Dois pesos...
Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.
Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
segunda-feira, outubro 04, 2010
quarta-feira, setembro 22, 2010
para continuar o post lá debaixo, dos filmes, vi também:
Transformers 2 - revenge of the fallen
nem preciso comentar, né?
destaque absoluto para a calça branca da Megan Fox que termina o filme branca, mesmo tendo caído milhares de vezes no chão do Egito.
Ah, sim, os carros e aviões e tudo mais se transformam em robô, mas é tudo tão frenético que você nem sabe mais quem é quem e o que acontece.
triste.
Transformers 2 - revenge of the fallen
nem preciso comentar, né?
destaque absoluto para a calça branca da Megan Fox que termina o filme branca, mesmo tendo caído milhares de vezes no chão do Egito.
Ah, sim, os carros e aviões e tudo mais se transformam em robô, mas é tudo tão frenético que você nem sabe mais quem é quem e o que acontece.
triste.
o site da reverbcity é legal. Não, nunca comprei nenhuma camisa lá.
É engraçado isso, porque apesar de conhecer todas aquelas bandas de lá, acho as estampas meio papagaiadas demais. Muita cor, muita referência, sei lá...
Enfim, o interessante é que se você der uma passeada pelas camisas do site, um monte de bandas hypadas e que viraram estampas, hoje são meras desconhecidas.
E o custo dessas camisas cai vertiginosamente, de acordo com a falta de hype.
Exemplo?
digamos... Maximo Park ou Architecture in Helsinki
de 55 pratas, vc já compra uma dessas até por 19 reaus.
É engraçado isso, porque apesar de conhecer todas aquelas bandas de lá, acho as estampas meio papagaiadas demais. Muita cor, muita referência, sei lá...
Enfim, o interessante é que se você der uma passeada pelas camisas do site, um monte de bandas hypadas e que viraram estampas, hoje são meras desconhecidas.
E o custo dessas camisas cai vertiginosamente, de acordo com a falta de hype.
Exemplo?
digamos... Maximo Park ou Architecture in Helsinki
de 55 pratas, vc já compra uma dessas até por 19 reaus.
terça-feira, setembro 21, 2010
Copiado do Elton, do tendências
Filmes da Semana.
Semana prodigiosa em matéria cinematográfica. Se não teve grandes produções, teve pelo menos uma que me pegou de jeito.
THE OTHER GUYS

Comédia estranha, estilo Will Ferrell. Dois tiras não muito brilhantes precisam ocupar o espaço deixado pela grande dupla que antes combatia o crime em NY. Passa bem o tempo e tira umas risadas sem jeito. Destaque para a crítica aos banqueiros e executivos americanos nos créditos finais.
GROWN UPS

Comédia família. Com a família de humoristas do Clã Sandler: Rob Schneider, David Spade, Kevin James e Chris Rock. Piadas para as crianças, num filme que ensina o valor de se ter um infância com amigos, brincadeiras que não sejam videogame e como essas coisas criam laços que duram para sempre. Mais longe da nossa realidade impossível, com casa no lago, campeonato de basquete na escola e quatro de julho. Se não tiver outro filme em vista, passa o tempo.
MARY & MAX

Ponto para a animação quase em preto e branco. Como a vida de seus personagens, o filme é meio sem cor, meio sem graça. Mas da trilha sonora à construção das personagens, tudo está em perfeita sintonia. O coração da gente é estraçalhado com o desenrolar da história pouco convencional sobre a amizade de uma menina de 8 anos e um cara de 40 e poucos. Ela na Australia, ele em Nova York. Impossível conter as lágrimas no fim.
Filmes da Semana.
Semana prodigiosa em matéria cinematográfica. Se não teve grandes produções, teve pelo menos uma que me pegou de jeito.
THE OTHER GUYS

Comédia estranha, estilo Will Ferrell. Dois tiras não muito brilhantes precisam ocupar o espaço deixado pela grande dupla que antes combatia o crime em NY. Passa bem o tempo e tira umas risadas sem jeito. Destaque para a crítica aos banqueiros e executivos americanos nos créditos finais.
GROWN UPS

Comédia família. Com a família de humoristas do Clã Sandler: Rob Schneider, David Spade, Kevin James e Chris Rock. Piadas para as crianças, num filme que ensina o valor de se ter um infância com amigos, brincadeiras que não sejam videogame e como essas coisas criam laços que duram para sempre. Mais longe da nossa realidade impossível, com casa no lago, campeonato de basquete na escola e quatro de julho. Se não tiver outro filme em vista, passa o tempo.
MARY & MAX

