Limpeza de HD, no trabalho.
Muito trabalho.
Projeto 365 – A explicação.
Antes de começar a escrever e perder alguns minutos dos meus dias, todos os dias, pelos próximos 365 dias, gostaria de explicar o projeto.
Tudo começou de uma idéia simples, do tipo, escreverei todos os dias do próximo ano. E, pela primeira vez, resolvi topar a empreitada. Vamos ver como ela termina. No mínimo terei escrito mais de 10 páginas e poderei até publicar essa loucura.
A primeira intenção era contar como pode ser um ano de trabalho dentro de uma agênia de propaganda. Levar para quem tiver vontade de saber, as piadas, as discussões, a forma de criar uma campanha, desde seu brainstorm até a peça final produzida. Mas os dias de uma agência de publicidade podem ser meio frustantes e envoltos em certo marasmo e tédio, bem diferente do glamour idealizado por toda uma classe estudantil prestes a entrar no mercado e por outra prestes a entrar em um curso superior de comunicação.
Com o tempo e com o amadurecimento de idéia (em uma semana, se isso tudo) surgiu o primeiro problema: fugir do formato blog da vida, apesar de, provavelmente, esses textos verem a luz do dia primeiro em alguma página da internet. Mas o estilo diario virtual não é o estilo principal do projeto. Poderá e será usado algumas vezes, perdoem meu superficialismo voyerístico. Mas não será a forma que será tomada.
E já que estou falando de problemas, mais um apareceu com o tempo: a temática.
Publicidade e criaçào é muito interessante, mas não é a vida de verdade. O mundo explode a nossa volta, pedindo para ser relatado, sofrendo da falta de significação de uma imagem sem legenda. Enfim, não é possível se desligar durante 365 dias do que acontece no planeta Terra.
Chega de explicação, que ela está confundindo mais do que esclarecendo. O Projeto 365 é um relato em forma de texto de um ano. Um que começa agora e que vem, como todos os outros, sem grandes mudanças no nosso dia-a-dia.
365
Cinco, quatro, três, dois, um...
Foi o que pareci ter ouvido em meio a tanta gritaria e felicidade presentes à praia de Copacabana. Começa 2005. Um ano novo, como todos os outros, que fica velho um ano depois.
Dois mil e cinco é um ano qualquer. Não tem Copa, não tem Olimpíada, não tem Pan no Rio. É um ano regular, sem grandes destaques. Por que escrever justo sobre ele então? Por que fazer dele a base para um projeto? Estas perguntas, deixo sem respostas.
Sem perceber, saímos da virada do milênio, do bug e de sua insegurança e cá estamos no meio da década. Cinco anos se passaram e mais cinco nos separam de 2010. O ano em que faremos contato. Até lá teremos descoberto a cura da Aids, a cura do câncer ou, pelo menos, a cura da ressaca.
- Olhem os fogos.
O espocar da pólvora forma figuras de difícil compreensão. Amanhã leremos no jornal se eram palmeiras ou rosas, corações ou fígados, rolhas ou champignons.
- Olhem o banho.
De nada adianta o aviso, o estrago está feito. O cheiro de sidra barata marca a entrada de 2005, um ano novo molhado e alcoólico. Nada mal para um ex-quase-alcoólatra.
- Olhem as sete ondas.
Pulem as ondas, pulem. Fujam, corram. Em 2005 ondas são sinônimos de destruição e de morte. Mais de 150 mil feliz ano novo a menos em 2005. Seis, e não sete, ondas calam os votos de um sem número de pessoas. Agora números numa estatística macabra mostrada em vários ângulos na TV.
- Olhem o ano. É 2005.
Feliz 2005. O ano que fica pra sempre marcado nestas linhas.
364
Ressaca. Seis horas a 100km/h. Um dia de sol e de frio. O ar do carro refresca a viagem de volta para casa. Era um sábado.
Sem trilha sonora, sem reviravoltas, sem muito o que dizer. É o ócio, o tédio, o tempo parado, mesmo em movimento.
Me dá um pão com salame e boa noite. É tudo o que deixa um dia que passa sem graça, sem nada. No final é tudo o que deixo aqui.
363
Primeiro dia útil do ano. Segunda-feira. Primeiras horas de trabalho. Primeira encruzilhada do 365. Aqui tudo parece tomar forma de diário, de experiências pessoais. Como falar do dia sentado na frente do teclado, da tela brilhante, das xícaras cheias de café (duas até agora) e do ar-condicionado, com sua gélida língua nórdica lambendo minha nuca, sem parecer chato e repetitivo e sem parecer que estou escrevendo para um blog ou, pior, para uma agenda de adolescente?
Frases longas nunca combinam com pontos de interrogação. O sentido da questão se perde no caminho. O que me leva para mais uma encruzilhada do projeto. Minha mente é um caminho caótico de pensamentos. Uma espécie de Avenida Paulista na Índia. Como conseguir colocar em ordem alguns deles e passar para o papel, sem perder totalmente o sentido é uma luta. Agora diária, até o fim do ano. Fico pensando na última página, na última linha, se estarei feliz por ter terminado ou se estarei estafado, estressado e desgastado por todo o tempo que passei escrevendo. Se sentirei saudade ou alívio ao digitar o ponto final.
É pensar demais.
***
O dia me reserva, além de mais xícaras de café e um almoço em um restaurante natural, um cartão de aniversário para uma cooperativa médica e um slogan para uma farmácia. Nada glamouroso, não é mesmo? Não sou um profissional qualquer. Tenho um certo tempo de mercado, já ganhei até alguns prêmios, não muitos, não importantes. Mas já fiz concorrências, campanhas felizes e títulos inteligentes. E, de repente, volto a fazer cartões de aniversário e slogans para farmácias. Não estou indignado, mas sinto que poderia ser melhor aproveitado. Pelo menos, estou com tempo. Escuto minhas músicas o dia todo (Super Furry Animals agora) e quando paro para trabalhar resolvo os PITs (pedido interno de trabalho) com certa facilidade. Tenho 28 e não tenho nada. Uma TV 29”, um som que lê DVD e uma cacetada de discos e livros. Não preciso de mais.
Por enquanto.
***
Duas xícaras de café e uma asia gigante a mais. Slogan defendido e aprovado. Quanto ao cartão, adiado para amanhã. Não disse?
Três dias e já acho que falar da rotina de uma agência de publicidade não vai me levar a lugar algum.
362
O dia começa numa morosidade que me lembra, pelo menos, de uns mil dias iguais a este. Dias onde nada especial acontece, onde tudo passa por passar e você vê cada minuto de sua vida indo embora, sem poder fazer nada, sem poder sequer pedir para aproveitar um pouco mais. É um dia que, se eu não me forçar a escrever, não tenho nada para colocar aqui.
Parem para pensar. Ou não parem, continuem lendo e reflitam. Quantos dias desses você teve em sua vida? Dias que não parecem ter a menor finalidade? Dias cinzas, como vou chamá-los de agora em diante.
No dia cinza, tudo parece um pouco sem graça. A comida fica sem sal, o almoço vira obrigação, o acordar, o tomar banho, o se vestir, o fazer o café, tudo é automático. O trabalho é automático. E preguiçoso.
As horas passam devagar, o dia se arrasta. Tudo o que você quer é poder estar no meio da chuva que molha carros e árvores. Deitar em sua cama, ligar o aparelho de som, comer uma barra inteira de chocolate e assistir à Sessão da Tarde, sem ter que se preocupar com quem vai pagar a conta de luz.
Coincidência ou não, o dia que amanheceu ensolarado e quente, ficou nublado. Cinza.
***
O cartão já foi feito. Uma solução cachorra, mas apropriada. Dois anúncios aparecem para hoje. Um é uma chamada para uma assembléia ordinária. O outro, vende novos equipamentos de uma clínica de diagnóstico. Interessante este último. Mas o lugar onde passarei o carnaval é agora minha maior preocupação.
361
Vejam que interessante. Criei um espaço pensando em escrever sobre o trabalho, todos os dias. mas foi justamente o trabalho que me fez não ter tempo para escrever sobre ele.
***
Paradigma digno de aulas de introdução à filosofia de primeiro período de universidades públicas, em um daqueles cursos que trocou de cara no meio dos anos 90, perdendo toda sua aura transgressora e trocando os bichos-grilo por filhinhos e filhinhas de papai e mamãe.
***
Em compensação, o resto da semana, continuando nesse ritmo frenético tende a passar como o vento. São anúncios, folhetos, campanhas que viram não campanhas, que viram anúncios que saem logo mas levam tempo para ser finalmente aprovados. Um folder em formato de barraca de praia. Arme a sua.
Coisas assim. Uma semana corrida, alguns trabalhos e a falta de um computador em sua casa, na minha casa, podem levar à bancarrota um projeto legal como esse. E o mais incrível, em menos de uma semana.
Me recuso a aceitar a derrota como resposta aos meus pedidos de tempo. não deixarei isto morrer como deixamos um moribundo a sua própria sorte. Mereço e vou levar adiante todas as minhas resoluções de ano novo. mesmo que elas se resumem a este espaço virtual e a vontade e desejo de ver estas páginas publicadas no final do ano, com seus agradecimentos e afins. pelo menos não precisarei me preocupar com o presente de natal de muita gente. Eu disse natal? Esqueçam. Faz duas semanas que o natal não passa de umas contas a mais na minha fatura do cartão. E em alguns livros novos ainda por ler.
360
Um dia cinza, entendem?
O trabalho se torna algo tão mecânico que nem merece mais ser tratado aqui. Seja aqui uma folha de papel, um documento aberto em frente ao teclado ou uma página de internet.
Mais uma tarde com cafés, pães, refigerantes, músicas e nada a mais. Experiências de vida se tornam aparentemente coisas fúteis. Andar pela praia, molhar os pés na beira de um rio, pescar, plantar, subir em árvores são memórias distantes da infância. Mas meu vídeo-game tem um jogo parecido com uma pescaria, outro que me coloca dentro de uma mata, como fazia quando era menor.
Se estiver sem tempo para socializar, coloque sua conexão de internet para funcionar, e entre na pele de seu avatar. Caminhe por mundos irreais, fazendo amigos imaginários que aparecem em sua tela, e lembre-se de cada um dos amigos que você deixou partir apertando o comando para abraçar seu parceiro virtual. Ou fazendo outras coisas que não vem ao caso.
Viva uma vida de mentira, seja o que você sempre quis. Lindo, forte, mulher, cachorro, vouyer. Liberte-se de suas amarras sociais, numa sociedade sem regras, sem cobranças e com toda a liberdade que você sempre sonhou. Mas cuidado. Quando precisar, ninguém vai conseguir ouvir o seu pedido de ajuda.
359
A primeira sexta do ano não traz nenhum sentimento especial. Nem algo imperdível para fazer. Morar em uma cidade média tem dessas coisas. Tudo aqui é médio. A beleza da cidade é média. A das garotas, também passa com nota 5. Os trabalhos são médios, o salário, na média.
O custo de vida, advinhem? Nem muito alto, nem muito baixo. Médio.
Me consideram da classe média.
Que depressão. Pagar dois reais numa dose de cachaça e quatro num prato de torresmo é caro. Mas no café da manhã a gente pede uma média com pão na chapa, e ficam elas por elas. Pão na chapa é bom. Melhor se for o famoso mortadela com ovo. Depois de uma noite inteira de chapação, muito álcool e suor, um desjejum destes pode provocar o entupimento imediato de alguma artéria menos importante.
Onde foram parar os pedaços de mamão e o suco de laranja?
Um shopping médio e dois pequenos que, juntos, dão um médio. Uma ilha de mediunidade que recebe os espíritos do crescimento e do progresso vindos dos jorros negros do petróleo em nossas águas. Jorros estes que saem ou mais pro Norte ou mais pro Sul. Numa distância média da capital.
As rotas de fuga foram traçadas a centenas de anos, mas algo prende uma moçada aqui. Pessoas que ainda acreditam que boa vontade possa fazer a diferença. Mas todas elas estão na média, nenhuma acima dela.
Sem escolhas, ficam por aqui mesmo. Não que isso seja ruim. Ou bom.
Vocês sabem, fica na média.
358
Os sábados costumam ser dias engraçados. Neles, pensamos estar em sintonia com nós mesmos. É um tempo para descansar, para pensar na vida, fazer o que não podemos ou não queremos fazer durante a semana. Aqui, todos os excessos são permitidos, pois um domingo, geralmente inútil, nos separa da segunda e seus escritórios.
Menos por vontade do que por realidade, os sábados costumam passar sem serem registrados. São dias comuns, onde parar não vale. E assim, vão sendo esquecidos, um após o outro. As lembranças se embaçam, se confundem, o almoço que foi, não aparece mais. O strogonoff vira empadão de galinha, a sobremesa se era de chocolate passa a ter sabor de baunilha. As horas, as coisas, onde tudo são coisas, os meninos e as sonecas viram papel. Nem (n)eles se salvam.
357 – domingo
Fazer o que né?
Sabem quantas vezes ouvi essa frase neste fim de semana? Muitas. E sempre se referindo à vida, às escolhas feitas e ao tão esperado futuro presente nos sonhos do passado. Interessante e complexo, não?
Uma análise mais profunda da frase que abriu este texto pode mudar a vida de algumas pessoas. No mínimo, confirmar que vivemos em um mundo cheio de oportunidades. E que nenhuma delas foi feita para você.
Sim, é um tipo de pensamento vazio e desesperador. Mas, fazer o que, né?
356
Me perdi no tempo. Os dias não têm mais vinte e quatro horas, apenas dezesseis e, assim, me perdi no tempo. As oito horas a menos, sem contar com o horário de verão, cobraram seu preço. Dor em partes distintas de meu corpo e um atraso imperdoável em minhas memórias. Memória que já não é a mesma de alguns anos atrás. Onze deles, para ser sincero com vocês e mais exato para mim.
Aos dezessete, vivia em um mundo de fantasia, com um curso superior recém iniciado, tardes entregues ao João Pestana, também conhecido como Sandman e muitos, mas muitos churrascos e cervejadas. Nessa época comecei a beber mais. Com muito mais frequência. E a fumar. Pois é. Mas diferente de escritores de verdade que levam a boêmia, o fumo e a vida desregrada adiante, com certo sucesso, eu desisti.
Larguei o sucesso, que nunca esteve mesmo a meu lado e parti para a vida fora do sonho. Fumei, se muito, um maço de cigarro. Os compridos eram consumidos, geralmente, depois de muito beber. Passei mal um dia, culpa da bebida e vomitei o gosto de cigarro. Mas ele não saía de minha boca. O enjôo foi tamanho que desisti de fumar. A cena improvável, o sobretudo, a neblina, o cigarro aceso e o copo de conhaque ficaram para as tardes de sonecas depois do almoço. Sem problema. Casablanca nunca foi um dos meus filmes preferidos, mesmo.
355
Me apaixonei por uma letra. Uma letra “a”, uma letra “c”, um “o” tão bem feito, tão perfeito em sua circunferência, tão completo em seu jeito mais que simples de ser, que não foi possível me livrar de seu feitiço.
Um alfabeto inteiro, agora, me encanta. Em todas as suas milhares formas de associação. Tenho um alfabeto inteiro de amores, um dicionário inteiro de momentos e surpresas que esperam pela próxima página em branco, pelo próximo momento de pular da cabeça para o papel, passando por seu ombro, seu braço, suas veias, sua mão. Quando puder ler um obrigado, ou um até breve, firmemente escritos em sua caligrafia, me sentirei mais íntimo. Poderei ler seus sentimentos e traduzi-los para que possa entende-la. Escreva um abraço, nos vemos lá, escreva um beijo e me deixe a ler sua herança, a minha esperança, ao ser inundado por seus sentidos.
Deixe-me entender a cada instante, a cada linha feita à lápis, caneta ou pincel, o que se passa em seu mundo. Decifrá-la em sua própria língua, cheia de timidez e radiância. Deixe-me deitar o olhar em umas poucas manchas de tinta, imperfeições mais que perfeitas, dentro de um universo de ordem e compreensão.
