sábado, julho 17, 2010

Bom, já que o sal si fufu, fiquei a pensar onde andam os bonecos do Bozo, aqueles fantoches que apareciam no programa.



MAROCA
A jurada cor de rosa tinha mania de cantar(desafinada que só ela) "Eu dou nota 10 ! Pra mim, pra mim. Pra ela, eu dou nota 9"



CANDINHA
A tímida e meiga jurada quase sempre dava boas notas



ZOCA
O jurado vilão, quase sempre dava nota zero. As crianças, revoltadas, chamavam ele de boboca. "O Zoca é um boboca"






ZICO
jurado bonzinho, quase sempre tirava satisfações com o Zoca, depois que ele dava notas baixas. "Tu é um canalha, viu ?"



LILI
Era uma cobra bem engraçada.



ZECÃO
Era um cachorro super divertido.




MACARRÃO

Era um monstro verde(agora é um monstro amigo do Bruno), que sempre anunciava que o programa do Bozo ia começar. "Com vocês, o palhaço mais famoso do mundo : Bozo".

sexta-feira, julho 16, 2010



Pelos velhos tempos.
Eu era um desses meninos de pompom azul na minha imaginação.

Já se foram vovó mafalda e papai papudo.
Agora só falta o Salsi se fufu....

quinta-feira, julho 15, 2010

Discografias para pegar:
The Pastels
The Sundays
Ride
Divine Comedy
Lush
Belly
Elastica


90's feelings all over again.
Minha lista dos melhores da lista de 100 da Amazon, pro Márcio.
Os outros também são bons, viu. Mas esses são os que recomendo correr atrás agora e baixar.


1. Bee Thousand by Guided by Voices
(clássico)

2. In the Aeroplane Over the Sea by Neutral Milk Hotel

3. Spiderland by Slint
(clássico)

6. Slanted & Enchanted by Pavement
(clássico)

7. If You're Feeling Sinister by Belle & Sebastian

8. Surfer Rosa by Pixies
(clássico)

9. Either/Or by Elliott Smith
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

10. Bakesale by Sebadoh

11. 69 Love Songs Volume 1 by The Magnetic Fields

12. Daydream Nation by Sonic Youth
(clássico)

14. We Have the Facts and We're Voting Yes by Death Cab For Cutie

16. No Pocky for Kitty by Superchunk
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

17. Dig Me Out by Sleater-Kinney

18. Give Up by The Postal Service
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

19. Kill the Moonlight by Spoon

20. I Can Hear The Heart Beating As One by Yo La Tengo
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

27. Yellow House by Grizzly Bear
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

28. Lift Your Skinny Fists Like Ante... by godspeed you black emperor!

31. Repeater + 3 Songs by Fugazi

33. Merriweather Post Pavilion by Animal Collective

37. When Your Heartstrings Break by Beulah
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

39. You Forgot It In People by Broken Social Scene

43. On by Imperial Teen
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

44. On Fire by Galaxie 500

46. Advisory Committee by Mirah
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal. LINDO! Mirah e Dios, duas bandas pouco conhecidas mas necessárias)

49. Wild Love by Smog

50. And Don't The Kids Just Love It by Television Personalities

51. Emperor Tomato Ketchup by Stereolab

57. Desperate Youth, Blood Thirsty B... by TV On The Radio

62. TNT by Tortoise
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

68. Oh, Inverted World by The Shins
(clássico)

71. Ladies And Gentlemen We Are Floating in Space by Spiritualized
(clássico)

79. De Stijl by The White Stripes

80. The Ugly Organ by Cursive
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

82. The Last Match by The Aislers Set
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

83. Save Yourself by Make Up
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal. Esse disco foi difícil demais de achar pra baixar na época)

84. Hearts Of Oak by Ted Leo & The Pharmacists
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)

90. Louden Up Now [Explicit] by (!!! Chk Chik Chick)
(clássico)

93. Alligator by The National

96. Trans Am by Trans Am
(gosto muito mesmo, por puro gosto pessoal)
sabe o que pesa?

ver fotos dos amigos casados.
ver fotos de conhecidos de infância, perdidos nos anos pós-colégio, com filhos de mais de 10 anos.
ver apartamentos mobiliados, vidas construídas, rotinas felizes (ou não, não importa).
ver vidas sendo vividas, sem maiores questionamentos. Um dia após o outro.
ver o passar dos anos nos olhos mais cansados, nos rostos mais inchados, nas marcas na pele.

e parar para pensar, onde é que eu parei?
Onde foi que eu errei, se é que errei.
É errado querer abraçar o mundo?
É estranho ter 34 e não ter uma casa ou uma rotina?
E nem pensar em ter uma rotina?

Será que é preciso entrar às 8 e sair às 18, para se sentir parte da sociedade?
e que porra de sociedade é essa que não me escuta, que não me entende e que nunca me quis? É a mesma a qual eu nunca fui apresentado? E se for essa mesma, por favor, mantenha-la à distância.

Acho que sou daí, sou o vento.
Passo, nunca fico.
Solto, pelos ares.
Invisível, mas aquele que todo mundo sente.

Um dia a gente se encontra, numa rajada de risos, aos pés de um morro qualquer.

terça-feira, julho 13, 2010

Facebook, Twitter e companhia têm mudado nossas vidas, mas suas virtudes também embutem vários graus de risco para as corporações.
As redes sociais têm mudado a forma como conduzimos nossas vidas pessoais - e estão em processo de transformação também de nossas vidas profissionais. Cada vez mais elas têm um papel significativo em como os negócios são feitos. Mas elas também representam um alto risco. Com centenas de milhões de usuários, essas ferramentas têm atraído, nos útimos tempos, mais cibercriminosos que qualquer outro alvo.

Sites de rede social: bloquear ou não?
Eis as dez principais ameaças que as empresas devem considerar na hora de desenvolver políticas para esses sites, de acordo com a empresa americana de segurança de redes Palo Alto Networks.

1::Vermes de redes sociais. Entre os vermes (worms, em inglês) de redes sociais estão o Koobface, que se tornou, de acordo com pesquisadores, “o maior botnet da web 2.0”. Apesar de uma ameaça multifacetada como o Koobface desafiar o que entendemos por “verme”, ele é projetado especificamente para se propagar pelas redes sociais (como Facebook, mySpace, Twitter, hi5, Friendster e Bebo), aliciar mais máquinas à sua botnet, e sequestrar mais contas para enviar mais spam para aliciar mais máquinas. Tudo isso para lucrar com os negócios típicos das redes botnets, como scarewares (como antivírus falso) e serviços de encontros românticos com sede na Rússia.

2::Isca para golpes de phishing. Alguém se lembra do FBAction? O e-mail que lhe pedia maliciosamente para se conectar ao Facebook, torcendo para que ninguém percebesse a URL fbaction.net no campo de endereço do navegador? Muitos usuários do Facebook tiveram suas contas invadidas e, embora tenha sido apenas “uma fração menor que um por cento”, o total de vítimas ganha corpo quando lembramos que o Facebook tem mais de 350 milhões de usuários. Pesa a favor do Facebook o fato de ter agido rápido, trabalhando para incluir o domínio numa lista negra, mas desde então surgiram muitas cópias descaradas (por exemplo, fbstarter.com). Desde então, o Facebook tem brincado de gato e rato com esses sites.



3::Trojans. As redes sociais têm-se tornado um excelente vetor para Trojans (cavalos-de-Troia). Basta se deixar seduzir por um aviso suspeito de “clique aqui” para receber:

*Zeus – um potente Trojan de roubo de dados bancários potente que, apesar de popular, ganhou vida nova nas redes sociais. Diversos roubos de grandes somas já foram atribuídos a Zeus. Um exemplo notável: o que teve como vítima a administração escolar central de Duanesburg, no Estado de Nova York (EUA), no fim de 2009.

*URL Zone – é um Trojan similar, mas bem mais esperto. Ele é capaz de comparar o saldo das contas da vítima para ajudá-lo a decidir quais roubos merecem prioridade.

4::Vazamento de informações. Compartilhar está na alma das redes sociais. Infelizmente, muitos usuários compartilham mais do que deveriam sobre empresas e entidades, com dados sobre projetos, produtos, informações financeiras, mudanças organizacionais, escândalos e outras informações importantes. Há até maridos e esposas que divulgam, na rede, como seu companheiro ou companheira tem trabalhado até tarde em projetos altamente confidenciais, acompanhado de mais detalhes sobre o tal projeto do que seria aceitável. As consequências desse tipo de indiscrição vão do embaraçoso ao jurídico.

5::Links encurtados. As pessoas usam serviços de encurtamento de URL (como bit.ly e tinyurl) para fazer caber URLs compridas em pequenos espaços. Eles também fazem um ótimo trabalho de esconder o link original; desta forma, as vítimas não serão capazes de perceber que estão clicando em um programa instalador de malware e não num vídeo da CNN. Esses links encurtados são muito fáceis de usar e estão por toda parte. Muitos dos programas para Twitter encurtam os endereços automaticamente. E as pessoas estão acostumadas a vê-los.



6::Botnets. No fim de 2009, pesquisadores de segurança descobriram que contas desprotegidas do Twitter estavam sendo utilizadas como um canal de comando e controle para algumas botnets (redes de PCs vulneráveis, comandadas remotamente). O canal padrão de comando e controle é o IRC (rede de bate-papo), mas alguns cibercriminosos decidiram explorar outras aplicações – como o compartilhamento de arquivos P2P, no caso do Storm – e agora, engenhosamente, o Twitter. O microblog tem fechado tais contas; mas, dada a facilidade de acesso das máquinas infectadas ao Twitter, a situação terá continuidade. Assim, o Twitter também se torna adepto das brigas de gato e rato...

7::Ameaças persistentes avançadas. Um dos elementos-chave das ameaças persistentes avançadas (APT, na sigla em inglês) é a obtenção de dados sigilosos de pessoas de interesse (exemplos: executivos, diretores, ricaços), para o que as redes sociais são um verdadeiro tesouro de informações. Quem usa APTs emprega as informações obtidas para seguir adiante com mais ameaças – aplicando mais “ferramentas de inteligência” (como malwares e Trojans) e, com isso, ganhando acesso a sistemas importantes. Assim, apesar de não estarem diretamente ligadas às APTs, as redes sociais são uma fonte de dados. Menos exótico, mas não menos importante para indivíduos, é o fato de que informações sobre sua vida e suas atividades servem de munição para o ataque de cibercriminosos.

