 1977 e 1978);
O time de maior número de jogadores cedidos à seleção brasileira em todas as copas;
O time tetra na década de 30;
O time da torcida de massa .... cinzenta! Olavo Bilac, Vinícius, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Clarice Lispector, Glauber Rocha, entre outros. Que linha!
O time do Túlio Maravilha, fanfarrão, debochado e, acima de tudo, herói;
O time de tantos craques;
O time do pênalti defendido pelo Max contra o Náutico na série B (2003);
O time de Paulinho Valentim e dos 6 x 2 no pó-de-arroz (1957);
O time de Sério Manoel, mais herói em 1999 do que em 1995;
O time da incrível derrota garfada no carioca de 1971;
O time Robin Hood, que ganha do flamengo e perde do Madureira;
O time da torcida que mais canta o hino em seus jogos;
O time do hino mais bonito do mundo (o américa que se dane!);
O time do Paulo Azeredo, Estelitta e Saldanha;
O time do falecido Mourisco;
O time campeão de 1097 e 1910;
O time conhecido como glorioso;
O time da maior goleada da história do futebol brasileiro, 24 x 0 sobre o Mangueira (1909);
O time do Eliel, do Sinval e do Cléo (que Deus o tenha), que só foi campeão da Conmebol porque tinha um goleiro Bacana;
O time que o Beckembauer procurou na tabela do brasileiro, não encontrou e achou um absurdo toda aquela tradição ter sido rebaixada para a série B (2003);
O time do seu Emil;
O time Cazuza, que foi ao inferno e voltou, várias vezes, a última em 2004;
O time que sempre viveu entre o céu e o inferno (Sérgio Augusto);
O time que, vestindo a camisa do Brasil, rabiscou a Argentina, goleando por 4 x 1, com direito a um “olé” de 5 minutos no último gol (1968);
O time onze vezes seguidas campeão carioca de voleibol (1965-1975);
O time que foi o primeiro carioca campeão brasileiro de futebol (Taça Brasil – 1968);
O time que foi o primeiro campeão brasileiro de basquete (1967);
O time do Biriba;
O time que, nos pés do Mané, inventou o olé;
O time quase eliminado que voltou correndo de uma excursão para humilhar o flamengo no maracanã (4 x 1) e levar a Taça Guanabara de 1968;
O time do Carlos Imperial e do Sargentelli (saravá BOTAFOGO);
O time do Agnaldo Timóteo, que invadiu o campo e interrompeu uma partida para ensinar um pereba a bater penalti (1984);
O time da Sonja, que chorou e paramos de perder, até sermos campeões invictos (1989);
O time do bruxo Espinosa, que sonhou de véspera com o placar piscando: “CAMPEÃO CARIOCA DE 1989”;
O time do mago Nilton Santos que previu o gol do Maurício (por causa da camisa 7), quando atacamos para o lado do “gol do Gighia”;
O time que inaugurou o campo de General Severiano colocando um pouco de terra de todos os estados do Brasil;
O time da estrela d’alva;
O time que é o único no Brasil campeão de dois séculos – remo, 1899 e os demais títulos (falta um no novo milênio);
O time do barco DIVA, primeiro campeão brasileiro (remo – 1902);
O time que ficou 3 anos sem ganhar um clássico, e quando ganhou foi campeão;
O time que foi campeão da Taça Rio em 1989 sem volta olímpica, que acabou guardando para o título estadual;
O time do número mágico 21 (21 de junho de 1989, 21ºC, gol aos 12 m que é 21 ao contrário, o Mazolla, 14 cruza para o Mauríco, 7 etc);
O time do Luizinho Quintanilha, campeão de 1989, que botou a faixa de campeão (“CAMPEÃO CARIOCA DE 89”) ao avesso, e apareceu: “CAMPEÃO CARIOCA DE 68”, o ano do último título antes da fila;
O time campeão brasileiro de 1995, que lutou contra todo um Estado, o presidente FHC, o ministro Pelé, o governador Mário Covas, e todas as redes caipiras de televisão;
O time campeão de terra, mar e ar de 1962 (até o carioca de aeromodelismo!);
O time das inéditas 12 vitórias em 12 jogos na Taça Guanabara de 1997;
O time que nasceu com a vocação do erro;
O time que diziam, sempre foi zoneado, porque se melhorar, vira o fluminense;
O time Fênix, que volta das cinzas quando ninguém mais acredita;
O time que subiu de posto, indo de General para Marechal, e todo mundo chorou;
O time do Levir Culpi, que barrou o Almir para botar o Gedeil, e quase ferra a gente;
O time do Levir Culpi, já técnico do Atlético/PR, que torceu para o time dele não fazer um gol no fim do jogo, pois rebaixaria o meu time de novo, e a vitória paranaense não adiantava mais nada (2004);
O time do guerreiro Túlio, que abriu a cabeça, voltou, jogou com raça e chorou no fim do jogo na derrota para o Corinthians (2004);
O time que deu de 6 x 0 no flamengo (1972);
O time que levou de seis de volta (1981) e depois mais seis (6 x 1) no lombo (1985);
O time único que tem a palavra “perder” no hino;
O time do gol do Zé Carlos – o Zé Maluco, que valeu o título do Rio-São Paulo em 1998;
O time do Renato Sá, primeiro carrasco (78), depois herói (79);
O time do Sandro, que quebrou a porta do vestiário quando foi rebaixado (2003) e ficou para quebrar a porta de novo, quando subiu (2004);
O time do Montenegro, que trouxe a sede de volta e nos deu o brasileiro;
O time do Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha;
O time de Rogério, Gérson, Jairzinho, Roberto e Paulo César;
O time do Puruca, do Perivaldo e do Petróleo;
O time do amor bandido, que tira muito mais do que dá para sua torcida;
O time do Aluísio, que amarrava cortinas por ordem do Carlito, para o meu time ganhar;
O time do Bebeto, turrão, cabeça-dura, mas um alvinegro apaixonado;
O time do velho Valdo, maestro em 2003;
O time do gol do Dimba (1997);
O time que tem como escudo uma invenção de Deus;
O time dos guerreiros Gottardo, Gonçalves e Galvão;
O time da alma, porque coração morre e apodrece, mas a alma é eterna.
