domingo, julho 04, 2010

Hoje dia 4 de julho, acho que finalmente entendi o que sente aquele cara que cansou de esperar pela nova salvação da musica e se contenta com os seus idolos do passado.
É como voltar para um abraço em que você sabe como encaixar, como uma boca antiga, onde não há mais segredos, como um noite dormida ao lado de sua esposa de décadas, onde cada um entende até o ir e vir da respiração.

Escrevo isso porque, faz uns dias, resolvi ouvir aos discos que tenho na mente desde os anos 90. Sim, pode ser uma lembrança afetiva, de uma época que não volta mais, e todos sabemos como nossa memória é seletiva a ponto de só nos deixar as memórias alegres. Um tempo em que se podia beber e beber no dia seguinte, sem a ressaca que parece nos transformar numa ameixa seca durante todo um dia, com dor de cabeça, o gosto de cabo de guarda chuva e tudo mais. Tempo de olhar, assobiar, amar, despertar e partir para a estrada. Tempo de deitar na cama, no chão, no sofá, ou onde quer que fosse, mas perto do toca discos e se deixar levar horas a fio por melodias. Encontrar a lágrima perdida, dentro de uma canção, a menina que ninguém mais sabe onde foi parar, o amor de adolescência que virou mãe de família e que agora enverga dois rebentos com o maior orgulho, apesar das marcas da cesária.

Música é sempre mais música quando se tem os hormônios em desequilíbrio. Elas acertam como niguém no cerne da questão. Talvez venha daí a famosa síndrome de Peter Pan que ataca roqueiros, sem exceção.

Não sei se foi a época intensa em que estou metido, de trampo, de falta de tempo, de falta de tesão com a vida, momento de pensar que a morte tá logo ali, e senti-la na mão, no coração, no olhar perdido de quem se foi. Acontece que os discos daquela época parecem estar cada vez mais amigos, mais próximos, mais fodas.
Não são pretensiosos como os novos amores. São companheiros. Amigos.

E mesmo discos que não chegavam de forma alguma às lojas de outrora, hoje simples pensamento de locais onde se encontravam amantes de música, podem ser achados com dois teclares corretos. Ainda esses, desconhecidos, se mostram como os amigos de infância que se passa anos sem ver. Num encontro novo, porém com gosto de tempo dividido, de segredos repartidos.

É, essa é uma puta viagem solitária. E muitas vezes é foda pensar nisso. Mas o vigor de uma época pode te facilitar as coisas. E nessas horas, os discos antigos com cheiro de ruas, pessoas ou terra molhada são a melhor companhia.

Siga em frente, mas não deixe as memórias para trás.

***

trilha sonora para esse texto:




Impossível escolher uma ou outra música. Todas são amigas antigas.
vi num link via tuiter e achei interessante.

NAMORO OU AMIZADE?
Por Matheus Tapioca

Você acredita em amizade entre homem e mulher? Dizem que só existe até o primeiro beijo. Não estou falando de selinho. Beijo de verdade. Daqueles em que é preciso fechar os olhos para sentir, ao mesmo tempo, todos os outros sentidos.

Eu acredito em amizade entre homem e mulher. Sinceramente, tenho amigas que são samambaias: não como nem na salada. Acho muito importante ter algumas amizades femininas. Nos abrem os olhos para coisas que só mulher entende.

Mas também não sou amigo de mulher como os gays são. Não me chame para o shopping para ver vitrine, nem assistir Saia Justa do GNT. Tudo tem limite. Mas é sempre bom beber cerveja e colocar as histórias e interpretações masculinas e femininas na mesa.

Agora tem aquelas em que a mulher só quer amizade e o cara quer namoro. Estes são os piores, porque você nunca sabe se ela falou aquilo dando mole ou não, se aquela frase foi uma bola cheia ou murcha.

Todo homem passa pela fase do “Eu preciso dizer que te amo!”. Não conheço um que nunca passou por isso. Primeiro porque mulher adora ficar amiguinha dos homens, seja para ficar ou não. E isso confunde o sujeito.

Por isso, alguns homens partem para o ataque rápido, sem nem dar tempo de ficar amiguinho da mulher. Regras claras logo no início. Pois você tem certeza que não quer amizade desde a primeira vez que a viu.

Existem amizades que são namoro sem beijo. Os dois se amam e podem se casar no futuro ou viver amigos para sempre. Namoros que viram amizades. E namorados que são amigos.

Não há como negar que a amizade é superior ao amor. Amizade não tem aquele ciúme doentio, você pode furar um programa de vez em quando, passar uma semana, um mês, um ano sem ligar e vai parecer que foi ontem. Além disso, a amizade pode ser colorida.

Eu acredito em amizade entre homem e mulher. Acho normal dois solteiros sairem para jantar, à luz de velas, no Dia dos Namorados. Mas depois do jantar, nunca se sabe.

quinta-feira, julho 01, 2010

joguei basquete, uns 10 minutos hj, depois de séculos.
Estou com dor em todas as partes do meu corpo.
E ainda nem deu tempo do sangue esfriar...

quarta-feira, junho 30, 2010




tudo a ver com o feeling anos 90 que tá baixando em mim.
Matador, Creation, Rough Trade e muito mais.
saudades...

sexta-feira, junho 25, 2010

Sério, quero chorar.
posso?

***

Que coisa mais estranha essa vida de escrever. preciso escrever para o trabalho, para me ver livre disso aqui e só consigo ouvir música e dedilhar o blog.
e pra vc, que jogo foi melhor:

USA x Argélia

ou

Itália x Eslováquia


?
Post da madrugada.

Uma e meia e nem meia nos pés tenho mais. O frio bate na sola que encosta na pedra. A poeira suja um pouco. Tenho que fazer um texto, dois textos, vários textos.
Não sei se durmo hoje, não sei se vou para casa hoje. não sei se vou amanhã.
Nem se voo amanhã.

Fim de semana não existe quando ela se torna um ente contínuo. Um dia emenda em outro atrás de telas e teclas. Copa? Ouço falar.
Amigos e presentes ficam para as datas mais especiais.

É dura a realidade. Até o momento em que encho um copo de uma bebida energética qualquer e espero que ela me dê asas. Nem que sejam asas à minha imaginação.

Assim trabalhamos. Assim se vai. Assim nos gastamos, sem chance de voltar atrás qualquer um desses segundos perdidos.

quinta-feira, junho 24, 2010

ótima frase do Aydano andré motta


Dunga pode ganhar, mas, por pecados que são todos seus, jamais conseguirá vencer.

sábado, junho 19, 2010

Gente, que copinha...

sério, alguém tem que levantar a mão, colocar a bola embaixo do braço e falar:
Olha aqui, EU QUERO ser campeão.

Como o São Paulo fez uns anos atrás no Brasileirão. Fica nesse lenga lenga, nesse "tô quase lá, mas será que vou conseguir" típico de times sem camisa.
Porra, nunca uma Copa foi tão fácil de ser vencida.
A Itália que o diga, ganhou a PIOR copa de todos os tempos, a de 2006.
Se bem que, a continuar assim, a de 2010 vai ser dura de ser batida...

sexta-feira, junho 18, 2010

Puta artigo bom pra caralho, mas em inglês, sobre o mercado publicitário no novo milênio. E veio daqui:http://adcontrarian.blogspot.com/



Advertising's Degenerative Disease

Last week, Apple surpassed Microsoft as the world's most valuable technology company.

I've never done work for either of these firms, but they seem so different to me it's hard to think of them as being in the same business.

I was trying to understand what made them feel so dissimilar to me. I think it's craftsmanship.

It seems to me that Microsoft is a company run by a businessman. Apple is a company run by a craftsman.

This is not to say that a craftsman can't be a good businessman, or that a businessman can't also be a craftsman.

But there is clearly an aesthetic sensibility at work at Apple that doesn't exist at Microsoft.

As I said in a previous post, "We are so used to the name Microsoft, we have forgotten what an alarmingly awful, cringe-inducing name it is. When you start with such bad taste, it’s hard to ever recuperate."

I think there is a lesson in this for the ad industry.

The ad industry used to be a business of craftspeople. The men and women who started agencies were generally copywriters, art directors, or account people. They plied the trade of advertising and knew it well. They worked at ad shops and when they got fed up, they set out to do it better themselves.

They'd start their own shop and this would spawn a new generation who, in their own time, would break off and continue the cycle.

The leaders of today's global ad agencies are not crafts people. They're businessmen -- lawyers, accountants, financiers, insurance guys. They wouldn't know a rough cut from a lug nut.

In the era of the crafts person the ad industry looked very different. Not that long ago Y&R had the largest share of the ad market in the US at about 1.5%. Today, four global monstrosities control over 70% of the ad spending in the US.

I've been around the ad business long enough to know that it's never been a little slice of utopia. But I have a hard time believing that an ad industry controlled by financiers is preferable to one controlled by craftspeople.

It's a very rare apple that can have it both ways.

domingo, junho 13, 2010

Perto de Zigic, de 2,02m, e de Peter Crouch, 2,01m, Loco Abreu é anão.
Se fosse basquete, ele seria armador.
Imagina se a Rep. Tcheca tivesse se classificado?
Ainda teríamos o Koller, com seus 2,02m.

Mas mesmo assim acho que o Romário faria aquele gol de cabeça de novo.
O baixinho é foda.
Notícias da Copa

Depois do frango de ontem, a Seara fecha patrocínio com a Seleção Inglesa.
Por falar em Seara, não é que ela parece estar patrocinando a copa?
Ou alguém pode me explicar o que a marca dela (ops, mar cadela)
está fazendo nas placas de publicidade dos jogos da copa?

***

Com essas eslováquias, eslovênias e sérvias da vida, fico com saudade dos times da Iugoslávia e da Tchecoslováquia. Pelo menos juntava todo mundo sob uma camisa só e dava até graça torcer pra eles, conhecidos como os brasileiros do Leste Europeu.

sábado, junho 12, 2010

Para o dia dos namorados em plena copa, algumas expressões de duplo sentido vindos do futebol.

- entrada dura por trás (essa é cartão vermelho!)