E quando já não sentir mais o feitiço em sua escrita, poderei sempre ansiar por uma carta. Uma última, que me faça acreditar que para amar não são necessários encontros, atrações, desejos incontroláveis. Uma que me faça acreditar apenas na força das palavras. E no imenso amor que sinto por elas.
***
Sinto por isso.
354
Posso falar hoje de sonhos que nunca viram realidade. De sonhos que se tornam pó e são para sempre enterrados nas reminiscências de sua memória, sem que ao menos tenha sido dada a permissão de se sonhar.
Sonhei, uma vez, já acordado para o mundo. Com meu cérebro em seus máximos e intensos 3% de uso. E parei por aí. Sonhar dói e não melhora em nada a realidade, já tão vazia de esperança.
Seria mais confortável a não-vida, como uma alternativa à vida. Uma não-vida diferente da morte, como a conhecemos e esperamos. Como a não-vida de todos os outros espermatozóides que correram ao seu lado, mas não conseguiram te acompanhar. Teriam eles tido algum gosto da vida, alguma consciência? Algum lampejo de sua existência, enquanto célula, enquanto uma vida não realizada e, por assim dizer, já derrotada, antes mesmo de ter a chance de lutar?
Pense bem: se você, um derrotado desses, é o melhor de uma leva de milhões de espermatozóides, o que viria à luz se fosse outro o girino esporrento vencedor da corrida? Nesta fábula, a lebre nunca vai perder da tartaruga. Para ela, está separado um lugar junto de todos os eus que poderiam ter existido, e talvez existam em outras dimensões paralelas, se um milésimo de segundo mudasse as ações do mais remoto ancestral do ser humano.
***
O nascimento é algo tão involuntário, tão impessoal para quem está nascendo, que a única lembrança do momento do início da vida, se perde em caixas velhas e empoeiradas onde o papai costuma guardar seus álbuns de foto ou suas fitas VHS. Isso se o papai em questão tiver tido os culhões necessários para entrar na sala de parto, agora que passou a ser permitido a entrada de todos aqueles pêlos suados de nervosismo, infestados de germes e bactérias.
353 – quinta-feira
Escrever todo dia é tão cansativo e desgastante como ter que acordar todo dia, tomar banho, passar a camisa que combina com a cor da calça e do tênis, sair antes das oito para um ponto de ônibus debaixo de um sol tropical. O prazer dá lugar ao desespero de não se tornar repetitivo, de não ser muito pessimista demais nem muito otimista, de acertar a concordância e a ortografia, ainda tentando colocar em um papel algo digno de ser lido, digno do tempo gasto diante destas palavras.
Preencher uma página torna-se mais e mais desafiador. Como um jogador de futebol, que lá pelas tantas do campeonato tem um estiramento muscular por ter se esfrçado tanto e por tanto tempo. Pena que não existe estiramento no cérebro.
A última página está a milhas (e muitos dias) de distância e, se algo não mudar ao longo do caminho, meu ponto final virá carregado de sangue, suor e de um alívio gigantesco. A brincadeira de início de ano tomou uma forma tão desproporcional que parece um monstro que já começou a me consumir aos poucos. Foram apenas 12 dias. E parece que não vou aguentar.
Espaço. Ponto. Pausa para reflexão...
A página de hoje está virada.
352
Sexta-feira
Descobri em 10 dias, um pouco mais,um pouco menos que tenho um grande problema. Quando começo a escrever me transfiro para uma outra realidade, que se passa somente em minha cabeça e é transmitida entre o teclado e a tela do computador. Sair dela é muito fácil, basta alguém me chamar.
Uso um fone no ouvido, sempre ouvindo música, esperando me desligar do mundo que gira e funciona, e muito, ao meu redor. Estou, na maioria das vezes em uma agência de propaganda. Arrumar tempo para parar de pensar em clientes e anúncios, me desligar e começar a escrever nestas páginas não é fácil. Mas faço uma forcinha e tento, juro que tento, escrever todo dia. Os assuntos vêm e vão, entram por um lado da cabeça, fogem por outro e um dia ou dois depois voltam cheios de vontade, doidos para serem passados para a realidade.
Mas, após uma outra interrupção típica do trabalho, tento voltar ao assunto primordial, a discussão primária que é a dificuldade de voltar a discorrer sobre um raciocínio depois que você perde o fio da meada. Aconteceu, até hoje, em dois momentos. Estava absorto, digitando, pensando freneticamente, guardando teorias, criando associações de raciocínio que deixariam Freud de cabelos em pé quando fui interrompido. E de nada adiantou achar que depois voltaria a escrever naquelas páginas. Não voltei.
Os textos parecem incompletos, mas sinto que assim eles se fazem completos. Completos para mim. Completos para sua função de fazer lugar em uma projeto que pretende ser muito maior. As frases que os fecham foram pensadas para serem um encerramento mesmo. Mas o recheio ficou como o daqueles biscoitos de chocolate: muito pouco para encher uma boca.
351 – sabado
Fazer pontes. É a arte de um grande engenheiro, de um grande mestre de obras e de um grande escritor. Não sou grande, apenas alto. Mas as pontes entre os dias, deixam a coisa fluir e trazem uma estranha sensação de continuidade. Afinal são textos perdidos, únicos e referenciais. Não é literatura, não é cordel.
Egocentrismo à parte, é uma forma de dizer algo, de expressar algumas das angústias mais internas. É a minha terapia. Escrevo dias e dias, esqueço da vida por dias a fio, apenas para ver a página em branco pedindo por mais e mais. Querendo se ver completa por rabiscos, riscos, teclas, repetições.
Mas me sinto pequeno, na imensidão de páginas. Me sinto acuado no gigantismo de páginas em branco pedindo, praticamente me obrigando a escrever. Me sinto inexpressivo nas milhões de frases, sem sentido. Sou um caos de pensamentos mutantes não-lineares que lutam para não fazer sentido e que querem, por que querem, não valer a pena serem lidos.
350 – domingo
Leio sobre pequenas escritoras francesas de dezoito anos de idade, fazendo sucesso escrevendo sobre festas regadas a sexo, drogas e niilismo. Fim dos tempos ou mais uma nova moda para a garotada. Beijar, se entregar, gozar passa a ser o fim da estrada, onde tudo vale para atingir o ecstasy.
Infelizmente, não tenho uma vida tão agitada nem tenho mais meus dezoito anos.
349 – segunda
348 – terça
Há dias em que acordo e me pergunto Por quê?
Porque aqui, porque agora, porque as escolha não puderam ser feitas desta ou daquela forma.
347 – quarta
Hoje é um daqueles dias. Acordei com a macaca. Não, não moro com um primata primitivo. Pelo menos acho que não. Nunca vi minha mulher catando piolhos, comendo formigas ou se pendurando em árvores. Muito menos deixando os pêlos grandes e negros, típicos do primatas não albinos, tomarem todo o seu corpo. Muito pelo contrário, ela se preocupa em estar sempre em dia com o Prestobarba.
O celular, que é cada vez menos telefone, toca pela manhã. Me faz sair de um sono nada restaurador e muito perturbador e passar para uma consciência muito perturbadora e nada resturadora. Banho, café com leite, panetone que sobrou em uma ponta de estoque em um supermercado qualquer de minha cidade e estou pronto para encarar a minha cadeira, o ar-condicionado e as ruas desta cidade.
Quanto a cadeira, não tenho problema. Ela é bem confortável.
quanto ao ar-condicionado, não tenho mais problemas. Lembrei-me de pegar meu casaco com capuz, presente de Natal direto de Gramado. Um santo remédio para a língua nórdica que vocês já conhecem.
Agora, as ruas de minha cidade... Essas merecem um livro em especial. Explicar como é se sentir um pedaço de carne em um liquidificador é complicado, mas é exatamente este o sentimento. Pior que isso, talvez. Pense como deve ser andar pelas ruas mais esburacadas do país.
A cada sacolejada do carro, a cada solavanco involuntário de meu corpo, a cada xingamento proferido e a cada murro desferido mentalmente em carros parados e em movimento, ao meu lado, perco um pouco da esportiva, perco um pouco do bom humor.
Enfim, o caminho de casa para o trabalho hoje foi infernal. Deixei minhas risadas, minhas piadas e meus bons momentos de uma manhã espalhados em pequenos buracos no asfalto vagabundo da minha cidade.
Pelo menos ganhei uma página escrita. Uma troca interessante, mas amanhã prefiro não escrever a ter que me destruir novamente em buracos e quelóides asfálticas.
346 – Quinta-feira
345 – Sexta
344 – Sabado
343 – Domingo
342- 2
341-3
340 4
339- 5
338- 6
337 – sab
336- dom
Faz dez dias que não escrevo. Algumas mudanças na minha vida me deixaram de mãos atadas quando o assunto é escrever e colocar no ar meus pensamentos. Idéias não faltam. Mas um gravador faria as vezes, com mais perfeição até, de um computador.
Acordo no meio da noite com textos prontos. Antes de me deitar, entre um comercial e outro na madrugada, me vejo inundado por raciocínios pertinentes e loucos para serem destrinchados, como um frango de domingo, num pedaço de papel. Todos eles, todos esses pensamentos são para sempre perdidos. Ficam em algum lugar, entre o nada e a verdade, de onde voltam para dar as caras, mesmo qeu seja a tapa ou nunca mais aparecer.
Existe algum lugar onde os pensamentos vão para descansar?
335 –
Faz tempo não sinto tanta dor em um dia de manhã como hoje. Fui amarrar o sapato e dei um jeito no ombro. Que coisa mais banal. Fiquei travado. Tomei café e destrui meu estômago. Umas pontadas fortes de dor atravessam meu corpo, me fazendo suar gelado e me encolher em cima da cadeira do trabalho. Pelo menos terminei de fazer um texto que já se arrastava por longos três dias.
O final de semana não foi muito diferente do resto. Fiz. pela primeira vez, um estrogonofe. Ou strogonoff. Fiz o arroz também e ele não agarrou no fundo da panela, nem queimou e nem ficou empapado.
Estou virando um verdadeiro chef do trivial.
As dores, a cadeira e o almoço bem feito no domingo, me fizeram transitar em volta de uma idéia que me persegue faz algum tempo. Voltar a estudar.
Adoraria estudar gastronomia, direito e cinema. Andei pensando em fazer medicina, estudar uma maneira de se manter um cérebro ativo mesmo depois da morte do corpo. Deixa eu explicar isso melhor. o cérebro, como o conhecemos seria retirado do corpo, mantido em uma solução, com a oxigenação necessária para que ele continue vivo e consciente. Sua ligação com o mundo real se faria através de um computador, de chips implantados no cérebro.
Visão, audição, paladar, olfato, tato, tudo seria perdido. Tudo em troca da vida eterna, para alguns sortudos. Ou azarados. Não gostaria de viver em um escuro total, as voltas com vozes em minha mente. Iria pirar. Prefiro a vida finita, mas cheia de sensações que tenho hoje. A consciência seria mantida, mas o cérebro não seria mais do que uma arma de raciocínio, sem movimento.
A idéia é estranha, concordo. No entanto, tenho a impressão que daria um ótimo roteiro. E que roteiro.
334 –
Imaginei uma viagem. Uma jogada de idéias e ideais para o alto, para bem longe da minha realidade. Uma nova vida, um começo sem problemas, sem emprego, sem saber cada esquina de cor, sem conhecer cada bar, cada garçon, cada virada de tempo, sol para chuva para frio para sol.
Imaginei a viagem, a maior viagem. O dinheiro da conta sumindo, os dólares entrando com força na vida, o avião, a luta por trabalho por mais dinheiro estrangeiro, todos eles valendo mais do que o que levo no bolso, o que tenho na mão. Pensei com força, mesmo que sem força de vontade.
E fiquei, em pensamentos, livre por um segundo de tudo o que me prende em qualquer lugar que esteja. As perspectivas, a felicidade, uma vida de verdade, funcional apesar de tudo. Livre até pensar em realidade. Na vida que me espera em qualquer outro lugar que não o que esteja naquele, ou neste, exato momento. Cheia de problemas e provações, cheia de novidades que perdem a fascinação com três dias de rotina, cheia de vontades inalcançaveis.
Era hora de sentar e chorar. Gritar pela mãe, tentar encontrar alguma força, a menos força, para me manter em pé, lutando ainda, pelo que possa parecer valer a pena. Mas a fila andou. Eu era o próximo.
Peguei o dinheiro, real e Real, dei boa noite à caixa do estacionamento do Shopping e paguei pela minha saída. Em troca de uma fuga, outra.
Preciso evitar ir ao cinema em dias de semana.
333 –
Não tenho
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
terça-feira, agosto 01, 2006
Tem coisas que acho legais, outras não.
Para quem não conhece, o cosplay (junção de costume e play) é o ato de se vestir como personagens de desenhos animados, vídeo-games ou mangás. É coisa de nerd, de maluco, enfim, não é coisa de gente normal.
Mas até aí, não vejo problema nenhum porque também gosto de RPG, quadrinhos, cinema B...
Ah, os orientais são, claro, o povo que mais foge da realidade tentando encarnar seus personagens preferidos. Tudo isso pra mostrar uma foto de uma chinesa/japonesa/coreana num encontro de quadrinhos em Hong Kong. Ela e seu cabelo azul claro.
Gostei do cabelo. É isso.
Para quem não conhece, o cosplay (junção de costume e play) é o ato de se vestir como personagens de desenhos animados, vídeo-games ou mangás. É coisa de nerd, de maluco, enfim, não é coisa de gente normal.
Mas até aí, não vejo problema nenhum porque também gosto de RPG, quadrinhos, cinema B...
Ah, os orientais são, claro, o povo que mais foge da realidade tentando encarnar seus personagens preferidos. Tudo isso pra mostrar uma foto de uma chinesa/japonesa/coreana num encontro de quadrinhos em Hong Kong. Ela e seu cabelo azul claro.
Gostei do cabelo. É isso.
segunda-feira, julho 31, 2006
Comentado em algum lugar:
Na última sexta me joguei pro centenário tocar por 20 minutos na festa de aniversário do Rike. Então, cheguei lá estava rolando A Flor dos Hermanos. nada contra, nada contra. Adoro esta música, mas pô, gente nova tocando isso ainda?!
Depois entraram umas três meninas que não conheço e que não fiz força pra entender o set. Depois a Dessa tocou. E aí a ficha caiu.
No fim do seu set ela mandou CPM 22, Good Charlote e Dead Fish. E acreditem, o público pirou. Na boa, não consigo entender a qualidade dessas bandas de hoje. Acho que tudo passa pela massificação monstra de MTVs e rádio afins. MEU DEUS, a internet aí e tem gente que ainda se deixa levar pela MTV?!?!?!
Bom, depois de Dead Fish me recusei a tocar. Disse pra Dê tocar outra música. Ela mandou Cachorro grande e eu entrei de Data Panik. Depois entraram White Rose Movement, The Ark, Infadels e Robocop Kraus. Tudo MUITO dançante e com muita batida (um climinha anos 80 também, só pra descontrair). O "público" dançou, mais pelas batidas do que pelas músicas e aí tive que apelar pro Cansei de Ser Sexy, bem recebido e Franz Ferdinand (não era a intenção do Set inicial).
Funcionou?
Funcionou.
Mas eles piraram muito mais ouvindo Pump It do Black Eye Peas do que Crazy, por exemplo. E surtaram com Madonna E Red Hot.
Pelo menos eu saí com a alma lavada, como a tempos não acontecia. Finalmente, toquei para mim. E não para eles. bebi mais 2 cervejas e fui pra casa.
Domingo pego o avião e saio daqui.
Na última sexta me joguei pro centenário tocar por 20 minutos na festa de aniversário do Rike. Então, cheguei lá estava rolando A Flor dos Hermanos. nada contra, nada contra. Adoro esta música, mas pô, gente nova tocando isso ainda?!
Depois entraram umas três meninas que não conheço e que não fiz força pra entender o set. Depois a Dessa tocou. E aí a ficha caiu.