oi
escrevi.
Duas coisas me fizeram escrever aqui hoje. Uma, a falta de sono. A segunda, hum... álcool.E essa segunda coisa vem me fazendo umas coisas estranhas faz uns dias. Umas tremedeiras, uns ensaios de crise, umas calmarias...
Enfim, acho que passou da hora de dar um tempo. Talvez até março, quando uma Guinness irá acabar de vez com a abstinência.
Será?
escrevi.
Duas coisas me fizeram escrever aqui hoje. Uma, a falta de sono. A segunda, hum... álcool.E essa segunda coisa vem me fazendo umas coisas estranhas faz uns dias. Umas tremedeiras, uns ensaios de crise, umas calmarias...
Enfim, acho que passou da hora de dar um tempo. Talvez até março, quando uma Guinness irá acabar de vez com a abstinência.
Será?
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Set list: Last Exit, Do The Evolution, Save You, Animal, Insignificance, Interstellar Overdrive/Corduroy, Dissident, Even Flow, Leatherman, Given To Fly, Daughter, Don't Gimme No Lip, Not For You, Small Town, Down, Once, Go
1st encore: Soon Forget, Better Man, I Believe in Miracles, Blood, Kick Out The Jams, Alive
2nd encore: Last Kiss, Black, Jeremy, Yellow Ledbetter, Baba O'Riley
falar o que?
Foi lindo, emocionante pra caralho e faz MUUUUIIIITTTOOOO tempo não via um show com platéia e banda se curtindo tanto. Na verdade, tirando o Iron Maiden e o REM, não me lembro de nenhum show que chegue perto desse em matéria de cumplicidade. Sei lá, mais o que dizer. Foi um noite mágica.
1st encore: Soon Forget, Better Man, I Believe in Miracles, Blood, Kick Out The Jams, Alive
2nd encore: Last Kiss, Black, Jeremy, Yellow Ledbetter, Baba O'Riley
falar o que?
Foi lindo, emocionante pra caralho e faz MUUUUIIIITTTOOOO tempo não via um show com platéia e banda se curtindo tanto. Na verdade, tirando o Iron Maiden e o REM, não me lembro de nenhum show que chegue perto desse em matéria de cumplicidade. Sei lá, mais o que dizer. Foi um noite mágica.
terça-feira, novembro 22, 2005
Do you realize (tradução)
Composição: Flaming lips
Você se dá conta de que tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta de que estamos flutuando no espaço?
Você se dá conta de que a felicidade te faz chorar?
Você se dá conta de que todo mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta
Você se dá conta de que todo o mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta de tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta?
Composição: Flaming lips
Você se dá conta de que tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta de que estamos flutuando no espaço?
Você se dá conta de que a felicidade te faz chorar?
Você se dá conta de que todo mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta
Você se dá conta de que todo o mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta de tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta?
quinta-feira, novembro 17, 2005
Uma semana de atores. Uma semana de a toas.
Um dia de todos. Todos os dias.
Vai e vem, vem e vai,
acorda, dorme, come
corre.
Busca a saída, logo.
Tenta, mas quem tenta só é tentado a desistir.
Enfim, nos fomos. Todos.
Todos os dias, todos aos poucos.
É o que tem que se fazer,
sem ter o que fazer.
A não ser...
rezar e correr.
Um dia de todos. Todos os dias.
Vai e vem, vem e vai,
acorda, dorme, come
corre.
Busca a saída, logo.
Tenta, mas quem tenta só é tentado a desistir.
Enfim, nos fomos. Todos.
Todos os dias, todos aos poucos.
É o que tem que se fazer,
sem ter o que fazer.