- levar bola nas costas

- marcação homem a homem

- no pau (Silvio Luiz e sua famosa bola na trave)

- ver o lateral subir o tempo todo

- goleiro engoliu um peru

- meter uma bola enfiada

- botar no meio das pernas

e por aí vai...
e o mullet do Maradona?
Meu Deus, que cabelo é esse, camarada??!!

E vamos nessi que tá bom a bessi.


O Blogui agora toma formato de bola, com só 8 gomos, e gira pelo mundo do futebol.
É copa queridos.

Colocarei aqui e no twitter @luistaylor as impressões do jogo.
DoS jogoS. e dos jogadores, com curiosidades, duplos sentidos e trocadilhos.
Assim, até jogos como eslovaquia e nova zelandia podem ter graça.

Argentina passeou quando quis, messi perdeu gols a torto e a direito e o maradona beijou 11 homens suados (mais os reservas que entraram depois).
Vale a pena ganhar um título pelo Maradona, mas não vale ganhar um pelo Dunga.

Daqui a pouco o clássico Al Qaeda, USA x Inglaterra.
Tomara que Peter Crouch entre em campo, pro Louco Abreu não ser o jogador mais desengonçado a atuar na primeira rodada.
: /

terça-feira, junho 08, 2010

1 - acho que meu pescoço e coluna nunca estalaram tanto como agora.
será isso um bom sinal?
acho que sim, mas, infelizmente, bom sinal para clínicas de fisioterapia, para ortopedistas e quiropatas.

2 - Consegui completar meu álbum da copa, mesmo com babas entre as figurinhas como Adriano, Ballack, Essien e Nani (recém-cortado). Melhor, não gastei um centavo.
Só tempo, né. Como consegui isso? Simples, fazendo um álbum virtual na página da Fifa.com

foi tão divertido quanto e menos caro, com certeza. e o bolo de figurinhas repetidas fica ali no canto do site, sem entulhar mais ainda a minha vida já cheia de papel.
(e sem gastar papel, né? isso sim é ser verde)

domingo, junho 06, 2010

sério,
dá pra nascer de novo e mudar de time?
como são as coisas, né?
antes postava as letras das músicas, porque queria que vocês a escutassem.
Agora posso colocar a música aqui, numa boa.

tó procêis então. Podem escutar a vontade.


Ah, claro.
e a letra, né...
: )


Ada don’t talk about reasons why you don’t want to talk about reasons
why you don’t wanna talk
Now that you got everybody you consider sharp
all alone, all together, all together in the dark
leave it all up in the air
leave it all up in the air
leave it all up in the air

Ada put the sounds of your house in a song
try to be speechless for a minute
if you think you gonna faint go out in the hallway
let them all have your neck
Ada don’t stay in the lake too long
it lives alone and it barely knows you
it’ll have a nervous breakdown and fall
into a thousand pieces around you

Stand inside an empty tuxedo with grapes in my mouth
waiting for Ada
Ada hold onto yourself by the sleeves
I think everything counts a little more than we think
leave it all up in the air
leave it all up in the air
leave it all up in the air

Ada Ada Ada Ada
Ada I can hear the sound of your laugh through the wall

Ada don’t talk about reasons why you don’t want to talk about reasons
why you don’t wanna talk
now that you got everybody you consider sharp
all alone, all together, all together in the dark
leave it all up in the air
leave it all up in the air
leave it all up in the air

Ada Ada Ada Ada
Ada I can hear the sound of your laugh through the wall
Ada Ada Ada Ada
Ada, I’ve been hoping you know your way around

sábado, junho 05, 2010

Para depois não me chamarem de Louco, Loco no más.

em 17 de Abril escrevi:

"Vai ter gente que vai me chamar de doido,
mas e daí? quem não é?
Bom, terremotos, maremotos, chuvas, tsunamis.
tá cada vez mais normal isso.
Agora, vulcão entrando em erupção. Cinzas param a Europa. Caos aéreo.
Acham uma rachadura na Antártida.
E aparece um meteorito caindo nos EUA, com a maior cara de Disco Voador. Detalhe, não acharam a cratera onde ele caiu.

Sabe o que eu acho?
o mundo está caminhando rumo ao seu fim.
Quem viu o Jornal Nacional ontem não teve como não se sentir em um filme de ficção científica. Mas não era. Era real.
Quer dizer, real até onde a realidade vai, né."


depois, no dia 20 arrematei:
"Em quanto tempo?
Dois meses?


Terremoto no Haiti.
Terremoto no Chile.
Terremoto na China.
Vulcão na Islândia.
Terremoto na Austrália."


E agora, como me explicam aquela cratera na Guatemala, depois da erupção de MAIS um vulcão, dessa vez no Equador???

se você não sabe do que falo, veja aqui:






Imagens feitas nesta terça-feia {esse erro não é meu, é da Globo.com mesmo. mas resolvi deixar. heheheh} (1º) mostram um buraco de 60 metros de profundidade por 20 metros de diâmetro que se abriu no centro da Cidade da Guatemala depois das fortes chuvas causadas pela tempestade tropical Agatha.

Sinceramente, acho que alguma coisa está errada, muito errada.
talvez um leviathan a andar por baixo de nossa crosta, pronto a tragar tudo e todos, talvez a vinda do Galactus, o devorador de mundos, talvez só coincidência...
da série Relatos de Vitorinha

Fiquei sabendo, muito por alto, que o resultado do Concurso Miss Brasil tinha se rendido à tão propagada beleza das capixabas. Claro, você não sabia? As capixabas são as mulheres mais lindas do Brasil, segundo elas mesmas.

Pois então, a Miss Brasil 2000 é do Espírito Santo. Ou foi o que fui levado a entender lendo os jornais locais. Até que a legenda de uma foto explicou tudo:
ela é sim, capixaba, mas foi eleita defendendo Minas Gerais.
Uai, sô. Já não basta quererem anexar o litoral(o ES) ao Estado de Minas, ainda vem aqui e levam nossas belezas?

coisas de vitorinha. batam palmas.

sexta-feira, junho 04, 2010

descobri que para se sentir sozinho, basta estar vivo.
às vezes, em cidades em que não conhecia uma viv'alma,
em que dormia na rua, em que pedia favores aos senhores, me sentia completo e alegre.

embaixo do teto, onde tudo é silêncio, onde amor é gelo,
onde presença pode ser ausência, me refugio de mim mesmo.
a solidão não é escolha e não agrada.

mas está sempre ali, ao seu lado, para lembrar a você que
dá para ser sozinho cercado de pessoas.
O cheiro é de ferro, como o das barras usadas para bater em você.
A mistura, com chuva e ferrugem, traz ainda um odor ácido,
que machuca o nariz, a cada inspiração.

A vontade que tenho é de deitar e deixar o cano trabalhar minha carne, meus ossos, meus músculos, sem fazer força para detê-lo. Senti-lo me partindo ao meio, estalos quebrados, pancadas secas, o cheiro de ferro, dessa vez do sangue, que teima em escorrer por cortes e poros.

Fecho os olhos e aqui dentro tudo fica mais confortável, mais claro.
Acho que não vou abri-los nunca mais. Nunca mais.

quinta-feira, junho 03, 2010

relatos de vitorinha

ah, vitorinha...
feriado, todos livres e desimpedidos de seus afazeres profissionais.
Ou seja, mais do que motivo pra todo mundo ir pra rua se divertir, né?

não, não é. vitorinha se fecha nos feriados, deixando aos desimpedidos o desamparo da solidão. No máximo, um filme no DVD (se a sua locadora não tiver fechado para sempre).
Bares? Ruas movimentadas? Pessoas nas ruas?
não aqui, não em vitorinha.
tempo que não apareço.
Acostumem-se. pode se tornar uma constante.
Mesmo que venha aqui, será só para espanar a poeira dos móveis velhos,
dar uma sacudida na toalha para me livrar de pequenas migalhas de pão seco,
ver se as luzes queimaram, e partir.

A caminhada é lenta.
Toda caminhada é lenta.

é ou não é um alento?

terça-feira, junho 01, 2010

coisas boas:
internet rápida e wireless
discos antigos
café

coisas ruins:
dor nas costas
falta do rádio
e depois?

terça-feira, maio 25, 2010

ANTES AQUI



Thieves Like Us - Again and Again

O jogo começa e em campo, uma promessa de craque. Quem nunca ouviu essa história antes? O pseudo-craque que algumas vezes acontece e em outras, desponta para o anonimato. Todos aqui conhecem Pelé e Robinho, mas quantos se lembram de Matusalém ou Adriano?

Com o Thieves Like Us também é assim, uma banda pseudo-craque que em seu segundo trabalho, Again and Again, ainda não disse a que veio, apenas que tem potencial para ser o melhor do mundo. Mas saiamos das retangulares linhas de cal para o conhecido campo circular do disco. O primeiro som que vem é eletrônico, de sintetizadores. O clima é pesado. A bateria eletrônica começa a acompanhar e a voz, quase um sussurro, cobre tudo. Se não soubesse com certeza em que ano estou poderia achar que era algum da década de 80. O Thieves Like Us carrega mesmo essa marca de viagem para um tempo de Echo and The Bunnymen, The Cure, Joy Division e New Order.

Seu álbum nos joga pra cima e para baixo, todo o tempo. Como por exemplo, na trinca de faixas “Shyness”, alegrinha, se é que algo é alegre no trabalho deles, “Mercy”, trilha sonora de procissão para enterro, e “One Night With You”, que dá até para pensar em se balançar ao som de suas batidas. A montanha-russa continua, com uma música mais alegre, outra mais devagar, uma mais animadinha, outra mais soturna. A banda tem potencial, ótimas ideias, um gama de influências de respeito e uma sonoridade difícil de se encontrar hoje em dia. No dia em que conseguirem colocar juntar todos esses ingredientes e acertarem a mão, podem esperar, serão capazes de criar uma obra-prima. A impressão que fica é que o craque ainda não está pronto para entrar na seleção, mas que dá para jogar por seu clube de coração. O que já está de bom tamanho.

quinta-feira, maio 20, 2010

depois dos 30 tudo parece o mesmo.
Vou te falar,a vida parece entrar no repeat.
Fui à padaria, comprar pão doce para o lanche da tarde.
Um pequeno vício que colore o fim do expediente, com cafés sem açúcar, e figos, pêssegos e cerejas em calda. Abre-se a porta e já estou no hall do elevador, ao lado de uma clínica de oftamologia. O corredor costuma estar vazio. Hoje, no entanto, cinco pessoas saíam da clínica. Dois casais, mais velhos e uma senhora sozinha.
Geralmente fico com um pouco de raiva por ter que esperar o elevador, graças às milhares de clínicas espalhadas pelos doze andares do edifício. É um tal de aperta aqui, desce ali, pegar elevador subindo para descer depois, chamá-lo e resolver descer pelas escadas, apertar os três botões dos elevadores para se aproveitar do que aparecer mais rápido e dane-se quem precisa deles.

