Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
domingo, março 18, 2007
o que se perdeu aí embaixo -
O mais difícil de roteirizar é esquecer as firulas literárias.
Não que elas sejam apenas firulas. São também o estilo do escritor.
Mas como não sou escritor, martirizo minha escrita floreada em prol da ação.
*********
As benesses do msn.
Outro dia fiquei quase uma hora entre risadas leves e boas lembranças. Eram 4 no msn, batendo papo, num caos típico de uma mesa cheia de bêbados. Só assim para desfrutar da companhia de amigos queridos. Uns em Vitória, outro em Marabá, eu em Cuiabá e todos na internet. E viva os novos tempos.
O mais difícil de roteirizar é esquecer as firulas literárias.
Não que elas sejam apenas firulas. São também o estilo do escritor.
Mas como não sou escritor, martirizo minha escrita floreada em prol da ação.
*********
As benesses do msn.
Outro dia fiquei quase uma hora entre risadas leves e boas lembranças. Eram 4 no msn, batendo papo, num caos típico de uma mesa cheia de bêbados. Só assim para desfrutar da companhia de amigos queridos. Uns em Vitória, outro em Marabá, eu em Cuiabá e todos na internet. E viva os novos tempos.
domingo, março 04, 2007
Inaugurando a sessão pré-contos
Então olhei no espelho e vi que nem tinha me machucado muito. O nariz estava um pouco torto, talvez. O sangue já coagulado descia de uma narina até, mais ou menos, o queixo. O lado direito do rosto, um tanto inchado, vermelho vivo. De lá virá o maior hematoma. Primeiro roxo púrpura gritando, depois um pouco menos vivo, passando por um amarelado cor de pus com um pouco de verde e então voltamos à cor da pele. Os cabelos, bom, os cabelos são um caso à parte. Depois do puxão fiquei com um buraco um pouco acima do meio da testa. Se naturalmente já tinha umas entradas, fruto da predisposição genética à calvície, presente de ambos meus avós, agora tinha um verdadeiro desfalque no gramado. Puxar cabelo é uma coisa covarde, de briga de mulher. Em uma luta de vale tudo, então, é pedir para morrer. Obviamente não matei Marcão Sperandio, o Martelo. Mas o deixei um tanto pior do que estou vendo neste espelho. A luta, em si, não demorou muito. Soa o gongo, Marcão parte para cima. Tento me defender de seus vários golpes, uma saraivada de socos e pontapés. Um me acerta na bochecha direita. Sinto gosto de ferro, quente. Já conheço esse sabor. Não é minha primeira luta. Não é a primeira vez que me arrebento. Lá vem ele, o sangue, preenchendo minha boca. Mesmo com o protetor nos dentes, me corto pela parte de dentro. Fico um pouco tonto. Sinto a pontada e os olhos ardendo. Meu nariz. Pronto. O gosto do sangue da boca se junta ao sangue quente descendo do nariz. Quer saber, cansei.
Enquanto estou montado nele, pronto para encaixar um estrangulamento, sinto meu cabelo ser puxado. Filho da puta. Não me lembro muito depois disso. Meus sentidos eram racionais até esse momento. Ia encaixar o golpe, esperar ele bater e desistir da luta. A vitória já era minha. Puxar o cabelo foi baixaria. E baixaria, costumo pagar com baixaria. Aproveito a posição montada e tento transformar sua cara em algo parecido com um purê de batatas, com bastante sangue. A próxima coisa que vejo é meu braço levantado pelo juiz.