A não ser...
rezar e correr.
terça-feira, outubro 18, 2005
Com alguns anos de atraso, mas não o bastante para me arrepender de ter perdido o show, venho a público dizer:
Nine Inch Nails é foda!
Só posso dizer que o Fragile não pára de tocar. Escuto ele o dia inteiro enquanto trabalho.
De quebra ainda dou uma ouvidinha no Broken, e no With Teeth.
Trent Reznor pode não ter inventado o industrial, mas com certeza deixou ele muito mais fácil de se ouvir. E gostar.
Nine Inch Nails é foda!
Só posso dizer que o Fragile não pára de tocar. Escuto ele o dia inteiro enquanto trabalho.
De quebra ainda dou uma ouvidinha no Broken, e no With Teeth.
Trent Reznor pode não ter inventado o industrial, mas com certeza deixou ele muito mais fácil de se ouvir. E gostar.
sexta-feira, outubro 07, 2005
Uepa. Sexta tinha cara de nervosa. Como um rotweiller. Troncuda, mal encarada, rosnante e babante. Assustadora. Pois bem, em tempos de correria, pense em uma praia deserta, cocos gelados e eunucos te abanando. As coisas podem não se tornar realidade desta forma, mas seu rotweiller rábido pode se tornar um são bernardo babão. Se bobear daqueles que ainda trazem um barrilzinho de conhaque. Se acendesse um charuto eu nem teria vindo aqui hoje.
Na maioria dos casos a falta extrema de trabalho é uma temeridade. Não nesse caso. Por culpa dos Deuses, ou por dávida, fui o sorteado para ficar tranquilo nessa semana de tornados e tsunamis profissionais. E saio ileso, pelo menos até prova em contrário. São os ossos do ofício. Talvez uma compensação divina por ter me voluntariado a não ter férias coletivas no período de final de ano.
***
Projeto Califórnia começa a se tornar realidade. Há algu mtempo chegou lá em casa uma revista sobre lá, enviado direto da Secretaria de Turismo do nosso Gov. Exterminador.
Tudo, isso mesmo, nada menos que TUDO que preciso saber sobre a Califórnia está lá.
Se quiser visitar vinhedos, ok. Está lá no mapa de vinhos e comidas.
Se quiser visitar parques naturais, ok. Está tudo lá no mapa outdoors tourism.
Parques temáticos? ok.
Jogatina? Ok.
Entendam isso, tudo está lá. Até hotéis, seus preços e o mais.
Vou para fazer a costa, de San Diego até San Francisco. No meio tempo, um pulinho no Coachella Music Festival. Assim que tiver o roteiro fechadinho coloco pra vcs darem uma olhada.
Na maioria dos casos a falta extrema de trabalho é uma temeridade. Não nesse caso. Por culpa dos Deuses, ou por dávida, fui o sorteado para ficar tranquilo nessa semana de tornados e tsunamis profissionais. E saio ileso, pelo menos até prova em contrário. São os ossos do ofício. Talvez uma compensação divina por ter me voluntariado a não ter férias coletivas no período de final de ano.
***
Projeto Califórnia começa a se tornar realidade. Há algu mtempo chegou lá em casa uma revista sobre lá, enviado direto da Secretaria de Turismo do nosso Gov. Exterminador.
Tudo, isso mesmo, nada menos que TUDO que preciso saber sobre a Califórnia está lá.
Se quiser visitar vinhedos, ok. Está lá no mapa de vinhos e comidas.
Se quiser visitar parques naturais, ok. Está tudo lá no mapa outdoors tourism.
Parques temáticos? ok.
Jogatina? Ok.
Entendam isso, tudo está lá. Até hotéis, seus preços e o mais.
Vou para fazer a costa, de San Diego até San Francisco. No meio tempo, um pulinho no Coachella Music Festival. Assim que tiver o roteiro fechadinho coloco pra vcs darem uma olhada.
terça-feira, outubro 04, 2005
O ar bate direto agora. Como pediram, abri a janela.
Está um pouco frio. De verdade, valeu até a pena. Só agora posso perceber o quanto o mundo parece vivo lá fora. O que me faz, cada vez mais, perguntar o que estou fazendo aqui?
A vida bate direto agora. Abri a porta como pediram.
O vento parece ter aumentado. De repente, pode ter valido a pena. O mundo que estava lá fora está agora a um passo de distância. O mundo, a liberdade, a vantagem da incerteza.
Aqui dentro deixo meus momentos, lá fora novos esperam por mim.
Tudo vem direto dessa vez. Abri meu coração, como pedido.
Vejo novas sombras, novas ondas de luz, novas vidas se abrindo. Tudo como conhecia antes parece ter se tornado obsoleto. Os valores, as conquistas, a história. Tudo novo, agora, parece muito mais. Até se tornar igual.
Está um pouco frio. De verdade, valeu até a pena. Só agora posso perceber o quanto o mundo parece vivo lá fora. O que me faz, cada vez mais, perguntar o que estou fazendo aqui?
A vida bate direto agora. Abri a porta como pediram.