Ponto para a animação quase em preto e branco. Como a vida de seus personagens, o filme é meio sem cor, meio sem graça. Mas da trilha sonora à construção das personagens, tudo está em perfeita sintonia. O coração da gente é estraçalhado com o desenrolar da história pouco convencional sobre a amizade de uma menina de 8 anos e um cara de 40 e poucos. Ela na Australia, ele em Nova York. Impossível conter as lágrimas no fim.
segunda-feira, setembro 20, 2010
acho que esse tempo fechado, com um pouco de frio, com um pouco de chuva me faz feliz.
Faz-me escrever em profusão leviatânica, pelo menos.
Tudo faz sentido em palavras, no papel.
Anoitece aos poucos por aqui.
Três xícaras de café depois, aparece um panetone de ontem, todo destruído.
Resquício de panetone, seco. Quase natureza morta.
Apenas um pedaço parece não ter sido tocado.
Esquecido pelo tempo, que precisa, mas o bastante para que o ache.
De supetão, agarro um fiapo de sua massa e atiro boca adentro.
o tempo parece parar.
Em instantes, lembranças invadem o cotidiano sem sal.
natais, família, amigos e felicidade extrema.
Frio, chuva, presentes, bonecos de neve, aulas de francês...
como um simples pedaço de panetone consegue mudar minha vida, meus dias até o final do ano?
por que tanta felicidade em um sabor adocicado, por que tanta boa vontade, por que querer e ser feliz depende de uma mordida em um pedaço de pão doce?
Estou radiante.
O fim do ano, o momento de alegria, de dividir, o natal, o papai noel, tudo está aqui.
Como sempre estiveram, dentro de mim.
Faz-me escrever em profusão leviatânica, pelo menos.
Tudo faz sentido em palavras, no papel.
Anoitece aos poucos por aqui.
Três xícaras de café depois, aparece um panetone de ontem, todo destruído.
Resquício de panetone, seco. Quase natureza morta.
Apenas um pedaço parece não ter sido tocado.
Esquecido pelo tempo, que precisa, mas o bastante para que o ache.
De supetão, agarro um fiapo de sua massa e atiro boca adentro.
o tempo parece parar.
Em instantes, lembranças invadem o cotidiano sem sal.
natais, família, amigos e felicidade extrema.
Frio, chuva, presentes, bonecos de neve, aulas de francês...
como um simples pedaço de panetone consegue mudar minha vida, meus dias até o final do ano?
por que tanta felicidade em um sabor adocicado, por que tanta boa vontade, por que querer e ser feliz depende de uma mordida em um pedaço de pão doce?
Estou radiante.
O fim do ano, o momento de alegria, de dividir, o natal, o papai noel, tudo está aqui.
Como sempre estiveram, dentro de mim.
dois posts em um.
Como todos não souberam, não estou bem. Ou não estava bem, pelo menos.
Ansiedade, trabalho, pressão, estresse.
Partiu o fio. pirei e curei.
I'm fine, thanks.
Enfim, segunda amanheceu chovendo.
O VMB foi aquilo, colorido sem ser GLBT.
E mais um amigo de colégio foi pai, quarta passada.
(toda vez que digito pai, erro a tecla e aperto o U em vez do I. Toda hora escrevo pau em vez de pai. Mas, se pensar bem, tem tudo a ver. Costumam dizer que o Pinto é sempre por parte de pai, mas essa piada é velha).
ok, me perdi.
voltarei ao que pretendia falar.
dois tópicos:
VMB
PATERNIDADE
Sobre o VMB, engraçado que, ainda por algum segundo perdido, fui até a página da MTVe resolvi votar nos indicados. Como o Zémaria estava indicado em eletrônica, fiz questão de deixar meu voto para eles. Se não conhece, corre atrás. Mas depois de depositar com consciência esse único voto, comecei a ver a lista dos outros indicados. E não pude me conter. Comecei a votar nas outras categorias.
Cabe um adendo aqui - pessoal, claro. Faz tempo que a Mtv deveria mudar de nome. o M deixou de significar Música para significar Merda faz algum tempo. o que salva são os labs da vida, sempre depois da meia-noite ou antes do meio-dia. Deve ser para a juventude não ficar confusa. Imagina um adolescente família restart vou xingar muito no tuiter hoje ligar a MTV e assistir clipes? Ele vai ter um surto e, ahn, xingar muito no tuiter.
O importante são os programas de moda, comportamento, realitys americanos, fofocas sobre os ataques de hiltons, lohans e spears da vida e, claro, as piadas. Meu Deus, o que seria da MTV sem os programas de humor? Daqui a pouco Adnet vai pra Globo encarar uma geladeira, seguida de um programa nas madrugadas, assim como as músicas na MTV.
Ou pior, vai ter que mudar de nome, ficar sem falar no Botafogo e aderir aos legionários da emissora do Bispo.
Voltemos pois aos prêmios da MTV. Ao VMB. Na verdade, costumo reduzir toda a discussão a uma única frase: "Quando começamos a levar a sério Fresno e NXzero, por conta de Restart e Cine, alguma coisa está errada."
Sim, votei nas piores opções entre os indicados. Como votar no Otto ou no Arnaldo Antunes, quando podemos votar no NXZero? Afinal, esse não é o canal das piadas?
Aí depois me vem a plateia, a mesma que votou horas a fio, vaiar o restart quando sobem ao palco para receber o prêmio de artista do ano. Queridos estamos na MTV, o canal que se perdeu no tempo e na sua função e que deixou de ser relevante há alguns anos atrás. Estamos dentro do canal das risadas, do stand up sem graça, dos VJs sem bagagem, mas com o cabelo todo colorido. Ou será que a piada, quando começa a ser levada a sério perde a graça?
****
Sobre a paternidade. Bom, esse assunto se confunde com uma certa pressão da idade e, mais uma vez, a uma crise de pertencimento.
Não sei mais onde é minha casa, onde é meu trabalho, onde está meu futuro, quem são meus amigos (ok, esses são os mesmo de sempre, mas agora casados e pais).
E hoje pela manhã, quando fui fazer novos ósculos e amplexos para mim no Shopping, encontrei mais um, recém-papai. De quarta passada. Diz que não dormia fazia quatro noites. Sim, deve ser difícil. Mas pior foi me afastar durante dois segundos do local do encontro e me ver de longe, bermudas, tatoos, mochila e casaco da Adidas. Barba sempre por fazer, 20 e tantos anos na moleira. Será que estou ficando para trás? Sou o que não envelhece? ou o que não amadurece?
Bateu pesado isso. Não estou casado, não pago aluguel, não pago condomínio, não tenho a menor vontade de me enfiar num trampo 8to6, e destruir o que resta da coluna e do ciático. Consigo me manter com um pouco de grana que faço, graças aos meus parentes. Admito minha dependência, talvez pela primeira vez. Hoje trabalho, daqui a 15 dias quero ir pra Irlanda, Holanda, Porto Alegre, Paraguay. Tanto faz. Vou ter tempo para matar e não de férias, porque férias são o meu dia a dia. Quando trabalho é que o faço por um mês, talvez quatro no ano.
Até quando, não sei. Um dia não consigo mais emprego. Não terei mais dinheiro.
Vou olhar pra trás e ficar feliz pelo que vivi e triste pelo que vem pela frente. Sem saber onde moro, sem saber o que esperar da vida, sem uma carreira construída com muitos dias desperdiçados dentro de um escritório.
Espero que falem de mim, pelo menos um dia depois da minha morte. Que a eternidade seja enquanto estou aqui, tentando viver o mais intensamente possível o resto das energias da juventude que é eterna enquanto dura.
Enfim, são essas as dúvidas que me atormentam, as perguntas que não tem resposta e que tento a toda hora saber como responder. Talvez seja hora de esquecer essa coisa de construir a vida como todos esperam que ela seja e viver um dia de cada vez, escolhendo as coisas e caminhos à medida que vão se mostrando.
pensar. Pensar.
penar.
Como todos não souberam, não estou bem. Ou não estava bem, pelo menos.
Ansiedade, trabalho, pressão, estresse.
Partiu o fio. pirei e curei.
I'm fine, thanks.
Enfim, segunda amanheceu chovendo.
O VMB foi aquilo, colorido sem ser GLBT.
E mais um amigo de colégio foi pai, quarta passada.
(toda vez que digito pai, erro a tecla e aperto o U em vez do I. Toda hora escrevo pau em vez de pai. Mas, se pensar bem, tem tudo a ver. Costumam dizer que o Pinto é sempre por parte de pai, mas essa piada é velha).
ok, me perdi.
voltarei ao que pretendia falar.
dois tópicos:
VMB
PATERNIDADE
Sobre o VMB, engraçado que, ainda por algum segundo perdido, fui até a página da MTVe resolvi votar nos indicados. Como o Zémaria estava indicado em eletrônica, fiz questão de deixar meu voto para eles. Se não conhece, corre atrás. Mas depois de depositar com consciência esse único voto, comecei a ver a lista dos outros indicados. E não pude me conter. Comecei a votar nas outras categorias.
Cabe um adendo aqui - pessoal, claro. Faz tempo que a Mtv deveria mudar de nome. o M deixou de significar Música para significar Merda faz algum tempo. o que salva são os labs da vida, sempre depois da meia-noite ou antes do meio-dia. Deve ser para a juventude não ficar confusa. Imagina um adolescente família restart vou xingar muito no tuiter hoje ligar a MTV e assistir clipes? Ele vai ter um surto e, ahn, xingar muito no tuiter.
O importante são os programas de moda, comportamento, realitys americanos, fofocas sobre os ataques de hiltons, lohans e spears da vida e, claro, as piadas. Meu Deus, o que seria da MTV sem os programas de humor? Daqui a pouco Adnet vai pra Globo encarar uma geladeira, seguida de um programa nas madrugadas, assim como as músicas na MTV.
Ou pior, vai ter que mudar de nome, ficar sem falar no Botafogo e aderir aos legionários da emissora do Bispo.
Voltemos pois aos prêmios da MTV. Ao VMB. Na verdade, costumo reduzir toda a discussão a uma única frase: "Quando começamos a levar a sério Fresno e NXzero, por conta de Restart e Cine, alguma coisa está errada."
Sim, votei nas piores opções entre os indicados. Como votar no Otto ou no Arnaldo Antunes, quando podemos votar no NXZero? Afinal, esse não é o canal das piadas?
Aí depois me vem a plateia, a mesma que votou horas a fio, vaiar o restart quando sobem ao palco para receber o prêmio de artista do ano. Queridos estamos na MTV, o canal que se perdeu no tempo e na sua função e que deixou de ser relevante há alguns anos atrás. Estamos dentro do canal das risadas, do stand up sem graça, dos VJs sem bagagem, mas com o cabelo todo colorido. Ou será que a piada, quando começa a ser levada a sério perde a graça?
****
Sobre a paternidade. Bom, esse assunto se confunde com uma certa pressão da idade e, mais uma vez, a uma crise de pertencimento.
Não sei mais onde é minha casa, onde é meu trabalho, onde está meu futuro, quem são meus amigos (ok, esses são os mesmo de sempre, mas agora casados e pais).
E hoje pela manhã, quando fui fazer novos ósculos e amplexos para mim no Shopping, encontrei mais um, recém-papai. De quarta passada. Diz que não dormia fazia quatro noites. Sim, deve ser difícil. Mas pior foi me afastar durante dois segundos do local do encontro e me ver de longe, bermudas, tatoos, mochila e casaco da Adidas. Barba sempre por fazer, 20 e tantos anos na moleira. Será que estou ficando para trás? Sou o que não envelhece? ou o que não amadurece?
Bateu pesado isso. Não estou casado, não pago aluguel, não pago condomínio, não tenho a menor vontade de me enfiar num trampo 8to6, e destruir o que resta da coluna e do ciático. Consigo me manter com um pouco de grana que faço, graças aos meus parentes. Admito minha dependência, talvez pela primeira vez. Hoje trabalho, daqui a 15 dias quero ir pra Irlanda, Holanda, Porto Alegre, Paraguay. Tanto faz. Vou ter tempo para matar e não de férias, porque férias são o meu dia a dia. Quando trabalho é que o faço por um mês, talvez quatro no ano.
Até quando, não sei. Um dia não consigo mais emprego. Não terei mais dinheiro.
Vou olhar pra trás e ficar feliz pelo que vivi e triste pelo que vem pela frente. Sem saber onde moro, sem saber o que esperar da vida, sem uma carreira construída com muitos dias desperdiçados dentro de um escritório.
Espero que falem de mim, pelo menos um dia depois da minha morte. Que a eternidade seja enquanto estou aqui, tentando viver o mais intensamente possível o resto das energias da juventude que é eterna enquanto dura.
Enfim, são essas as dúvidas que me atormentam, as perguntas que não tem resposta e que tento a toda hora saber como responder. Talvez seja hora de esquecer essa coisa de construir a vida como todos esperam que ela seja e viver um dia de cada vez, escolhendo as coisas e caminhos à medida que vão se mostrando.
pensar. Pensar.
penar.
quinta-feira, setembro 16, 2010
Vitória, 13 de setembro de 2010.
Prezado Luiz Taylor, Gostaríamos de convidá-lo para ministrar uma oficina dentro da programação do evento SINERGIA – V Mostra internacional de Cinema. As "Oficinas de Iniciação ao Cinema" serão gratuitas, aberta ao público, com capacidade para 20 pessoas, com foco da divulgação em alunos de Ensino Médio. Propomos a oficina de “Roteiro” com carga horária de 8h divididas em 2 dias, *29 e 30* de setembro, quarta e quinta-feiras. Sugerimos ainda que esta oficina aconteça na UFES (local a definir) paralela a outras 4 oficinas que estarão sendo realizadas em ambientes próximos.
A Mostra Sinergia, que acontecerá entre os dias *27 e 30* de setembro, tem como objetivos estimular a criação de produtos audiovisuais nas faculdades e propiciar um intercâmbio entre os alunos das Instituições de Ensino Superior (IES) e os produtores de curtas independentes, a fim de desenvolver uma visão crítica e reflexiva sobre a representação audiovisual da realidade social e cultural. Sendo assim, não será uma mostra competitiva.
Os vídeos de realizadores de todo o Brasil e mundo serão exibidos em programação definida, amplamente divulgada e aberta ao público. O projeto é uma parceria entre UVV (Centro Universitário Vila Velha), Curso de Comunicação Social da UVV e UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) através da Secretaria de Cultura. Além das exibições de vídeos e palestras, este ano propomos a realização de 10 oficinas de iniciação ao cinema, contemplando diversos temas da área.
***
Legal, né.
Então estarei lá, passando um pouco de anos de experiência para a molecada.
: )
Prezado Luiz Taylor, Gostaríamos de convidá-lo para ministrar uma oficina dentro da programação do evento SINERGIA – V Mostra internacional de Cinema. As "Oficinas de Iniciação ao Cinema" serão gratuitas, aberta ao público, com capacidade para 20 pessoas, com foco da divulgação em alunos de Ensino Médio. Propomos a oficina de “Roteiro” com carga horária de 8h divididas em 2 dias, *29 e 30* de setembro, quarta e quinta-feiras. Sugerimos ainda que esta oficina aconteça na UFES (local a definir) paralela a outras 4 oficinas que estarão sendo realizadas em ambientes próximos.
A Mostra Sinergia, que acontecerá entre os dias *27 e 30* de setembro, tem como objetivos estimular a criação de produtos audiovisuais nas faculdades e propiciar um intercâmbio entre os alunos das Instituições de Ensino Superior (IES) e os produtores de curtas independentes, a fim de desenvolver uma visão crítica e reflexiva sobre a representação audiovisual da realidade social e cultural. Sendo assim, não será uma mostra competitiva.
Os vídeos de realizadores de todo o Brasil e mundo serão exibidos em programação definida, amplamente divulgada e aberta ao público. O projeto é uma parceria entre UVV (Centro Universitário Vila Velha), Curso de Comunicação Social da UVV e UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) através da Secretaria de Cultura. Além das exibições de vídeos e palestras, este ano propomos a realização de 10 oficinas de iniciação ao cinema, contemplando diversos temas da área.
***
Legal, né.
Então estarei lá, passando um pouco de anos de experiência para a molecada.
: )
sexta-feira, setembro 10, 2010
Agora o que eu tenho a dizer sobre o fim do Rio Fanzine.
Sexta tinha duas coisas imperdíveis no Globo. O Dapieve e o Rio Fanzine.
Eram como aqueles amigos que você espera encontrar num happy hour de sexta-feira,trocar idéia, ficar bêbado juntos, rir e ir pra casa descansar da semana cheia de trabalho.
Dapieve continua ali, agora já na contracapa. O RF, bom, esse foi-se de uma vez por todas.
Há tempos, é verdade, as piadas ficaram velhas, as histórias pareciam se repetir. Na velocidade da internet, não abria mais o Globo atrás de bandas novas, atrás de novidades da moda, atrás do que era legal em Londres.
Nesse ponto o RF perdeu mesmo o fio da meada. Mas era bem escrito e quem, what tha hell, se cansa de ouvir boas histórias, mesmo que repetidas?
Era como se a leitura fosse uma confirmação de que você estava no caminho certo, trilhando a estrada dos tijolos amarelos da independência intelectual.
Como o velho amigo das sextas, que você sabe ser o mesmo, com os mesmos problemas, com a mesma história, as mesmas piadas, mas que não cansa de rever semana após semana.
A partir de hoje, uma cadeira vai ficar para sempre vaga na minha mesa de sexta.
RIP RF
Sexta tinha duas coisas imperdíveis no Globo. O Dapieve e o Rio Fanzine.
Eram como aqueles amigos que você espera encontrar num happy hour de sexta-feira,trocar idéia, ficar bêbado juntos, rir e ir pra casa descansar da semana cheia de trabalho.
Dapieve continua ali, agora já na contracapa. O RF, bom, esse foi-se de uma vez por todas.
Há tempos, é verdade, as piadas ficaram velhas, as histórias pareciam se repetir. Na velocidade da internet, não abria mais o Globo atrás de bandas novas, atrás de novidades da moda, atrás do que era legal em Londres.
Nesse ponto o RF perdeu mesmo o fio da meada. Mas era bem escrito e quem, what tha hell, se cansa de ouvir boas histórias, mesmo que repetidas?
Era como se a leitura fosse uma confirmação de que você estava no caminho certo, trilhando a estrada dos tijolos amarelos da independência intelectual.
Como o velho amigo das sextas, que você sabe ser o mesmo, com os mesmos problemas, com a mesma história, as mesmas piadas, mas que não cansa de rever semana após semana.
A partir de hoje, uma cadeira vai ficar para sempre vaga na minha mesa de sexta.
RIP RF
Essa época cibernética envelhece a gente em velocidade de banda larga. E eu só tenho 30 anos.
frase fodástica roubado na cara de pau do http://www.escrevinhando.com.br/ acerca do fim/assassinato/extinção do Rio Fanzine.
Bom, a frase fala por si só.
Já o fim do Rio Fanzine, quem fala são os "donos do pedaço"
"
Enviado por Carlos Albuquerque e Tom Leão - 10.09.2010 | 10h22m
Sem mais adeus
Todo carnaval tem seu fim. O do Rio Fanzine em papel é hoje. Mas sem quarta-feira de cinzas, sem tristeza, sem choro. O momento é de celebrar nossos exatos 24 anos — temos nosso próprio tempo, como diria aquela banda de Brasília, que esteve em algumas de nossas primeiras edições — e a inesperada sensação de que fizemos alguma coisa importante, embora não esteja muito claro o quê.
Mas temos pistas. Quando o Rio Fanzine nasceu — sob as bênçãos da rainha Ana Maria Bahiana e os posteriores cuidados de dois dos seus súditos — a informação sobre cultura na chamada grande imprensa era reta e vinha do alto para baixo. Era natural que fosse assim. Cultura alternativa, então, nem se falava dela, salvo as pioneiras colunas de Big Boy e Nélson Motta, aqui no GLOBO.
Mas os tempos, eles já estavam mudando. O primeiro Rock in Rio tinha gerado euforia e inquietação. Os ecos punk também podiam ser ouvidos, apesar da distorção. Todo mundo queria fazer alguma coisa — formar uma banda, fazer uma festa, montar um festival, criar uma rádio de rock e até mesmo inserir um fanzine dentro das páginas de cultura de um grande jornal. A terra estava se movendo: era o underground em ebulição. Restava fazer a nossa parte, a nossa obrigação: divulgar isso.
O Rio Fanzine começou a servir, então, como duto de passagem para essa pressão. E que pressão! Tínhamos que falar de novas bandas, novas festas, novos festivais, novas rádios, novos sons e novas tendências, que nenhum assessor ou divulgador faria chegar à redação.
E assim foi. Descobrimos Planet Hemp, Skank, O Rappa, Ed Motta, Los Hermanos e Canastra, entre muitos, mas muuuitos outros. Falamos de discos, livros, filmes e quadrinhos que ninguém estava prestando atenção, numa época em que o “New Musical Express” só era encontrado em algumas poucas bancas da cidade. Detectamos (e condenamos) a presença dos pitboys na noite carioca. Abraçamos a eletrônica nos seus primórdios, mergulhamos na onda grunge, dançamos com os primeiros raps e viajamos com o dub. Falamos até que o futuro da música seria através de uma novidade chamada internet. E acreditávamos, piamente, que nosso dever, se havia algum, era tornar o underground maior.
Dito e feito. Hoje aquele underground do Rio Fanzine está por cima, está em toda a parte. Ele não precisa, portanto, mais existir naquele velho espaço. Não faz mais sentido. O Rio Fanzine vai continuar on-line, neste blog no site do GLOBO, reforçado a partir de agora. Vai continuar também, de alguma forma, nas páginas do Segundo Caderno (onde nasceu e gerou um filho, a coluna Trans), no Rio Show, no Megazine, nas festas, na televisão, nos blogs, sites, redes sociais, e, a partir de hoje, nas suas próprias mãos. O nosso download foi, enfim, concluído.
"
frase fodástica roubado na cara de pau do http://www.escrevinhando.com.br/ acerca do fim/assassinato/extinção do Rio Fanzine.
