Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
sexta-feira, dezembro 12, 2008
em primeiro lugar:
ROGER WATERS.
Com esse impasse resolvido, vamos às favas.
Estarei pegando a chave do apartamento de número 302, do Edifício Bari, na segunda-feira, dia 15/12. Como alguns de vocês sabem, arrumar aquele ap nunca foi meu forte.
E como todos sabem, ando meio sem equipamentos básicos de sobrevivência solitária, como cama, fogão, geladeira, panela, sofá, garfo e faca, tv 50 polegadas e DVD.
Se alguém tiver alguma coisa sobrando, ou souber de alguém se mudando e querendo se desfazer de alguns móveis, estamos com as portas abertas para doações!!
Portas abertas e muito espaço na casa!
Logo, logo um open house! Com ROCK!!!!!!!! e um chá de qualquer coisa.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Rick Wakeman - Ricardinho Acordahomi
Rogers Water - Rogerinho das águas
System of a Down - Sistema do Baixinho
James Hetfield - José Chapéu do Campo
Henry Rollins - Henrique Rolla
Jesus and Mary Chain - Jesus e Maria Corrente
E você conhece mais algum?
comenta aqui
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Pedido de compra de ingressos aprovado pela Ingresso.com
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Esta e uma mensagem gerada automaticamente, portanto nao pode ser respondida.
Prezado cliente,
Sua compra foi aprovada e seus ingressos estao liberados.Reforcamos que a Ingresso.com e comprometida com a seguranca do cartao de credito na Internet. Fazemos este procedimento para garantir que nossos clientes tenham total seguranca em nosso site.
Como informado durante a compra, os ingressos comprados nao poderao ser trocados. O sistema nao nos permite alterar data, sessao ou quantidade dos ingressos comprados.
Agradecemos pela compreensao.
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DADOS DO PEDIDO
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Numero de Ingressos: 1 ( Pista Meia RJ RadioHead 1 )
Evento: RadioHead
Local do Evento: Praca da Apoteose
Data da Sessao: 20/03/2009
Horario da Sessao: 22:30
terça-feira, dezembro 09, 2008
Pelo menos fiz os pontos que precisava.
Que EU precisava, não que precisava para ter a depressão de revista.
O lance é:
falta de perspectiva, cansaço, as coisas já não me dão o prazer que me davam, dificuldade em dormir e uma muito maior em acordar.
***
Por falar em dormir, tive um sonho espetacular esta noite.
Estava no quarto com meu irmão e pela janela vemos um avião passar. De repente, o barulho do aeroplano volta. Ele está em queda livre, e nos escondemos embaixo da cama enquanto ele se choca contra o chão e explode numa bola de fogo. O fogo não nos pega, mas ao tentarmos sair correndo, o teto desaba e mata a nós dois.
Aí, acordamos no inferno. Onde as coisas são tranquilas, ou pelo menos achávamos ser tranquilas. Vamos descobrindo aos poucos as coisas que são proibidas e de vez em quando damos um pulinho no céu, para visitar os espíritos de lá, que tiram onda. dizem que podem voar e ficam dando pulinhos. Aí mando eles irem se fuder e mergulho, por entre nuvens, até umas montanhas que atravesso na minha forma etérea até voltar à minha casa: o inferno.
só Freud explica.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Sexta teve festa. Foram 20 minutos.
Foram poucos minutos. Você não pode errar, nem tentar dar uma cara para o seu set.
você não tem set.
Me diverti muito. Foi legal.
Sábado teve festa. Foi legal.
sábado teve trapalhões, teve absolut de baunilha, teve cervejas.
teve gargalhadas e teve um domingo de leseira.
***
Terça tem kalunga no rock. tem chopp, tem uisque e tem juru. Maldita juru.
***
***
Nem sei.
Adoro ver pessoas folheando revistas, mexendo em papel, fazendo embrulhos, origamis ou dobrando roupas. Sinto-me confortado por tal ação.
Vai entender. Sou capaz de ficar horas e horas vendo gente fazer coisas com as mãos.
Deve ser porque viro uma abelhinha espiando, quando todas as atenções estão voltadas para uma outra ação. Eu fico invisível.
Acho que é por isso, mas vai saber o que é que passa na cabeça de um animal que se acha racional.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
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Pedido de compra de Ingressos em processo de analise pela Ingresso.com
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Esta e uma mensagem gerada automaticamente, portanto nao pode ser respondida.
Informamos que seu pedido foi feito e esta em processo de analise.
Caso voce tenha alguma duvida, por favor envie um e-mail para atendimento.radiohead@ingresso.com
Por gentileza, aguarde notificacao atraves do e-mail cadastrado com confirmacao da liberacao do pedido.
Alem do e-mail, voce podera acessar o seu historico de compras para confirmar seu pedido em http://www.ingresso.com.br/eventos2/historico/default.asp?paIdCidade=00000002&paIdEspetaculo=00013071
Segue abaixo a confirmacao da sua solicitacao de compra.
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DADOS DO PEDIDO (Nao vale como ingresso)
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Numero de Ingressos: 1 ( Pista Meia RJ RadioHead 1 )
Evento: RadioHead
Local do Evento: Praca da Apoteose
Data da Sessao: 20/03/2009
Horario da Sessao: 22:30
Preco Final: R$ 120,00 (incluido os servicos de conveniencia)
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DADOS CADASTRAIS
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Nome do Cliente: luis f taylor
Documento de Identidade: 1258588
Telefone Principal: (27) 33450703
Telefone Alternativo: (27) 92368071
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Gostaria da opinião de vocês! e se possível, de saber quem tem o que aqui e o que preciso baixar...
hahahaha
70´s
Brown Sugar - The Rolling Stones
We Will Rock You – QUEEN
Baba O'Riley - The Who
Thunder Road - Bruce Springsteen
Low Rider – War
L.A. Woman - The Doors
Blitzkrieg Bop - The Ramones
Girls Got Rythym – ACDC
Black Dog – Led
Purple Haze – Hendrix
Mississipi Queen - Mountain
Pô, paulinho, faz o setlist dos 70 pra mim!!!