8::Cross-Site Request Forgery (CSRF). Embora não sejam um tipo específico de ameaça – é mais uma técnica usada para espalhar um sofisticado verme de rede social -, os ataques CSRF exploram a “confiança” que uma aplicação de rede social tem quando funciona sob o navegador de um usuário já conectado à rede. Durante o tempo em que essa aplicação não verificar novamente a autorização que lhe foi concedida, será fácil para um ataque infiltrar-se no canal de conexão do usuário, enviando conteúdos maliciosos que, clicados por outros, fariam mais vítimas, que por sua vez ajudariam a espalhá-lo.


9::Impostura (passar por alguém que você não é). Várias contas de redes sociais, criadas por pessoas de destaque e seguidas por milhares de pessoas, têm sido invadidas (o caso mais recente é o de um punhado de políticos britânicos). Mesmo sem invadir contas, diversos impostores têm conquistado centenas e milhares de seguidores no Twitter, só para depois constranger as pessoas que fingem ser (exemplos: CNN, Jonathan Ive, Steve Wozniak, Dalai Lama), ou fazer coisas piores. O Twitter disse que a partir de agora vai bloquear esses farsantes que tentam manchar o nome de suas vítimas, mas sob sua decisão. Já ficou comprovado que a maioria dos impersonators não distribui malware, porém algumas contas já fizeram isso (como a do Guy Kawasaki).

10::Excesso de confiança. O ponto em comum entre todas essas ameaças é a tremenda confiança depositada nas aplicações sociais. Como o e-mail na época em que chegou às multidões, ou o mensageiro instantâneo quando se tornou onipresente, as pessoas confiam em links, fotos, vídeos e arquivos executáveis sempre que eles são enviados por “amigos”, pelo menos enquanto não caírem do cavalo algumas vezes. Parece que as aplicações sociais ainda não deram seu coice a um número suficiente de pessoas. A diferença em relação às redes sociais é que o propósito delas, desde o começo, é compartilhar (muita) informação, o que implicará numa curva de aprendizado mais longa para a maioria dos usuários. Isso quer dizer que as pessoas ainda terão que cair do cavalo mais algumas vezes.

do idgnow.com

segunda-feira, julho 12, 2010



Conjunção Astral Carnal do dia 21 de dezembro de 2012.
Acho que vai dar Botafogo na cabeça.
Espero que não acabe o mundo.
daily reminder

não beber mais e comer melhor.

sábado, julho 10, 2010

Para não fugir do assunto do momento, vou falar de Paul, o Polvo.

Desde o início da Copa acertando resultado atrás de resultado. Colocando a Alemanha onde de direito deveria estar, no terceiro lugar.
E eu, brincando de adivinho, comecei a dar meus pitacos em frases nada inspiradas como:

Deus é Paraguayo.
(o paraguay perdeu logo depois).

Então escrevi, Deus é Uruguayo e na semi-final lá se foi Uruguay, tabela abaixo...
Claro, pule de dez, coloquei Deus É alemão, e foi-se dessa vez a divisão Panzer.

Cansei de tentar entender as coisas desse mundo e fui para o básico:
Deus é um polvo.

Desisto dele depois de amanhã, depois da final da copa.
Não estou falando de Deus, claro,
estou falando do polvo.
não é uma banda que vai mudar o mundo, mas gosto de ouvi-la vez em quando.
Não é uma banda que mereça ser elencada aqui no blog, mas as vezes vejo coisas interessantes neles.
não é uma banda que vai perdurar, não é uma banda que tem melodias excepcionais.

Por que então, gosto de ouvi-los vez em quando?

Kashmir.

http://mashable.com/2010/07/09/google-social-media-attempts/

essa matéria tem um infográfico que chega a ser engraçado.
Como o Google tenta entrar na festa das mídias sociais e não consegue.
;)

sexta-feira, julho 09, 2010

A Amazon.com lançou uma listinha com os 100 melhores discos de Indie Rock.
todos podem ser comprados por menos de 10 doletas. segue a listinha

1. Bee Thousand by Guided by Voices $9.99
2. In the Aeroplane Over the Sea by Neutral Milk Hotel $9.99
3. Spiderland by Slint $9.99
4. Exile In Guyville by Liz Phair $11.99
5. Imperial f.f.r.r. (Deluxe Edition) by Unrest $8.99
6. Slanted & Enchanted by Pavement $7.99
7. If You're Feeling Sinister by Belle & Sebastian $7.99
8. Surfer Rosa by Pixies $8.99
9. Either/Or by Elliott Smith $8.99
10. Bakesale by Sebadoh $9.99
11. 69 Love Songs Volume 1 by The Magnetic Fields $9.99
12. Daydream Nation by Sonic Youth $9.49
13. Michigan by Sufjan Stevens $9.99
14. We Have the Facts and We're Voti... by Death Cab For Cutie
15. I See A Darkness by Bonnie "Prince" Billy $8.99
16. No Pocky for Kitty by Superchunk $8.99
17. Dig Me Out by Sleater-Kinney $8.99
18. Give Up by The Postal Service $9.90
19. Kill the Moonlight by Spoon $8.99
20. I Can Hear The Heart Beating As One by Yo La Tengo $9.99
21. Lifted Or The Story Is In The So... by Bright Eyes $9.99
22. Diary by Sunny Day Real Estate $9.99
23. Moon Pix by Cat Power $7.99
24. Funeral by Arcade Fire $5.00
25. Black Candy by Beat Happening $8.99
26. The Glow Pt. 2 by The Microphones $8.99
27. Yellow House by Grizzly Bear $9.90
28. Lift Your Skinny Fists Like Ante... by godspeed you black emperor! $17.98
29. 24 Hour Revenge Therapy by Jawbreaker $9.99
30. Zen Arcade by HÜsker DÜ $8.99
31. Repeater + 3 Songs by Fugazi $8.99
32. Let It Be [Expanded Edition] by The Replacements $10.99
33. Merriweather Post Pavilion by Animal Collective $9.99
34. Let's Get Out of This Country by Camera Obscura $5.00
35. Person Pitch by Panda Bear $9.99
36. Our Endless Numbered Days by Iron & Wine $9.99
37. When Your Heartstrings Break by Beulah $8.99
38. I Am A Bird Now by Antony & The Johnsons $9.90
39. You Forgot It In People by Broken Social Scene $7.99
40. This Nation's Saving Grace by The Fall $9.99
41. Gulag Orkestar by Beirut $9.99
42. Mass Romantic [Remastered] by The New Pornographers $7.99
43. On by Imperial Teen $9.99
44. On Fire by Galaxie 500
45. How Memory Works by Joan Of Arc
46. Advisory Committee by Mirah $8.99
47. Red House Painters I by Red House Painters $9.99
48. Agaetis Byrjun by Sigur Ros $8.99
49. Wild Love by Smog $8.99
50. And Don't The Kids Just Love It by Television Personalities $7.99
51. Emperor Tomato Ketchup by Stereolab
52. Liberty Belle And The Black Diam... by The Go Betweens $9.90
53. Sing No Evil by Half Japanese $8.99
54. Pussy Whipped by Bikini Kill $8.99
55. The Mysterious Production of Eggs by Andrew Bird $6.99
56. The Decline And Fall Of Heavenly by Heavenly $7.92
57. Desperate Youth, Blood Thirsty B... by TV On The Radio $8.91
58. Fabulous Muscles by Xiu Xiu $8.99
59. Set Yourself On Fire by Stars $7.99
60. Daddy's Highway by The Bats $9.49
61. Neon Golden by The Notwist $9.99
62. TNT by Tortoise $8.99
63. Destroyer's Rubies by Destroyer $9.90
64. Rejoicing in The Hands by Devendra Banhart $8.99
65. Coquelicot Asleep In The Poppies... by Of Montreal $8.99
66. Milk Man by Deerhoof $8.99
67. Will You Find Me by Ida $8.99
68. Oh, Inverted World by The Shins $9.99
69. Feast of Wire by Calexico $9.99
70. The Fawn by The Sea And Cake $8.99
71. Ladies And Gentlemen We Are Floa... by Spiritualized
72. II & III by Camper Van Beethoven $7.99
73. The R&B of Membership by The Delta 72 $9.99
74. The Curtain Hits The Cast by Low $9.49
75. Furnace Room Lullaby by Neko Case $9.99
76. Jane From Occupied Europe by Swell Maps $9.99
77. The Smell Of Our Own by The Hidden Cameras $9.90
78. Nothing Feels Good by The Promise Ring
79. De Stijl (DMD Album) by The White Stripes $9.99
80. The Ugly Organ by Cursive $9.99
81. The Sea and the Bells by Rachel's $9.99
82. The Last Match by The Aislers Set $7.99
83. Save Yourself by Make Up $8.91
84. Hearts Of Oak by Ted Leo & The Pharmacists $8.99
85. Vivian Girls by Vivian Girls $8.99
86. Worn Copy by Ariel Pink's Haunted Graffiti $9.99
87. Cure For Pain by Morphine $9.99
88. The Power Out by Electrelane $9.99
89. The Milk-Eyed Mender by Joanna Newsom $8.99
90. Louden Up Now [Explicit] by (!!! Chk Chik Chick) $9.00
91. Gallowsbird's Bark by The Fiery Furnaces $9.99
92. Horses In The Sky by Silver Mt. Zion $8.99
93. Alligator by The National $6.99
94. Waiter: 'You Vultures!' by Portugal The Man $9.99
95. The Discovery of a World Inside ... by The Apples In Stereo $8.99
96. Trans Am by Trans Am $8.99
97. Ultimate Alternative Wavers by Built To Spill $8.99
98. To Survive by Joan As Police Woman $8.99
99. Passover by The Black Angels $8.99
100. Dangerous Magical Noise by The Dirtbombs $8.99

diria que dos 100 tenho uns 90, baixados claro. Talvez até um pouco mais...
e sim, é uma boa lista. Mas falta taaaaanta coisa.

quinta-feira, julho 08, 2010

História do Hotmail. Já percebeu que sem as vogais ele vira HTML?