O primeiro banho depois de uma luta é outra luta em si. A água quente da ducha bate no corpo, meio formigando de adrenalina, e um tanto dolorido pela tensão
Então olhei no espelho e vi que nem tinha me machucado muito. O nariz estava um pouco torto, talvez. O sangue já coagulado descia de uma narina até, mais ou menos, o queixo. O lado direito do rosto, um tanto inchado, vermelho vivo. De lá virá o maior hematoma. Primeiro roxo púrpura gritando, depois um pouco menos vivo, passando por um amarelado cor de pus com um pouco de verde e então voltamos à cor da pele. Os cabelos, bom, os cabelos são um caso à parte. Depois do puxão fiquei com um buraco um pouco acima do meio da testa. Se naturalmente já tinha umas entradas, fruto da predisposição genética à calvície, presente de ambos meus avós, agora tinha um verdadeiro desfalque no gramado. Puxar cabelo é uma coisa covarde, de briga de mulher. Em uma luta de vale tudo, então, é pedir para morrer. Obviamente não matei Marcão Sperandio, o Martelo. Mas o deixei um tanto pior do que estou vendo neste espelho. A luta, em si, não demorou muito. Soa o gongo, Marcão parte para cima. Tento me defender de seus vários golpes, uma saraivada de socos e pontapés. Um me acerta na bochecha direita. Sinto gosto de ferro, quente. Já conheço esse sabor. Não é minha primeira luta. Não é a primeira vez que me arrebento. Lá vem ele, o sangue, preenchendo minha boca. Mesmo com o protetor nos dentes, me corto pela parte de dentro. Fico um pouco tonto. Sinto a pontada e os olhos ardendo. Meu nariz. Pronto. O gosto do sangue da boca se junta ao sangue quente descendo do nariz. Quer saber, cansei.
Enquanto estou montado nele, pronto para encaixar um estrangulamento, sinto meu cabelo ser puxado. Filho da puta. Não me lembro muito depois disso. Meus sentidos eram racionais até esse momento. Ia encaixar o golpe, esperar ele bater e desistir da luta. A vitória já era minha. Puxar o cabelo foi baixaria. E baixaria, costumo pagar com baixaria. Aproveito a posição montada e tento transformar sua cara em algo parecido com um purê de batatas, com bastante sangue. A próxima coisa que vejo é meu braço levantado pelo juiz.
O primeiro banho depois de uma luta é outra luta em si. A água quente da ducha bate no corpo, meio formigando de adrenalina, e um tanto dolorido pela tensão
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Fui no shopping fim de semana, reformar meu guarda roupa. Estava cansado de andar com as calças caindo. Todas as que havia comprado na Taco, em Vitória, estavam folgadas. Mas também, tamanho 50, como não ficar folgada?
Enfim, entrei na Taco e fui corajoso, pedi logo uma 46. E não é que deu?
Estou oficialmente de volta ao número 46. E mais, comprei uma camisa M!!!
Acreditam?
Nem ficou muito apertada, nem nada. Dá pra usar numa boa. Já a camisa GG que tive que comprar ficou meio grandona, folgadona.
Agora pára tudo.
Isso é normal. Anormal é alguem ficar usando tamanho 50 numa boa. Pra depois ter problema de tudo quanto é jeito, em tudo quanto é lugar do corpo.
Agora é que está certo. É assim que deve ser de agora em diante.
Enfim, entrei na Taco e fui corajoso, pedi logo uma 46. E não é que deu?
Estou oficialmente de volta ao número 46. E mais, comprei uma camisa M!!!
Acreditam?
Nem ficou muito apertada, nem nada. Dá pra usar numa boa. Já a camisa GG que tive que comprar ficou meio grandona, folgadona.
Agora pára tudo.
Isso é normal. Anormal é alguem ficar usando tamanho 50 numa boa. Pra depois ter problema de tudo quanto é jeito, em tudo quanto é lugar do corpo.
Agora é que está certo. É assim que deve ser de agora em diante.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
entào. quarto e quinto livros. 3 só em janeiro.
Espero poder contar tanta vantagem em dezembro. Imaginem, 36 livros lidos...
Ia ser maravilhoso. Entre novos lançamentos da Lit. Brasileira, um pouco dos clássicos e mais um tanto da literatura de sala de aula.
hahaha
pois é. Ouvindo somzão do OESTE (americano) e tendo acabado de presenciar e provar amendoins e caldo de feijào, totalmente de grátis, num bar de cultura country, com até uma dupla sertaneja dando uma canja (sem couvert!!!).
coisas do Centro-Oeste.
Espero poder contar tanta vantagem em dezembro. Imaginem, 36 livros lidos...
