e não é que 2007, do alto dos seus 4 dias já nos brinda com novos discos?!
Novidades de Cooper Temple Cause, do Of Montreal e do !!!
estão baixando a toda no meu computador.
Que venha mais um ano de música, de muita música.
***
Já, já posto a minha listinha de melhores de 2006.
É que ainda falta ouvir tanta coisa do ano passado que acho que posso cometer alguma injustiça...
mas entre eles com certeza estarão uns discos meio óbvios.
2006 foi um ano meio óbvio, musicalmente falando.
Os grandes foram grandes, os mais ou menos, mais ou menos e os pequenos, continuaram remando a balsa.
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
quinta-feira, janeiro 04, 2007
terça-feira, janeiro 02, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
Oba.
Escrever.
O computador parece dar uns trancos e vai levando sua terceira idade com certo fulgor. Está lindo, mas anda se esquecendo das coisas, deixando para depois o que deve ser feito agora, ou antes, de acordo com a nova forma de se viver do mundo moderno, etc e tal.
Na Tv, Armandinho diz que deus estava namorando. Pobre Deus, sofrendo por amor, querendo conquistar você, sendo desenhada. Difícil para ele, imagina para nós, simples mortais, esperando o momento de partir dessa para melhor.
Dia estranho, cabelos por toda a casa, apesar do aspirador salvador de ontem. Cabelos por toda a cara, cabelos em frente a tv e ao monitor. A tesoura chegou a fazer uma visita. Mas como é comum nestes dias de fim de ano, foi rapidinho, apareceu, deu um oi e partiu. Sem deixar muita coisa diferente. Dei ä ela um convite, para voltar depois das festividades do ano. Quem sabe até lá ela possa ser melhor recebida. E talvez tenha até uma vaga para que ela possa trabalhar.
Estar sozinho é uma boa forma de se começar a trabalhar. Fazer o que deveria já ter sido feito. Sozinho você fica em frente ä TV, come, bebe e repete tudo isso mais umas dez vezes. Depois bate o desânimo, o cansaço de não fazer nada e depois, é a hora. Você parte para a ação. De barriga cheia, de saco cheio, mas com a cabeça a mil tentando salvar os últimos segundos de 2006 num pedaço de memória rígida.
2006, o ano que foi. Em Londres já é 2007. Eu também já estou lá. Olhando para frente. Tecla por tecla.
Na geladeira, uma garrafa de vinho espumante branco, nacional, meio doce (e não demi-sec) descansa desde ontem. As latas de cerveja não deram a mesma satisfação de um dia. Os salgados, porcarias e afins ficaram no passado. Ficam de hoje para ontem.Não fazem mais minha cabeça, não fazem mais meu corpo.
O calor começa a incomodar. Janela fechada, tempo escuro. Gotas começam a aparecer por entre os óculos. É hora de voltar para a TV. Aqui, como vocês sabem, ainda falta uma hora.
Aqui sempre falta uma hora.
Escrever.
O computador parece dar uns trancos e vai levando sua terceira idade com certo fulgor. Está lindo, mas anda se esquecendo das coisas, deixando para depois o que deve ser feito agora, ou antes, de acordo com a nova forma de se viver do mundo moderno, etc e tal.
Na Tv, Armandinho diz que deus estava namorando. Pobre Deus, sofrendo por amor, querendo conquistar você, sendo desenhada. Difícil para ele, imagina para nós, simples mortais, esperando o momento de partir dessa para melhor.
Dia estranho, cabelos por toda a casa, apesar do aspirador salvador de ontem. Cabelos por toda a cara, cabelos em frente a tv e ao monitor. A tesoura chegou a fazer uma visita. Mas como é comum nestes dias de fim de ano, foi rapidinho, apareceu, deu um oi e partiu. Sem deixar muita coisa diferente. Dei ä ela um convite, para voltar depois das festividades do ano. Quem sabe até lá ela possa ser melhor recebida. E talvez tenha até uma vaga para que ela possa trabalhar.
Estar sozinho é uma boa forma de se começar a trabalhar. Fazer o que deveria já ter sido feito. Sozinho você fica em frente ä TV, come, bebe e repete tudo isso mais umas dez vezes. Depois bate o desânimo, o cansaço de não fazer nada e depois, é a hora. Você parte para a ação. De barriga cheia, de saco cheio, mas com a cabeça a mil tentando salvar os últimos segundos de 2006 num pedaço de memória rígida.
2006, o ano que foi. Em Londres já é 2007. Eu também já estou lá. Olhando para frente. Tecla por tecla.
Na geladeira, uma garrafa de vinho espumante branco, nacional, meio doce (e não demi-sec) descansa desde ontem. As latas de cerveja não deram a mesma satisfação de um dia. Os salgados, porcarias e afins ficaram no passado. Ficam de hoje para ontem.Não fazem mais minha cabeça, não fazem mais meu corpo.
O calor começa a incomodar. Janela fechada, tempo escuro. Gotas começam a aparecer por entre os óculos. É hora de voltar para a TV. Aqui, como vocês sabem, ainda falta uma hora.
Aqui sempre falta uma hora.
sábado, dezembro 30, 2006
Tatoos
LA HISTORIA DEL SIGNO
Debido a la gran cantidad de mensajes, que nos llegan pidiendonos que le expliquemos, que quiere decir el signo que aparece en casi todas las tapas de Maiden, decidimos investigar del tema, y por eso hicimos este informe, para aclararles todas las dudas, a los que realmente son fans de la doncella.
El asunto es el siguiente:
Este signo, lo empezó a utilizar Derek Riggs (Imagen), el creador de Eddie, el cual utilizaba este signo para representar sus obras, mas bien como una firma. Este lo utiliza no solo en las tapas de Iron Maiden, sinó tambien en todas sus obras, pero siendo en Maiden donde se lo conoció por primera vez, fue su signo característico. Solo aparece en las tapas de la bestia, que fueron dibujadas por Riggs, y por tal motivo no se encuentra en por ejemplo: Fear of the Dark, Virtual XI y The X Factor.
Investigando en varias religiones, pudimos conseguir lo siguiente: El círculo grande, representa a Dios, el amo de toda sabiduria y poder (fuerza positiva) . Los círculos pequeños, representan a los humanos, los cuales son la masa y movimiento del planeta . El motivo por el cual el círculo derecho es el único que posee una línea (enlace) que lo une con el grande, es porque no todos los seres humanos creen en un Dios, con lo cual haria referencia a los Ateos, u otras religiones ortodoxas. Siguiendo con el símbolo, encontramos la flecha, o mejor dicho Fuerza, la cual representa que todas esas cosas (humanos, Dios, fuerzas positivas, masas, etc) son atraídas hacia un solo punto, llegando a la línea horizontal, la cual representa a Iron Maiden.
Con lo cual, es claro que este símbolo, se usa para de alguna manera atraer las fuerzas hacia ese punto en especial, el cual en este caso es Iron Maiden.
****
É isso aí. Up The Irons!
terça-feira, dezembro 12, 2006
Então para quem ainda não sabe:
Entrei na faculdade. Agora sou o professor da cadeira de redação da UNIC.
Mas você não tem mestrado, nem pós, alguns podem perguntar.
Pois é, não tinha. Final de semana passado começou a pós-graduaçào em cinema.
Aula com diretores feras e muito feras, como o Nelson Pereira dos Santos (só isso...).
E o mais legal? O trabalho de fim de curso é um projeto de realizador para entrar nos editais do Minc e outros por aí afora.
Será que sai um filme meu?
Entrei na faculdade. Agora sou o professor da cadeira de redação da UNIC.
Mas você não tem mestrado, nem pós, alguns podem perguntar.
Pois é, não tinha. Final de semana passado começou a pós-graduaçào em cinema.
Aula com diretores feras e muito feras, como o Nelson Pereira dos Santos (só isso...).
E o mais legal? O trabalho de fim de curso é um projeto de realizador para entrar nos editais do Minc e outros por aí afora.
Será que sai um filme meu?
Levei uma década para terminar de escrever, e mais uma pra postar.
ô preguiça danada, sô.
Ela vive de novo.
Ela não veio para acabar com o rock. Ela veio para fazer como o rock.
Por mais engraçado que pareça, a música eletrônica com seu boom monstro na década de 90, (época em que nomes como Chemical Brothers e Prodigy, para citar os mais óbvios, estouraram) virou a assassina do rock. Esse era o zeitgeist, a verdade incontestável: “A música que todos ouviríamos com um plug direto no cérebro”.
Algo criado por máquinas, nada orgânico, apesar das mãos bem humanas por trás das criações, ditas, eletrônicas.