O primeiro webmail foi criado por uma dupla em 1996 e vendido um ano e meio depois para Bill Gates por uma fortuna - e foi bom negócio para todos os envolvidos.

Por Eduardo Nicholas (tirado do Webinsider)


Em meados da década de noventa ter um e-mail não era nada fácil. Era preciso contratar os serviços de um provedor e instalar um software específico para mexer na sua caixa de mensagem, tudo isso para poder acessar o e-mail somente do seu próprio computador! Essa moleza que temos hoje não existia. Criar e-mail em dois minutos? Acessá-lo de qualquer lugar? No way, amigo!



Quem nos proporcionou primeiro esse privilégio foi um estudante indiano chamado Sabeer Bhatia. Depois de ganhar uma bolsa de estudos em Stanford, nos Estados Unidos, Bhatia terminou o curso e foi trabalhar na Apple.

Lá conheceu seu futuro sócio, Jack Smith. Os dois costumavam conversar sobre o chefe Steve Jobs e como ele tinha se tornado milionário apenas investindo numa boa ideia. Bhatia estava obcecado e logo convenceu Smith a pensar em algo. Como era de se esperar, eles tiveram a sensibilidade de ver o problema que descrevi acima e propor uma solução. Depois de achar um investidor, os dois passaram quase um ano trabalhando no novo site.

Finalmente, no dia 4 de julho de 1996, a dupla publicou o que seria a carta de alforria dos usuários de correios eletrônicos. A proposta era simples: dar ao internauta a possibilidade de acessar seu e-mail de qualquer computador.

Para fazer isso eles precisavam desenvolver um serviço que funcionasse com a HyperText Markup Language, conhecida como HTML. E dessa sigla surgiu o nome do primeiro webmail grátis, bastou colocar algumas vogais em meio às consoantes, sem esquecer de incluir o termo mail, surgindo assim a marca Hotmail.

Os mais velhos devem lembrar que inicialmente o Hotmail oferecia uma caixa com espaço bem reduzido. Para mais capacidade era preciso pagar uma mensalidade. No entanto, apesar desse serviço, a verba para manter o site funcionando vinha de publicidade. Foi uma jogada arriscada, pois na época do lançamento era impossível saber se eles teriam audiência suficiente para fazer isso.

Era impossível saber, por exemplo, que seis meses depois eles já teriam seis milhões de usuários! Nesse período muita gente dizia para Bhatia que a Microsoft iria copiar a ideia e acabar com a farra.

Negociação sensacional com a Microsoft
Ele sabia disso, porém contava com uma vantagem: a empresa de Bill Gates ainda teria que desenvolver sua própria ferramenta. Enquanto isso, o Hotmail agregava mais internautas e colocava Gates na parede. Como de costume, a Microsoft não podia deixar a concorrência crescer. Portanto, marcou uma reunião com Bhatia e Smith para fazer uma proposta. Era o final de 1997, o site tinha um ano e meio de idade.

Depois de ter investido 300 mil dólares, era provável que qualquer oferta mais ou menos já fosse aceita. Note que eles deviam aceitar mesmo e logo, caso contrário a Microsoft teria tempo para destruí-los. No entanto, para espanto geral, Bhatia chega na mesa de negociações e exige 500 milhões de dólares.

Gates ri e dá uma contrapartida de 100 milhões. Bhatia sai da sala e quase mata a equipe do Hotmail do coração. Todos diziam: cara você é louco! Aceita logo!

Até então os sites da internet não eram negociados no patamar de somas como essa. Bhatia volta para a sala calado, Gates oferece 200 milhões. O indiano diz que só fecha negócio a partir de 400 milhões.

Para supresa de todos a Microsoft aceita. Porém, o espanto era só para quem não entendia o potencial do site, pois foi realmente um bom negócio para os fabricantes do Windows.

Nas mãos de uma empresa maior, o Hotmail continuou a crescer em número de usuários e a render bastante dinheiro. Porém, é bem provável que você tenha se inscrito no site por um outro motivo, um programa de mensagem instantânea chamado Messenger.

O conceito de comunicador instantâneo era antigo, uma das primeiras ferramentas criadas no começo das redes de computadores. Na internet mesmo já tinha se tornado popular com o ICQ, software da Mirabilis. Nesse caso, a America Online chegou primeiro e comprou o ICQ. A Microsoft teve então que fazer seu próprio comunicador e inteligentemente o associou ao Hotmail.

Alguém aí ainda usa o instantâneo da AOL? Pois é, isso mostra que a escolha de vender o Hotmail para a Microsoft foi a melhor coisa que Bathia e Smith fizeram.

Curiosidades de sobremesa
1. O Hotmail só teve sua liderança questionada depois da entrada do Gmail no mercado. Com a proposta de um espaço maior, o Gmail fez com que o Hotmail repensasse o tamanho do espaço que oferecia.

2. Ao oferecer ao usuário a chance de acessar seu e-mail de qualquer lugar, o Hotmail criou também a possibilidade da pessoa ter um correio eletrônico sem precisar ter um computador.

3. Lembro bem que no Brasil o Zipmail fez mais ou menos a mesma coisa que o Hotmail no mundo. Gostava muito de uma propaganda com a Luana Piovanni, falando que agora todo brasileiro poderia ter um e-mail. E depois a muito famosa, do velhinho dizendo velhachata@zipmail.com.br

4. A expansão no número de usuários do Hotmail só se deu por causa de uma das jogadas de marketing mais inteligentes já vistas no mercado. Toda vez que um novo usuário criava seu e-mail e começava a usá-lo, essa pessoa mandava mensagens para seus amigos. Por esse motivo rapidamente milhares de internautas passaram a ter contato com a marca.

5. Bhatia chegou aos EUA com 400 dólares no bolso. Nove anos depois, se quisesse ter saído do país, estaria com 400 milhões na conta.

6. Apesar da grana no bolso, Bhatia e Smith nunca voltaram a repetir o sucesso do Hotmail. Não tenho pena deles, nenhuma! Trabalhar menos de dois anos para ganhar 400 milhões de dólares?

7. O Hotmail tem hoje cerca de 300 milhões de usuários.

8. O logo que aparece no início do post é o original da marca, o primeiro a ser lançado.

quarta-feira, julho 07, 2010

Jantar:

junte em uma frigideira, um fio de azeite,
meia cebola de ontem picada, um pedaço de queijo de minas da semana passada em cubinhos, manteiga, um ovo e farinha, muita farinha.
Pronto, você tem uma farofona de dar gosto. e enche o bucho que é uma beleza.
Para acompanhar água safra 2010.

nojento, tchan!!!

terça-feira, julho 06, 2010

tempo para falar do novo disco do Scissor Sisters.


A capa que, óbvio, já foi censurada.


Depois da primeira descoberta, da versão de pink floyd et all, o Scissor Sisters causou um segundo disco que, apesar de bom, não bom...bou.
Aí peguei o terceiro e recém-lançado Night Work. Mais por desencargo de consciência do que qualquer outra coisa. E a banda mais gay da face da terra não fez carão.
Pagou de Aloka e mandou ver num discaço. Se seu estilo é eletrônico, as batidas estão previstas. Se você prefere uma coisa mais abba, os vocais estão lá. Neo Disco, Disco, enfim, música boa não depende de rótulo.

Para dançar fazendo pose até o lápis do olho escorrer.

o disco começa com Night Work, animadíssima faixa de abertura, que já mostra o que está por vir. Mas o fogo pega mesmo é da quarta pra frente: Any Which Way, Invisible Light, Skin Tight... Só coisa fina.
Enfim, um disco todo trabalhado na qualidade.

segunda-feira, julho 05, 2010

Última semana de copa.
passou voando.
e bota voando nisso.
Mas enfim, o que tiramos de aprendizado?
Simples, se perdemos fazendo o que sabemos de melhor, que é jogando pra frente e bonito, não ficamos tão chateados.
Ora, ganhar e perder é do jogo. São 32 seleções e só uma ganha. outras 31 se vão chorando. Algumas são recepcionadas em uníssono ao som de "Burro" ou "Vacilão".
Outras, como a Argentina, que sabe que perdeu feio, levou uma coça, mas tentou jogar um futebolzinho melhor, é recebida com festa por 10 mil argentinos.
E a Celeste vai ser recebida por 30 mil, se bobear.

Aqui tinham uns 6 gatos pingados, que nem viram a seleção direito.

domingo, julho 04, 2010

Hoje dia 4 de julho, acho que finalmente entendi o que sente aquele cara que cansou de esperar pela nova salvação da musica e se contenta com os seus idolos do passado.
É como voltar para um abraço em que você sabe como encaixar, como uma boca antiga, onde não há mais segredos, como um noite dormida ao lado de sua esposa de décadas, onde cada um entende até o ir e vir da respiração.

Escrevo isso porque, faz uns dias, resolvi ouvir aos discos que tenho na mente desde os anos 90. Sim, pode ser uma lembrança afetiva, de uma época que não volta mais, e todos sabemos como nossa memória é seletiva a ponto de só nos deixar as memórias alegres. Um tempo em que se podia beber e beber no dia seguinte, sem a ressaca que parece nos transformar numa ameixa seca durante todo um dia, com dor de cabeça, o gosto de cabo de guarda chuva e tudo mais. Tempo de olhar, assobiar, amar, despertar e partir para a estrada. Tempo de deitar na cama, no chão, no sofá, ou onde quer que fosse, mas perto do toca discos e se deixar levar horas a fio por melodias. Encontrar a lágrima perdida, dentro de uma canção, a menina que ninguém mais sabe onde foi parar, o amor de adolescência que virou mãe de família e que agora enverga dois rebentos com o maior orgulho, apesar das marcas da cesária.

Música é sempre mais música quando se tem os hormônios em desequilíbrio. Elas acertam como niguém no cerne da questão. Talvez venha daí a famosa síndrome de Peter Pan que ataca roqueiros, sem exceção.

Não sei se foi a época intensa em que estou metido, de trampo, de falta de tempo, de falta de tesão com a vida, momento de pensar que a morte tá logo ali, e senti-la na mão, no coração, no olhar perdido de quem se foi. Acontece que os discos daquela época parecem estar cada vez mais amigos, mais próximos, mais fodas.
Não são pretensiosos como os novos amores. São companheiros. Amigos.

