sexta-feira, julho 01, 2011

da sessão; EU QUERO!!!

Caneca da Pilsner em alto relevo!
linda, linda, linda!!!

old, but gold.


Há 64 anos, milhares de visitantes desembarcavam em várias praias da Normandia, na França. Pronta para recebê-los, esperava uma equipe bem treinada. Ainda assim, a estadia desses "turistas" esteve longe de ser pacífica e amistosa.

Talvez porque a equipe que os recebeu, em vez de agentes do Visitors and Convention Bureau, era composta de soldados inimigos armados até os dentes. E os visitantes eram soldados aliados com a missão de libertar a Europa da dominação nazista. O dia, claro, era o 5 de junho de 1944, que marcou a "virada de mesa" da 2ª Guerra Mundial e entrou para a história como Dia D .

Ainda bem que hoje, depois de 64 anos, você já pode ir visitar o teatro de guerra e ser recebido, não com balas, mas com calor humano. O turismo de guerra na Normandia é muito bem estruturado, com empresas que fazem passeios temáticos, como "Band of Brothers Tour", que refaz o caminho percorrido pela famosa Companhia Easy, da 101º divisão, mostrado na série de mesmo nome da HBO, inúmeros museus e visitas guiadas.

Como profundo amante da 2ª Guerra, não pude deixar de visitar a Normandia em minha primeira incursão pelo Velho Mundo.

A cidade escolhida como base para minha "operação" foi Caen, que é bastante central na região. Pequena e acolhedora, com impressionantes prédios do século XI, Caen foi bombardeada durante a guerra e teve muitos dos seus marcos destruídos. A história é guardada e recontada com zelo por seus moradores.

Mas seu atrativo mais irresistível para os aficionados pela 2ª Guerra é o Memorial da Paz, um museu que conta a história das batalhas em solo europeu, dos anos negros na França (sob o domínio alemão), e das deportações para os campos de concentração e genocídio. Assustador, este último espaço serve para lembrarmos de que, melhor do que apagar o que se passou, é manter viva a idéia de que a intolerância pode nos leve a trilhar o mesmo caminho.

Do Memorial da Paz, saem algumas visitas guiadas, e foi em uma delas que me inscrevi. Num frio de rachar (prefira fazer o passei durante o verão ou primavera!), passei pelas praias do desembarque, Gold, Utah e a sangrenta Omaha, onde mais de 3 mil soldados foram mortos no desembarque.

Ainda é possível ver, escondidos entre a vegetação, ninhos de metralhadoras e bunkers de artilharia, resquícios da Muralha do Atlântico, estrategicamente arranjados em frente às praias, de modo a cobrir praticamente toda sua área e levar o terror às tropas aliadas.

Dali, parti para visitar os cemitérios americano e alemão. Enquanto o primeiro tem lápides em mármore carrara e recebe milhares de visitantes por mês, o segundo é marcado por pedras vulcânicas, discrição e tem uma porta estreita, que só possibilita a entrada de uma pessoa por vez, para lembrar que a vida é mesmo uma viagem solitária.

Felizmente, para o bem do mundo como o conhecemos, a viagem dos heróis da 2ª Grande Guerra foi tudo, menos solitária.

quinta-feira, junho 16, 2011

Pegar novos do Junior Boys, Toxic Avenger e Kasabian.
Rapture, assim que sair, também.

quinta-feira, junho 09, 2011

Então, é simples assim.
Hoje tô com preguiça do mundo.
Não quero falar com ninguém, não quero ler bom-dia de ninguém no facebook, nem no twitter.
Se pudesse, me isolaria em um quarto de hotel, ou no de casa mesmo e só acordaria amanhã.
Mas a vida não é assim, né...
Então, fone de ouvido, músicas, páginas em branco no word e olho no relógio que é para o dia acabar logo.
Em dia de radiohead, dia de lamúrias.
Quando vinha ao Rio de Janeiro, ainda moleque, ainda visitante, uma das primeiras coisas que fazia era pegar o jornal e ver quais os filmes estavam em cartaz.
Era um alívio poder escolher entre tantas opções boas e, mais ainda, entre opções que nunca chegariam às cidades onde estava morando.

Pronto, vim para o Rio. Moro aqui. E hoje, no jornal diário, passei direto pela programação dos cinemas daqui.
a questão é, por quê?

o cinema deixou de ser uma opção de lazer? Ou deixei de pensar em opções de lazer?
Já faz alguns meses que não vou ao cinema, creio que o último título que vi foi um parto de viagem. A partir daí, parto tem sido encontrar tempo para ir ao cinema. Nem o Thor, o personagem, não o filho do Eike, consegui me tirar de casa...

Será só um até logo?

quarta-feira, junho 01, 2011

E, de tanto curtir os sabores e perfumes das cervejas, comecei a questionar o que faz as cervejas maravilhosas se diferenciarem das boas?

Sim, sei que sabores e aromas são diferentes, intensos e dão toda a personalidade para cada uma delas. Mas será que o marketing também não tem sua parte nisso tudo?
Ou o que explicaria uma Cuvée Van Der Keizer safra 2000 valer 99 reais em um lugar e 199 em outro?
Ah, claro. É cerveja safrada, guardada, madura e pronta para bebericar.
Isso vale muito, claro, mas CEM reais a mais?

E o que dizer das Samuel Adams? Ontem vi uma Infinium no Farinha Pura, da Cobal do Humaitá a um preço inacessível.
Gente, é cerveja. tem fabricação o tempo todo. Não é de safra, como o vinho...
A Samuel Adams é legal, ok. Tem as Utopias (dizem ser clássicas), mas o que difere ela das outras?

Para mim, o marketing. E se a gente ainda está aprendendo a diferenciar estilos, como vamos saber diferenciar preço? Eu, de tanto ver, pesquisar e, ok, comprar, já sei mais ou menos quanto vale pagar por uma cerva aqui no Brasil. Já tomei manta, mas já me dei muito bem tb. Só acho que as americanas estão totalmente fora da realidade.
Uma Flying Dog sair por VINTE reais, pra mim, é sacanagem!


Enfim, vou dar umas dicas de preço para vocês:

Belgas, estilo trapista, estão em torno de 20-24 reais. Abaixo disso é barato, acima, muito caro.

Garrafas de 750ml já estão chegando a um preço razoável, 43-49 reais, dependendo da cerveja. A La Trappe, bem interessante sai nessa faixa. Pagar 80 numa Delirium é delírio. Consegui tomar a 50 reais, já.

As Colorado por volta de 12-15 reais. As Urquell, sobretaxadas, vão de até 25 reais, na maioria dos lugares. Mas já comprei a 14.

As da Fuller´s consegui comprar a 21, mas já vi cobrarem 32. No Uruguay custam 3 dólares, a garrafa! Fala sério, né...

As americanas, todas, parecem ter a faixa de 17-19 como "normal", para a long neck.

No geral, as pilsen são mais baratas do que as Ale, que vão encarecendo à medida que passam de Blonde para Dubel, Tripel e Quadrupel. Algumas Stouts e Porters são mais caras também, do que suas versões mais "claras".

Escolha bem seu estilo e sua cerveja. E saúde!

terça-feira, maio 31, 2011

Mais textos de

Terror

Mesmo quem ainda não conhece Guarapari, um balneário calmo no litoral do Espírito Santo, já deve ter ouvido falar das famosas paisagens de suas praias de águas limpas. Mas mesmo quem já conhece as areias pretas da cidade, não espera encontrar o Mangue Negro que existe por lá.