No fim do seu set ela mandou CPM 22, Good Charlote e Dead Fish. E acreditem, o público pirou. Na boa, não consigo entender a qualidade dessas bandas de hoje. Acho que tudo passa pela massificação monstra de MTVs e rádio afins. MEU DEUS, a internet aí e tem gente que ainda se deixa levar pela MTV?!?!?!
Bom, depois de Dead Fish me recusei a tocar. Disse pra Dê tocar outra música. Ela mandou Cachorro grande e eu entrei de Data Panik. Depois entraram White Rose Movement, The Ark, Infadels e Robocop Kraus. Tudo MUITO dançante e com muita batida (um climinha anos 80 também, só pra descontrair). O "público" dançou, mais pelas batidas do que pelas músicas e aí tive que apelar pro Cansei de Ser Sexy, bem recebido e Franz Ferdinand (não era a intenção do Set inicial).
Funcionou?
Funcionou.
Mas eles piraram muito mais ouvindo Pump It do Black Eye Peas do que Crazy, por exemplo. E surtaram com Madonna E Red Hot.
Pelo menos eu saí com a alma lavada, como a tempos não acontecia. Finalmente, toquei para mim. E não para eles. bebi mais 2 cervejas e fui pra casa.
Domingo pego o avião e saio daqui.
sexta-feira, julho 28, 2006
Percebam só como no fim do mundo, qualquer distância bate os quatro dígitos.
Tudo fica perto. Afinal, são só 2 mil km pra Vitória. Depois disso, acho tudo perto. 50 horas de viagem de carro não é nada. Viva a capacidade humana de se adaptar às mais diversas situações adversas. Assim, Guarapari deixa de ser viagem, Rio passa a ser ali, até mesmo São Paulo é do lado...
ó céus, ó vida.
DISTÂNCIAS EM KM COM ORIGEM EM CUIABÁ
Cidades - estado
Água Boa - MT
749
Alta Floresta - MT
786
Alto Araguaia - MT
410
Americana - SP
1.489
Anápolis - GO
981
Aparecida do Taboado - MS
930
Aracajú - SE
2.773
Araçatuba - SP
1.343
Araraquara - SP
1.338
Araxá - MG
1.231
Bagé - RS
2.443
Barra do Garças - MT
500
Barretos - SP
1.182
Barbacena - MG
1.752
Barreiras - BA
1.769
Baurú - SP
1.408
Belém - PA
2.941
Belo Horizonte - MG
1.594
Blumenau - SC
1.937
Boa Vista - RR
3.142
Bom Jesus da Lapa - BA
1.758
Brasília - DF
1.133
Cáceres - MT
215
Cachoeiro de Itapemirim - ES
2.224
Campina Grande - PB
3.296
Campinas - SP
1.523
Campo Grande - MS
694
Campos - RJ
2.152
Caruaru - PE
3.162
Cascavel - PR
1.325
Caxias do Sul - RS
2.213
Chapada dos Guimarães - MT
67
Chapecó - SC
1.750
Chuí - RS
2.721
Colíder - MT
651
Comodoro - MT
634
Corumbá - MS
1.091
Criciúma - SC
2.172
Curitiba - PR
1.679
Dourados - MS
912
Feira de Santana - BA
2.451
Floriano - PI
2.657
Florianópolis - SC
1.986
Fortaleza - CE
3.406
Foz do Iguaçu - PR
1.464
Franca - SP
1.290
Garanhuns - PE
3.055
Goiânia - GO
934
Governador Valadares - MG
1.922
Guaratã do Norte - MT
900
Guaratinguetá - SP
1.769
Gurupi - TO
1.563
Imperatriz - MA
2.342
Ipatinga - MG
1.816
Itabira - MG
1.697
Itabuna - BA
2.436
Itajaí - SC
1.898
Itumbiara - GO
898
Jaciara - MT
144
João Pessoa - PB
3.366
Joinville - SC
1.816
Juazeiro do Norte - CE
3.131
Juiz de Fora - MG
1.836
Lages - SC
2.003
Limeira - SP
1.464
Londrina - PR
1.303
Maceió - AL
3.049
Manaus - AM
2.357
Marabá - PA
2.503
Marília - SP
1.342
Maringá - PR
1.329
Mirassol D'Oeste - MT
283
Montes Claros - MG
1.677
Mossoró - RN
3.390
Natal - RN
3.543
Nova Mutum - MT
303
Novo Hamburgo - RS
2.209
Nova Olimpia - MT
200
Ourinhos - SP
1.335
Palmas - TO
1.784
Paranaguá - PR
1.781
Parnaíba - PI
3.266
Passo Fundo - RS
1.984
Patos de Minas - MG
1.270
Paulo Afonso - BA
2.841
Pelotas - RS
2.469
Petrolina - PE
2.671
Petrópolis RJ
1.959
Picos - PI
2.783
Poconé - MT
102
Poços de Caldas - MG
1.530
Ponta Grossa - PR
1.573
Ponta Porã - MS
1.023
Pontes e Lacerda - MT
442
Porto Alegre - RS
2.206
Porto Seguro - BA
2.550
Porto Velho - RO
1.456
Presidente Prudente - SP
1.146
Primavera do Leste - MT
241
Recife - PE
3.256
Ribeirão Preto - SP
1.303
Rio Branco - AC
1.990
Rio de Janeiro - RJ
2.017
Rio Verde - GO
699
Rondonópolis - MT
219
Salgueiro - PE
2.927
Salvador - BA
2.567
Santa Inês - MA
2.722
Santa Maria - RS
2.181
Santana do Livramento - RS
2.522
Santos - SP
1.686
São Carlos - SP
1.376
São Félix do Araguaia - MT
1.144
São José do Rio Preto - SP
1.199
São José dos Campos - SP
1.689
São Luís - MA
2.978
São Paulo - SP
1.614
Sinop - MT
501
Sobral - CE
3.296
Sorocaba - SP
1.625
Sorriso - MT
418
Tangará da Serra - MT
230
Taubaté - SP
1.726
Teófilo Otoni - MG
2.059
Teresina - PI
2.910
Três Lagoas - MS
1.039
Tubarão - SC
2.114
Tucuruí - PA
2.824
Uberaba - MG
1.151
Uberlândia - MG
1.048
Uruguaiana - RS
2.453
Vilhena - RO
752
Vitória - ES
2.119
Vitória da Conquista - BA
2.447
Volta Redonda - RJ
1.901
Tudo fica perto. Afinal, são só 2 mil km pra Vitória. Depois disso, acho tudo perto. 50 horas de viagem de carro não é nada. Viva a capacidade humana de se adaptar às mais diversas situações adversas. Assim, Guarapari deixa de ser viagem, Rio passa a ser ali, até mesmo São Paulo é do lado...
ó céus, ó vida.
DISTÂNCIAS EM KM COM ORIGEM EM CUIABÁ
Cidades - estado
Água Boa - MT
749
Alta Floresta - MT
786
Alto Araguaia - MT
410
Americana - SP
1.489
Anápolis - GO
981
Aparecida do Taboado - MS
930
Aracajú - SE
2.773
Araçatuba - SP
1.343
Araraquara - SP
1.338
Araxá - MG
1.231
Bagé - RS
2.443
Barra do Garças - MT
500
Barretos - SP
1.182
Barbacena - MG
1.752
Barreiras - BA
1.769
Baurú - SP
1.408
Belém - PA
2.941
Belo Horizonte - MG
1.594
Blumenau - SC
1.937
Boa Vista - RR
3.142
Bom Jesus da Lapa - BA
1.758
Brasília - DF
1.133
Cáceres - MT
215
Cachoeiro de Itapemirim - ES
2.224
Campina Grande - PB
3.296
Campinas - SP
1.523
Campo Grande - MS
694
Campos - RJ
2.152
Caruaru - PE
3.162
Cascavel - PR
1.325
Caxias do Sul - RS
2.213
Chapada dos Guimarães - MT
67
Chapecó - SC
1.750
Chuí - RS
2.721
Colíder - MT
651
Comodoro - MT
634
Corumbá - MS
1.091
Criciúma - SC
2.172
Curitiba - PR
1.679
Dourados - MS
912
Feira de Santana - BA
2.451
Floriano - PI
2.657
Florianópolis - SC
1.986
Fortaleza - CE
3.406
Foz do Iguaçu - PR
1.464
Franca - SP
1.290
Garanhuns - PE
3.055
Goiânia - GO
934
Governador Valadares - MG
1.922
Guaratã do Norte - MT
900
Guaratinguetá - SP
1.769
Gurupi - TO
1.563
Imperatriz - MA
2.342
Ipatinga - MG
1.816
Itabira - MG
1.697
Itabuna - BA
2.436
Itajaí - SC
1.898
Itumbiara - GO
898
Jaciara - MT
144
João Pessoa - PB
3.366
Joinville - SC
1.816
Juazeiro do Norte - CE
3.131
Juiz de Fora - MG
1.836
Lages - SC
2.003
Limeira - SP
1.464
Londrina - PR
1.303
Maceió - AL
3.049
Manaus - AM
2.357
Marabá - PA
2.503
Marília - SP
1.342
Maringá - PR
1.329
Mirassol D'Oeste - MT
283
Montes Claros - MG
1.677
Mossoró - RN
3.390
Natal - RN
3.543
Nova Mutum - MT
303
Novo Hamburgo - RS
2.209
Nova Olimpia - MT
200
Ourinhos - SP
1.335
Palmas - TO
1.784
Paranaguá - PR
1.781
Parnaíba - PI
3.266
Passo Fundo - RS
1.984
Patos de Minas - MG
1.270
Paulo Afonso - BA
2.841
Pelotas - RS
2.469
Petrolina - PE
2.671
Petrópolis RJ
1.959
Picos - PI
2.783
Poconé - MT
102
Poços de Caldas - MG
1.530
Ponta Grossa - PR
1.573
Ponta Porã - MS
1.023
Pontes e Lacerda - MT
442
Porto Alegre - RS
2.206
Porto Seguro - BA
2.550
Porto Velho - RO
1.456
Presidente Prudente - SP
1.146
Primavera do Leste - MT
241
Recife - PE
3.256
Ribeirão Preto - SP
1.303
Rio Branco - AC
1.990
Rio de Janeiro - RJ
2.017
Rio Verde - GO
699
Rondonópolis - MT
219
Salgueiro - PE
2.927
Salvador - BA
2.567
Santa Inês - MA
2.722
Santa Maria - RS
2.181
Santana do Livramento - RS
2.522
Santos - SP
1.686
São Carlos - SP
1.376
São Félix do Araguaia - MT
1.144
São José do Rio Preto - SP
1.199
São José dos Campos - SP
1.689
São Luís - MA
2.978
São Paulo - SP
1.614
Sinop - MT
501
Sobral - CE
3.296
Sorocaba - SP
1.625
Sorriso - MT
418
Tangará da Serra - MT
230
Taubaté - SP
1.726
Teófilo Otoni - MG
2.059
Teresina - PI
2.910
Três Lagoas - MS
1.039
Tubarão - SC
2.114
Tucuruí - PA
2.824
Uberaba - MG
1.151
Uberlândia - MG
1.048
Uruguaiana - RS
2.453
Vilhena - RO
752
Vitória - ES
2.119
Vitória da Conquista - BA
2.447
Volta Redonda - RJ
1.901
quarta-feira, julho 12, 2006
Estava lendo em outro blog, uma discussão sobre um pessoal de hoje já achar Strokes "velho” e NINGUEM conhecer Blur e Suede. O pior? Isso é muito verdade. MUITO.
Quando, em inícios de 2000 e alguma coisa, dei a cara a tapa e fui tocar lá no Pub 455, fiz um set (tosco é verdade) do que curtia muito. Foi Blur, Oasis, Suede, Primal Scream, Dodgy, Pulp e todas essas bandinhas inglesas dos anos 90. Nessa época já não surtiu efeito. Imagine agora. A cada nova geração, fica mais dificil. Talvez por ela estar cada vez mais distante da época em que o som foi feito.
Por exemplo:
Quem nasceu hoje terá, daqui a 20 anos, que ouvir tudo o que foi feito de hoje até lá, para ser, digamos, atual.
Para curtir música de verdade, ela terá que ir atrás de muitas outras informações, ou vir muitas outras referências.
Se ela quiser ser uma doente por música, mesmo que somente por um estilo, ela vai ter que ouvir MUITA coisa e pesquisar demais. É ler livros e revistas antigas, buscar as influências e se perder entre tantas grandes bandas de um disco só.
No fundo, acho que é simplesmente questão de tempo. Você precisa de tempo para descobrir e ouvir as coisas antigas, que nunca ouviu (e aí elas se tornam novas). Não dá para dar um download no cérebro com todos os verbetes da enciclopédia musical. Para eu, que tenho 30, o universo da música pode conter menos surpresas do que para um cara de 18 anos. Simplesmente porque tive 12 anos a mais de audição.
Acho que, por isso, a molecada que invade as festas hoje em dia curte as coisas novas e mais óbvias. Alguns deles chegarão aos 30 com muito mais informação do que eu. Afinal, não cresci com internet, soulseek, amazon.com, com todas essas ferramentas que trazem o mundo para seu quarto. Outros, chegarão aos 30 cheios de orgulho por fazerem parte do time de chicleteiros da ilha.
****
Isso me faz pensar na importância de lojas (boas lojas) de disco. Mas esse é um assunto para outro post.
Quando, em inícios de 2000 e alguma coisa, dei a cara a tapa e fui tocar lá no Pub 455, fiz um set (tosco é verdade) do que curtia muito. Foi Blur, Oasis, Suede, Primal Scream, Dodgy, Pulp e todas essas bandinhas inglesas dos anos 90. Nessa época já não surtiu efeito. Imagine agora. A cada nova geração, fica mais dificil. Talvez por ela estar cada vez mais distante da época em que o som foi feito.
Por exemplo:
Quem nasceu hoje terá, daqui a 20 anos, que ouvir tudo o que foi feito de hoje até lá, para ser, digamos, atual.
Para curtir música de verdade, ela terá que ir atrás de muitas outras informações, ou vir muitas outras referências.
Se ela quiser ser uma doente por música, mesmo que somente por um estilo, ela vai ter que ouvir MUITA coisa e pesquisar demais. É ler livros e revistas antigas, buscar as influências e se perder entre tantas grandes bandas de um disco só.
No fundo, acho que é simplesmente questão de tempo. Você precisa de tempo para descobrir e ouvir as coisas antigas, que nunca ouviu (e aí elas se tornam novas). Não dá para dar um download no cérebro com todos os verbetes da enciclopédia musical. Para eu, que tenho 30, o universo da música pode conter menos surpresas do que para um cara de 18 anos. Simplesmente porque tive 12 anos a mais de audição.
Acho que, por isso, a molecada que invade as festas hoje em dia curte as coisas novas e mais óbvias. Alguns deles chegarão aos 30 com muito mais informação do que eu. Afinal, não cresci com internet, soulseek, amazon.com, com todas essas ferramentas que trazem o mundo para seu quarto. Outros, chegarão aos 30 cheios de orgulho por fazerem parte do time de chicleteiros da ilha.
****
Isso me faz pensar na importância de lojas (boas lojas) de disco. Mas esse é um assunto para outro post.
segunda-feira, julho 10, 2006
Pronto. Deu Itália.
Acabou a Copa. A gente espera 4 anos e aí, um mês depois, a Copa acaba.
Não tem mais mesa redonda toda noite. Não tem mais futebol com grandes seleções, não tem mais grandes jogadores mundiais.
Dá uma especie de vazio. Sei lá. Me acostumei a isso. Agora é esperar. Mais 4 anos. É tempo pra chuchu.
triste...
Mas tem sempre o Botafogo. ai, ai...
*****
Tem uma coisa engraçada esse lance de inércia da vida. Às vezes tudo parece meio parado, mas quando você dá um passo, tudo começa a entrar em movimento e faz o mundo inteiro girar. girar. girar.
Vê só onde é que você vai parar.
Acabou a Copa. A gente espera 4 anos e aí, um mês depois, a Copa acaba.
Não tem mais mesa redonda toda noite. Não tem mais futebol com grandes seleções, não tem mais grandes jogadores mundiais.