Ia ser maravilhoso. Entre novos lançamentos da Lit. Brasileira, um pouco dos clássicos e mais um tanto da literatura de sala de aula.
hahaha
pois é. Ouvindo somzão do OESTE (americano) e tendo acabado de presenciar e provar amendoins e caldo de feijào, totalmente de grátis, num bar de cultura country, com até uma dupla sertaneja dando uma canja (sem couvert!!!).
coisas do Centro-Oeste.
E mais uma da série:
Primeiro aqui
O ano de 2007 começa de forma arrebatadora.
Grandes nomes já confirmaram presença nos palcos brasileiros, como Coldplay, Pet Shop Boys e Placebo. Outros tão badalados quanto, como The Who e os Stooges, ainda estão à espera de confirmação.
Mas com tudo isso rolando, as paradas musicais lá de fora estão se fartando mesmo com os novos artistas. São discos finalmente lançados em sua forma física, depois de já estarem sendo apreciados por meses a fio. Coisa comum numa época em que, com a popularização da internet, as músicas caem na rede muito antes de serem prensadas na bolachinha prateada. São levas e levas de primeiros discos, numa velocidade que nunca se viu. E entre tantas novidades, algumas já são amadas e odiadas em igual intensidade, sem ter um EP lançado.
O Klaxons é um bom exemplo. Citado por jornalistas especializados, por blogs e pelos antenados como The Next Big Thing, a banda lançou suas músicas no site Myspace, aos poucos. Foram se apresentando em pubs ingleses, arrebanhando seguidores e, pasmem, foram considerados os cabeças de uma nova onda musical, apelidada de new rave pelos mesmo jornalistas que elevaram a banda à quinta potência.
E não é que, apenas depois disso tudo, eles lançaram o primeiro álbum?
E, pior, não é que o dito cujo é bem bom?
Em Myths Of The Near Future, o Klaxons consegue evoluir, e muito, as suas canções. O barulho e a estranheza que chegaram a gerar confusão em alguns momentos são deixados de lado e belas melodias surgem, como em Golden Skans e Two Receivers. A produção mais refinada do álbum também deu um toque mais acessível a petardos como Atlantis to Interzone e Gravity´s Rainbow. O disco seria um belo exemplar para estudarmos a velocidade das mudanças, hoje em dia. O Klaxons conseguiu lançar músicas, fazer sucesso, servir como referência, amadurecer e escrever novas músicas, sem sequer ter lançado um disco. Do jeito que as coisas andam, daqui a pouco já não vou ter o que escrever nesse espaço.
Primeiro aqui
O ano de 2007 começa de forma arrebatadora.
Grandes nomes já confirmaram presença nos palcos brasileiros, como Coldplay, Pet Shop Boys e Placebo. Outros tão badalados quanto, como The Who e os Stooges, ainda estão à espera de confirmação.
Mas com tudo isso rolando, as paradas musicais lá de fora estão se fartando mesmo com os novos artistas. São discos finalmente lançados em sua forma física, depois de já estarem sendo apreciados por meses a fio. Coisa comum numa época em que, com a popularização da internet, as músicas caem na rede muito antes de serem prensadas na bolachinha prateada. São levas e levas de primeiros discos, numa velocidade que nunca se viu. E entre tantas novidades, algumas já são amadas e odiadas em igual intensidade, sem ter um EP lançado.
O Klaxons é um bom exemplo. Citado por jornalistas especializados, por blogs e pelos antenados como The Next Big Thing, a banda lançou suas músicas no site Myspace, aos poucos. Foram se apresentando em pubs ingleses, arrebanhando seguidores e, pasmem, foram considerados os cabeças de uma nova onda musical, apelidada de new rave pelos mesmo jornalistas que elevaram a banda à quinta potência.
E não é que, apenas depois disso tudo, eles lançaram o primeiro álbum?
E, pior, não é que o dito cujo é bem bom?