Bom, o futuro (para nós, já passado) fez o favor de escrever a história. Apareceram os salvadores do rock, como Strokes, White Stripes e Hives (sim, eles já foram a esperança do rock um dia) e tudo voltou ao normal. O rock bem vivo e a música eletrônica, também viva, passando por um ciclo de baixa, de renovação. Mas claro, a música, como a moda, vive de altos e baixos. Uma hora, eletrônica, outra hora rock, outra hora jazz, para depois voltarmos para o rock de novo e aí, uma hora qualquer de volta para música eletrônica.
Se o primeiro boom eletrônico veio lá pelos meados dos 90, o segundo, de certa maneira, ficou muito próximo de acontecer no começo dos 00. Nessa época, o electro apareceu. Mas o estouro da tosqueira chique do tão propalado ritmo, não pegou na veia - 1.
E quando parecia que a década de 2000 já era, na virada da esquina, eis que surge um movimento parecido com a rave, que há 10 anos que fez surgir, com tudo, a dança nas pistas de rock e a eletrônica de volta para o mainstream.
A eletrônica assola novamente o Reino Unido. A new rave existe em Londres, onde a moda das batidas está de volta com tudo. Dançar e se divertir está em voga. Como da primeira vez, o rock não morreu. Muito longe disso. Dessa vez ele está mais do que nunca nas pistas junto com a eletrônica. Remixes dos hits de guitarra, baixo e bateria são o caminho. Já eram, se colocarmos em perspectiva os últimos anos: depois da eletrônica, o rock de volta, direto para as pistas; o surgimento de sub-rótulos cada vez mais ligados às batidas dançantes como o dance-punk; enfim, uma mistureba que surgiu quando descobriram que tanto um ritmo quanto o outro, em vez de serem inimigos mortais, podem andar juntos e muito bem casados.
Tanto que, apesar de ser chamado de nova rave, com onda fluorescente e tudo o mais, seus freqüentadores parecem não ter engolido o rótulo. De acordo com notas divulgadas na mídia, muitos deles chamam o movimento de electro rock e evitam a comparação com a época de ouro do ecstasy, das festas after hours e da música made in computador.
Como conhecer:
Depois das coletâneas da Collete, que tanto fizeram a fama das bandas/projetos de electro, uma outra gravadora, francesa, se tornou a casa para o novo rockdance: o selo francês Kitsuné. Com suas coletâneas, recheadas de remixes de nomes como Wolfmother e Bloc Party e servindo de espaço para trabalhos de artistas como Simian Moile Disco, Popular Computer, Dead Disco e até do Klaxons, o selo é hoje o mais novo lançador de moda do pedaço.
Se você quer ficar antenado, basta escutar esses discos. Se você quer virar DJ, pegue todos os últimos discos da Kitsune e prepare-se para ter apenas o trabalho de mixar as melhores faixas.
***
1 - Na verdade, o que pegou, não na veia, mas nas cabeças de geral, foi a tosqueira podreira das balas e do trance. No último suspiro da eletrônica, antes de voltar para o submundo, ele apareceu. E como um vírus, se espalhou por todo lugar. Primeiro, como um novo ritmo interessante. Depois, se tornou sinônimo de festas e de música eletrônica Brasil afora. E mais alem,.de, d música pesada, mais direta e sem variações possível. Trilha sonora para fritos em geral, que se multiplicam e que, cada vez mais, saem do anonimato graças a Youtubes e congêneres da vida.
ô preguiça danada, sô.
Ela vive de novo.
Ela não veio para acabar com o rock. Ela veio para fazer como o rock.
Por mais engraçado que pareça, a música eletrônica com seu boom monstro na década de 90, (época em que nomes como Chemical Brothers e Prodigy, para citar os mais óbvios, estouraram) virou a assassina do rock. Esse era o zeitgeist, a verdade incontestável: “A música que todos ouviríamos com um plug direto no cérebro”.
Algo criado por máquinas, nada orgânico, apesar das mãos bem humanas por trás das criações, ditas, eletrônicas.
Bom, o futuro (para nós, já passado) fez o favor de escrever a história. Apareceram os salvadores do rock, como Strokes, White Stripes e Hives (sim, eles já foram a esperança do rock um dia) e tudo voltou ao normal. O rock bem vivo e a música eletrônica, também viva, passando por um ciclo de baixa, de renovação. Mas claro, a música, como a moda, vive de altos e baixos. Uma hora, eletrônica, outra hora rock, outra hora jazz, para depois voltarmos para o rock de novo e aí, uma hora qualquer de volta para música eletrônica.
Se o primeiro boom eletrônico veio lá pelos meados dos 90, o segundo, de certa maneira, ficou muito próximo de acontecer no começo dos 00. Nessa época, o electro apareceu. Mas o estouro da tosqueira chique do tão propalado ritmo, não pegou na veia - 1.
E quando parecia que a década de 2000 já era, na virada da esquina, eis que surge um movimento parecido com a rave, que há 10 anos que fez surgir, com tudo, a dança nas pistas de rock e a eletrônica de volta para o mainstream.
A eletrônica assola novamente o Reino Unido. A new rave existe em Londres, onde a moda das batidas está de volta com tudo. Dançar e se divertir está em voga. Como da primeira vez, o rock não morreu. Muito longe disso. Dessa vez ele está mais do que nunca nas pistas junto com a eletrônica. Remixes dos hits de guitarra, baixo e bateria são o caminho. Já eram, se colocarmos em perspectiva os últimos anos: depois da eletrônica, o rock de volta, direto para as pistas; o surgimento de sub-rótulos cada vez mais ligados às batidas dançantes como o dance-punk; enfim, uma mistureba que surgiu quando descobriram que tanto um ritmo quanto o outro, em vez de serem inimigos mortais, podem andar juntos e muito bem casados.
Tanto que, apesar de ser chamado de nova rave, com onda fluorescente e tudo o mais, seus freqüentadores parecem não ter engolido o rótulo. De acordo com notas divulgadas na mídia, muitos deles chamam o movimento de electro rock e evitam a comparação com a época de ouro do ecstasy, das festas after hours e da música made in computador.
Como conhecer:
Depois das coletâneas da Collete, que tanto fizeram a fama das bandas/projetos de electro, uma outra gravadora, francesa, se tornou a casa para o novo rockdance: o selo francês Kitsuné. Com suas coletâneas, recheadas de remixes de nomes como Wolfmother e Bloc Party e servindo de espaço para trabalhos de artistas como Simian Moile Disco, Popular Computer, Dead Disco e até do Klaxons, o selo é hoje o mais novo lançador de moda do pedaço.
Se você quer ficar antenado, basta escutar esses discos. Se você quer virar DJ, pegue todos os últimos discos da Kitsune e prepare-se para ter apenas o trabalho de mixar as melhores faixas.
***
1 - Na verdade, o que pegou, não na veia, mas nas cabeças de geral, foi a tosqueira podreira das balas e do trance. No último suspiro da eletrônica, antes de voltar para o submundo, ele apareceu. E como um vírus, se espalhou por todo lugar. Primeiro, como um novo ritmo interessante. Depois, se tornou sinônimo de festas e de música eletrônica Brasil afora. E mais alem,.de, d música pesada, mais direta e sem variações possível. Trilha sonora para fritos em geral, que se multiplicam e que, cada vez mais, saem do anonimato graças a Youtubes e congêneres da vida.
domingo, novembro 12, 2006
então foi isso.
Cartào estourou e quando foram cobrar a mensalidade do provedor, nada feito.
pronto, perdemos alguns dias de internet.
Mas voltei. Semana passada foi tensa. pegamos uma concorrência e tive que trabalhar sábado e domingo, ficar até tardào na agência, essas coisas de quem pega concorrência. Espero que a gente ganhe. O patrào fica feliz, mais rico e a gente garante o emprego. Foda, né?
***
Devo fazer uma aula teste essa semana numa faculdade daqui. A Unic (universidade de Cuiabá). Imagina se botam unicú. Queria ver quem ia estudar lá.
hehehe
Mas o negócio é promissor, porque nào existe nenhum professor de redação publicitária com experiência no mercado. Ponto pra mim. Agora é preparar as aulas, e afiar o gogó. vamos ver...
***
Atualizando a lista das pechinchas:
DVD Chico Buarque - Caro Amigo (será isso mesmo?) R$15.00
DVD White Stripes - Under a Blackpool... - R$ 25.00
CD Killers - Hot Fuss - R$ 9.00
CD Rolling Stones - R$ 9.00
CD George Harrison - R$ 9.00
pagar tudo com Mastercard Maestro, tem preço. É só somar.