O vento parece ter aumentado. De repente, pode ter valido a pena. O mundo que estava lá fora está agora a um passo de distância. O mundo, a liberdade, a vantagem da incerteza.
Aqui dentro deixo meus momentos, lá fora novos esperam por mim.
Tudo vem direto dessa vez. Abri meu coração, como pedido.
Vejo novas sombras, novas ondas de luz, novas vidas se abrindo. Tudo como conhecia antes parece ter se tornado obsoleto. Os valores, as conquistas, a história. Tudo novo, agora, parece muito mais. Até se tornar igual.
sábado, setembro 24, 2005
segunda-feira, setembro 12, 2005
Sei que não é fácil, eu mesmo demorei algum tempo. Mas a falta de ritmo/melodia junto com o desleixo com que canta, fizeram de Tom Vek um belíssimo disquinho para se ouvir andando de carro pelas estradas do Brasil. Descompromisso é isso aqui.
E quanto mais eu ouço, mais fico me perguntando se esse cara é ingênuo ou genial. Me peguei sussurrando genial umas três vezes, nesses últimos dias. Louco. Eu e ele. Um perturbado que faz música pop, principalmente para perturbados. Como eu.
E quanto mais eu ouço, mais fico me perguntando se esse cara é ingênuo ou genial. Me peguei sussurrando genial umas três vezes, nesses últimos dias. Louco. Eu e ele. Um perturbado que faz música pop, principalmente para perturbados. Como eu.
quinta-feira, setembro 08, 2005
e quem diria, semana que vem tem festa...
Escola do Rock de volta, Centenário, sábado, 23.
Toco lá. No apagar das luzes. horário ingrato prum sábado, mas enfim, morro de saudades de tocar numa festa.
Pensando o set list - agora com Velox de volta.
Tem tanta coisa interessante...
Quero tocar Tom Vek, LH com Horizonte Distante, músicas dos Stripes, novas do Franz Ferdinand, System of a Down... Hum, estou meio MTV. Pare com isso, luis.
Cover de Magnetic Fields, tocado pelos geniais !!! (chk chk chk)
Hard-Fi, novidades do Ladytron, talvez bandinhas novas como Dogs, Editors e afins.
Se tiver que ser, será.
Escola do Rock de volta, Centenário, sábado, 23.
Toco lá. No apagar das luzes. horário ingrato prum sábado, mas enfim, morro de saudades de tocar numa festa.
Pensando o set list - agora com Velox de volta.
Tem tanta coisa interessante...
Quero tocar Tom Vek, LH com Horizonte Distante, músicas dos Stripes, novas do Franz Ferdinand, System of a Down... Hum, estou meio MTV. Pare com isso, luis.
Cover de Magnetic Fields, tocado pelos geniais !!! (chk chk chk)
Hard-Fi, novidades do Ladytron, talvez bandinhas novas como Dogs, Editors e afins.
Se tiver que ser, será.
como agora no trabalho não tenho como postar, nem ver, nada por essas bandas, a colocação de material inédito se tornou um suplício.
Mas em casa, tentarei, como sempre, achar algo interessante para publicar.
Mas não esperem nada demais, não.
Falta saco, falta inspiração, falta jeito para a coisa.
é issaê.
Mas em casa, tentarei, como sempre, achar algo interessante para publicar.
Mas não esperem nada demais, não.
Falta saco, falta inspiração, falta jeito para a coisa.
é issaê.
sábado, setembro 03, 2005
21/10 - SEXTA
Tim Club - 20 horas - R$120
- Bob Mintzer Big Band
- Russell Malone & Benny Green
- Wayne Shorter Quartet
Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás
- Mundo Livre S/A
- Kings of Leon
- The Strokes
Tim Lab - 23 horas - R$70
- M. TAKARA 3
- Autechre
- Vincent Gallo
MOTOMIX - 1h da manhã - R$50
- Arthur Baker
- PERETZ
- Nego Moçambique
22/10 - SÁBADO
Tim Club - 20 horas - R$120
- SpokFrevo Orquestra
- Enrico Rava
- John Mc Laughlin: Remember Shakti
Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás
- De La Soul
- M.I.A.
- Dizzee Rascal
Tim Lab - 23 horas - R$70
- Lado 2 Estéreo
- The Arcade Fire
- Wilco
MOTOMIX - 1h da manhã - R$50
- KL Jay
- Cut Chemist
- Diplo
23/10 - DOMINGO
Tim Club - 20 horas - R$120
- The Conga Kings
- Dona Ivone Lara
- Dr. John
Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás
- Television
- Elvis Costello and the Imposters
Tim Lab - 23 horas - R$70
- Vanessa da Mata
- Kings of Convenience
- Morcheeba
MOTOMIX - 1h da manhã - R$50
- Frankie Knuckles
- Body & Soul
VAI?