Em Myths Of The Near Future, o Klaxons consegue evoluir, e muito, as suas canções. O barulho e a estranheza que chegaram a gerar confusão em alguns momentos são deixados de lado e belas melodias surgem, como em Golden Skans e Two Receivers. A produção mais refinada do álbum também deu um toque mais acessível a petardos como Atlantis to Interzone e Gravity´s Rainbow. O disco seria um belo exemplar para estudarmos a velocidade das mudanças, hoje em dia. O Klaxons conseguiu lançar músicas, fazer sucesso, servir como referência, amadurecer e escrever novas músicas, sem sequer ter lançado um disco. Do jeito que as coisas andam, daqui a pouco já não vou ter o que escrever nesse espaço.
OK, OK....
demorei, mas eis aí a minha lista de melhores de 2006.
Sem ter ouvido tudo que queria, mas tendo ouvido demais até.
Top alguns 2006 –
Yo la tengo
Junior Boys
Kasabian
Arctic monkeys
Beck
Polyphonic Spree
Thom Yorke
The Vines
TV on the Radio
Brightblack Morning Light
The Rapture
Under the Influence of Giants
MSTRKRFT
The Tyde
É, até que 2006 teve grandes momentos...
E devo dizer, grandes, com capitulares.
Sào, todos estes excelentes discos!
bjos
demorei, mas eis aí a minha lista de melhores de 2006.
Sem ter ouvido tudo que queria, mas tendo ouvido demais até.
Top alguns 2006 –
Yo la tengo
Junior Boys
Kasabian
Arctic monkeys
Beck
Polyphonic Spree
Thom Yorke
The Vines
TV on the Radio
Brightblack Morning Light
The Rapture
Under the Influence of Giants
MSTRKRFT
The Tyde
É, até que 2006 teve grandes momentos...
E devo dizer, grandes, com capitulares.
Sào, todos estes excelentes discos!
bjos
domingo, janeiro 28, 2007

É amigão, Cuiabá não é para qualquer um.
Venha derreter conosco no Centro-Oeste.
O lugar é legal, as pessoas (nós) são legais, a comida é 10 e o chopp (ou cerveja) é gelado e apetitoso. Sem falar que de estilo, a cidade dá de 10 em Vitória.
É isso que dá estar mais conectado com SP do que com a Bahia.
******
Talvez volte ao mundo das pickups semana que vem. Muito talvez.
Mas a indefinição é melhor do que a negação total ou a falta de perspectiva.
ei.oi.
viva a pereirada que anda invadindo meu brogui.
Gosto dela.
hehehe
***********
Vida, vida, vida, vida corrida (a ser lido no ritmo de vida bandida - Lobão)
Pós, cobrando muito.
Faculdade começando e pedindo demais.
trabalho pedindo tudo.
Sobra um restinho pra escrever? espero que sim.
***********
Para os chegados:
meu pai acaba de se mudar. Ou seja, os motorheads naquele salão massa, acabaram.
Mas não se desesperem. Agora ele tá na Mata da Praia, perto da casa do Lemmy, numa cobertura com piscina e churrasqueira.
Alguém disse banho de piscina de madrugada, ouvindo rock e comendo muita carne?
heheheheheh
Crássico!
Só queria estar em Vitória...
***
Hum...
nada, não.
tenho que trabalhar.
beijos e até a próxima.
viva a pereirada que anda invadindo meu brogui.
Gosto dela.
hehehe
***********
Vida, vida, vida, vida corrida (a ser lido no ritmo de vida bandida - Lobão)
Pós, cobrando muito.
Faculdade começando e pedindo demais.
trabalho pedindo tudo.
Sobra um restinho pra escrever? espero que sim.
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Para os chegados:
meu pai acaba de se mudar. Ou seja, os motorheads naquele salão massa, acabaram.
Mas não se desesperem. Agora ele tá na Mata da Praia, perto da casa do Lemmy, numa cobertura com piscina e churrasqueira.
Alguém disse banho de piscina de madrugada, ouvindo rock e comendo muita carne?
heheheheheh
Crássico!
Só queria estar em Vitória...
***
Hum...
nada, não.
tenho que trabalhar.
beijos e até a próxima.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
e não é que 2007, do alto dos seus 4 dias já nos brinda com novos discos?!
Novidades de Cooper Temple Cause, do Of Montreal e do !!!
estão baixando a toda no meu computador.
Que venha mais um ano de música, de muita música.