P.S.: preciso rever meus conceitos. Tem MUITA coisa boa nessa década que considerava perdida.
hahaahahaah e não estou falando de disco music.
Quero ouvir essas bandas com nomes toscos.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
faltou energia por aqui.
Todos foram para o deck sentar nas cadeirinhas, bater papo, pitar um fumaçoso, comer salgadinhos, tomar refrigerante, comer um empadão de frango...
E depois começou a chover. Todos sorriram e voltaram para suas máquinas.
> Eu acho que vi um gatinho.
>
> Quem aqui nunca ouviu falar do Napster?
> E quem, em sã consciência, estaria lendo um site sobre música se não o
> conhecesse?
> Napster é aquele programinha legal, leve e que, de uma tacada só, acabou com
> as milhares de milhas e impostos alfandegários que separavam o Brasil do
> resto do mundo musical. Lados B de singles nunca lançados no país, versões
> ao vivo, acústicas e remixes dos grandes nomes do pop passaram a fazer parte
> do cotidiano de nossos HDs. Acabou a "necessidade" de se gastar reais e
> reais (e, nos dias de hoje, cada vez mais reais) com discos difíceis de se
> encontrar nas lojas. Ou pior ainda, encomendar discos importados aos olhos
> da cara, só porque eles ainda não foram lançados no Brasil. Com o software
> do gatinho, deixamos de gastar nosso suado dinheirinho com CDs. E passamos a
> pagar a conta de telefone.
>
> No entanto, o Napster abriu portas muito mais importantes. Fez a cultura
> marginal fervilhar e deixou o mundo do tamanho do seu monitor. Com uma leve
> fuçada em sites especializados ou em e-zines (verdadeiros garimpos
> virtuais), encontramos bandas e selos independentes dos quais nunca ouvimos
> uma palavra, seja em rodinhas de bar ou na imprensa especializada. E que
> valem (muito) a pena dar uma conferida. Música feita por pessoas normais e
> não por Kens e Barbies que habitam o mercado. Feitas para puro prazer de
> seus criadores, e não para a exploração comercial da libido dos/das
> adolescentes do mundo. Selos como Sub Pop, conhecido graças ao sucesso de
> seu mais famoso rebento, Nirvana, podem ter finalmente seus catálogos
> esmiuçados. O que falar então de outros menos famosos como Touch and Go,
> Merge ou Chemikal Underground? Só escuta o Bonde do Tigrão quem quer.
>
> Com a internet, com o Napster e com a chegada da Banda Larga, será cada vez
> mais pessoal a escolha de estacionar no limbo cultural. Rádios e jabás
> existirão por muito e muito tempo, mas felizmente o antídoto à isso já está
> por aí. Viajando por entre cabos, fibras óticas e fios de cobre. Chegou a
> hora da revolução. E, fácil como lançar uma bomba sobre o mundo, tudo o que
> temos a fazer é apertar um botão.
>
> Luis Taylor
(Depois de reler pensei: as molecada PAROU no limbo cultural. Tá tudo aí. e eles ouvem as mesmas coisas sempre. ai ai...)
talvez aquela seja a última transmissão dele. A solidão é absoluta.
Ele sabe que vai para o fundo, que seu ar vai acabar.
E o que mais me toca é que todos estamos assim.
Presos dentro de nossos corpos, numa viagem solitária,
com apenas nossos pensamentos, sem ser, de verdade, de ninguém.
Sem dividir sangue, entranhas, pedaços de vida.
Uma hora o nosso ar também vai acabar. E vamos para o fundo.
A diferença é que não pensamos nisso como algo inviável, sem escapatória,
como o cara preso dentro de um submarino.
Mas estamos todos lá.
***
Quanto a ir para o fundo, mais uma observação:
Todos iremos, talvez não do mar. A maioria prefere ir para o fundo de uma cova. Na terra mesmo.
Eu prefiro ser queimado e virar cinzas.
Tudo é cinza mesmo.
terça-feira, dezembro 02, 2008
mas, dano-me a repetir.
fazer o que se tudo parece igual mesmo?
os dias, a rotina, a perspectiva de um mesmo futuro.
***
Uma coisa salva hoje, o EP novo do Pinback.
***
Sim, estou mal. desde semana passada.
quero me trancar em um quarto com um aparelho de som,
uma garrafa de vodka, outra de rum e esquecer de dias como os que virão.
foda-se o social.
Não o quero.
A agência quase parada. Um job por dia, geralmente eliminado em um turno, o que deixa a tarde livre para não fazer anda.
Um horror. O tempo não passa, você se cansa de não fazer nada, não rende nem nas coisas que poderia fazer fora do trabalho. A vida começa a andar num ritmo, sei lá, meio parado.
Aí, deve ser melhor dar uma de malhador e se movimentar (me movimentar) logo.
Academia, bicicleta, essas coisas.
é... nem os posts estão ficando a contento.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
A cada ano que passa, fica mais difícil fechar uma lista dos melhores lançamentos fonográficos. Com a facilidade de gravação, mixagem e principalmente de distribuição, dezenas e dezenas de discos chegam aos nossos ouvidos por mês. Tudo a um clique, rápido como a internet. Assim se torna uma tarefa hercúlea ouvir tudo e dar a devida atenção a cada riff ou melodia criada. Mas sejamos sinceros, pouca coisa nova é criada. Muito do que se ouve por aí é repetição de fórmula e reciclagem de influências.
E é dentro deste cenário que vamos listar alguns dos melhores lançamentos de 2008. Muita coisa boa vai ficar de fora, mas listas são assim mesmo. Vamos a ela.
Grafton Primary – Eon
Faz tempo uma banda não toca tanto e tantas vezes seguidas em meu cd/mp3 player. Sintetizadores com batidas nervosas e o delicioso cheiro do mofo dos anos 80.
Beck - Modern Guilt
O bardo moderno cria um disco que lembra os velhos tempos de Mellow Gold. Tente não mexer o esqueleto em faixas como Gamma Ray.