Dá uma especie de vazio. Sei lá. Me acostumei a isso. Agora é esperar. Mais 4 anos. É tempo pra chuchu.
triste...
Mas tem sempre o Botafogo. ai, ai...
*****
Tem uma coisa engraçada esse lance de inércia da vida. Às vezes tudo parece meio parado, mas quando você dá um passo, tudo começa a entrar em movimento e faz o mundo inteiro girar. girar. girar.
Vê só onde é que você vai parar.
sexta-feira, julho 07, 2006
Uopa...
Olha eu aqui de novo.
E sabe o que pensei dia desses?
que sou como o chandler.
Ninguém sabe mesmo muito bem o que faço para ganhar a vida.
Ok, a maioria sabe que sou publicitário, que sou redator...
Mas e aí? Será que alguém vê um anúncio meu no jornal e diz: Que anúncio legal!
Acho sinceramente que nào.
Quando presto atenção nas pessoas lendo um jornal ou uma revista, elas sempre pulam as páginas com os anúncios. Dificilmente elas escolhem ler um anúncio de algo que nào tenham interesse em comprar ou utilizar o serviço.
Pensando bem, acho que trabalho para outros publicitários. Nós vemos o que os outros fazer e, acreditem, falamos MUITO mal do trabalho dos outros. Mas sabemos parabenizar quando as pessoas merecem os devidos parabéns.
Vai ver que é por isso que nos chamamos, quando estamos meio de saco cheio dessa profissão, de publiciotários!
***
Lindo o comentário do Tco aí embaixo.
Leiam. Vale a pena.
Olha eu aqui de novo.
E sabe o que pensei dia desses?
que sou como o chandler.
Ninguém sabe mesmo muito bem o que faço para ganhar a vida.
Ok, a maioria sabe que sou publicitário, que sou redator...
Mas e aí? Será que alguém vê um anúncio meu no jornal e diz: Que anúncio legal!
Acho sinceramente que nào.
Quando presto atenção nas pessoas lendo um jornal ou uma revista, elas sempre pulam as páginas com os anúncios. Dificilmente elas escolhem ler um anúncio de algo que nào tenham interesse em comprar ou utilizar o serviço.
Pensando bem, acho que trabalho para outros publicitários. Nós vemos o que os outros fazer e, acreditem, falamos MUITO mal do trabalho dos outros. Mas sabemos parabenizar quando as pessoas merecem os devidos parabéns.
Vai ver que é por isso que nos chamamos, quando estamos meio de saco cheio dessa profissão, de publiciotários!
***
Lindo o comentário do Tco aí embaixo.
Leiam. Vale a pena.
quarta-feira, junho 28, 2006
oi.
Estou com muitas coisas para escrever. Muitas. A maioria de trabalho. coisa.
Outro dia encontrei um amigo que há muito não via. papo vai, papo vem...
todos mais velhos, alguns barrigudos, outros melhores. Enfim, naquela de "vamos marcar uma cervejinha" foi que aconteceu. Sim, porque todo mundo (das antigas) quando se encontra sempre marca uma cervejinha, um churrasco, um encontro em algum lugar. Tem que se destacar que essas coisas nunca acontecem, mas fica aquela sensação de dever cumprido. "Pronto, fui simpático."
Mesmo que você nunca mais veja o danado do sujeito, a cervejinha sempre fica marcada, lá pro futuro, um dia quem sabe.
Mas então, voltando ao assunto, encontrei esse cara. Aí na hora da cervejinha, ele disse que não.
Como assim?
É. A gente se afastou, hoje eu tenho outra turma, saio com outras pessoas. Não acho que dê pra gente sair. Somos muito diferentes.
Ok, não foi assim, assim, mas foi algo assim.
Deu aquela parada para pensar.
***
no mais tardar vieram novas revelações de como isso pode fazer você rever toda a sua vida.
Realmente nos gostamos, passamos parte da infância e adolescência juntos, saímos, fizemos bagunça. Mas uma hora cada um foi pra um lado. mudanças de prédio, de classe social (sempre mais para baixo) ou de cidade afastam as pessoas. Perde-se o contato e com ele as coisas em comum. Tudo o que se tem com a pessoa é um passado relembrado em comum. No presente ela é uma completa estranha.
Ou o estranho é você, no caso eu.
Estou com muitas coisas para escrever. Muitas. A maioria de trabalho. coisa.
Outro dia encontrei um amigo que há muito não via. papo vai, papo vem...
todos mais velhos, alguns barrigudos, outros melhores. Enfim, naquela de "vamos marcar uma cervejinha" foi que aconteceu. Sim, porque todo mundo (das antigas) quando se encontra sempre marca uma cervejinha, um churrasco, um encontro em algum lugar. Tem que se destacar que essas coisas nunca acontecem, mas fica aquela sensação de dever cumprido. "Pronto, fui simpático."
Mesmo que você nunca mais veja o danado do sujeito, a cervejinha sempre fica marcada, lá pro futuro, um dia quem sabe.
Mas então, voltando ao assunto, encontrei esse cara. Aí na hora da cervejinha, ele disse que não.
Como assim?
É. A gente se afastou, hoje eu tenho outra turma, saio com outras pessoas. Não acho que dê pra gente sair. Somos muito diferentes.
Ok, não foi assim, assim, mas foi algo assim.
Deu aquela parada para pensar.
***
no mais tardar vieram novas revelações de como isso pode fazer você rever toda a sua vida.
Realmente nos gostamos, passamos parte da infância e adolescência juntos, saímos, fizemos bagunça. Mas uma hora cada um foi pra um lado. mudanças de prédio, de classe social (sempre mais para baixo) ou de cidade afastam as pessoas. Perde-se o contato e com ele as coisas em comum. Tudo o que se tem com a pessoa é um passado relembrado em comum. No presente ela é uma completa estranha.
Ou o estranho é você, no caso eu.
sábado, junho 24, 2006
então é copa...
Alemanha nas 4°...
Brasil vs Gana, depois de um jogo de verdade, com os "reservas". Estamos muito bem em 2010. porque em 2006 a copa não vem pra cá de jeito nenhum.
Mas também, ninguém tem tempo de ver os jogos todos, estudar os adversários...
Todos trabalhamos, e o Parreira prefere contar com seu joguinho de resultado do que com a genialidade de quem está melhor.
Digo e repito:
Brasil campeào? Não dessa vez.
Agora, Alemanha pode ser, assim como Argentina ou Itália.
Alemanha nas 4°...
Brasil vs Gana, depois de um jogo de verdade, com os "reservas". Estamos muito bem em 2010. porque em 2006 a copa não vem pra cá de jeito nenhum.
Mas também, ninguém tem tempo de ver os jogos todos, estudar os adversários...
Todos trabalhamos, e o Parreira prefere contar com seu joguinho de resultado do que com a genialidade de quem está melhor.
Digo e repito:
Brasil campeào? Não dessa vez.
Agora, Alemanha pode ser, assim como Argentina ou Itália.
sábado, junho 17, 2006
Bom, estou em falta com meus leitores.
Mas preciso separar minhas horas de vida entre o trabalho e a copa do mundo. É exatamente esta a separação. Quando estou no trabalho, estou no trabalho. Dou uma escapulida ou outra para ver os melhores momentos na tv ou para saber a quantas andam uma partida pela internet. Mas quando estou em casa, estou na Alemanha. Vejo e penso e respiro e me alimento de copa do mundo 24 horas por dia. Já sei todos os problemas que Ronaldão teve (e dessa vez, ele é Ronaldão mesmo, nada de chamá-lo de ronaldinho), das bolhas, da febre, da endoscopia, das náuseas. Estou quase decorando as escalações das melhores seleções do mundo, incluindo aí as surpresas Trinidad e Tobago e Equador.
Enfim, Copa é Copa. O resto é cozinha.
Primeira rodada que se foi. Terminou ontem. E posso destacar algumas coisas. Vamos a elas:
Alemanha é forte. Tem problemas, muitos deles, mas é uma seleção bem preparada para ganhar. Agora, posso escrever sabendo do resultado de Alemanha X Polônia. E depois dessa, podem esperar a Alemanha forte daqui para frente. Vai ser campeã? Não dá para dizer. Mas está aí entre as favoritas.
A Argentina foi pouco falada, disseram que não foi isso tudo, que levou um sufoco da Costa do Marfim, mas não caiam nessa. A Costa do Marfim é uma seleção muito forte fisicamente e com muitos jogadores habilidosos. Pena ter caído no grupo da morte. Se tivesse caído no grupo da França ou do México ou ainda da Espanha, com certeza ela estaria classificada. Mas pode faltar experiência para superar a Holanda e assim, temos um bom time de fora já na primeira fase.
Isso falado, voltemos a Argentina. Seleçãozinha chata a portenha. Meteu 2 na Costa do Marfim e quando parecia que ia ficar nisso mesmo tomou pressão. Mas agüentou a pressão de forma tão altiva que, mesmo que torcesse para os africanos, sabia que nada iria mudar aquele resultado. Dito e feito. E os danados nem colocaram o Messi para jogar, um jogador que dá de 10 em qualquer outro atacante argentino.
Do Brasil, prefiro não falar. Quando ele entrar em campo, talvez.
Mas preciso separar minhas horas de vida entre o trabalho e a copa do mundo. É exatamente esta a separação. Quando estou no trabalho, estou no trabalho. Dou uma escapulida ou outra para ver os melhores momentos na tv ou para saber a quantas andam uma partida pela internet. Mas quando estou em casa, estou na Alemanha. Vejo e penso e respiro e me alimento de copa do mundo 24 horas por dia. Já sei todos os problemas que Ronaldão teve (e dessa vez, ele é Ronaldão mesmo, nada de chamá-lo de ronaldinho), das bolhas, da febre, da endoscopia, das náuseas. Estou quase decorando as escalações das melhores seleções do mundo, incluindo aí as surpresas Trinidad e Tobago e Equador.
Enfim, Copa é Copa. O resto é cozinha.
Primeira rodada que se foi. Terminou ontem. E posso destacar algumas coisas. Vamos a elas:
Alemanha é forte. Tem problemas, muitos deles, mas é uma seleção bem preparada para ganhar. Agora, posso escrever sabendo do resultado de Alemanha X Polônia. E depois dessa, podem esperar a Alemanha forte daqui para frente. Vai ser campeã? Não dá para dizer. Mas está aí entre as favoritas.
A Argentina foi pouco falada, disseram que não foi isso tudo, que levou um sufoco da Costa do Marfim, mas não caiam nessa. A Costa do Marfim é uma seleção muito forte fisicamente e com muitos jogadores habilidosos. Pena ter caído no grupo da morte. Se tivesse caído no grupo da França ou do México ou ainda da Espanha, com certeza ela estaria classificada. Mas pode faltar experiência para superar a Holanda e assim, temos um bom time de fora já na primeira fase.
Isso falado, voltemos a Argentina. Seleçãozinha chata a portenha. Meteu 2 na Costa do Marfim e quando parecia que ia ficar nisso mesmo tomou pressão. Mas agüentou a pressão de forma tão altiva que, mesmo que torcesse para os africanos, sabia que nada iria mudar aquele resultado. Dito e feito. E os danados nem colocaram o Messi para jogar, um jogador que dá de 10 em qualquer outro atacante argentino.
Do Brasil, prefiro não falar. Quando ele entrar em campo, talvez.
sexta-feira, junho 09, 2006
Começou.
Finalmente estamos no mês mais interessante dos próximos quatro anos. Por que interessante???
COPA DO MUNDO, MEU IRMÃO!!!!!!!!!
Acabo de ver a Alemanha não jogar NADA e ganhar da Costa Rica que jogou menos ainda por 4 a 2. É um resultado mentiroso, pois parece que a Alemanha dominou, destruiu e nem tomou conhecimento do adversário. Mas os atuais vice-campeões ficaram temerosos quando a CR fez seu segundo gol, diminuindo a diferença para 3x2. Juro que vi uma Alemanha meio retraída, com medo de tomar o empate.
Até o gol espírita de Frings do meio da rua (um gol que ele nunca mais vai fazer!), as coisas estavam bem estranhas. Mas a partir daí, foi só segurar o resultado. Justo pela incrível fraqueza da Costa Rica, um time que não corre, não joga e pelo jeito foi só tomar Umchope na Alemanha (com trocadilho). Injusto pela falsa sensação de que a anfitriã passeou em campo.
Destaques: na pelada, apareceram Klose com 2 gols e Wanchope, também com 2 tentos marcados.
Momentos Copa:
- Galvão Bueno, em um de seus vários furos na transmissão, se RECUSOU a falar o nome do goleiro da Costa Rica, o Porras!
Finalmente estamos no mês mais interessante dos próximos quatro anos. Por que interessante???
COPA DO MUNDO, MEU IRMÃO!!!!!!!!!
Acabo de ver a Alemanha não jogar NADA e ganhar da Costa Rica que jogou menos ainda por 4 a 2. É um resultado mentiroso, pois parece que a Alemanha dominou, destruiu e nem tomou conhecimento do adversário. Mas os atuais vice-campeões ficaram temerosos quando a CR fez seu segundo gol, diminuindo a diferença para 3x2. Juro que vi uma Alemanha meio retraída, com medo de tomar o empate.
Até o gol espírita de Frings do meio da rua (um gol que ele nunca mais vai fazer!), as coisas estavam bem estranhas. Mas a partir daí, foi só segurar o resultado. Justo pela incrível fraqueza da Costa Rica, um time que não corre, não joga e pelo jeito foi só tomar Umchope na Alemanha (com trocadilho). Injusto pela falsa sensação de que a anfitriã passeou em campo.
Destaques: na pelada, apareceram Klose com 2 gols e Wanchope, também com 2 tentos marcados.
Momentos Copa:
- Galvão Bueno, em um de seus vários furos na transmissão, se RECUSOU a falar o nome do goleiro da Costa Rica, o Porras!
sábado, maio 20, 2006
Um dia, por acaso, me deparei com o Pinback.
Ele estava ali, numa pasta qualquer, esperando pra tocar.
Toquei. Confesso que esperava menos. Algo mais indiezinho, comercialzinho, até fraquinho.
Mas, obrigado moço daí de cima, que puta surpresa.
Uma calma nervosa, vocês podem imaginar isso?
melodias que parecem a ponto de explodir, mas que nunca o fazem. Campos verdes e piqueniques. alegria triste, vocês podem imaginar isso?
ondas batendo no rochedo.
Grandeza na simplicidade. E sei que isso vocês podem imaginar.
Ser simples é difícil. E sê-lo é especial, na sua simplicidade.
Não vou incensá-los como a salvaçào de nada. Talvez da minha manhã nublada de sábado.
Mas é isso que quero. Uma companhia simples, que fale das coisas do dia a dia, sem procurar saber os porquês.
Ele estava ali, numa pasta qualquer, esperando pra tocar.
Toquei. Confesso que esperava menos. Algo mais indiezinho, comercialzinho, até fraquinho.
Mas, obrigado moço daí de cima, que puta surpresa.
Uma calma nervosa, vocês podem imaginar isso?
melodias que parecem a ponto de explodir, mas que nunca o fazem. Campos verdes e piqueniques. alegria triste, vocês podem imaginar isso?
ondas batendo no rochedo.
Grandeza na simplicidade. E sei que isso vocês podem imaginar.
Ser simples é difícil. E sê-lo é especial, na sua simplicidade.
Não vou incensá-los como a salvaçào de nada. Talvez da minha manhã nublada de sábado.
Mas é isso que quero. Uma companhia simples, que fale das coisas do dia a dia, sem procurar saber os porquês.
amigos. o que escrever sobre eles?
difícil, não?
Acho que amigo não é aquela pessoa que gosta de você esperando algo em troca. Nào é uma pessoa que pede definições. Não é alguém em desespero ou triste. Apesar de poder ficar nessa situação, amigos sào sempre sinônimo de festa. Alguns acabam virando irmãos ou irmãs. Outros se afastam, mas deixam com a gente lembranças de milhares de segundos alegres. História. De vida. Amigos não precisam nem ser bem alimentados. Isso a gente pode deixar pros cachorros.
Enfim, amigos servem para fazer sorrir.