***
Estamos batendo muitas (ok, não tantas) fotos. Mas é com máquina de filme mesmo. Quando terminarmos as 36 poses (acho que já batemos 20), revelamos o filme e escaneamos, para colocar algumas aqui.
hehehe
Cartào estourou e quando foram cobrar a mensalidade do provedor, nada feito.
pronto, perdemos alguns dias de internet.
Mas voltei. Semana passada foi tensa. pegamos uma concorrência e tive que trabalhar sábado e domingo, ficar até tardào na agência, essas coisas de quem pega concorrência. Espero que a gente ganhe. O patrào fica feliz, mais rico e a gente garante o emprego. Foda, né?
***
Devo fazer uma aula teste essa semana numa faculdade daqui. A Unic (universidade de Cuiabá). Imagina se botam unicú. Queria ver quem ia estudar lá.
hehehe
Mas o negócio é promissor, porque nào existe nenhum professor de redação publicitária com experiência no mercado. Ponto pra mim. Agora é preparar as aulas, e afiar o gogó. vamos ver...
***
Atualizando a lista das pechinchas:
DVD Chico Buarque - Caro Amigo (será isso mesmo?) R$15.00
DVD White Stripes - Under a Blackpool... - R$ 25.00
CD Killers - Hot Fuss - R$ 9.00
CD Rolling Stones - R$ 9.00
CD George Harrison - R$ 9.00
pagar tudo com Mastercard Maestro, tem preço. É só somar.
***
Estamos batendo muitas (ok, não tantas) fotos. Mas é com máquina de filme mesmo. Quando terminarmos as 36 poses (acho que já batemos 20), revelamos o filme e escaneamos, para colocar algumas aqui.
hehehe
domingo, outubro 29, 2006
Roubado na cara dura do blogue da Lu.
E atualizado.
garimpo na loja de eletrodomésticos
aqui existe uma cadeia de lojas estilo sipolatti que tem feito nossa alegria. além de eletroméstico de linha branca, móveis de qualidade e gosto duvidosos e aparelhos de som e TV, tem uma seção de DVDs e CDs que vem se revelando uma verdadeira mina de ouro. não pelos títulos raros - aliás, a maioria do "acervo" é de calypsos e afins -, mas pelo sistema de cadastro de preços, que é completamente esquizofrênico. de uma loja para outra, eles variam loucamente. o CD "a bigger bang", do rolling stones, eu vi por R$ 39,90 na unidade que fica no shopping perto de casa e ontem, num outro shopping, por 9,90!!!
sendo assim, nós não resistimos: toda vez que vemos uma dessas lojas temos que dar uma entradinha para garimpar. e veja só quantas surpresas bacanas isso já nos rendeu:
1. A Bigger Bang - Rolling Stones (CD) - Variando de 24 a 49,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
2. Green Day - Bullet in a Bible (CD + DVD) - Variando de 46,50 a 138,71
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
3. Cake - Motorcade of Generosity (CD) - Variando de 35,90 a 44,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
4. Chaos and Creation in The Backyard (CD + DVD) - 57,90
VALOR QUE PAGAMOS - 20,00
5. Los Hermanos no Cine Íris (DVD) - Variando de 27,90 a 42,90
VALOR QUE PAGAMOS - 15,00
6. Chico Buarque - Vai passar (DVD) - Variando de 39,90 a 52,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
7. Charlatans - Just Looking (DVD) - Variando de 39,90 a 45,90
VALOR QUE PAGAMOS - 12,00
8. NIN - Live and All That Could Have Been (DVD duplo) - Variando de 71,50 a 88,90
VALOR QUE PAGAMOS - 16,00
9. Travis - Singles (DVD) - Variando de 41,90 a 49,90
VALOR QUE PAGAMOS - 15,00
10. Tom Jobim - Stone Flower (CD) - Variando de 28,70 a 35,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
.....................................................................
Total dos preços mais altos listados pelo Buscapé - 607,00
Total dos preços mais baixos listados pelo Buscapé - 413,00
Nosso total - 130,00
**(arredondei os valores pra facilitar o cálculo final. é, sou preguiçosa mesmo! ahaha)
*******************************************************
Strokes - first impressions on earth - R$ 9.90
Tim Maia - Pense Menos(1977) - R$ 10.10
E atualizado.
garimpo na loja de eletrodomésticos
aqui existe uma cadeia de lojas estilo sipolatti que tem feito nossa alegria. além de eletroméstico de linha branca, móveis de qualidade e gosto duvidosos e aparelhos de som e TV, tem uma seção de DVDs e CDs que vem se revelando uma verdadeira mina de ouro. não pelos títulos raros - aliás, a maioria do "acervo" é de calypsos e afins -, mas pelo sistema de cadastro de preços, que é completamente esquizofrênico. de uma loja para outra, eles variam loucamente. o CD "a bigger bang", do rolling stones, eu vi por R$ 39,90 na unidade que fica no shopping perto de casa e ontem, num outro shopping, por 9,90!!!
sendo assim, nós não resistimos: toda vez que vemos uma dessas lojas temos que dar uma entradinha para garimpar. e veja só quantas surpresas bacanas isso já nos rendeu:
1. A Bigger Bang - Rolling Stones (CD) - Variando de 24 a 49,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
2. Green Day - Bullet in a Bible (CD + DVD) - Variando de 46,50 a 138,71
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
3. Cake - Motorcade of Generosity (CD) - Variando de 35,90 a 44,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
4. Chaos and Creation in The Backyard (CD + DVD) - 57,90
VALOR QUE PAGAMOS - 20,00
5. Los Hermanos no Cine Íris (DVD) - Variando de 27,90 a 42,90
VALOR QUE PAGAMOS - 15,00
6. Chico Buarque - Vai passar (DVD) - Variando de 39,90 a 52,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
7. Charlatans - Just Looking (DVD) - Variando de 39,90 a 45,90
VALOR QUE PAGAMOS - 12,00
8. NIN - Live and All That Could Have Been (DVD duplo) - Variando de 71,50 a 88,90
VALOR QUE PAGAMOS - 16,00
9. Travis - Singles (DVD) - Variando de 41,90 a 49,90
VALOR QUE PAGAMOS - 15,00
10. Tom Jobim - Stone Flower (CD) - Variando de 28,70 a 35,90
VALOR QUE PAGAMOS - 10,00
.....................................................................
Total dos preços mais altos listados pelo Buscapé - 607,00
Total dos preços mais baixos listados pelo Buscapé - 413,00
Nosso total - 130,00
**(arredondei os valores pra facilitar o cálculo final. é, sou preguiçosa mesmo! ahaha)
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Strokes - first impressions on earth - R$ 9.90
Tim Maia - Pense Menos(1977) - R$ 10.10
o jardineiro é Zezuis. As arveres somo nozes.
***
Hoje deu 40 graus aqui.
Quarentinha. É, tipo assim, suor 1 minuto depois do banho.
A lu está tendo um treco, mas a entendo.
Daqui a pouco vamos ligar o ar-condicionado do quarto, levar a tv e o dvd para lá e assistir um filme sentindo frio.
Não sei porque, mas me deu vontade de ver A Era do Gelo.
hahahaha
Ou me sentir nela.
L'age de glace.
***
e as arvres, arvoros....
somo nozes
***
Hoje deu 40 graus aqui.
Quarentinha. É, tipo assim, suor 1 minuto depois do banho.
A lu está tendo um treco, mas a entendo.
Daqui a pouco vamos ligar o ar-condicionado do quarto, levar a tv e o dvd para lá e assistir um filme sentindo frio.
Não sei porque, mas me deu vontade de ver A Era do Gelo.
hahahaha
Ou me sentir nela.
L'age de glace.
***
e as arvres, arvoros....
somo nozes
sábado, outubro 28, 2006
hoje a Lu tomou coragem e eu tomei parte desta loucura.
Nos enfiamos em uma das representaçòes mais undergrounds e malditas de Cuiabá, uma filha dos esgotos, que perambula pelas cidades, atacando vorazes jovens em busca da saciedade da madrugada.
Sim, senhores, é dela que falo: a baguncinha.
Para quem não sabe, a baguncinha nada mais é do que um sanduiche iche iche, daqueles estilo bicho guloso ou oficina da fome. A diferença é que aqui, as carrocinhas são realmente carrocinhas e em nada lembram os super bem estruturados traileres capixabas. BOm, eles sempre são baratos (na verdade, a baguncinha, ou mais na verdade ainda O baguncinha {sim, ele é masculino} é o mais barato de todos).
A verdadeira ralé do sanduba. Uma hamburguer frisa ou pior, algo estilo pif paf. Um queijo uma presunto (com gosto de mortadela) um ovo, alface tomate e PASMEM, uma salsicha. Baguncinha que se preze tem que ter salsicha.