Metallica - Death Magnetic
Depois de 15 anos, a boa e velha banda que aprendemos a amar em “Kill´em All”, “...And Justice for All” está de volta. Viva os reis do trash metal. Peso, melodia e muita, muita testosterona.
Kings of Leon - Only by the Night
O clã Followill mostra que está com tudo em cima. Mais um grande disco para a lista de grandes discos que eles andam aprontando.
Cut Copy – In Ghost Colours
Compre um cd e ganhe uma festa. É impossível destacar apenas uma faixa de um trabalho tão coeso.
The Raconteurs - Consolers Of The Lonely
Jack White se separa de sua baterista preferida, Meg White, para criar mais uma obra-prima. É incrível como ele consegue manter a qualidade acima da média em suas composições e criar uma identidade própria para cada um de seus projetos. Inclusive chamar o Raconteurs de projeto paralelo é diminuir a relevância dessa maravilha.
Foals - Antidotes
A melhor estréia do ano. O melhor primeiro disco do ano. O melhor show do ano.
Sim, eles são bons assim.
Kaiser Chiefs - Off With Their Heads
Os chefes voltam com um disco recheado de melodies grudentas. Pop pra quem quer pop. Rock pra quem quer rock.
"estamos no mesmo barco. E ele não está indo pra aldeia alguma. às vezes ele parece estar sem motor, sendo levado pela correnteza.
Temos a sensação de controle, de sabermos para onde vamos. Mas é tudo uma auto-enganação, para termos um pouco de conforto e podermos manter a sanidade."
sexta-feira, novembro 28, 2008
Por Regis Tadeu*, colunista do Yahoo! Brasil
Chega de Mallu Magalhães!
"(...)neste País envolto pela névoa do bundamolismo, onde tudo é "genial", onde fatos medíocres são transformados em notícias relevantes e onde a tendência é pensar bem pequenininho para não desagradar a massa com baba elástica e bovina escorrendo pela boca (obrigado, Nelson Rodrigues!).
(...)Estou me referindo a Mallu Magalhães. São incontáveis os exemplos de babação de ovo explícita em cima de uma garota cujo grande atrativo está no fato de gostar de Johnny Cash e Neil Young quando deveria estar curtindo, sei lá, metal gótico cafona, emos chorões e discos empoeirados do Raul Seixas e Legião Urbana. Tudo aconteceu cedo demais a ela.
Tudo bem, ela tem lá seu carisma, mas suas apresentações emanam uma vibração meio amadora, de quem ainda tem muito chão pela frente antes de merecer a alcunha de "artista". Seus shows - agora, no auge do hype, sempre lotados - não trazem uma platéia ávida por ouvir boas canções, algo que a menina ainda não tem, mas sim um bando de gente que quer fazer parte de uma "tchurma mudérna", como se a visão de uma garota empunhando um violão em cima do palco fosse um passaporte para a modernidade. E de nada ajuda o fato de o cenário musical indie/pop/rock brazuca, salvo raras exceções, ser mais fraco que café de orfanato, com uma grande quantidade de cantores, cantoras e instrumentistas fraquíssimos, incensados por críticos surdos - para dizer o mínimo."
hoje estou alegre e saltitante, mas não consigo abrir esta página e escrever coisas alegres e saltitantes.
Como disse o kalunga num post desses, talvez eu seja mesmo um indie à moda antiga.
Desses que antes de Marcelo Camelo e Strokes era incompreendido. Desses que se escondia ouvindo radiohead no café da manhã pra despertar o apetite.
Ou talvez não seja nada disso.
Seja apenas uma pessoa com uma gengiva dolorida, dada a depressões e melancolias, que resolveu viver da criatividade.
Vocês não sabem como é difícil ter que ser criativo todos os dias, sorrir e pensar em títulos e textos engraçadinhos, alegres e saltitantes. Minha veia da euforia fica toda no trabalho, toda na vida das outras pessoas, todas em páginas impressas diariamente nos jornais e jogadas fora no fim do dia.
Para vocês, camaradas, sobra o resto.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Pequena cesta no alto dos mastros das caravelas - gávea. Era dali que os marujos observavam o horizonte. O caralho era um lugar muito instável, repercutia qualquer balanço do navio se com maior intensidade.
ou seja, gávea, ninho do urubu, casa do caralho...
é tudo a mesma coisa.
hehehehe
terça-feira, novembro 25, 2008
O trânsito em Vitória está pior que o do Rio.
As chuvas encharcam as ruas, agora esburacadas, e propiciam aos capixabas a oportunidade de fazer uma das coisas que eles mais gostam: bater na traseira dos outros capixabas.
Os filmes continuam a não passar aqui e incrivelmente, nem chegam mais nas locadoras!!
Torci para a chuva não parar e para a ilha afundar de vez.
Mas foi só pensar nisso que ela parou.
hahahahha
agora, ganho e fico por mais um ano na inércia?
ou torço pra perder e penso direito o próximo ano de minha vida?
***
Maldito RPG. Maldito Computador. Maldito jogo.
Novo vício:
World of Warcraft.
por que fui experimentar isso?!
POR QUE, MEU DEUS???!!!!
Vocês tem?
Então é o seguinte: quero viajar.
Quero ir pro Rio (passagem comprada pro dia 23-12).
Quero ir pra Londres, Paris, Amsterdam.
Quero estudar cinema, quero fazer filmes, quero ganhar dinheiro com isso.
Quero tempo para ler os livros que comprei.
Quero tempo para ficar com os amigos.
Quero tempo para ficar com a namorada.
Quero escrever o novo roteiro que acabei de pensar, hoje indo para o dentista tirar os pontos do siso. Sobre o adalberto, um varredor de rua. Daqueles vestidos de abóbora, com seu carrinho, sua vassoura e sua observação ímpar de um mundo que ele vê, mas que os outros não vêem.
Quero poder ser feliz. Quero ter dinheiro para não trabalhar.
Quero fazer um cruzeiro, passar uma semana numa aldeia indígena,
quero voltar para Belém.
Quero morar mais em Cuiabá.
Quero morar mais no Rio.
Quero morar em Santiago, em Nova Dehli e em Londres.
