quinta-feira, outubro 20, 2016

Somos frágeis, tão frágeis, que tivemos que criar caixas de concreto para colocar-nos dentro e sentirmo-nos protegidos (in order to feel safe). Uma queda, um escorregão, uma batida com a cabeça no banheiro e pronto. Fomos dessa para melhor. Uma infecção, uma bactéria pode querer aproveitar nosso corpo, quentinho e molhado, para se reproduzir, acabando assim com seu hospedeiro. Você. Eu, não, que tomo minhas vitaminas e faço meus exercícios matinais.

Estamos aí, flutuando no espaço, como diz Jason Pierce. Um meteoro pode cair e levar-nos à extinção. E não há dinheiro que nos salve. Um raio pode cair em sua cabeça, durante um beijo cinematográfico debaixo de uma chuva torrencial, coroando um encontro que vinha se alongando a anos. Tudo pode acontecer a qualquer momento. E continuamos andando, beijando debaixo da chuva, não escovando os dentes e, pasmem, vivendo.


Somos uma espécie fadada ao fracasso que, ainda assim, faz música e se agarra à existência com unhas, dentes e tudo o mais que puder ser inventado. Parabéns, seres humanos, por serem tão risíveis e se levarem tão a sério. Uma hora há de evoluirmos. Até lá, seguimos.



quarta-feira, outubro 19, 2016

Já faz algum tempo que o tempo aqui mudou. Começou a esfriar de um dia para o outro. Veio uma frente fria e o verão foi embora, assustado. Não houve transição. Foi de verão para outono de um dia para o outro. De quase 40,  temperatura caiu para 26. E assim ficou, até começar a cair aos poucos. Temos, em média, uns 20 graus de temperatura agora. Não me entendam mal, essa temperatura é maravilhosa, a ideal. E bem mais amena que a da Inglaterra, por exemplo. Mas o que me trouxe para este assunto tão genérico, o tempo, foi a proximidade do mar e a queda de temperatura.

Com isso, não me pergunte porque, comecei a sentir a maresia. E cheiro de maresia, friazinha, entrando nas narinas me leva pra casa. Mas que casa? O Leblon, claro. É o cheiro das noites de inverno, sentados em volta do cafezinho, quando aquela neblina vem entrando pelas ruas, tornando o Rio caliente em Rio temperado. É cheiro de família, de aconchego, de minh’alma carioca berrando de saudade. É sofrimento em um canto e de sorriso de canto de boca. É bom e é ruim, sabe? Como o Rio, talvez. Como nossas famílias, em seu microcosmos de conflitos e amores, tão imperfeitas e felizes.


Os dias já não são tão claros, o céu já não é tão azul e a praia está sempre vazia. Mas o cheirinho de maresia é só o que eu preciso para me aquecer até o próximo verão.    

quarta-feira, outubro 05, 2016

Estou ficando velho.
Meus amigos estão ficando velhos.
Meus pais estão ficando velhos.
Meus avós estão velhos, velhos.
Os discos que marcaram minha vida estão velhos.
O que eu gosto é velho.
Iremos, a partir de agora, em mais funerais do que formaturas ou festas de 15 anos.
A noite não é mais minha morada.
Beber e usar drogas não faz parte da minha vida, mas poderia ser uma saída niilista, se fisse mais realista. Ou mais existencialista.
Estou velho. E o que digo não importa mais a ninguém.

segunda-feira, setembro 26, 2016






Como vocês sabem, estou na Espanha.
Como vocês talvez saibam, a Ju está fazendo um site e um canal no youtube com algumas impressões daqui e com coisas mais pessoais.

Se quiserem, deem uma olhada neste link
https://julianasporai.com/2016/09/24/espanha-um-passeio-pelas-praias-e-o-que-tem-de-bom-e-de-ruim-no-pais/

É um pouco o que a gente anda achando e pensando por aqui

terça-feira, setembro 20, 2016

Adoro futebol. De verdade.
Ver um bom jogo, com uma cerveja gelada é um prazer.
Antes eu gostava de ver os jogos do Botafogo. Mas é muito ruim torcer pra time pequeno.
Aí, quando fui pra Londres, caí de amores pelo Chelsea.
Morava por ali, no Oeste de Londres. Depois fui morar MESMO no Borough Real de Chelsea.
Virei blue de coração.