Saído da mente e da habilidade no trabalho com efeitos de Rodrigo Aragão, o longa Mangue Negro abriu um novo caminho para o cinema de terror produzido no país. Atrelado ao estilo gore, onde tripas e sangue têm tanta importância quanto uma boa interpretação, Aragão já foi comparado ao mestre Zé do Caixão, e coleciona prêmios nos festivais por onde passa.

Seu próximo projeto, A noite do Chupacabras, também feito com pouco orçamento, está prestes a ser lançado. Se filme de terror no Brasil era motivo para risos, agora a situação ficou mais séria. É melhor você pensar duas vezes antes de abrir aquele armário ou sair sozinho à noite pelas ruas desertas de sua cidade.



Ficção

Depois que seu vídeo A Menina e o Gigante ganhar notoriedade no youtube, com milhares de exibições, Ademir di Paula se tornou um nome falado e conhecido, mas não uma unanimidade. No vídeo, um robô gigante aparece para salvar uma menina de uma invasão extraterrestre.

Depois dessa primeira carta de apresentação, Ademir di Paula continuou tocando seus projetos, agora com muito mais visibilidade. Unindo efeitos em computação e roteiros de ficção científica, ele lançou há pouco tempo, na internet, o trailer de seu outro filme Contatos Imediatos de Último Grau. Nessa outra história, espaçonaves atacam o Brasil e acaba sobrando até para o Cristo Redentor.

Não demorou muito, e ele voltou a ser o centro das atenções. Seus efeitos espaciais lhe deram a oportunidade de assinar o primeiro filme totalmente brasileiro de ficção científica. Nada mal para qualquer currículo. Já as críticas, bom, essas ele manda para o espaço. Fácil como um clique no computador.

segunda-feira, maio 30, 2011

Queria postar dois textos que li este fim de semana. mas o globo.com não permite.
Pena, queria poder dividir o que Arnaldo Bloch e Artur Xexeo falaram sobre o show do Paul Mccartney. Sem o deslumbre dos focas, que assombram as redações, os dois celebraram a boa música, os bons shows, e tiraram essa aura de oba oba em cima da apresentação do ex-beatle no engenhão. O toque está dado, corram atrás.


***

Sábado fui no Colarinho, encontrei o Caio e perdi a linha...

Fui de Konig Pilsner, Schneider Tap 7 Original e chopps da Colorado Demoiselle, Falke Dry Stout, Mistura Clássica Malzbier, Bamberg Helles (caneca de um litro), dois La Trappe Quadrupel (banana... hum...) e um Viena American Pale Ale (APA). Tudo fora de ordem, claro...

quinta-feira, maio 26, 2011

lá do site...

Bollywood

O Skype estava me chamando. A entrevista estava marcada para as cinco da tarde. Do lado de lá, Beatriz Seigner, diretora do longa Sonhos de Bollywood. O papo começa com um belo sol a iluminar o quarto onde a câmera estava.

Beatriz começa explicando como surgiu a oportunidade de fazer um filme em co-produção com a Índia, e as coincidências que levaram três atrizes a enfrentar todos os vícios da indústria indiana de filmes, inclusive do star system. Entre outros tantos assuntos, a vontade de fazer um filme sobre a estranheza das sensações em um país tão único e tão distante da nossa realidade, e com uma câmera um tanto naturalista captando momentos de improvisação e quase documentais.

As dificuldades da língua e de ser uma mulher dando ordens no set, pouco comum para os indianos, também estiveram na pauta da conversa que, de tão leve e interessante, só acabou quando o sol que iluminava o quarto já tinha se posto.

Ah, o Dahmer... esse gênio da geração...

quarta-feira, maio 25, 2011

Brejas!!!!!

Resolvi fechar a noite com a Rochefort 6. Nem esperava tanto, mas MEU DEUS!!!
O que é esse cheiro? Uva passa, damasco, tutti frutti. Depois, apareceu um abacaxi rapidinho, conforme ia esquentando. O sabor, lindo, frutado, pão, malte, mais uma vez tutti frutti. No copo, uma cor fechada puxando para o cobre, turva, com deposito. A espuma nem consistente, nem perene... Mas sinceramente? Nem precisava. Uma cerveja fina e elegante como poucas... Quero mais e mais e mais. Bélgica aí vou eu.
hehehehe








Esse dia começou, cervejamente falando com uma nacional que há tempos venho deixando de lado. Sabia que um dia ela estaria a minha frente, então foi mais uma opção de esperar pelo momento certo para degustar a Colorado Cauim.
As Colorados estão ganhando cada vez mais espaço na minha lista de cervejas. A Indica é uma ótima opção de IPA, em bom custo. E a Cauim acaba de se tornar a minha pilsen nacional preferida. Tem aroma, sabor, lúpulo gostoso... Só não consegui sentir a mandioca (ui!). Mas estava com o nariz meio entupido, em um ambiente não controlado. hehehe.



Eu de Pilsen?



Depois, preciso dizer, encontrei uma legítima perfumada. Que cerveja deliciosa, que aroma maravilhoso... Como li por aí, em algum lugar, um chá de grama cortada. Com flores, veja só. Lúpulo floral foi a descrição do vendedor. Achei uma ótima opção, como se fosse uma irmã mais nova da Pilsner Urquell. Urquell que é a minha favorita até hoje.







E depois, para fechar a noite, já em grande estilo uma das minhas marcas preferidas, mesmo antes de provar, a Orval. É uma das taças mais lindas, uma das garrafas mais lindas e uma das bolachas mais lindas. Agora, admito, não estava preparado para o soco que saiu de dentro da garrafa quando a cheirei pela primeira vez... Nem sei com o que se parece, algo tão forte e ao mesmo tempo equilibrado.


a garrafa



a bolacha



o copo

Com umas belezas dessas, a cerva nem precisava ser boa. Mas é.
Além da porrada, cheia de malte, biscoito e, sei lá, AIPO (???) no aroma, o sabor da danada consegue juntar o malte das trapistas mas cheia de lúpulo. retrogosto permanente, MESMO, tipo 5 minutos no mínimo depois de beber ele ainda te lembra do gosto da danada. Até menta veio na leva do último gole. Baunilha, biscoito, o maltado com certo frescor, talvez lupulado...
Complexa, muito complexa. Merece uma segunda degustação, assim como a Gouden Carolus Classic.
Ontem estava pensando numas listas possíveis de serem feitas: melhores shows, melhores bandas, grandes discos... Do nada me deparei com uma, totalmente minha, de bandas que achei no início da onda de compartilhamento de MP3 pela internet. Coisas da época da internet discada, ligada direto madrugada adentro (pulso único, lembram-se?), pré-napster. Nem me lembro como as achava ou como conseguia baixar essas músicas, mas o meu winamp, que usei até a versão 2.8, viu muitas delas fazendo companhia, nas tardes de 98, aos jogos emulados de NES e Flipers das antigas. Então, pensei em buscar algumas dessas bandas e ver como estão hoje em dia...

Algumas delas abaixo:

Essex Green
ouvia muito o disco Everything is Green. E a música de mesmo nome embalou MUITA jogatina de Elevator Action.
Escute ela aqui.