Tim Club - 20 horas - R$120
- Bob Mintzer Big Band
- Russell Malone & Benny Green
- Wayne Shorter Quartet
Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás
- Mundo Livre S/A
- Kings of Leon
- The Strokes
Tim Lab - 23 horas - R$70
- M. TAKARA 3
- Autechre
- Vincent Gallo
MOTOMIX - 1h da manhã - R$50
- Arthur Baker
- PERETZ
- Nego Moçambique
22/10 - SÁBADO
Tim Club - 20 horas - R$120
- SpokFrevo Orquestra
- Enrico Rava
- John Mc Laughlin: Remember Shakti
Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás
- De La Soul
- M.I.A.
- Dizzee Rascal
Tim Lab - 23 horas - R$70
- Lado 2 Estéreo
- The Arcade Fire
- Wilco
MOTOMIX - 1h da manhã - R$50
- KL Jay
- Cut Chemist
- Diplo
23/10 - DOMINGO
Tim Club - 20 horas - R$120
- The Conga Kings
- Dona Ivone Lara
- Dr. John
Tim Main Stage - 22 horas - R$100 mesas frontais e pista - R$80 mesas atrás
- Television
- Elvis Costello and the Imposters
Tim Lab - 23 horas - R$70
- Vanessa da Mata
- Kings of Convenience
- Morcheeba
MOTOMIX - 1h da manhã - R$50
- Frankie Knuckles
- Body & Soul
VAI?
segunda-feira, agosto 22, 2005
Piripipi Piripipi Piripipi
O alarme do despertador, tocava incessantemente. Era um daqueles baratos, comprados pelas ruas do centro, onde camelôs se amontoam e brigam por espaço e para ver que tem o despertador que toca mais alto.
Olhou para o lado, viu ela ao seu lado. O toque do aparelho ainda não tinha incomodado seu sono. Um sono profundo, repleto de cansaço, depois de uma longa noite. Longa e agitada. Não conseguia se lembrar de como tinham ido parar lá. Era seu apartamento, sem dúvida, mas como haviam chegado ali?
E mais, quem era ela? Qual seria seu nome?
Droga de vodka. Quando mais se precisa de memória o álcool da vodka pede licença e toma cada sinapse para si, largando memórias pela cidade, pelos momentos que são vividos e nunca mais lembrados.
Piripipi Piripipi Piripipi
O despertador não desistia. Ela se mexeu, desconfortável na cama. Desliga ele agora! Pronto. A calma estava de volta ao quarto. Ela ainda estava dormindo. Via-se pelos olhos que se moviam de uma lado para o outro completamente sem sentido. Um sonho. Mas qual sonho?
Ela se via em um campo de futebol. Eram todos contra ela. Um time de 11 correndo para pegá-la. Mas ela não era páreo para todos eles. Logo se viu deitada na grama. O Sol estava lindo nesse dia. Ofuscava sua visão. Ela se levantou devagar, tirou a roupa e deu um mergulho no lago. A água estava deliciosa. Tinha gosto de vinho. A taça que carregava teve sua serventia. Um brinde, meu querido. Pelas nossas horas de amor. Bom esse vinho. É de água. Vinhos de água são melhores que vinhos de uva. Nunca soube disso. Pois agora sabe. E graças a mim.
Se levantou. Caminhou, com cuidado, até o banheiro. Seu cabelo estava medonho. Sua cara amassada, inchada de sono. Um bocejo veio nessa hora. Se não fosse sexta, ia voltar para cama. Sexta-feira. Tenho que repensar essas saídas na quinta. Boate, então nem pensar. E ela? E agora?
A água do chuveiro caiu como um tapa, espantando o resto de sono que estava relutando em ir embora. Sabão, Xampu. Creme no rosto. Secador de cabelo. Se enrolou na toalha. No quarto, ela já estava de olhos abertos, cheios de preguiça. Sonhei com você. A gente estava tomando vinho num rio. O rio era de vinho.
Riu uma risada boba, leve, de quem não tem com que se preocupar. Que idéia, né? Rio de vinho. Sorriu.
E lá estava, naquele sorriso, tudo o que a havia encantado naquela quinta-feira. Uma força que parecia jogar vida por onde passasse. Os olhos se fechavam um pouco, a bochecha abria espaços para as covinhas mais lindas que já tinha visto, os dentes apareciam um pouco, apenas o suficiente para se ver que eram bem montados e de um branco glacial.
Já está indo trabalhar? Já. Já tomei meu banho. Tudo bem. Não vou ficar aqui, pode deixar. Vou só me vestir e, se der, me deixa ali na esquina. Tem um ponto de táxi perto do meu trabalho. Te levo até lá. Ficamos um pouco mais de tempo juntas. Ótimo. E lá veio o sorriso de novo.
Saiu de baixo das cobertas. Enquanto ela se apressava em se vestir, ficou olhando o corpo dela. Não era perfeito. A maquiagem e a roupa davam uma boa cobertura para as falhas comuns. Mas a luz da boate, junto com a vodka, a transformaram em alguém bem mais desejável. Quase uma Vênus. Enfim, não eram estrias ou celulite que a fariam ser menos desejada. Houve uma pequena briga com a calça, que apesar de não querer entrar, a deixou bem mais chamativa. A blusa, apenas um leve pedaço de pano, cobriu seus seios.