Mas o Liverpool vem comendo um espacinho do coração. É mais um time pequeno, de tradição, que só se fode atualmente. Como o Sporting, o Roma, o Bétis (esse só é tradicional por ser velho, assim como a Ponte Preta).

Também tenho uma paixão maluca pelo Sport de Recife, o único rubro-negro possível. Depois dele vem o Vitória e o Atlético Paranaense. No Espírito Santo, onde morei mil anos, Desportiva Ferroviária. Só a ferroviária, clássica. Nada de clube empresa falido.

É isso. BORA CHELSEA!
COME ON YOU BLUES AND KEEP THE BLUE FLAG FLYING HIGH!

quarta-feira, setembro 14, 2016

A gente vai ficando velho, as coisas vão acontecendo.
Umas semanas antes de fazer 40, comecei a ver umas sombras na vista.
Descobri, depois, que eram no olho esquerdo.
Descobri, também, que essas sombras tinham a ver com os flashes de luz que estava vendo repentinamente, de uns tempos pra cá (para lá, isso já tem uns 4 meses ou mais).
Fui na oftamologista, e as moscas volantes (como se chamam as sombras no olho) foram vistas boiando no meu humor vítreo. Isso quer dizer que minha retina tracionou e um pedacinho dela se soltou, mas sem nenhum tipo de machucado, o que evitou, no momento, ter que fazer uma cirurgia para evitar o descolamento de retina.

O lado bom é esse.
 O lado ruim é viver com a sombra dentro do olho para sempre e saber que posso vir a ter um problema na retina. Acontece com quem tem mais de 40 e mais de 5 graus de miopia. Tenho os dois. Paciência.



quinta-feira, setembro 08, 2016

Tenho um saco de amendoim na minha mesa.
Daqueles com casca que a gente comprava nos anos 80 nas praias do Rio.
Abri um e, em vez de dois amendoins normais, tinha um normal e um mirradinho, mixuruco, do tamanho de uma unha cortada.

fiquei triste pelo amendoim.
toda uma cadeia alimentar pela frente e eu o joguei na lata de lixo. Aquele pequeninito, que não cabia nem no buraco do dente. Mas, vejam só que coisa, o amendoim que não pode virar comida, virou história.

Até pensei em buscar dentro da lixeira do trabalho, para fotografá-lo e mostrar. Mas deixa pra lá.
Um post assim tá de bom tamanho, a tristeza que me trouxe também.

Era o meu amendoim paralímpico, o pequeno.
Pra sempre medalha de ouro em meu coração.

quarta-feira, setembro 07, 2016

Rascunho de

Mais do que nunca, no coração bate essa estrela.


A série invicta do Botafogo no Maracanã
DATA JOGO COMPETIÇÃO
05/11/2006 Botafogo 2 x 1 Fluminense Brasileiro
19/11/2006
Botafogo 2 x 2 Goiás
Brasileiro
26/11/2006
Botafogo 0 x 0 Corinthians
Brasileiro
24/01/2007
Botafogo 2 x 2 Madureira
Estadual
03/02/2007
Botafogo 3 x 0 Americano
Estadual
11/02/2007
Botafogo 3 x 3 Flamengo
Estadual
01/03/2007
Botafogo 5 x 2 CSA-AL
Copa do Brasil
11/03/2007
Botafogo 7 x 0 Friburguense
Estadual
18/03/2007
Botafogo 1 x 0 Fluminense
Estadual
22/03/2007
Botafogo 2 x 0 Ceará
Copa do Brasil
28/03/2007
Botafogo 2 x 1 Volta Redonda
Estadual
01/04/2007
Botafogo 2 x 0 Vasco
Estadual
11/04/2007
Botafogo 4 x 4 Vasco
Estadual
15/04/2007
Cabofriense 2 x 2 Botafogo
Estadual
22/04/2007
Botafogo 3 x 1 Cabofriense
Estadual
25/04/2007
Botafogo 3 x 3 Coritiba
Copa do Brasil
29/04/2007
Flamengo 2 x 2 Botafogo
Estadual
06/05/2007
Botafogo 2 x 2 Flamengo
Estadual
10/05/2007
Botafogo 2 x 1 Atlético-MG
Copa do Brasil
20/05/2007
Botafogo 2 x 1 Atlético-MG
Brasileiro
23/05/2007
Botafogo 3 x 1 Figueirense
Copa do Brasil
27/05/2007
Flamengo 2 x 2 Botafogo
Brasileiro
02/06/2007
Botafogo 3 x 0 Grêmio
Brasileiro
Vocês já sabem, se começo a escrever é porque a cabeça já não vai bem.