***
valeu aí, gente, pela festa. Realmente não saquei nada e foi uma baita surpresa. O bolo estava uma delícia e o recheio de amigos do lugar tornou cada momentinho daquela noite especial.
difícil, não?
Acho que amigo não é aquela pessoa que gosta de você esperando algo em troca. Nào é uma pessoa que pede definições. Não é alguém em desespero ou triste. Apesar de poder ficar nessa situação, amigos sào sempre sinônimo de festa. Alguns acabam virando irmãos ou irmãs. Outros se afastam, mas deixam com a gente lembranças de milhares de segundos alegres. História. De vida. Amigos não precisam nem ser bem alimentados. Isso a gente pode deixar pros cachorros.
Enfim, amigos servem para fazer sorrir.
***
valeu aí, gente, pela festa. Realmente não saquei nada e foi uma baita surpresa. O bolo estava uma delícia e o recheio de amigos do lugar tornou cada momentinho daquela noite especial.
terça-feira, maio 16, 2006
25 = 30?
Lembro quando fiz um quarto de século. Escrevi alguma coisa aqui ou em algum outro lugar. Usava a idade, os 25, o quarto de século, como um peso imenso sobre meus ombros. Como se fosse a última idade a superar. Mas não é esse texto antigo ou a idade que estão em questão. Mas o tempo em si. Aos 25 escrevi sobre dúvidas, certezas, caminhos. Agora faço 30. Cinco anos ficaram para trás e percebo que estou me repetindo. Será que preciso de um reset? Será que a agulha está agarrada em apenas uma parte da música?
Quero falar de conquistas, muitas delas mais fáceis do que pensava. De derrotas, algumas difíceis de encarar. De vontade e certeza de desejos. De outros caminhos.
De cortar a unha e beber sem vontade. De pedir pizza de brigadeiro. De sair com amigos para dentro de casa. De ouvir músicas antigas como se fossem de ontem e ouvir bandas novas como se fossem velhas conhecidas. De viagens para todo lugar, sendo todo lugar, qualquer lugar. De vida, acima de tudo.
Então é isso.
Lembro quando fiz um quarto de século. Escrevi alguma coisa aqui ou em algum outro lugar. Usava a idade, os 25, o quarto de século, como um peso imenso sobre meus ombros. Como se fosse a última idade a superar. Mas não é esse texto antigo ou a idade que estão em questão. Mas o tempo em si. Aos 25 escrevi sobre dúvidas, certezas, caminhos. Agora faço 30. Cinco anos ficaram para trás e percebo que estou me repetindo. Será que preciso de um reset? Será que a agulha está agarrada em apenas uma parte da música?
Quero falar de conquistas, muitas delas mais fáceis do que pensava. De derrotas, algumas difíceis de encarar. De vontade e certeza de desejos. De outros caminhos.
De cortar a unha e beber sem vontade. De pedir pizza de brigadeiro. De sair com amigos para dentro de casa. De ouvir músicas antigas como se fossem de ontem e ouvir bandas novas como se fossem velhas conhecidas. De viagens para todo lugar, sendo todo lugar, qualquer lugar. De vida, acima de tudo.
Então é isso.
sábado, maio 13, 2006
Nunca li letra de música em blog. Sei que vocês não lêem também.
Dane-se. Essa letra combina tanto com a música que merece ser lida.
Com vocês: THE SHINS
e parece que esse ano tem the shins novo.
Direto pro top ten.
New Slang (when you notice the stripes)
Gold teeth and a curse for this town were all in my mouth.
Only, i don't know how they got out, dear.
Turn me back into the pet that i was when we met.
I was happier then with no mind-set.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
New slang when you notice the stripes, the dirt in your fries.
Hope it's right when you die, old and bony.
Dawn breaks like a bull through the hall,
Never should have called
But my head's to the wall and i'm lonely.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
God speed all the bakers at dawn may they all cut their thumbs,
And bleed into their buns 'till they melt away.
I'm looking in on the good life i might be doomed never to find.
Without a trust or flaming fields am i too dumb to refine?
And if you'd 'a took to me like
Well i'd a danced like the queen of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
Dane-se. Essa letra combina tanto com a música que merece ser lida.
Com vocês: THE SHINS
e parece que esse ano tem the shins novo.
Direto pro top ten.
New Slang (when you notice the stripes)
Gold teeth and a curse for this town were all in my mouth.
Only, i don't know how they got out, dear.
Turn me back into the pet that i was when we met.
I was happier then with no mind-set.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
New slang when you notice the stripes, the dirt in your fries.
Hope it's right when you die, old and bony.
Dawn breaks like a bull through the hall,
Never should have called
But my head's to the wall and i'm lonely.
And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
God speed all the bakers at dawn may they all cut their thumbs,
And bleed into their buns 'till they melt away.
I'm looking in on the good life i might be doomed never to find.
Without a trust or flaming fields am i too dumb to refine?
And if you'd 'a took to me like
Well i'd a danced like the queen of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.
Não é de hoje que escuto o Death Cab for Cutie. Nem o Postal Service.
Mas devo admitir que passo por uma fase Death cab.
Escuto suas melodias e penso em como são próximas às belezas que outra banda, o REM para ser mais exato, fez em diversas fases de sua carreira.
Preciso colocar aqui que o REM é, para mim, uma das bandas mais bonitas e tristes de todos os tempos. Death Cab poderia bem ser a resposta dos anos 00 ao REM dos 80 e 90.
Suas músicas pecam pela beleza excessiva, pela melancolia excessiva, pelo poder de serem excessivamente viciantes.
Mas enfim, a melancolia extrema é boa e viciante mesmo.
Boa porque nos faz pensar, nos faz guardar dentro de nós mesmos o tempo, e assim passamos imensos momentos de reflexão em apenas algumas notas. É como se aquela dorzinha que você sente no fundo do peito, aquele nózinho na garganta te fizesse andar pra frente, pensar, criar, buscar uma soluçào diferente da lágrima.
Eu escrevo. Mal, mas escrevo. E saio por aí, com um sorrisinho besta na cara, como se tivesse acabado de dar tchau pra chatice da vida por uma noite.
Bom isso, né?
:)
"Sorrow drips into your heart through a pinhole
Just like a faucet that leaks and there is comfort in the sound
But while you debate half empty or half full
It slowly rises, your love is gonna drown"
Death cab for cutie - Marching bands of Manhattan
Mas devo admitir que passo por uma fase Death cab.
Escuto suas melodias e penso em como são próximas às belezas que outra banda, o REM para ser mais exato, fez em diversas fases de sua carreira.
Preciso colocar aqui que o REM é, para mim, uma das bandas mais bonitas e tristes de todos os tempos. Death Cab poderia bem ser a resposta dos anos 00 ao REM dos 80 e 90.
Suas músicas pecam pela beleza excessiva, pela melancolia excessiva, pelo poder de serem excessivamente viciantes.
Mas enfim, a melancolia extrema é boa e viciante mesmo.
Boa porque nos faz pensar, nos faz guardar dentro de nós mesmos o tempo, e assim passamos imensos momentos de reflexão em apenas algumas notas. É como se aquela dorzinha que você sente no fundo do peito, aquele nózinho na garganta te fizesse andar pra frente, pensar, criar, buscar uma soluçào diferente da lágrima.
Eu escrevo. Mal, mas escrevo. E saio por aí, com um sorrisinho besta na cara, como se tivesse acabado de dar tchau pra chatice da vida por uma noite.
Bom isso, né?
:)
"Sorrow drips into your heart through a pinhole
Just like a faucet that leaks and there is comfort in the sound
But while you debate half empty or half full
It slowly rises, your love is gonna drown"
Death cab for cutie - Marching bands of Manhattan
quarta-feira, maio 10, 2006
segunda-feira, maio 08, 2006
Uma fictícia carta de despedida
É com grande prazer que digo adeus. Mas o prazer não vem da adeus propriamente dito ou dito com propriedade. Ele vem do futuro. O futuro, sabe? Aquela coisa que não existe, assim como o passado ou o daqui a 2 minutos. Então, dele mesmo. É que ele está com cara de coisa boa. Com cara de portas se abrindo. Não de caminhos se fechando, ou de estradas sem curvas, em monótonas autobahns da vida. Acho que o mais legal de dizer adeus é dizer feliz. Sem pensar em repetir erros. Partir e sempre que der na telha, voltar a partir.
Somos infinitamente pequenos. Somos infinitamente restritos. Somos infinitamente temerosos. E não somos infinitos.
Como você anda gastando seu tempo, curto que só, aqui neste mundo? Preso em uma sala? Imóvel em frente a um computador? Eu não. Vou para a rua. Vou andar, sair por aí. Sem rumo, sim. Sem pressa, sim. Sem necessidade de chegar a algum lugar ou conseguir alguma coisa. Minha única necessidade é sentir. Me sentir. Livre, leve, solto ou parte de um clichê. É. É por aí.
Adeus.
******
O tudo e o nada. O tempo todo.
Quero tudo, tenho o nada.
Quando não quero nada,
o tudo vem e aparece.
Tudo é nadar.
E morrer na praia.
Nada é tudo.
Justamente por não ser nada.
Nada é o agora,
enquanto o tudo é sempre em frente.
Ou perdido no passado.
Sejamos nada para, no fim,
vermos tudo claro como nada
sempre ou nunca foi.
******
Dizem da náusea de Sartre.
Mas e as minhas?
********
Como diria o pensador, filósofo das massas, massas encefálicas, Mr. Reznor:
Everyday is EXACTLY the same.
******
88888888888888888888888888
888888888888888
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É com grande prazer que digo adeus. Mas o prazer não vem da adeus propriamente dito ou dito com propriedade. Ele vem do futuro. O futuro, sabe? Aquela coisa que não existe, assim como o passado ou o daqui a 2 minutos. Então, dele mesmo. É que ele está com cara de coisa boa. Com cara de portas se abrindo. Não de caminhos se fechando, ou de estradas sem curvas, em monótonas autobahns da vida. Acho que o mais legal de dizer adeus é dizer feliz. Sem pensar em repetir erros. Partir e sempre que der na telha, voltar a partir.
Somos infinitamente pequenos. Somos infinitamente restritos. Somos infinitamente temerosos. E não somos infinitos.
Como você anda gastando seu tempo, curto que só, aqui neste mundo? Preso em uma sala? Imóvel em frente a um computador? Eu não. Vou para a rua. Vou andar, sair por aí. Sem rumo, sim. Sem pressa, sim. Sem necessidade de chegar a algum lugar ou conseguir alguma coisa. Minha única necessidade é sentir. Me sentir. Livre, leve, solto ou parte de um clichê. É. É por aí.
Adeus.
******
O tudo e o nada. O tempo todo.
Quero tudo, tenho o nada.
Quando não quero nada,
o tudo vem e aparece.
Tudo é nadar.
E morrer na praia.
Nada é tudo.
Justamente por não ser nada.
Nada é o agora,
enquanto o tudo é sempre em frente.
Ou perdido no passado.
Sejamos nada para, no fim,
vermos tudo claro como nada
sempre ou nunca foi.
******
Dizem da náusea de Sartre.
Mas e as minhas?
********
Como diria o pensador, filósofo das massas, massas encefálicas, Mr. Reznor:
Everyday is EXACTLY the same.
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quarta-feira, abril 26, 2006
Tem gente que faz poesia para colocar em suas músicas. E chamam isso de letra.
Mas e quando a poesia é suja, esculachada e tem um toque de humor negro e filme B?
Ah, aí temos uma música do Misfits.
LONDON DUNGEON
They called us walking corpses
Unholy living dead
They had to lock us up
Put us in their british hell
Make sure your face is clean now
Can’t have no dirty dead
All the corpses here are clean, boy
All the yanks in british hell
I don’t wanna be here in your london dungeon
I don’t wanna be here in your british hell
Ain’t no mystery why I’m in misery in hell
Here’s hoping you’re swell
Mas e quando a poesia é suja, esculachada e tem um toque de humor negro e filme B?
Ah, aí temos uma música do Misfits.
LONDON DUNGEON
They called us walking corpses
Unholy living dead
They had to lock us up
Put us in their british hell
Make sure your face is clean now
Can’t have no dirty dead
All the corpses here are clean, boy
All the yanks in british hell
I don’t wanna be here in your london dungeon
I don’t wanna be here in your british hell
Ain’t no mystery why I’m in misery in hell
Here’s hoping you’re swell
quarta-feira, abril 19, 2006
Pérolas escondidas.
Bom, para alguém que baixa música compulsivamente (menos um pouco agora porque estou sem cds para fazer backup e o espaço no HD está acabando)...
Bom, para alguém que baixa música compulsivamente, ouvir tudo é quase impossível. Então tem-se a oportunidade de passar batido por algumas coisas boas e se pegar ouvindo mil vezes a música nova do Backstreet Boys, Mil, não. Exagerei. Mas umas 15 vezes pode acontecer. E só o tempo, e a sorte, podem reparar alguns erros. Em certos casos, erros irreparáveis. Clássicos passam batido de verdade e só depois você se dá conta que é impossível viver sem aquela canção, ou em maior escala e menor frequência, sem aquele disco.
Noutras vezes, a bolachinha é esquecida e um tempinho depois você ouve e ela já não parece mais tão comum, nem tão chata. E nem pensem em me recriminar. Na maioria das vezes admito que não escuto tudo o que pego mesmo. E quando ainda não ouvi respondo isso mesmo: ainda não ouvi. Queria ver vocês ouvindo 50 músicas em 5 minutos. É início e refrão. E às vezes esse método é furada. Mas na maioria das vezes, ele serve pra peneirar legal as músicas que vão estourar. Lá em casa, pelo menos.
Acho que não preciso explicar que discos são obras de arte, como qualquer outra. Devem ser observados e percebidos como tal em sua integridade. Não como um apanhado de músicas, com algum possível hit. Ou como uma fábrica de milhões. Por isso, o método Kubitschek (50 músicas em 5 minutos, 50 em 5, entenderam?) tem suas falhas.
Bom, tudo isso para falar que estou finalmente ouvindo The Open. Uma bandinha que fez um disco apontado como um dos melhores de 2003 ou 2004, já nem lembro mais. Silent Hours é seu nome. Não tem nenhum início agitado, nem um refrão pegajoso de primeira. Mas ouvido de cabo a rabo se mostra consistente. Talvez por todas as suas poucas músicas baterem, pelo menos, na casa dos 4 minutos, ou seja, 1 minuto além do consagrado formato pop. Deve ser por isso que ele mereça um tempo maior de audição para chegar, não aos ouvidos, mas ao coração.
De uma balada para uma músiquinha estilo Beatles, anos 60, para uma viagem de guitarras e além, como diria Super-homem. Vai levando, seguindo em frente, faixa após faixa. E depois dá vontade de ouvir de novo aquele pedacinho, aquela voz no canto da música.
Aí bate aquela nostalgia, meado dos 90 pra frente, bandinhas assim nem tão conhecidas e legais, boas descobertas, um mundo inteiro de música pela frente...
Vale a pena gastar alguns minutos de velox, já tão banalizados, para pegar esse disco. Não que ele vá mudar sua vida, mas você pode encontrar um pouco de carinho/conforto nele. Como se eles fossem só a sua banda.
And, sometimes, that’s all that matters.
Para ouvir (em seu devido tempo):
The Open – Silent Hours
Elevation
Step into the Light
Close my Eyes
Bring me Down (mas só pelo climão Indie 90’s)
serviço completo:
![]()
Audio CD
(July 5, 2004)
Universal
Track Listings
1. Close My Eyes
2. Bring Me Down
3. Lost
4. Forgotten
5. Daybreak
6. Just Want To Live
7. Step Into The Light
8. Coming Down
9. Can You Hear
10. Elevation
Product Description
Debut from the Liverpudlian indie rock quintet whose epic sound has them compared to Doves, Echo & The Bunnymen and the Cocteau Twins, whose Simon Raymonde produced the album.
Bom, para alguém que baixa música compulsivamente (menos um pouco agora porque estou sem cds para fazer backup e o espaço no HD está acabando)...