Flashing Lights
Deles, fui catando e ouvia o primeiro disco inteiro. Imaginem a dificuldade em achar(e baixar) um disco inteiro naquela época. Minha tia pediu carinhosamente para eu pagar a conta de telefone que teria vindo alta demais.


Artist: The Flashing Lights
Title: Where The Change Is
Year: 1999
$15.00 CDN
(approx. USD $14.93)
(approx. EURO 10.70 €)
Currently not available.



1 Where The Change Is
2 Highschool
3 Half The Time
4 Heart Like Mine
5 Rotary Hotel
6 Summertime Climb
7 Where Do The Days Go?
8 Talk To The Hand
9 The Unattached
10 The Patient You Forget To See
11 Elavature
12 Day Like That
13 Gone Are The Good Times

A única encontrada online para degustação é essa linkada na tracklist.



The Asteroid #4
Nem sabia que os caras ainda estavam na ativa...
Simplesmente amava o primeiro disco deles, dificílimo de achar. Tinha, se isso, umas cinco músicas do álbum. E olha que procurei com força, viu. O danado, intitulado, Introducing... The Asteroid #4 deve ser mais fácil de se achar hoje em dia.


Difícil lembrar de mais nomes agora, principalmente depois de todos os mp3 terem se perdido no tempo e nos hds de velhas máquinas. Mas pelo menos esses me marcaram, tanto que lembro deles até hoje, mais de 10 anos depois...

E isso me faz pensar: Para onde vão os arquivos perdidos? Será que existe um céu para eles?

terça-feira, maio 24, 2011

Com toda essa parafernália em cima do show do Paul, resolvi parar para pensar nos cinco melhores shows que fui. Porque esse eu não fazia questão mesmo de ter ido. A eles, sem ordem definida:

Iron Maiden - RIR 3

Rage Against The Machine - SWU

Oasis - Metropolitan

Mars Volta - Tim Festival

Friendly Fires - Circo Voador

...
menções mais do que honrosas para:
Social Distortion - Circo Voador
Radiohead - Apoteose
Pearl Jam - Apoteose
White Stripes - Tim Festival
Blur - Metropolitan
Smashing Pumpkins - Metropolitan
Pavement - Planeta Terra
Sou um neófito no que diz respeito a cervejas. Entendo pouco de malte e lúpulo.
Sei de minha preferência, secular, pelo segundo. E desde sempre, achava sem graça as nacionais, gosto de nada engarrafado ou enlatada, em latas de alumínio.

No entanto, começo a sentir aromas, sabores, diferenciar cores e diferentes formações de espuma. Sou um enochato da cerveja. Um cervechato. Confesso que ainda estou nas europeias (com ou sem acento?). No Velho Mundo, é fácil achar uma cerveja com mais de 100, 200 anos de tradição. E quem faz cerveja a tanto tempo, não pode estar errado. Belgas, Tchecas, Alemãs, Inglesas...

Mas e daí? Daí que os americanos, chutaram a tradição, e resolveram fazer cerveja também. Diferente daquela American Lager, reproduzida a perder de vista e de sabor, tipo Buds e afins, os caras decidiram mexer em times que estavam ganhando. E, sem tradição para os amarrarem, saíram criando, sem medo de ser feliz. É uma ótima amostra dessa chamada nova escola americana que vem parar aqui no Brasil.
Rótulos como Flying Dog, Anderson Valley ou Rogue já estão nas prateleiras e o que falta para mim (ou faltava) era dar o primeiro passo.
Tradicionalista, como sou, demorei. Mas tive o prazer de ser apresentado a esse novo mundo, com trocadilho por favor, com uma bela escolha: uma Anderson Valley, Oatmeal Stout.


Americana, retiro de ti o meu preconceito...



ô cerveja gostosa, viu...
Preta, preta, pretinha, com uma espuma cor de caramelo. Lindíssima no copo. O tostado, defumado, o tempo todo no aroma e no paladar. Mas com os goles foi pesando na língua, lá atrás sabe, naquele lugar onde o lúpulo aparece... nos últimos goles, parecia que estava bebendo chumbo, tamanho o peso. Aí fui ler sobre as americanas e todos dizem que uma característica delas é ser forçada no lúpulo. É ruim? Não mesmo. Até achei equilibrada nos primeiros goles. Mas poderia ter dividido a garrafa com alguém.

É aquela história, a eterna falta do que fazer.

Estou de volta aos metrôs e aos veículos de transporte coletivo. Fico vendo as pessoas, de um lado para o outro. Histórias diferentes, fico criando. A mãe, simples, com seu bebê com síndrome de Down, que não parava de sorrir e olhar para todos os lados. A nordestina vesga, que falava alto ao celular. O aluno com calça rasgada e camisa do Malvados, escutando uma música em seu fone e acompanhando com o bater dos pés.

Criando, fico. Penso em cada um deles, nos passos, nas pessoas de suas vidas, em suas casas, em seus quartos. Como será a vida de uma pessoa que não pensa na outra pessoa, apenas vive, dia após o outro, sem pensar que nada disso vale nada, pois na esquina há o fim, um muro sem possibilidade de retorno, numa rua sem saída. Uma rua de onde nenhum de nós poderá sair.

Ficando criado, levando na boa. Pensando, pensando.
Pesado.

Aí, abrem-se as cortinas, as portas de ferro de correr e sai a boiada. Frente e verso, mesmo que partida e chegada. Menos que nada. Preciso partir. Agora fico aqui a pensar até dar a hora de voltar e poder encontrar novamente histórias que não as minhas, mesmo que indizíveis, mesmo que encobertas, mesmo que desconhecidas.
Mas fáceis de criar.

sexta-feira, maio 20, 2011

E depois de algum tempo:
Brejas



Comprei um peixe urbano da vida e ganhei um crédito em um restaurante no Leblon chamado Mekong. Com cozinha oriental, mas fugindo do básico rolinho primavera-yakisoba-sushi, o restô apresentou umas opções bem interessantes, tailandesas, vietnamitas e indianas, entre seus quitutes.
Mas o que me chamou a atenção mesmo foi a cerveja chinesa descrita no cardápio.
Essa danada aqui:



TsingTao

Óbvio, quis experimentar. A lata, com cara de anos 80, tem um anel para abertura pequeno que me lembrou na hora das antigas brahmas daqui. Só faltou a lata ser de ferro. Em um texto escrito em inglês, vi que era uma Rice Beer. Isso mesmo, uma cerveja de arroz. Amarelinha, e super cheirosa, lembrando muito o cheiro do saquê. Meio óbvio, né? Arroz e herbal. Sabe aquelas imagens de plantações de arroz dos filmes de guerra americanos? Então, o cheiro é exatamente esse, como se você tivesse com água até os joelhos no meio de uma platação. No gosto, leveza e refrescância, com pouco retrogosto. Mais uma vez arroz e saquê vieram com força. Com um lupulozinho lá no fundo, chamado talvez pelo herbal. Na média, uma boa experiência, que faria parte do meu cardápio ocasional, caso fosse fácil encontrá-la nos mercados daqui.