Por esses motivos, tenho, se não raiva, uma leve impaciência com pacientes e advogados que circulam pelos andares.


Mas hoje, quando chegou o elevador, fiz questão de ser gentil, oferecer para os cinco entrarem primeiro e segurar a porta para que tivessem a estranha sensação de segurança. Curioso como a possibilidade do fechamento da porta do elevador, enquanto ainda estão entrando, assustam as pessoas, sejam elas idosas ou moleques. Em primeiro lugar, a porta não irá decepar nenhum membro, não irá esmagar ninguém contra a parede, não dividirá o corpo de ninguém. Mas ainda assim, ela é um terror. Vai entender...
Bom, segurança garantida, os casais começaram a entrar no elevador.
O primeiro casal, uns setenta e tantos anos, arrisco dizer, entra devagar. Ele segura seu braço por trás, lhe dando ainda mais segurança. Ela levanta devagar seu pé, depois o outro, e inicia um caminhar lento e difícil. O segundo casal, vai mais atrás, a senhora sozinha, gorda, mais atrás, mais lenta.
Me lembro que todos eles estão ali, aqui, para ir ao médico, para fazer algum exame na clínica. Não estão a passeio, aqui não é um lugar legal.
Pessoas morreram no prédio. Uma ambulância, estilo UTI móvel, é a dona da vaga à porta do prédio. Sempre uma diferente.

Pensei em cada um deles, chegando em suas casas, antigas, as fotos do casamento desbotadas, em algum porta-retratos empoleirado numa estante. Filhos? Talvez, mas não morando mais com eles. Fugi para anos antes, namoro, noivado, recém-casados. A vida pulsando e empurrando-os passo a frente, em uma velocidade assustadora, mas completamente normal quando se tem a vida inteira pela frente. Pensei na senhora gorda chegando em casa, tirando os sapatos e vestindo uma camisola para ver a novela. Lembrei deles no trem, no ônibus, passo após passo, na dificuldade da idade. Percebi a minha propria falibilidade. Encontrei a minha própria morte, o meu andar com certa dificuldade, a minha velhinha segurando meu braço, depois de uma consulta, ou exame, torcendo para não dê nada. Vi o fim da linha e voltei. Apertei o botão do térreo e meu coração foi junto. Não vieram as lágrimas, mas em pouco tempo, me senti tão pequeno, tão ridiculamente pequeno, que prometi a mim mesmo nunca mais perder a paciência com o elevador que não chega logo. Talvez ele seja só um pouco mais velho e leve algum tempo para dar seus passos, como aqueles velhinho.

***

Acabou meu dia. Casa. Quarto. Escuridão. Vazio.
Menos um dia e mais uma noite cheia do vazio.

terça-feira, maio 18, 2010

2 – a menina dos pés grandes

Do banco do ônibus pude ver pés grandes, apertados dentro de uma sapatilha branca. Eles não estavam exatamente longe. Na verdade estavam ao meu lado, há um corredor de distância. Deles, os pés grandes, saltavam veias, nada feias. Coisas de pé. Se é que você pode entender como é a vida de um pé.
Viver preso dentro de um sapato apertado, tocando não o chão que tanto o é caro, mas pedaços de borracha, meias, asfalto. Vida que deita quando andamos e que se levanta quando deitamos, como diz a piada. Contradição que não para de andar. Como o par grande, da menina.

Pobres pés. Pobre menina.

Comecei a desvendá-la, a partir dos pés dentro da sapatilha branca. Calça jeans, americana. Blusa verde, de linho ou lã. Mangas compridas, como as pernas e como os braços. Cabelo preso, não muito longo. A menina dos pés apertados, das pernas longas, dos braços jogados, prefere ter o cabelo curto.Talvez seja como quer ser. Nem grande, nem pequena, nem longa, nem curta. Apenas menina.

Chegamos ao ponto e os fones pulam das orelhas para a bolsa. A menina se levanta, alta, longa, grande e, mais uma contradição, anda como uma bailarina. Flutua, descendo as escadas que levam para mais escadas. E coloca o pé direito primeiro em contato com o chão. Na ponta dos pés grandes, apertados dentro da sapatilha branca, ela se vai.
Meninas do Rio


Para começar, não existem nomes. Não existem rostos. Algumas são de lembrança recente, outras não sei se existiram ou se são feitas de sonho.
Não me lembro de todas, é claro. Muitas viraram uma só, assim como uma se multiplicou, tomou o corpo emprestado de outras tantas memórias, suas feições, jeito de andar, cheiro de dias e noites.

Elas andam por aí, afinal, esse é o Rio. Praia, calor, sorrisos, cabelos longos e lisos, ondas verdejantes, areia nos pés, cheiro da maresia, perfumes doces e amadeirados, olhares cítricos, pernas de fora, fome de leão. Algumas vezes esbarro com elas no metrô ou nas calçadas do Centro da cidade, ainda outras vezes nos restaurantes do meio-dia ou no ônibus saindo do trabalho. Mas elas estão sempre aqui, ou por aí, ou por acolá. As Meninas do Rio merecem mais do que uma Garota de Ipanema, merecem mais do que um samba de uma nota só, merecem mais do que ser apenas Geni. E é delas que vou falar. Delas e dos encontro e desencontros que a cidade grande nos permite, ainda que encoberto pelo anonimato da multidão. Quem sabe uma delas é você? Ou, quem sabe, uma delas não é você, mas se torna você à medida que a leitura acontece, a medida que as partes vão se encaixando, com o passar das letras, dos pontos e vírgulas. No fundo, todas são cada uma. E cada uma está aqui, fantasiada com a beleza que traz no sangue, no suor e na lágrima.

Uma ode, uma paródia, uma prosopopéia, um épico, uma forma de dizer para as mulheres o quanto são belas. Cada uma do seu jeito, cada uma ao meu olhar.


1 - a menina dos cabelos quase invisíveis

Aconteceu ontem. Entrei no ônibus cheio, e tomei um susto. Uma menina rosa, vestida de executiva. Camisa de botões desajeitados, mangas arregaçadas de um dia de trabalho. Os olhos escondidos por baixo das lentes dos óculos de aros finos de metal pareciam procurar um ponto qualquer para, enfim, se entregar ao merecido descanso. O tempo passara pesado para ela nessa última semana. Sexta de lei, dia de se jogar sozinha nas cobertas desarrumadas que, hoje, faziam aniversário. Sua cabeça já pendia um pouco para o lado e esse pequeno desvio foi o suficiente para perceber como seu pequeno cabelo, cortado curto, rente a cabeça, era fino. Quase uma seda. Quase invisível.

Precisei me recuperar em questões de segundos, que pareceram fugir, para depois se esconderem em minhas memórias. Olhei em volta e vi uma cadeira vazia, lá no fundo do coletivo. Atrás de uma daquelas cadeiras mais altas, de onde nada mais podia ver. Liguei o aparelho que toca músicas e cabe na palma da mão. Procurei a trilha perfeita para a solidão. Solidão depois de ter quase não visto os pequenos fios da pequena. E que, de quase invisíveis, não consegui mais esquecer.
Funny how há algum tempo, essa listinha mexia com meus nervos.
Queria saber se aquela que acompanhava e torcia para continuar ia ser cancelada ou não.
Hoje, bom, não me faz nem suar frio. Devo conhecer umas 3 ou 4 dessas. Principalmente na lista das canceladas.
é, tempo passa.

Séries renovadas:

“30 rock”, “90210”, “American dad”, “American Idol”, “America’s next top model”, “The big bang theory”, “Bones”, “Brothers & sisters”, “Castle”, “The cleveland show”, “Community”, “Cougar town”, “Chuck”, "Desperate housewives", “Family guy”, “Friday night lights”, “Fringe”, “The good wife “, “Gossip girl”, “Ghost whisperer”, “Glee”, “Grey’s anatomy”, “House”, “Human target”, “Law & order: SVU”, “Lie to me”, “The amazing race”, “Medium”, “The middle”, “Modern family”, “NCIS: Los Angeles”, “The office”, "Two and a half men", “Os Simpsons”, “Parenthood”, "Private pratice", “Smallville”, “Supernatural”, “V” e “The vampire diaries”.

Séries Canceladas:

“24 horas”, “Better of Ted”, “Cold case”, “Dollhouse”, “Eastwick”, “FlashForward, ”Heroes”, “Law & order”, “Lost”, “Mercy “, “Miami medical”, “Mercy”, “Numb3rs”, “Past life”, “Raising the bar”, “Sons of Tucson”, “Scrubs”, “Trauma”, “‘Til Death”, “Three rivers”, “Ugly Betty”.

quinta-feira, maio 13, 2010

Um pensamento não sai da minha cabeça faz uns dias
se ninguém é perfeito e se Deus nos fez à sua imagem e semelhança,
que trabalho porco que Ele fez.

porra, não acertou em NENHUMA vez???!!!!!

terça-feira, maio 11, 2010

hoje comecei a escrever.
compulsivamente.
como se não houvesse amanhã.

amanhã já saberemos a escalação da seleção brasileira.
amanhã acordarei mais cedo, tomarei o banho da mesma forma,
o café com leite será o mesmo, as vezes mais doce, as vezes mais forte, as vezes mais amargo. Na hora de mexer o açúcar vou deixar cair algumas gotas pela lateral da caneca. Sempre cheio demais. sempre um pouco mais de tudo.

hoje comecei a escrever e dessa vez não coloco aqui.
não sei onde colocarei, não sei se colocarei.
Hoje escrevo para mim, como sempre escrevi.
Mas não divido. Elas são minhas. Sempre minhas, apesar de serem tantas e de todos os outros. Uma viagem sem volta, num mundo de clichês.
Uma e muitas. Muitas em uma.

um dia, quem sabe...

sexta-feira, maio 07, 2010

o espaço aéreo daqui do centro do Rio anda meio engarrafado.
Segunda guerra feelings.
Tô me sentindo em Londres. Toda hora escuto um avião passar por aqui,
num rasante sem bombas, graças a Deus.
É o Red Bull Air Race aquecendo as turbinas.

quinta-feira, maio 06, 2010

Talvez seja interessante apontar aqui a falta de novas viagens de ônibus, indo ou vindo. A falta de novas personagens, de novas histórias.
É que, depois desse dia, resolvi voltar a andar só de metrô.
As pessoas são mais parecidas e não há tanta novidade, o que me coloca em uma certa sensação de tranquilidade, numa pequena zona de conforto, poderíamos apontar.
Claro, desde que esse metrô seja em direção à zona sul, depois das 18:30.
Se você estiver indo para qualquer outra zona, norte ou oeste, vai pegar um metrô tão cheio quanto uma lata de sardinha ou um evento VIP com muitas credenciais para paparazzos. E vai ter muita, mas muita coisa pra contar.

quarta-feira, maio 05, 2010

Por que sei escrever?
Por que, de verdade, me importo com isso?
Por que, entre tantas outras faculdades, fui desenvolver logo esta, que já não me vale nada?