Faz, já, 2 anos que saí do Brasil. Não teve motivo nenhum, só aproveitei o passaporte português pra vir morar na Europa, mais precisamente em Londres, um sonho desde cedo.

Lá fiquei um ano, praticamente. E de lá, vim para cá, sulzaço da Espanha. Quase África, quase Marrocos, trabalhando em Gibraltar. Aquele mesmo, do Estreito. Daqui da minha janela, vejo outro continente. São 24 quilômetros me separando de lá. Uma horinha de ferryboat.

Ainda não fui lá, visitar o Marrocos. Mas já parei no meio de um voo em Casablanca. Uma escala maluca, de 8 horas, que passei dentro do aeroporto. De alguma forma, pisei na África.

Em 2 anos, consegui fazer um curso muito interessante no Google, em Londres, de Digital Marketing. E até emprego nesta área consegui. Estou trabalhando como CRM e Site Manager em uma empresa de apostas online. O trabalho é interessante e tem sempre uma coisa nova para aprender.

Mas a cabeça não está bem e estou escrevendo para exorcizar meus demônios. Ou trazê-los para perto e abraça-los, usando sua força não em meus medos, mas em minhas potências.

Ou isso tudo é só falatório e o que quero mesmo é voltar para os braços da família e dos amigos, deixar o primeiro mundo para trás e chafurdar nos erros do meu país.

Ah, claro, não posso deixar de apontar a zona que é a Espanha, com todos os problemas que um país de primeiro mundo que afundou na crise desde 2008 pode ter. Pobreza, falta de educação, calor, mosquitos (ok, isso não é culpa deles)...

Mas tudo o que o povo inglês nos fez entender ser normal, essa cultura europeia que esperamos quando viajamos para cá, não se aplica aos espanhóis. A comida é mais quente, o povo é mais quente, tudo é muito latino. Há toque, gritaria, bagunça de madrugada...

Tanta coisa de Brasil sem ser Brasil. Tanta coisa de Brasil que me faz pensar se aí (ou lá) é realmente tão ruim assim. Tão atrasado (sim, é!) assim. Escolhas e escolhas.

Passos e passos, dias e dias, anos já. Será que irei retornar e enfrentar meu passado?


sexta-feira, setembro 02, 2016

Ainda em Year Zero...


Shame on us

Doomed from the start

May God have mercy

On our dirty little hearts

Shame on us

For all we've done

And all we ever were

Just zeros and ones
bebo dede os 16anos.
no início,era só para fazer parte da turma, todo mundo tomava uma cervejinha nas sextas a note, na pracinha de jardim da penha. eu saia com eles e bebia um pouquinho também. umas latinhas de cerveja, para me aclamar. afinal, sair de noite era uma coisa nova. a noite era assustadora, claro.

em seguida, comecei a entender a proximidade entre vida social e bebida. era com o álcool que tudo se misturava. amigos, beijos, namoradas, ou quase, festas, música.
beber, então, era uma forma de coroar a juventude, de celebrar a vida. coisa boa, que entrou no gene e lá se alojou, transformando o álcool, o enebriar-se, em um amigo das horas boas.

faz pouco tempo que o álcool virou um amigo solitário, uma forma de apagar os sentidos, ou dar aquela amenizada nas preocupações diárias. Dar um brilho na realidade, e uma tranquilidade, quase como um tapinha no baseado, coisa que não faço.

como o tempo, também, esse consumo de calorias ao extremo, faz seu corpo mudar. os cabelos ficam mais brancos, a cara cai, a barriga estufa. e o menino de 16 anos que não se preocupava com isso, mas se preocupava com milhares de outras coisas, hoje tão normais quando ir dormir toda noite, não se vê mais no espelho. No entanto, ele ainda está aqui dentro em algum lugar.

como fazer para esquece-lo?

quarta-feira, agosto 31, 2016

Ontem à noite pensei em mil coisas para escrever aqui.
Não dormi e esqueci todas elas.