Bom, a frase fala por si só.
Já o fim do Rio Fanzine, quem fala são os "donos do pedaço"
"
Enviado por Carlos Albuquerque e Tom Leão - 10.09.2010 | 10h22m
Sem mais adeus
Todo carnaval tem seu fim. O do Rio Fanzine em papel é hoje. Mas sem quarta-feira de cinzas, sem tristeza, sem choro. O momento é de celebrar nossos exatos 24 anos — temos nosso próprio tempo, como diria aquela banda de Brasília, que esteve em algumas de nossas primeiras edições — e a inesperada sensação de que fizemos alguma coisa importante, embora não esteja muito claro o quê.
Mas temos pistas. Quando o Rio Fanzine nasceu — sob as bênçãos da rainha Ana Maria Bahiana e os posteriores cuidados de dois dos seus súditos — a informação sobre cultura na chamada grande imprensa era reta e vinha do alto para baixo. Era natural que fosse assim. Cultura alternativa, então, nem se falava dela, salvo as pioneiras colunas de Big Boy e Nélson Motta, aqui no GLOBO.
Mas os tempos, eles já estavam mudando. O primeiro Rock in Rio tinha gerado euforia e inquietação. Os ecos punk também podiam ser ouvidos, apesar da distorção. Todo mundo queria fazer alguma coisa — formar uma banda, fazer uma festa, montar um festival, criar uma rádio de rock e até mesmo inserir um fanzine dentro das páginas de cultura de um grande jornal. A terra estava se movendo: era o underground em ebulição. Restava fazer a nossa parte, a nossa obrigação: divulgar isso.
O Rio Fanzine começou a servir, então, como duto de passagem para essa pressão. E que pressão! Tínhamos que falar de novas bandas, novas festas, novos festivais, novas rádios, novos sons e novas tendências, que nenhum assessor ou divulgador faria chegar à redação.
E assim foi. Descobrimos Planet Hemp, Skank, O Rappa, Ed Motta, Los Hermanos e Canastra, entre muitos, mas muuuitos outros. Falamos de discos, livros, filmes e quadrinhos que ninguém estava prestando atenção, numa época em que o “New Musical Express” só era encontrado em algumas poucas bancas da cidade. Detectamos (e condenamos) a presença dos pitboys na noite carioca. Abraçamos a eletrônica nos seus primórdios, mergulhamos na onda grunge, dançamos com os primeiros raps e viajamos com o dub. Falamos até que o futuro da música seria através de uma novidade chamada internet. E acreditávamos, piamente, que nosso dever, se havia algum, era tornar o underground maior.
Dito e feito. Hoje aquele underground do Rio Fanzine está por cima, está em toda a parte. Ele não precisa, portanto, mais existir naquele velho espaço. Não faz mais sentido. O Rio Fanzine vai continuar on-line, neste blog no site do GLOBO, reforçado a partir de agora. Vai continuar também, de alguma forma, nas páginas do Segundo Caderno (onde nasceu e gerou um filho, a coluna Trans), no Rio Show, no Megazine, nas festas, na televisão, nos blogs, sites, redes sociais, e, a partir de hoje, nas suas próprias mãos. O nosso download foi, enfim, concluído.
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quarta-feira, setembro 08, 2010
holy cow!!!
como é mesmo o nome daquela série em que um cara volta no tempo para os anos 80, para a época em que ia para a High School?
de repente me deu vontade de comprar as séries boas que via na Tv e ter na estante de casa. Como "Minha vida de cachorro", "O Elo perdido", "Third rock from the sun"...
e tudo isso só porque eu tava futucando atrás do nome daquela série dali de cima e encontrei a finada "The Class" inteirinha no youtube.
Assisti o piloto e descobri porque foi cancelada. hahahaa
bem mais ou menos, mas engraçado como na época, tendo sido feita pelos criadores de friends, achava até que dava para passar o tempo, maybe numa quarta-feira das 20h as 20:30h.
ficaram curiosos? bom, no início do segundo episódio eles explicam todo o Piloto. Se quiserem ver, cá está.
como é mesmo o nome daquela série em que um cara volta no tempo para os anos 80, para a época em que ia para a High School?
de repente me deu vontade de comprar as séries boas que via na Tv e ter na estante de casa. Como "Minha vida de cachorro", "O Elo perdido", "Third rock from the sun"...
e tudo isso só porque eu tava futucando atrás do nome daquela série dali de cima e encontrei a finada "The Class" inteirinha no youtube.
Assisti o piloto e descobri porque foi cancelada. hahahaa
bem mais ou menos, mas engraçado como na época, tendo sido feita pelos criadores de friends, achava até que dava para passar o tempo, maybe numa quarta-feira das 20h as 20:30h.
ficaram curiosos? bom, no início do segundo episódio eles explicam todo o Piloto. Se quiserem ver, cá está.
terça-feira, setembro 07, 2010
E eis que as bandas continuam a cair por aqui. Depois de uma limpa no HD, que me salvou algo como 20 gb de espaço, voltei a atolar os pés em notas musicais. A internet que se sacuda e não deixe a poeira baixar.
Então ficamos assim: bandas novas, sensação da imprensada e dos mudernetes. Peguei para provar essas daqui:
Temper Trap e Yeasayer.
sobre as duas, só o tempo pode livrá-las de um lugar escuro dentro de um HD externo qualquer. Primeiras audições ok. No entanto, em ambas, as melodias fazem ter uma vontade de ouvir com mais atenção. De descobrir coisinhas, barulhinhos, linhas de guitarra, vocal, refrão dançante. Não duvido que daqui uns dias posso estar pulando de felicidade ao ouvir qualquer uma das duas.
Fora isso, catando outras coisas como Hermano (do john Garcia ex-Kyuss), novos do Manics, James, Superchunk e Charlatans, e bandas menos cotadas, como Telekinesis, de LONGE a que mais gostei. Batida de primeira, direto na memória. Faz tempo que uma banda não pega assim.
bom, momento mundial de basquete:
Agora na TV Brasil x Argentina. Imperdível.
feliz feriado para quem não tem feriado.
Então ficamos assim: bandas novas, sensação da imprensada e dos mudernetes. Peguei para provar essas daqui:
Temper Trap e Yeasayer.
sobre as duas, só o tempo pode livrá-las de um lugar escuro dentro de um HD externo qualquer. Primeiras audições ok. No entanto, em ambas, as melodias fazem ter uma vontade de ouvir com mais atenção. De descobrir coisinhas, barulhinhos, linhas de guitarra, vocal, refrão dançante. Não duvido que daqui uns dias posso estar pulando de felicidade ao ouvir qualquer uma das duas.
Fora isso, catando outras coisas como Hermano (do john Garcia ex-Kyuss), novos do Manics, James, Superchunk e Charlatans, e bandas menos cotadas, como Telekinesis, de LONGE a que mais gostei. Batida de primeira, direto na memória. Faz tempo que uma banda não pega assim.
bom, momento mundial de basquete:
Agora na TV Brasil x Argentina. Imperdível.
feliz feriado para quem não tem feriado.
quarta-feira, setembro 01, 2010
sabe quando você olha para o lado, para frente, para trás e simplesmente não consegue mais se encaixar em lugar algum?
sabe quando tudo o que foi familiar um dia, de repente se torna estranho e causa certa desconfiança?
pois é.
É assim mesmo.
Não sei mais onde me encaixo, onde pertenço, a quem devo me unir...
sabe quando tudo o que foi familiar um dia, de repente se torna estranho e causa certa desconfiança?
pois é.
É assim mesmo.
Não sei mais onde me encaixo, onde pertenço, a quem devo me unir...
terça-feira, agosto 31, 2010
coisinhas de hoje (graças ao blogger de merda, de ontem):
Stoner Rock
almoço no Burger King - em vez de faça do seu jeito deveria ser lambuze-se do seu jeito. ô sanduiche melequento. blergh... Mas é grande pacas e estou ate agora com a barriga pesada.
e como BK é só no shopping, precisei comprar umas coisas para afastar o baixo astral. entrei na saraiva, futuquei livros, futuquei, futuquei e nada...
aí fui nos DVDs e NADA. :/
mas acabei encontrando uns cds interessantes, como o novíssimo do Foals (iupi!!!!!), o maravilhoso último do Kasabian e o ok último do Kaiser Chiefs.
Sim, valeu. e precim que dava pra pagar.
uma passada na americanas para levar negresco para meus amigos do trabalho e uma passadinha na parte de cd/dvd. Queria comprar séries. estou doido pra comprar séries. quase comprei glee na americanas, mas nao sei porque, acho que deve ser a maior roubada essa serie. Primeiro porque ODEIO musicais. e essa parece ser uma serie musical. Bem, discografia do AC DC em promo, 9 reales cada uma.
comprei uns que faltavam. agora, porra, o Back to Black NUNCA está nessas promos malucas.
em casa cedo, hoje, oito de la noche.
liguei na warner e assisti séries. matei a vontade de comprar e de ver séries.
Big bang Theory, 2 and a half e Men of certain age.
Pra mim que estava totalmente por fora e já faz alguns anos, foi como voltar a respirar. Ah, claro, umas passadas no America's NextTopModel e Top Chef durante os intervalos.
e quando vc pensa, sao quase meia noite.
lá se vai vida.
Stoner Rock
almoço no Burger King - em vez de faça do seu jeito deveria ser lambuze-se do seu jeito. ô sanduiche melequento. blergh... Mas é grande pacas e estou ate agora com a barriga pesada.
e como BK é só no shopping, precisei comprar umas coisas para afastar o baixo astral. entrei na saraiva, futuquei livros, futuquei, futuquei e nada...
aí fui nos DVDs e NADA. :/
mas acabei encontrando uns cds interessantes, como o novíssimo do Foals (iupi!!!!!), o maravilhoso último do Kasabian e o ok último do Kaiser Chiefs.
Sim, valeu. e precim que dava pra pagar.
uma passada na americanas para levar negresco para meus amigos do trabalho e uma passadinha na parte de cd/dvd. Queria comprar séries. estou doido pra comprar séries. quase comprei glee na americanas, mas nao sei porque, acho que deve ser a maior roubada essa serie. Primeiro porque ODEIO musicais. e essa parece ser uma serie musical. Bem, discografia do AC DC em promo, 9 reales cada uma.
comprei uns que faltavam. agora, porra, o Back to Black NUNCA está nessas promos malucas.
em casa cedo, hoje, oito de la noche.
liguei na warner e assisti séries. matei a vontade de comprar e de ver séries.
Big bang Theory, 2 and a half e Men of certain age.
Pra mim que estava totalmente por fora e já faz alguns anos, foi como voltar a respirar. Ah, claro, umas passadas no America's NextTopModel e Top Chef durante os intervalos.
e quando vc pensa, sao quase meia noite.
lá se vai vida.
dia daqueles em que você acorda e não quer sair da cama.
Mas sai, né, e vai trabalhar.
e aí fica de saco cheio de ter que pegar transito, de ter que pagar pedágio em ponte, de ter que encarar os piores motoristas do mundo, de ter que lidar com dores no ombro, na coluna e no ciático, de ter que trabalhar sem receber, de ter que fazer um material para um candidato ou melhor, para mais de 30 candidatos nos quais você não acredita...
aí fica difícil encontrar vontade para fazer qualquer coisa que não seja, ficar na cama.
Ah, claro. De preferência, no Rio.
Mas sai, né, e vai trabalhar.
e aí fica de saco cheio de ter que pegar transito, de ter que pagar pedágio em ponte, de ter que encarar os piores motoristas do mundo, de ter que lidar com dores no ombro, na coluna e no ciático, de ter que trabalhar sem receber, de ter que fazer um material para um candidato ou melhor, para mais de 30 candidatos nos quais você não acredita...
aí fica difícil encontrar vontade para fazer qualquer coisa que não seja, ficar na cama.
Ah, claro. De preferência, no Rio.
segunda-feira, agosto 30, 2010
Música do dia. Sala de espera. médico.
mas para o que preciso não há remédio.
há o tempo, talvez...
Interpol - Memory Serves
It would be so nice to take you
I only ever try to make you smile
No matter what we're gonna keep you occupied
But only at your place
Only at your place
It would be no price to pay
I only ever lie to make you smile
All kinds of dust are gonna keep me satisfied
But only at your place
Only at your place
Tonight a special memory serves me
And I'll wait to find the wrong way
Tonight a special memory serves me
And I'll wait to find
It's over
It's over
Feels like, it feels like
It's over
Why is it so hard to stay away?
Tonight a special memory serves me
And I'll wait to find that I'm gray
Tonight is special
I only memorize those things I deny
And I forget why it'll sing
Seize the day
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
Someday
It would be no price to pay
It would be no price to pay
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
someday
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
someday
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
someday
mas para o que preciso não há remédio.
há o tempo, talvez...
Interpol - Memory Serves
It would be so nice to take you
I only ever try to make you smile
No matter what we're gonna keep you occupied
But only at your place
Only at your place
It would be no price to pay
I only ever lie to make you smile
All kinds of dust are gonna keep me satisfied
But only at your place
Only at your place
Tonight a special memory serves me
And I'll wait to find the wrong way
Tonight a special memory serves me
And I'll wait to find
It's over
It's over
Feels like, it feels like
It's over
Why is it so hard to stay away?
Tonight a special memory serves me
And I'll wait to find that I'm gray
Tonight is special
I only memorize those things I deny
And I forget why it'll sing
Seize the day
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
Someday
It would be no price to pay
It would be no price to pay
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
someday
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
someday
Dont have to say that you'd love to
But they'd be pleased that you want to
someday
domingo, agosto 29, 2010
Começou o mundial de basquete. Mas e daí, né?
os estados unidos com um timinho meia bomba, como se o Brasil fosse pra Copa com um tme sub-20.
Mas ainda assim, dá pra matar as saudades de quando eu dormia sexta beeeem tarde para ver os jogos da NBA. E, claro, Michael Jordan jogando, apesar de sempre odiar o bulls!
só para constar, desde sei lá quando, torço pro Dallas Mavericks.
os estados unidos com um timinho meia bomba, como se o Brasil fosse pra Copa com um tme sub-20.
Mas ainda assim, dá pra matar as saudades de quando eu dormia sexta beeeem tarde para ver os jogos da NBA. E, claro, Michael Jordan jogando, apesar de sempre odiar o bulls!
só para constar, desde sei lá quando, torço pro Dallas Mavericks.
quarta-feira, agosto 25, 2010
domingo, agosto 22, 2010
começar a escrever sobre o filme "A Origem" (inception, no original) é difícil.
São tantos os pontos a tocar, tantas referências e diálogos com outros filmes, livros, autores, que fica realmente complicado decidir por onde começar.
Bom, começo falando que se você não viu o filme, pare de ler por aqui.
Se você viu, bem, vamos ao que interessa.
Leo deCaprio mostra ser um grande ator, em mais um papel perturbado. Ele está virando craque em personificar tais personagens, a exemplo de Brad Pitt que sempre busca os caras estranhos e, às vezes, feios, talvez para mostrar que é um bom ator e não só mais um rostinho bonito na grande tela. Mas voltemos ao Pepino deCaprio: boa atuação, reforçada ainda por um elenco de apoio competentíssimo.
e agora que já enrolamos muito para entrar onde realmente interessa, vamos dar esse "salto no escuro" (leap of faith, no original).
Sonhos. o que são os sonhos? nosso subconsciente mais consciente. uma outra realidade. ou o mundo em que vivemos?
Sim, porque se pararmos para analisar o filme, Cobb (o personagem do Leo) está atrás de seu grande sonho: rever o rosto de seus filhos.
E esse sonho só será possível acontecer na realidade. Ou seria mesmo essa realidade o mundo real ao qual estamos acostumados?
O grande salto no escuro do filme, é o espectador que dá, na última cena. O pião roda indefinidamente, como a bola acerta a rede de tênis em Match Point, numa cena definitiva e definidora. tela preta. "e então?" "sim, e daí?" ficam as perguntas. Fica a confusão na cabeça da plateia média, dos average joes com suas namoradas de borracha e suas fétidas sacolas de mcdonald's. Para a gente, bom, basta lembrar que não há sonho impossível no cinema. Ele é, por si só, um sonho.
poderia escrever mais, ligar cidade das sombras, matrix, a origem, mas isso todos farão em algum momento. canso. desisto.
e sigo para a cama.
São tantos os pontos a tocar, tantas referências e diálogos com outros filmes, livros, autores, que fica realmente complicado decidir por onde começar.
Bom, começo falando que se você não viu o filme, pare de ler por aqui.
Se você viu, bem, vamos ao que interessa.
Leo deCaprio mostra ser um grande ator, em mais um papel perturbado. Ele está virando craque em personificar tais personagens, a exemplo de Brad Pitt que sempre busca os caras estranhos e, às vezes, feios, talvez para mostrar que é um bom ator e não só mais um rostinho bonito na grande tela. Mas voltemos ao Pepino deCaprio: boa atuação, reforçada ainda por um elenco de apoio competentíssimo.
e agora que já enrolamos muito para entrar onde realmente interessa, vamos dar esse "salto no escuro" (leap of faith, no original).
Sonhos. o que são os sonhos? nosso subconsciente mais consciente. uma outra realidade. ou o mundo em que vivemos?
Sim, porque se pararmos para analisar o filme, Cobb (o personagem do Leo) está atrás de seu grande sonho: rever o rosto de seus filhos.
E esse sonho só será possível acontecer na realidade. Ou seria mesmo essa realidade o mundo real ao qual estamos acostumados?
O grande salto no escuro do filme, é o espectador que dá, na última cena. O pião roda indefinidamente, como a bola acerta a rede de tênis em Match Point, numa cena definitiva e definidora. tela preta. "e então?" "sim, e daí?" ficam as perguntas. Fica a confusão na cabeça da plateia média, dos average joes com suas namoradas de borracha e suas fétidas sacolas de mcdonald's. Para a gente, bom, basta lembrar que não há sonho impossível no cinema. Ele é, por si só, um sonho.
poderia escrever mais, ligar cidade das sombras, matrix, a origem, mas isso todos farão em algum momento. canso. desisto.
e sigo para a cama.
quinta-feira, agosto 12, 2010
Essas partes de texto encontradas por acaso no meu HD, na verdade não tenho a menor ideia de como vieram para aqui, me colocam a pensar.
Como vocês sabem, pensar endoidece.
Só dá doidiça na cabeça.
Embaralhe as ideias, coloque no papel.
tudo um papel.
Ideias, vidas.
já pararam para pensar em quantos computadores vocês tiveram nesses anos de vida?
Eu me lembro do meu primeiro. Um Pentium com 16 mega de ram, que rodava jogo que era uma maravilha. Foi nele que entrei na internet e fiz meu primeiro e-mail, o do hotmail, ainda pré, e bota pré nisso, Micro$oft.
Não sei onde foi parar, mas me lembro de ter escrito muita coisa nele.
Acho que ele foi para o ferro-velho, vendi a carcaça por míseros reais.
ainda me lembro de ter pedido para o comprador salvar meus arquivos em um disquete e me entregar. Nunca aconteceu.
Foi-se uma leva da minha vida.
A vida então passou a ser escrita por ciclos de HD. Um segundo e um terceiro computadores pessoais vieram. Mais uma vez perdidas cartas, fotos, músicas...
o inicio do trabalho, a forma de backup melhorando, cds para serem gravados, 700 megas. UAU.
Com a internet, com o cloud sourcing, com Blu Ray...
nossos ciclos passaram a ser mais controlados.
Hoje só deixa pra trás as marcas da vida que foram gravadas em HD quem quer.
mas não deixa de ser interessante fazer esse paralelo.
quantas coisas você perdeu em hds queimados, em computadores com o windows pifado, em memórias da vida? coisas que as vezes é melhor serem deixadas para trás mesmo, até na memória feita por bainhas de mielina.
Como vocês sabem, pensar endoidece.
Só dá doidiça na cabeça.
Embaralhe as ideias, coloque no papel.
tudo um papel.
Ideias, vidas.
já pararam para pensar em quantos computadores vocês tiveram nesses anos de vida?
Eu me lembro do meu primeiro. Um Pentium com 16 mega de ram, que rodava jogo que era uma maravilha. Foi nele que entrei na internet e fiz meu primeiro e-mail, o do hotmail, ainda pré, e bota pré nisso, Micro$oft.
Não sei onde foi parar, mas me lembro de ter escrito muita coisa nele.
Acho que ele foi para o ferro-velho, vendi a carcaça por míseros reais.
ainda me lembro de ter pedido para o comprador salvar meus arquivos em um disquete e me entregar. Nunca aconteceu.
Foi-se uma leva da minha vida.
A vida então passou a ser escrita por ciclos de HD. Um segundo e um terceiro computadores pessoais vieram. Mais uma vez perdidas cartas, fotos, músicas...
o inicio do trabalho, a forma de backup melhorando, cds para serem gravados, 700 megas. UAU.
Com a internet, com o cloud sourcing, com Blu Ray...
nossos ciclos passaram a ser mais controlados.
Hoje só deixa pra trás as marcas da vida que foram gravadas em HD quem quer.
mas não deixa de ser interessante fazer esse paralelo.
quantas coisas você perdeu em hds queimados, em computadores com o windows pifado, em memórias da vida? coisas que as vezes é melhor serem deixadas para trás mesmo, até na memória feita por bainhas de mielina.
sexta-feira, agosto 06, 2010
Arquivo NERD que encontrei perdido em meu HD. Provavelmente vindo de outros computadores que tive...
Planescape