***
Já, já posto a minha listinha de melhores de 2006.
É que ainda falta ouvir tanta coisa do ano passado que acho que posso cometer alguma injustiça...
mas entre eles com certeza estarão uns discos meio óbvios.
2006 foi um ano meio óbvio, musicalmente falando.
Os grandes foram grandes, os mais ou menos, mais ou menos e os pequenos, continuaram remando a balsa.
Novidades de Cooper Temple Cause, do Of Montreal e do !!!
estão baixando a toda no meu computador.
Que venha mais um ano de música, de muita música.
***
Já, já posto a minha listinha de melhores de 2006.
É que ainda falta ouvir tanta coisa do ano passado que acho que posso cometer alguma injustiça...
mas entre eles com certeza estarão uns discos meio óbvios.
2006 foi um ano meio óbvio, musicalmente falando.
Os grandes foram grandes, os mais ou menos, mais ou menos e os pequenos, continuaram remando a balsa.
terça-feira, janeiro 02, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
Oba.
Escrever.
O computador parece dar uns trancos e vai levando sua terceira idade com certo fulgor. Está lindo, mas anda se esquecendo das coisas, deixando para depois o que deve ser feito agora, ou antes, de acordo com a nova forma de se viver do mundo moderno, etc e tal.
Na Tv, Armandinho diz que deus estava namorando. Pobre Deus, sofrendo por amor, querendo conquistar você, sendo desenhada. Difícil para ele, imagina para nós, simples mortais, esperando o momento de partir dessa para melhor.
Dia estranho, cabelos por toda a casa, apesar do aspirador salvador de ontem. Cabelos por toda a cara, cabelos em frente a tv e ao monitor. A tesoura chegou a fazer uma visita. Mas como é comum nestes dias de fim de ano, foi rapidinho, apareceu, deu um oi e partiu. Sem deixar muita coisa diferente. Dei ä ela um convite, para voltar depois das festividades do ano. Quem sabe até lá ela possa ser melhor recebida. E talvez tenha até uma vaga para que ela possa trabalhar.
Estar sozinho é uma boa forma de se começar a trabalhar. Fazer o que deveria já ter sido feito. Sozinho você fica em frente ä TV, come, bebe e repete tudo isso mais umas dez vezes. Depois bate o desânimo, o cansaço de não fazer nada e depois, é a hora. Você parte para a ação. De barriga cheia, de saco cheio, mas com a cabeça a mil tentando salvar os últimos segundos de 2006 num pedaço de memória rígida.
2006, o ano que foi. Em Londres já é 2007. Eu também já estou lá. Olhando para frente. Tecla por tecla.
Na geladeira, uma garrafa de vinho espumante branco, nacional, meio doce (e não demi-sec) descansa desde ontem. As latas de cerveja não deram a mesma satisfação de um dia. Os salgados, porcarias e afins ficaram no passado. Ficam de hoje para ontem.Não fazem mais minha cabeça, não fazem mais meu corpo.
O calor começa a incomodar. Janela fechada, tempo escuro. Gotas começam a aparecer por entre os óculos. É hora de voltar para a TV. Aqui, como vocês sabem, ainda falta uma hora.
Aqui sempre falta uma hora.
Escrever.
O computador parece dar uns trancos e vai levando sua terceira idade com certo fulgor. Está lindo, mas anda se esquecendo das coisas, deixando para depois o que deve ser feito agora, ou antes, de acordo com a nova forma de se viver do mundo moderno, etc e tal.
Na Tv, Armandinho diz que deus estava namorando. Pobre Deus, sofrendo por amor, querendo conquistar você, sendo desenhada. Difícil para ele, imagina para nós, simples mortais, esperando o momento de partir dessa para melhor.
Dia estranho, cabelos por toda a casa, apesar do aspirador salvador de ontem. Cabelos por toda a cara, cabelos em frente a tv e ao monitor. A tesoura chegou a fazer uma visita. Mas como é comum nestes dias de fim de ano, foi rapidinho, apareceu, deu um oi e partiu. Sem deixar muita coisa diferente. Dei ä ela um convite, para voltar depois das festividades do ano. Quem sabe até lá ela possa ser melhor recebida. E talvez tenha até uma vaga para que ela possa trabalhar.