Não dormi porque, depois de um cochilo de 30 minutos, acordei desesperado e perdi totalmente o sono. Até as 4 da manhã fiquei olhando para o nada. Levantei e fui comer uns biscoitinhos de canela delícia que temos por aqui.

Depois, tive que levantar para vir trabalhar. Morto, meio dormindo. Mas aqui estou.
E não tem nada para fazer.

Isso lembra-me de um texto que comecei a ler ontem, falando de como a tecnologia foi criada para diminuir nosso trabalho e, na realidade, nos faz trabalhar mais. Ou pelo menos, fingimos que trabalhamos mais. Com a rapidez de hoje, fazemos, o que levaríamos 8 horas antes, em 4 ou 6, no máximo. Mas não podemos ir para casa, imagina...

Senta-se e espera-se o tempo correr e passar.

Acho que era isso que pensei em escrever. De como vemos o tempo correr e continuamos na mesma, sem desespero. Ou sem demonstrar desespero.

Eu entro em parafuso, ao pensar que estou na contagem regressiva. Com sorte viverei o mesmo tempo que já vivi. Ter menos a viver do que já vivi é desesperador, entendam. Ou não entendam, é melhor para vocês.

***

O camarada lá que se jogou da janela e matou mulher e dois filhos antes também me fez pensar muito. Estou em uma fase difícil, sem grana, apertado e com dívidas em todos os cantos. Agradeço por ter um teto, casa boa demais até, e comida até o fim do mês. Nem que seja macarrão e ketchup(e não é). Eu poderia ficar desesperado com isso. Com a idade chegando e nenhuma rede de segurança abaixo. Mas não fico. Não temo a falta de dinheiro, ainda tenho tempo para trabalhar e pagar todo mundo, em algum momento. Mas também, se morrer, ficam as dívidas, foda-se.

hahahaha

Já melhorou meu humor. muito café. desculpem.
até mais.

segunda-feira, agosto 29, 2016

Nas últimas semanas vi tanta gente morrendo por volta dos 60 que já não consigo fingir que isso não me afeta. Afeta, e muito.

Faz repensar caminhos e escolhas. Locais que ainda não conheço e pessoas que ainda não vi.
Ou mesmo as que vi e que gostaria de ver de novo. Abraçar um última vez.

Manter a vida andando, trabalho casa trabalho fica sem sentido. O dinheiro que não chega ao início do mês (recebo no dia 25) mói qualquer fatia de esperança.

Quem sou eu? Para onde vou?
As perguntas continuam pertinentes, mas tenho cada vez menos tempo para descobrir. Talvez nunca as responda. E morra de repente, sem ter tempo nem de perguntar.

Teve tempo em que a vida tinha valido a pena. Hoje, já não sei se vale mais.
E preciso fazer com que ela seja intensa enquanto dure.

Espero poder aproveitar os próximos 20 anos como se fossem os últimos. E depois que eu morrer, sabe-se lá quando, que alguém venha aqui neste túmulos de pensamentos e descubra este texto, deixando uma risada no comentário e uma frase: se você soubesse o quanto você curtiu...


quarta-feira, outubro 07, 2015

Faz tempo que tenho pensado em escrever alguma coisa sobre a vida. Não que algo demais tenha me acontecido. Ou acontecido a alguém próximo. A vida está indo, calma, para frente. É aí que mora o perigo. Parece que, por estar tudo bem, tranquilo, alguma coisa pode acontecer a qualquer momento.

É como a calmaria antes da tempestade. Então, ao fim, busco uma tempestade.