O que me trouxe isso?
O que, além da obrigatoriedade de ler textos malescritos, além de me sentir ameaçado pela superficialidade de vcs e kds, além da falta de esperança no fim de mais um dia, de mais uma página, de mais uma frase?

O mundo, sem exageros, não está mais nem aí para o que você escreve, como escreve, ou mesmo quem escreve.
Muito menos quer saber se se escreve certo ou errado.

Estou a ponto de me entregar. E aí, já não saberei quem sou.


Mas poderei escrever mais sem o i ou mas com um i a mais.
né?
e você também vai trocando experiências por objetos?

terça-feira, maio 04, 2010

Pensamentos em dia

Estou evitando adentrar o ônibus conhecido como Metrô da Superície. Seu ar-condicionado consegue ser mais potente que o de alguns caminhões frigoríficos. E como minha garganta anda me deixando na mão, melhor seria dizer na cama, não é muito sapiente me jogar debaixo de lufadas de ar gelado e seco. Com isso, mudei meu itinerário, indo pegar o sol da manhã na cabeça e nas pernas cobertas com jeans, na beira da praia. Se por um lado é bom (claro, imagine ir pegar o ônibus no calçadão da praia, vendo as ondas quebrarem e sentindo o cheiro de maresia), por outro, é quente por demais da conta e praticamente impossível subir no ônibus sem deixar pingar umas quantas gotas de suor. E olhe que não estamos no verão.

De qualquer modo, depois de entrar no ônibus, geralmente na linha s-20 ou 382 (Recreio - Carioca), vou investigando as pessoas dentro do coletivo, com os olhos. Percebendo cabelos molhados, bolsas cheias, fones nos ouvidos, celulares usados como rádios (hoje tocava um funk irreconhecível saído das micro-caixas de som de um aparelho da Nokia), caras de sono, de enfado, gente já dormindo sentada, antes das 9 da manhã.

Costumo ir em pé, virado para o mar, vendo a paisagem. Corpos correndo pelo calçadão, gente que quer ver e ser vista. Afinal, se os olhos do mundo são voltados para o Rio, para sua realmente linda paisagem, porque não se esforçar um pouquinho e acrescentar um corpo bonito à paisagem? Na praia todos são sarados, bonitos, suados. No ônibus, todos têm uma cara de resignação: "Precisamos mover o Brasil". A Zona Sul parece não trabalhar, parece não conhecer inverno, parece ser a cigarra que canta e ganha a vida com isso, é feliz e boêmia.

Pronto, acabou a orla. Em uns 20 minutos, às vezes mais, às vezes menos, passo por Leblon, Ipanema e Copacabana. Entro em Botafogo e tudo muda. Procuro um lugar para sentar porque agora a baia é suja, as pessoas não são tão bonitas e as jovens dão lugar às senhoras na caminhada. Dentro do veículo, o chacoalhar e as freadas bruscas acordaram a mulher de cabelo preso que dormia de boca aberta. Uma senhora à minha frente mexia na mão. Cutucava com unha uma verruga. Ficou assim um tempo. Até começar a reclamar, em voz alta, que não aguentava mais aquilo. Estava há duas horas dentro do ônibus, desde o Recreio. Sua coluna doía, disse. Não dava para ser feliz daquele jeito, era professora e ainda iria encarar umas horinhas de alunos infernais. Sobrou para o prefeito "mauricinho", que só pensa nas elites e não nas massas. Para as fábricas de automóveis que só querem vender e para os governos que não pensam em transporte público de qualidade. Disse que o pessoal ainda sonha com um terremoto à la Haiti para "dar um jeito" aqui no Rio. Mas que isso nunca iria acontecer. Te juro, que se ela tivesse uma panela ali, naquela hora, eu iria achar que era argentina. Um panelaço cairia bem. Chega, pensei. Precisamos reclamar, nos mobilizar. Gritar a plenos pulmões.

Até que uma outra senhora, sentada do outro lado do ônibus disse, na calma que levam as boiadas ao matadouro: tem que ter paciência.


Todos se ajeitaram em seus lugares, se acomodando melhor, mais uma vez. Engoliram um pouco de saliva, afinal àquela hora já dava tempo de ter dado água na boca, e seguiram em seu silêncio. Eu, não.
Levantei-me. Inflei os pulmões. E desci do ônibus. Meu ponto tinha chegado.

***

Todo dia, pegando ônibus para ir ou para voltar, 172, 132, 128, 125H, S-20, 382, 387, encontro histórias, pessoas, momentos que parecem ter sido escritos por um gênio das letras. É só a vida. Uma história boa demais para se ouvir calado.

***

Linha: S-20
Itinerário: Leblon - Rua México
Tempo de viagem: 37 minutos
Curiosidades: Professora reclamando, celular tocando funk sem fone de ouvido, mulher dormindo na cadeira, turista fazendo pose para foto em um banco na praia de Copacabana, novas estações de ginástica na praia.

segunda-feira, maio 03, 2010

O paradigma de um novo profissional

Passei o domingo à espera do jogo do Santos. Melhor dizer, doS Santos, porque ver o Santo André também dá gosto. Mas enquanto não chegava o momento de finalmente ver o Santos Campeão (alguém tinha alguma dúvida?), li os jornais dominicais, verdadeiras bíblias com suas centenas de páginas de informação e anúncios.

Em uma dessas páginas estavam descritas algumas profissões do futuro. Coisas como Polícia Ambiental, Engenheiro de Órgãos Humanos e Geriatra(??!!).

Mais uma vez vou lá na frente para explicar o que há aqui atrás. Segunda-feira, trabalho, leio uma revista de marketing online. Lá está a questão: qual o perfil do profissional de mídias sociais? Seria ele um jornalista, um publicitário, um relações públicas? Sinceramente, não faço a menor ideia de que área de formação ele deve ser. Mas sim, algumas aptidões e características, independente de curso de graduação. E pensei, por que não eu?

Sim, me considero preparado para um monte de empregos que existem por aí, mesmo que um pouco longe do que faço. Escrevo para viver. Vivo para escrever. Mas não deixo de ter um pensamento estratégico, sei ler nas entrelinhas de pesquisas e a partir delas tirar direções a serem seguidas. Seria um bom planejador, um bom gerente de marketing, um bom atendimento de agência. Ou ainda um gerente de hotel, balconista, repórter. Só não posso ser esse profissional de internet aí de cima.
Não tenho a experiência. Mas, vem cá, meu querido, quem tem? Mídias Sociais têm quantos anos de vida? Quantas outras revoluções virão por aí na internet? E a net 3.0? De onde vão sair os profissionais com experiência para as vagas que ainda nem foram criadas?

Este é o paradigma do novo profissional. É novo, mas já teve que nascer com experiência.

sábado, maio 01, 2010

O auto-exílio

Aconteceu de ler o Dapieve esta sexta e ele escrever sobre o Botafogo.
Como o espaço deixa transparecer, existem algumas coisas que vem e vão na minha vida. Gostos, bandas, cidades, amigos, empregos. Mas o Botafogo continua aqui. E continua o mesmo. Enfim, existe um amor na vida de um homem. Um que não admite traição: seu clube de futebol.
Como todo grande amor, claro, há os momentos de mais ternura, quando você compra uma camisa, uma bandeira. Há os momentos de paixão efusiva, quando você compra a camisa com a cara do jogador que depois de 6 meses irá deixar seu time na mão e embarcar em mais uma aventura recheada de petro-dólares no Catar ou nos Emirados Árabes.
Há também os momentos de dúvida, de decepção, de perguntar se vale a pena, de saber levar na maciota o sentimento, trocando até um jogo por um jantar com outro amor.
Bom, voltemos ao assunto que está no título e nas primeiras linhas deste texto. Dapieve e auto-exílio. Escreve o mestre que, durante a final do Carioca de 2010 (taça rio para os outros), estava em Portugal para um encontro de escritores. Sim, ele sabia da data do jogo, mas como já escrevi há poucas palavras atrás, há acontecimentos que precisam ser assumidos perante seu amor. Ou recobrar a conciência, diriam os mais céticos, aqueles que não gostam de futebol. E lá foi ele para a palestra e para o jantar que se seguiria. Lá pelas tantas, resolve ligar para sua esposa, só para saber o resultado (não foi isso que aconteceu, mas resume bem a história e me leva ao ponto onde quero chegar). Ganhamos, ela diz.
Pronto. Ele sozinho, em outro país, dá um sorriso. E foi isso.
Assim comemorou o fim da fila de 3 intermináveis anos perdendo para o flamengo. Ou empatando, né? Já que a FIFA considera que mesmo com vitória nos pênaltis, o resultado do jogo em si é empate. Mas seguimos a vida.