Uma cerveja leve e refrescante, para tomar bem gelada.
Nota 5,2

INFORMAÇÕES
Cervejaria Tsingtao Brewery
Estilo Standard American Lager
Álcool (%) 4.8% ABV
Ingredientes Água, malte, lúpulo e arroz
Site http://www.tsingtaobeer.com/
Temperatura 0-4 °C

DETALHES
Degustada em 30/Abril/2011
Envasamento Lata
Volume em ml 300 ml
Onde comprou Mekong
Preço 8,00 (?)

quinta-feira, maio 19, 2011

Aqui antes

Na hora de escolher um disco para resenhar, uma série de fatores são levados em consideração. A banda ser bem conhecida, estar com um grande lançamento, ou uma nova banda com um disco que atraiu os holofotes são fatores que pesam na hora da escolha.

Dito isso, é necessário que a revelação seja feita: está cada vez mais difícil resenhar um lançamento. Ou o momento do lançamento não coincide com o da crítica, ou o disco nem veio com qualidade o suficiente para render uma resenha, ou ainda, na correria para encontrar uma inspiração para o texto, passar batido por um álbum que de primeira pareceu menor, mas que cresce com o tempo. O novo do Foo Fighters, Wasting Light, é um bom exemplo disso. O timing não é perfeito, a primeira audição foi atrapalhada, cheia de notas perdidas, e passou sem chamar a atenção. No entanto, com o passar dos dias, as músicas foram grudando, aparecendo, se desnudando. E bingo! Temos um grande disco, de uma banda bem conhecida, para falar.



É foo fighters, ok.

Os gritos e os refrões grudentos de Grohl estão de volta. E por falar em volta, a de Pat Smear devolveu ao quarteto um pouco da vitalidade dos primeiros álbuns, com seu peso, suas melodias e sua guitarra a mais. Bridge Burning e Rope mostram bem a versatilidade da banda, indo uma para o pop e a outra para o rock. Já White Limo, bem pesada para os padrões radiofônicos atuais poderia muito bem encontrar um espaço no primeiro disco de estúdio deles. Arlandria e These Days não saem da cabeça. E quando chegam I Should Have Known e Walk, as duas últimas, você fica se perguntando o que aconteceu naquele primeiro momento em que você achou que o disco não seria bom o suficiente para ganhar umas linhas. Ora bolas, eles são os Foo Fighters. E nunca, mesmo, fiquei desapontado com um disco deles. Espero que nem você, mas caso aconteça, aqui vai uma dica: paciência e Repeat. Bom proveito.

quarta-feira, maio 18, 2011

Textos para o site do Revista:
www.revistadocinemabrasileiro.com.br


Legião Urbana

Já faz algum tempo que o Brasil perdeu um de seus maiores expoentes dentro do cenário roqueiro nacional: Renato Russo. Mas o trovador solitário nunca saiu da cabeça e dos toca-discos dos brasileiros que o conheceram ou que apenas ouviram falar de sua genialidade.

Agora uma nova geração pode se preparar para conhecer a fundo o legionário e sua banda, formada também por Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. Vem aí, nada menos do que três filmes que têm a Legião, ou suas músicas, como personagem. Faroeste Caboclo é uma ficção, dirigida por René Sampaio, baseada em um dos maiores sucessos da banda, de mesmo nome. O épico de 10 minutos de duração conta a história de João de Santo Cristo, dos seus primeiros dias até o duelo final com Jeremias, o bandido traidor.

Ainda nessa leva, o documentário Rock Brasília, Ninguém Segura Essa Utopia, de Vladmir Carvalho, mostra em imagens feitas desde a década de 80, como o rock feito na capital federal cresceu e virou gente grande, conquistando todo o Brasil. E para fechar, Somos tão jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, que conta a adolescência de Renato Manfredini Júnior que sonhava em se tornar o maior roqueiro do Brasil. Se ele conseguiu? É só você se perguntar se conhece um tal de Renato Russo.
Urbana Legio Omnia Vincit.



Raulzito

Falar de rock no Brasil e não citar Raul Seixas é cometer um erro craso. Talvez um dos principais roqueiros da primeira leva, Raulzito causou com sua banda os Panteras, e deixou muita gente com a pulga atrás da orelha com músicas e atitudes nada convencionais.

O defensor da sociedade alternativa, parceiro de Paulo Coelho e carimbador maluco do Plunct Plact Zum terá sua vida (e morte) esmiuçada por ninguém menos que Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel. Com imagens da Virada Cultural de 2009, onde os 20 anos da morte de Raul foram lembrados, depoimentos de familiares e colegas de palco, o documentário vai fazer muita gente se lembrar de hinos como Eu nasci há dez mil anos atrás, Metamorfose Ambulante e Maluco Beleza. Está mais do que na moda gritar: Toca Raul!!!!

quinta-feira, maio 12, 2011

Da Série: Coisas malucas que chegam no e-mail do trabalho

A/C Redação
Os jornalistas que comparecem ao evento ganham uma técnica de terapia complementar.

Paranapiacaba é sede da VIII Convenção de Bruxas e Magos

“Tudo que realmente acreditar é possível se concretizar”. Este foi o pensamento que Tania Gori, juntamente com a sua equipe da Casa de Bruxa, teve em 2004. Organizar uma Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba (Santo André) promovendo todas as formas de expressões ligadas ao misticismo e mundo espiritual, com respeito a adversidade, a história de cada tradição e principalmente, desmistificando o conceito sobre bruxaria. O sonho tornou-se real e no próximo dia 13 de maio tem início a oitava edição envolvendo profissionais do Brasil inteiro, com a expectativa de público de 12 mil pessoas em três dias de evento. O tema deste ano é “A Jornada da Alma” onde diversas linhas filosóficas, religiosas, esotéricas e afins apresentam sua perspectiva de um mundo melhor.

Consagrado como um dos maiores eventos do gênero, em âmbito nacional, a proposta é interagir informações sobre Energia, Natureza Humana, processos e técnicas terapêuticas, questões sobre metafísica, entre outras abordagens. Durante três dias (13, 14 e 15 de maio) serão abordados diversos caminhos que levam à busca do autoconhecimento e ao aprimoramento de seres humanos mais iluminados. O evento é de inciativa da Universidade Livre Holística Casa de Bruxa e conta com o apoio da Prefeitura de Santo André.

Para marcar o início da Convenção de Bruxas e Magos, às 21h, na Sexta-feira 13, acontece a tradicional Procissão de Velas para iluminação do caminho, atraindo felicidade e bem estar, por toda Vila de Paranapiacaba. Em seguida, no Locobrek (espaço onde ficava a ferrovia) será realizado o ritual de transformação, onde são focados todos os tipos de prosperidade.

No sábado e domingo, a partir das 9h, cerca de 70 profissionais estarão presentes em vários locais, com atividades diversas: palestras, workshops, apresentações de danças, teatro, rituais, oficinas e muito mais. Os temas são os mais variados possíveis: astrologia, kabala, oráculos, magia hermética, bruxaria, cultura grega, nórdica, oriental, cigana, xamã, mistérios do sagrado feminino, numerologia, ervas, anjos e arcanjos, druidismo, vampyrismo, chacras, entre outros temas de extrema importância e notoriedade nacional.