Bom, com o calor que faz aqui, fomos comer um sanduba numa esquina. Por 2.50 enchemos a pança e eu ainda tive a cara de pau (e a coragem monstra) demandar pra dentro um belo tanto de maionese caseira... que Deus me tenha.
Mas como bagunça que não mata, engorda, seguimos em frente.
Para vocês terem uma idéia, são meia noite e o relógio marca 31 graus.
hora de uma Sol com amendoim.
Nos enfiamos em uma das representaçòes mais undergrounds e malditas de Cuiabá, uma filha dos esgotos, que perambula pelas cidades, atacando vorazes jovens em busca da saciedade da madrugada.
Sim, senhores, é dela que falo: a baguncinha.
Para quem não sabe, a baguncinha nada mais é do que um sanduiche iche iche, daqueles estilo bicho guloso ou oficina da fome. A diferença é que aqui, as carrocinhas são realmente carrocinhas e em nada lembram os super bem estruturados traileres capixabas. BOm, eles sempre são baratos (na verdade, a baguncinha, ou mais na verdade ainda O baguncinha {sim, ele é masculino} é o mais barato de todos).
A verdadeira ralé do sanduba. Uma hamburguer frisa ou pior, algo estilo pif paf. Um queijo uma presunto (com gosto de mortadela) um ovo, alface tomate e PASMEM, uma salsicha. Baguncinha que se preze tem que ter salsicha.
Bom, com o calor que faz aqui, fomos comer um sanduba numa esquina. Por 2.50 enchemos a pança e eu ainda tive a cara de pau (e a coragem monstra) demandar pra dentro um belo tanto de maionese caseira... que Deus me tenha.
Mas como bagunça que não mata, engorda, seguimos em frente.
Para vocês terem uma idéia, são meia noite e o relógio marca 31 graus.
hora de uma Sol com amendoim.
terça-feira, outubro 24, 2006
Nota cinco para passar.
O Cave In, quarteto do estado americano de Massachussets, nunca teve uma vida fácil, regada a críticas positivas e shows lotados. Seu caminho sempre foi pelo atalhos, pelas trilhas nem sempre desbravadas. Ou seja, comendo pelas beiradas. Talvez pelo seu estilo de música, um amálgama entre o heavy metal, mas sem o apelo necessário para empolgar fãs de Evanescence, Slipknot ou Dream Theater, e o alternativo, mas muito longe da melancolia ou do rock básico, presentes em 10 entre 10 bandas de rock, dito, alternativo. Por isso, foi uma surpresa ver a banda assinando com uma Major, a RCA. E mais surpreendente ainda ver um disco deles, Antenna, lançado no Brasil, para felicidade da, não tão geral, nação. As vendas não devem ter alcançado um público muito amplo, já que a banda acabou voltando para sua primeira gravadora a Hydra Head.
Com isso, dificilmente devemos ver lançado por aqui o seu quarto disco de estúdio, Perfect Pitch Black. O que não deixa de ser uma pena. Se em Antenna, a banda estava em sua zona de conforto, repetindo sua própria fórmula de sucesso, e por isso soando cansada e até repetitiva, em Perfect Pitch Black eles parecem ter percebido que o jogo não está ganho. Seu estilo de guitarras altas e gritando buscam um novo caminho. Em algumas músicas, o tiro é certeiro. Referências ao Stoner Rock, à psicodelia, ao heavy deprê do Alice in Chains, ao vocal gutural, mostram uma banda corajosa e versátil, ainda que nem sempre eficiente. Em certos momentos uma fagulha de genialidade atrai a atenção do ouvinte mais desligado, e o mantêm em transe por alguns segundos. E são essas fagulhas que fazem com que eu ainda os dê crédito. São como aqueles times da segunda divisão no jogo de suas vidas contra os gigantes da primeira. E você, quando percebe, está torcendo pelo time mais fraco.
Destaques:
Trepanning e sua guitarra à la Josh Homme
Down the Drain
Droned
O Cave In, quarteto do estado americano de Massachussets, nunca teve uma vida fácil, regada a críticas positivas e shows lotados. Seu caminho sempre foi pelo atalhos, pelas trilhas nem sempre desbravadas. Ou seja, comendo pelas beiradas. Talvez pelo seu estilo de música, um amálgama entre o heavy metal, mas sem o apelo necessário para empolgar fãs de Evanescence, Slipknot ou Dream Theater, e o alternativo, mas muito longe da melancolia ou do rock básico, presentes em 10 entre 10 bandas de rock, dito, alternativo. Por isso, foi uma surpresa ver a banda assinando com uma Major, a RCA. E mais surpreendente ainda ver um disco deles, Antenna, lançado no Brasil, para felicidade da, não tão geral, nação. As vendas não devem ter alcançado um público muito amplo, já que a banda acabou voltando para sua primeira gravadora a Hydra Head.
Com isso, dificilmente devemos ver lançado por aqui o seu quarto disco de estúdio, Perfect Pitch Black. O que não deixa de ser uma pena. Se em Antenna, a banda estava em sua zona de conforto, repetindo sua própria fórmula de sucesso, e por isso soando cansada e até repetitiva, em Perfect Pitch Black eles parecem ter percebido que o jogo não está ganho. Seu estilo de guitarras altas e gritando buscam um novo caminho. Em algumas músicas, o tiro é certeiro. Referências ao Stoner Rock, à psicodelia, ao heavy deprê do Alice in Chains, ao vocal gutural, mostram uma banda corajosa e versátil, ainda que nem sempre eficiente. Em certos momentos uma fagulha de genialidade atrai a atenção do ouvinte mais desligado, e o mantêm em transe por alguns segundos. E são essas fagulhas que fazem com que eu ainda os dê crédito. São como aqueles times da segunda divisão no jogo de suas vidas contra os gigantes da primeira. E você, quando percebe, está torcendo pelo time mais fraco.
Destaques:
Trepanning e sua guitarra à la Josh Homme
Down the Drain
Droned
segunda-feira, outubro 16, 2006
Amigos fazem falta?
Qué isso, claro que não. Amigo se consegue em qualquer lugar...
OPA!
parado aí. Estamos em uma fase que amigos não caem do céu, como acontecia na faculdade, na escola, nos rocks da vida. Eles simplesmente têm que ser plantados, regados, colhidos e tratados com carinho. E uma hora antes da colheita ou de ter que tratá-los com carinho, estamos desistindo. E nada de amigos por aqui. Pessoas finíssimas no entanto têm aparecido. Mas irmãos e irmãs, deixei todos para trás.
Dito isso, vamos aos fatos. Estamos lendo. MUITO.
Dois jornais por domingo. Cinema e filmes também (mas isso já fazíamos em Vix).
Revistas, aos montes. Bizz (coleção completa, sempre); men's Health, quando dá; Vip; Rolling Stone assim que chegar äs bancas e a melhor de todas e o motivo desse post:
PIAUÍ
sei que o nome é ridiculo, mas fazia MUITO tempo que nào lia uma revista tão gostosa. Meu Deus, que textos, que reportagens, que artigos... Tudo avalizado pelo selo da editora Trip de Qualidade. E aí?!
Assinatura URGENTE!!!!!!
E piauí na cabeça!
Qué isso, claro que não. Amigo se consegue em qualquer lugar...
OPA!
parado aí. Estamos em uma fase que amigos não caem do céu, como acontecia na faculdade, na escola, nos rocks da vida. Eles simplesmente têm que ser plantados, regados, colhidos e tratados com carinho. E uma hora antes da colheita ou de ter que tratá-los com carinho, estamos desistindo. E nada de amigos por aqui. Pessoas finíssimas no entanto têm aparecido. Mas irmãos e irmãs, deixei todos para trás.
Dito isso, vamos aos fatos. Estamos lendo. MUITO.
Dois jornais por domingo. Cinema e filmes também (mas isso já fazíamos em Vix).
Revistas, aos montes. Bizz (coleção completa, sempre); men's Health, quando dá; Vip; Rolling Stone assim que chegar äs bancas e a melhor de todas e o motivo desse post:
PIAUÍ
sei que o nome é ridiculo, mas fazia MUITO tempo que nào lia uma revista tão gostosa. Meu Deus, que textos, que reportagens, que artigos... Tudo avalizado pelo selo da editora Trip de Qualidade. E aí?!
Assinatura URGENTE!!!!!!
E piauí na cabeça!
Quente o dia hoje, não?
É. Esquentou.