Estar sozinho é uma boa forma de se começar a trabalhar. Fazer o que deveria já ter sido feito. Sozinho você fica em frente ä TV, come, bebe e repete tudo isso mais umas dez vezes. Depois bate o desânimo, o cansaço de não fazer nada e depois, é a hora. Você parte para a ação. De barriga cheia, de saco cheio, mas com a cabeça a mil tentando salvar os últimos segundos de 2006 num pedaço de memória rígida.
2006, o ano que foi. Em Londres já é 2007. Eu também já estou lá. Olhando para frente. Tecla por tecla.
Na geladeira, uma garrafa de vinho espumante branco, nacional, meio doce (e não demi-sec) descansa desde ontem. As latas de cerveja não deram a mesma satisfação de um dia. Os salgados, porcarias e afins ficaram no passado. Ficam de hoje para ontem.Não fazem mais minha cabeça, não fazem mais meu corpo.
O calor começa a incomodar. Janela fechada, tempo escuro. Gotas começam a aparecer por entre os óculos. É hora de voltar para a TV. Aqui, como vocês sabem, ainda falta uma hora.
Aqui sempre falta uma hora.
sábado, dezembro 30, 2006
Tatoos
LA HISTORIA DEL SIGNO
Debido a la gran cantidad de mensajes, que nos llegan pidiendonos que le expliquemos, que quiere decir el signo que aparece en casi todas las tapas de Maiden, decidimos investigar del tema, y por eso hicimos este informe, para aclararles todas las dudas, a los que realmente son fans de la doncella.
El asunto es el siguiente:
Este signo, lo empezó a utilizar Derek Riggs (Imagen), el creador de Eddie, el cual utilizaba este signo para representar sus obras, mas bien como una firma. Este lo utiliza no solo en las tapas de Iron Maiden, sinó tambien en todas sus obras, pero siendo en Maiden donde se lo conoció por primera vez, fue su signo característico. Solo aparece en las tapas de la bestia, que fueron dibujadas por Riggs, y por tal motivo no se encuentra en por ejemplo: Fear of the Dark, Virtual XI y The X Factor.
Investigando en varias religiones, pudimos conseguir lo siguiente: El círculo grande, representa a Dios, el amo de toda sabiduria y poder (fuerza positiva) . Los círculos pequeños, representan a los humanos, los cuales son la masa y movimiento del planeta . El motivo por el cual el círculo derecho es el único que posee una línea (enlace) que lo une con el grande, es porque no todos los seres humanos creen en un Dios, con lo cual haria referencia a los Ateos, u otras religiones ortodoxas. Siguiendo con el símbolo, encontramos la flecha, o mejor dicho Fuerza, la cual representa que todas esas cosas (humanos, Dios, fuerzas positivas, masas, etc) son atraídas hacia un solo punto, llegando a la línea horizontal, la cual representa a Iron Maiden.
Con lo cual, es claro que este símbolo, se usa para de alguna manera atraer las fuerzas hacia ese punto en especial, el cual en este caso es Iron Maiden.
****
É isso aí. Up The Irons!
terça-feira, dezembro 12, 2006
Então para quem ainda não sabe:
Entrei na faculdade. Agora sou o professor da cadeira de redação da UNIC.
Mas você não tem mestrado, nem pós, alguns podem perguntar.
Pois é, não tinha. Final de semana passado começou a pós-graduaçào em cinema.
Aula com diretores feras e muito feras, como o Nelson Pereira dos Santos (só isso...).
E o mais legal? O trabalho de fim de curso é um projeto de realizador para entrar nos editais do Minc e outros por aí afora.
Será que sai um filme meu?
Entrei na faculdade. Agora sou o professor da cadeira de redação da UNIC.
Mas você não tem mestrado, nem pós, alguns podem perguntar.
Pois é, não tinha. Final de semana passado começou a pós-graduaçào em cinema.
Aula com diretores feras e muito feras, como o Nelson Pereira dos Santos (só isso...).