Bom, para alguém que baixa música compulsivamente, ouvir tudo é quase impossível. Então tem-se a oportunidade de passar batido por algumas coisas boas e se pegar ouvindo mil vezes a música nova do Backstreet Boys, Mil, não. Exagerei. Mas umas 15 vezes pode acontecer. E só o tempo, e a sorte, podem reparar alguns erros. Em certos casos, erros irreparáveis. Clássicos passam batido de verdade e só depois você se dá conta que é impossível viver sem aquela canção, ou em maior escala e menor frequência, sem aquele disco.
Noutras vezes, a bolachinha é esquecida e um tempinho depois você ouve e ela já não parece mais tão comum, nem tão chata. E nem pensem em me recriminar. Na maioria das vezes admito que não escuto tudo o que pego mesmo. E quando ainda não ouvi respondo isso mesmo: ainda não ouvi. Queria ver vocês ouvindo 50 músicas em 5 minutos. É início e refrão. E às vezes esse método é furada. Mas na maioria das vezes, ele serve pra peneirar legal as músicas que vão estourar. Lá em casa, pelo menos.
Acho que não preciso explicar que discos são obras de arte, como qualquer outra. Devem ser observados e percebidos como tal em sua integridade. Não como um apanhado de músicas, com algum possível hit. Ou como uma fábrica de milhões. Por isso, o método Kubitschek (50 músicas em 5 minutos, 50 em 5, entenderam?) tem suas falhas.
Bom, tudo isso para falar que estou finalmente ouvindo The Open. Uma bandinha que fez um disco apontado como um dos melhores de 2003 ou 2004, já nem lembro mais. Silent Hours é seu nome. Não tem nenhum início agitado, nem um refrão pegajoso de primeira. Mas ouvido de cabo a rabo se mostra consistente. Talvez por todas as suas poucas músicas baterem, pelo menos, na casa dos 4 minutos, ou seja, 1 minuto além do consagrado formato pop. Deve ser por isso que ele mereça um tempo maior de audição para chegar, não aos ouvidos, mas ao coração.
De uma balada para uma músiquinha estilo Beatles, anos 60, para uma viagem de guitarras e além, como diria Super-homem. Vai levando, seguindo em frente, faixa após faixa. E depois dá vontade de ouvir de novo aquele pedacinho, aquela voz no canto da música.
Aí bate aquela nostalgia, meado dos 90 pra frente, bandinhas assim nem tão conhecidas e legais, boas descobertas, um mundo inteiro de música pela frente...
Vale a pena gastar alguns minutos de velox, já tão banalizados, para pegar esse disco. Não que ele vá mudar sua vida, mas você pode encontrar um pouco de carinho/conforto nele. Como se eles fossem só a sua banda.
And, sometimes, that’s all that matters.
Para ouvir (em seu devido tempo):
The Open – Silent Hours
Elevation
Step into the Light
Close my Eyes
Bring me Down (mas só pelo climão Indie 90’s)
serviço completo:
Audio CD
(July 5, 2004)
Universal
Track Listings
1. Close My Eyes
2. Bring Me Down
3. Lost
4. Forgotten
5. Daybreak
6. Just Want To Live
7. Step Into The Light
8. Coming Down
9. Can You Hear
10. Elevation
Product Description
Debut from the Liverpudlian indie rock quintet whose epic sound has them compared to Doves, Echo & The Bunnymen and the Cocteau Twins, whose Simon Raymonde produced the album.
sexta-feira, abril 14, 2006
CERVEJAS!!!
DESPERADO MAS
sabe a Nova Schin 2, aquela com mistura de tequila e limão? então, aqui foi um fracasso. Gosto de água com gás, misturada com tônica. Sumiu das prateleiras. POis lá em Paris me vi de cara com essa. Comprei um doritos genérico de pimenta (coitada da Lu) e parti pra essa franco-mexicana. Qual foi minha surpresa quando senti exatamente o gosto que esperava. Era meio doce, mas ainda tinha um gostinho de cerveja e tequila. Enfim, uma Ice de cerveja.
Bebi como água e logo depois voltei para a minha boa e velha amargona.
Experiências, como diria o chef. Tem que se experimentar!
Nota 8, pelo gosto de refrigerante.
DESPERADO MAS
sabe a Nova Schin 2, aquela com mistura de tequila e limão? então, aqui foi um fracasso. Gosto de água com gás, misturada com tônica. Sumiu das prateleiras. POis lá em Paris me vi de cara com essa. Comprei um doritos genérico de pimenta (coitada da Lu) e parti pra essa franco-mexicana. Qual foi minha surpresa quando senti exatamente o gosto que esperava. Era meio doce, mas ainda tinha um gostinho de cerveja e tequila. Enfim, uma Ice de cerveja.
Bebi como água e logo depois voltei para a minha boa e velha amargona.
Experiências, como diria o chef. Tem que se experimentar!
Nota 8, pelo gosto de refrigerante.
CERVEJAS!!!
Café les deux moulins. O mesmo da Amelie Poulin.
Sentamos e ficamos um tempão vendo o lugar. bem diferente de como pensei. Sem o estilo "filme". Tava muito mais para um local de turismo, cheio de estrangeiros, e até, atrevo-me a dizer, meio decadente. Pedimos o maior copo que tinha lá. Uma titiquinha de 300 ml, se chegava a isso. A cerveja era a já conhecida 1664, da Kronenburg. Já conhecida porque foi dela que tomei na primeira refeição a bordo do avião com destino a Europa. Cerveja honesta, com um bom sabor e um pouco de amargor no fim. Uma lager típica, mas nada pela qual se deva ter calafrios numa noite de verão. Se começar a estipular uma nota... diria que passa com 7.
Café les deux moulins. O mesmo da Amelie Poulin.
Sentamos e ficamos um tempão vendo o lugar. bem diferente de como pensei. Sem o estilo "filme". Tava muito mais para um local de turismo, cheio de estrangeiros, e até, atrevo-me a dizer, meio decadente. Pedimos o maior copo que tinha lá. Uma titiquinha de 300 ml, se chegava a isso. A cerveja era a já conhecida 1664, da Kronenburg. Já conhecida porque foi dela que tomei na primeira refeição a bordo do avião com destino a Europa. Cerveja honesta, com um bom sabor e um pouco de amargor no fim. Uma lager típica, mas nada pela qual se deva ter calafrios numa noite de verão. Se começar a estipular uma nota... diria que passa com 7.
quinta-feira, abril 13, 2006
Believe the Hype
Sei que não vou ser o primeiro a falar deles. Na verdade, posso ser mesmo um dos últimos. Coisa que, para quem sempre buscou falar de coisas novas, não é comum. No entanto, o Arctic Monkeys merece estar aqui. Mesmo atrasado e com todo hype em cima deles. Mas acredite, todo o hype, dessa vez, tem fundamento. O que se escuta no primeiro disco dessa banda, formada por ingleses de mais ou menos 20 anos, é uma urgência típica da juventude. Uma catarata de sons. Pesados. Tensos. Graciosos. Soam exatamente como uma banda que não esperava estar em uma página de revista no Brasil. Mas estão.
A despretensiosidade, e as boas músicas, os colocaram no topo do mundo em pouco tempo. E de lá, ainda assustados com tamanha popularidade, o Arctic Monkeys vibra. Em “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, o peso do rock anda lado a lado com a facilidade do pop. Dos primeiros acordes de The view from the Afternoon, sua primeira faixa, até o silêncio inalterável após a última nota da última música, o que acontece a sua volta parece não importar. É. É assim mesmo. Talvez por isso eles mereçam estar aqui. Ou talvez esse disco seja bom o bastante para dobrar o mais orgulhoso dos críticos.

Aqui antes
Sei que não vou ser o primeiro a falar deles. Na verdade, posso ser mesmo um dos últimos. Coisa que, para quem sempre buscou falar de coisas novas, não é comum. No entanto, o Arctic Monkeys merece estar aqui. Mesmo atrasado e com todo hype em cima deles. Mas acredite, todo o hype, dessa vez, tem fundamento. O que se escuta no primeiro disco dessa banda, formada por ingleses de mais ou menos 20 anos, é uma urgência típica da juventude. Uma catarata de sons. Pesados. Tensos. Graciosos. Soam exatamente como uma banda que não esperava estar em uma página de revista no Brasil. Mas estão.
A despretensiosidade, e as boas músicas, os colocaram no topo do mundo em pouco tempo. E de lá, ainda assustados com tamanha popularidade, o Arctic Monkeys vibra. Em “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, o peso do rock anda lado a lado com a facilidade do pop. Dos primeiros acordes de The view from the Afternoon, sua primeira faixa, até o silêncio inalterável após a última nota da última música, o que acontece a sua volta parece não importar. É. É assim mesmo. Talvez por isso eles mereçam estar aqui. Ou talvez esse disco seja bom o bastante para dobrar o mais orgulhoso dos críticos.

Aqui antes
Da janela do avião, tudo o que via eram nuvens. Muitas nuvens. Isso quando não estava dentro de uma delas, o que não me possibilitava enxergar muito além do meu nariz. E foi assim que cheguei na terra dos Leprechauns, dos trevos e dos pubs. Muitos pubs.
Corre o boato que os irlandeses são os brasileiros da Europa. Tirando a falta de jeito para o futebol, poderiam até ser mesmos. Têm um gosto muito particular para o sorriso, para a conversa e para o jeitão tropical de levar a vida numa boa. A Irlanda, amigos, não é um país sério, poderia dizer o General de Gaulle. Mas eles o são. Sérios principalmente quando o assunto é bebida. E eu, com uma pequena disfunção hepática recém diagnosticada, fui para lá lavar a alma antes de dar um tempo no etílico. Não poderia ter escolhido um lugar melhor. Em todo lugar que se olha, a rainha das cervejas está presente. E ela, ao contrário das nossas loiras geladas, é uma morena quente. Placas e pubs carregando a marca da Guinness existem aos borbotões, como se uma fonte inesgotável dessa maravilha estivesse no meio de uma praça, para os sortudos irlandeses. Enfeitiçando cada passo, tornando sua estada no lugar uma experiência inebriante. Um tornado em sua cabeça deixando tudo sempre mais leve. Dublin é assim. Uma cidade com, pelo menos, 5% de graduação alcoólica no ar.
E desse jeito, sempre meio alegre, se vai andando para todo lugar. Visita a fábrica da Guinness, a fábrica do Jameson, a fábrica do Bailleys. Compra uma camisa verde, com o trevo símbolo do país, tenta entender o celta, a língua deles de verdade, e se rende ao hambúrguer nada diferente do Supermac’s. De repente, você se vê irlandês. Não consegue sentir falta do sol, das mulatas, das pernas de fora. E se torna mais um. Começa a não gostar de espanhóis e ingleses cambaleantes, paisagem típica. Começa a ter um pouco de ciúmes de sua cidade, antes tranquila, mas agora invadida por turistas acidentais, aproveitando o preço baixo das coisas. Apesar de, para brasileiros, o “barato“ ainda ser em euro. Começa a ter o seu pub, aquele que você frequenta diariamente, nem que seu diariamente valha por apenas dois dias.
Entender esse local, essa cultura, faz parte de uma experiência maior. Parte do gosto pela cerveja, para o gosto pela música, sempre da melhor qualidade e em qualquer lugar. Seja nas ruas, onde artistas se apresentam em busca de trocados, seja nos restaurantes, onde a música ambiente passa longe da muzak, mas se aproxima maravilhosamente do que de melhor as Ilhas Britânicas têm para nos oferecer. Como Bowie, Beatles e Oasis, só para citar os mais conhecidos. Mas são os não conhecidos, aqui no Brasil, que mantêm o nível musical sempre próximo da perfeição. Claro, pode ser efeito da cerveja, que nos pubs é sempre intercalada com um shot de whiskey (com E mesmo). Ou pode ser o ótimo gosto que os danados realmente têm pela vida. Ou ainda o nacionalismo que emana de cada esquina e, muito diferente da patriotada americana, é simpático e convidativo.
É com essa leveza de espírito que Dublin se firma como uma cidade feita, principalmente, para amigos e para um ótimo bate-papo regado por sua estupenda cerveja e música. Só falta agora eles gritarem pentacampeão.
Corre o boato que os irlandeses são os brasileiros da Europa. Tirando a falta de jeito para o futebol, poderiam até ser mesmos. Têm um gosto muito particular para o sorriso, para a conversa e para o jeitão tropical de levar a vida numa boa. A Irlanda, amigos, não é um país sério, poderia dizer o General de Gaulle. Mas eles o são. Sérios principalmente quando o assunto é bebida. E eu, com uma pequena disfunção hepática recém diagnosticada, fui para lá lavar a alma antes de dar um tempo no etílico. Não poderia ter escolhido um lugar melhor. Em todo lugar que se olha, a rainha das cervejas está presente. E ela, ao contrário das nossas loiras geladas, é uma morena quente. Placas e pubs carregando a marca da Guinness existem aos borbotões, como se uma fonte inesgotável dessa maravilha estivesse no meio de uma praça, para os sortudos irlandeses. Enfeitiçando cada passo, tornando sua estada no lugar uma experiência inebriante. Um tornado em sua cabeça deixando tudo sempre mais leve. Dublin é assim. Uma cidade com, pelo menos, 5% de graduação alcoólica no ar.
E desse jeito, sempre meio alegre, se vai andando para todo lugar. Visita a fábrica da Guinness, a fábrica do Jameson, a fábrica do Bailleys. Compra uma camisa verde, com o trevo símbolo do país, tenta entender o celta, a língua deles de verdade, e se rende ao hambúrguer nada diferente do Supermac’s. De repente, você se vê irlandês. Não consegue sentir falta do sol, das mulatas, das pernas de fora. E se torna mais um. Começa a não gostar de espanhóis e ingleses cambaleantes, paisagem típica. Começa a ter um pouco de ciúmes de sua cidade, antes tranquila, mas agora invadida por turistas acidentais, aproveitando o preço baixo das coisas. Apesar de, para brasileiros, o “barato“ ainda ser em euro. Começa a ter o seu pub, aquele que você frequenta diariamente, nem que seu diariamente valha por apenas dois dias.
Entender esse local, essa cultura, faz parte de uma experiência maior. Parte do gosto pela cerveja, para o gosto pela música, sempre da melhor qualidade e em qualquer lugar. Seja nas ruas, onde artistas se apresentam em busca de trocados, seja nos restaurantes, onde a música ambiente passa longe da muzak, mas se aproxima maravilhosamente do que de melhor as Ilhas Britânicas têm para nos oferecer. Como Bowie, Beatles e Oasis, só para citar os mais conhecidos. Mas são os não conhecidos, aqui no Brasil, que mantêm o nível musical sempre próximo da perfeição. Claro, pode ser efeito da cerveja, que nos pubs é sempre intercalada com um shot de whiskey (com E mesmo). Ou pode ser o ótimo gosto que os danados realmente têm pela vida. Ou ainda o nacionalismo que emana de cada esquina e, muito diferente da patriotada americana, é simpático e convidativo.
É com essa leveza de espírito que Dublin se firma como uma cidade feita, principalmente, para amigos e para um ótimo bate-papo regado por sua estupenda cerveja e música. Só falta agora eles gritarem pentacampeão.
domingo, abril 02, 2006
Um pouco de Paris para variar. Esse aí é um pouquinho de mim, em frente ao Louvre.
para chegar lá é fácil. Pegue o metrô (se ele não estiver em greve) e salte na estaçào Concorde. É na Praça da Concórdia, em frente ao Obelisco do Napoleão(viram, nào é só o Rio que tem Obelisco do "Napoleão" César Maia).
A partir daí, entre nos Jardins Tulleries (ou algo assim) e ande. Mas ande mesmo, com vontade. Lá no final do lindo jardim tem o Louvre. E um pedacinho da minha cara.
hehehe
sexta-feira, março 31, 2006
Mais uma foto da viagem. Como o fotolog nào funciona...
Isso é na Normandia, em Longueville Sur Mer. Ou algo assim.
Eram 4 pillboxes (como eles chamam esses "bunkers para canhões"), todos com suas armas. Hoje em dia, só duas continuam lá. Enferrujadas, mas ainda assustadoras.