No meio da década de 90, a maior fabricante de jogos de RPG do mundo, a TSR, se viu em sérios problemas. Outras empresas lançaram jogos explorando temáticas diferentes e começaram a tomar o mercado de clássicos como D&D (Dungeons and Dragons) e AD&D. Pouco tempo depois aconteceu a invasão dos card games, mais precisamente do Magic: The Gathering. A empresa, então, percebeu que deveria tomar alguma atitude ou acabaria fechando suas portas. Em meio a essa turbulência, seus diretores decidiram pelo cancelamento de alguns produtos – como os universos de jogo Dark Sun, Greyhawk e Spelljammer - e lançamentos de outros, tentando atrair a atenção de volta para eles.
Foi assim que surgiu Planescape. Baseado no sucesso de vendas do suplemento “Montrous Compendium – Other Planes” (Compêndio de Monstros de Outros Planos), o novo cenário trazia para o campo de jogo a extensa mitologia presente nesse livro e em outros títulos de AD&D, onde planos etéreos e elementais se misturavam com céus, infernos e deuses de todos os tipos.
O ponto de partida do jogo é a cidade de Sigil. Em forma de rosca, ela não tem começo nem fim, e fica em algum lugar do plano ........ Além disso, a cidade serve de passagem para todos os viajantes dos planos pois é nela que se encontram os portais de entrada para todos os planos existentes. Basta encontrá-los, o que não é muito fácil. A partir deles, os personagens podem ir para qualquer lugar, encontrando semi-deuses, titans, demônios e o que mais vocês tiverem a sorte, ou azar, de encontrar.
A Dama da Dor (Lady of Pain) é a pessoa (?) que olha pela da cidade, fazendo às vezes de um, digamos, anjo da guarda. É ela que protege a cidade de velhos conhecidos como os tanaa´ri e os baatezu, demônios de planos inferiores que pretendem usar a cidade e seus portais como ponto de partida para tomar conta de toda a existência.
Além disso, em Sigil existe uma superstição que, por mais incrível que pareça, nunca deixa de acontecer. É a regra dos três. Tudo em Panescape vem de três em três. É melhor estar preparado caso aconteça alguma desgraça a seu personagem no jogo, pois outras duas podem estar a caminho.