Pulo rápido para véspera da final. São Paulo, amigos, show de rock, cerveja, hotel. E, claro, a volta para o Rio, afinal segunda é dia de trabalho. Quis o destino que o horário em que fosse pegar o ônibus na rodoviária fosse exatamente o do jogo. Sim, sabia. Mas há momentos.. .etc etc etc.

Embarquei e deixei para trás o sofrimento, a gritaria, a taquicardia e a felicidade da final(como pude saber depois). Era o que precisava fazer. Embarcar. Me propor um auto-exílio, esquecer o futebol. Voltar a realidade, dirão os que não amam um escudo, seja ele qual for. De dentro do ônibus, escuto as pessoas comentando o resultado. Acreditem, uma jovem havia apostado uma garrafa de cerveja com amigo alvinegro, que fazia questão de enviá-la as notícias do jogo, via torpedo. Assim fiquei sabendo do empate do flamengo, minha primeira parcela de informação.
Pensei: como assim empate? Quer dizer que estivemos ganhando?! Menos mal que não estou vendo essa porcaria ou já estaria surtando. Muitos minutos depois, mais um plim plim avisando nova mensagem. Gol do Botafogo. Mais um pênalti. Foram os dois de penal.
Pensei: Dois gols de penal? Meu Deus, o que estou perdendo?
Imaginava os jogadores que poderiam ter batido. Já queria saber mais. Queria saber tudo. Quem tinha começado jogando? Como foram as faltas máximas? Mas nenhuma fatia de informação foi adicionada ao pouco recheio dos torpedos. O máximo foi um plim plim, seguido de um "acabou" da menina. Me virei para trás, para olhar para a cara dela, meu rosto transformado pela curiosidade, pelo sofrimento, pela espera da notícia.

Parabéns, O Botafogo ganhou. 2 a 1.
Sorri. Foi só o que fiz. Cerrei os punhos, como um lutador que finalmente derruba seu adversário. Agora queria estar no maracanã, gritando É Campeão, vendo a volta olímpica, o levantar da taça. Mas quis eu que não fosse assim. Sabia que não seria quando tive que ir para São Paulo. Como um daqueles momentos em que você sabe que precisa estar presente, como o nascimento do seu sobrinho ou o aniversário de 50 anos de casamento de seus avós, mas não pode. Estava, como o Dapieve, em outro país. No país estrada, num ônibus inter-estadual, meu restaurante português.
Como ele não gritei. E como ele também fui feliz na solidão.

Mas acho que no fim, guardei a emoção. Dentro de mim, aos poucos ela foi sendo digerida e transformada em felicidade. Em gentileza. Em amor. Em sentimentos bons. Ter essa emoção dentro de mim, guardada, fazendo parte de meu corpo, de minha alma, não foi o que esperava para uma final de campeonato. Mas foi o que tive. E que me tornou uma pessoa melhor.

***

auto-exílio.
uma coisa que posso dizer é que escrevo aqui por prazer.
Por isso mantenho aberto a birosca a quase 10 anos.
Trabalho com letras, frases e textos, também. E o trabalho também me dá prazer.
Só que algumas vezes escrevo a sério demais no serviço e quando chego em casa não tenho mais saco para ficar na frente do computador e escrever mais. Mas nem por isso paro de pensar em frases, inicios de textos, ideias para contos e roteiros.
O problema é não escrever ou não andar com um gravador de voz 24 horas comigo.

Mas tudo bem. As ideias circulam por aí, elas voam. Tudo o que você precisa é se sintonizar e captá-las. Use sua cabeça como uma antena de ideias. Funciona mesmo, eu assino embaixo.

Semana de cama. mais uma.
dessa vez laringite e otite. Mais uma batelada de antibiotico. Mais febre, mais dor. Parece que me recupero agora. E, sinceramente, não tenho mais saco para ficar doente. A única coisa boa, se é que tem alguma, é ter tempo para ler e ver filmes.
Essa semana teve: Um homem sério, Crazy Heart, Lovely Bones(Um Olhar do Paraíso) e Bad Lieutenant(Vício Frenético).
uopa...
Cat Power, dia 21/05 no Circo Voador?!
E Pedro Luis e a Parede dia 22/05?

já sei o que fazer nesse final de semana.
;)

terça-feira, abril 27, 2010

Hoje acordei mais cedo.
Tenho me policiado em relação ao horário do despertar.
De banho tomado, comecei a sentir um cheiro de queimado.

correria por corredores, escadas e janelas, e descobrimos a origem de tamanha fedentina:
o telhado da casa em chamas. Não muitas chamas, mais precisamente um pano queimando.
Fogo. Um princípio de incêndio.
Depois de apagada, sozinha, autoconsumida, a flama passou a acender meus pensamentos.

Imagine incêndio no Rio.
Como o de ontem, no camelódromo da Central. Incêndio é fogo, paixão, raio estrela e luar. É a antítese da cidade das águas, das chuva, das enchentes. É a não-carioca forma de destruição. Incêndio não combina com a cidade-água, da lagoa, do mar, das cachoeiras nas paineiras. Fogo aqui, só em Botafogo, o bairro. E no grito da torcida.

***

O que me pos a pensar novamente: será por isso que não ganhamos tanto quanto gostaríamos? Não contamos com as bençãos dos Santos Cariocas, com a simpatia da cidade, em sua forma mais metafísica? Seríamos nós, os botafoguenses, também a antítese do Rio? e de certa maneira, da vitória? Somos das cinzas. Ressurgidos vez por outra, como o pássaro das penas de fogo. Viu, olha ele aí de novo.

sábado, abril 24, 2010

TEXTO DO GUSTAVO POLI - LINDISSIMO.CHOREI AO LER. DE VERDADE.


Estamos em fevereiro. Magrelo como um louva-deus, cabelos longos e escorridos… Washington Sebastián chega à sede da Policia Federal com um funcionário do Botafogo. O uruguaio de 1,93m está ali para tirar o visto de trabalho. Ao se aproximar do posto, é reconhecido pela policial que, botafoguense, comenta:

- Poxa, vê se ajuda a gente. Porque… nos últimos três anos foi só tristeza.

Washington Sebastián rebate:

- El Loco no estaba acá.

A delegada sorri. E Washington Sebastián Abreu arremata:

- Com El Loco acá… és campeón.

Dois meses depois, Washington Sebastián – ou mais popularmente El Loco Abreu – cumpriu a promessa. E cumpriu de forma inesquecível – transformando tensão em leveza. Arrumou um jeito de eternizar um pênalti – de transformar o mais objetivo e seco dos lances numa imagem perene. A sutil parábola que enganou o goleiro Bruno tirou anos de peso das costas alvinegras. E entronizou Abreu instantaneamente no panteão de um clube peculiar.

O Botafogo é um clube de extremos. Pula da tragédia para a glória num estalar de dedos. Não é preto e branco por acaso – até porque o acaso passa longe de General Severiano. O botafoguense é um pessimista que acredita no milagre. E acredita, sobretudo, que toda coincidência é um indício. Pobres de nós, pretensos especialistas, que não fomos capaz de enxergá-los.

Antes do Campeonato, o comentarista esportivo que dissesse que o Botafogo ganharia os dois turnos do Campeonato Carioca… seria internado no pinel e tratado à base de choque elétrico. O time era fraco, não tinha consistência nem elenco – e buscava se reconstruir com uma série de jogadores que não deram certo em outro lugar.

Para o olhar treinado, porém, os indícios do título improvável eram muitos. Fazia 21 anos da épica vitória maurícia em cima do Flamengo – e do fim do jejum de 21 anos sem título (num jogo repleto de referências ao número 21). O campeonato era de 2010 (olha o 21 de novo) – 100 anos depois do primeiro titulo que o clube comemorou, o de 1910, que lhe concedeu o apelido de Glorioso. No início do campeonato, após a goleada por 6 a 0 para o Vasco, um torcedor botou fogo na camisa do clube. Loco Abreu chegou – e trouxe sua superstição: usar a camisa 13. Recebeu a dita cuja das mãos de outro supertiscioso histórico, El Lobo Zagallo. Herrera, o outro atacante, também tem uma camisa off-11 – usa o numero 17. E o clube contratou Joel Santana – conhecido por seu futebol eficiente… e por sua inacreditável estrela.

Ora, direis, ouvir indícios… bom, é claro que há muito de lenda nessa sopa de números. Mas, para o Botafogo, 2010 era um oásis necessário. Nelson Rodrigues dizia que o botafoguense é um calabrês – que precisa da derrota para se realizar. Sim, mas não apenas. O Botafogo precisa do contraste – precisa do fundo do poço para o salto seguinte.

De 2007 a 2009, o Botafogo pagou um mico atrás do outro. Perdeu três decisões para o Flamengo, duas nos pênaltis. Antes da segunda derrota, veio o orangotango do pranto coletivo – que carimbou o time como “chorão”. E ainda teve mais – em 2007, a derrota das calcinhas diante do River Plate e a eliminação na Copa do Brasil – depois de um frangaço; em 2008, o cartão vermelho afanado pelo zagueiro André Luís na Copa Sul-Americana.


Todo esse peso pareceu levitar naquela bola de Abreu. Durante o campeonato, perguntei a um dirigente do clube – que aqui ficará anônimo – se o uruguaio não era limitado demais. A resposta:

- O Abreu é para as finais. Ele não sente.

Bom, bota “não sente” nisso. A marca do pênalti era uma espécie de vulcão islandês do Botafogo. Todo mundo tinha medo de passar por perto. Dois dos três títulos perdidos contra o Flamengo… foram perdidos na marca de cal. E perdidos diante de Bruno, o grande nêmesis alvinegro. O goleiro foi o melhor jogador em campo na final de 2007. E o grande responsável pelo titulo de 2009 (pegou penais durante o jogo e na disputa decisiva) .

E, bom, esse era o cenário aos 27 minutos do segundo tempo de um jogo empatado em 1 a 1. Jogo mascado. Da direita veio uma falta mal cobrada e um penal de rara infelicidade cometido pelo (quase) sempre cerebral Maldonado. Herrera havia cobrado o pênalti do primeiro tempo… logo, era de se esperar nova cobrança argentina. Mas não. Washington Sebastián pediu a bola. A tensão no Maracanã era quase palpável. Menos, ao que parece, para o dono da camisa 13.