O fluxo elevado de adrenalina que ela traz, o pensamento rápido, a busca incessante pela solução de problemas… Tudo dá uma cor especial ao mundo. Apenas para depois sentirmos falta da calmaria. Clichê do cliché.

Se a tempestade não se avizinha, crio uma interna. Minhas tempestades vem às vagas, maremoteando pensamentos perturbadores. Uma rápida olhada na vida de próximos-longes me dá a verdadeira mostra da situação atual.

Meu país é um atraso acachapante. Pessoas se matam como a moscas. Eu não mato mais nem moscas. Quem poderia melhorar, não consegue dar um passo sem ter que olhar para trás, à espera da punhalada fatal que virá. Anotem.

Meus irmãos estão chegando aos quarenta. Como garotões. Somos de uma geração com sorte ou perdida? Somos felizes em não pensar muito em idade ou é essa a nossa forma de fuga? Quarenta são os novos o quê? 20, 15, 10? OLHA A ONDA! Ao escrever com 25, sofria.
No limiar dos 40, tenho pavor. O que somos, para onde vamos? As questões se multiplicam e o tempo para a resposta está cada vez mais curto.

Curto, então. Tento aproveitar, fazer de tudo o máximo, para não me arrepender, já me arrependendo. A eternal arte da escolha.


Vou lá abrir meu guarda-chuva, com licença. Os pingos já começaram a engrossar.

segunda-feira, agosto 31, 2015

UUUUUUUU-HHHHHUUUUUUULLLLLLL

Acho que foi em 1999 que o Blur finalmente foi ao Brasil.

Por sorte, estudava no Rio de Janeiro e pude garantir meu ingresso em um show que prometia muito. Afinal, estamos falando da banda de Song 2, dos discos Parklife e The Great Escape, dos hits Popscene, Girls and Boys e There´s No Other Way, só para citar uns poucos. Claro que cair numa terça-feira não ajudava as caravanas de outros estados/cidades. Quantos shows não perdi, por caírem exatamente no meio de uma semana, quando morava em Vitória/ES ou Cuiabá/MT?


Catando na Internet, olha o que achei. O ingresso. O meu está em alguma caixa, em algum lugar do mundo 

No dia 23 de novembro, lá estava eu, sozinho como de costume, na porta do show. Entrei, fui procurar a camisa com a data do evento para colocar na coleção (NÃO TINHA!!!) e me preparar para o tão aguardado encontro. Bem, não tenho muito o que falar do show. É claro que tiveram momentos muito legais, mas no todo o show foi abaixo das expectativas, de qualquer uma. O disco de trabalho (13) não é nem de longe o meu favorito e Bettlebum, música que abriu o show, é até hoje, na minha opinião, uma das músicas mais chatas e pretensiosas deles. Na saída do show comprei pela primeira e última vez uma camisa pirata com a data e a foto dos 4. Até pouco tempo ainda a tinha. 

Ok, mas que relato meia boca, podem dizer alguns. Por que motivo isto foi para no blog?
Acontece, senhoras e senhores, que voltei a um show do Blur. DEZESSEIS ANOS DEPOIS.
Agora, jogando em casa, com a torcida a favor, em um festival de verão no coração de Londres.



Aí, camaradas, a história foi outra. A plateia estava lá só para vê-los (e foi muito mais numerosa do que os 2 mil que apareceram no Rio). Mr, Albarn estava de ótimo humor, feliz, distribuindo sorvete para o público (e se melecando todo fazendo isso), regendo o Hyde park e cantando no meio disso tudo. O setlist foi basicamente do Parklife e Great Escape (com a danada da Bettlebum no meio). He thought of cars foi, digamos, inesperada e emocionante. Song 2 foi assustadora, com seu momento estouro da boiada entre os quase sempre nonchalant ingleses. E tudo que veio antes, durante e depois foi o mais divino e completo momento de comunhão entre banda e público.



Agora posso dizer que finalmente VI UM SHOW DO BLUR. O aquecimento de 16 anos atrás já pode ser esquecido na memória e trocado pela felicidade do dia 20 de junho de 2015, no Hyde Park.