Lady of Pain
Esse é Planescape, com algumas coisas a mais ou a menos. Pode parecer meio complicado, e realmente é. Mas depois de dominado, pode rapidamente se transformar no seu cenário preferido. O jogo fica muito maleável e nele coisas impensáveis podem acontecer a qualquer momento.
***
Blood Wars

Voltando ao cenário de Planescape, vamos tocar num assunto muito delicado. As Blood Wars (Guerras de Sangue). Como já foi dito na coluna passada, os Baatezu e os Tanaa´ri são famílias de demônios presentes nos planos inferiores. E, como demônios, o que mais querem é invadir e tomar conta de todos os planos de existência, transformando-os num verdadeiro caos. Mas para iniciar tal domínio, primeiro precisam sair de seus planos infernais. E saindo, eles entrarão diretamente em Sigil, a cidade que serve de ponto de partida e chegada para os portais que conectam os planos. E que é supervisionada pela Lady of Pain (Dama da Dor). Complicado, não? Mas todo o cenário de Planescape é assim.
O que evita essa tomada do controle pelos demônios é ironicamente, o fato de eles serem demônios. Cada lado quer essa vitória ligada ao nome de sua raça. Cada vez que os Tanaa´ri estão prestes a invadir um plano, os Baatezu vão e sabotam a tentativa deles. E vice-versa. Quanto a essas sabotagens, elas podem variar de uma simples armadilha, que fará uma tropa inteira de invasores irem parar nos Elísios, a um sangrento ataque frontal de um exército contra o outro. Essas são as Blood Wars. A eterna luta entre os Baatezu e os Tanaa´ri, na tentativa de dominar tudo e a todos. Lendas dizem que por trás dessa guerra pode-se ver a mão da Lady of Pain, defendendo sua cidade, pois cada vez que um grupo está prestes a conseguir seu intento o outro vai e desfaz seus planos, tirando Sigil de sua trajetória de destruição. Assim a intenção de invadir, nunca passará de uma simples intenção, inofensiva para todos, a não ser para os próprios invasores que se destroem a cada tentativa mal sucedida.
A TSR chegou a lançar um card game, baseado em Planescape, chamado Blood Wars, mas ele acabou se tornando um fracasso de vendas. O jogo tentou ser mais amplo, e não se ateve somente às Blood Wars, o que fez perder um pouco do seu sentido. Passou a ser só mais uma fraca cópia do sucesso de vendas Magic: The Gathering. Alguns meses após seu lançamento, o card game foi cancelado.
No meio da década de 90, a maior fabricante de jogos de RPG do mundo, a TSR, se viu em sérios problemas. Outras empresas lançaram jogos explorando temáticas diferentes e começaram a tomar o mercado de clássicos como D&D (Dungeons and Dragons) e AD&D. Pouco tempo depois aconteceu a invasão dos card games, mais precisamente do Magic: The Gathering. A empresa, então, percebeu que deveria tomar alguma atitude ou acabaria fechando suas portas. Em meio a essa turbulência, seus diretores decidiram pelo cancelamento de alguns produtos – como os universos de jogo Dark Sun, Greyhawk e Spelljammer - e lançamentos de outros, tentando atrair a atenção de volta para eles.
Foi assim que surgiu Planescape. Baseado no sucesso de vendas do suplemento “Montrous Compendium – Other Planes” (Compêndio de Monstros de Outros Planos), o novo cenário trazia para o campo de jogo a extensa mitologia presente nesse livro e em outros títulos de AD&D, onde planos etéreos e elementais se misturavam com céus, infernos e deuses de todos os tipos.
O ponto de partida do jogo é a cidade de Sigil. Em forma de rosca, ela não tem começo nem fim, e fica em algum lugar do plano ........ Além disso, a cidade serve de passagem para todos os viajantes dos planos pois é nela que se encontram os portais de entrada para todos os planos existentes. Basta encontrá-los, o que não é muito fácil. A partir deles, os personagens podem ir para qualquer lugar, encontrando semi-deuses, titans, demônios e o que mais vocês tiverem a sorte, ou azar, de encontrar.
A Dama da Dor (Lady of Pain) é a pessoa (?) que olha pela da cidade, fazendo às vezes de um, digamos, anjo da guarda. É ela que protege a cidade de velhos conhecidos como os tanaa´ri e os baatezu, demônios de planos inferiores que pretendem usar a cidade e seus portais como ponto de partida para tomar conta de toda a existência.
Além disso, em Sigil existe uma superstição que, por mais incrível que pareça, nunca deixa de acontecer. É a regra dos três. Tudo em Panescape vem de três em três. É melhor estar preparado caso aconteça alguma desgraça a seu personagem no jogo, pois outras duas podem estar a caminho.
Esse é Planescape, com algumas coisas a mais ou a menos. Pode parecer meio complicado, e realmente é. Mas depois de dominado, pode rapidamente se transformar no seu cenário preferido. O jogo fica muito maleável e nele coisas impensáveis podem acontecer a qualquer momento.
***
Voltando ao cenário de Planescape, vamos tocar num assunto muito delicado. As Blood Wars (Guerras de Sangue). Como já foi dito na coluna passada, os Baatezu e os Tanaa´ri são famílias de demônios presentes nos planos inferiores. E, como demônios, o que mais querem é invadir e tomar conta de todos os planos de existência, transformando-os num verdadeiro caos. Mas para iniciar tal domínio, primeiro precisam sair de seus planos infernais. E saindo, eles entrarão diretamente em Sigil, a cidade que serve de ponto de partida e chegada para os portais que conectam os planos. E que é supervisionada pela Lady of Pain (Dama da Dor). Complicado, não? Mas todo o cenário de Planescape é assim.
O que evita essa tomada do controle pelos demônios é ironicamente, o fato de eles serem demônios. Cada lado quer essa vitória ligada ao nome de sua raça. Cada vez que os Tanaa´ri estão prestes a invadir um plano, os Baatezu vão e sabotam a tentativa deles. E vice-versa. Quanto a essas sabotagens, elas podem variar de uma simples armadilha, que fará uma tropa inteira de invasores irem parar nos Elísios, a um sangrento ataque frontal de um exército contra o outro. Essas são as Blood Wars. A eterna luta entre os Baatezu e os Tanaa´ri, na tentativa de dominar tudo e a todos. Lendas dizem que por trás dessa guerra pode-se ver a mão da Lady of Pain, defendendo sua cidade, pois cada vez que um grupo está prestes a conseguir seu intento o outro vai e desfaz seus planos, tirando Sigil de sua trajetória de destruição. Assim a intenção de invadir, nunca passará de uma simples intenção, inofensiva para todos, a não ser para os próprios invasores que se destroem a cada tentativa mal sucedida.
A TSR chegou a lançar um card game, baseado em Planescape, chamado Blood Wars, mas ele acabou se tornando um fracasso de vendas. O jogo tentou ser mais amplo, e não se ateve somente às Blood Wars, o que fez perder um pouco do seu sentido. Passou a ser só mais uma fraca cópia do sucesso de vendas Magic: The Gathering. Alguns meses após seu lançamento, o card game foi cancelado.
quinta-feira, agosto 05, 2010
quarta-feira, agosto 04, 2010
ESCALAÇÃO FESTIVAL PLANETA TERRA 2010
Empire of the Sun»
Composta por Luke Steele e Nick Littlemore, o Empire of the Sun é uma dupla que despertou a atenção da mídia musical especializada em função de sua sonoridade única. Seu álbum, Walking on a Dream, foi lançado apenas na Austrália, mas sua música viajou o mundo.
Girl Talk 3rd Band»
Sob o pseudônimo Girl Talk 3rd Band, Gregg Gillis tem se destacado entre seus colegas e passou a figurar como um dos principais DJs. Com oito anos de estrada, ele evoluiu em suas criações e lançou um estilo único com mashups experimentais oriundos do pop.
Hot Chip»
O Hot Chip é uma das principais bandas de eletropop do mundo e teve indicações ao Grammy e outros importantes prêmios de música. Frequentemente estão no line up de festivais como Glastonbury, Sónar, Big Day Out, além de correr o mundo com turnês sempre lotadas.
Mika»
Residente de Londres, Mika tem pai americano e a mãe libanesa. Essa mistura de culturas já proporciona a primeira mistura que resulta neste som contagiante. Mika Já lançou dois álbuns: Life in Cartoon Motion, de 2007, e The Boy Who Knew Too Much.
Of Montreal»
Atualmente, Of Montreal serve de espelho para as novas bandas que tentam espaço no concorrido cenário indie pop. A mistura do estilo com glam rock, funk e R&B nunca conseguiu ser copiada por nenhum outro artista e se tornou marca registrada deste grupo ousado.
Passion Pit»
Liderada pelo vocalista Michael Angelakos, o Passion Pit logo caiu nas graças dos críticos musicais com seu EP, Chunk of Change, e o elogiado álbum Manners, lançado em 2009, que conta com os hits como The Reeling, Eyes as Candles e Little Secrets.
Pavement»
Considerados um dos pilares do rock alternativo, o Pavement se tornou influência para muitas bandas indie. Liderada por Stephen Malkmus, o grupo entrou em hiato durante a turnê de Terror Twilight. Reunido para uma série de shows, a banda faz uma parada no Planeta Terra Festival.
Phoenix»
O Phoenix foi formado em 1999 em Versailles, na França. A banda começou com um remix de Kelly Watch the Stars, do Air, e rapidamente se tornou um sucesso graças ao som underground loungy/mellow e do despretensioso álbum de 2000, United.
Smashing Pumpkins»
Se para medir qualidade e credibilidade no mercado musical é necessário ter experiência, o Smashing Pumpkins tem de sobra. Afinal, são 23 anos de estrada e álbuns respeitáveis como Siamese Dream e Mellon Collie and the Infinite Sadness, referências no rock alternativo.
Yeasayer»
Desde que se apresentaram no festival americano SXSW, no início de 2007, o Yeasayer caiu nas graças do público e tem garantido o respaldo da crítica de todo o mundo, que enaltece a experimentação sônica com contexto pop.
Empire of the Sun»
Composta por Luke Steele e Nick Littlemore, o Empire of the Sun é uma dupla que despertou a atenção da mídia musical especializada em função de sua sonoridade única. Seu álbum, Walking on a Dream, foi lançado apenas na Austrália, mas sua música viajou o mundo.
Girl Talk 3rd Band»
Sob o pseudônimo Girl Talk 3rd Band, Gregg Gillis tem se destacado entre seus colegas e passou a figurar como um dos principais DJs. Com oito anos de estrada, ele evoluiu em suas criações e lançou um estilo único com mashups experimentais oriundos do pop.
Hot Chip»
O Hot Chip é uma das principais bandas de eletropop do mundo e teve indicações ao Grammy e outros importantes prêmios de música. Frequentemente estão no line up de festivais como Glastonbury, Sónar, Big Day Out, além de correr o mundo com turnês sempre lotadas.
Mika»
Residente de Londres, Mika tem pai americano e a mãe libanesa. Essa mistura de culturas já proporciona a primeira mistura que resulta neste som contagiante. Mika Já lançou dois álbuns: Life in Cartoon Motion, de 2007, e The Boy Who Knew Too Much.
Of Montreal»
Atualmente, Of Montreal serve de espelho para as novas bandas que tentam espaço no concorrido cenário indie pop. A mistura do estilo com glam rock, funk e R&B nunca conseguiu ser copiada por nenhum outro artista e se tornou marca registrada deste grupo ousado.
Passion Pit»
Liderada pelo vocalista Michael Angelakos, o Passion Pit logo caiu nas graças dos críticos musicais com seu EP, Chunk of Change, e o elogiado álbum Manners, lançado em 2009, que conta com os hits como The Reeling, Eyes as Candles e Little Secrets.
Pavement»
Considerados um dos pilares do rock alternativo, o Pavement se tornou influência para muitas bandas indie. Liderada por Stephen Malkmus, o grupo entrou em hiato durante a turnê de Terror Twilight. Reunido para uma série de shows, a banda faz uma parada no Planeta Terra Festival.
Phoenix»
O Phoenix foi formado em 1999 em Versailles, na França. A banda começou com um remix de Kelly Watch the Stars, do Air, e rapidamente se tornou um sucesso graças ao som underground loungy/mellow e do despretensioso álbum de 2000, United.
Smashing Pumpkins»
Se para medir qualidade e credibilidade no mercado musical é necessário ter experiência, o Smashing Pumpkins tem de sobra. Afinal, são 23 anos de estrada e álbuns respeitáveis como Siamese Dream e Mellon Collie and the Infinite Sadness, referências no rock alternativo.
Yeasayer»
Desde que se apresentaram no festival americano SXSW, no início de 2007, o Yeasayer caiu nas graças do público e tem garantido o respaldo da crítica de todo o mundo, que enaltece a experimentação sônica com contexto pop.
------------------------------------------------------------------
Evento/Show: Planeta Terra 2010
Data: SABADO 20-NOV-2010
Local: Playcenter
Setor: SPISTA3LOTE
Fila: -
Assentos: -
Número de Transação: 100804-11501
Pista 3 Lote Subtotais:
1 X ESTUDANTE @ R$100.00 = R$100.00
SubTotal: R$ 100,00
Parcelas: 1
------------------------------------------------------------------
O valor da taxa de entrega é : R$13.00
O valor da taxa de Conveniência : R$20.00
O valor Total da sua compra é : R$133.00
É isso mesmo.
Comprei por impulso, mas foi bão demais.
Sempre tive vontade de ir no Playcenter.
E agora, com a confirmação de Empire of the Sun, reforçando o Phoenix e o indescritível PAVEMENT... não deu para segurar.
Sabadão, dia 20 de novembro, São Paulo, aí vou eu.
Evento/Show: Planeta Terra 2010
Data: SABADO 20-NOV-2010
Local: Playcenter
Setor: SPISTA3LOTE
Fila: -
Assentos: -
Número de Transação: 100804-11501
Pista 3 Lote Subtotais:
1 X ESTUDANTE @ R$100.00 = R$100.00
SubTotal: R$ 100,00
Parcelas: 1
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O valor da taxa de entrega é : R$13.00
O valor da taxa de Conveniência : R$20.00
O valor Total da sua compra é : R$133.00
É isso mesmo.
Comprei por impulso, mas foi bão demais.
Sempre tive vontade de ir no Playcenter.
E agora, com a confirmação de Empire of the Sun, reforçando o Phoenix e o indescritível PAVEMENT... não deu para segurar.
Sabadão, dia 20 de novembro, São Paulo, aí vou eu.
terça-feira, agosto 03, 2010
segunda-feira, agosto 02, 2010
Saudade da porra dos meus cds.
Tudo encaixotado lá no Rio.
: /
***
vontade de pirar (ia escrever ensandecer, mas nem sei se existe esse verbo e se é essa a definição que queria usar)...
voltando à frase:
vontade de pirar e fazer uma compra de uns 300 dolares na amazon.
pegar cd e cd e cd e alguns vinis. já se encontra coisa boa por 19 doletas.
bem diferente dos mais de 100 reais que cada um ta valendo aqui...
Tudo encaixotado lá no Rio.
: /
***
vontade de pirar (ia escrever ensandecer, mas nem sei se existe esse verbo e se é essa a definição que queria usar)...
voltando à frase:
vontade de pirar e fazer uma compra de uns 300 dolares na amazon.
pegar cd e cd e cd e alguns vinis. já se encontra coisa boa por 19 doletas.
bem diferente dos mais de 100 reais que cada um ta valendo aqui...
Aqui antes
Há alguns anos apareceu uma banda estranha, que lembrava os Bee Gees e seus falsetes, e emulava a disco music dos anos 70. Era uma boa piada. A banda estourou com uma versão inusitada de Comfortably Numb, do Pink Floyd, e seu nome saiu dos becos e veio para a grande mídia. Ou quase isso. Se você não descobriu até agora, estou falando das Scissor Sisters. Apesar do nome, que não remete a duas irmãs, mas sim a uma posição sexual, a banda é composta por homens e mulheres, gays e heteros.
E nesse caso, sim, é importante ressaltar a opção sexual dos integrantes. Primeiro por conta da capa, que traz uma foto sugestiva do conhecido fotógrafo americano Robert Mappelthorpe, falecido em 1986, e depois, por conta da temática desse último trabalho, Night Work, que dá asas a letras que podem chocar aos mais puritanos, cheias de referências ao universo gay. Mas o mais importante é que fazem um trabalho de gente grande no que diz respeito à sonoridade do disco.
A piada ficou séria quando chamaram Stuart Price, produtor de gente do naipe de Madonna, New Order e The Killers, para tornar este disco, o mais maduro e consistente de sua curta carreira. O começo com Night Work e Whole New Way atualiza o som e deixa espaço para a saudade, que é bem matada na Any Which Way, com a volta do falsete beegeeniano. Daí em diante, a festa está garantida com as dançantes e divertidas Harder You Get, Runnig Out, Something Like This. Se ficasse aqui escrevendo o nome das músicas de destaque, teria que escrever toda a sequência das faixas. O resultado desse coeso trabalho noturno é que agora o Scissor Sisters pode começar a ser respeitado e levado, muito, a sério por quem até então achava apenas graça na música que faziam. Música de qualidade, para ser curto e grosso, mas sem trocadilhos. Apesar do assunto até comportar tal desvio de conduta.
Há alguns anos apareceu uma banda estranha, que lembrava os Bee Gees e seus falsetes, e emulava a disco music dos anos 70. Era uma boa piada. A banda estourou com uma versão inusitada de Comfortably Numb, do Pink Floyd, e seu nome saiu dos becos e veio para a grande mídia. Ou quase isso. Se você não descobriu até agora, estou falando das Scissor Sisters. Apesar do nome, que não remete a duas irmãs, mas sim a uma posição sexual, a banda é composta por homens e mulheres, gays e heteros.
E nesse caso, sim, é importante ressaltar a opção sexual dos integrantes. Primeiro por conta da capa, que traz uma foto sugestiva do conhecido fotógrafo americano Robert Mappelthorpe, falecido em 1986, e depois, por conta da temática desse último trabalho, Night Work, que dá asas a letras que podem chocar aos mais puritanos, cheias de referências ao universo gay. Mas o mais importante é que fazem um trabalho de gente grande no que diz respeito à sonoridade do disco.
A piada ficou séria quando chamaram Stuart Price, produtor de gente do naipe de Madonna, New Order e The Killers, para tornar este disco, o mais maduro e consistente de sua curta carreira. O começo com Night Work e Whole New Way atualiza o som e deixa espaço para a saudade, que é bem matada na Any Which Way, com a volta do falsete beegeeniano. Daí em diante, a festa está garantida com as dançantes e divertidas Harder You Get, Runnig Out, Something Like This. Se ficasse aqui escrevendo o nome das músicas de destaque, teria que escrever toda a sequência das faixas. O resultado desse coeso trabalho noturno é que agora o Scissor Sisters pode começar a ser respeitado e levado, muito, a sério por quem até então achava apenas graça na música que faziam. Música de qualidade, para ser curto e grosso, mas sem trocadilhos. Apesar do assunto até comportar tal desvio de conduta.
sexta-feira, julho 30, 2010
quarta-feira, julho 28, 2010
Hoje comecei a ver um pedaço de 24 hour party people, um filme até bem bom. Fala da época do Madchester, da Factory, enfim, early 90's em Manchester.
Mas e daí? bom, daí que numa hora do filme, o protagonista vem om voice over (a famosa voz em off) e diz que naquela época ele e a esposa só faziam/queriam o que todo jovem casal quer. Estavam juntos e emanavam uma felicidade ingênua até. É bobeira, eu sei. Mas comecei a pensar em como é bom ser um casal aos 20 e poucos anos. Acho que até os 26 dali de baixo, por exemplo. Há toda uma idealização de construção de vida a dois, planos, pensamentos de formar uma família, carreira, casa, comida e três milhão por mês.
Pronto, bateu a deprê. Pensei que nunca mais vou ser parte de um jovem casal, com a vida toda pela frente. Perde-se essa coisa bonita, essa idealização da vida a dois. Já construí e desconstruí coisa pra cacete, relacionamentos em especial. Sou um trator no que diz respeito ao coração. Para mim já não há saída ou idealização de amor perfeito que dê jeito. Eu vivi tudo isso, da melhor e da pior forma possível.
E hoje, já não me engano mais.
Mas e daí? bom, daí que numa hora do filme, o protagonista vem om voice over (a famosa voz em off) e diz que naquela época ele e a esposa só faziam/queriam o que todo jovem casal quer. Estavam juntos e emanavam uma felicidade ingênua até. É bobeira, eu sei. Mas comecei a pensar em como é bom ser um casal aos 20 e poucos anos. Acho que até os 26 dali de baixo, por exemplo. Há toda uma idealização de construção de vida a dois, planos, pensamentos de formar uma família, carreira, casa, comida e três milhão por mês.
Pronto, bateu a deprê. Pensei que nunca mais vou ser parte de um jovem casal, com a vida toda pela frente. Perde-se essa coisa bonita, essa idealização da vida a dois. Já construí e desconstruí coisa pra cacete, relacionamentos em especial. Sou um trator no que diz respeito ao coração. Para mim já não há saída ou idealização de amor perfeito que dê jeito. Eu vivi tudo isso, da melhor e da pior forma possível.
E hoje, já não me engano mais.
terça-feira, julho 27, 2010
funny thing.
Posso descansar, mas me deu vontade de escrever.
fico lendo umas coisa velhas e bota velhas nisso, de 2002, oito anos atrás. E pensar que há oito pra trás tinha 26. Parece que as coisas comigo acontecem mais tarde.
Quantas pessoas com 26 já são casadas, têm filhos, um emprego formal e são felizes.
Não, não quero casar, ter filhos, muito menos queria em 2002.
Em 2002 minha vida ficou de cabeça pra baixo, foi, sem sombra alguma de dúvida, uma das épocas mais estranhas e loucas que vivi. Teve Copa, teve tatuagem, teve amores e desamores, confusões homéricas e porres idem. Foi uma das épocas em que sofri, sorri e vivi mais intensamente. E parece que o pavio foi apagado segundos antes de atingir a pólvora. Não explodi, ou se explodi, foi depois.
É, depois explodi.
Mas isso é outra história.
Posso descansar, mas me deu vontade de escrever.
fico lendo umas coisa velhas e bota velhas nisso, de 2002, oito anos atrás. E pensar que há oito pra trás tinha 26. Parece que as coisas comigo acontecem mais tarde.
Quantas pessoas com 26 já são casadas, têm filhos, um emprego formal e são felizes.
Não, não quero casar, ter filhos, muito menos queria em 2002.
Em 2002 minha vida ficou de cabeça pra baixo, foi, sem sombra alguma de dúvida, uma das épocas mais estranhas e loucas que vivi. Teve Copa, teve tatuagem, teve amores e desamores, confusões homéricas e porres idem. Foi uma das épocas em que sofri, sorri e vivi mais intensamente. E parece que o pavio foi apagado segundos antes de atingir a pólvora. Não explodi, ou se explodi, foi depois.
É, depois explodi.
Mas isso é outra história.
Odeio trilhas sonoras com piano.
Não que odeie mesmo, mas é que algumas são tão tristes, feitas propositalmente para serem melancólicas, usando tons menores e aquela coisa toda.
Aí a gente vê um filme, um comercial, uma porra toda feita pra gente ficar com cara de cu cheio de água nos olhos. E junta isso à melancolia estranha dessa época do ano, o vazio no coração, as dores por todo o corpo e fora dele...
Pronto. Temos um dia perfeito de trabalho.
Não que odeie mesmo, mas é que algumas são tão tristes, feitas propositalmente para serem melancólicas, usando tons menores e aquela coisa toda.
Aí a gente vê um filme, um comercial, uma porra toda feita pra gente ficar com cara de cu cheio de água nos olhos. E junta isso à melancolia estranha dessa época do ano, o vazio no coração, as dores por todo o corpo e fora dele...
Pronto. Temos um dia perfeito de trabalho.
quarta-feira, julho 21, 2010
Essa tirinha aí embaixo é do malvados.
Deixo o tempo passar e só então entro no site para ver as tirinhas que juntaram desde minha última visita.
Malvados é bom assim, aos montes, tipo uma gangue de arruaceiros ou um bando de bastardos gloriosos.
Mas tem uma coisa que pensei hoje, enquanto ria aos borbotões. O riso é amargo, um riso triste. Porque não é engraçado. É real, mas a gente ri para não ficar louco.
pensar muito é ruim. Deixa deprê e faz mal.
Deixo o tempo passar e só então entro no site para ver as tirinhas que juntaram desde minha última visita.
Malvados é bom assim, aos montes, tipo uma gangue de arruaceiros ou um bando de bastardos gloriosos.
Mas tem uma coisa que pensei hoje, enquanto ria aos borbotões. O riso é amargo, um riso triste. Porque não é engraçado. É real, mas a gente ri para não ficar louco.
pensar muito é ruim. Deixa deprê e faz mal.
segunda-feira, julho 19, 2010
Ontem à noite fiquei lendo antes de dormir. um passo e tanto para quem, até o momento, ligava a televisão e se deixava cair sobre a cama.
Consegui também, nesse final de semana cheio de trabalho, ligar o videogame.
Passatempo, lazer, vida.
enfim, li, reli e fiquei pensando.
Dizem por aí - antigamente dizíamos pesquisas comprovam, mas hoje em dia pesquisa não comprova nada o que comprova é estar no youtube, nos trend topics, na capa da Globo.com - bom, dizem por aí que pensar é o grande mal do século. Então se você pensa e fica matutando, pirando na batatinha, podes crer, mais cedo ou mais tarde, vais cair de cama, tremendo de depressão e propenso ao alcoolismo.
Quanto a mim, tenho despersonalização, burn out e ataques de pânico. Normal?
não, mas quem o é?
enfim, pensando ontem, voltei para Cuiabá. Tenho voltado muitas vezes a Cuiabá em pensamento. Lembrei da minha casa, dos finais de semana, de alugar filmes e passar a noite assistindo séries, de ler antes de dormir, de ligar o ar quando estava quente demais, de colocar as minhas roupas pra lavar (e nunca mais tive camisas manchadas por agua sanitária). E cheguei a conclusão de que era, sim, feliz.
****
O livro que estou lendo foi emprestado pelo Marco aqui da campanha, disse que era necessário que eu lesse pelo menos algumas linhas. O título é Ioga e a Saúde.
E posso dizer que coisas interessantes já me tocaram nos dois primeiros capítulos.
A primeira delas e que faço questão de dividir com vocês é a nossa percepção de corpo, do EU. Digo isso porque em 99,999999999999% das vezes o EU é isso que todas as outras pessoas veem. Não o que somos. Somos, do corpo pra fora. Somos o que a pele nos diz, biblioteca de toques, de sensações. Não nos percebemos dentro, não somos internos. Vivemos no exterior, lidando com um mundo louco e estranho. E ele consegue nos fazer esquecer que no íntimo, somos células, água, elétrons, osso, massa muscular, tecidos, órgãos, cérebro e medula.
Não conseguimos controlar nosso corpo e muitas vezes nem temos noção do que é possível. We take it for granted.
Já parou para pensar nos seus ossos que doem? Já controlou mentalmente a batida do seu coração? ou o refluxo que estraga suas tardes?
Peraí gente. Isso também é você. Não é algo que está contra você, te maltratando, doendo para te encher o saco, te sacanear. Dói porque precisa te chamar a atenção, porque não é so de pensamento e de mente que vive o homem. não é só de exterior que o EU é feito.
Bom, parei e pensei nisso, pelo menos.Se vou mudar, se vou fazer algo melhor, não sei.
Mas é sempre bom pensar. Se bem que, pesquisas comprovam, pensar faz mal.
É depressão na certa.
Consegui também, nesse final de semana cheio de trabalho, ligar o videogame.
Passatempo, lazer, vida.
enfim, li, reli e fiquei pensando.
Dizem por aí - antigamente dizíamos pesquisas comprovam, mas hoje em dia pesquisa não comprova nada o que comprova é estar no youtube, nos trend topics, na capa da Globo.com - bom, dizem por aí que pensar é o grande mal do século. Então se você pensa e fica matutando, pirando na batatinha, podes crer, mais cedo ou mais tarde, vais cair de cama, tremendo de depressão e propenso ao alcoolismo.
Quanto a mim, tenho despersonalização, burn out e ataques de pânico. Normal?
não, mas quem o é?
enfim, pensando ontem, voltei para Cuiabá. Tenho voltado muitas vezes a Cuiabá em pensamento. Lembrei da minha casa, dos finais de semana, de alugar filmes e passar a noite assistindo séries, de ler antes de dormir, de ligar o ar quando estava quente demais, de colocar as minhas roupas pra lavar (e nunca mais tive camisas manchadas por agua sanitária). E cheguei a conclusão de que era, sim, feliz.
****
O livro que estou lendo foi emprestado pelo Marco aqui da campanha, disse que era necessário que eu lesse pelo menos algumas linhas. O título é Ioga e a Saúde.
E posso dizer que coisas interessantes já me tocaram nos dois primeiros capítulos.
A primeira delas e que faço questão de dividir com vocês é a nossa percepção de corpo, do EU. Digo isso porque em 99,999999999999% das vezes o EU é isso que todas as outras pessoas veem. Não o que somos. Somos, do corpo pra fora. Somos o que a pele nos diz, biblioteca de toques, de sensações. Não nos percebemos dentro, não somos internos. Vivemos no exterior, lidando com um mundo louco e estranho. E ele consegue nos fazer esquecer que no íntimo, somos células, água, elétrons, osso, massa muscular, tecidos, órgãos, cérebro e medula.
Não conseguimos controlar nosso corpo e muitas vezes nem temos noção do que é possível. We take it for granted.
Já parou para pensar nos seus ossos que doem? Já controlou mentalmente a batida do seu coração? ou o refluxo que estraga suas tardes?
Peraí gente. Isso também é você. Não é algo que está contra você, te maltratando, doendo para te encher o saco, te sacanear. Dói porque precisa te chamar a atenção, porque não é so de pensamento e de mente que vive o homem. não é só de exterior que o EU é feito.
Bom, parei e pensei nisso, pelo menos.Se vou mudar, se vou fazer algo melhor, não sei.
Mas é sempre bom pensar. Se bem que, pesquisas comprovam, pensar faz mal.
É depressão na certa.
sábado, julho 17, 2010
Bom, já que o sal si fufu, fiquei a pensar onde andam os bonecos do Bozo, aqueles fantoches que apareciam no programa.