E mesmo discos que não chegavam de forma alguma às lojas de outrora, hoje simples pensamento de locais onde se encontravam amantes de música, podem ser achados com dois teclares corretos. Ainda esses, desconhecidos, se mostram como os amigos de infância que se passa anos sem ver. Num encontro novo, porém com gosto de tempo dividido, de segredos repartidos.

É, essa é uma puta viagem solitária. E muitas vezes é foda pensar nisso. Mas o vigor de uma época pode te facilitar as coisas. E nessas horas, os discos antigos com cheiro de ruas, pessoas ou terra molhada são a melhor companhia.

Siga em frente, mas não deixe as memórias para trás.

***

trilha sonora para esse texto:




Impossível escolher uma ou outra música. Todas são amigas antigas.
vi num link via tuiter e achei interessante.

NAMORO OU AMIZADE?
Por Matheus Tapioca

Você acredita em amizade entre homem e mulher? Dizem que só existe até o primeiro beijo. Não estou falando de selinho. Beijo de verdade. Daqueles em que é preciso fechar os olhos para sentir, ao mesmo tempo, todos os outros sentidos.

Eu acredito em amizade entre homem e mulher. Sinceramente, tenho amigas que são samambaias: não como nem na salada. Acho muito importante ter algumas amizades femininas. Nos abrem os olhos para coisas que só mulher entende.

Mas também não sou amigo de mulher como os gays são. Não me chame para o shopping para ver vitrine, nem assistir Saia Justa do GNT. Tudo tem limite. Mas é sempre bom beber cerveja e colocar as histórias e interpretações masculinas e femininas na mesa.

Agora tem aquelas em que a mulher só quer amizade e o cara quer namoro. Estes são os piores, porque você nunca sabe se ela falou aquilo dando mole ou não, se aquela frase foi uma bola cheia ou murcha.

Todo homem passa pela fase do “Eu preciso dizer que te amo!”. Não conheço um que nunca passou por isso. Primeiro porque mulher adora ficar amiguinha dos homens, seja para ficar ou não. E isso confunde o sujeito.

Por isso, alguns homens partem para o ataque rápido, sem nem dar tempo de ficar amiguinho da mulher. Regras claras logo no início. Pois você tem certeza que não quer amizade desde a primeira vez que a viu.

Existem amizades que são namoro sem beijo. Os dois se amam e podem se casar no futuro ou viver amigos para sempre. Namoros que viram amizades. E namorados que são amigos.

Não há como negar que a amizade é superior ao amor. Amizade não tem aquele ciúme doentio, você pode furar um programa de vez em quando, passar uma semana, um mês, um ano sem ligar e vai parecer que foi ontem. Além disso, a amizade pode ser colorida.

Eu acredito em amizade entre homem e mulher. Acho normal dois solteiros sairem para jantar, à luz de velas, no Dia dos Namorados. Mas depois do jantar, nunca se sabe.

quinta-feira, julho 01, 2010

joguei basquete, uns 10 minutos hj, depois de séculos.
Estou com dor em todas as partes do meu corpo.
E ainda nem deu tempo do sangue esfriar...

quarta-feira, junho 30, 2010




tudo a ver com o feeling anos 90 que tá baixando em mim.
Matador, Creation, Rough Trade e muito mais.
saudades...

sexta-feira, junho 25, 2010

Sério, quero chorar.
posso?

***

Que coisa mais estranha essa vida de escrever. preciso escrever para o trabalho, para me ver livre disso aqui e só consigo ouvir música e dedilhar o blog.
e pra vc, que jogo foi melhor:

USA x Argélia

ou

Itália x Eslováquia


?
Post da madrugada.

Uma e meia e nem meia nos pés tenho mais. O frio bate na sola que encosta na pedra. A poeira suja um pouco. Tenho que fazer um texto, dois textos, vários textos.
Não sei se durmo hoje, não sei se vou para casa hoje. não sei se vou amanhã.
Nem se voo amanhã.

Fim de semana não existe quando ela se torna um ente contínuo. Um dia emenda em outro atrás de telas e teclas. Copa? Ouço falar.
Amigos e presentes ficam para as datas mais especiais.

É dura a realidade. Até o momento em que encho um copo de uma bebida energética qualquer e espero que ela me dê asas. Nem que sejam asas à minha imaginação.

Assim trabalhamos. Assim se vai. Assim nos gastamos, sem chance de voltar atrás qualquer um desses segundos perdidos.

quinta-feira, junho 24, 2010

ótima frase do Aydano andré motta


Dunga pode ganhar, mas, por pecados que são todos seus, jamais conseguirá vencer.

sábado, junho 19, 2010

Gente, que copinha...

sério, alguém tem que levantar a mão, colocar a bola embaixo do braço e falar:
Olha aqui, EU QUERO ser campeão.

Como o São Paulo fez uns anos atrás no Brasileirão. Fica nesse lenga lenga, nesse "tô quase lá, mas será que vou conseguir" típico de times sem camisa.
Porra, nunca uma Copa foi tão fácil de ser vencida.
A Itália que o diga, ganhou a PIOR copa de todos os tempos, a de 2006.
Se bem que, a continuar assim, a de 2010 vai ser dura de ser batida...

sexta-feira, junho 18, 2010

Puta artigo bom pra caralho, mas em inglês, sobre o mercado publicitário no novo milênio. E veio daqui:http://adcontrarian.blogspot.com/



Advertising's Degenerative Disease

Last week, Apple surpassed Microsoft as the world's most valuable technology company.

I've never done work for either of these firms, but they seem so different to me it's hard to think of them as being in the same business.

I was trying to understand what made them feel so dissimilar to me. I think it's craftsmanship.

It seems to me that Microsoft is a company run by a businessman. Apple is a company run by a craftsman.

This is not to say that a craftsman can't be a good businessman, or that a businessman can't also be a craftsman.

But there is clearly an aesthetic sensibility at work at Apple that doesn't exist at Microsoft.

As I said in a previous post, "We are so used to the name Microsoft, we have forgotten what an alarmingly awful, cringe-inducing name it is. When you start with such bad taste, it’s hard to ever recuperate."

I think there is a lesson in this for the ad industry.

The ad industry used to be a business of craftspeople. The men and women who started agencies were generally copywriters, art directors, or account people. They plied the trade of advertising and knew it well. They worked at ad shops and when they got fed up, they set out to do it better themselves.

They'd start their own shop and this would spawn a new generation who, in their own time, would break off and continue the cycle.

The leaders of today's global ad agencies are not crafts people. They're businessmen -- lawyers, accountants, financiers, insurance guys. They wouldn't know a rough cut from a lug nut.

In the era of the crafts person the ad industry looked very different. Not that long ago Y&R had the largest share of the ad market in the US at about 1.5%. Today, four global monstrosities control over 70% of the ad spending in the US.

I've been around the ad business long enough to know that it's never been a little slice of utopia. But I have a hard time believing that an ad industry controlled by financiers is preferable to one controlled by craftspeople.

It's a very rare apple that can have it both ways.

domingo, junho 13, 2010

Perto de Zigic, de 2,02m, e de Peter Crouch, 2,01m, Loco Abreu é anão.
Se fosse basquete, ele seria armador.
Imagina se a Rep. Tcheca tivesse se classificado?
Ainda teríamos o Koller, com seus 2,02m.

Mas mesmo assim acho que o Romário faria aquele gol de cabeça de novo.
O baixinho é foda.
Notícias da Copa

Depois do frango de ontem, a Seara fecha patrocínio com a Seleção Inglesa.
Por falar em Seara, não é que ela parece estar patrocinando a copa?
Ou alguém pode me explicar o que a marca dela (ops, mar cadela)
está fazendo nas placas de publicidade dos jogos da copa?

***

Com essas eslováquias, eslovênias e sérvias da vida, fico com saudade dos times da Iugoslávia e da Tchecoslováquia. Pelo menos juntava todo mundo sob uma camisa só e dava até graça torcer pra eles, conhecidos como os brasileiros do Leste Europeu.

sábado, junho 12, 2010

Para o dia dos namorados em plena copa, algumas expressões de duplo sentido vindos do futebol.

- entrada dura por trás (essa é cartão vermelho!)

- levar bola nas costas

- marcação homem a homem

- no pau (Silvio Luiz e sua famosa bola na trave)

- ver o lateral subir o tempo todo

- goleiro engoliu um peru

- meter uma bola enfiada

- botar no meio das pernas

e por aí vai...
e o mullet do Maradona?
Meu Deus, que cabelo é esse, camarada??!!

E vamos nessi que tá bom a bessi.


O Blogui agora toma formato de bola, com só 8 gomos, e gira pelo mundo do futebol.
É copa queridos.

Colocarei aqui e no twitter @luistaylor as impressões do jogo.
DoS jogoS. e dos jogadores, com curiosidades, duplos sentidos e trocadilhos.
Assim, até jogos como eslovaquia e nova zelandia podem ter graça.

Argentina passeou quando quis, messi perdeu gols a torto e a direito e o maradona beijou 11 homens suados (mais os reservas que entraram depois).
Vale a pena ganhar um título pelo Maradona, mas não vale ganhar um pelo Dunga.

Daqui a pouco o clássico Al Qaeda, USA x Inglaterra.
Tomara que Peter Crouch entre em campo, pro Louco Abreu não ser o jogador mais desengonçado a atuar na primeira rodada.
: /

terça-feira, junho 08, 2010

1 - acho que meu pescoço e coluna nunca estalaram tanto como agora.
será isso um bom sinal?
acho que sim, mas, infelizmente, bom sinal para clínicas de fisioterapia, para ortopedistas e quiropatas.

2 - Consegui completar meu álbum da copa, mesmo com babas entre as figurinhas como Adriano, Ballack, Essien e Nani (recém-cortado). Melhor, não gastei um centavo.
Só tempo, né. Como consegui isso? Simples, fazendo um álbum virtual na página da Fifa.com

foi tão divertido quanto e menos caro, com certeza. e o bolo de figurinhas repetidas fica ali no canto do site, sem entulhar mais ainda a minha vida já cheia de papel.
(e sem gastar papel, né? isso sim é ser verde)

domingo, junho 06, 2010

sério,
dá pra nascer de novo e mudar de time?
como são as coisas, né?
antes postava as letras das músicas, porque queria que vocês a escutassem.
Agora posso colocar a música aqui, numa boa.

tó procêis então. Podem escutar a vontade.