Aqui, quero trabalhar em Porto Alegre e em Manaus.
Quero ver o pôr do sol no cerrado. Quero ver o nascer do sol no sertão.
Quero visitar a Bahia, que não gosto, para perder o preconceito e passar a gostar.
Quero tocar mais em festas, quero fazer festivais de música, quero filmas meus roteiros.
Quero matar as saudades dos amigos que moram longe, quero amar e ser amado.
Quero. Posso. E vou.
segunda-feira, novembro 24, 2008
Mas esta porra inflamou e me deixou de cama em OUTRO fim de semana.
O segundo seguido!!!
shite!!!
agora, estou com sede. Com muita sede.
E acho que só uma garrafa pode matar essa sede.
de vodka, de uisque, de juru, de tequila...
ou várias de cerveja.
Mas, só fim de semana porque ainda estou no antibiótico!!!
quarta-feira, novembro 19, 2008
nada como um dia após o outro.
principalmente quando cada dia que passa significa um pouco de melhora na sua saúde.
Tirei a barba, mas não sei o que isso tem a ver com o que iria escrever.
nada, provavelmente.
Com essa parada estratégica no meio da semana,
pude ver alguns filmes que estavam parados aqui.
Vi Super High Me, um super size me da maconha. Um comediante americano fuma normalmente sua marijuana, e inventa uma piada no seu stand-up sobre o filme SuperSizeMe. Algo do tipo: falem sério. o cara come um mes no mcdonald's e alguem ainda paga pra ele fazer isso e a gente AINDA PAGA pra ir ver isso?
Paguem pra mim, que ficaria 30 dias só fumando maconha.
um cara da platéia gostou da idéia e eles fizeram o filme.
Tirando algumas piadas do seu stand-up, um documentário bem simples.
sem grandes sacadas. O que pra quem tá doidão, ficou até de bom tamanho.
hehehehe
Depois vi O Sobrevivente, com Christian "Batman" Bale, no Telecine. Gente do céu. Que filme sem pé nem cabeça, onde nada acontece... Mas pra quem estava com dor no dente, esperando o sono chegar as duas da matina, até que foi ... um bom calmante.
E agora a pouco terminei de ver o Amor nos Tempos do Cólera.
Fiquei com vontade de ler o livro. Seu Javier Bardem, mais uma vez, encarna o personagem, mesmo que só do meio para o fim, quando envelhece um pouquinho.
bom,acho que é isso.
daqui a pouco ou jogo da seleção ou mais um filme.
fiquei assim, uns meses desde o início do ano, depois fui pro Rio,
estudei direção de cinema, e não trabalhei. Infelizmente neste mundo, trabalho é igual a dinheiro que é igual a uma vida normal e, chegou uma hora em que estava totalmente descapitalizado.
dividas MESMO.
tive que me virar e o trabalho no ES, caiu como uma luva, no momento em que mais precisava. Voltei, fiz campanha política, virei noites, voltei pro rock, virei mais noites, entrei em ondas muito loucas, e aí, acabou a campanha.
fiquei de bobeira uns dias, fui ao Rio. Revi amigos rapidíssimamente. ok, revi só a fernanda. Fiz uma oficina de roteiro de cinema em uma semana, voltei para Vitória e comecei a trabalhar numa agência. Os clientes são novos, as pessoas são novas, os trabalhos serão novos. Enquanto nada vira rotina (clientes, principalmente), a vida corre calma e eu corro cheio de tesão para criar coisas novas.
faço portfolio, que o meu está um horror de defasado. E tento, depois quem sabe, ir pra algum outro lugar do Brasil. Sul(Porto Alegre), Norte(Manaus, Belém), Nordeste (João Pessoa, Recife, Fortaleza)...
E no coração aquela saudadezinha de Cuiabá.
Estou em casa de bobeira, na boca pontos e um espaço anteriormente ocupado por um dente ciso. Cuspo sangue desde ontem. Me alimento de sorvete, iogurte e sopas frias.
Mas podia ser pior. sempre pode.
quinta-feira, novembro 13, 2008
o sentimento é de cansaço, sem descanso.
se é que dá pra entender isso.
As coisas estão confusas, confusas.
e minha cabeça só me ajuda a ficar mais maluco.
mais maluco.
cada vez mais maluco, cabeça mais perdida,
corpo respondendo do jeito mais maluco possível.
de manhã, mijei 4 vezes.
meu rim tá bom assim?
vamos levando. o primeiro fim de semana tá aqui.
tá aí.
vou viajar. acho que preciso.
acho, tô sempre achando.
Uma hora preciso ter certeza.
abraços
segunda-feira, novembro 10, 2008
sábado, novembro 08, 2008
quinta-feira, novembro 06, 2008
O Chopp continua gelado, apesar de não ter tomado nenhum deles.
O engenhão continua looonge pra cacete. E o botafogo continua sem perder quando esse que vos fala está nas arquibancadas. Ok, não nos classificamos, mas foi muito bom ter ido assistir ao André Luiz tirar o cartão da mão do juiz e dar o cartão PRO juiz.
ahahahaha
***
Aqui festival de curtas e eu de fora, sem participar.
A Oficina está valendo pelos contatos, pelas oportunidades de se manter no meio, mesmo estando de lado, ou do lado, uma vez que o ES está ao lado do Rio.
***
Assisti ao Semi-pro, obra-prima com Will Ferrel. Algumas sequências estão próximas de geniais e UMA, em especial, é GENIAL!!!
Dica: nunca desafiem um urso.
***
saudades.
terça-feira, novembro 04, 2008
É incrível. Coisas para se fazer, filmes para se ver,lugares para se andar, amigos a se reencontrar...
só sinto falta de arrumar as minhas coisas.
ou seja, onde as colocarei?
***
Meu aluguel acabou de acabar.
O inquilino sai em um mês.
e agora, com o ap vazio?
volto pra lá?
sábado, novembro 01, 2008
The Internacional Noise Conspiracy,a mesma banda que me fez pirar com seus últimos 3 discos.