O hoje em questão era uma segunda-feira. O dia tinha começado normal. Despertador, café, um pequeno pedaço do jornal, banho, roupas e elevador. Ela parecia ter acabado de acordar. Seus olhos ainda estavam pequenos em seu rosto redondo. Seu cabelo, comprido, ainda estava um pouco molhado. Seu cheiro misturava um pouco do shampoo com a tintura, a explicação para um negro tão intenso, que provavelmente tinha aplicado no fim de semana. Não sabia seu nome. Possivelmente ela também não sabia o meu. Éramos vizinhos. A única coisa que nos ligava era uma conta em comum chamada de taxa de condomínio. Isso e alguns encontros randômicos no elevador, a caminho da garagem.
(Silêncio)
Será que continua assim a semana toda, hein?
É, parece.
É sempre assim. A semana toda quente e a gente no escritório. No fim de semana que dá pra pegar praia, chove.
Abri um sorriso. Só queria parecer simpático. Hoje em dia é complicado viver em um edifício. Eles são sempre muito altos, os apartamentos são cada vez mais apertados e os vizinhos cada vez mais numerosos. Seu espaço individual é invadido a todo tempo por estranhos que escolheram o mesmo prédio que você para morar. E o pior, a recíproca é verdadeira. Nos vemos invadindo o espaço do outro a todo instante. O mínimo a se fazer, nessas horas, é tentar parecer simpático. A viagem do 13° andar até a garagem não dura mais que um minuto. Tempo o suficiente para um bom dia e uma pequena conversa sobre o tempo.
A luz falha uma vez. Nos entreolhamos. O elevador dá um pequeno tranco. Seu rosto parece tomado pelo terror. Agora a luz pisca intensamente até se apagar. Tudo isso dura cinco segundos, no máximo. Uma eternidade. Como tudo dentro de um elevador com um estranho.
Xi, acabou a luz.
Ai, nem fala. Morro de medo de elevador. Sua voz parecia mesmo amedrontada.
Bobeira, daqui a pouco a luz volta. Enquanto isso a gente espera. E mais, se não voltar é só tocar o alarme. Logo o Seu Moreira vem abrir aqui a porta.
Antes de concluir a frase, o alarme soou ferozmente. Um zumbido intenso, como se um milhão de abelhas africanas tivessem entrado em minha cabeça. E assim ficou por algum tempo. Como vocês devem presumir, uma eternidade.
Calma, calma. Eles já ouviram o alarme.
Será? Não é melhor continuar tocando?
Não. Tá bom. Eles já ouviram, tenho certeza.
Até não tinha tanta certeza, mas não ia agüentar um novo enxame de abelhas em minha cabeça. O que me assustava não era a idéia de ficar preso no elevador. Era ficar preso com outra pessoa. E mais, outra pessoa que não conhecia. E que, ainda por cima, tinha medo de elevador. Bom, pensei, vou puxar assunto, tentar mantê-la com a cabeça ocupada. O que menos queria era alguém em pânico dividindo comigo um espaço de 1 metro e 30 por 1 metro e 30.
E então? O tempo, né?
O que que tem? A quanto tempo a gente tá aqui preso?
Não, não esse tempo. O tempo lá fora.
Aqui tá ficando quente. Ai meu Deus, será que a gente está ficando sem ar? Por isso está esquentando? Tá sentindo uma falta de ar também?
Não, eu tô tranqüilo.
Ai... ai...
Ela começou a gemer de dor. E a chorar baixinho. Não deixou de ser engraçado vê- la tentar esconder o choro. Num elevador. Talvez vergonha de mostrar uma fraqueza, coisa tão íntima, a um estranho. Não devíamos ser tão distantes. Moramos no mesmo prédio, na mesma rua. Se conhecer neste caso passa a ser um acaso. Como agora.
O seu nome é...
Manuela.
Então, Manuela, o meu é Edgar. Olha só, você não precisa ficar assim. Tá tudo tranqüilo, daqui a pouco abrem a porta. Olha, não me leve a mal, mas se você quiser, posso te dar um abraço.
Ela não disse nada. Nesta altura dos acontecimentos, já via nitidamente no escuro. Minhas pupilas haviam feito seu trabalho com perfeição, se abrindo para as míminas incidências luminosas do elevador parado, pelo jeito da escuridão quase completa, entre dois andares. Vi seu corpo se mexer, lentamente, em direção ao meu. Estendi meus braços e pude abraçá-la, assim que sua cabeça tocou meu peito. Senti seus soluços, e suas lágrimas, poucas, molhando minha camisa. Seu coração estava disparado. Ou seria o meu? Pulsações que já se confundiam. Seu choro, seu perfume. Passei minha mão por seus cabelos, ainda um pouco úmidos. Ela sentiu. Eu senti. Olhamos um para o outro. E assim ficamos, por poucos segundos. A realidade do cubículo, revertida, fazia o tempo que antes não passava, voar, escapando por entre soluços e lágrimas, como fios de cabelo molhados em mãos inseguras. Pude prever o que aconteceria em seguida em um flash, mas o flash real foi o das lâmpadas se acendendo. Manuela, instintivamente, como um criança pega em flagrante fazendo alguma coisa proibida, se afastou rapidamente. Foi para seu lado do elevador, que começou a se mover lentamente, até o próximo andar. Lá, abriu suas portas e nos despejou novamente no mundo real. Ela olhou para mim, rapidamente.
Daqui vou de escadas.
Tudo bem.
Tchau.
Tchau.
Ela deu uns dois passos e se voltou para dentro do elevador, para dentro de mim.
Obrigada.
As portas se fecharam novamente. Dessa vez, sozinho, não tive muito tempo para pensar. O tempo só parece não andar no elevador quando o dividimos com um estranho.
É. Esquentou.
O hoje em questão era uma segunda-feira. O dia tinha começado normal. Despertador, café, um pequeno pedaço do jornal, banho, roupas e elevador. Ela parecia ter acabado de acordar. Seus olhos ainda estavam pequenos em seu rosto redondo. Seu cabelo, comprido, ainda estava um pouco molhado. Seu cheiro misturava um pouco do shampoo com a tintura, a explicação para um negro tão intenso, que provavelmente tinha aplicado no fim de semana. Não sabia seu nome. Possivelmente ela também não sabia o meu. Éramos vizinhos. A única coisa que nos ligava era uma conta em comum chamada de taxa de condomínio. Isso e alguns encontros randômicos no elevador, a caminho da garagem.
(Silêncio)
Será que continua assim a semana toda, hein?
É, parece.
É sempre assim. A semana toda quente e a gente no escritório. No fim de semana que dá pra pegar praia, chove.
Abri um sorriso. Só queria parecer simpático. Hoje em dia é complicado viver em um edifício. Eles são sempre muito altos, os apartamentos são cada vez mais apertados e os vizinhos cada vez mais numerosos. Seu espaço individual é invadido a todo tempo por estranhos que escolheram o mesmo prédio que você para morar. E o pior, a recíproca é verdadeira. Nos vemos invadindo o espaço do outro a todo instante. O mínimo a se fazer, nessas horas, é tentar parecer simpático. A viagem do 13° andar até a garagem não dura mais que um minuto. Tempo o suficiente para um bom dia e uma pequena conversa sobre o tempo.
A luz falha uma vez. Nos entreolhamos. O elevador dá um pequeno tranco. Seu rosto parece tomado pelo terror. Agora a luz pisca intensamente até se apagar. Tudo isso dura cinco segundos, no máximo. Uma eternidade. Como tudo dentro de um elevador com um estranho.
Xi, acabou a luz.
Ai, nem fala. Morro de medo de elevador. Sua voz parecia mesmo amedrontada.
Bobeira, daqui a pouco a luz volta. Enquanto isso a gente espera. E mais, se não voltar é só tocar o alarme. Logo o Seu Moreira vem abrir aqui a porta.
Antes de concluir a frase, o alarme soou ferozmente. Um zumbido intenso, como se um milhão de abelhas africanas tivessem entrado em minha cabeça. E assim ficou por algum tempo. Como vocês devem presumir, uma eternidade.
Calma, calma. Eles já ouviram o alarme.
Será? Não é melhor continuar tocando?
Não. Tá bom. Eles já ouviram, tenho certeza.
Até não tinha tanta certeza, mas não ia agüentar um novo enxame de abelhas em minha cabeça. O que me assustava não era a idéia de ficar preso no elevador. Era ficar preso com outra pessoa. E mais, outra pessoa que não conhecia. E que, ainda por cima, tinha medo de elevador. Bom, pensei, vou puxar assunto, tentar mantê-la com a cabeça ocupada. O que menos queria era alguém em pânico dividindo comigo um espaço de 1 metro e 30 por 1 metro e 30.
E então? O tempo, né?
O que que tem? A quanto tempo a gente tá aqui preso?
Não, não esse tempo. O tempo lá fora.