Ah, claro.
e a letra, né...
: )


Ada don’t talk about reasons why you don’t want to talk about reasons
why you don’t wanna talk
Now that you got everybody you consider sharp
all alone, all together, all together in the dark
leave it all up in the air
leave it all up in the air
leave it all up in the air

Ada put the sounds of your house in a song
try to be speechless for a minute
if you think you gonna faint go out in the hallway
let them all have your neck
Ada don’t stay in the lake too long
it lives alone and it barely knows you
it’ll have a nervous breakdown and fall
into a thousand pieces around you

Stand inside an empty tuxedo with grapes in my mouth
waiting for Ada
Ada hold onto yourself by the sleeves
I think everything counts a little more than we think
leave it all up in the air
leave it all up in the air
leave it all up in the air

Ada Ada Ada Ada
Ada I can hear the sound of your laugh through the wall

Ada don’t talk about reasons why you don’t want to talk about reasons
why you don’t wanna talk
now that you got everybody you consider sharp
all alone, all together, all together in the dark
leave it all up in the air
leave it all up in the air
leave it all up in the air

Ada Ada Ada Ada
Ada I can hear the sound of your laugh through the wall
Ada Ada Ada Ada
Ada, I’ve been hoping you know your way around

sábado, junho 05, 2010

Para depois não me chamarem de Louco, Loco no más.

em 17 de Abril escrevi:

"Vai ter gente que vai me chamar de doido,
mas e daí? quem não é?
Bom, terremotos, maremotos, chuvas, tsunamis.
tá cada vez mais normal isso.
Agora, vulcão entrando em erupção. Cinzas param a Europa. Caos aéreo.
Acham uma rachadura na Antártida.
E aparece um meteorito caindo nos EUA, com a maior cara de Disco Voador. Detalhe, não acharam a cratera onde ele caiu.

Sabe o que eu acho?
o mundo está caminhando rumo ao seu fim.
Quem viu o Jornal Nacional ontem não teve como não se sentir em um filme de ficção científica. Mas não era. Era real.
Quer dizer, real até onde a realidade vai, né."


depois, no dia 20 arrematei:
"Em quanto tempo?
Dois meses?


Terremoto no Haiti.
Terremoto no Chile.
Terremoto na China.
Vulcão na Islândia.
Terremoto na Austrália."


E agora, como me explicam aquela cratera na Guatemala, depois da erupção de MAIS um vulcão, dessa vez no Equador???

se você não sabe do que falo, veja aqui:






Imagens feitas nesta terça-feia {esse erro não é meu, é da Globo.com mesmo. mas resolvi deixar. heheheh} (1º) mostram um buraco de 60 metros de profundidade por 20 metros de diâmetro que se abriu no centro da Cidade da Guatemala depois das fortes chuvas causadas pela tempestade tropical Agatha.

Sinceramente, acho que alguma coisa está errada, muito errada.
talvez um leviathan a andar por baixo de nossa crosta, pronto a tragar tudo e todos, talvez a vinda do Galactus, o devorador de mundos, talvez só coincidência...
da série Relatos de Vitorinha

Fiquei sabendo, muito por alto, que o resultado do Concurso Miss Brasil tinha se rendido à tão propagada beleza das capixabas. Claro, você não sabia? As capixabas são as mulheres mais lindas do Brasil, segundo elas mesmas.

Pois então, a Miss Brasil 2000 é do Espírito Santo. Ou foi o que fui levado a entender lendo os jornais locais. Até que a legenda de uma foto explicou tudo:
ela é sim, capixaba, mas foi eleita defendendo Minas Gerais.
Uai, sô. Já não basta quererem anexar o litoral(o ES) ao Estado de Minas, ainda vem aqui e levam nossas belezas?

coisas de vitorinha. batam palmas.

sexta-feira, junho 04, 2010

descobri que para se sentir sozinho, basta estar vivo.
às vezes, em cidades em que não conhecia uma viv'alma,
em que dormia na rua, em que pedia favores aos senhores, me sentia completo e alegre.

embaixo do teto, onde tudo é silêncio, onde amor é gelo,
onde presença pode ser ausência, me refugio de mim mesmo.
a solidão não é escolha e não agrada.

mas está sempre ali, ao seu lado, para lembrar a você que
dá para ser sozinho cercado de pessoas.
O cheiro é de ferro, como o das barras usadas para bater em você.
A mistura, com chuva e ferrugem, traz ainda um odor ácido,
que machuca o nariz, a cada inspiração.

A vontade que tenho é de deitar e deixar o cano trabalhar minha carne, meus ossos, meus músculos, sem fazer força para detê-lo. Senti-lo me partindo ao meio, estalos quebrados, pancadas secas, o cheiro de ferro, dessa vez do sangue, que teima em escorrer por cortes e poros.

Fecho os olhos e aqui dentro tudo fica mais confortável, mais claro.
Acho que não vou abri-los nunca mais. Nunca mais.

quinta-feira, junho 03, 2010

relatos de vitorinha

ah, vitorinha...
feriado, todos livres e desimpedidos de seus afazeres profissionais.
Ou seja, mais do que motivo pra todo mundo ir pra rua se divertir, né?

não, não é. vitorinha se fecha nos feriados, deixando aos desimpedidos o desamparo da solidão. No máximo, um filme no DVD (se a sua locadora não tiver fechado para sempre).
Bares? Ruas movimentadas? Pessoas nas ruas?
não aqui, não em vitorinha.
tempo que não apareço.
Acostumem-se. pode se tornar uma constante.
Mesmo que venha aqui, será só para espanar a poeira dos móveis velhos,
dar uma sacudida na toalha para me livrar de pequenas migalhas de pão seco,
ver se as luzes queimaram, e partir.

A caminhada é lenta.
Toda caminhada é lenta.

é ou não é um alento?

terça-feira, junho 01, 2010

coisas boas:
internet rápida e wireless
discos antigos
café

coisas ruins:
dor nas costas
falta do rádio
e depois?

terça-feira, maio 25, 2010

ANTES AQUI



Thieves Like Us - Again and Again

O jogo começa e em campo, uma promessa de craque. Quem nunca ouviu essa história antes? O pseudo-craque que algumas vezes acontece e em outras, desponta para o anonimato. Todos aqui conhecem Pelé e Robinho, mas quantos se lembram de Matusalém ou Adriano?

Com o Thieves Like Us também é assim, uma banda pseudo-craque que em seu segundo trabalho, Again and Again, ainda não disse a que veio, apenas que tem potencial para ser o melhor do mundo. Mas saiamos das retangulares linhas de cal para o conhecido campo circular do disco. O primeiro som que vem é eletrônico, de sintetizadores. O clima é pesado. A bateria eletrônica começa a acompanhar e a voz, quase um sussurro, cobre tudo. Se não soubesse com certeza em que ano estou poderia achar que era algum da década de 80. O Thieves Like Us carrega mesmo essa marca de viagem para um tempo de Echo and The Bunnymen, The Cure, Joy Division e New Order.

Seu álbum nos joga pra cima e para baixo, todo o tempo. Como por exemplo, na trinca de faixas “Shyness”, alegrinha, se é que algo é alegre no trabalho deles, “Mercy”, trilha sonora de procissão para enterro, e “One Night With You”, que dá até para pensar em se balançar ao som de suas batidas. A montanha-russa continua, com uma música mais alegre, outra mais devagar, uma mais animadinha, outra mais soturna. A banda tem potencial, ótimas ideias, um gama de influências de respeito e uma sonoridade difícil de se encontrar hoje em dia. No dia em que conseguirem colocar juntar todos esses ingredientes e acertarem a mão, podem esperar, serão capazes de criar uma obra-prima. A impressão que fica é que o craque ainda não está pronto para entrar na seleção, mas que dá para jogar por seu clube de coração. O que já está de bom tamanho.

quinta-feira, maio 20, 2010

depois dos 30 tudo parece o mesmo.
Vou te falar,a vida parece entrar no repeat.
Fui à padaria, comprar pão doce para o lanche da tarde.
Um pequeno vício que colore o fim do expediente, com cafés sem açúcar, e figos, pêssegos e cerejas em calda. Abre-se a porta e já estou no hall do elevador, ao lado de uma clínica de oftamologia. O corredor costuma estar vazio. Hoje, no entanto, cinco pessoas saíam da clínica. Dois casais, mais velhos e uma senhora sozinha.
Geralmente fico com um pouco de raiva por ter que esperar o elevador, graças às milhares de clínicas espalhadas pelos doze andares do edifício. É um tal de aperta aqui, desce ali, pegar elevador subindo para descer depois, chamá-lo e resolver descer pelas escadas, apertar os três botões dos elevadores para se aproveitar do que aparecer mais rápido e dane-se quem precisa deles.

Por esses motivos, tenho, se não raiva, uma leve impaciência com pacientes e advogados que circulam pelos andares.


Mas hoje, quando chegou o elevador, fiz questão de ser gentil, oferecer para os cinco entrarem primeiro e segurar a porta para que tivessem a estranha sensação de segurança. Curioso como a possibilidade do fechamento da porta do elevador, enquanto ainda estão entrando, assustam as pessoas, sejam elas idosas ou moleques. Em primeiro lugar, a porta não irá decepar nenhum membro, não irá esmagar ninguém contra a parede, não dividirá o corpo de ninguém. Mas ainda assim, ela é um terror. Vai entender...
Bom, segurança garantida, os casais começaram a entrar no elevador.
O primeiro casal, uns setenta e tantos anos, arrisco dizer, entra devagar. Ele segura seu braço por trás, lhe dando ainda mais segurança. Ela levanta devagar seu pé, depois o outro, e inicia um caminhar lento e difícil. O segundo casal, vai mais atrás, a senhora sozinha, gorda, mais atrás, mais lenta.
Me lembro que todos eles estão ali, aqui, para ir ao médico, para fazer algum exame na clínica. Não estão a passeio, aqui não é um lugar legal.
Pessoas morreram no prédio. Uma ambulância, estilo UTI móvel, é a dona da vaga à porta do prédio. Sempre uma diferente.