Agora é esperar o ano terminar com o novo do Killers (ainda à procura), o novo do Kaiser Chiefs (o single tá muito bom!!!) e o Dig Out your Soul do Oasis, que só consegui baixar hoje!!!
saudades da época em que comprava os discos assim que eram lançados...
****
Agora estou com celular novo aqui em Vitória. E pela primeira vez, tenho algo que pode carregar músicas...
será que vou me render ao Ipod?
quarta-feira, outubro 29, 2008
Não, não foi perder os shows do Tim Festival em Vitória. Mesmo porque show de Tim Festival e Vitória, para mim (e apenas para mim, não combinam).
O que me chateou mesmo, de verdade, foi perder o show da KT Tunstall.
Maldita vozinha, malditas melodiazinhas, maldita melancoliazinha...
se vocês não conhecem, diria que é uma Aimee Man que me pegou!
nada bom começar assim.
Na verdade, nada bom ficar assim, sem escrever.
Mas digamos que me falta a melancolia típica para um bom texto.
Fico aqui no trabalho, depois do trabalho, na música depois da música, pensando em o que poderei usar para ser diferente.
E vendo que todos vão pela mesma cartilha.
ser diferente não te difere de nada. A não ser de você mesmo.
quarta-feira, outubro 22, 2008
como elas são boas de se olhar, bonitas de se ver. Fotos, desenhos, filmes, pinturas, esculturas.
Como elas me fazem bem.
É estranha e convincente, a arte.
Um prazer percorre o corpo. Talvez seja a pequena esperança no ser humano.
Saber que ainda podemos fazer algo que nos mexa assim, que possa nos emocionar de forma verdadeira, sem apelações.
Engraçado que as certezas que tinha viraram dúvidas, como estava falando com minha amiga que está nos EUA.
As certezas?
essas de sempre. Casa, emprego, vida, perspectivas.
As dúvidas?
as de sempre. o que fazer, com quem fazer, quando fazer.
O que eu quero?
ser feliz. simples assim.
e difícil assim.
Mas uma coisa eu já sei:
é bem difícil que, o que quer que eu venha a decidir, aconteça aqui em Vitória.
****
Em tempo:
The National, que toca aqui na segunda, era uma de minhas bandas queridas faz um tempão atrás.
Hoje tem tanta gente falando deles que dá vontade até de desistir de ver.
Mas com o ingresso na mão, e o show sendo a menos de 1 km da casa do meu pai(o lugar onde moro provisoriamente)...
terça-feira, outubro 21, 2008
de verdade, não tenho muito o que escrever aqui.
preciso é escrever de verdade em algum lugar. e salvar as coisas que escrevo em outro lugar que não seja um laptop. outro dia o vírus quase fez com que eu perdesse meus contos, meus roteiros, minhas músicas. coisas que em época de não-lugares podem ser resumidas como "tudo o que tenho".
segunda-feira, outubro 20, 2008
eheehehe
e ainda estamos em outubro.
Bom, isso.
***
depois de encerrada a campanha, com direito à festa da vitória (se tudo der certo, claro), ainda terei uma semana ou duas de Vitória. Pra descansar, acertar meu carro, tentar vendê-lo, ir ao dentista, começar a pré do meu curta, enfim...
Umas semanas de relax total.Com direito a regime e malhação.
Preciso voltar em forma. O Rio não é brincadeira.
Novembro pode ser que me leve para Sampaulo. Nem sei ainda. Ou dezembro pode ser que me leve para Sampaulo. Mas Sampaulo é sempre só de passagem. Dezembro pode me trazer de volta pra Vitória, isso sim, se marcarmos a filmagem do Beijo de Amigo pra cá. E para esse mês.
***
Vida que me leva, sem direção.
Ê vidão...
***
Digo que em determinado momento do meu caminhar resolvi desenvelhecer. Comecei a fazer aniversários ao contrário. Ficar mais jovem, até o ponto em que virei um moleque. Voltei à adolescência. Que maravilha. Ter mais de 30, com a experiência de todos estes anos vividos e se sentir um moleque de 17, 19 ou 22.
Claro. É uma maravilha, sim. Você se torna o dono do mundo. Mesmo.
Sem contas para pagar, estudando, acordando tarde, fazendo o que der na veneta, enchendo a lata de cachaça independente de ser segunda ou sexta.
Mas aí, um dia, você percebe que, como um cara de 30 anos, você tem certas necessidades que os adolescentes nem sabem existir. E quando você olha para o lado, está morando de favor na casa de parentes, sem seu canto, sem poder ficar no escuro deitado em sua cama ouvindo seus discos. Descobre que a casa não é sua, que os móveis não são familiares, que no armário não cabem todos os esqueletos que você precisa guardar.
Você se descobre na rua, sem ter para onde ir. O adolescente corre para a casa dos pais, porque lá é a vida dele, a que ele sempre soube existir. Cama, comida e roupa lavada. Em troca, ele só deixa um tanto de sua liberdade. O cara de 30, sabe cozinhar, lavar, passar. Mas não tem mais cama. E deixa toda a liberdade que precisou conquistar ao longo dos 30 anos nas mãos de quem nem sabia que ainda o podia controlar.
Sim, auto-análise em período de mudança. Mais um período de mudança.
sexta-feira, outubro 17, 2008
primeiro - tenho muito mais coisas para ouvir do que o necessário e do que o possível mesmo.
segundo - virus no laptop. Fiquei com uma jaca nas mãos. O bicho tá lerdo que dói.
e pior, posso ter que perder todas as músicas que baixei e não tenho tempo para
ouvir.
: P
A parte ruim é que nem sempre você leva todos ao final, mas tem uma coisa boa que é terminar de ler DOIS livros no mesmo dia.
Foi o que aconteceu ontem com o "Slam" do Nick Hornby e com A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen.
foram legais.
E agora, sobraram os livros de cinema, leitura técnica.
É bom para ir voltando aos poucos a me disopilar de campanha.
Cinema, cinema, cinema...