Esse daí disparava 6 tiros por minutos, era operado por dois soldados(um "navegador" que coordenava a direção do tiro e o puxador de gatilho), que eram revezados a cada 20 minutos, pois o barulho era tão intenso que depois desse tempo, os soldados começavam a ficar abalados e perdiam a "pontaria".
Lindo. Lindo.
quarta-feira, março 29, 2006
pronto. acabou.
Estou em casa, descansado, ainda um pouco torto por causa do fuso horario e da micro cadeira da Air France.
Os ultimos dias foram de compras intensas. hehehe
vimos qu4e Paris é muito caro, comparado até com Londres e suas libras fabulosas. E Paris realmente é uma beleza de cidade. O que estraga ela é quem mora lá. Nào que os franceses sejam desrespeitosos ou rudes como disseram. Longe disso, todos eles foram muito legais e, se não amistosos, eram diretos. Mas nunca os achei grossos, em geral.
Turista é o que faz Paris andar. tudo é para eles. A quantidade de lojas com souvenirs não está no gibi. Tem de tudo, desde imã de geladeira a bijuteria.
Bom, a viagem de volta foi tranquila. Mas fiquei algo em torno de 29 horas sem um banho, de um lado para o outro. Não dá para aguentar. mesmo. Chegamos em Vix, fomos direto pro chuveiro. Depois abrimos as malas e tentamos arrumar a confusão de coisas. Tinha lembrancinha que nem eu lembrava. hahaha
***
resumindo, a viagem foi assim:
Saimos de Vitoria de manha, rumo a Sao Paulo. Troca de aeroportos e espera de mais de 8 horas. Embarque para Paris, finalmente. Viagem tranquila. Com direito a filme indicado pro Oscar e tudo mais. Chegamos a Paris debaixo de chuva. Mudamos de terminal e fomos para Dublin, direto. Sem nem pensar em ver nada de Paris.
Dublin tem um aeroportio bonitinho. A cidade toda é bonitinha, sabem. Nada que dê aquela embasbacação para turista, mas que valeu cada segundo para mim (pombas, é A casa da Guinness). Muitas atrações legais para se ver, coisas legais para se fazer e uma chuvinha que teimava em cair quase todo dia na hora do almoço. Primeiras cervejas? Guinness e Newcastle Brown Ale.
visitamos uma prisão, uma loja de roupas, a Tower records, andamos por quase toda a cidade e nos perdemos faltando 15 minutos para fechar a entrada da fábrica da Guinness. Chegamos a tempo, visitamos as instalações sagradas,bebemos vendo Dublin por inteira. Fomos ao Museu de Arte Moderna. Lindo o museu. As exposições legais, mas nem tanto. Fomos a uma prisão do começo do século. História Irlandesa. Pubs e Pubs. Tentamos nos fazer entender: impossível. Irlandeses não falam inglês. AQUILO não pode ser inglês. Andamos por ruas onde bandas tocavam, onde turistas se esbarravam, onde escoceses invadiam cada bar, fazendo algazarra e tocando gaita de foles (isso aconteceu MESMO). Era um jogo da liga das seis nações de Rugbi. É, também NUNCA ouvi falar. Mas enfim, valeu pra sentir que os escoceses tocam o horror mesmo. Comprinhas de discos, comprinhas de copisas, comprinhas e comprinhas. Mas não muito, porque a viagem está só ocmeçando e precisamos poupar o dinheiro. Claro, claro.
Entào, vamos para Londres? vamos. Mas e a imigraçào? acho que vai dar tudo certo, nào deu?!
Ué, sem imigraçào?! Sim. De Dublin p/ Londres, via Stansted não teve imigração. Andamos num avião de plástico. Cadeiras de plástico, água a 2 euros, chá com leite. Bem-vindo à Ryanair. Stansted agora, longe da cidade. Olha o trem. Olha a neve. NEVE?!
é. lá fora. Nào dá pra ver direito, nào dá pra tocar direito. mas é neve, tá.
Londres. Liverpool Street Station. Meu Deus e agora?!
Fernanda vem em nosso socorro. Somos resgatados, compramos nossos passes e viva Londres. Festa de chegada, pub. Não tantos como na Irlanda. Não tão clássicos como na Irlanda. Em vez de um corredor onde tudo é meio apertado,meio escuro, em Londres, os pubs sào maiores. Coisa de cidade grande. Hum... pode fumar em Londres. Em Dublin era proibido. Tinha sempre um no frio fumando. Em londres fico fedendo a cigarro. Tudo bem, desce mais uma. Quero aquela dourada. Nào é cerveja? é cidra? Então é ela mesma. Champagne doce. Gostosa a danada, pesada a danada. Todos alegres a cantar. Que tal subirmos pro segundo andar?
Ainda é nossa primeira noite? Segundo andar tem uma festa de 21 anos... Deixa, lá tem DJ. Toca Oasis, Blur, Pulp, Arctic Monkeys e todos parecem conhecer essas coisas. As inglesas bebem e ficam completamente loucas. Dizem que é daí pra cama. Boa idéia. Vamos embora que amanha ainda é só o segundo dia.
Vamos pra Picadilly Circus. Olha a fonte. Olha o Burguer King, olha a ....
MEU DEUS. Olha a Virgin!!!
Entra, entra, vamos entrar!!
Rock/pop. é isso que sou em Londres.
Independente. é isso que sou em Paris.
Bêbado. É o que sou na Irlanda.
andar, andar, andar. Olha a roda gigante. Gigante mesmo. Ah, é London Eye.
E esse Big Ben, todo pomposo, do lado desse parlamento metido a besta?!
Vamos andar que o dia tá frio. Parada pra um chá, sempre com leite (acostumei, gostei). Frio, que frio. O Imperial War Museum é aqui perto. Vamos lá?
Fomos e passamos a tarde toda. E ainda faltou dois andares. esse é meu Louvre. Experiencias em trincheiras (WWI) e durante um bombardeio em Londres (WWII).
Precisa mais? Precisar não precisava, mas ainda teve milhares de outras coisas. Notting Hill, Portobello road, Camden Town (e o momento de loucura com CDs e botas), Carnaby Street, Hampton Court, Abbey Road, Hyde Park, Chelsea, Buckingham, tudo, quase tudo. Cadê o curry? Hum, esse é o restaurante indiano. Muita, mas muita pimenta. Quase nenhum sal. Cerveja Cobra. Indiana. Legal.
Temos mesmo que ir? tava tão legal. Todos tão legais com a gente. Impossível descrever todos os dias, todas as horas, todas as coisas. Desde a maçã no parque ao Kit Kat pelas ruas depois de algumas horas de andadas. Entra no metrô, pega o ônibus, salta no segundo ponto. Mind the gap, mind the gap. This train terminates at Willesden Green!
Vôo, Paris. Carro, estrada, pedágio. Roda, roda. tem hotel? cade hotel? come aqui? come ali? ta tarde. Ufa. Olha o Hotel ali. Vamos comer Kebab. sanduiche arabe de carneiro ou frango com molho de alho, cebola, tomate, alface...
dormir. Achamos o outro hotel. Fórmula 1!
Barato do lado de um supermercado.
Perto do Memorial da Paz. Vamos a ele? lindo, lindo. mais WWII. Agora, aqui. Do lado. Amanhà tem passeio. Olha a lojinha do museu. Meu Deus!
De volta para o Hotel, ao lado do supermercado.
É hoje!
Vinho, quiejo, croissant. Que noite. amanhã não como.
comi. chocolates, biscoitos, madalenas... vinho, cerveja belga. Fotos, fotos.
Um dia na Normandia. Andamos de carro, sofremos com o frio. Mas nenhum tiro foi disparado. Bom. Ótimo. Ainda tem ficha para cair. Queria mais. Mais tudo. Tudo de novo.
Vamos para Paris hoje? Vou dirigir pelas auto-estradas de lá. 130 por hora o tempo todo. E dentro dos limites permitidos por lei. Sem multa, 20 euros de pedágio. Disquinhos no som. Paris. Trem, metrô, mendigos, manifestaçào (uma, pequenininha, na estaçào de metrô). Desbunde. Louvre. Mona Lisa. Torre, pânico a sei lá quantos metros do chào. Parque, Darth Vader, exposição Star Wars, Yoda. Praças, várias delas, de todos os fomatos, de todos os tamanhos. Água benta em Notre Dame. Em Magdalena. Em Sacre Coeur. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém.
Obeliscos, estátuas, muito dourado nas estátuas. Lugar pobre, lugar rico. Gente que olha. Gente que vê. Escadas, escadas everywhere. 15graus C. Quente, né?
Andar a toa, totalmente a toa. Comer baguete de suvaco. Sandwiche baguette thon, oeuf et crudités. Meu mil folhas com bastante creme, por favor. Últimas guinness, elephants, desperados, Kronenburg, Amelie Poulin, vamos embora. Agora.
Tchau, que nào quero mais você, ingrata. Cidade estranha.
Quero tudo o que deixei pra trás. Uns acham que no Brasil, outros em Londres, talvez até Dublin. Mas não deixei nada pra trás, não. está tudo a frente. Sempre.
Até mais ver, minha gente.
Até mais ver.
Café? nào. Chá? Nào tem?
Estou em casa, descansado, ainda um pouco torto por causa do fuso horario e da micro cadeira da Air France.
Os ultimos dias foram de compras intensas. hehehe
vimos qu4e Paris é muito caro, comparado até com Londres e suas libras fabulosas. E Paris realmente é uma beleza de cidade. O que estraga ela é quem mora lá. Nào que os franceses sejam desrespeitosos ou rudes como disseram. Longe disso, todos eles foram muito legais e, se não amistosos, eram diretos. Mas nunca os achei grossos, em geral.
Turista é o que faz Paris andar. tudo é para eles. A quantidade de lojas com souvenirs não está no gibi. Tem de tudo, desde imã de geladeira a bijuteria.
Bom, a viagem de volta foi tranquila. Mas fiquei algo em torno de 29 horas sem um banho, de um lado para o outro. Não dá para aguentar. mesmo. Chegamos em Vix, fomos direto pro chuveiro. Depois abrimos as malas e tentamos arrumar a confusão de coisas. Tinha lembrancinha que nem eu lembrava. hahaha
***
resumindo, a viagem foi assim:
Saimos de Vitoria de manha, rumo a Sao Paulo. Troca de aeroportos e espera de mais de 8 horas. Embarque para Paris, finalmente. Viagem tranquila. Com direito a filme indicado pro Oscar e tudo mais. Chegamos a Paris debaixo de chuva. Mudamos de terminal e fomos para Dublin, direto. Sem nem pensar em ver nada de Paris.
Dublin tem um aeroportio bonitinho. A cidade toda é bonitinha, sabem. Nada que dê aquela embasbacação para turista, mas que valeu cada segundo para mim (pombas, é A casa da Guinness). Muitas atrações legais para se ver, coisas legais para se fazer e uma chuvinha que teimava em cair quase todo dia na hora do almoço. Primeiras cervejas? Guinness e Newcastle Brown Ale.
visitamos uma prisão, uma loja de roupas, a Tower records, andamos por quase toda a cidade e nos perdemos faltando 15 minutos para fechar a entrada da fábrica da Guinness. Chegamos a tempo, visitamos as instalações sagradas,bebemos vendo Dublin por inteira. Fomos ao Museu de Arte Moderna. Lindo o museu. As exposições legais, mas nem tanto. Fomos a uma prisão do começo do século. História Irlandesa. Pubs e Pubs. Tentamos nos fazer entender: impossível. Irlandeses não falam inglês. AQUILO não pode ser inglês. Andamos por ruas onde bandas tocavam, onde turistas se esbarravam, onde escoceses invadiam cada bar, fazendo algazarra e tocando gaita de foles (isso aconteceu MESMO). Era um jogo da liga das seis nações de Rugbi. É, também NUNCA ouvi falar. Mas enfim, valeu pra sentir que os escoceses tocam o horror mesmo. Comprinhas de discos, comprinhas de copisas, comprinhas e comprinhas. Mas não muito, porque a viagem está só ocmeçando e precisamos poupar o dinheiro. Claro, claro.
Entào, vamos para Londres? vamos. Mas e a imigraçào? acho que vai dar tudo certo, nào deu?!
Ué, sem imigraçào?! Sim. De Dublin p/ Londres, via Stansted não teve imigração. Andamos num avião de plástico. Cadeiras de plástico, água a 2 euros, chá com leite. Bem-vindo à Ryanair. Stansted agora, longe da cidade. Olha o trem. Olha a neve. NEVE?!
é. lá fora. Nào dá pra ver direito, nào dá pra tocar direito. mas é neve, tá.
Londres. Liverpool Street Station. Meu Deus e agora?!
Fernanda vem em nosso socorro. Somos resgatados, compramos nossos passes e viva Londres. Festa de chegada, pub. Não tantos como na Irlanda. Não tão clássicos como na Irlanda. Em vez de um corredor onde tudo é meio apertado,meio escuro, em Londres, os pubs sào maiores. Coisa de cidade grande. Hum... pode fumar em Londres. Em Dublin era proibido. Tinha sempre um no frio fumando. Em londres fico fedendo a cigarro. Tudo bem, desce mais uma. Quero aquela dourada. Nào é cerveja? é cidra? Então é ela mesma. Champagne doce. Gostosa a danada, pesada a danada. Todos alegres a cantar. Que tal subirmos pro segundo andar?
Ainda é nossa primeira noite? Segundo andar tem uma festa de 21 anos... Deixa, lá tem DJ. Toca Oasis, Blur, Pulp, Arctic Monkeys e todos parecem conhecer essas coisas. As inglesas bebem e ficam completamente loucas. Dizem que é daí pra cama. Boa idéia. Vamos embora que amanha ainda é só o segundo dia.
Vamos pra Picadilly Circus. Olha a fonte. Olha o Burguer King, olha a ....
MEU DEUS. Olha a Virgin!!!
Entra, entra, vamos entrar!!
Rock/pop. é isso que sou em Londres.
Independente. é isso que sou em Paris.
Bêbado. É o que sou na Irlanda.
andar, andar, andar. Olha a roda gigante. Gigante mesmo. Ah, é London Eye.
E esse Big Ben, todo pomposo, do lado desse parlamento metido a besta?!
Vamos andar que o dia tá frio. Parada pra um chá, sempre com leite (acostumei, gostei). Frio, que frio. O Imperial War Museum é aqui perto. Vamos lá?
Fomos e passamos a tarde toda. E ainda faltou dois andares. esse é meu Louvre. Experiencias em trincheiras (WWI) e durante um bombardeio em Londres (WWII).
Precisa mais? Precisar não precisava, mas ainda teve milhares de outras coisas. Notting Hill, Portobello road, Camden Town (e o momento de loucura com CDs e botas), Carnaby Street, Hampton Court, Abbey Road, Hyde Park, Chelsea, Buckingham, tudo, quase tudo. Cadê o curry? Hum, esse é o restaurante indiano. Muita, mas muita pimenta. Quase nenhum sal. Cerveja Cobra. Indiana. Legal.
Temos mesmo que ir? tava tão legal. Todos tão legais com a gente. Impossível descrever todos os dias, todas as horas, todas as coisas. Desde a maçã no parque ao Kit Kat pelas ruas depois de algumas horas de andadas. Entra no metrô, pega o ônibus, salta no segundo ponto. Mind the gap, mind the gap. This train terminates at Willesden Green!
Vôo, Paris. Carro, estrada, pedágio. Roda, roda. tem hotel? cade hotel? come aqui? come ali? ta tarde. Ufa. Olha o Hotel ali. Vamos comer Kebab. sanduiche arabe de carneiro ou frango com molho de alho, cebola, tomate, alface...
dormir. Achamos o outro hotel. Fórmula 1!
Barato do lado de um supermercado.
Perto do Memorial da Paz. Vamos a ele? lindo, lindo. mais WWII. Agora, aqui. Do lado. Amanhà tem passeio. Olha a lojinha do museu. Meu Deus!
De volta para o Hotel, ao lado do supermercado.