Pronto. Era isso. Estavam em frente ao ponto de táxi na esquina de seu trabalho. Seus olhares se encontraram, mas não foram muita além disso. O beijo não veio. Medo de ser vista perto do trabalho. Um abraço. Ela já carregava um pouco seu próprio cheiro, o mesmo que sua mãe gostava de sentir quando ia almoçar em sua casa.
Então, é isso. É. Tá, foi legal te conhecer. É, foi sim. A gente se vê por aí. É.
Tchau. A porta bate. No pequeno espaço entre a porta do seu carro e a do táxi, ela foi acompanhada por apetitosos olhares de praticamente todos os homens em condições de olhá-la. E assim ela se foi.
Ela não, Marcela. Pronto. Tchau Marcela.
E foi em frente. Afinal, sexta sempre foi um dia cheio de trabalho no escritório.
O alarme do despertador, tocava incessantemente. Era um daqueles baratos, comprados pelas ruas do centro, onde camelôs se amontoam e brigam por espaço e para ver que tem o despertador que toca mais alto.
Olhou para o lado, viu ela ao seu lado. O toque do aparelho ainda não tinha incomodado seu sono. Um sono profundo, repleto de cansaço, depois de uma longa noite. Longa e agitada. Não conseguia se lembrar de como tinham ido parar lá. Era seu apartamento, sem dúvida, mas como haviam chegado ali?
E mais, quem era ela? Qual seria seu nome?
Droga de vodka. Quando mais se precisa de memória o álcool da vodka pede licença e toma cada sinapse para si, largando memórias pela cidade, pelos momentos que são vividos e nunca mais lembrados.
Piripipi Piripipi Piripipi
O despertador não desistia. Ela se mexeu, desconfortável na cama. Desliga ele agora! Pronto. A calma estava de volta ao quarto. Ela ainda estava dormindo. Via-se pelos olhos que se moviam de uma lado para o outro completamente sem sentido. Um sonho. Mas qual sonho?
Ela se via em um campo de futebol. Eram todos contra ela. Um time de 11 correndo para pegá-la. Mas ela não era páreo para todos eles. Logo se viu deitada na grama. O Sol estava lindo nesse dia. Ofuscava sua visão. Ela se levantou devagar, tirou a roupa e deu um mergulho no lago. A água estava deliciosa. Tinha gosto de vinho. A taça que carregava teve sua serventia. Um brinde, meu querido. Pelas nossas horas de amor. Bom esse vinho. É de água. Vinhos de água são melhores que vinhos de uva. Nunca soube disso. Pois agora sabe. E graças a mim.
Se levantou. Caminhou, com cuidado, até o banheiro. Seu cabelo estava medonho. Sua cara amassada, inchada de sono. Um bocejo veio nessa hora. Se não fosse sexta, ia voltar para cama. Sexta-feira. Tenho que repensar essas saídas na quinta. Boate, então nem pensar. E ela? E agora?
A água do chuveiro caiu como um tapa, espantando o resto de sono que estava relutando em ir embora. Sabão, Xampu. Creme no rosto. Secador de cabelo. Se enrolou na toalha. No quarto, ela já estava de olhos abertos, cheios de preguiça. Sonhei com você. A gente estava tomando vinho num rio. O rio era de vinho.
Riu uma risada boba, leve, de quem não tem com que se preocupar. Que idéia, né? Rio de vinho. Sorriu.
E lá estava, naquele sorriso, tudo o que a havia encantado naquela quinta-feira. Uma força que parecia jogar vida por onde passasse. Os olhos se fechavam um pouco, a bochecha abria espaços para as covinhas mais lindas que já tinha visto, os dentes apareciam um pouco, apenas o suficiente para se ver que eram bem montados e de um branco glacial.
Já está indo trabalhar? Já. Já tomei meu banho. Tudo bem. Não vou ficar aqui, pode deixar. Vou só me vestir e, se der, me deixa ali na esquina. Tem um ponto de táxi perto do meu trabalho. Te levo até lá. Ficamos um pouco mais de tempo juntas. Ótimo. E lá veio o sorriso de novo.
Saiu de baixo das cobertas. Enquanto ela se apressava em se vestir, ficou olhando o corpo dela. Não era perfeito. A maquiagem e a roupa davam uma boa cobertura para as falhas comuns. Mas a luz da boate, junto com a vodka, a transformaram em alguém bem mais desejável. Quase uma Vênus. Enfim, não eram estrias ou celulite que a fariam ser menos desejada. Houve uma pequena briga com a calça, que apesar de não querer entrar, a deixou bem mais chamativa. A blusa, apenas um leve pedaço de pano, cobriu seus seios.
Pronto. Era isso. Estavam em frente ao ponto de táxi na esquina de seu trabalho. Seus olhares se encontraram, mas não foram muita além disso. O beijo não veio. Medo de ser vista perto do trabalho. Um abraço. Ela já carregava um pouco seu próprio cheiro, o mesmo que sua mãe gostava de sentir quando ia almoçar em sua casa.