Aqui tá ficando quente. Ai meu Deus, será que a gente está ficando sem ar? Por isso está esquentando? Tá sentindo uma falta de ar também?
Não, eu tô tranqüilo.
Ai... ai...
Ela começou a gemer de dor. E a chorar baixinho. Não deixou de ser engraçado vê- la tentar esconder o choro. Num elevador. Talvez vergonha de mostrar uma fraqueza, coisa tão íntima, a um estranho. Não devíamos ser tão distantes. Moramos no mesmo prédio, na mesma rua. Se conhecer neste caso passa a ser um acaso. Como agora.
O seu nome é...
Manuela.
Então, Manuela, o meu é Edgar. Olha só, você não precisa ficar assim. Tá tudo tranqüilo, daqui a pouco abrem a porta. Olha, não me leve a mal, mas se você quiser, posso te dar um abraço.
Ela não disse nada. Nesta altura dos acontecimentos, já via nitidamente no escuro. Minhas pupilas haviam feito seu trabalho com perfeição, se abrindo para as míminas incidências luminosas do elevador parado, pelo jeito da escuridão quase completa, entre dois andares. Vi seu corpo se mexer, lentamente, em direção ao meu. Estendi meus braços e pude abraçá-la, assim que sua cabeça tocou meu peito. Senti seus soluços, e suas lágrimas, poucas, molhando minha camisa. Seu coração estava disparado. Ou seria o meu? Pulsações que já se confundiam. Seu choro, seu perfume. Passei minha mão por seus cabelos, ainda um pouco úmidos. Ela sentiu. Eu senti. Olhamos um para o outro. E assim ficamos, por poucos segundos. A realidade do cubículo, revertida, fazia o tempo que antes não passava, voar, escapando por entre soluços e lágrimas, como fios de cabelo molhados em mãos inseguras. Pude prever o que aconteceria em seguida em um flash, mas o flash real foi o das lâmpadas se acendendo. Manuela, instintivamente, como um criança pega em flagrante fazendo alguma coisa proibida, se afastou rapidamente. Foi para seu lado do elevador, que começou a se mover lentamente, até o próximo andar. Lá, abriu suas portas e nos despejou novamente no mundo real. Ela olhou para mim, rapidamente.
Daqui vou de escadas.
Tudo bem.
Tchau.
Tchau.
Ela deu uns dois passos e se voltou para dentro do elevador, para dentro de mim.
Obrigada.
As portas se fecharam novamente. Dessa vez, sozinho, não tive muito tempo para pensar. O tempo só parece não andar no elevador quando o dividimos com um estranho.
domingo, outubro 15, 2006
pronto, agora novidades da vida na baixada. Sim, baixada. afinal aqui estamos, na baixada cuiabana, o que explica um pouco o calor que faz nessa cidade. Mas já estamosnos despedindo (ou será que não?) da época do calor. Pelo menos está chovendo bem aqui, o que dá uma aliviada no calor. Deve ser o período das chuvas, quando acabam as queimadas. Sim, amigos, queimadas. Tem dias que a fumaça está tào espessa que quase não dá pra ver o horizonte. E as cinzas caindo do céu, vez por outra em cima de você?
Aconteceu comigo. Até o terreno baldio, ao lado da agência pegou fogo. Deu bombeiro e tudo pra apagar. heheh
Bom, mas isso já está ficando para trás. Como disse, agora chove. POde ser uma frente fria para ajudar a Luciana a se situar na cidade sem sofrer muito com o calor. Sim, pode. POde ser uma lufada de sorte, para nos acalmar. Sim, pode. Mas o pior é que sabemos que é passageiro.
***
outro dia com paulinho no msn, coisa rápida, olá tudo bom? conta da vida aí? coisa e tal. Aí me toquei, caiu uma ficha. A mesma que me faz estar encarando esse teclado diferente e essa cadeirinha de praia em frente ao micro (hoje compro uma cadeira decente), alguns centímetros abaixo do ideal. É que para mim, aqui, a vida continua numa boa. As coisas já sào comuns. É quase tudo rotina. Uma rotina mais nova, é verdade. Mas mesmo assim, um pouco repetitiva. Trabalho, venho para casa, me espanto com o fuso (dá 22 horas e não tem mais nada pra fazer), saímos para conhecer restaurantes, bares, enfim, lugares legais para levar nossas visitas (eles existem e em um bom número, acreditem) e é isso.
Procuramos comida boa e barata. Achamos. Procuramos um pouco de luxo e achamos. Procuramos mato e achamos. Até moda de viola achamos(mas ainda nào fomos lá).
Agora falta o rock, que se resume a downloads no trabalho e a mp3 no carro. Mas semana q vem tem show do ratos de porão aqui. Nada imperdível, mas um bom momento para sacar a quantas anda o movimento por esses lados.
***
o que é imperdível é dar uma caminhada pelo parque Màe Bonifacia. Comer um espetinho de carne (com arroz vinagrete, farofa e mandioca) como se fosse um lanchinho, pedir uma baguncinha num trailler (UM baguncinha, Luis), comer chipa, atravessar a Ponte Sergio Motta, ver jogo no Choppào e, se aguentar, tomar um escaldado, jogar sinuca beliscando banana chips, tomar antarctica e achar uma delicia (tem uma fábrica aqui, imagine...), conversar com alguém com muito sotaque, tomar tereré (ou chimarrào gelado), cozumel (ou choppe com limão e sal {eca!!!}), pedir uma ventrecha como se fosse a coisa mais simples do mundo, ir ao supermercado às 4 da manhã, pagar 2.25 no cinema as segundas, tomar café na kopenhagen, e muitas otras cositas mas.
Coisas que para a gente aqui é comum, mas que para vocês aí, que não mudaram de vida ou de lugar, pode parecer estranho e longe. Por isso resolvi escrever. POrque todo mundo continua indo à lama ou ao galpão. Todo mundo continua fazendo os mesmos rocks e indo ver os mesmo shows juntos. E só eu faço diferente. Talvez isso, a curiosidade de todos com relação a minha vida, se é que ela existe (a curiosidade), me fez escrever. Afinal, vocês nào precisam escrever para que eu saiba o que estou perdendo. Mas eu preciso.
Aconteceu comigo. Até o terreno baldio, ao lado da agência pegou fogo. Deu bombeiro e tudo pra apagar. heheh
Bom, mas isso já está ficando para trás. Como disse, agora chove. POde ser uma frente fria para ajudar a Luciana a se situar na cidade sem sofrer muito com o calor. Sim, pode. POde ser uma lufada de sorte, para nos acalmar. Sim, pode. Mas o pior é que sabemos que é passageiro.
***
outro dia com paulinho no msn, coisa rápida, olá tudo bom? conta da vida aí? coisa e tal. Aí me toquei, caiu uma ficha. A mesma que me faz estar encarando esse teclado diferente e essa cadeirinha de praia em frente ao micro (hoje compro uma cadeira decente), alguns centímetros abaixo do ideal. É que para mim, aqui, a vida continua numa boa. As coisas já sào comuns. É quase tudo rotina. Uma rotina mais nova, é verdade. Mas mesmo assim, um pouco repetitiva. Trabalho, venho para casa, me espanto com o fuso (dá 22 horas e não tem mais nada pra fazer), saímos para conhecer restaurantes, bares, enfim, lugares legais para levar nossas visitas (eles existem e em um bom número, acreditem) e é isso.
Procuramos comida boa e barata. Achamos. Procuramos um pouco de luxo e achamos. Procuramos mato e achamos. Até moda de viola achamos(mas ainda nào fomos lá).
Agora falta o rock, que se resume a downloads no trabalho e a mp3 no carro. Mas semana q vem tem show do ratos de porão aqui. Nada imperdível, mas um bom momento para sacar a quantas anda o movimento por esses lados.
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o que é imperdível é dar uma caminhada pelo parque Màe Bonifacia. Comer um espetinho de carne (com arroz vinagrete, farofa e mandioca) como se fosse um lanchinho, pedir uma baguncinha num trailler (UM baguncinha, Luis), comer chipa, atravessar a Ponte Sergio Motta, ver jogo no Choppào e, se aguentar, tomar um escaldado, jogar sinuca beliscando banana chips, tomar antarctica e achar uma delicia (tem uma fábrica aqui, imagine...), conversar com alguém com muito sotaque, tomar tereré (ou chimarrào gelado), cozumel (ou choppe com limão e sal {eca!!!}), pedir uma ventrecha como se fosse a coisa mais simples do mundo, ir ao supermercado às 4 da manhã, pagar 2.25 no cinema as segundas, tomar café na kopenhagen, e muitas otras cositas mas.