Pensei em cada um deles, chegando em suas casas, antigas, as fotos do casamento desbotadas, em algum porta-retratos empoleirado numa estante. Filhos? Talvez, mas não morando mais com eles. Fugi para anos antes, namoro, noivado, recém-casados. A vida pulsando e empurrando-os passo a frente, em uma velocidade assustadora, mas completamente normal quando se tem a vida inteira pela frente. Pensei na senhora gorda chegando em casa, tirando os sapatos e vestindo uma camisola para ver a novela. Lembrei deles no trem, no ônibus, passo após passo, na dificuldade da idade. Percebi a minha propria falibilidade. Encontrei a minha própria morte, o meu andar com certa dificuldade, a minha velhinha segurando meu braço, depois de uma consulta, ou exame, torcendo para não dê nada. Vi o fim da linha e voltei. Apertei o botão do térreo e meu coração foi junto. Não vieram as lágrimas, mas em pouco tempo, me senti tão pequeno, tão ridiculamente pequeno, que prometi a mim mesmo nunca mais perder a paciência com o elevador que não chega logo. Talvez ele seja só um pouco mais velho e leve algum tempo para dar seus passos, como aqueles velhinho.

***

Acabou meu dia. Casa. Quarto. Escuridão. Vazio.
Menos um dia e mais uma noite cheia do vazio.

terça-feira, maio 18, 2010

2 – a menina dos pés grandes

Do banco do ônibus pude ver pés grandes, apertados dentro de uma sapatilha branca. Eles não estavam exatamente longe. Na verdade estavam ao meu lado, há um corredor de distância. Deles, os pés grandes, saltavam veias, nada feias. Coisas de pé. Se é que você pode entender como é a vida de um pé.
Viver preso dentro de um sapato apertado, tocando não o chão que tanto o é caro, mas pedaços de borracha, meias, asfalto. Vida que deita quando andamos e que se levanta quando deitamos, como diz a piada. Contradição que não para de andar. Como o par grande, da menina.

Pobres pés. Pobre menina.

Comecei a desvendá-la, a partir dos pés dentro da sapatilha branca. Calça jeans, americana. Blusa verde, de linho ou lã. Mangas compridas, como as pernas e como os braços. Cabelo preso, não muito longo. A menina dos pés apertados, das pernas longas, dos braços jogados, prefere ter o cabelo curto.Talvez seja como quer ser. Nem grande, nem pequena, nem longa, nem curta. Apenas menina.

Chegamos ao ponto e os fones pulam das orelhas para a bolsa. A menina se levanta, alta, longa, grande e, mais uma contradição, anda como uma bailarina. Flutua, descendo as escadas que levam para mais escadas. E coloca o pé direito primeiro em contato com o chão. Na ponta dos pés grandes, apertados dentro da sapatilha branca, ela se vai.
Meninas do Rio


Para começar, não existem nomes. Não existem rostos. Algumas são de lembrança recente, outras não sei se existiram ou se são feitas de sonho.
Não me lembro de todas, é claro. Muitas viraram uma só, assim como uma se multiplicou, tomou o corpo emprestado de outras tantas memórias, suas feições, jeito de andar, cheiro de dias e noites.

Elas andam por aí, afinal, esse é o Rio. Praia, calor, sorrisos, cabelos longos e lisos, ondas verdejantes, areia nos pés, cheiro da maresia, perfumes doces e amadeirados, olhares cítricos, pernas de fora, fome de leão. Algumas vezes esbarro com elas no metrô ou nas calçadas do Centro da cidade, ainda outras vezes nos restaurantes do meio-dia ou no ônibus saindo do trabalho. Mas elas estão sempre aqui, ou por aí, ou por acolá. As Meninas do Rio merecem mais do que uma Garota de Ipanema, merecem mais do que um samba de uma nota só, merecem mais do que ser apenas Geni. E é delas que vou falar. Delas e dos encontro e desencontros que a cidade grande nos permite, ainda que encoberto pelo anonimato da multidão. Quem sabe uma delas é você? Ou, quem sabe, uma delas não é você, mas se torna você à medida que a leitura acontece, a medida que as partes vão se encaixando, com o passar das letras, dos pontos e vírgulas. No fundo, todas são cada uma. E cada uma está aqui, fantasiada com a beleza que traz no sangue, no suor e na lágrima.

Uma ode, uma paródia, uma prosopopéia, um épico, uma forma de dizer para as mulheres o quanto são belas. Cada uma do seu jeito, cada uma ao meu olhar.


1 - a menina dos cabelos quase invisíveis

Aconteceu ontem. Entrei no ônibus cheio, e tomei um susto. Uma menina rosa, vestida de executiva. Camisa de botões desajeitados, mangas arregaçadas de um dia de trabalho. Os olhos escondidos por baixo das lentes dos óculos de aros finos de metal pareciam procurar um ponto qualquer para, enfim, se entregar ao merecido descanso. O tempo passara pesado para ela nessa última semana. Sexta de lei, dia de se jogar sozinha nas cobertas desarrumadas que, hoje, faziam aniversário. Sua cabeça já pendia um pouco para o lado e esse pequeno desvio foi o suficiente para perceber como seu pequeno cabelo, cortado curto, rente a cabeça, era fino. Quase uma seda. Quase invisível.

Precisei me recuperar em questões de segundos, que pareceram fugir, para depois se esconderem em minhas memórias. Olhei em volta e vi uma cadeira vazia, lá no fundo do coletivo. Atrás de uma daquelas cadeiras mais altas, de onde nada mais podia ver. Liguei o aparelho que toca músicas e cabe na palma da mão. Procurei a trilha perfeita para a solidão. Solidão depois de ter quase não visto os pequenos fios da pequena. E que, de quase invisíveis, não consegui mais esquecer.
Funny how há algum tempo, essa listinha mexia com meus nervos.
Queria saber se aquela que acompanhava e torcia para continuar ia ser cancelada ou não.
Hoje, bom, não me faz nem suar frio. Devo conhecer umas 3 ou 4 dessas. Principalmente na lista das canceladas.
é, tempo passa.

Séries renovadas:

“30 rock”, “90210”, “American dad”, “American Idol”, “America’s next top model”, “The big bang theory”, “Bones”, “Brothers & sisters”, “Castle”, “The cleveland show”, “Community”, “Cougar town”, “Chuck”, "Desperate housewives", “Family guy”, “Friday night lights”, “Fringe”, “The good wife “, “Gossip girl”, “Ghost whisperer”, “Glee”, “Grey’s anatomy”, “House”, “Human target”, “Law & order: SVU”, “Lie to me”, “The amazing race”, “Medium”, “The middle”, “Modern family”, “NCIS: Los Angeles”, “The office”, "Two and a half men", “Os Simpsons”, “Parenthood”, "Private pratice", “Smallville”, “Supernatural”, “V” e “The vampire diaries”.

Séries Canceladas:

“24 horas”, “Better of Ted”, “Cold case”, “Dollhouse”, “Eastwick”, “FlashForward, ”Heroes”, “Law & order”, “Lost”, “Mercy “, “Miami medical”, “Mercy”, “Numb3rs”, “Past life”, “Raising the bar”, “Sons of Tucson”, “Scrubs”, “Trauma”, “‘Til Death”, “Three rivers”, “Ugly Betty”.

quinta-feira, maio 13, 2010

Um pensamento não sai da minha cabeça faz uns dias
se ninguém é perfeito e se Deus nos fez à sua imagem e semelhança,
que trabalho porco que Ele fez.

porra, não acertou em NENHUMA vez???!!!!!

terça-feira, maio 11, 2010

hoje comecei a escrever.
compulsivamente.
como se não houvesse amanhã.

amanhã já saberemos a escalação da seleção brasileira.
amanhã acordarei mais cedo, tomarei o banho da mesma forma,
o café com leite será o mesmo, as vezes mais doce, as vezes mais forte, as vezes mais amargo. Na hora de mexer o açúcar vou deixar cair algumas gotas pela lateral da caneca. Sempre cheio demais. sempre um pouco mais de tudo.

hoje comecei a escrever e dessa vez não coloco aqui.
não sei onde colocarei, não sei se colocarei.
Hoje escrevo para mim, como sempre escrevi.
Mas não divido. Elas são minhas. Sempre minhas, apesar de serem tantas e de todos os outros. Uma viagem sem volta, num mundo de clichês.
Uma e muitas. Muitas em uma.

um dia, quem sabe...

sexta-feira, maio 07, 2010

o espaço aéreo daqui do centro do Rio anda meio engarrafado.
Segunda guerra feelings.
Tô me sentindo em Londres. Toda hora escuto um avião passar por aqui,
num rasante sem bombas, graças a Deus.
É o Red Bull Air Race aquecendo as turbinas.

quinta-feira, maio 06, 2010

Talvez seja interessante apontar aqui a falta de novas viagens de ônibus, indo ou vindo. A falta de novas personagens, de novas histórias.
É que, depois desse dia, resolvi voltar a andar só de metrô.
As pessoas são mais parecidas e não há tanta novidade, o que me coloca em uma certa sensação de tranquilidade, numa pequena zona de conforto, poderíamos apontar.
Claro, desde que esse metrô seja em direção à zona sul, depois das 18:30.
Se você estiver indo para qualquer outra zona, norte ou oeste, vai pegar um metrô tão cheio quanto uma lata de sardinha ou um evento VIP com muitas credenciais para paparazzos. E vai ter muita, mas muita coisa pra contar.

quarta-feira, maio 05, 2010

Por que sei escrever?
Por que, de verdade, me importo com isso?
Por que, entre tantas outras faculdades, fui desenvolver logo esta, que já não me vale nada?

O que me trouxe isso?
O que, além da obrigatoriedade de ler textos malescritos, além de me sentir ameaçado pela superficialidade de vcs e kds, além da falta de esperança no fim de mais um dia, de mais uma página, de mais uma frase?

O mundo, sem exageros, não está mais nem aí para o que você escreve, como escreve, ou mesmo quem escreve.
Muito menos quer saber se se escreve certo ou errado.

Estou a ponto de me entregar. E aí, já não saberei quem sou.