E o mais legal? O trabalho de fim de curso é um projeto de realizador para entrar nos editais do Minc e outros por aí afora.
Será que sai um filme meu?
Levei uma década para terminar de escrever, e mais uma pra postar.
ô preguiça danada, sô.
Ela vive de novo.
Ela não veio para acabar com o rock. Ela veio para fazer como o rock.
Por mais engraçado que pareça, a música eletrônica com seu boom monstro na década de 90, (época em que nomes como Chemical Brothers e Prodigy, para citar os mais óbvios, estouraram) virou a assassina do rock. Esse era o zeitgeist, a verdade incontestável: “A música que todos ouviríamos com um plug direto no cérebro”.
Algo criado por máquinas, nada orgânico, apesar das mãos bem humanas por trás das criações, ditas, eletrônicas.
Bom, o futuro (para nós, já passado) fez o favor de escrever a história. Apareceram os salvadores do rock, como Strokes, White Stripes e Hives (sim, eles já foram a esperança do rock um dia) e tudo voltou ao normal. O rock bem vivo e a música eletrônica, também viva, passando por um ciclo de baixa, de renovação. Mas claro, a música, como a moda, vive de altos e baixos. Uma hora, eletrônica, outra hora rock, outra hora jazz, para depois voltarmos para o rock de novo e aí, uma hora qualquer de volta para música eletrônica.
Se o primeiro boom eletrônico veio lá pelos meados dos 90, o segundo, de certa maneira, ficou muito próximo de acontecer no começo dos 00. Nessa época, o electro apareceu. Mas o estouro da tosqueira chique do tão propalado ritmo, não pegou na veia - 1.
E quando parecia que a década de 2000 já era, na virada da esquina, eis que surge um movimento parecido com a rave, que há 10 anos que fez surgir, com tudo, a dança nas pistas de rock e a eletrônica de volta para o mainstream.
A eletrônica assola novamente o Reino Unido. A new rave existe em Londres, onde a moda das batidas está de volta com tudo. Dançar e se divertir está em voga. Como da primeira vez, o rock não morreu. Muito longe disso. Dessa vez ele está mais do que nunca nas pistas junto com a eletrônica. Remixes dos hits de guitarra, baixo e bateria são o caminho. Já eram, se colocarmos em perspectiva os últimos anos: depois da eletrônica, o rock de volta, direto para as pistas; o surgimento de sub-rótulos cada vez mais ligados às batidas dançantes como o dance-punk; enfim, uma mistureba que surgiu quando descobriram que tanto um ritmo quanto o outro, em vez de serem inimigos mortais, podem andar juntos e muito bem casados.
Tanto que, apesar de ser chamado de nova rave, com onda fluorescente e tudo o mais, seus freqüentadores parecem não ter engolido o rótulo. De acordo com notas divulgadas na mídia, muitos deles chamam o movimento de electro rock e evitam a comparação com a época de ouro do ecstasy, das festas after hours e da música made in computador.
Como conhecer:
Depois das coletâneas da Collete, que tanto fizeram a fama das bandas/projetos de electro, uma outra gravadora, francesa, se tornou a casa para o novo rockdance: o selo francês Kitsuné. Com suas coletâneas, recheadas de remixes de nomes como Wolfmother e Bloc Party e servindo de espaço para trabalhos de artistas como Simian Moile Disco, Popular Computer, Dead Disco e até do Klaxons, o selo é hoje o mais novo lançador de moda do pedaço.
Se você quer ficar antenado, basta escutar esses discos. Se você quer virar DJ, pegue todos os últimos discos da Kitsune e prepare-se para ter apenas o trabalho de mixar as melhores faixas.
***
1 - Na verdade, o que pegou, não na veia, mas nas cabeças de geral, foi a tosqueira podreira das balas e do trance. No último suspiro da eletrônica, antes de voltar para o submundo, ele apareceu. E como um vírus, se espalhou por todo lugar. Primeiro, como um novo ritmo interessante. Depois, se tornou sinônimo de festas e de música eletrônica Brasil afora. E mais alem,.de, d música pesada, mais direta e sem variações possível. Trilha sonora para fritos em geral, que se multiplicam e que, cada vez mais, saem do anonimato graças a Youtubes e congêneres da vida.