Então, é isso. É. Tá, foi legal te conhecer. É, foi sim. A gente se vê por aí. É.
Tchau. A porta bate. No pequeno espaço entre a porta do seu carro e a do táxi, ela foi acompanhada por apetitosos olhares de praticamente todos os homens em condições de olhá-la. E assim ela se foi.
Ela não, Marcela. Pronto. Tchau Marcela.
E foi em frente. Afinal, sexta sempre foi um dia cheio de trabalho no escritório.
sexta-feira, agosto 12, 2005
Em todas as áreas da música existem aqueles que começam uma revolução (ou mesmo uma ressucitação) de algum estilo e fazem algo relevante e existem aqueles que se rendem ao sucesso fácil do pop e apenas trazem uma roupagem mais fácil para um estilo.
O Bravery, aproveitou a leva das bandas de disco punk e fez seu disquinho. Acessível. MTV. Mas o que não esperava era que fosse gostar tanto dele.
Não é genial, como !!! ou doentio como les Savy Fav, mas faz abrir aquele sorriso quando você escuta três ou quatro músicas seguidas e não consegue escolher a sua favorita. Faz você se questionar porque não apareceu AQUELA faixa dentro do disco, para logo depois perceber que pelo menos metade dele é feito d’AQUELAs faixas.
E, assim, fazendo música fácil, o Bravery aparece como uma das melhores bandas de quase disco punk, usando aquela batida conhecida e amada por alguns. Desmérito? Não, de forma alguma. Mérito totais para eles, por ais que possam estar apenas de passagem.
O Bravery, aproveitou a leva das bandas de disco punk e fez seu disquinho. Acessível. MTV. Mas o que não esperava era que fosse gostar tanto dele.
Não é genial, como !!! ou doentio como les Savy Fav, mas faz abrir aquele sorriso quando você escuta três ou quatro músicas seguidas e não consegue escolher a sua favorita. Faz você se questionar porque não apareceu AQUELA faixa dentro do disco, para logo depois perceber que pelo menos metade dele é feito d’AQUELAs faixas.
E, assim, fazendo música fácil, o Bravery aparece como uma das melhores bandas de quase disco punk, usando aquela batida conhecida e amada por alguns. Desmérito? Não, de forma alguma. Mérito totais para eles, por ais que possam estar apenas de passagem.
quinta-feira, agosto 11, 2005
Vocês já pensaram como seria se, ao nascermos, já soubessemos o dia de nossa morte?
Ok, poderia ser uma informação confidencial, disponível apenas para nossos pais. Mas que talvez eles nos contassem em certa parte de nossa vida.
Penso isso pois, hoje, gostaria de saber exatamente o dia de dizer adeus. Não preciso de mais detalhes, como onde ou porque. Só a data. Sei lá, 15/08/2089. Penso isso pois quero decidir coisas. Quero saber se viajo, se me endivido, se espero filme X ou Y ser lançado em vídeo para assistí-lo ou se vou agora, correndo ao cinema. Uma data me tiraria da cabeça todas as pertubações psicológicas que a síndrome do pânico fez o favor de colocar lá.
Se tivesse a nítida sensação de que meu tempo está se esgotando, poderia ser mais corajoso para largar tudo e me jogar no mundo. Conhecer cada montanha da Ásia, cada gota de orvalho da América do Norte, conviver com os golfinhos de Noronha. Dizer a todos que gosto o quanto gosto deles. Dizer aos que amo o quanto os amo. Consertar erros que, pensamos, só o tempo é capaz de consertar. Tentar acertar cada vez mais, em cada escolha. Sorrir mais e aproveitar ainda mais os dias que não poderei desperdiçar.
Afinal, dobro a esquina logo lá na frente.
Mas nem tudo é como gostaríamos e nos escondemos atrás da indefinição. Atrás da dúvida do amanhã. Não nos mostramos por inteiro, abertos, por vergonha, por timidez, por medo do que vai acontecer. Como somos bobos.
Se tudo o que realmente precissásemos é uma data, fica aqui estipulado o dia 29 de março de 3027 como o dia do fim do mundo. Fim total. Seremos sugados por um buraco negro e aí, só Deus sabe. Minha dica?
Aproveite hoje como se fosse um dia único. Um dia que talvez seja quase passado. Diga bom dia, sorria, faça os outros rirem. Talvez o dia seja amanhã. E não há nada melhor do que sentir que acabou com um sorriso nos lábios, sabendo que você fez tudo para aproveitar cada segundo e aproveitou.
:)
seja feliz.
Ok, poderia ser uma informação confidencial, disponível apenas para nossos pais. Mas que talvez eles nos contassem em certa parte de nossa vida.