Coisas que para a gente aqui é comum, mas que para vocês aí, que não mudaram de vida ou de lugar, pode parecer estranho e longe. Por isso resolvi escrever. POrque todo mundo continua indo à lama ou ao galpão. Todo mundo continua fazendo os mesmos rocks e indo ver os mesmo shows juntos. E só eu faço diferente. Talvez isso, a curiosidade de todos com relação a minha vida, se é que ela existe (a curiosidade), me fez escrever. Afinal, vocês nào precisam escrever para que eu saiba o que estou perdendo. Mas eu preciso.
Sim, é um milagre. Me lembrei que tenho um blog e resolvi escrever. Na verdade deveria estar faendo a minha carta de intenção, para a matrícula na pós em cinema, mas sei que algumas pessoas (poucas, vai) ainda visitam esse blog ávidas por notícias. Para elas escrevo agora.
***
Primeiro, como é dificil trocar de teclado. teclo o dia inteiro com o acento em um canto, com o til em outro e quando chego em casa, tudo diferente. Sai erro que não acaba mais. Saco. O chato nessas horas é ser redator e revisor. Vontade de mandar tudo errado e seguir em frente.
Vamos a isso, então.
***
***
Primeiro, como é dificil trocar de teclado. teclo o dia inteiro com o acento em um canto, com o til em outro e quando chego em casa, tudo diferente. Sai erro que não acaba mais. Saco. O chato nessas horas é ser redator e revisor. Vontade de mandar tudo errado e seguir em frente.
Vamos a isso, então.
***
segunda-feira, setembro 04, 2006
Como fiquei muito tempo se escrever, vou colocar tudo de uma vez só aqui.
Bom, tudo não, mas bastante coisa, vai.
***
Banda - The Knife,
Album - Deep Cuts (2003)
música - Heartbeats
Ela faz parte da trilha de um dos mais lindos comerciais que já vi, o Balls, da Sony vendendo sua TV LCD, a Bravia. A letra segue abaixo.
Ah, se você for pegar a música original, vai ver que ela não tem nada a ver com a que toca no filme. É que a do filme é uma versão feita por José Gonzáles, um sueco com nome de mexicano. E que está em seu disco Verneer.
One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away
Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razorblade
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough for me, no
One night of magic rush
The start: a simpel touch
One night to push and scream
And then relief
Ten days of perfect tunes
The colours red and blue
We had a promise made
We were in love
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough for me, no
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough
And you
You knew the hand of a devil
And you
Kept us awake with wolves teeth
Sharing different heartbeats in one night
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough for me, no
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough
***
Na primeira semana de cuiabá, coloquei umas poucas pastas de MP3 no computador. E o Cachorro Grande foi agraciado com dois discos no meu Itunes. O Pista Livre, devo dizer, não tinha me feito tanta graça nas primeiras vezes que o ouvi. Sem atenção, nada funciona. Mas com calma, foram aparecendo pérolas aqui e acolá. Sendo que a última faixa, Velha amiga, tocou fundo e quase me fez jogar tudo pro alto...
ói porque.
VOCÊ TEM QUE OLHAR A ESTRADA
COM UMA CARA CANSADA
COMO UMA VELHA AMIGA
QUE VOCÊ JÁ NÃO AGÜENTA MAIS
ESTOU AQUI DE PASSAGEM
A VIDA É UMA MALA PRONTA PRA VIAGEM
MINHA CABEÇA É MINHA BAGAGEM
E A ESTRADA É UMA VELHA AMIGA
COM QUEM VOCÊ PODE CONTAR VELHA AMIGA?
****
Bom, mais estabelecido, com praticamente um mês de Mato Grosso.
Ainda fico espantado. As vezes parece que cai uma ficha assim: estou no Mato Grosso.
Caramba, como vim parar aqui. Mas ando pela cidade, conhecendo os caminhos... E descobrindo aos poucos coisas novas e legais. Acho que essas descobertas dão uma sensação gostosa de estar vivo. De ver coisas novas e de fuga da rotina. Vocês não sabem como, após 25 anos de Vitória/ES, isso é bom. Lá, apesar de ser maravilhoso, parecia já estar no piloto automático. E, cacete, precisamos de tudo nessa vida, menos viver no piloto automático.
Já posso me considerar um cuiabano. Hahahaha
A cidade é hospitaleira demais, a comida daqui é muito boa. É quente? É, bem quente. Mas dá pra acostumar. Até o ar seco já não incomoda tanto. E pensar que ainda existe um Estado inteiro pra ser descoberto, o terceiro maior do país, dá uma vontade doida de correr por aí. E ficar parado, agora, só por escolha, não por falta de oportunidade.
Casinha arrumada, empreguinho estável, cidadinha bonitinha, vão se fuder.
Porque aqui na face da Terra só vida nômade é o que vou ter.
hahahaha
***
Coisas boas de se voltar a trabalhar com PC?
Hum... o soulseek funciona. Hahahahaha
Não precisa dizer que a lista de coisas a se baixar está grande. Mas vem diminuindo consistentemente.
E entre as coisas novas, tem duas bandas que me surpreenderam. A “Band of Horses“ e a “Tapes 'n Tapes”. Sabe quando bate de primeira? Essa tapes aí foi assim. De primeirona, ouvi uma música e pirei. Musica feita pra quem gosta de musica. Chega de coisas que parecem coisas e não me dizem nada.
Além disso, ficaram realmente bons os discos do Thom Yorke (Eraser) e o do Rapture, que ainda estou deglutindo...o Pieces Of The People We Love, nome do disco dos caras, não tem uma House of Jealous Lover, mas tem muita coisa boa. Sabe uma banda boa, quando é boa mesmo? Pode fazer qquer coisa que fica acima da média. Pois é. O Rapture ficou acima da média. E eu gosto deles de verdade e aí, posso ter me deixado influenciar. Heheheh
Que mais....
Ah, Living Things, com um álbum bem legal. Acho que de 2004, mas bem legal. Uma levada hard rock com a cara do Dandy Warhols. E o segundo do Razorlight que, se antes parecia uma banda perdida entre muitas referências, parece ter se encontrado. Disco acima da média também, de uma banda mais, mas muito mais madura. E pronta para se firmar como uma das melhores da nova safra.
****
Aproveitei que estava aqui em Cuiabá e fui conferir de perto o festival calango. Teve banda de tudo quanto é parte do Brasil. Desde o Acre até o Rio Grande do Sul. Só faltou mesmo o Espírito Santo e o Rio. Mas pro ano que vem, se der, tento fazer a cabeça do pessoal pra trazer umas bandas daí.
Deu pra conferir bastante coisa boa, deu pra comprar bastante cd (aqui praticamente não tem loja de discos) de bandas independentes e deu até pra comprar 7”. Entre os shows, destaque absoluto para a apresentação inspirada dos Sapatos Bicolores, para a força do Macaco Bong (daqui de Cuiabá mesmo), para a pegada simples, rock e pop, dos Astronautas fechando a noite (sou realmente fã desses caras), o som hermaníaco do Los Porongas(AC) e para a nova queridinha dos indies, o Vanguart. Segundo dizem, bom show, mp3 nem tanto.
Infelizmente só pude ir no sábado, pois na sexta e no domingo acabei saindo com meu pai que estava aqui.
***
Por falar em visita, aproveitei a vinda do meu pai/Ivanilde com o carro, e fui rodar pela cidade. Minha primeira vez como guia de cuiabá. Descobrimos uns lugares legais para comer, como a Mercearia da Pizza, onde dá para vc montar a sua própria pizza, junto com os pizzaiolos da casa. E que pizza boa comi nesse dia. Fiquei instigado em ir lá fazer uma com muito perperoni, calabresa e cebola. Mas estou fechando a boca legal aqui. As calças novas que comprei, só com cinto. Ou seja, melhor deixar só no desejo. Fui também até a Chapada dos Guimarães. Aqui fiquei sabendo, existe uma cidade chamada Chapada dos Guimarães. Pequenina, estilo Tiradentes (não, nunca fui em Tiradentes). Mas com um clima meio cidade de praia, como Guarapari e Buzios (será?!). A cidade é aconchegante e,se não chega a ser chique, é arrumadinha. Tem umas ruazinhas com muitas lojinhas acertadas e bares onde, parece, as pessoas ficam rodando quando a cidade tem movimento. Nesse domingo, meio fora de temporada, ela estava vazia. Perto da cidade, paisagens que nunca pensei ver. É bonito, sim, mas foi um tapa pra quem achava que tudo na vida acabava em mar. Aqui acaba em montanhas, morros e… chapadas.
E olha que estamos no cerrado.