Rio, Rio, Rio...
tenho que começar a fazer a neurolinguística do negócio.
tenho que voltar, tá tudo meu lá.
ou não?
ai ai
quarta-feira, outubro 15, 2008
Se vivi ou se sonhei
Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei
Vou ficar?
Quanto tempo
Vou esperar
E eu não sei o que vou fazer não
Nem precisei revelar
Sua foto não tirei
Como tirei pra dançar
Alguém que avistei
Tempo atrás
Esse tempo está
Lá trás
E eu não tenho mais o que fazer, não
Ainda vejo o luar
Refletido na areia
Aqui na frente desse mar
Sua boca eu beijei
Quis ficar
Só com ela eu
Quis ficar
E agora ela me deixou
Eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz
E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Eu vou deixar a porta aberta
Pra que ela entre e traga a sua luz
segunda-feira, outubro 13, 2008
quinta-feira, outubro 09, 2008
quinta-feira, outubro 02, 2008
É engraçado que, mesmo achando ruim um livro do Nick Hornby, já passei da página 70 (atualizando - página 120). É como se estivesse dando o meu aval para um livro mais ou menos. Como se o achasse bom o suficiente para merecer tantas páginas lidas.
Mas às vezes parece que ele consegue falar para mim, de meus medos e problemas. E mesmo com tantos anos de diferença entre Sam, o personagem do livro, Slam para ser mais claro, e eu, às vezes consigo entender tudo o que ele passa ou está passando e ...
Peraí.
Já não é mais o Nick Hornby que escreve fingindo ser um garoto de 16 anos que gosta de skate. É o próprio garoto que escreve o livro.
A metamorfose se completa e autor é personagem e vice-versa. E quando você vê já terminou outro livro desse careca torcedor do Arsenal (eca!!!), apaixonado por seus personagens e esperando ansiosamente pelo próximo.
Maldito Nick Hornby!
Bendito Nick Hornby!
Coisas do cinema:
Leio cada página perguntando para mim mesmo como faria aquela cena, como transformaria aquele capítulo em um pedaço de roteiro. Bom, se vocês querem saber, o filme começaria na casa da Alicia, na festa. Ah, não entenderam?
Leiam o livro. Ou talvez eu escreva o roteiro. Ia ser legal.
sábado, setembro 27, 2008
sábado, setembro 20, 2008
quinta-feira, setembro 18, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
segunda-feira, setembro 15, 2008
O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.
domingo, setembro 14, 2008
sábado, setembro 13, 2008
quinta-feira, setembro 11, 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
É por causa desse sucesso estrondoso que nasceu um dos maiores infernos do Rio de Janeiro: a marra das cariocas. É claro, a menina sabe que a sua fama de monumento foi parar até em Omski e Dudinka. Normal. Elas se enchem de orgulho e auto-estima. E tome gordinha de tamanco dando toco em Búzios, tome 0x0 no Baixo Gávea. Tome vodka com RedBull pra dar uma levantada e tentar mais uma.
Foi por causa do doce balanço a caminho do mar que passamos tantos carnavais em Pompeu, Juiz de Fora, Lambari. Na boa, o que leva alguém a sair do Rio de Janeiro, passar pela Urca, por Ipanema e pensar. Uhuuuu, vamos pra Lambari. Chegando vamos direto pra aquela praça onde tem umas caixas de som no poste. Porra, na boa.
Por um lado, é bom, porque que os cariocas passam a conhecer mais o país e até o próprio Rio. Incluindo aí os seus espaços mais sórdidos: Rio Sampa, Excentric, Choperia Tropical, "Mariozinho". Tem o primo de um amigo meu que já foi mais de 5 vezes `a Coqueluxe. Tá bom, tá bom, fui eu. E foram mais de 10 vezes. Mas não vem não, que seu namorado também já foi lá.
O pior é que a música mais famosa do país não é apenas uma ode `a mulher carioca. É uma ode ao toco dado pela mulher carioca. Aí, fica fácil, né, recebe elogio e ganha musiquinha pra vir e passar, pra deixar o cara tão triste, tão sozinho. Tá explicado.
Por favor, não que o Rio não tenha mulheres absurdas e tal. O problema é com a relação geográfica. Aquela gata da faculdade que você sonhou e vida toda e que só ficava com aquele cara fortinho, de camisa meio desbotada da Osklen, que chegava de bicicleta na praia e tocava Jorge Ben no violão - então, esse mesmo. Ou aquela outra que você pirou o colégio todo e que só ficava com aquele cara fortinho, de camiseta meio desbotada da Osklen, que chegava de bicicleta na praia e que estava aprendendo a tocar Jorge Ben no violão - então, esse mesmo. Nunca foi impossível ficar com elas. Impossível era ficar com elas no Rio. Porque no Rio, todas acham que têm um pouco de Helô Pinheiro.
Ai, inventam a festa do Castelo em Itaipava. Itaipava! E a festa a fantasia de Teresópolis. Teresópolis! Lá pode, né? Não é Rio.
Pagou pedágio pode. Ok. Carnaval em Salvador então. Que maravilha. Ê ô, ê ô, que bom, você chegou. Bem-vindo a Salvador.
E no fundo, Tom e Vinicius são os incentivadores e, por que não, empreendedores de diversos segmentos da economia de nosso balneário. Tenho certeza de que a Garota de Ipanema não malhava na A!academia. Nem tinha feito aplique, nem comia salada no Doce Delicia. É a busca pelo helopinheirismo que impulsionou o crescimento e os investimentos em todas as áreas relativas `a estética. Tanto a feminina como a masculina. Porque o Rio de Janeiro é a única cidade do mundo onde esquisito é quem não malha.
Malhação é um ciclo. `As vezes de decaderabolin, às vezes de winstroll. As mulheres, por serem cariocas e, portanto, dificílimas, começam a malhar para se diferenciarem e entrarem na categoria impossíveis. Os homens, como o número de impossiveis aumenta, malham sem parar, tentando transformá-las em "quem sabe um dia".