ô preguiça danada, sô.
Ela vive de novo.
Ela não veio para acabar com o rock. Ela veio para fazer como o rock.
Por mais engraçado que pareça, a música eletrônica com seu boom monstro na década de 90, (época em que nomes como Chemical Brothers e Prodigy, para citar os mais óbvios, estouraram) virou a assassina do rock. Esse era o zeitgeist, a verdade incontestável: “A música que todos ouviríamos com um plug direto no cérebro”.
Algo criado por máquinas, nada orgânico, apesar das mãos bem humanas por trás das criações, ditas, eletrônicas.
Bom, o futuro (para nós, já passado) fez o favor de escrever a história. Apareceram os salvadores do rock, como Strokes, White Stripes e Hives (sim, eles já foram a esperança do rock um dia) e tudo voltou ao normal. O rock bem vivo e a música eletrônica, também viva, passando por um ciclo de baixa, de renovação. Mas claro, a música, como a moda, vive de altos e baixos. Uma hora, eletrônica, outra hora rock, outra hora jazz, para depois voltarmos para o rock de novo e aí, uma hora qualquer de volta para música eletrônica.
Se o primeiro boom eletrônico veio lá pelos meados dos 90, o segundo, de certa maneira, ficou muito próximo de acontecer no começo dos 00. Nessa época, o electro apareceu. Mas o estouro da tosqueira chique do tão propalado ritmo, não pegou na veia - 1.
E quando parecia que a década de 2000 já era, na virada da esquina, eis que surge um movimento parecido com a rave, que há 10 anos que fez surgir, com tudo, a dança nas pistas de rock e a eletrônica de volta para o mainstream.
A eletrônica assola novamente o Reino Unido. A new rave existe em Londres, onde a moda das batidas está de volta com tudo. Dançar e se divertir está em voga. Como da primeira vez, o rock não morreu. Muito longe disso. Dessa vez ele está mais do que nunca nas pistas junto com a eletrônica. Remixes dos hits de guitarra, baixo e bateria são o caminho. Já eram, se colocarmos em perspectiva os últimos anos: depois da eletrônica, o rock de volta, direto para as pistas; o surgimento de sub-rótulos cada vez mais ligados às batidas dançantes como o dance-punk; enfim, uma mistureba que surgiu quando descobriram que tanto um ritmo quanto o outro, em vez de serem inimigos mortais, podem andar juntos e muito bem casados.
Tanto que, apesar de ser chamado de nova rave, com onda fluorescente e tudo o mais, seus freqüentadores parecem não ter engolido o rótulo. De acordo com notas divulgadas na mídia, muitos deles chamam o movimento de electro rock e evitam a comparação com a época de ouro do ecstasy, das festas after hours e da música made in computador.
Como conhecer:
Depois das coletâneas da Collete, que tanto fizeram a fama das bandas/projetos de electro, uma outra gravadora, francesa, se tornou a casa para o novo rockdance: o selo francês Kitsuné. Com suas coletâneas, recheadas de remixes de nomes como Wolfmother e Bloc Party e servindo de espaço para trabalhos de artistas como Simian Moile Disco, Popular Computer, Dead Disco e até do Klaxons, o selo é hoje o mais novo lançador de moda do pedaço.
Se você quer ficar antenado, basta escutar esses discos. Se você quer virar DJ, pegue todos os últimos discos da Kitsune e prepare-se para ter apenas o trabalho de mixar as melhores faixas.
***
1 - Na verdade, o que pegou, não na veia, mas nas cabeças de geral, foi a tosqueira podreira das balas e do trance. No último suspiro da eletrônica, antes de voltar para o submundo, ele apareceu. E como um vírus, se espalhou por todo lugar. Primeiro, como um novo ritmo interessante. Depois, se tornou sinônimo de festas e de música eletrônica Brasil afora. E mais alem,.de, d música pesada, mais direta e sem variações possível. Trilha sonora para fritos em geral, que se multiplicam e que, cada vez mais, saem do anonimato graças a Youtubes e congêneres da vida.