Destaque especial para o Centro das Terapias Naturais (Galpão do Judô) que promoverá as Terapias Vibracionais e Naturais para o reequilíbrio energéticos, das 10h às 12h e das 14h às 16h, pelo valor do convite a R$ 10,00. No sábado a noite, promovendo a confraternização entre os presentes, acontece às 22h, o Sarau “Entre Brumas e Sonhos: A Jornada da Alma” e em seguida, o Bailado Cigano – com Grupo Luz de Sara Kali

A VIII Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba é uma idealização da Universidade Livre Holística Casa de Bruxa cuja anfitriã é Tania Gori, idealizadora da Bruxaria Natural no Brasil. Os temas abordados e a linha de pensamento são de total responsabilidade de seus percussores, não necessariamente sendo a mesma diretriz adotada pela instituição.

Os convites que estão sendo vendidos a R$ 25,00 que dão direito, com exceção do Centro de Terapias, a todas as demais atividades.

Programações específicas: http://www.casadebruxa.com.br/convencao/2011/

Demais informações:
Universidade Livre Holística Casa de Bruxa
Rua Almirante Protógenes, 281 - Bairro Jardim – Sto André

quarta-feira, maio 11, 2011

Talvez os últimos textos meus a entrarem no site do Revista do Cinema Brasileiro.

Ponto de Encontro


No meio da tarde o seu parceiro de projetos te liga e pede uma reunião urgente. O local fica a sua escolha. Claro que nesse momento você já deve ter pensado em, pelo menos, três opções diferentes. Mas se você faz cinema e mora no Recife, uma dessas opções é bem óbvia: o café em frente ao cinema da Fundação Joaquim Nabuco.

O proprietário, Leonardo Lacca, é um jovem realizador com alguns filmes no currículo e que não se furta de comentar sobre a cena cinematográfica do Recife e sobre tipos de café. A ideia de unir o útil ao agradável surgiu em uma viagem a São Paulo. E desde então, o café tem servido de ponto de encontro de cineastas e artistas que, entre uma xícara e outra, trocam ideias e discutem projetos.

Quando ligamos para marcar com Lacca uma conversa, ele pediu para ser depois da reunião que teria no local. Aceitamos, mas chegamos antes para testemunhar o encontro. Só esquecemos que isso não era necessário. Enquanto ele, Tião e Daniel conversavam, o cheiro de café servia como fundo para pelo menos outras duas reuniões. Energia é o que não falta pra esse pessoal. Nem local para se reunir.


CINE-PE


O cinema brasileiro precisa fazer público, botar seu bloco na rua. Se hoje essa frase pode parecer datada, há quinze anos atrás, em pleno início da retomada, era a mais pura verdade. E um Festival de Cinema resolveu abrir suas portas para uma multidão. É de público que precisamos? Então toma mais de duas mil pessoas por sessão.

É claro que estamos falando do Festival de Recife, hoje já Cine-PE. Na gigantesca sala de exibição do Centro de Convenções já foram lançados filmes como Central do Brasil e Baile Perfumado. O público agradece. E comparece. Nesta décima quinta edição, comemorada a contento, tivemos homenagens a veículos de comunicação, atores, atrizes e técnicos, a diretores e, é claro, a sua Revista do Cinema Brasileiro, pelos seus 15 anos de programa completados no final de 2010.

E como não poderia deixar de ser, muitos filmes. Família Vende Tudo, de Alan Fresnot; Estamos Juntos, de Toni Venturi; Casa 9, de Luiz Carlos Lacerda; Vamos Fazer um Brinde, de Sabrina Rosa e Cavi Borges; Casamento Brasileiro, que marca a volta do diretor Fauzi Mansur ao cinema; e JMB, O Famigerado, de Luci Alcântara participaram da mostra competitiva de longas e dividiram espaço com curtas digitais e em 35mm. Entre os curtas, destaque para Flash; Mens sana in Corpore sana; Braxília; Calma, Monga, Calma; Ovos de Dinossauro na Sala de Estar e Traz Outro Amigo Também. Como dá para perceber, qualidade e quantidade são características nem um pouco distintas quando estamos falando do Cine-PE.

sexta-feira, abril 29, 2011

Da Série: Coisas inusitadas na caixa postal do trabalho.


Aviso de credenciamento | Festa Flávia Noronha – TV FAMA
Responder com dados do repórter e do veículo



No próximo dia 29 a apresentadora do TV FAMA, Flávia Noronha, comemora 28 anos e a ótima fase profissional em uma grande festa.

Prestes a completar um ano à frente do programa TV FAMA, ao lado de Nelson Rubens, a apresentadora celebra o sucesso do programa, os projetos profissionais e também os pessoais. Flávia é noiva do empresário Alexandre Abraão e esta com o casamento marcado para o inicio de 2012.

Além de continuar no comando diário do TV FAMA, Flávia marcou o inicio de 2011 com grandes projetos publicitários, apresentando pelo segundo ano consecutivo o carnaval da REDE TV (uma das maiores audiências da emissora) e outros projetos ambiciosos.

Companheiros de emissora e outros artistas já confirmaram presença para a festa. Valeska Popozuda vem celebrar a data com a amiga e promete um show para animar os convidados.




Dia: 29/04
Horário: 21h
Local: Museum – R. James Joule, 65.
Brookling Novo, São Paulo – SP

terça-feira, abril 26, 2011

Mais textinhos que estão no site


Som

Em um estúdio de áudio tudo o que não esperávamos encontrar era silêncio. E foi justamente com ele que nos deparamos ao chegar. Simone, Maria e Louzeiro, três sócios e editores de som, sabem que além criar um ambiente tranqüilo para o trabalho, o silencio é como uma folha em branco, pronta para ser rabiscada com sons, efeitos e trilhas.

O silêncio foi quebrado, no entanto, assim que começamos a conversar. Com a experiência de quem trabalhou em mais de uma centena de longas, os três contaram histórias e lembraram momentos curiosos. Como o que Glauber Rocha pediu para saturar todo o som de um de seus filmes. O responsável pelo som disse que aquilo não ficaria nada bom. Só que naquela época, o resultado alcançado pelos estúdios de sonorização era sofrível. Glauber então disse: se vai ficar uma merda que fique tudo uma merda. Pelo menos vou poder dizer que é estilo.

Enquanto percorremos o estúdio de mixagem, sala certificada pela Dolby, e as ilhas de edição, fomos conhecendo um pouquinho mais da realidade de quem trabalha com som, tantas vezes relegado ao segundo plano. Só que é importante lembrarmos sempre essa é uma arte audiovisual, escrita assim mesmo, com o áudio a frente do vídeo.



Montagem

Uma sala, uma máquina, um corpo. A única coisa que pode causar estranheza nesse cenário até então normal são as duas telas no computador. Ok, você já deve ter percebido, estamos no novo formato da ilha de edição. As moviolas, os pedaços de filme jogados no chão, as grandes máquinas de edição linear, as fitas. Tudo isso parece coisa de cinema, ou melhor, do passado. Hoje, bastam os programas certos, os arquivos certos, e, claro, um bom profissional.

Marcelo Moraes está em casa e no momento edita o longa Meu Pé de Laranja Lima, de Marcos Bernstein. No seu currículo, sucessos de público como Meu nome não é Johnny, Muita calma nessa hora e De pernas pro ar. Sua visão, na hora de montar, é a de um espectador. Ele busca as emoções primárias, aquela que você sente no momento em que vê uma cena, e tenta mantê-la no corte final. Pelo resultado que seus filmes vem alcançando, essa parece mesmo ser uma boa forma de conquista. O público, já na casa dos milhões, que o diga.