MAROCA
A jurada cor de rosa tinha mania de cantar(desafinada que só ela) "Eu dou nota 10 ! Pra mim, pra mim. Pra ela, eu dou nota 9"

CANDINHA
A tímida e meiga jurada quase sempre dava boas notas

ZOCA
O jurado vilão, quase sempre dava nota zero. As crianças, revoltadas, chamavam ele de boboca. "O Zoca é um boboca"

ZICO
jurado bonzinho, quase sempre tirava satisfações com o Zoca, depois que ele dava notas baixas. "Tu é um canalha, viu ?"

LILI
Era uma cobra bem engraçada.

ZECÃO
Era um cachorro super divertido.

MACARRÃO
Era um monstro verde(agora é um monstro amigo do Bruno), que sempre anunciava que o programa do Bozo ia começar. "Com vocês, o palhaço mais famoso do mundo : Bozo".
MAROCA
A jurada cor de rosa tinha mania de cantar(desafinada que só ela) "Eu dou nota 10 ! Pra mim, pra mim. Pra ela, eu dou nota 9"
CANDINHA
A tímida e meiga jurada quase sempre dava boas notas
ZOCA
O jurado vilão, quase sempre dava nota zero. As crianças, revoltadas, chamavam ele de boboca. "O Zoca é um boboca"
ZICO
jurado bonzinho, quase sempre tirava satisfações com o Zoca, depois que ele dava notas baixas. "Tu é um canalha, viu ?"
LILI
Era uma cobra bem engraçada.
ZECÃO
Era um cachorro super divertido.
MACARRÃO
Era um monstro verde(agora é um monstro amigo do Bruno), que sempre anunciava que o programa do Bozo ia começar. "Com vocês, o palhaço mais famoso do mundo : Bozo".
sexta-feira, julho 16, 2010
quinta-feira, julho 15, 2010
Minha lista dos melhores da lista de 100 da Amazon, pro Márcio.
Os outros também são bons, viu. Mas esses são os que recomendo correr atrás agora e baixar.
1. Bee Thousand by Guided by Voices
(clássico)
2. In the Aeroplane Over the Sea by Neutral Milk Hotel
3. Spiderland by Slint
(clássico)
6. Slanted & Enchanted by Pavement
(clássico)
7. If You're Feeling Sinister by Belle & Sebastian
8. Surfer Rosa by Pixies
(clássico)
9. Either/Or by Elliott Smith
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
10. Bakesale by Sebadoh
11. 69 Love Songs Volume 1 by The Magnetic Fields
12. Daydream Nation by Sonic Youth
(clássico)
14. We Have the Facts and We're Voting Yes by Death Cab For Cutie
16. No Pocky for Kitty by Superchunk
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
17. Dig Me Out by Sleater-Kinney
18. Give Up by The Postal Service
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
19. Kill the Moonlight by Spoon
20. I Can Hear The Heart Beating As One by Yo La Tengo
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
27. Yellow House by Grizzly Bear
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
28. Lift Your Skinny Fists Like Ante... by godspeed you black emperor!
31. Repeater + 3 Songs by Fugazi
33. Merriweather Post Pavilion by Animal Collective
37. When Your Heartstrings Break by Beulah
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
39. You Forgot It In People by Broken Social Scene
43. On by Imperial Teen
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
44. On Fire by Galaxie 500
46. Advisory Committee by Mirah
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal. LINDO! Mirah e Dios, duas bandas pouco conhecidas mas necessárias)
49. Wild Love by Smog
50. And Don't The Kids Just Love It by Television Personalities
51. Emperor Tomato Ketchup by Stereolab
57. Desperate Youth, Blood Thirsty B... by TV On The Radio
62. TNT by Tortoise
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
68. Oh, Inverted World by The Shins
(clássico)
71. Ladies And Gentlemen We Are Floating in Space by Spiritualized
(clássico)
79. De Stijl by The White Stripes
80. The Ugly Organ by Cursive
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
82. The Last Match by The Aislers Set
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
83. Save Yourself by Make Up
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal. Esse disco foi difícil demais de achar pra baixar na época)
84. Hearts Of Oak by Ted Leo & The Pharmacists
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
90. Louden Up Now [Explicit] by (!!! Chk Chik Chick)
(clássico)
93. Alligator by The National
96. Trans Am by Trans Am
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
Os outros também são bons, viu. Mas esses são os que recomendo correr atrás agora e baixar.
1. Bee Thousand by Guided by Voices
(clássico)
2. In the Aeroplane Over the Sea by Neutral Milk Hotel
3. Spiderland by Slint
(clássico)
6. Slanted & Enchanted by Pavement
(clássico)
7. If You're Feeling Sinister by Belle & Sebastian
8. Surfer Rosa by Pixies
(clássico)
9. Either/Or by Elliott Smith
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
10. Bakesale by Sebadoh
11. 69 Love Songs Volume 1 by The Magnetic Fields
12. Daydream Nation by Sonic Youth
(clássico)
14. We Have the Facts and We're Voting Yes by Death Cab For Cutie
16. No Pocky for Kitty by Superchunk
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
17. Dig Me Out by Sleater-Kinney
18. Give Up by The Postal Service
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
19. Kill the Moonlight by Spoon
20. I Can Hear The Heart Beating As One by Yo La Tengo
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
27. Yellow House by Grizzly Bear
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
28. Lift Your Skinny Fists Like Ante... by godspeed you black emperor!
31. Repeater + 3 Songs by Fugazi
33. Merriweather Post Pavilion by Animal Collective
37. When Your Heartstrings Break by Beulah
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
39. You Forgot It In People by Broken Social Scene
43. On by Imperial Teen
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
44. On Fire by Galaxie 500
46. Advisory Committee by Mirah
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal. LINDO! Mirah e Dios, duas bandas pouco conhecidas mas necessárias)
49. Wild Love by Smog
50. And Don't The Kids Just Love It by Television Personalities
51. Emperor Tomato Ketchup by Stereolab
57. Desperate Youth, Blood Thirsty B... by TV On The Radio
62. TNT by Tortoise
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
68. Oh, Inverted World by The Shins
(clássico)
71. Ladies And Gentlemen We Are Floating in Space by Spiritualized
(clássico)
79. De Stijl by The White Stripes
80. The Ugly Organ by Cursive
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
82. The Last Match by The Aislers Set
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
83. Save Yourself by Make Up
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal. Esse disco foi difícil demais de achar pra baixar na época)
84. Hearts Of Oak by Ted Leo & The Pharmacists
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
90. Louden Up Now [Explicit] by (!!! Chk Chik Chick)
(clássico)
93. Alligator by The National
96. Trans Am by Trans Am
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
sabe o que pesa?
ver fotos dos amigos casados.
ver fotos de conhecidos de infância, perdidos nos anos pós-colégio, com filhos de mais de 10 anos.
ver apartamentos mobiliados, vidas construídas, rotinas felizes (ou não, não importa).
ver vidas sendo vividas, sem maiores questionamentos. Um dia após o outro.
ver o passar dos anos nos olhos mais cansados, nos rostos mais inchados, nas marcas na pele.
e parar para pensar, onde é que eu parei?
Onde foi que eu errei, se é que errei.
É errado querer abraçar o mundo?
É estranho ter 34 e não ter uma casa ou uma rotina?
E nem pensar em ter uma rotina?
Será que é preciso entrar às 8 e sair às 18, para se sentir parte da sociedade?
e que porra de sociedade é essa que não me escuta, que não me entende e que nunca me quis? É a mesma a qual eu nunca fui apresentado? E se for essa mesma, por favor, mantenha-la à distância.
Acho que sou daí, sou o vento.
Passo, nunca fico.
Solto, pelos ares.
Invisível, mas aquele que todo mundo sente.
Um dia a gente se encontra, numa rajada de risos, aos pés de um morro qualquer.
ver fotos dos amigos casados.
ver fotos de conhecidos de infância, perdidos nos anos pós-colégio, com filhos de mais de 10 anos.
ver apartamentos mobiliados, vidas construídas, rotinas felizes (ou não, não importa).
ver vidas sendo vividas, sem maiores questionamentos. Um dia após o outro.
ver o passar dos anos nos olhos mais cansados, nos rostos mais inchados, nas marcas na pele.
e parar para pensar, onde é que eu parei?
Onde foi que eu errei, se é que errei.
É errado querer abraçar o mundo?
É estranho ter 34 e não ter uma casa ou uma rotina?
E nem pensar em ter uma rotina?
Será que é preciso entrar às 8 e sair às 18, para se sentir parte da sociedade?
e que porra de sociedade é essa que não me escuta, que não me entende e que nunca me quis? É a mesma a qual eu nunca fui apresentado? E se for essa mesma, por favor, mantenha-la à distância.
Acho que sou daí, sou o vento.
Passo, nunca fico.
Solto, pelos ares.
Invisível, mas aquele que todo mundo sente.
Um dia a gente se encontra, numa rajada de risos, aos pés de um morro qualquer.
terça-feira, julho 13, 2010
Facebook, Twitter e companhia têm mudado nossas vidas, mas suas virtudes também embutem vários graus de risco para as corporações.
As redes sociais têm mudado a forma como conduzimos nossas vidas pessoais - e estão em processo de transformação também de nossas vidas profissionais. Cada vez mais elas têm um papel significativo em como os negócios são feitos. Mas elas também representam um alto risco. Com centenas de milhões de usuários, essas ferramentas têm atraído, nos útimos tempos, mais cibercriminosos que qualquer outro alvo.
Sites de rede social: bloquear ou não?
Eis as dez principais ameaças que as empresas devem considerar na hora de desenvolver políticas para esses sites, de acordo com a empresa americana de segurança de redes Palo Alto Networks.
1::Vermes de redes sociais. Entre os vermes (worms, em inglês) de redes sociais estão o Koobface, que se tornou, de acordo com pesquisadores, “o maior botnet da web 2.0”. Apesar de uma ameaça multifacetada como o Koobface desafiar o que entendemos por “verme”, ele é projetado especificamente para se propagar pelas redes sociais (como Facebook, mySpace, Twitter, hi5, Friendster e Bebo), aliciar mais máquinas à sua botnet, e sequestrar mais contas para enviar mais spam para aliciar mais máquinas. Tudo isso para lucrar com os negócios típicos das redes botnets, como scarewares (como antivírus falso) e serviços de encontros românticos com sede na Rússia.
2::Isca para golpes de phishing. Alguém se lembra do FBAction? O e-mail que lhe pedia maliciosamente para se conectar ao Facebook, torcendo para que ninguém percebesse a URL fbaction.net no campo de endereço do navegador? Muitos usuários do Facebook tiveram suas contas invadidas e, embora tenha sido apenas “uma fração menor que um por cento”, o total de vítimas ganha corpo quando lembramos que o Facebook tem mais de 350 milhões de usuários. Pesa a favor do Facebook o fato de ter agido rápido, trabalhando para incluir o domínio numa lista negra, mas desde então surgiram muitas cópias descaradas (por exemplo, fbstarter.com). Desde então, o Facebook tem brincado de gato e rato com esses sites.
3::Trojans. As redes sociais têm-se tornado um excelente vetor para Trojans (cavalos-de-Troia). Basta se deixar seduzir por um aviso suspeito de “clique aqui” para receber:
*Zeus – um potente Trojan de roubo de dados bancários potente que, apesar de popular, ganhou vida nova nas redes sociais. Diversos roubos de grandes somas já foram atribuídos a Zeus. Um exemplo notável: o que teve como vítima a administração escolar central de Duanesburg, no Estado de Nova York (EUA), no fim de 2009.
*URL Zone – é um Trojan similar, mas bem mais esperto. Ele é capaz de comparar o saldo das contas da vítima para ajudá-lo a decidir quais roubos merecem prioridade.
4::Vazamento de informações. Compartilhar está na alma das redes sociais. Infelizmente, muitos usuários compartilham mais do que deveriam sobre empresas e entidades, com dados sobre projetos, produtos, informações financeiras, mudanças organizacionais, escândalos e outras informações importantes. Há até maridos e esposas que divulgam, na rede, como seu companheiro ou companheira tem trabalhado até tarde em projetos altamente confidenciais, acompanhado de mais detalhes sobre o tal projeto do que seria aceitável. As consequências desse tipo de indiscrição vão do embaraçoso ao jurídico.
5::Links encurtados. As pessoas usam serviços de encurtamento de URL (como bit.ly e tinyurl) para fazer caber URLs compridas em pequenos espaços. Eles também fazem um ótimo trabalho de esconder o link original; desta forma, as vítimas não serão capazes de perceber que estão clicando em um programa instalador de malware e não num vídeo da CNN. Esses links encurtados são muito fáceis de usar e estão por toda parte. Muitos dos programas para Twitter encurtam os endereços automaticamente. E as pessoas estão acostumadas a vê-los.
6::Botnets. No fim de 2009, pesquisadores de segurança descobriram que contas desprotegidas do Twitter estavam sendo utilizadas como um canal de comando e controle para algumas botnets (redes de PCs vulneráveis, comandadas remotamente). O canal padrão de comando e controle é o IRC (rede de bate-papo), mas alguns cibercriminosos decidiram explorar outras aplicações – como o compartilhamento de arquivos P2P, no caso do Storm – e agora, engenhosamente, o Twitter. O microblog tem fechado tais contas; mas, dada a facilidade de acesso das máquinas infectadas ao Twitter, a situação terá continuidade. Assim, o Twitter também se torna adepto das brigas de gato e rato...
7::Ameaças persistentes avançadas. Um dos elementos-chave das ameaças persistentes avançadas (APT, na sigla em inglês) é a obtenção de dados sigilosos de pessoas de interesse (exemplos: executivos, diretores, ricaços), para o que as redes sociais são um verdadeiro tesouro de informações. Quem usa APTs emprega as informações obtidas para seguir adiante com mais ameaças – aplicando mais “ferramentas de inteligência” (como malwares e Trojans) e, com isso, ganhando acesso a sistemas importantes. Assim, apesar de não estarem diretamente ligadas às APTs, as redes sociais são uma fonte de dados. Menos exótico, mas não menos importante para indivíduos, é o fato de que informações sobre sua vida e suas atividades servem de munição para o ataque de cibercriminosos.
8::Cross-Site Request Forgery (CSRF). Embora não sejam um tipo específico de ameaça – é mais uma técnica usada para espalhar um sofisticado verme de rede social -, os ataques CSRF exploram a “confiança” que uma aplicação de rede social tem quando funciona sob o navegador de um usuário já conectado à rede. Durante o tempo em que essa aplicação não verificar novamente a autorização que lhe foi concedida, será fácil para um ataque infiltrar-se no canal de conexão do usuário, enviando conteúdos maliciosos que, clicados por outros, fariam mais vítimas, que por sua vez ajudariam a espalhá-lo.
9::Impostura (passar por alguém que você não é). Várias contas de redes sociais, criadas por pessoas de destaque e seguidas por milhares de pessoas, têm sido invadidas (o caso mais recente é o de um punhado de políticos britânicos). Mesmo sem invadir contas, diversos impostores têm conquistado centenas e milhares de seguidores no Twitter, só para depois constranger as pessoas que fingem ser (exemplos: CNN, Jonathan Ive, Steve Wozniak, Dalai Lama), ou fazer coisas piores. O Twitter disse que a partir de agora vai bloquear esses farsantes que tentam manchar o nome de suas vítimas, mas sob sua decisão. Já ficou comprovado que a maioria dos impersonators não distribui malware, porém algumas contas já fizeram isso (como a do Guy Kawasaki).
10::Excesso de confiança. O ponto em comum entre todas essas ameaças é a tremenda confiança depositada nas aplicações sociais. Como o e-mail na época em que chegou às multidões, ou o mensageiro instantâneo quando se tornou onipresente, as pessoas confiam em links, fotos, vídeos e arquivos executáveis sempre que eles são enviados por “amigos”, pelo menos enquanto não caírem do cavalo algumas vezes. Parece que as aplicações sociais ainda não deram seu coice a um número suficiente de pessoas. A diferença em relação às redes sociais é que o propósito delas, desde o começo, é compartilhar (muita) informação, o que implicará numa curva de aprendizado mais longa para a maioria dos usuários. Isso quer dizer que as pessoas ainda terão que cair do cavalo mais algumas vezes.
do idgnow.com
As redes sociais têm mudado a forma como conduzimos nossas vidas pessoais - e estão em processo de transformação também de nossas vidas profissionais. Cada vez mais elas têm um papel significativo em como os negócios são feitos. Mas elas também representam um alto risco. Com centenas de milhões de usuários, essas ferramentas têm atraído, nos útimos tempos, mais cibercriminosos que qualquer outro alvo.
Sites de rede social: bloquear ou não?
Eis as dez principais ameaças que as empresas devem considerar na hora de desenvolver políticas para esses sites, de acordo com a empresa americana de segurança de redes Palo Alto Networks.
1::Vermes de redes sociais. Entre os vermes (worms, em inglês) de redes sociais estão o Koobface, que se tornou, de acordo com pesquisadores, “o maior botnet da web 2.0”. Apesar de uma ameaça multifacetada como o Koobface desafiar o que entendemos por “verme”, ele é projetado especificamente para se propagar pelas redes sociais (como Facebook, mySpace, Twitter, hi5, Friendster e Bebo), aliciar mais máquinas à sua botnet, e sequestrar mais contas para enviar mais spam para aliciar mais máquinas. Tudo isso para lucrar com os negócios típicos das redes botnets, como scarewares (como antivírus falso) e serviços de encontros românticos com sede na Rússia.
2::Isca para golpes de phishing. Alguém se lembra do FBAction? O e-mail que lhe pedia maliciosamente para se conectar ao Facebook, torcendo para que ninguém percebesse a URL fbaction.net no campo de endereço do navegador? Muitos usuários do Facebook tiveram suas contas invadidas e, embora tenha sido apenas “uma fração menor que um por cento”, o total de vítimas ganha corpo quando lembramos que o Facebook tem mais de 350 milhões de usuários. Pesa a favor do Facebook o fato de ter agido rápido, trabalhando para incluir o domínio numa lista negra, mas desde então surgiram muitas cópias descaradas (por exemplo, fbstarter.com). Desde então, o Facebook tem brincado de gato e rato com esses sites.
3::Trojans. As redes sociais têm-se tornado um excelente vetor para Trojans (cavalos-de-Troia). Basta se deixar seduzir por um aviso suspeito de “clique aqui” para receber:
*Zeus – um potente Trojan de roubo de dados bancários potente que, apesar de popular, ganhou vida nova nas redes sociais. Diversos roubos de grandes somas já foram atribuídos a Zeus. Um exemplo notável: o que teve como vítima a administração escolar central de Duanesburg, no Estado de Nova York (EUA), no fim de 2009.
*URL Zone – é um Trojan similar, mas bem mais esperto. Ele é capaz de comparar o saldo das contas da vítima para ajudá-lo a decidir quais roubos merecem prioridade.
4::Vazamento de informações. Compartilhar está na alma das redes sociais. Infelizmente, muitos usuários compartilham mais do que deveriam sobre empresas e entidades, com dados sobre projetos, produtos, informações financeiras, mudanças organizacionais, escândalos e outras informações importantes. Há até maridos e esposas que divulgam, na rede, como seu companheiro ou companheira tem trabalhado até tarde em projetos altamente confidenciais, acompanhado de mais detalhes sobre o tal projeto do que seria aceitável. As consequências desse tipo de indiscrição vão do embaraçoso ao jurídico.
5::Links encurtados. As pessoas usam serviços de encurtamento de URL (como bit.ly e tinyurl) para fazer caber URLs compridas em pequenos espaços. Eles também fazem um ótimo trabalho de esconder o link original; desta forma, as vítimas não serão capazes de perceber que estão clicando em um programa instalador de malware e não num vídeo da CNN. Esses links encurtados são muito fáceis de usar e estão por toda parte. Muitos dos programas para Twitter encurtam os endereços automaticamente. E as pessoas estão acostumadas a vê-los.
6::Botnets. No fim de 2009, pesquisadores de segurança descobriram que contas desprotegidas do Twitter estavam sendo utilizadas como um canal de comando e controle para algumas botnets (redes de PCs vulneráveis, comandadas remotamente). O canal padrão de comando e controle é o IRC (rede de bate-papo), mas alguns cibercriminosos decidiram explorar outras aplicações – como o compartilhamento de arquivos P2P, no caso do Storm – e agora, engenhosamente, o Twitter. O microblog tem fechado tais contas; mas, dada a facilidade de acesso das máquinas infectadas ao Twitter, a situação terá continuidade. Assim, o Twitter também se torna adepto das brigas de gato e rato...
7::Ameaças persistentes avançadas. Um dos elementos-chave das ameaças persistentes avançadas (APT, na sigla em inglês) é a obtenção de dados sigilosos de pessoas de interesse (exemplos: executivos, diretores, ricaços), para o que as redes sociais são um verdadeiro tesouro de informações. Quem usa APTs emprega as informações obtidas para seguir adiante com mais ameaças – aplicando mais “ferramentas de inteligência” (como malwares e Trojans) e, com isso, ganhando acesso a sistemas importantes. Assim, apesar de não estarem diretamente ligadas às APTs, as redes sociais são uma fonte de dados. Menos exótico, mas não menos importante para indivíduos, é o fato de que informações sobre sua vida e suas atividades servem de munição para o ataque de cibercriminosos.
8::Cross-Site Request Forgery (CSRF). Embora não sejam um tipo específico de ameaça – é mais uma técnica usada para espalhar um sofisticado verme de rede social -, os ataques CSRF exploram a “confiança” que uma aplicação de rede social tem quando funciona sob o navegador de um usuário já conectado à rede. Durante o tempo em que essa aplicação não verificar novamente a autorização que lhe foi concedida, será fácil para um ataque infiltrar-se no canal de conexão do usuário, enviando conteúdos maliciosos que, clicados por outros, fariam mais vítimas, que por sua vez ajudariam a espalhá-lo.
9::Impostura (passar por alguém que você não é). Várias contas de redes sociais, criadas por pessoas de destaque e seguidas por milhares de pessoas, têm sido invadidas (o caso mais recente é o de um punhado de políticos britânicos). Mesmo sem invadir contas, diversos impostores têm conquistado centenas e milhares de seguidores no Twitter, só para depois constranger as pessoas que fingem ser (exemplos: CNN, Jonathan Ive, Steve Wozniak, Dalai Lama), ou fazer coisas piores. O Twitter disse que a partir de agora vai bloquear esses farsantes que tentam manchar o nome de suas vítimas, mas sob sua decisão. Já ficou comprovado que a maioria dos impersonators não distribui malware, porém algumas contas já fizeram isso (como a do Guy Kawasaki).
10::Excesso de confiança. O ponto em comum entre todas essas ameaças é a tremenda confiança depositada nas aplicações sociais. Como o e-mail na época em que chegou às multidões, ou o mensageiro instantâneo quando se tornou onipresente, as pessoas confiam em links, fotos, vídeos e arquivos executáveis sempre que eles são enviados por “amigos”, pelo menos enquanto não caírem do cavalo algumas vezes. Parece que as aplicações sociais ainda não deram seu coice a um número suficiente de pessoas. A diferença em relação às redes sociais é que o propósito delas, desde o começo, é compartilhar (muita) informação, o que implicará numa curva de aprendizado mais longa para a maioria dos usuários. Isso quer dizer que as pessoas ainda terão que cair do cavalo mais algumas vezes.
do idgnow.com
segunda-feira, julho 12, 2010
sábado, julho 10, 2010
Para não fugir do assunto do momento, vou falar de Paul, o Polvo.
Desde o início da Copa acertando resultado atrás de resultado. Colocando a Alemanha onde de direito deveria estar, no terceiro lugar.
E eu, brincando de adivinho, comecei a dar meus pitacos em frases nada inspiradas como:
Deus é Paraguayo.