***
Não, não vou ver o Slayer. Já assisti a esse show quando valia a pena. Era 94, plena turnê de Decade of Agression, o duplo ao vivo que mudou meu jeito de ouvir metal. Sei que eles devem fazer um show do caralho ainda, mas dessa vez vou passar. Boa sorte aos companheiros que farão um dos rocks mais inspirados do Brasil. Rio, choppe, amigos e rock! Comprem uma camisa pra mim...
***
Pra encerrar, dia 16 tem shows, muitos deles, em SP. Pra começar, Art Brut. Depois, Adult. Ainda dá pra ver o Peter Hook dando uma de DJ. E para encerrar a noite, duas bandas das quais sou fã incondicional: Radio 4 e Franz Ferdinand.
Good things happen for those who wait. A Guinness estava certa. Agora é separar a grana pras camisas das bandas.
Bom, tudo não, mas bastante coisa, vai.
***
Banda - The Knife,
Album - Deep Cuts (2003)
música - Heartbeats
Ela faz parte da trilha de um dos mais lindos comerciais que já vi, o Balls, da Sony vendendo sua TV LCD, a Bravia. A letra segue abaixo.
Ah, se você for pegar a música original, vai ver que ela não tem nada a ver com a que toca no filme. É que a do filme é uma versão feita por José Gonzáles, um sueco com nome de mexicano. E que está em seu disco Verneer.
One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away
Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razorblade
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough for me, no
One night of magic rush
The start: a simpel touch
One night to push and scream
And then relief
Ten days of perfect tunes
The colours red and blue
We had a promise made
We were in love
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough for me, no
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough
And you
You knew the hand of a devil
And you
Kept us awake with wolves teeth
Sharing different heartbeats in one night
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough for me, no
To call for hands of above, to lean on
Wouldn't be good enough
***
Na primeira semana de cuiabá, coloquei umas poucas pastas de MP3 no computador. E o Cachorro Grande foi agraciado com dois discos no meu Itunes. O Pista Livre, devo dizer, não tinha me feito tanta graça nas primeiras vezes que o ouvi. Sem atenção, nada funciona. Mas com calma, foram aparecendo pérolas aqui e acolá. Sendo que a última faixa, Velha amiga, tocou fundo e quase me fez jogar tudo pro alto...
ói porque.
VOCÊ TEM QUE OLHAR A ESTRADA
COM UMA CARA CANSADA
COMO UMA VELHA AMIGA
QUE VOCÊ JÁ NÃO AGÜENTA MAIS
ESTOU AQUI DE PASSAGEM
A VIDA É UMA MALA PRONTA PRA VIAGEM
MINHA CABEÇA É MINHA BAGAGEM
E A ESTRADA É UMA VELHA AMIGA
COM QUEM VOCÊ PODE CONTAR VELHA AMIGA?
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Bom, mais estabelecido, com praticamente um mês de Mato Grosso.
Ainda fico espantado. As vezes parece que cai uma ficha assim: estou no Mato Grosso.
Caramba, como vim parar aqui. Mas ando pela cidade, conhecendo os caminhos... E descobrindo aos poucos coisas novas e legais. Acho que essas descobertas dão uma sensação gostosa de estar vivo. De ver coisas novas e de fuga da rotina. Vocês não sabem como, após 25 anos de Vitória/ES, isso é bom. Lá, apesar de ser maravilhoso, parecia já estar no piloto automático. E, cacete, precisamos de tudo nessa vida, menos viver no piloto automático.
Já posso me considerar um cuiabano. Hahahaha
A cidade é hospitaleira demais, a comida daqui é muito boa. É quente? É, bem quente. Mas dá pra acostumar. Até o ar seco já não incomoda tanto. E pensar que ainda existe um Estado inteiro pra ser descoberto, o terceiro maior do país, dá uma vontade doida de correr por aí. E ficar parado, agora, só por escolha, não por falta de oportunidade.
Casinha arrumada, empreguinho estável, cidadinha bonitinha, vão se fuder.
Porque aqui na face da Terra só vida nômade é o que vou ter.
hahahaha
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Coisas boas de se voltar a trabalhar com PC?
Hum... o soulseek funciona. Hahahahaha
Não precisa dizer que a lista de coisas a se baixar está grande. Mas vem diminuindo consistentemente.
E entre as coisas novas, tem duas bandas que me surpreenderam. A “Band of Horses“ e a “Tapes 'n Tapes”. Sabe quando bate de primeira? Essa tapes aí foi assim. De primeirona, ouvi uma música e pirei. Musica feita pra quem gosta de musica. Chega de coisas que parecem coisas e não me dizem nada.
Além disso, ficaram realmente bons os discos do Thom Yorke (Eraser) e o do Rapture, que ainda estou deglutindo...o Pieces Of The People We Love, nome do disco dos caras, não tem uma House of Jealous Lover, mas tem muita coisa boa. Sabe uma banda boa, quando é boa mesmo? Pode fazer qquer coisa que fica acima da média. Pois é. O Rapture ficou acima da média. E eu gosto deles de verdade e aí, posso ter me deixado influenciar. Heheheh
Que mais....
Ah, Living Things, com um álbum bem legal. Acho que de 2004, mas bem legal. Uma levada hard rock com a cara do Dandy Warhols. E o segundo do Razorlight que, se antes parecia uma banda perdida entre muitas referências, parece ter se encontrado. Disco acima da média também, de uma banda mais, mas muito mais madura. E pronta para se firmar como uma das melhores da nova safra.
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Aproveitei que estava aqui em Cuiabá e fui conferir de perto o festival calango. Teve banda de tudo quanto é parte do Brasil. Desde o Acre até o Rio Grande do Sul. Só faltou mesmo o Espírito Santo e o Rio. Mas pro ano que vem, se der, tento fazer a cabeça do pessoal pra trazer umas bandas daí.
Deu pra conferir bastante coisa boa, deu pra comprar bastante cd (aqui praticamente não tem loja de discos) de bandas independentes e deu até pra comprar 7”. Entre os shows, destaque absoluto para a apresentação inspirada dos Sapatos Bicolores, para a força do Macaco Bong (daqui de Cuiabá mesmo), para a pegada simples, rock e pop, dos Astronautas fechando a noite (sou realmente fã desses caras), o som hermaníaco do Los Porongas(AC) e para a nova queridinha dos indies, o Vanguart. Segundo dizem, bom show, mp3 nem tanto.
Infelizmente só pude ir no sábado, pois na sexta e no domingo acabei saindo com meu pai que estava aqui.
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Por falar em visita, aproveitei a vinda do meu pai/Ivanilde com o carro, e fui rodar pela cidade. Minha primeira vez como guia de cuiabá. Descobrimos uns lugares legais para comer, como a Mercearia da Pizza, onde dá para vc montar a sua própria pizza, junto com os pizzaiolos da casa. E que pizza boa comi nesse dia. Fiquei instigado em ir lá fazer uma com muito perperoni, calabresa e cebola. Mas estou fechando a boca legal aqui. As calças novas que comprei, só com cinto. Ou seja, melhor deixar só no desejo. Fui também até a Chapada dos Guimarães. Aqui fiquei sabendo, existe uma cidade chamada Chapada dos Guimarães. Pequenina, estilo Tiradentes (não, nunca fui em Tiradentes). Mas com um clima meio cidade de praia, como Guarapari e Buzios (será?!). A cidade é aconchegante e,se não chega a ser chique, é arrumadinha. Tem umas ruazinhas com muitas lojinhas acertadas e bares onde, parece, as pessoas ficam rodando quando a cidade tem movimento. Nesse domingo, meio fora de temporada, ela estava vazia. Perto da cidade, paisagens que nunca pensei ver. É bonito, sim, mas foi um tapa pra quem achava que tudo na vida acabava em mar. Aqui acaba em montanhas, morros e… chapadas.
E olha que estamos no cerrado.
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Não, não vou ver o Slayer. Já assisti a esse show quando valia a pena. Era 94, plena turnê de Decade of Agression, o duplo ao vivo que mudou meu jeito de ouvir metal. Sei que eles devem fazer um show do caralho ainda, mas dessa vez vou passar. Boa sorte aos companheiros que farão um dos rocks mais inspirados do Brasil. Rio, choppe, amigos e rock! Comprem uma camisa pra mim...
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Pra encerrar, dia 16 tem shows, muitos deles, em SP. Pra começar, Art Brut. Depois, Adult. Ainda dá pra ver o Peter Hook dando uma de DJ. E para encerrar a noite, duas bandas das quais sou fã incondicional: Radio 4 e Franz Ferdinand.
Good things happen for those who wait. A Guinness estava certa. Agora é separar a grana pras camisas das bandas.