Esse programa também ficou bem legal.
E tome mão minha nas matérias...
Pipoca quentinha

Buscar um pipoqueiro para participar do programa não foi uma tarefa das mais fáceis. O famoso pipoqueiro do Espaço de Cinema, em Botafogo, com sua carrocinha cheia de poemas, cartazes de filme e fotos de estrelas, simplesmente voltou para o nordeste depois do Festival do Rio de 2010. Os outros, ou não queriam falar ou estavam realmente desanimados com a difícil realidade do mercado do milho estourado em frente aos cinemas. Estava quase desistindo quando aos 45 do segundo tempo encontramos o Seu Salvador. Quarenta e cinco anos de pipoca, em frente ao Antigo Cine Coral, hoje Arteplex Unibanco.

Sem celular ou telefone fixo para mantermos contato, o encontro foi marcado em frente a um prédio na Praia de Botafogo. O carrinho foi preparado para a filmagem, com um tapa no visual. Nada mais do que um pedacinho de fórmica para segurar uma porta. Seu Salvador estava com Cícero, seu ajudante. Na verdade, é Cícero quem faz a pipoca, enquanto Salvador dá conta da venda. O cheiro que sobe atrai a atenção das pessoas que começam a se aproximar, perdendo o medo da câmera.

Entre milho, óleo, açúcar e sal, histórias de quem passou muito tempo vivendo com o cinema ao seu lado. Desde a época em que era lanterninha e porteiro, até a pipoca de depois da aposentadoria, os encontros com Sofia Loren, Wagner Moura e outros astros do cinema e até mesmo uma confissão: “Não sei muito bem o nome dos atores dos filmes nacionais. É que todos eles são de novela, né. E eu não acompanho novelas.” Claro, Seu Salvador. A gente entende. Afinal, novela nunca combinou com pipoca.

terça-feira, abril 19, 2011

Arthur Xexéo

Cinemas de rua, pipoca, filmes antigos, grandes estrelas. Com assuntos como esses permeando todo o programa, nosso entrevistado não poderia ser outro. Foi com um grande e animado bate papo que o jornalista Arthur Xexéo visitou Júlia Lemmertz nos estúdios do Revista do Cinema Brasileiro.

A conversa começou pelos cinemas e filmes da infância de Xexéo, em Piquete, no interior de São Paulo, onde assistia aos filmes no cinema da Vila Militar, onde morava. Depois, passou por Juiz de Fora, onde também teve acesso aos filmes pelo clube de outra Vila Militar e parou em Copacabana, aonde veio se instalar, e que foi carinhosamente chamada de a “verdadeira Cinelândia”.

Depois, numa demonstração de sua facilidade em guardar nomes, momentos e filmes, relembrou seus momentos de Cineclube no Leme, onde participava organizando sessões e debates em plena ditadura. O encontro, que era para ser um bate-papo, acabou se tornando uma pequena aula sobre cinema e, principalmente, sua magia.


Admito, rolou uma certa tietagem.

quinta-feira, abril 14, 2011



Esse foi o primeiro programa que teve a minha mão em praticamente todas as matérias.
Me pediram para fazer uma pequena playlist e escrever um pouco sobre ela.
Fiz e compartilho aqui com vocês.






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e o pequeno texto que escrevi, sem revisão, claro...


Caramba, fazer uma playlist pra colocar num site que nem é meu. Difícil isso, viu.
Desde que comecei a botar som, lá se vão quase 10 anos, me preocupo com que os outros querem ouvir. Ou pelo menos deveria me preocupar. Sempre escolho as melodias mais pegajosas, pois penso que são elas que levam os pés pra um lado e para outro, e abrem um sorriso na cara de quem quer pular no meio da pista.
Nem sempre as melodias que me agradam são as que agradam o grande público, mas pelo menos fico com a consciência limpa, pois sei que fiz minha parte.

Na playlist, acabei não me prendendo a épocas, estilos ou rótulos. Selecionei o que passou pela cabeça na hora, o que mais tenho ouvido, ou mesmo o que já ouvi muito e me marcou de alguma forma.
Para começar, três pérolas pop. Se isso não faz você feliz, pouca coisa o fará.
Depois, uma música do novo disco do Strokes, a única que consegui ouvir até agora, e que achei sensacional.
As próximas três são daquelas que marcaram um momento, Two Door Cinema Club, Trail of Dead e Death Cab. Tim Maia porque, bom, é o Tim Maia. E você tem a chance de comprar grande parte dos discos dele na banca. Toro y Moi ta na lista para você conhecer, gostando ou não.
E para encerrar, duas pedradas: Mastodon, a melhor banda pesada da atualidade e Matanza, que também sabe construir melodias, mascaradas pelo peso, como ninguém.



Acho que é isso. Bom Proveito.

terça-feira, abril 12, 2011

St. Patrick´s Day

ou a parte dele que foi documentada. Muita, muita cerveja. E olha que eu só ia tomar uma Guinness sozinho pra descontrair. Mas aí encontrei um conhecido com uma amiga dele de Sampa. Ele curte cerveja, eu curto cerveja...
Foi pra conta.





Cinema x propaganda x videoclipe

Se há uma verdade tola na área do audiovisual, é a de que alguns formatos são menores e menos importantes do que o cinema. Os filmes publicitários e os videoclipes, principalmente, entram nesse lugar comum. Mas se formos ver os nomes que filmam em ambos os formatos, como Michel Gondry, Spike Jonze e Mark Webb, só para citar alguns mundialmente conhecidos, vemos que a história é outra. E aqui no Brasil não é diferente.

Andrucha Waddington, Breno Silveira, Fernando Meirelles... Todos já passaram pelas peças publicitárias e videoclipes e ainda voltam a eles, vez ou outra. Isso, claro, sem abrir mão de suas carreiras no cinema. Estar no set é importante para buscar novas formas de linguagem e experimentar novos ângulos e ideias, ainda mais na indústria nacional, onde anos separam um projeto de longa do outro.

A qualidade, os diretores brasileiros são categóricos em afirmar, vai além de plataforma ou formato. O importante é buscar sempre fazer o melhor, o que aprendemos, e bem, já faz algum tempo.
Cinema no Alemão

Quando começamos a conversar sobre a matéria de cinemas com cunho social, pensamos logo no Cine Carioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão. Inaugurado na véspera de natal de 2010, o cinema foi um presente para uma comunidade que estava mais acostumada a cenas de ações na vida real do que nas telas.

Depois da ocupação do Complexo, a paz voltou a reinar, as obras começaram a andar e o poder (do) público finalmente pode voltar a mostrar sua cara. Desde sua abertura, o Cine Carioca é a sala com a maior média de ocupação da América Latina. Sorte? Preço baixo? Ou uma oportunidade para mostrar que quando há a oferta de cultura, independente de local, há a presença do público?

Wellington Cardoso, o gerente geral do Cine Carioca, e quase vizinho da sala, afirma que o preço é importante, já que com 10 reais se assiste ao filme, com direito a pipoca e refrigerante, mas a presença das crianças, vendo repetidas vezes filmes com tecnologia 3D, não esconde que a magia do cinema é mesmo um bichinho que quando morde é difícil se livrar.