Abreu tirou da cartola o pênalti muhamad ali – pairou como borboleta, picou como abelha – e entregou ao torcedor do Botafogo a imagem perene: Bruno, mais que enganado – desenganado – no chão… enquanto a bola de rara picardia flutuava, beijava o travessão e caía nas redes… um momento youtube instantâneo, a redenção pelo tri-vice justamente num penal. E as palavras de Abreu ecoando na mente da policial federal:

- El Loco no estaba acá.

El loco penal deixou o Maracanã direto para a galeria dos grandes gols decisivos do Campeonato Carioca. Nessa videoteca virtual, Loco Abreu pendurou seu quadro – ao lado da barriga de Renato, da cabeçada de Rondinelli, da falta de Pet, do toque de Maurício, do balaço de Cocada… de todos aqueles gols que somos incapazes de esquecer. Lá está: no dia 18 de abril de 2010, El Loco Abreu, camisa 13, bateu um pênalti sorrindo, fez seu décimo-terceiro gol com a camisa do Botafogo e ganhou um campeonato.

terça-feira, abril 20, 2010

Em quanto tempo?
Dois meses?


Terremoto no Haiti.
Terremoto no Chile.
Terremoto na China.
Vulcão na Islândia.
Terremoto na Austrália.



Brincamos enquanto era possível.
Agora a mãe natureza cansou de ser bonzinha e resolveu virar a madrasta má.
Como a gente faz quando tem uma formiga subindo pela nossa perna, com uma coceira: se mexe e retira a formiga, se coça e acaba com ela.

segunda-feira, abril 19, 2010

caralh*
e essa segunda-feira com cara de que fui numa loja de discos?

Só hoje, de bobeira assim, tem os novos do Foals, Black Keys, The National, Minus The Bear e Sick Of It All. E olha que semana passada teve "só" o LCD Soundsystem.

É muita areia pro meu Ipodzinho...
Em momento de preparação de textos massivos e interessantes para este espaço.
No entanto, o trabalho me pede um tempo de dedicação exclusiva agora.

O máximo que posso adiantar é que tenho em mãos e nos ouvidos neste exato instante o novo disco do Foals, uma das bandas queridinhas desde sempre.

A outra é que o Botafogo foi campeão e a única frase que me veio à cabeça foi:
Didi já sabia.

Para quem ainda não sabe da história, breve relato:
No filme A Princesa Xuxa e os Trapalhões, de 1989, que se passa em um futuro distante, um moleque pega um adesivo onde se lê Botafogo Campeão em 2010. E não é que foi?

sexta-feira, abril 16, 2010

Da série Comida pelo Mundo (ou o final de semana já começou)



O tamanho do prato no esquimó é tão grande que ele tem que vir em TRÊS pratos.


Nem foto dá para bater de boca vazia.
Haja comida, haja fome, haja refresco e sobremesa de graça. Depois? Só um filezão, na Buenos Aires 85.
heheheheheh


*****

Outro clássico da má comida do Centro do Rio é:




O Vulcão das MASSAS!!!!
Blergh!!!!




Não sei o que é pior: o naipe do garçon ou o naipe do prato. O que seria isso mesmo?!




Se quiser, você pode evitar o vulcão e se fartar de salgado e refresco. fica pertinho, do lado do vulcão.


********

Edição Internacional


No restaurante Estrela, em Filadelfia, Capital do Estado do Boqueron....


Milanesas!!!!



Milanesas!!!!
Vai ter gente que vai me chamar de doido,
mas e daí? quem não é?
Bom, terremotos, maremotos, chuvas, tsunamis.
tá cada vez mais normal isso.
Agora, vulcão entrando em erupção. Cinzas param a Europa. Caos aéreo.
Acham uma rachadura na Antártida.
E aparece um meteorito caindo nos EUA, com a maior cara de Disco Voador. Detalhe, não acharam a cratera onde ele caiu.

Sabe o que eu acho?
o mundo está caminhando rumo ao seu fim.
Quem viu o Jornal Nacional ontem não teve como não se sentir em um filme de ficção científica. Mas não era. Era real.
Quer dizer, real até onde a realidade vai, né.

terça-feira, abril 13, 2010

Bom, estou ficando mais velho. e nem digo isso por estar a 3 dias do meu inferno astral, o mês que antecede o aniversário. Mas por ter constatado que começo a me interessar por um tipo de música que antes era bem estranho ter nos ouvidos: o post-rock.
Já disseram por aí que o pós-rock é o passo do rock em direção ao jazz.
Quando as músicas passam a ter menos refrão, menos vocais (algumas nem tem), entram num loop, repetindo acordes e escalando suas oitavas (sei lá o que isso quer dizer, acabei de inventar). Pois pode ser a minha preparação para o jazz (que ainda não consigo colocar para tocar em casa/ipod/computador).
Agora ouço, entre um estrondo de metal e uma desafinação lo-fi proposital da guitarra indie, a construção matemática do post-rock.

para vocês entenderem mais ou menos como é isso, segue clipe com belíssima música da banda Collapse Under The Empire.

segunda-feira, abril 12, 2010

É incrível mesmo como vivemos um dia depois do outro sem pensar em mais nada, além da nossa própria vida. Não tenho filhos ainda, o que pode mudar essa realidade. Aí sim, deve vir o pensamento em outra vida que não a sua. Mas por enquanto, nada.
Digo isso pois ando pesquisando material para escrever matérias sobre inovações em embalagens, tecnologias, design, tendências, moda, consumo.
E tem um site que sempre, mas quero dizer sempre MESMO, me coloca para pensar como um maluco. Para vocês entenderem, vou colocar o resumo de algumas matérias:

"A ideia ainda é controversa, mas tente imaginá-la da seguinte forma: depois do Big Bang, o Universo está se expandindo continuamente - e há evidências de que esta expansão esteja se acelerando. Contando o tempo desde a ocorrência do Big Bang, é fácil imaginar que há uma espécie de "fronteira" no nosso Universo, que é até onde os efeitos do Big Bang atuaram. Os cientistas calculam que esta fronteira esteja a aproximadamente 45 bilhões de anos-luz de distância - o tempo decorrido desde o Big Bang mais a aceleração da expansão do Universo. Agora imagine que haja uma espécie de "buraco" nessa fronteira, por onde uma parte do nosso Universo pode estar literalmente "vazando" para outro universo. O Fluxo Escuro é a parte da matéria - e eventualmente da energia - do nosso Universo que estaria vazando por este ralo cósmico.

É por isto que os proponentes da ideia acreditam que o Fluxo Escuro pode ser a prova da existência de outro universo."


E não para por aí. Outro universo? e que tal mais dimensões?
confira na pequena parte da matéria:


Matthew Choptuik, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, e Frans Pretorius, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, usaram uma simulação feita em computador para mostrar conclusivamente, pela primeira vez, que uma colisão de partículas realmente pode gerar um buraco negro. Utilizando centenas de computadores, Choptuik e Pretorius calcularam as interações gravitacionais entre as partículas que colidem (eles utilizaram sólitons) e descobriram que um buraco negro irá se formar se duas partículas colidirem com uma energia total de cerca de um terço da energia de Planck.

Ou seja, se, em vez de ser tridimensional como nossos sentidos nos dizem, o espaço realmente tiver mais dimensões, o LHC poderá de fato produzir buracos negros.Segundo as hipóteses que defendem a existência dessas dimensões extras, elas também são microscópicas e devem estar curvadas em loops pequenos demais para serem detectados, exceto por uma colisão de partículas de alta energia.

Isso, contudo, não dá qualquer reforço aos argumentos dos catastrofistas: se existirem as dimensões extras, e se a energia do LHC for suficiente para atiçar seus efeitos, e se esses efeitos baixarem a energia de Planck, e se os buracos negros microscópicos forem formados, ainda assim, afirmam os físicos, eles deverão decair em alguns nano-nano-nanossegundos. Ou seja, talvez o mundo possa mesmo acabar, não de fato, mas como uma metáfora - em vez de algum tipo de apocalipse, poderemos ver o fim do mundo como o concebemos até hoje, e ver nascer uma nova concepção de mundo, repleta de novas dimensões, de novos horizontes e de novas possibilidades de descobertas. Seria mesmo entusiasmante."


E para terminar, uma partes da matéria sobre as fotos do "nada":

"Utilizando cristais para manipular um feixe de raio laser, os pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, e do Instituto de Tecnologia de Tóquio, no Japão, criaram uma espécie de "nada", que eles chamaram de vácuo condensado. Sob condições extremamente controladas, o nada apresenta menos ruído do que a total ausência de luz.

Vácuos condensados são utilizados na detecção de ondas gravitacionais e nas pesquisas sobre computação quântica, onde eles são utilizados para armazenar informação e para gerar o entrelaçamento (entanglement), um fenômeno que faz com que duas partículas se auto-influenciem diretamente, qualquer que seja a distância entre elas."


Isso não é ficção científica. É realidade. Coisas que vão além da nossa capacidade de compreensão. Assuntos que mexem com nossa percepção da realidade, com todos os conceitos da criação, divina ou não, e nos coloca cada vez mais perto de Deus. Seja lá quem ele for. E, tenho a ligeira impressão, de que Ele não está nada feliz com isso.
Final de semana.
resumindo em poucas palavras:
virada sexta/sábado filmando o curta do Vereza.
Van Halen.
Maracanã.
God of War II.
Galak.
Roma em PRIMEIRO!!!
Messi, Loco Abreu e Caio.


Final de semana que vem em poucas palavras (talvez as únicas que me lembre, já que prometo buscar uma amnésia alcóolica com todas as minhas forças):

Esquimó
Jack Daniels
Rio de Janeiro / São Paulo
Circo Voador / Via Funchal
Social Distortion

sexta-feira, abril 09, 2010

Tinha 9 anos de idade. Era outubro de 85.
Os dias passavam rápido dentro da escola. Aulas de português, matemática, ciências, educação artística e física. E, claro, o recreio.
Bom, depois da novela das oito, tinha sempre alguma coisa legal na TV. Terça Nobre, Som Brasil, Documento Especial:Televisão Verdade...
Enfim, várias coisas que marcaram a infância de muita gente.
E o que mais acontecia nessas noites boas da inocência dos 80 eram os especiais infantis. Plunct Plact Zum, Pirlimpimpim, Arca de Noé. Grandes cantores, grandes canções. A gente ouvia música boa na veia. Mesmo que depois partisse pro rock, pro metal, pro sertanejo, pro que fosse.
E entre esses especiais, um, em especial, marcou minha espera pelo cometa, até 1986:
A Era dos Halley.