Mas poderei escrever mais sem o i ou mas com um i a mais.
né?
e você também vai trocando experiências por objetos?

terça-feira, maio 04, 2010

Pensamentos em dia

Estou evitando adentrar o ônibus conhecido como Metrô da Superície. Seu ar-condicionado consegue ser mais potente que o de alguns caminhões frigoríficos. E como minha garganta anda me deixando na mão, melhor seria dizer na cama, não é muito sapiente me jogar debaixo de lufadas de ar gelado e seco. Com isso, mudei meu itinerário, indo pegar o sol da manhã na cabeça e nas pernas cobertas com jeans, na beira da praia. Se por um lado é bom (claro, imagine ir pegar o ônibus no calçadão da praia, vendo as ondas quebrarem e sentindo o cheiro de maresia), por outro, é quente por demais da conta e praticamente impossível subir no ônibus sem deixar pingar umas quantas gotas de suor. E olhe que não estamos no verão.

De qualquer modo, depois de entrar no ônibus, geralmente na linha s-20 ou 382 (Recreio - Carioca), vou investigando as pessoas dentro do coletivo, com os olhos. Percebendo cabelos molhados, bolsas cheias, fones nos ouvidos, celulares usados como rádios (hoje tocava um funk irreconhecível saído das micro-caixas de som de um aparelho da Nokia), caras de sono, de enfado, gente já dormindo sentada, antes das 9 da manhã.

Costumo ir em pé, virado para o mar, vendo a paisagem. Corpos correndo pelo calçadão, gente que quer ver e ser vista. Afinal, se os olhos do mundo são voltados para o Rio, para sua realmente linda paisagem, porque não se esforçar um pouquinho e acrescentar um corpo bonito à paisagem? Na praia todos são sarados, bonitos, suados. No ônibus, todos têm uma cara de resignação: "Precisamos mover o Brasil". A Zona Sul parece não trabalhar, parece não conhecer inverno, parece ser a cigarra que canta e ganha a vida com isso, é feliz e boêmia.

Pronto, acabou a orla. Em uns 20 minutos, às vezes mais, às vezes menos, passo por Leblon, Ipanema e Copacabana. Entro em Botafogo e tudo muda. Procuro um lugar para sentar porque agora a baia é suja, as pessoas não são tão bonitas e as jovens dão lugar às senhoras na caminhada. Dentro do veículo, o chacoalhar e as freadas bruscas acordaram a mulher de cabelo preso que dormia de boca aberta. Uma senhora à minha frente mexia na mão. Cutucava com unha uma verruga. Ficou assim um tempo. Até começar a reclamar, em voz alta, que não aguentava mais aquilo. Estava há duas horas dentro do ônibus, desde o Recreio. Sua coluna doía, disse. Não dava para ser feliz daquele jeito, era professora e ainda iria encarar umas horinhas de alunos infernais. Sobrou para o prefeito "mauricinho", que só pensa nas elites e não nas massas. Para as fábricas de automóveis que só querem vender e para os governos que não pensam em transporte público de qualidade. Disse que o pessoal ainda sonha com um terremoto à la Haiti para "dar um jeito" aqui no Rio. Mas que isso nunca iria acontecer. Te juro, que se ela tivesse uma panela ali, naquela hora, eu iria achar que era argentina. Um panelaço cairia bem. Chega, pensei. Precisamos reclamar, nos mobilizar. Gritar a plenos pulmões.

Até que uma outra senhora, sentada do outro lado do ônibus disse, na calma que levam as boiadas ao matadouro: tem que ter paciência.


Todos se ajeitaram em seus lugares, se acomodando melhor, mais uma vez. Engoliram um pouco de saliva, afinal àquela hora já dava tempo de ter dado água na boca, e seguiram em seu silêncio. Eu, não.
Levantei-me. Inflei os pulmões. E desci do ônibus. Meu ponto tinha chegado.

***

Todo dia, pegando ônibus para ir ou para voltar, 172, 132, 128, 125H, S-20, 382, 387, encontro histórias, pessoas, momentos que parecem ter sido escritos por um gênio das letras. É só a vida. Uma história boa demais para se ouvir calado.

***

Linha: S-20
Itinerário: Leblon - Rua México
Tempo de viagem: 37 minutos
Curiosidades: Professora reclamando, celular tocando funk sem fone de ouvido, mulher dormindo na cadeira, turista fazendo pose para foto em um banco na praia de Copacabana, novas estações de ginástica na praia.

segunda-feira, maio 03, 2010

O paradigma de um novo profissional

Passei o domingo à espera do jogo do Santos. Melhor dizer, doS Santos, porque ver o Santo André também dá gosto. Mas enquanto não chegava o momento de finalmente ver o Santos Campeão (alguém tinha alguma dúvida?), li os jornais dominicais, verdadeiras bíblias com suas centenas de páginas de informação e anúncios.

Em uma dessas páginas estavam descritas algumas profissões do futuro. Coisas como Polícia Ambiental, Engenheiro de Órgãos Humanos e Geriatra(??!!).

Mais uma vez vou lá na frente para explicar o que há aqui atrás. Segunda-feira, trabalho, leio uma revista de marketing online. Lá está a questão: qual o perfil do profissional de mídias sociais? Seria ele um jornalista, um publicitário, um relações públicas? Sinceramente, não faço a menor ideia de que área de formação ele deve ser. Mas sim, algumas aptidões e características, independente de curso de graduação. E pensei, por que não eu?

Sim, me considero preparado para um monte de empregos que existem por aí, mesmo que um pouco longe do que faço. Escrevo para viver. Vivo para escrever. Mas não deixo de ter um pensamento estratégico, sei ler nas entrelinhas de pesquisas e a partir delas tirar direções a serem seguidas. Seria um bom planejador, um bom gerente de marketing, um bom atendimento de agência. Ou ainda um gerente de hotel, balconista, repórter. Só não posso ser esse profissional de internet aí de cima.
Não tenho a experiência. Mas, vem cá, meu querido, quem tem? Mídias Sociais têm quantos anos de vida? Quantas outras revoluções virão por aí na internet? E a net 3.0? De onde vão sair os profissionais com experiência para as vagas que ainda nem foram criadas?

Este é o paradigma do novo profissional. É novo, mas já teve que nascer com experiência.

sábado, maio 01, 2010

O auto-exílio

Aconteceu de ler o Dapieve esta sexta e ele escrever sobre o Botafogo.
Como o espaço deixa transparecer, existem algumas coisas que vem e vão na minha vida. Gostos, bandas, cidades, amigos, empregos. Mas o Botafogo continua aqui. E continua o mesmo. Enfim, existe um amor na vida de um homem. Um que não admite traição: seu clube de futebol.
Como todo grande amor, claro, há os momentos de mais ternura, quando você compra uma camisa, uma bandeira. Há os momentos de paixão efusiva, quando você compra a camisa com a cara do jogador que depois de 6 meses irá deixar seu time na mão e embarcar em mais uma aventura recheada de petro-dólares no Catar ou nos Emirados Árabes.
Há também os momentos de dúvida, de decepção, de perguntar se vale a pena, de saber levar na maciota o sentimento, trocando até um jogo por um jantar com outro amor.
Bom, voltemos ao assunto que está no título e nas primeiras linhas deste texto. Dapieve e auto-exílio. Escreve o mestre que, durante a final do Carioca de 2010 (taça rio para os outros), estava em Portugal para um encontro de escritores. Sim, ele sabia da data do jogo, mas como já escrevi há poucas palavras atrás, há acontecimentos que precisam ser assumidos perante seu amor. Ou recobrar a conciência, diriam os mais céticos, aqueles que não gostam de futebol. E lá foi ele para a palestra e para o jantar que se seguiria. Lá pelas tantas, resolve ligar para sua esposa, só para saber o resultado (não foi isso que aconteceu, mas resume bem a história e me leva ao ponto onde quero chegar). Ganhamos, ela diz.
Pronto. Ele sozinho, em outro país, dá um sorriso. E foi isso.
Assim comemorou o fim da fila de 3 intermináveis anos perdendo para o flamengo. Ou empatando, né? Já que a FIFA considera que mesmo com vitória nos pênaltis, o resultado do jogo em si é empate. Mas seguimos a vida.

Pulo rápido para véspera da final. São Paulo, amigos, show de rock, cerveja, hotel. E, claro, a volta para o Rio, afinal segunda é dia de trabalho. Quis o destino que o horário em que fosse pegar o ônibus na rodoviária fosse exatamente o do jogo. Sim, sabia. Mas há momentos.. .etc etc etc.

Embarquei e deixei para trás o sofrimento, a gritaria, a taquicardia e a felicidade da final(como pude saber depois). Era o que precisava fazer. Embarcar. Me propor um auto-exílio, esquecer o futebol. Voltar a realidade, dirão os que não amam um escudo, seja ele qual for. De dentro do ônibus, escuto as pessoas comentando o resultado. Acreditem, uma jovem havia apostado uma garrafa de cerveja com amigo alvinegro, que fazia questão de enviá-la as notícias do jogo, via torpedo. Assim fiquei sabendo do empate do flamengo, minha primeira parcela de informação.
Pensei: como assim empate? Quer dizer que estivemos ganhando?! Menos mal que não estou vendo essa porcaria ou já estaria surtando. Muitos minutos depois, mais um plim plim avisando nova mensagem. Gol do Botafogo. Mais um pênalti. Foram os dois de penal.
Pensei: Dois gols de penal? Meu Deus, o que estou perdendo?
Imaginava os jogadores que poderiam ter batido. Já queria saber mais. Queria saber tudo. Quem tinha começado jogando? Como foram as faltas máximas? Mas nenhuma fatia de informação foi adicionada ao pouco recheio dos torpedos. O máximo foi um plim plim, seguido de um "acabou" da menina. Me virei para trás, para olhar para a cara dela, meu rosto transformado pela curiosidade, pelo sofrimento, pela espera da notícia.

Parabéns, O Botafogo ganhou. 2 a 1.
Sorri. Foi só o que fiz. Cerrei os punhos, como um lutador que finalmente derruba seu adversário. Agora queria estar no maracanã, gritando É Campeão, vendo a volta olímpica, o levantar da taça. Mas quis eu que não fosse assim. Sabia que não seria quando tive que ir para São Paulo. Como um daqueles momentos em que você sabe que precisa estar presente, como o nascimento do seu sobrinho ou o aniversário de 50 anos de casamento de seus avós, mas não pode. Estava, como o Dapieve, em outro país. No país estrada, num ônibus inter-estadual, meu restaurante português.
Como ele não gritei. E como ele também fui feliz na solidão.