***

Parece coisa da juventude Zona Sul (e é). Mas ir no coração do Alemão foi uma experiência e tanto. Almoçar em Olaria, do lado do alçapão da Bariri, ver as ruelas e casas amontoadas, milhares de fios acima de sua cabeça, em um emaranhado difícil de se decifrar, sentir o cheiro do morro, com tratores e escavadeiras num trabalho frenético, como se pagassem a conta de décadas de descaso. Ver crianças brincando, correndo, pessoas andando pra cima e pra baixo, formigueiro humano. Olhares de estranheza parecem me perfurar a cada passo que dou. Saem os fuzis, entram as câmeras de filmagem. A comunidade exposta. Não queria fazer isso, ser mais um "turista da paz". Mas é o ofício. Tenho que ir, tenho que perguntar, quero saber, no fundo.

As perguntas acabam acontecendo, fogem da boca e da cabeça, sem pudor. Como era antes? Como era a violência? As respostas são, quase todas, fugidias. Em vez da violência, vamos falar do futuro. Está bom, está bem. Vai melhorar. Aqui vai ser uma praça, ali um centro de treinamento em audiovisual...

Bom, melhor esquecer. Sem esquecer, na verdade. Para manter sempre um olho aberto, examinando como as feridas da violência estão cicatrizando. E se vão cicatrizar.
Chover no molhado, clichê, deja vú, já vi isso antes...
Mas não muda nunca. Malvados com o dedo na ferida.

terça-feira, abril 05, 2011

admito que tenho um fraco.
quando vou ao supermercado compro sempre um bono de chocolate.

***

Carol uma vez me disse que eu não era carioca porque ainda ficava impressionado quando via uns globais caminhando pelas calçadas manuel carlianas do Leblon.
Pois então estou prester a virar um. Ou só voltar a ser, já que carioca eu sempre fui.
O que mais faço, o que mais vejo, as pessoas com quem mais eu trabalho são, serão ou foram globais. artistas todos são, sem exceção.
o que é legal, porque a aura de incredulidade ao ver alguém que faz uma coisa bem feita cai por terra. E parece até que você também pode.

Dito isso, estou tirando o projeto do mestrado da gaveta, voltando a reler os meus roteiros e querendo aprender francês de uma vez por todas.

quarta-feira, março 30, 2011

sexta-feira, março 25, 2011

Gigante de um metro e meio.

OK, começo este texto pedindo desculpa por não saber exatamente a altura da entrevistada. Mas não deve passar muito do metro e sessenta. Não que isso faça alguma diferença. A baixinha Gabriela Leite é um gigante.

De aparência frágil, fumando muito e falando baixinho, Gabriela não se mostra como de fato é. Um dínamo que defende suas ideias e ideais com um discurso muito bem articulado. Foi só colocar os trechos de filmes para ela assistir e pedir sua impressão sobre as atrizes interpretando o papel de prostitutas.

O que aconteceu a partir daí foi uma aula sobre o papel da prostituta no cinema e na vida real, necessidades da profissão, um pouco de sua biografia, que já virou livro e está virando filme e até um pouquinho sobre a Daspu. Um encontro que deixaria qualquer um leve, tamanha energia e brilho que emanam de Gabriela. Só para constar, tínhamos marcado com mais uma garota de programa para participar desse encontro, mas ela não apareceu. “Um cliente deve ter ligado. Você sabe como é, é trabalho, né?”, sentenciou Gabriela Leite.

Papo Sério

Para a maioria das atrizes, interpretar uma personagem prostituta é um grande desafio. Além, é claro, de ser um grande desejo, já que ela carrega uma intensa carga emotiva e dramática. Mas não são só atrizes e roteiristas que se rendem a elas. Documentaristas também.

Aí, o papo começa a ficar sério. Saindo do mundo da ficção, o tema começa a se tornar difícil, quase não tocado, um tabu. O submundo da prostituição muitas vezes se confunde com a exploração da mulher, com o uso de álcool, cigarro e outras drogas, e até com pedofilia. Foi o que Joel Zito Araújo encontrou ao pesquisar e filmar seu longa “Cinderela, Lobos e um Príncipe Encantado”.


Joel Zito Araújo

Já Gustavo Pizzi, autor do documentário “Pretérito Perfeito”, buscou na memória da cidade do Rio de Janeiro as histórias da famosa Casa Rosa. Fincada nas Laranjeiras, um dos bairros mais aristocráticos da cidade, o prostíbulo venceu o tempo e, mesmo desativado, ainda vive na memória de quem o freqüentava. E das meninas, hoje senhoras, que lá trabalharam.


Gustavo Pizzi

E por falar em senhora, Gabriela Leite e a Daspu - grife criada para angariar fundos para a luta pela regulamentação da profissão de prostituta – estão em destaque no documentário de um grupo de jovens diretores de São Paulo, “Daspu”.

Visões que não trazem o glamour que todos acham ter no mundo da noite, mas que trazem a discussão do tema, ao tratá-lo com o respeito e seriedade que merece, para a vida real.

terça-feira, março 22, 2011

Ação entre amigos


Cinema é coisa de amigos. Algumas vezes de amigos que a grana da produção consegue unir, é verdade. Mas às vezes, a grana é curta e a vontade é muita. Então a saída é juntar os amigos de verdade para fazer o filme acontecer. Foi o que fizeram Matheus Souza e Mauro Lima.

Os dois diretores talvez só tenham isso em comum. Trilhando caminhos distintos, e em etapas diferentes da carreira, ambos tiraram ideias do papel com pouco custo e muito rapidamente. Matheus, ainda um estudante na época da filmagem, juntou os amigos da faculdade de cinema e se propôs a fazer algo diferente: um longa-metragem como exercício. Como sabia que o dinheiro era pouco, ou nenhum em alguns momentos, criou uma história que se passasse apenas dentro da faculdade. Claro que o fato do equipamento da faculdade também não podia sair de dentro do campus ajudou a formatar essa ideia. O que ele não esperava era que o filme acontecesse a ponto de ganhar prêmios importantes do Festival do Rio e escapar das amarras dos muros da faculdade.

Já com Mauro Lima, o consagrado diretor de Meu Nome não é Johnny, a história foi um pouco diferente. Às voltas com a produção do Bem Amado, foi chamado para marcar presença em uma importante reunião numa das locações do longa, uma casa. Ao chegar lá, ficou impressionado com a casa e logo depois se lembrou de um projeto engavetado há muito tempo. Com dinheiro quase zero conseguiu viabilizar a mesma locação, objetos de cena e até figurinos do Bem Amado. Ligou para antigos parceiros, como Selton Mello e Otávio Muller, que toparam na hora e começaram a levar mais parceiros para o filme. Em três semanas saiu a pré-produção, e em 17 dias todo o longa estava filmado.

Nos dois casos, trabalho pesado. Que só amigos mesmo encarariam junto com você.
Matheus Souza, o menino prodígio

O endereço é um prédio antigo, no fim de uma rua tranquila, no Leblon. Antigo e tranqüilo, no entanto, são adjetivos que deixamos do lado de fora da casa de nosso entrevistado. Matheus Souza, o menino prodígio do cinema brasileiro, não para de trabalhar. Depois de seu primeiro filme, o premiado longa “Apenas o Fim”, com Gregório Duvivier e Érika Mader, foram peças de teatro, roteiros, colunas em jornal. Mas se você espera encontrar um dínamo, soltando palavras sem parar, vai se decepcionar. Contido, e por vezes até tímido, Matheus fala baixo e parece procurar um lugar para se esconder em meio aos bonecos (agora action figures) de personagens de filmes e desenhos animados, mangás e quadrinhos, pôsteres de filmes e anotações de trabalho pregadas na parede.