E assim, cria-se também o maior número de caras mestres na conquista (expressão amplamente empregada por meu avô) do país. Quando o assunto é a paquera (essa foi piada, sério), crescer no Rio é treinar no BOPE, e sentir que quando você chega em outra cidade, todos são guardas municipais, daqueles que andam de bicicleta na Lagoa. Você, de escopeta e caveirão. Obviamente, é caveira, meu capitão.
Esse é o momento de elevação do carioca. O jogo fora de casa. Que bonito ver a bola rolando assim, redondinha. Sem defesa, sem barreira, sem falta. O futebol moleque. E é nessa hora que, sofrido, você resolve agradecer pela segunda música mais tocada do mundo. No fundo, ela cumpriu uma função muito maior. Ao tentar deixar os cariocas prontos para as cariocas, acabou deixando os cariocas prontos para o mundo.
terça-feira, agosto 26, 2008
se for eleito vereador daqui a 4 anos
Luis Taylor diz:
vou criar áreas livres do Disk Silencio
Luis Taylor diz:
para que casas noturnas possam se instalar e criar novas opções de lazer para os jovens de nossa cidade
Luis Taylor diz:
se for eleito vereador, vou criar uma lei que obriga os bares a manter suas cozinhas abertas enquanto estiverem funcionando
Luis Taylor diz:
acabou a falta da batata frita no final do rock!!!
gostou?
Já tô treinando.
quarta-feira, agosto 20, 2008
terça-feira, agosto 19, 2008
segunda-feira, agosto 18, 2008
***
Nos Jogos Olímpicos de 2008 serão realizada competições de Wushu (Kung Fu), mas essas não serão consideradas esportes de demonstração. Aliás essa categoria de "jogos de exibição ou demonstração" não existem mais nas Olimpíadas. Apenas nos Jogos Panamericanos.
Esses esportes abaixo sim, foram considerados demonstração:
Esporte (Olimpíadas)
• Automobilismo (1900)
• Beisebol Finlândes - Pesäpallo (1952)
• Boliche (1988)
• Budô (1964)
• Balonismo (1900)
• Corfebol (1920 e 1928)
• Esqui Aquático (1972)
• Futebol Americano (1904 e 1932)
• Futebol Australiano (1956)
• Ginástica Sueca (1948)
• Glima (1912)
• Kaatsen (1928)
• Handebol de Campo (1952)
• Hóquei sobre patins (1992)
• Jeu de paume (1900 e 1924)
• La canne (1924)
• Lawn Bowls (1900)
• Longue Paume (1900)
• Pelota Basca (1924, 1968 e 1992)
• Pelota Valenciana (1992)
• Salvamento Aquático (1900)
• Sambô (1980)
• Savate (1924)
• Treinamento com pesos - halteres (1904)
• Vôo a vela - Gliding (1936)
deixando a coprofagia de lado, preciso falar do meu time.
Que momento, senhoras e senhores.
Quarta-feira veremos se o fogo é de palha ou se iremos galgar algumas posições verdadeiras nessa disputa pelo Brasileiro.
Elenco e time, nós temos.
Basta ganhar do Cruzeiro, do Palmeiras e do Grêmio.
E fazermos nossa parte nas partidas mais fáceis.
Libertadores é uma ótima.
Mas esse título tá com um gostinho de alvinegro...
sábado, agosto 16, 2008
Museu japonês recebe exposição sobre cocô
Crianças podem brincar com 'amostras' produzidas por diversos animais.Há também livros que ensinam as crianças sobre a importância das fezes.
O museu literário da cidade japonesa de Himeji recebe, até o dia 18 de maio, uma exposição sobre um tema curioso: fezes.
No evento, estão expostos dejetos de diversas espécies de animais, além de fotos de diversos bichos durante a "produção".
As crianças - que compõem a maioria dos visitantes - são convidadas a manipular os diversos tipos de cocô. Há uma sessão apenas para mamíferos africanos, que inclui uma coleção de fezes de zebras, elefantes, girafas e hipopótamos. O museu oferece ainda uma seleção de livros sobre fezes. Há literatura sobre a importância das fezes, como elas são formadas e até ilustrações e fotos sobre diversos animais que se alimentam do cocô alheio. Um dos destaques é um folheto feito a partir de cocô de elefante.
******
NÃO ACREDITA???!!!
Vai lá
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL467038-6091,00.html
sexta-feira, agosto 15, 2008
Luis Taylor diz:
Mas só cago em casa...
Luis Taylor diz:
chego a estar com o cu doendo de tanto prender a merda. Eita vontade de cagar.
Eduardo diz:
kkkkkkkkkkkkkk
Eduardo diz:
mas isso e um direto do ser humano q está sendo usurpado[
Eduardo diz:
merece uma tese
Luis Taylor diz:
claro
Luis Taylor diz:
a cagada da paz
Luis Taylor diz:
isso é qualidade de vida
Eduardo diz:
kkkkkkkkkkkk
Luis Taylor diz:
quando eu for prefeito, todos os meus funcionarios poderao ir em casa cagar na hora que quiserem
Luis Taylor diz:
ou melhor, precisarem
Luis Taylor diz:
ou podem trazer o vasode casa
se preferirem cagar no trabalho
Eduardo diz:
kkkkkkkkkkkkkk
Eduardo diz:
é o vale-merda
Luis Taylor diz:
isso
Eduardo diz:
conte com meu voto
quarta-feira, agosto 13, 2008
Parabéns pelo trabalho!!!! Segue abaixo a avaliação do Joel.
Daniele
APRESENTAÇÕES e AVALIÇÕES
CURSO PÓS-CINEMA LATO SENSU MISC-UNIV. CUIABÁ
Notas: otima (O); boa (B); regular (R); insuficiente (I).
GRUPO NOTA AVALIAÇÃO
Patricia, Elton e Emanuel e Taylor - O - Projeto super criativo. Bem elaborado.
quinta-feira, agosto 07, 2008
Sério, gente, olhem ali em cima a descrição do mesmo.
música, MELANCOLIA e afins.
Já me repetindo, pela enésima vez, esse é o blog das lamentações.
E costumo escrever (melhor) quando me sinto assim,
dragado pra dentro de mim mesmo, inundado por pensamentos,
indefinições e falta de perspectivas.