(o paraguay perdeu logo depois).
Então escrevi, Deus é Uruguayo e na semi-final lá se foi Uruguay, tabela abaixo...
Claro, pule de dez, coloquei Deus É alemão, e foi-se dessa vez a divisão Panzer.
Cansei de tentar entender as coisas desse mundo e fui para o básico:
Deus é um polvo.
Desisto dele depois de amanhã, depois da final da copa.
Não estou falando de Deus, claro,
estou falando do polvo.
Desde o início da Copa acertando resultado atrás de resultado. Colocando a Alemanha onde de direito deveria estar, no terceiro lugar.
E eu, brincando de adivinho, comecei a dar meus pitacos em frases nada inspiradas como:
Deus é Paraguayo.
(o paraguay perdeu logo depois).
Então escrevi, Deus é Uruguayo e na semi-final lá se foi Uruguay, tabela abaixo...
Claro, pule de dez, coloquei Deus É alemão, e foi-se dessa vez a divisão Panzer.
Cansei de tentar entender as coisas desse mundo e fui para o básico:
Deus é um polvo.
Desisto dele depois de amanhã, depois da final da copa.
Não estou falando de Deus, claro,
estou falando do polvo.
não é uma banda que vai mudar o mundo, mas gosto de ouvi-la vez em quando.
Não é uma banda que mereça ser elencada aqui no blog, mas as vezes vejo coisas interessantes neles.
não é uma banda que vai perdurar, não é uma banda que tem melodias excepcionais.
Por que então, gosto de ouvi-los vez em quando?
Kashmir.
Não é uma banda que mereça ser elencada aqui no blog, mas as vezes vejo coisas interessantes neles.
não é uma banda que vai perdurar, não é uma banda que tem melodias excepcionais.
Por que então, gosto de ouvi-los vez em quando?
Kashmir.
http://mashable.com/2010/07/09/google-social-media-attempts/
essa matéria tem um infográfico que chega a ser engraçado.
Como o Google tenta entrar na festa das mídias sociais e não consegue.
;)
essa matéria tem um infográfico que chega a ser engraçado.
Como o Google tenta entrar na festa das mídias sociais e não consegue.
;)
sexta-feira, julho 09, 2010
A Amazon.com lançou uma listinha com os 100 melhores discos de Indie Rock.
todos podem ser comprados por menos de 10 doletas. segue a listinha
1. Bee Thousand by Guided by Voices $9.99
2. In the Aeroplane Over the Sea by Neutral Milk Hotel $9.99
3. Spiderland by Slint $9.99
4. Exile In Guyville by Liz Phair $11.99
5. Imperial f.f.r.r. (Deluxe Edition) by Unrest $8.99
6. Slanted & Enchanted by Pavement $7.99
7. If You're Feeling Sinister by Belle & Sebastian $7.99
8. Surfer Rosa by Pixies $8.99
9. Either/Or by Elliott Smith $8.99
10. Bakesale by Sebadoh $9.99
11. 69 Love Songs Volume 1 by The Magnetic Fields $9.99
12. Daydream Nation by Sonic Youth $9.49
13. Michigan by Sufjan Stevens $9.99
14. We Have the Facts and We're Voti... by Death Cab For Cutie
15. I See A Darkness by Bonnie "Prince" Billy $8.99
16. No Pocky for Kitty by Superchunk $8.99
17. Dig Me Out by Sleater-Kinney $8.99
18. Give Up by The Postal Service $9.90
19. Kill the Moonlight by Spoon $8.99
20. I Can Hear The Heart Beating As One by Yo La Tengo $9.99
21. Lifted Or The Story Is In The So... by Bright Eyes $9.99
22. Diary by Sunny Day Real Estate $9.99
23. Moon Pix by Cat Power $7.99
24. Funeral by Arcade Fire $5.00
25. Black Candy by Beat Happening $8.99
26. The Glow Pt. 2 by The Microphones $8.99
27. Yellow House by Grizzly Bear $9.90
28. Lift Your Skinny Fists Like Ante... by godspeed you black emperor! $17.98
29. 24 Hour Revenge Therapy by Jawbreaker $9.99
30. Zen Arcade by HÜsker DÜ $8.99
31. Repeater + 3 Songs by Fugazi $8.99
32. Let It Be [Expanded Edition] by The Replacements $10.99
33. Merriweather Post Pavilion by Animal Collective $9.99
34. Let's Get Out of This Country by Camera Obscura $5.00
35. Person Pitch by Panda Bear $9.99
36. Our Endless Numbered Days by Iron & Wine $9.99
37. When Your Heartstrings Break by Beulah $8.99
38. I Am A Bird Now by Antony & The Johnsons $9.90
39. You Forgot It In People by Broken Social Scene $7.99
40. This Nation's Saving Grace by The Fall $9.99
41. Gulag Orkestar by Beirut $9.99
42. Mass Romantic [Remastered] by The New Pornographers $7.99
43. On by Imperial Teen $9.99
44. On Fire by Galaxie 500
45. How Memory Works by Joan Of Arc
46. Advisory Committee by Mirah $8.99
47. Red House Painters I by Red House Painters $9.99
48. Agaetis Byrjun by Sigur Ros $8.99
49. Wild Love by Smog $8.99
50. And Don't The Kids Just Love It by Television Personalities $7.99
51. Emperor Tomato Ketchup by Stereolab
52. Liberty Belle And The Black Diam... by The Go Betweens $9.90
53. Sing No Evil by Half Japanese $8.99
54. Pussy Whipped by Bikini Kill $8.99
55. The Mysterious Production of Eggs by Andrew Bird $6.99
56. The Decline And Fall Of Heavenly by Heavenly $7.92
57. Desperate Youth, Blood Thirsty B... by TV On The Radio $8.91
58. Fabulous Muscles by Xiu Xiu $8.99
59. Set Yourself On Fire by Stars $7.99
60. Daddy's Highway by The Bats $9.49
61. Neon Golden by The Notwist $9.99
62. TNT by Tortoise $8.99
63. Destroyer's Rubies by Destroyer $9.90
64. Rejoicing in The Hands by Devendra Banhart $8.99
65. Coquelicot Asleep In The Poppies... by Of Montreal $8.99
66. Milk Man by Deerhoof $8.99
67. Will You Find Me by Ida $8.99
68. Oh, Inverted World by The Shins $9.99
69. Feast of Wire by Calexico $9.99
70. The Fawn by The Sea And Cake $8.99
71. Ladies And Gentlemen We Are Floa... by Spiritualized
72. II & III by Camper Van Beethoven $7.99
73. The R&B of Membership by The Delta 72 $9.99
74. The Curtain Hits The Cast by Low $9.49
75. Furnace Room Lullaby by Neko Case $9.99
76. Jane From Occupied Europe by Swell Maps $9.99
77. The Smell Of Our Own by The Hidden Cameras $9.90
78. Nothing Feels Good by The Promise Ring
79. De Stijl (DMD Album) by The White Stripes $9.99
80. The Ugly Organ by Cursive $9.99
81. The Sea and the Bells by Rachel's $9.99
82. The Last Match by The Aislers Set $7.99
83. Save Yourself by Make Up $8.91
84. Hearts Of Oak by Ted Leo & The Pharmacists $8.99
85. Vivian Girls by Vivian Girls $8.99
86. Worn Copy by Ariel Pink's Haunted Graffiti $9.99
87. Cure For Pain by Morphine $9.99
88. The Power Out by Electrelane $9.99
89. The Milk-Eyed Mender by Joanna Newsom $8.99
90. Louden Up Now [Explicit] by (!!! Chk Chik Chick) $9.00
91. Gallowsbird's Bark by The Fiery Furnaces $9.99
92. Horses In The Sky by Silver Mt. Zion $8.99
93. Alligator by The National $6.99
94. Waiter: 'You Vultures!' by Portugal The Man $9.99
95. The Discovery of a World Inside ... by The Apples In Stereo $8.99
96. Trans Am by Trans Am $8.99
97. Ultimate Alternative Wavers by Built To Spill $8.99
98. To Survive by Joan As Police Woman $8.99
99. Passover by The Black Angels $8.99
100. Dangerous Magical Noise by The Dirtbombs $8.99
diria que dos 100 tenho uns 90, baixados claro. Talvez até um pouco mais...
e sim, é uma boa lista. Mas falta taaaaanta coisa.
todos podem ser comprados por menos de 10 doletas. segue a listinha
1. Bee Thousand by Guided by Voices $9.99
2. In the Aeroplane Over the Sea by Neutral Milk Hotel $9.99
3. Spiderland by Slint $9.99
4. Exile In Guyville by Liz Phair $11.99
5. Imperial f.f.r.r. (Deluxe Edition) by Unrest $8.99
6. Slanted & Enchanted by Pavement $7.99
7. If You're Feeling Sinister by Belle & Sebastian $7.99
8. Surfer Rosa by Pixies $8.99
9. Either/Or by Elliott Smith $8.99
10. Bakesale by Sebadoh $9.99
11. 69 Love Songs Volume 1 by The Magnetic Fields $9.99
12. Daydream Nation by Sonic Youth $9.49
13. Michigan by Sufjan Stevens $9.99
14. We Have the Facts and We're Voti... by Death Cab For Cutie
15. I See A Darkness by Bonnie "Prince" Billy $8.99
16. No Pocky for Kitty by Superchunk $8.99
17. Dig Me Out by Sleater-Kinney $8.99
18. Give Up by The Postal Service $9.90
19. Kill the Moonlight by Spoon $8.99
20. I Can Hear The Heart Beating As One by Yo La Tengo $9.99
21. Lifted Or The Story Is In The So... by Bright Eyes $9.99
22. Diary by Sunny Day Real Estate $9.99
23. Moon Pix by Cat Power $7.99
24. Funeral by Arcade Fire $5.00
25. Black Candy by Beat Happening $8.99
26. The Glow Pt. 2 by The Microphones $8.99
27. Yellow House by Grizzly Bear $9.90
28. Lift Your Skinny Fists Like Ante... by godspeed you black emperor! $17.98
29. 24 Hour Revenge Therapy by Jawbreaker $9.99
30. Zen Arcade by HÜsker DÜ $8.99
31. Repeater + 3 Songs by Fugazi $8.99
32. Let It Be [Expanded Edition] by The Replacements $10.99
33. Merriweather Post Pavilion by Animal Collective $9.99
34. Let's Get Out of This Country by Camera Obscura $5.00
35. Person Pitch by Panda Bear $9.99
36. Our Endless Numbered Days by Iron & Wine $9.99
37. When Your Heartstrings Break by Beulah $8.99
38. I Am A Bird Now by Antony & The Johnsons $9.90
39. You Forgot It In People by Broken Social Scene $7.99
40. This Nation's Saving Grace by The Fall $9.99
41. Gulag Orkestar by Beirut $9.99
42. Mass Romantic [Remastered] by The New Pornographers $7.99
43. On by Imperial Teen $9.99
44. On Fire by Galaxie 500
45. How Memory Works by Joan Of Arc
46. Advisory Committee by Mirah $8.99
47. Red House Painters I by Red House Painters $9.99
48. Agaetis Byrjun by Sigur Ros $8.99
49. Wild Love by Smog $8.99
50. And Don't The Kids Just Love It by Television Personalities $7.99
51. Emperor Tomato Ketchup by Stereolab
52. Liberty Belle And The Black Diam... by The Go Betweens $9.90
53. Sing No Evil by Half Japanese $8.99
54. Pussy Whipped by Bikini Kill $8.99
55. The Mysterious Production of Eggs by Andrew Bird $6.99
56. The Decline And Fall Of Heavenly by Heavenly $7.92
57. Desperate Youth, Blood Thirsty B... by TV On The Radio $8.91
58. Fabulous Muscles by Xiu Xiu $8.99
59. Set Yourself On Fire by Stars $7.99
60. Daddy's Highway by The Bats $9.49
61. Neon Golden by The Notwist $9.99
62. TNT by Tortoise $8.99
63. Destroyer's Rubies by Destroyer $9.90
64. Rejoicing in The Hands by Devendra Banhart $8.99
65. Coquelicot Asleep In The Poppies... by Of Montreal $8.99
66. Milk Man by Deerhoof $8.99
67. Will You Find Me by Ida $8.99
68. Oh, Inverted World by The Shins $9.99
69. Feast of Wire by Calexico $9.99
70. The Fawn by The Sea And Cake $8.99
71. Ladies And Gentlemen We Are Floa... by Spiritualized
72. II & III by Camper Van Beethoven $7.99
73. The R&B of Membership by The Delta 72 $9.99
74. The Curtain Hits The Cast by Low $9.49
75. Furnace Room Lullaby by Neko Case $9.99
76. Jane From Occupied Europe by Swell Maps $9.99
77. The Smell Of Our Own by The Hidden Cameras $9.90
78. Nothing Feels Good by The Promise Ring
79. De Stijl (DMD Album) by The White Stripes $9.99
80. The Ugly Organ by Cursive $9.99
81. The Sea and the Bells by Rachel's $9.99
82. The Last Match by The Aislers Set $7.99
83. Save Yourself by Make Up $8.91
84. Hearts Of Oak by Ted Leo & The Pharmacists $8.99
85. Vivian Girls by Vivian Girls $8.99
86. Worn Copy by Ariel Pink's Haunted Graffiti $9.99
87. Cure For Pain by Morphine $9.99
88. The Power Out by Electrelane $9.99
89. The Milk-Eyed Mender by Joanna Newsom $8.99
90. Louden Up Now [Explicit] by (!!! Chk Chik Chick) $9.00
91. Gallowsbird's Bark by The Fiery Furnaces $9.99
92. Horses In The Sky by Silver Mt. Zion $8.99
93. Alligator by The National $6.99
94. Waiter: 'You Vultures!' by Portugal The Man $9.99
95. The Discovery of a World Inside ... by The Apples In Stereo $8.99
96. Trans Am by Trans Am $8.99
97. Ultimate Alternative Wavers by Built To Spill $8.99
98. To Survive by Joan As Police Woman $8.99
99. Passover by The Black Angels $8.99
100. Dangerous Magical Noise by The Dirtbombs $8.99
diria que dos 100 tenho uns 90, baixados claro. Talvez até um pouco mais...
e sim, é uma boa lista. Mas falta taaaaanta coisa.
quinta-feira, julho 08, 2010
História do Hotmail. Já percebeu que sem as vogais ele vira HTML?
O primeiro webmail foi criado por uma dupla em 1996 e vendido um ano e meio depois para Bill Gates por uma fortuna - e foi bom negócio para todos os envolvidos.
Por Eduardo Nicholas (tirado do Webinsider)
Em meados da década de noventa ter um e-mail não era nada fácil. Era preciso contratar os serviços de um provedor e instalar um software específico para mexer na sua caixa de mensagem, tudo isso para poder acessar o e-mail somente do seu próprio computador! Essa moleza que temos hoje não existia. Criar e-mail em dois minutos? Acessá-lo de qualquer lugar? No way, amigo!
Quem nos proporcionou primeiro esse privilégio foi um estudante indiano chamado Sabeer Bhatia. Depois de ganhar uma bolsa de estudos em Stanford, nos Estados Unidos, Bhatia terminou o curso e foi trabalhar na Apple.
Lá conheceu seu futuro sócio, Jack Smith. Os dois costumavam conversar sobre o chefe Steve Jobs e como ele tinha se tornado milionário apenas investindo numa boa ideia. Bhatia estava obcecado e logo convenceu Smith a pensar em algo. Como era de se esperar, eles tiveram a sensibilidade de ver o problema que descrevi acima e propor uma solução. Depois de achar um investidor, os dois passaram quase um ano trabalhando no novo site.
Finalmente, no dia 4 de julho de 1996, a dupla publicou o que seria a carta de alforria dos usuários de correios eletrônicos. A proposta era simples: dar ao internauta a possibilidade de acessar seu e-mail de qualquer computador.
Para fazer isso eles precisavam desenvolver um serviço que funcionasse com a HyperText Markup Language, conhecida como HTML. E dessa sigla surgiu o nome do primeiro webmail grátis, bastou colocar algumas vogais em meio às consoantes, sem esquecer de incluir o termo mail, surgindo assim a marca Hotmail.
Os mais velhos devem lembrar que inicialmente o Hotmail oferecia uma caixa com espaço bem reduzido. Para mais capacidade era preciso pagar uma mensalidade. No entanto, apesar desse serviço, a verba para manter o site funcionando vinha de publicidade. Foi uma jogada arriscada, pois na época do lançamento era impossível saber se eles teriam audiência suficiente para fazer isso.
Era impossível saber, por exemplo, que seis meses depois eles já teriam seis milhões de usuários! Nesse período muita gente dizia para Bhatia que a Microsoft iria copiar a ideia e acabar com a farra.
Negociação sensacional com a Microsoft
Ele sabia disso, porém contava com uma vantagem: a empresa de Bill Gates ainda teria que desenvolver sua própria ferramenta. Enquanto isso, o Hotmail agregava mais internautas e colocava Gates na parede. Como de costume, a Microsoft não podia deixar a concorrência crescer. Portanto, marcou uma reunião com Bhatia e Smith para fazer uma proposta. Era o final de 1997, o site tinha um ano e meio de idade.
Depois de ter investido 300 mil dólares, era provável que qualquer oferta mais ou menos já fosse aceita. Note que eles deviam aceitar mesmo e logo, caso contrário a Microsoft teria tempo para destruí-los. No entanto, para espanto geral, Bhatia chega na mesa de negociações e exige 500 milhões de dólares.
Gates ri e dá uma contrapartida de 100 milhões. Bhatia sai da sala e quase mata a equipe do Hotmail do coração. Todos diziam: cara você é louco! Aceita logo!
Até então os sites da internet não eram negociados no patamar de somas como essa. Bhatia volta para a sala calado, Gates oferece 200 milhões. O indiano diz que só fecha negócio a partir de 400 milhões.
Para supresa de todos a Microsoft aceita. Porém, o espanto era só para quem não entendia o potencial do site, pois foi realmente um bom negócio para os fabricantes do Windows.
Nas mãos de uma empresa maior, o Hotmail continuou a crescer em número de usuários e a render bastante dinheiro. Porém, é bem provável que você tenha se inscrito no site por um outro motivo, um programa de mensagem instantânea chamado Messenger.
O conceito de comunicador instantâneo era antigo, uma das primeiras ferramentas criadas no começo das redes de computadores. Na internet mesmo já tinha se tornado popular com o ICQ, software da Mirabilis. Nesse caso, a America Online chegou primeiro e comprou o ICQ. A Microsoft teve então que fazer seu próprio comunicador e inteligentemente o associou ao Hotmail.
Alguém aí ainda usa o instantâneo da AOL? Pois é, isso mostra que a escolha de vender o Hotmail para a Microsoft foi a melhor coisa que Bathia e Smith fizeram.
Curiosidades de sobremesa
1. O Hotmail só teve sua liderança questionada depois da entrada do Gmail no mercado. Com a proposta de um espaço maior, o Gmail fez com que o Hotmail repensasse o tamanho do espaço que oferecia.
2. Ao oferecer ao usuário a chance de acessar seu e-mail de qualquer lugar, o Hotmail criou também a possibilidade da pessoa ter um correio eletrônico sem precisar ter um computador.
3. Lembro bem que no Brasil o Zipmail fez mais ou menos a mesma coisa que o Hotmail no mundo. Gostava muito de uma propaganda com a Luana Piovanni, falando que agora todo brasileiro poderia ter um e-mail. E depois a muito famosa, do velhinho dizendo velhachata@zipmail.com.br
4. A expansão no número de usuários do Hotmail só se deu por causa de uma das jogadas de marketing mais inteligentes já vistas no mercado. Toda vez que um novo usuário criava seu e-mail e começava a usá-lo, essa pessoa mandava mensagens para seus amigos. Por esse motivo rapidamente milhares de internautas passaram a ter contato com a marca.
5. Bhatia chegou aos EUA com 400 dólares no bolso. Nove anos depois, se quisesse ter saído do país, estaria com 400 milhões na conta.
6. Apesar da grana no bolso, Bhatia e Smith nunca voltaram a repetir o sucesso do Hotmail. Não tenho pena deles, nenhuma! Trabalhar menos de dois anos para ganhar 400 milhões de dólares?
7. O Hotmail tem hoje cerca de 300 milhões de usuários.
8. O logo que aparece no início do post é o original da marca, o primeiro a ser lançado.
O primeiro webmail foi criado por uma dupla em 1996 e vendido um ano e meio depois para Bill Gates por uma fortuna - e foi bom negócio para todos os envolvidos.
Por Eduardo Nicholas (tirado do Webinsider)
Em meados da década de noventa ter um e-mail não era nada fácil. Era preciso contratar os serviços de um provedor e instalar um software específico para mexer na sua caixa de mensagem, tudo isso para poder acessar o e-mail somente do seu próprio computador! Essa moleza que temos hoje não existia. Criar e-mail em dois minutos? Acessá-lo de qualquer lugar? No way, amigo!
Quem nos proporcionou primeiro esse privilégio foi um estudante indiano chamado Sabeer Bhatia. Depois de ganhar uma bolsa de estudos em Stanford, nos Estados Unidos, Bhatia terminou o curso e foi trabalhar na Apple.
Lá conheceu seu futuro sócio, Jack Smith. Os dois costumavam conversar sobre o chefe Steve Jobs e como ele tinha se tornado milionário apenas investindo numa boa ideia. Bhatia estava obcecado e logo convenceu Smith a pensar em algo. Como era de se esperar, eles tiveram a sensibilidade de ver o problema que descrevi acima e propor uma solução. Depois de achar um investidor, os dois passaram quase um ano trabalhando no novo site.
Finalmente, no dia 4 de julho de 1996, a dupla publicou o que seria a carta de alforria dos usuários de correios eletrônicos. A proposta era simples: dar ao internauta a possibilidade de acessar seu e-mail de qualquer computador.
Para fazer isso eles precisavam desenvolver um serviço que funcionasse com a HyperText Markup Language, conhecida como HTML. E dessa sigla surgiu o nome do primeiro webmail grátis, bastou colocar algumas vogais em meio às consoantes, sem esquecer de incluir o termo mail, surgindo assim a marca Hotmail.
Os mais velhos devem lembrar que inicialmente o Hotmail oferecia uma caixa com espaço bem reduzido. Para mais capacidade era preciso pagar uma mensalidade. No entanto, apesar desse serviço, a verba para manter o site funcionando vinha de publicidade. Foi uma jogada arriscada, pois na época do lançamento era impossível saber se eles teriam audiência suficiente para fazer isso.
Era impossível saber, por exemplo, que seis meses depois eles já teriam seis milhões de usuários! Nesse período muita gente dizia para Bhatia que a Microsoft iria copiar a ideia e acabar com a farra.
Negociação sensacional com a Microsoft
Ele sabia disso, porém contava com uma vantagem: a empresa de Bill Gates ainda teria que desenvolver sua própria ferramenta. Enquanto isso, o Hotmail agregava mais internautas e colocava Gates na parede. Como de costume, a Microsoft não podia deixar a concorrência crescer. Portanto, marcou uma reunião com Bhatia e Smith para fazer uma proposta. Era o final de 1997, o site tinha um ano e meio de idade.
Depois de ter investido 300 mil dólares, era provável que qualquer oferta mais ou menos já fosse aceita. Note que eles deviam aceitar mesmo e logo, caso contrário a Microsoft teria tempo para destruí-los. No entanto, para espanto geral, Bhatia chega na mesa de negociações e exige 500 milhões de dólares.
Gates ri e dá uma contrapartida de 100 milhões. Bhatia sai da sala e quase mata a equipe do Hotmail do coração. Todos diziam: cara você é louco! Aceita logo!
Até então os sites da internet não eram negociados no patamar de somas como essa. Bhatia volta para a sala calado, Gates oferece 200 milhões. O indiano diz que só fecha negócio a partir de 400 milhões.
Para supresa de todos a Microsoft aceita. Porém, o espanto era só para quem não entendia o potencial do site, pois foi realmente um bom negócio para os fabricantes do Windows.
Nas mãos de uma empresa maior, o Hotmail continuou a crescer em número de usuários e a render bastante dinheiro. Porém, é bem provável que você tenha se inscrito no site por um outro motivo, um programa de mensagem instantânea chamado Messenger.
O conceito de comunicador instantâneo era antigo, uma das primeiras ferramentas criadas no começo das redes de computadores. Na internet mesmo já tinha se tornado popular com o ICQ, software da Mirabilis. Nesse caso, a America Online chegou primeiro e comprou o ICQ. A Microsoft teve então que fazer seu próprio comunicador e inteligentemente o associou ao Hotmail.
Alguém aí ainda usa o instantâneo da AOL? Pois é, isso mostra que a escolha de vender o Hotmail para a Microsoft foi a melhor coisa que Bathia e Smith fizeram.
Curiosidades de sobremesa
1. O Hotmail só teve sua liderança questionada depois da entrada do Gmail no mercado. Com a proposta de um espaço maior, o Gmail fez com que o Hotmail repensasse o tamanho do espaço que oferecia.
2. Ao oferecer ao usuário a chance de acessar seu e-mail de qualquer lugar, o Hotmail criou também a possibilidade da pessoa ter um correio eletrônico sem precisar ter um computador.
3. Lembro bem que no Brasil o Zipmail fez mais ou menos a mesma coisa que o Hotmail no mundo. Gostava muito de uma propaganda com a Luana Piovanni, falando que agora todo brasileiro poderia ter um e-mail. E depois a muito famosa, do velhinho dizendo velhachata@zipmail.com.br
4. A expansão no número de usuários do Hotmail só se deu por causa de uma das jogadas de marketing mais inteligentes já vistas no mercado. Toda vez que um novo usuário criava seu e-mail e começava a usá-lo, essa pessoa mandava mensagens para seus amigos. Por esse motivo rapidamente milhares de internautas passaram a ter contato com a marca.
5. Bhatia chegou aos EUA com 400 dólares no bolso. Nove anos depois, se quisesse ter saído do país, estaria com 400 milhões na conta.
6. Apesar da grana no bolso, Bhatia e Smith nunca voltaram a repetir o sucesso do Hotmail. Não tenho pena deles, nenhuma! Trabalhar menos de dois anos para ganhar 400 milhões de dólares?
7. O Hotmail tem hoje cerca de 300 milhões de usuários.
8. O logo que aparece no início do post é o original da marca, o primeiro a ser lançado.
quarta-feira, julho 07, 2010
Jantar:
junte em uma frigideira, um fio de azeite,
meia cebola de ontem picada, um pedaço de queijo de minas da semana passada em cubinhos, manteiga, um ovo e farinha, muita farinha.
Pronto, você tem uma farofona de dar gosto. e enche o bucho que é uma beleza.
Para acompanhar água safra 2010.
nojento, tchan!!!
junte em uma frigideira, um fio de azeite,
meia cebola de ontem picada, um pedaço de queijo de minas da semana passada em cubinhos, manteiga, um ovo e farinha, muita farinha.
Pronto, você tem uma farofona de dar gosto. e enche o bucho que é uma beleza.
Para acompanhar água safra 2010.
nojento, tchan!!!
terça-feira, julho 06, 2010
tempo para falar do novo disco do Scissor Sisters.