Mas acho que no fim, guardei a emoção. Dentro de mim, aos poucos ela foi sendo digerida e transformada em felicidade. Em gentileza. Em amor. Em sentimentos bons. Ter essa emoção dentro de mim, guardada, fazendo parte de meu corpo, de minha alma, não foi o que esperava para uma final de campeonato. Mas foi o que tive. E que me tornou uma pessoa melhor.

***

auto-exílio.
uma coisa que posso dizer é que escrevo aqui por prazer.
Por isso mantenho aberto a birosca a quase 10 anos.
Trabalho com letras, frases e textos, também. E o trabalho também me dá prazer.
Só que algumas vezes escrevo a sério demais no serviço e quando chego em casa não tenho mais saco para ficar na frente do computador e escrever mais. Mas nem por isso paro de pensar em frases, inicios de textos, ideias para contos e roteiros.
O problema é não escrever ou não andar com um gravador de voz 24 horas comigo.

Mas tudo bem. As ideias circulam por aí, elas voam. Tudo o que você precisa é se sintonizar e captá-las. Use sua cabeça como uma antena de ideias. Funciona mesmo, eu assino embaixo.

Semana de cama. mais uma.
dessa vez laringite e otite. Mais uma batelada de antibiotico. Mais febre, mais dor. Parece que me recupero agora. E, sinceramente, não tenho mais saco para ficar doente. A única coisa boa, se é que tem alguma, é ter tempo para ler e ver filmes.
Essa semana teve: Um homem sério, Crazy Heart, Lovely Bones(Um Olhar do Paraíso) e Bad Lieutenant(Vício Frenético).
uopa...
Cat Power, dia 21/05 no Circo Voador?!
E Pedro Luis e a Parede dia 22/05?

já sei o que fazer nesse final de semana.
;)

terça-feira, abril 27, 2010

Hoje acordei mais cedo.
Tenho me policiado em relação ao horário do despertar.
De banho tomado, comecei a sentir um cheiro de queimado.

correria por corredores, escadas e janelas, e descobrimos a origem de tamanha fedentina:
o telhado da casa em chamas. Não muitas chamas, mais precisamente um pano queimando.
Fogo. Um princípio de incêndio.
Depois de apagada, sozinha, autoconsumida, a flama passou a acender meus pensamentos.

Imagine incêndio no Rio.
Como o de ontem, no camelódromo da Central. Incêndio é fogo, paixão, raio estrela e luar. É a antítese da cidade das águas, das chuva, das enchentes. É a não-carioca forma de destruição. Incêndio não combina com a cidade-água, da lagoa, do mar, das cachoeiras nas paineiras. Fogo aqui, só em Botafogo, o bairro. E no grito da torcida.

***

O que me pos a pensar novamente: será por isso que não ganhamos tanto quanto gostaríamos? Não contamos com as bençãos dos Santos Cariocas, com a simpatia da cidade, em sua forma mais metafísica? Seríamos nós, os botafoguenses, também a antítese do Rio? e de certa maneira, da vitória? Somos das cinzas. Ressurgidos vez por outra, como o pássaro das penas de fogo. Viu, olha ele aí de novo.

sábado, abril 24, 2010

TEXTO DO GUSTAVO POLI - LINDISSIMO.CHOREI AO LER. DE VERDADE.


Estamos em fevereiro. Magrelo como um louva-deus, cabelos longos e escorridos… Washington Sebastián chega à sede da Policia Federal com um funcionário do Botafogo. O uruguaio de 1,93m está ali para tirar o visto de trabalho. Ao se aproximar do posto, é reconhecido pela policial que, botafoguense, comenta:

- Poxa, vê se ajuda a gente. Porque… nos últimos três anos foi só tristeza.

Washington Sebastián rebate:

- El Loco no estaba acá.

A delegada sorri. E Washington Sebastián Abreu arremata:

- Com El Loco acá… és campeón.

Dois meses depois, Washington Sebastián – ou mais popularmente El Loco Abreu – cumpriu a promessa. E cumpriu de forma inesquecível – transformando tensão em leveza. Arrumou um jeito de eternizar um pênalti – de transformar o mais objetivo e seco dos lances numa imagem perene. A sutil parábola que enganou o goleiro Bruno tirou anos de peso das costas alvinegras. E entronizou Abreu instantaneamente no panteão de um clube peculiar.

O Botafogo é um clube de extremos. Pula da tragédia para a glória num estalar de dedos. Não é preto e branco por acaso – até porque o acaso passa longe de General Severiano. O botafoguense é um pessimista que acredita no milagre. E acredita, sobretudo, que toda coincidência é um indício. Pobres de nós, pretensos especialistas, que não fomos capaz de enxergá-los.

Antes do Campeonato, o comentarista esportivo que dissesse que o Botafogo ganharia os dois turnos do Campeonato Carioca… seria internado no pinel e tratado à base de choque elétrico. O time era fraco, não tinha consistência nem elenco – e buscava se reconstruir com uma série de jogadores que não deram certo em outro lugar.

Para o olhar treinado, porém, os indícios do título improvável eram muitos. Fazia 21 anos da épica vitória maurícia em cima do Flamengo – e do fim do jejum de 21 anos sem título (num jogo repleto de referências ao número 21). O campeonato era de 2010 (olha o 21 de novo) – 100 anos depois do primeiro titulo que o clube comemorou, o de 1910, que lhe concedeu o apelido de Glorioso. No início do campeonato, após a goleada por 6 a 0 para o Vasco, um torcedor botou fogo na camisa do clube. Loco Abreu chegou – e trouxe sua superstição: usar a camisa 13. Recebeu a dita cuja das mãos de outro supertiscioso histórico, El Lobo Zagallo. Herrera, o outro atacante, também tem uma camisa off-11 – usa o numero 17. E o clube contratou Joel Santana – conhecido por seu futebol eficiente… e por sua inacreditável estrela.

Ora, direis, ouvir indícios… bom, é claro que há muito de lenda nessa sopa de números. Mas, para o Botafogo, 2010 era um oásis necessário. Nelson Rodrigues dizia que o botafoguense é um calabrês – que precisa da derrota para se realizar. Sim, mas não apenas. O Botafogo precisa do contraste – precisa do fundo do poço para o salto seguinte.

De 2007 a 2009, o Botafogo pagou um mico atrás do outro. Perdeu três decisões para o Flamengo, duas nos pênaltis. Antes da segunda derrota, veio o orangotango do pranto coletivo – que carimbou o time como “chorão”. E ainda teve mais – em 2007, a derrota das calcinhas diante do River Plate e a eliminação na Copa do Brasil – depois de um frangaço; em 2008, o cartão vermelho afanado pelo zagueiro André Luís na Copa Sul-Americana.


Todo esse peso pareceu levitar naquela bola de Abreu. Durante o campeonato, perguntei a um dirigente do clube – que aqui ficará anônimo – se o uruguaio não era limitado demais. A resposta:

- O Abreu é para as finais. Ele não sente.

Bom, bota “não sente” nisso. A marca do pênalti era uma espécie de vulcão islandês do Botafogo. Todo mundo tinha medo de passar por perto. Dois dos três títulos perdidos contra o Flamengo… foram perdidos na marca de cal. E perdidos diante de Bruno, o grande nêmesis alvinegro. O goleiro foi o melhor jogador em campo na final de 2007. E o grande responsável pelo titulo de 2009 (pegou penais durante o jogo e na disputa decisiva) .

E, bom, esse era o cenário aos 27 minutos do segundo tempo de um jogo empatado em 1 a 1. Jogo mascado. Da direita veio uma falta mal cobrada e um penal de rara infelicidade cometido pelo (quase) sempre cerebral Maldonado. Herrera havia cobrado o pênalti do primeiro tempo… logo, era de se esperar nova cobrança argentina. Mas não. Washington Sebastián pediu a bola. A tensão no Maracanã era quase palpável. Menos, ao que parece, para o dono da camisa 13.

Abreu tirou da cartola o pênalti muhamad ali – pairou como borboleta, picou como abelha – e entregou ao torcedor do Botafogo a imagem perene: Bruno, mais que enganado – desenganado – no chão… enquanto a bola de rara picardia flutuava, beijava o travessão e caía nas redes… um momento youtube instantâneo, a redenção pelo tri-vice justamente num penal. E as palavras de Abreu ecoando na mente da policial federal:

- El Loco no estaba acá.

El loco penal deixou o Maracanã direto para a galeria dos grandes gols decisivos do Campeonato Carioca. Nessa videoteca virtual, Loco Abreu pendurou seu quadro – ao lado da barriga de Renato, da cabeçada de Rondinelli, da falta de Pet, do toque de Maurício, do balaço de Cocada… de todos aqueles gols que somos incapazes de esquecer. Lá está: no dia 18 de abril de 2010, El Loco Abreu, camisa 13, bateu um pênalti sorrindo, fez seu décimo-terceiro gol com a camisa do Botafogo e ganhou um campeonato.

terça-feira, abril 20, 2010

Em quanto tempo?
Dois meses?


Terremoto no Haiti.
Terremoto no Chile.
Terremoto na China.
Vulcão na Islândia.
Terremoto na Austrália.



Brincamos enquanto era possível.
Agora a mãe natureza cansou de ser bonzinha e resolveu virar a madrasta má.
Como a gente faz quando tem uma formiga subindo pela nossa perna, com uma coceira: se mexe e retira a formiga, se coça e acaba com ela.

segunda-feira, abril 19, 2010

caralh*
e essa segunda-feira com cara de que fui numa loja de discos?

Só hoje, de bobeira assim, tem os novos do Foals, Black Keys, The National, Minus The Bear e Sick Of It All. E olha que semana passada teve "só" o LCD Soundsystem.

É muita areia pro meu Ipodzinho...
Em momento de preparação de textos massivos e interessantes para este espaço.
No entanto, o trabalho me pede um tempo de dedicação exclusiva agora.

O máximo que posso adiantar é que tenho em mãos e nos ouvidos neste exato instante o novo disco do Foals, uma das bandas queridinhas desde sempre.

A outra é que o Botafogo foi campeão e a única frase que me veio à cabeça foi:
Didi já sabia.

Para quem ainda não sabe da história, breve relato:
No filme A Princesa Xuxa e os Trapalhões, de 1989, que se passa em um futuro distante, um moleque pega um adesivo onde se lê Botafogo Campeão em 2010. E não é que foi?