Como todo bom programa B, esquecido com o voar das décadas. E aqui falamos de duas décadas e meia, já. Há 25 anos Tim Maia cantava Kruel, Titãs mandavam o Planeta Morto e o Halleyfantte, bom, o Halleyfante virou robô e presente de natal pra muito moleque sortudo.
Eu encontrei perdido numa banca de cds hoje a trilha do programa, sucesso em outubro de 85. E comprei.




Até no youtube é difícil de achar alguma coisa que lembre o programa. Difícil, mas não impossível.

então, para vocês, um gostinho da Era dos Halleys.



Detalhe para o Rafael Vanucci, campeão da casa dos artistas dois (foi na dois que ele ganhou mesmo?) e um outro moleque bem trola, a cara do chatôbrioche, aquele novo amigo do Serginho...




Devo ter comprado até o último número da revista. Que deve ter sido o número 5.
hahahaha


E sim, eu vi o cometa. Na Pousada dos Pinhos, em Pedra Azul.

quinta-feira, abril 08, 2010

A volta para casa é sempre assim, um dilema:
encarar um metrô lotado ou um ônibus lento?
No jornal falava "Ondas de 5 metros".
Saindo pro trabalho resolvi ir dar uma olhada, conferir o tamanho do mar.
Para isso, é bom lembrar, ando uma quadra. Lá tem um ponto de ônibus que passa em frente ao trabalho. O vento que batia era frio. E forte. As ondas quebravam e sua espuma viajava pelo ar, como um champanhe aberto depois de sacudido. O mar estava tão bagunçado que não dava bem para saber quando começava uma onda ou quando terminava outra.
Não vi ondas de 5 metros. Devo ter visto uma de dois, se tanto.
Peguei o ônibus e vim para o Centro do Rio, via orla. Leblon, Ipanema, Arpoador, ué, cadê a faixa de areia do Arpoador?, Copacabana...
Em Copa, turistas fotografavam a falta de sol. E as ondas quebravam, lambendo tudo e molhando tênis e meias desprevenidas que cismavam em andar por sobre a areia. Água no asfalto, areia na ciclovia, lama nas calçadas.

Ressaca.


Tempo para o ônibus que para no ponto e segue adiante, um pouco mais vazio. E na cabeça ideias a mil, pulando de neurônio em neurônio, me fazendo pensar. Uma cidade com praia merece, precisa ter seu momento de ressaca. É necessário. O mar está ali, mas não é seu, não é propriedade de ninguém, a não ser dele mesmo.
A ressaca do mar, as ondas grandes e assustadoras nos fazem querer gritar, lutar, enfrentar. Triste da cidade onde o mar é marasmo. Nela tudo acontece do jeito que não deve ser. A vida é levada sem as indas e vindas das ondas, sem a dinâmica física das marés. Lá é tudo parado, até as pessoas.

Olhar para o mar em plena ressaca nos mostra que é preciso viver. Sair por aí atrás de ondas de 5 metros de altura. Mesmo que seja para no fim não ver nenhuma.

terça-feira, março 30, 2010

Minerva e os Três Estrelas

trabalho no centro do Rio, na rua México, em um edifício chamado Minerva.
Engraçado que hoje, ao entrar no elevador, fiquei pensando no nome do edifício.
Para brincar com as palavras, preciso dizer que é difícil esperar o elevador daqui. Além de ter sempre um em conserto, há algumas clínicas espalhadas pelos 12 andares de salas comerciais. O que sempre me faz parar em quase todos os andares antes de chegar no décimo segundo, onde trabalho.
Além da demora do elevador, daqueles de porta pantográfica, lembrança da pujança carioca dos anos 50, sempre subo com alguma velhinha. Ou velhinho. Ou casal de velhinhos. Eles, cabelos brancos ou calvos. Óculos. Elas, braços roliços, cabelos pintados. Sempre baixos. Existirão velhos altos? Às vezes andam de mãos dadas, às vezes já assumem a distância entre eles, ex-casais que ainda andam juntos, mais apoiados um no outro, do que qualquer coisa.

Clínicas espalhadas pelo prédio. Imagine quem visita clínicas. São pessoas doentes, oras. Quem em corpo são viria passear por salas de espera e barulhinhos de máquinas de convênio imprimindo a via que você precisa assinar? Pois então são essas as energias que Minerva, agora não a Deusa, carrega em seus vergalhões de aço, cansados do tempo. O prédio, que tem sempre uma ambulância parada à sua porta, espera pela morte, como cada um de nós. Ainda que não pensemos nisso. Ainda que não queiramos pensar. Minerva, eureka, me enerva. E me deixa escorrer por entre andares, entre clínicas, velhos e doentes. É só mais um dia de trabalho que começa.

***

Minerva também me lembra mitologia. Adoro mitologia. mitologia grega e romana. E me lembra outra coisa. Domingos pela manhã, quando ainda morava com meus pais. Em alguns deles, saíamos de carro pela cidade e parávamos naquela esquina onde havia uma loja de comida árabe. Hoje me lembrei, do charutinho de folhas de uva, dos kibes, da coalhada. O nome da dona, a que vendia para a nova família, desejosa de seus temperos orientais, era Minerva. E tinha o sabão em pó também. Mas essa fica para a próxima.

***

Os três estrelas.

Geralmente vamos ao cinema, compramos um livro ou baixamos um disco (quem compra discos afinal? só eu mesmo...) esperando ser arrebatados. Queremos sair chorando ou pulando de felicidade do cinema. Queremos ter lido um clássico, bem escrito e interessante, quando fechamos a contracapa depois de ler a última página do livro. Queremos os refrões perfeitos, os catchy tunes nas músicas. QUeremos que seja boa, que grude na cabeça e que não seja tão pop assim, vai.
Queremos inteligentzia acima do comum quando falamos de arte.

(continua a continuar depois do almoço)

segunda-feira, março 29, 2010

Lista de jogadores esquecidos no exterior que o Botafogo poderia contratar pro Brasileiro:

Diogo, ex-lusa
Henrique, ex-Palmeiras
Ciro
Valdívia
Guilherme, ex-cruzeiro
Renato, ex-Santos

se trouxer DOIS desses a gente é campeão Brasileiro.
E simplesmente 16 anos depois,
consigo achar o clipe do Wool que tanto
me impressionou no Lado B da MTV.
Tanto que encomendei logo depois os dois discos deles:
o Budspawn, um ep, e o Boxed Set, o full lenght.
a banda acabou logo depois e desde então só me lembrava dessas cenas em stop motion que me deixaram maluco.

hoje, um tempo a parte, o clipe já não parece tão fresco, e a música, bom, mais ou menos. Mas tudo bem. com 18 anos, ela pareceu bem legal. E foi bem melhor do que outros discos horríveis que comprei no escuro apenas pelo nome da banda...

saquem só.

Uma singela homenagem a um dos maiores botafoguenses de todos os tempos e que se tornou mais uma estrela da constelação solitária.

"O Botafogo é bem mais que um clube – é uma predestinação celestial."
Armando Nogueira

quinta-feira, março 25, 2010

se não é da primeira, nem da segunda, pode ser da terceira.

Comigo pode-se dizer que o ano me reservou duas chances de acertar na terceira vez.
Coldplay e Franz Ferdinand, em sua terceira passagem pelo Brasil, foram finalmente assistidos por mim.

O Coldplay, admito, já está com gosto de passado. Mas valeu pare relembrar como eram bons os tais. Já o Franz mostrou que é mais presente do que nunca, com um show afinado, empolgante do início ao fim e que merecia muito mais que a Fundição.

ano que vem, por favor, Coldplay no Circo Voador e Franz Ferdinand na Apoteose.
hahahaha

***

tb só fui ver o Iron Maiden em sua terceira passagem pelo Brasil (bom, só conto como Iron Maiden com o Bruce no vocal)

terça-feira, março 23, 2010

"...enquanto a humanidade estiver limitada por leis de mercado e pela busca da sobrevivência imediata, a liberdade individual não poderá ser totalmente alcançada."

segunda-feira, março 22, 2010

Como descrever o show do franz ferdinand?
Se não teve o ineditismo da primeira apresentação (que perdi, por morar a mais de 2.000km de distância do Circo Voador), pelo menos teve interação público/banda que dificilmente vi em algum show que já estive.
Foi, sinceramente, clássico e inesquecível.

Parabéns pros escoceses que mostraram curtir mais uma caipirinha debaixo do sol do que um legítimo 18 anos nas highlands!

sexta-feira, março 19, 2010

mais um dia.
mais um dia.
ou seria menos um dia?

contar dias é angustiante.
você sabe o quanto é importante passar por eles,
deixá-los para trás.
Mas também sabe como é sofrer ao deixá-los passar assim.

um após o outro, hora após hora.
Vão deixando suas marcas no rosto, na pele,
na mente.

mas é assim que tem que ser.
feche os olhos e sinta o vento que bate no rosto.
é o tempo que você está deixando para trás.

o futuro é agora.

quarta-feira, março 17, 2010

tô pensando em começar um blog novo.
é, eu sei...
já tenho esse, já tive o Day after, participei de dois band of bloggers, de um bloggfuckers e estou agora no band of rock.
é blog a dar com pau, mas também, são praticamente 10 anos blogando.
já dava para terem me descoberto, se é que um dia foi para eu ser descoberto.
Aí, divido meus escritos comigo mesmo.
: )

sou o meu leitor mais assíduo, e não me envergonho disso.

Mas voltando ao blog novo, tava pensando em algo como:

O que eu comi hoje.

simples assim.
Para nunca mais me esquecer o que responder àquela pergunta danada: o que você almoçou hoje? ou ontem?

***

ou escrevo aqui mesmo:

salada verde - alface, rucula, agrião
salmão ao molho de maracujá
aspargos
palmito

(delícia comer aspargos assim, na hora do almoço...)

segunda-feira, março 15, 2010

Setlist Franz Ferdinand em Buenos Aires...