No nosso encontro, falou sobre amizade no set de filmagens, o caminho percorrido até agora e os próximos, muitos, passos, que incluem até um ambicioso projeto de animação em rotoscopia. Feito entre amigos, claro.

Vou aproveitar para colocar aqui os textos que tenho feito para o site do Revista do Cinema Brasileiro.
Vira uma espécie de portfolio. E mais gente, mesmo que só os amigos, podem ler.


Bróders


O tranquilo cenário da Lagoa Rodrigo de Freitas contrasta com o cenário das locações do filme Bróder, o bairro do Capão Redondo, na periferia de São Paulo. Ou pelo menos é o que poderíamos pensar. Mas de acordo com Caio Blat, Sílvio Guidane e Jonathan Haagensen, a mesma tranquilidade que se encontra à beira da Lagoa é encontrada no Capão. O clima familiar é encontrado em um local cheio de trabalhadores. O filme de ação, de tiro, de perseguições ainda existe, mas contido. Como a violência no local.

Os atores, antes das filmagens, passaram algumas semanas andando pelo Capão, tentando viver como um morador do local. Supervisionados pelo preparador de elenco Sérgio Penna, que guiou os – agora – manos, por esse laboratório, conheceram a realidade das pessoas que trazem a história viva desse distrito no sangue e nas lembranças.

O resultado pode ser visto no longa Bróder, dirigido por Jefferson De. Uma história de amizade que saiu do roteiro e está pronta para ganhar a telona, e atravessá-la, como fez ao criar um vínculo de amizade ainda maior entre Caio, Silvio e Jonathan, que agora podem se chamar de verdadeiros bróderes.

segunda-feira, março 21, 2011

E PUTAQUEOSPARIU!!!!!!!!!!!!!!!

Essa desgraça fez DEZ ANOS e eu nem falei nada para comemorar...
Parabéns pra mim mesmo por aturar um blog por tanto tempo.

domingo, março 20, 2011

Nem sabia, mas hoje, um dia depois, vi a notícia.
fiquei meio ressabiado a princípio,
depois assumi a tristeza.
Sempre fui representado por ele, de uma forma ou de outra, e
assim, sem mais nem menos, ele se foi.

R.I.P. Knut.


Knut dá tchau e se despede da gente.
Até a próxima, Ursino.
:(

terça-feira, março 15, 2011

Hoje vou falar de uma água com gá... quero dizer, de uma cerveja.



Achei no Super Pão de Açucar por 3 e uns quebrados. Achei quem mais barato do que os 6 reais do Zona Sul já valiam para provar essa brincadeira que a FEMSA agora traz para o Brasil. E bota brincadeira nisso. Cerveja aguada sem personalidade nenhuma, quase uma soda limonada, sem o limão.
Horríverrrrrr.
Até a Dos Equis que é pavorosa consegue ser melhor do que isso.
como é moda dizer por aí:
CORRÃO

NOTA ZERO!!!!!!
tenho que escrever dessas aqui, ó:




garrafinha de 750ml presentáço do Free Chopp do Uruguay!!

Maredsous 10 tripel








Czechvar








Quando for pra Praga trago uma dessas!!!

sábado, março 12, 2011

A maravilha que vem fazendo minha felicidade no trajeto Leblon x Cosme Velho:



Track list

All songs written by Glenn Danzig
"She" – 1:22
"Hollywood Babylon" – 2:20
"Bullet" – 1:38
"Horror Business" – 2:45
"Teenagers from Mars" – 2:43
"Night of the Living Dead"- 1:57
"Where Eagles Dare" – 2:08
"Vampira" – 1:21
"I Turned into a Martian" – 1:43
"Skulls" – 1:58
"London Dungeon" – 2:34
"Ghouls Night Out" – 1:57
"Astro Zombies" – 2:11
"Mommy, Can I Go Out and Kill Tonight?" – 2:01
"Die, Die My Darling" – 3:09
"Earth A.D." – 2:09
"Devilock" – 1:26
"Death Comes Ripping" – 1:53
"Green Hell" – 1:53
"Wolfsblood" – 1:11



que baixo é esse???!!! tá no repeat. Cada vez que escuto, a tatoo sorri ali na perna.




(minha tatoo completa, um dia estará em minha perna)


***

E por falar em tatoo, o Roberto Carlos já foi até campeão do carnaval do Rio.
A tatuagem merece sair.

quinta-feira, março 10, 2011



Brown ale nacional. Dizendo isso, quero dizer, nunca botei muita fé nessas especiais nacionais. Mas a Ale da Klein até que foi uma boa experiência. Cor bonita e com ótima espuma, com persistência e cremosidade. No aroma, lúpulo herbal, frutas cítricas e vermelhas. Boa drinkability, mas conjunto meio desigual, com o álcool aparecendo onde não devia.
Uma boa experiência.




DETALHES
Cervejaria Klein Bier
Estilo American Brown Ale
Álcool (%) 5% ABV
Site http://www.kleinbier.com.br

Degustada em 08/Março/2011
Envasamento Pressão
Volume em ml 560 ml
Onde comprou sherigan's
Preço 10,90

Nota 6

quinta-feira, março 03, 2011

A segunda russa a gente até pode (e deve) tentar esquecer.



Provei uns dias depois a marvada Baltika 9.

Realmente, depois de degustar a numero 7, fui de numero 9. Achava que a qualidade aumentava junto com a numeração da cerva, mas ledo engano. Sabe quando você come muito açúcar e começa a ficar enjoado? Essa é a sensação. Primeiro gole bem doce e conforme esquenta vai ficando com o álcool na cara, e bem doce. Imaginem isso, doçura alcoólica. Parecia que estava tomando goles de melagrião.
Aroma de malte, mel, caramelo.

DETALHES
Degustada em 07/Fevereiro/2011
Envasamento Garrafa
Volume em ml 500 ml
Onde comprou uruguay
Preço 80 pesos = 8 reais
(agora se encontra no Zona Sul por salgados 18 reais. Nenhuma delas vale esse preço, MESMO!!!)

Nota: 4

terça-feira, março 01, 2011

Até agora essa é a votação para escolher uma banda para o RIR 2011

Arctic Monkeys 11.89% (48,934 votes)

Eric Clapton 2.28% (9,394 votes)

Green Day 6.85% (28,193 votes)

Guns N'Roses 27.43% (112,924 votes)

The Killers 3.48% (14,338 votes)

Linkin Park 16.49% (67,876 votes)

Muse 3.76% (15,498 votes)

REM 0.53% (2,176 votes)

Soundgarden 0.74% (3,040 votes)

System of a Down 26.56% (109,351 votes)


Total Votes: 411,724


Inacreditável. O Guns está na frente de Eric Clapton!!!
Imagine só que lixo ver essa banda de novo aportando por aqui.
Como ando dizendo, ainda bem que em 2011 ainda tem o terra e o swu.
Circo Voashows!


Sábado - 26/03
SEU JORGE & ALMAZ

Sexta - 08/04
The National (via Queremos)

Domingo - 24/04
3OH!3 (hahahahahahah!!!)

Quinta - 09/06
CUT COPY (!!!!!!!!!)