é. é isso.
quarta-feira, agosto 06, 2008
gosto de jogar conforme a música.
é, sei que está errado.
é de propósito. Tudo é de propósito.
A vida, os dias, a vontade de comer.
as caras que a gente evita olhar,
as bocas que a gente não consegue evitar.
a raiva, o sono, o gosto de mel na boca.
a saudade.
Carlos Drummond de Andrade.
não, não foi ele que escreveu aquilo. Fui eu.
Coloquei o nome dele de propósito.
Como queria, de propósito, por um fim a isso tudo.
De uma forma rápida, indolor. incolor.
Mas as manchas que sobrevivem me fazem tentar limpar o pano.
Escorrer a água, brindar o corpo com paz.
ei, você que lê... saiba que esse sou eu.
O de alma ausente, de cabeça pensante
de coração pulsante,
que rompe numa afronta
todas as mudanças e andanças do globo.
um dia difícil, minha gente.
outro dia difícil.
terça-feira, agosto 05, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
Guilhotinas, pelouros e castelos
Resvalam longemente em procissão;
Volteiam-me crepúsculos amarelos,
Mordidos, doentios de roxidão.
Batem asas de auréola aos meus ouvidos,
Grifam-me sons de cor e de perfumes,
Ferem-me os olhos turbilhões de gumes,
Descem-me a alma, sangram-me os sentidos.
Respiro-me no ar que ao longe vem,
Da luz que me ilumina participo;
Quero reunir-me, e todo me dissipo —
Luto, estrebucho… Em vão! Silvo pra além…
Corro em volta de mim sem me encontrar…
Tudo oscila e se abate como espuma…
Um disco de oiro surge a voltear…
Fecho os meus olhos com pavor da bruma…
Que droga foi a que me inoculei?
Ópio de inferno em vez de paraíso?
…Que sortilégio a mim próprio lancei?
Como é que em dor genial eu me eternizo?
Nem ópio nem morfina.
O que me ardeu,
Foi álcool mais raro e penetrante:
É só de mim que ando delirante —
Manhã tão forte que me anoiteceu.
Mário de Sá-Carneiro
terça-feira, julho 29, 2008
Ela estava mesmo ali, de bobeira, andando de um lado para o outro, no seu salto alto vermelho. Parecia meio alegre já. Era tarde da noite e ele também já tinha virados alguns copos de cerveja.
A aproximação foi tranqüila, afinal, já se conheciam de antes. Ele achava que da escola, ela achava que da vida mesmo. Moravam numa cidade pequena, onde as pessoas não tinham muitas opções de diversão. O máximo era a lanchonete com seus x-alguma coisa e garrafas de cerveja ou, se o fim de semana fosse movimentado, um churrasco ou uma festa de aniversário à noite.
Era noite de aniversário. E ela zanzando pra lá e pra cá. Pra cá e pra lá. Até que ele se aproximou. Foi uma troca rápida de palavras.
Ei, oi, legal né, é, legal, gosto muito do fulaninho que tá fazendo aniversário hoje, eu também, um querido, né? É.
Silêncio. Eles se encaram por pequenos segundos. Ela desvia o olhar. Ele vai pegar mais uma cerveja. Perdera a coragem que pensava ter achado ao esvaziar alguns copos. Na cozinha vira uma dose de cachaça. Sente a bebida descer queimando e deixa escapar uma careta. Ele se ajeita e volta para a sala, para junto dela. Mas antes de cruzar a porta, percebe o carinha. Que se aproxima emplumado. Fala e sorri. A falsidade daquele sorriso branco e perfeito deixa ele petrificado. Sabe quais as reais intenções do carinha. Se ao menos soubesse falar e rir ao mesmo tempo. Os dois se tocando. Mão no ombro, ela ajeita o cabelo. Mais uma dose de cachaça. E direto para o canto mais escuro da sala, perto do sofá. Perto do som. Perto de si mesmo e longe de todos os outros.
De cabeça baixa percebe toda a movimentação. A festa de corpos a se mover, de copos a se beber, de bocas a se encontrar. Onde ela está? Ali, conversando com o mesmo carinha de antes. Ou seria outro? As mãos dele em seus longos cabelos, tão bonitos aqui de longe. O mesmo carinha vai até a cozinha e traz mais um copo de cerveja. Para ela. A coragem para ela. Os sorrisos aumentam de intensidade. Os toques se tornam mais freqüentes. É só uma questão de tempo. Ele senta no sofá, torcendo para sumir no meio daquelas almofadas grandes e fofas. Elas só aumentam seu enjôo.
No hora de ir embora, ele ainda enjoado se despede e oferece uma carona.
Não, pode deixar. Eu moro perto daqui. Vou a pé. É bom que acalma e dá tempo de passar um pouco o peso do álcool. É verdade. O álcool. Com essa nova Lei é melhor deixar o carro aqui e só pegar amanhã. Acho que vou a pé com você, tudo bem? Claro.
Os dois já caminham pela noite. Ele já arrebatado pela esbórnia, cabeça rodando, pernas pesadas, e aquela sensação de vômito iminente. Olha para o lado e a vê. Se arrepia. E pensa em como ela merece algo muito melhor do que ele tem para oferecer. Afinal não sabe nem falar e sorrir ao mesmo tempo. E aceita sua derrota. Resignado, como foi durante toda a vida, reza para que a casa dela seja realmente perto.
Mais dois quarteirões em frente e meio à direita. A casa dela é de tijolinhos, simples e bonitinha. Como ela. Se despedem com um beijo na bochecha e um abraço silencioso. Ele fica com medo que ela sinta seu coração disparando. E acompanha com a alma sua caminhada até a porta que a engole e o cospe de volta à rua escura, de paralelepípedos. Ele só quer chegar em casa, dormir e tentar esquecer aquela dor no peito, a vontade de desistir,de sentar no meio-fio e chorar. Vai ser uma longa caminhada e ele sabe que não pode parar.
Ela se deita, ainda meio bêbada. Dorme logo. E sonha com o beijo que queria tanto que ele tivesse te dado.