Penso isso pois, hoje, gostaria de saber exatamente o dia de dizer adeus. Não preciso de mais detalhes, como onde ou porque. Só a data. Sei lá, 15/08/2089. Penso isso pois quero decidir coisas. Quero saber se viajo, se me endivido, se espero filme X ou Y ser lançado em vídeo para assistí-lo ou se vou agora, correndo ao cinema. Uma data me tiraria da cabeça todas as pertubações psicológicas que a síndrome do pânico fez o favor de colocar lá.
Se tivesse a nítida sensação de que meu tempo está se esgotando, poderia ser mais corajoso para largar tudo e me jogar no mundo. Conhecer cada montanha da Ásia, cada gota de orvalho da América do Norte, conviver com os golfinhos de Noronha. Dizer a todos que gosto o quanto gosto deles. Dizer aos que amo o quanto os amo. Consertar erros que, pensamos, só o tempo é capaz de consertar. Tentar acertar cada vez mais, em cada escolha. Sorrir mais e aproveitar ainda mais os dias que não poderei desperdiçar.
Afinal, dobro a esquina logo lá na frente.
Mas nem tudo é como gostaríamos e nos escondemos atrás da indefinição. Atrás da dúvida do amanhã. Não nos mostramos por inteiro, abertos, por vergonha, por timidez, por medo do que vai acontecer. Como somos bobos.
Se tudo o que realmente precissásemos é uma data, fica aqui estipulado o dia 29 de março de 3027 como o dia do fim do mundo. Fim total. Seremos sugados por um buraco negro e aí, só Deus sabe. Minha dica?
Aproveite hoje como se fosse um dia único. Um dia que talvez seja quase passado. Diga bom dia, sorria, faça os outros rirem. Talvez o dia seja amanhã. E não há nada melhor do que sentir que acabou com um sorriso nos lábios, sabendo que você fez tudo para aproveitar cada segundo e aproveitou.
:)
seja feliz.
sexta-feira, julho 29, 2005
domingo, julho 24, 2005
ouvindo uma bandinha qua baixei, percebo o quanto ela é parecida com Joy Division.
Ruim?
de forma nenhuma. O som é de primeira. jÁ ATÉ falei dela aqui, The EDITORS.
Enfim, estou numa fase cabeça. As coisas todas, têm um significado mais profundo, como um formigar no pé ou uma olhada para o céu ou um gole de cerveja terça à noite.
E aproveito a carona do comentário do Caio sobre o SOAD. Só eles hoje fazem algo extremamente diferente do que é, do que foi e do que um dia será. Eles podem.
Os outros, emulam. Chupam, copiam, transformam, seguindo as leis da natureza, que rege, inclusive, a raça humana, apesar de às vezes tentarmos impor nossas vontades a ela. E essa girada que de tempos em tempos acontece, com modas indo e vindo, se tornando chique para na estação seguindo virar ultrapassado, chegou à música.
Escutamos o que já foi feito. Escutamos os mesmos sons que nossos avós, os pássaros são os mesmos, a água se move da mesma forma. As guitarras são tocadas ã la 80, a la 70 e a la 60, na década mais sem cara de toda a história da humanidade.
E nós, que buscamos musicas, novidades, chegamos a conclusão de que corremos para ouvir o antigo, apesar de ser "novo". Nos desesperamos para conhecer aquela banda, exatamente IGUAL a uma outra de 20 anos atrás.
Corremos contra o tempo para vencer dele. É como se tentássemos pegar ops segundos que se passaram agora, num pensamento, e voltar, para aproveitá-lo melhor. Mas, meu amigo, se lembre sempre disso. Os ponteiros do relógio nunca param de girar.
Ruim?
de forma nenhuma. O som é de primeira. jÁ ATÉ falei dela aqui, The EDITORS.
Enfim, estou numa fase cabeça. As coisas todas, têm um significado mais profundo, como um formigar no pé ou uma olhada para o céu ou um gole de cerveja terça à noite.
E aproveito a carona do comentário do Caio sobre o SOAD. Só eles hoje fazem algo extremamente diferente do que é, do que foi e do que um dia será. Eles podem.
Os outros, emulam. Chupam, copiam, transformam, seguindo as leis da natureza, que rege, inclusive, a raça humana, apesar de às vezes tentarmos impor nossas vontades a ela. E essa girada que de tempos em tempos acontece, com modas indo e vindo, se tornando chique para na estação seguindo virar ultrapassado, chegou à música.
Escutamos o que já foi feito. Escutamos os mesmos sons que nossos avós, os pássaros são os mesmos, a água se move da mesma forma. As guitarras são tocadas ã la 80, a la 70 e a la 60, na década mais sem cara de toda a história da humanidade.
E nós, que buscamos musicas, novidades, chegamos a conclusão de que corremos para ouvir o antigo, apesar de ser "novo". Nos desesperamos para conhecer aquela banda, exatamente IGUAL a uma outra de 20 anos atrás.
Corremos contra o tempo para vencer dele. É como se tentássemos pegar ops segundos que se passaram agora, num pensamento, e voltar, para aproveitá-lo melhor. Mas, meu amigo, se lembre sempre disso. Os ponteiros do relógio nunca param de girar.