1. Bite Hard
2. The Dark Of The Matinée
3. Do You Want To
4. Can't Stop Feeling
5. Van Tango
6. Michael
7. This Boy
8. Walk Away
9. What She Came For
10. Take Me Out
11. Ulysses
12. The Fallen
13. Turn It On
14. 40'
15. Outsiders

Encore:
16. Jacqueline
17. No You Girls
18. Tell Her Tonight
19. Shopping For Blood
20. This Fire
21. Lucid Dreams


E depois, setlist em Santiago:

*
1. No You Girls
2. Tell Her Tonight
3. This Boy
4. Do You Want To
5. Darts Of Pleasure
6. Can't Stop Feeling
7. The Dark Of The Matinée
8. Shopping For Blood
9. Take Me Out
10. Ulysses
11. Turn It On
12. Michael
13. The Fallen
14. 40'
15. Outsiders


Encore:

16. Walk Away
17. Come On Home
18. Auf Achse
19. What She Came For
20. This Fire
21. Lucid Dreams


o jeito é esperar e ver quantas afinal eles vão tocar aqui no Rio.
Tomara que se empolguem e toquem todas as do set de BA e de SAN.

quinta-feira, março 11, 2010

Sexta-feira, Julho 09, 2004

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hoje me sinto não-produtivo.
escrevo besteiras no blog pra afastar de mim a ineficácia de meus termos.


Postado por Taylor às 10:12 AM
Acho bom o Botafogo abrir o olho. saca só as primeiras dez rodadas do campeonato brasileiro:

Santos - casa
São Paulo - fora
Goiás - casa
Cruzeiro - fora
Vasco - casa
Atlético-PR - fora
Corinthians - casa
Flamengo - fora
Guarani - casa
Palmeiras - fora



Bom, tirando Guarani e Goiás em casa, em que a obrigação é vencer, não vejo mais nenhuma partida que dê pra gente ficar tranquilo. E olha que ainda tem a escrita de o Botafogo nunca jogar bem contra times de verde...
Acho bom abrir o olho porque já podemos estar fundos na zona do rebaixamento na décima rodada.
Hoje me entreguei a um antigo vício:
biscoito de maizena.

Mas não pode ser qualquer um!!!
tem que ser o da piraquê vermelho.
Ok, o amarelinho vale também.

segunda-feira, março 08, 2010

Forte? imagina...

A cervejaria BrewDog acaba de lançar uma cerveja extremamente forte, chamada Sink the Bismarck! (Afunde o Bismarck!) A brincadeira contém 41% de graduação alcoólica e é a cerveje mais forte já feita. Com a graduação da cachaça quero ver alguém virar um copo dela estupidamente gelada.

Coisas que eu queria fazer:

comprar uma tv de LED
comprar um videogame
morar em cuiabá de novo
Ver um show do Pinback, do Death Cab for Cutie e do Foals (perdi e ainda não me perdoei)
Conhecer a India e morar no Chile
ser presidente do Botafogo
E daí que o disco do We Have Band começa estranho com "Piano" e "Buffet"?
Mesmo porque elas não são nada ruins.
Mas então você escuta as outras latadas e fica meio perdido.
Valeu a pena esperar tanto tempo pelo disquinho.
Meu Deus, o que é que esses caras fizeram?
Faz tempo que não escuto algo tão bom, diferente, dificil e original.
E é do ano passado.

Perdi a chance de colocar na minha lista dos 5 melhores do ano.
Não percam o bonde, gente.

LOCAL NATIVES - Gorilla Manor

aqui

sexta-feira, março 05, 2010

Música nova de uma das bandas da minha vida.
E só pra constar, tá bom pra cacete!!!!!
: )




por falar nisso, rápida lista de bandas da minha vida:

The Verve
Oasis
Foals
Slowdive
PORRA GALEREN!!!!!
PORRA MAURICIO!!!!!

genial é pouco.



PORRA, MAURICIO! PORRA, HORÁCIO! QUE PUTARIA É ESSA???

E Comentários:
- É uma história clássica do Horáccio, Mari!

- Moral (infantil) da história: DORMIR EM CIMA DE UMA TETA REVITALIZA ATÉ UM DINOSSAURO

- PORRA DE HORÁCIO SÓ NA ESPANHOLA ROCHOSA!



visitem e chorem de rir...


http://porramauricio.tumblr.com
Antes Aqui

Se você já viu um sobrinho ou primo nascer, a história é quase a mesma. Em um dia vocês estão brincando de carrinho ou jogando bola. No outro, ele já está andando de mãos dadas com a namoradinha. Admito que a analogia foi longe, mas é assim que se sente quem ouviu o primeiro trabalho do New Young Pony Club, Fantastic Playroom, e se depara com seu segundo disco: The Optimist. O primo cresceu e já está namorando firme. O NYPC volta mais maduro, sério, mantendo seu som misturando pop e eletrônico cada vez mais coeso e, diferente do trabalho anterior, até um pouco mais difícil. É como se a referência deixasse de ser o Foo Fighters e passasse a ser o Radiohead.



A festa ficou para trás. Na verdade, toda uma geração que apareceu sob os holofotes da New Rave teve que escolher entre crescer ou ser deixada para trás. Se os anos passam rápido demais para nós, míseros mortais, imagine para uma banda ou, pior ainda, para toda uma cena hypada. É preciso coragem para evoluir, largar a fórmula fácil e um tanto já repetida e investir algum tempo a mais no momento da composição.


Foi o que fez a diferença para o NYPC. A primeira faixa Lost A Girl, cheia de paradas e viradas repentinas, mostra bem o clima do disco. Cheio de climas que se sobrepõem, mudando constantemente o sentimento a gente, como a passagem da quase depressiva Stone para a dançante We Want To. Nas letras, outra mudança visível/audível. Seguramente mais trabalhadas, trazem versos como “Isso estava quebrado desde o começo/ as plantas estavam em branco /o arquiteto do amor não se lembra de nós”, que falam de amores perdidos e algumas vezes até destoam da levada mais alto-astral das melodias. Nada que tire o mérito, e bota mérito nisso, desse ótimo lançamento.


No geral, The Optimist é uma bela mostra de como um segundo disco pode servir para estabelecer um artista no mercado e abranger sua base de fãs. E, claro, uma bela obra pronta para ser apreciada por todos nós. Porque todos vocês sabem que, para o rock, pedra rolando não cria limo.

quinta-feira, março 04, 2010

Do GREENPEACE




Forest Stewardship Council ? Esse certificado é feito fora do Brasil ?
Não, no Brasil quem cuida da certificação FSC é o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal , o FSC Brasil. Que é uma organização não governamental cujo o objetivo é difundir e facilitar o bom manejo das florestas brasileiras com critérios que preservem o meio ambiente, traga benefícios sociais e que tenha viabilidade econômica.

Quem é elegível ao selo FSC ?
Apenas os empreendimentos detentores de certificação de manejo florestal, e sob a custódia FSC, se garantido como responsáveis pelo correto uso da marca. Em casos especiais o FSC pode autorizar organizações não certificadas a usarem a marca com o intuito exclusivo de promover a marca e o FSC. Os empreendimentos não tem autorização de transferir os direitos de uso do FSC a nenhum outro indivíduo ou organização. Organizações não autorizadas que forem encontradas usando a marca FSC estão sujeitas a medidas judicaiais.

Quais são os requisitos que um empreendimento precisar ter ?

Os produtos serão vendidos diretamente para consumidores finais.
Os produtos são diretamente provenientes de uma empresa certificada FSC
Não ocorrerem alterações no produto.

Aonde é permitido o uso da marca FSC?
Rótulos e embalagens de produtos certificados
Aplicação direta no produto
Site eletrônico da empresa
Cartões de visita
Folder
Catálogos
Brindes da empresa
Papelaria de escritório como envelopes, cartas
Notas fiscais
Anúncios e outros materiais promocionais

***

E você?
Já procura pelo selo nos produtos que consome?!
O poder de mudar o mercado não está na mão dos que produzem, está na mão dos que consomem.
dica literária

por apenas 14.90 você pode comprar
o clássico Crime e Castigo de Dostoiévski.
Em DOIS volumes. tá de graça.

e o próximo volume já chegou às bancas: Madame Bovary.
para tirar esse ranço aí de baixo!
bola pra frente que o jogo é de campeonato e a partida ainda nem tá na metade!

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

A verdadeira seladinha

A Coca-Cola do México preparou, para a celebração do Natal, uma edição especial da sua lata, dentro do esforço de comunicação da campanha que pode ser traduzida como “Abra a Felicidade”.

A grande diferença entre essas latas e todas as outras é que, uma vez aberta, ela pode ser tampada novamente, mantendo as características do refrigerante para o consumo em outro momento.

Vendidas em lojas especializadas, as inovadoras latas terão uma segunda versão, a ser lançada em maio, com motivos da Copa 2010 na Africá do Sul.





(Fonte: Énfasis Alimentación Online, 05 de Janeiro de 2010)



Folhabide

Esse cabide, criado pelo escritório francês de design Les M, e chamado de Effeuillage, só parece com folhas de uma árvore. Porque na hora de pendurar suas roupas, fazem o papel de um corpo que as veste, mantendo-as bem passadas por muito mais tempo. Cada cabide é independente e o usuário pode reordena-los, de acordo com suas necessidades.



Vai ficar lindo no seu closet, my dear...



Enotubo de Ensaio

O mundo dos vinhos está cada vez mais sofisticado. Marcas, vinícolas, tipos de uva. Escolher a sua garrafa, seja para um jantar em família ou para uma noite a dois, é cada vez mais difícil. Mas e se o cliente puder provar antes cada uma das opções disponíveis para venda?
Foi nisso que a Brixr, de San Francisco, pensou quando criou esses pequenos recipientes, mais parecidos com tubos de ensaio. Com um rótulo como o das garrafas, cada tubinho vem com uma pequena amostra de 50 ml de vinho. Da próxima vez que for à loja de vinhos, ele já saberá qual é o produto que mais combina com seu gosto e não terá dúvidas em levar para casa o produto para uma degustação, um pouco maior dessa vez.



Vai uma provinha aí?