A capa que, óbvio, já foi censurada.
Depois da primeira descoberta, da versão de pink floyd et all, o Scissor Sisters causou um segundo disco que, apesar de bom, não bom...bou.
Aí peguei o terceiro e recém-lançado Night Work. Mais por desencargo de consciência do que qualquer outra coisa. E a banda mais gay da face da terra não fez carão.
Pagou de Aloka e mandou ver num discaço. Se seu estilo é eletrônico, as batidas estão previstas. Se você prefere uma coisa mais abba, os vocais estão lá. Neo Disco, Disco, enfim, música boa não depende de rótulo.
Para dançar fazendo pose até o lápis do olho escorrer.
o disco começa com Night Work, animadíssima faixa de abertura, que já mostra o que está por vir. Mas o fogo pega mesmo é da quarta pra frente: Any Which Way, Invisible Light, Skin Tight... Só coisa fina.
Enfim, um disco todo trabalhado na qualidade.

A capa que, óbvio, já foi censurada.
Depois da primeira descoberta, da versão de pink floyd et all, o Scissor Sisters causou um segundo disco que, apesar de bom, não bom...bou.
Aí peguei o terceiro e recém-lançado Night Work. Mais por desencargo de consciência do que qualquer outra coisa. E a banda mais gay da face da terra não fez carão.
Pagou de Aloka e mandou ver num discaço. Se seu estilo é eletrônico, as batidas estão previstas. Se você prefere uma coisa mais abba, os vocais estão lá. Neo Disco, Disco, enfim, música boa não depende de rótulo.
Para dançar fazendo pose até o lápis do olho escorrer.
o disco começa com Night Work, animadíssima faixa de abertura, que já mostra o que está por vir. Mas o fogo pega mesmo é da quarta pra frente: Any Which Way, Invisible Light, Skin Tight... Só coisa fina.
Enfim, um disco todo trabalhado na qualidade.
segunda-feira, julho 05, 2010
Última semana de copa.
passou voando.
e bota voando nisso.
Mas enfim, o que tiramos de aprendizado?
Simples, se perdemos fazendo o que sabemos de melhor, que é jogando pra frente e bonito, não ficamos tão chateados.
Ora, ganhar e perder é do jogo. São 32 seleções e só uma ganha. outras 31 se vão chorando. Algumas são recepcionadas em uníssono ao som de "Burro" ou "Vacilão".
Outras, como a Argentina, que sabe que perdeu feio, levou uma coça, mas tentou jogar um futebolzinho melhor, é recebida com festa por 10 mil argentinos.
E a Celeste vai ser recebida por 30 mil, se bobear.
Aqui tinham uns 6 gatos pingados, que nem viram a seleção direito.
passou voando.
e bota voando nisso.
Mas enfim, o que tiramos de aprendizado?
Simples, se perdemos fazendo o que sabemos de melhor, que é jogando pra frente e bonito, não ficamos tão chateados.
Ora, ganhar e perder é do jogo. São 32 seleções e só uma ganha. outras 31 se vão chorando. Algumas são recepcionadas em uníssono ao som de "Burro" ou "Vacilão".
Outras, como a Argentina, que sabe que perdeu feio, levou uma coça, mas tentou jogar um futebolzinho melhor, é recebida com festa por 10 mil argentinos.
E a Celeste vai ser recebida por 30 mil, se bobear.
Aqui tinham uns 6 gatos pingados, que nem viram a seleção direito.