É hoje!
Vinho, quiejo, croissant. Que noite. amanhã não como.
comi. chocolates, biscoitos, madalenas... vinho, cerveja belga. Fotos, fotos.
Um dia na Normandia. Andamos de carro, sofremos com o frio. Mas nenhum tiro foi disparado. Bom. Ótimo. Ainda tem ficha para cair. Queria mais. Mais tudo. Tudo de novo.
Vamos para Paris hoje? Vou dirigir pelas auto-estradas de lá. 130 por hora o tempo todo. E dentro dos limites permitidos por lei. Sem multa, 20 euros de pedágio. Disquinhos no som. Paris. Trem, metrô, mendigos, manifestaçào (uma, pequenininha, na estaçào de metrô). Desbunde. Louvre. Mona Lisa. Torre, pânico a sei lá quantos metros do chào. Parque, Darth Vader, exposição Star Wars, Yoda. Praças, várias delas, de todos os fomatos, de todos os tamanhos. Água benta em Notre Dame. Em Magdalena. Em Sacre Coeur. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém.
Obeliscos, estátuas, muito dourado nas estátuas. Lugar pobre, lugar rico. Gente que olha. Gente que vê. Escadas, escadas everywhere. 15graus C. Quente, né?
Andar a toa, totalmente a toa. Comer baguete de suvaco. Sandwiche baguette thon, oeuf et crudités. Meu mil folhas com bastante creme, por favor. Últimas guinness, elephants, desperados, Kronenburg, Amelie Poulin, vamos embora. Agora.
Tchau, que nào quero mais você, ingrata. Cidade estranha.
Quero tudo o que deixei pra trás. Uns acham que no Brasil, outros em Londres, talvez até Dublin. Mas não deixei nada pra trás, não. está tudo a frente. Sempre.
Até mais ver, minha gente.
Até mais ver.
Café? nào. Chá? Nào tem?
sábado, março 25, 2006
ooooooooooooooooi.
paris dia - andar e subir escadas.
paris noite - guinness e internet
***
historias engracadas da viagem.
Eu, bem feliz aqui no Macdonalds de Paris, tentando arranhar um frances medonho (depois mostro pra voces) e o caixa me disse, pode falar em ingles (disse em ingles, obvio). Pronto, eu, todo cheio de confianca fui e mandei:
"EU QUERO UM ECSBURGUER!!!"
CARALHO... traduzi xburguer ao pe da letra. Foi ridiculo... o cara olhou pra mim, eu olhei pra ele, uma mulher atras de mim riu e eu tive que rir junto.
depois pedi o cheeseburguer, mas o estrago ja estava feito. hahahaha
ainda volto pra la e peco um LE big mac, em frances mesmo, so pra tirar onda.
***
E na torre Eiffel, eu falando pra Lu:
"como eh que se diz TOP FLOOR em ingles mesmo?"
***
E a passagem subterranea aqui em Paris, que levava da Place Vendome ate a Opera? (so pra constar, eh um baita pedaco de chao). Como estava chovendo, pensamos, nos demos bem. E entramos no tal subterraneo. Acreditem, era so a entrada para o estacionamento da cidade. Nada de tunel subterraneo para turistas fugirem da chuva.
hahahahah
***
Essa ainda nao contei. Nosso ultimo albergue tem uns seis andares. ficamos no quarto andar. Adivinhem? nao tem elevador. Eh uma escada sinistra. faz o coracao querer pular boca afora.Imaginem subir isso depois de andar 1 dia inteiro (inteiro mesmo, pelo menos umas 8 horas). Eh demais. Ate emagreceria se nao fosse pelas cervejas... Mas deixa que ai no Brasil faco o trabalho sujo de deixar a loira (aqui eh morena) de lado. Claro, depois de fazer varias festas de boas-vindas, regadas ao que o Brasil tem de melhor (brahma, mesmo!!)
hahaha
***
Bom, la se foi o tempo. bjos pra todos.
paris dia - andar e subir escadas.
paris noite - guinness e internet
***
historias engracadas da viagem.
Eu, bem feliz aqui no Macdonalds de Paris, tentando arranhar um frances medonho (depois mostro pra voces) e o caixa me disse, pode falar em ingles (disse em ingles, obvio). Pronto, eu, todo cheio de confianca fui e mandei:
"EU QUERO UM ECSBURGUER!!!"
CARALHO... traduzi xburguer ao pe da letra. Foi ridiculo... o cara olhou pra mim, eu olhei pra ele, uma mulher atras de mim riu e eu tive que rir junto.
depois pedi o cheeseburguer, mas o estrago ja estava feito. hahahaha
ainda volto pra la e peco um LE big mac, em frances mesmo, so pra tirar onda.
***
E na torre Eiffel, eu falando pra Lu:
"como eh que se diz TOP FLOOR em ingles mesmo?"
***
E a passagem subterranea aqui em Paris, que levava da Place Vendome ate a Opera? (so pra constar, eh um baita pedaco de chao). Como estava chovendo, pensamos, nos demos bem. E entramos no tal subterraneo. Acreditem, era so a entrada para o estacionamento da cidade. Nada de tunel subterraneo para turistas fugirem da chuva.
hahahahah
***
Essa ainda nao contei. Nosso ultimo albergue tem uns seis andares. ficamos no quarto andar. Adivinhem? nao tem elevador. Eh uma escada sinistra. faz o coracao querer pular boca afora.Imaginem subir isso depois de andar 1 dia inteiro (inteiro mesmo, pelo menos umas 8 horas). Eh demais. Ate emagreceria se nao fosse pelas cervejas... Mas deixa que ai no Brasil faco o trabalho sujo de deixar a loira (aqui eh morena) de lado. Claro, depois de fazer varias festas de boas-vindas, regadas ao que o Brasil tem de melhor (brahma, mesmo!!)
hahaha
***
Bom, la se foi o tempo. bjos pra todos.
sexta-feira, março 24, 2006
ei...
como a audiencia ta boa, vou escrever de novo.
Na verdade, eh a saudade apertando de verdade. e a internet e os comentarios de voces eh como um abraco, um aperto de mao, um momentinho de convivencia com todo mundo que amo de verdade.
Eh, vou parar de beber guinness na frente do computador.
hahahaha
***
A internet eh meio cara aqui no albergue. Mas ta tudo bem.
Hoje lembrei o nome da cerveja tcheca eh Staropramen.
E provei uma mais ou menos (bem forte, com 7.2%) da Carlsberg. O nome dela eh ELEFANTE!!!
HAHAHAHA
tudo a ver.
***
O Jantar foi comida vietnamita. Uma mistureba de sabores. Salgado, meio doce, meio apimentado. Almoco?
AH, foi uma baguete la no Louvre.
LOUVRE?!?!?
Eh sim senhores.
O maior museu do mundo deu uma canseira em mim e na Lu. Lembrava da minha Tia BT o tempo todo. Estava la meio que por causa dela, de todo o tempo que ela gastou me colocando no mundo das artes. Vi a Mona Lisa, vi a Venus de Milo, vi o Codigo de Amurabi... Coisas de outro mundo. O museu eh lindo, MONSTRUOSO!! MUito grande. passamos 5 horas la dentro e nao vimos nada. Ainda faltaram pelo menos, metade das coisas para se ver.
Mais ou menos (bem pra menos) como o Memorial da Paz em Caen. CARALHO! que museu. eh 2 guerra na cabeca!!! O tempo todo, tipo pau dentro mesmo. E fizemos um passeio pelos principais pontos da Normandia. So uma palavra: fascinante.
Pode duas?
Assustador.
Milhares de fotos, filminhos, (valeu demais pela camera, Nana e Tourco), e bugingangas.
***
POr falar em bugingangas, depois do Louvre fomos na torre eiffel. Cara, sofri. Nao sabia que tinha medo de alturas. devo estar ficando velho mesmo.
Sempre adorei o pao de acucar, coisas altas e tal, mas de uns tempos pra ca, essas "aventuras" nao me descem. Fomos ao topo da danada (se tivesse como, colocava uma foto aqui).
Uma so coisa: Ivanilde, NUNCA va a Torre Eiffel.
tremi na base. Mas foi lindo demais. Eh um experiencia de verdade. daquelas de se levar para sempre. Como disse pra Lu hoje, antes de ver a Gioconda:
"voce sabe que as nossas vidas vao ser marcadas para sempre com essa experiencia. Eh antes e depois da Mona Lisa".
Dito e feito. Essa viagem marcou mesmo.
***
Outra coisa legal. Paris eh uma cidade cheia de igrejas, catedrais e afins. Estou ate me encontrando um pouco no meio de tanta fe (imaginem quando eu for ao vaticano). Mas serio, penso muito em familia, amigos, casa...
Nessas visitas, sempre eh hora de dar uma respirada e seguir adiante.
***
Metade do tempo ja foi e eu aqui... ai deve ser umas 6 da tarde. aqui umas dez da noite.
Vou ver como anda o Botafogo. Ah, por falar em Botafogo, hoje vi um cara com a camisa do Botafogo na saida do Louvre. Isso e um casaco da Inglaterra. Ia ate me achegar, bater um papo, mas o danado do Brasileiro se meteu a escalar uma parede dessas do lOuvre, cheias de partes pra se apoiar e bater uma foto la em cima.
E tome todo mundo olhando pra ele. Fiquei ate com vergonha. hahaha
Nem cheguei perto. E ainda tive que falar: Brasileiro, nao tem jeito.
hahahaha
Bom, tenho milhares de coisas pra falar, mas pouco tempo pra escrever. Eh isso, minha gente. terca-feira, la pelo meio-dia devo estar em casa. se alguem quiser me ver...
:)
Para o pessoal do Rio, logo logo, depois da minha chegada devo mandar um sedex com umas besteirinhas, ta?
voces merecem.
bjs a todos. To quase ai (eh, a saudade aperta de verdade!)
como a audiencia ta boa, vou escrever de novo.
Na verdade, eh a saudade apertando de verdade. e a internet e os comentarios de voces eh como um abraco, um aperto de mao, um momentinho de convivencia com todo mundo que amo de verdade.
Eh, vou parar de beber guinness na frente do computador.
hahahaha
***
A internet eh meio cara aqui no albergue. Mas ta tudo bem.
Hoje lembrei o nome da cerveja tcheca eh Staropramen.
E provei uma mais ou menos (bem forte, com 7.2%) da Carlsberg. O nome dela eh ELEFANTE!!!
HAHAHAHA
tudo a ver.
***
O Jantar foi comida vietnamita. Uma mistureba de sabores. Salgado, meio doce, meio apimentado. Almoco?
AH, foi uma baguete la no Louvre.
LOUVRE?!?!?
Eh sim senhores.
O maior museu do mundo deu uma canseira em mim e na Lu. Lembrava da minha Tia BT o tempo todo. Estava la meio que por causa dela, de todo o tempo que ela gastou me colocando no mundo das artes. Vi a Mona Lisa, vi a Venus de Milo, vi o Codigo de Amurabi... Coisas de outro mundo. O museu eh lindo, MONSTRUOSO!! MUito grande. passamos 5 horas la dentro e nao vimos nada. Ainda faltaram pelo menos, metade das coisas para se ver.
Mais ou menos (bem pra menos) como o Memorial da Paz em Caen. CARALHO! que museu. eh 2 guerra na cabeca!!! O tempo todo, tipo pau dentro mesmo. E fizemos um passeio pelos principais pontos da Normandia. So uma palavra: fascinante.
Pode duas?
Assustador.
Milhares de fotos, filminhos, (valeu demais pela camera, Nana e Tourco), e bugingangas.
***
POr falar em bugingangas, depois do Louvre fomos na torre eiffel. Cara, sofri. Nao sabia que tinha medo de alturas. devo estar ficando velho mesmo.
Sempre adorei o pao de acucar, coisas altas e tal, mas de uns tempos pra ca, essas "aventuras" nao me descem. Fomos ao topo da danada (se tivesse como, colocava uma foto aqui).
Uma so coisa: Ivanilde, NUNCA va a Torre Eiffel.
tremi na base. Mas foi lindo demais. Eh um experiencia de verdade. daquelas de se levar para sempre. Como disse pra Lu hoje, antes de ver a Gioconda:
"voce sabe que as nossas vidas vao ser marcadas para sempre com essa experiencia. Eh antes e depois da Mona Lisa".
Dito e feito. Essa viagem marcou mesmo.
***
Outra coisa legal. Paris eh uma cidade cheia de igrejas, catedrais e afins. Estou ate me encontrando um pouco no meio de tanta fe (imaginem quando eu for ao vaticano). Mas serio, penso muito em familia, amigos, casa...
Nessas visitas, sempre eh hora de dar uma respirada e seguir adiante.
***
Metade do tempo ja foi e eu aqui... ai deve ser umas 6 da tarde. aqui umas dez da noite.
Vou ver como anda o Botafogo. Ah, por falar em Botafogo, hoje vi um cara com a camisa do Botafogo na saida do Louvre. Isso e um casaco da Inglaterra. Ia ate me achegar, bater um papo, mas o danado do Brasileiro se meteu a escalar uma parede dessas do lOuvre, cheias de partes pra se apoiar e bater uma foto la em cima.
E tome todo mundo olhando pra ele. Fiquei ate com vergonha. hahaha
Nem cheguei perto. E ainda tive que falar: Brasileiro, nao tem jeito.
hahahaha
Bom, tenho milhares de coisas pra falar, mas pouco tempo pra escrever. Eh isso, minha gente. terca-feira, la pelo meio-dia devo estar em casa. se alguem quiser me ver...
:)
Para o pessoal do Rio, logo logo, depois da minha chegada devo mandar um sedex com umas besteirinhas, ta?
voces merecem.
bjs a todos. To quase ai (eh, a saudade aperta de verdade!)
quinta-feira, março 23, 2006
ei voces...
estou em Paris.Ja passei pela normandia, mas agora que nao tenho as facilidades de um computador na casa de uns amigos...
ja viram, ne... Nada de fotos.
Mas talvez seja melhor porque voces podem ver as imagens que quiserem em suas mentes.
Bom, vamos la...
Londres foi... Londres.
CIDER (cidra mesmo, mas irlandesa) aos montes, guinness aos borbotoes e muitas, mas muitas marcas de cerveja. Vamos escrever algumas delas para voces nao se esquecerem (nem eu, que vivo meio alto aqui. hahahahah)
Teve uma chamada Old Speckle Hen (que na verdade eh uma bitter, assim como a PIA, que tambem provei)
teve uma da republica tcheca chamada popularmente de Star, mas que se chama starpramonen, ou algo assim.
Teve a 1614, francesa, na vinda e aqui na franca, no MACDONALDS(sim, eles vendem cerveja no Macdonalds.)!!!
Teve a Cobra, uma indiana, teve Guinness, de todos os tipos e formatos e uma Skol, feita pela Carlsberg, chamada Super Skol, com uma graduacao de mais de 9%. Depois fiquei sabendo, era uma cerveja de bebados e desabrigados (mendigos, se preferirem).
Bom, comi comida indiana. Pelei a boca com a pimenta, mas ja sinto saudades dela.
COmi KEbab, o famoso churrasquinho turco de Sao Paulo, com aquele monte de carne num espetao enorme... meio esquema, mas da pra matar a fome. Fui na Virgin, varias vezes, na HMV, na Tower Records... e em cada lugar desses me lembrava de alguem e me sentia chateado por nao ter ganhado na mega-sena para comprar um baita presente para cada um. Mas tudo bem. tentarei levar um pouco dessa viagem para cada um de vcs.
Nem que seja vendo as fotos la em casa, tomando um vinho brasileiro, porque de vinho frances eu ja estou de saco cheio, e tambem custando so um euro, tinha que estar de saco cheio mesmo!!
HAHAHAHAHAHA
Sentindo o fim da viagem ali na frente, batendo na porta, comecei a correr atras de guinness mais loucamente.
Aconteceu aqui, agora, no albergue de Paris. Todos tomando vinho, fazendo carao, e eu abrindo sonoramente uma latinha de guinness e atraindo toda a atencao para mim. hahahaha
Hum...
Bom, prometo chegar logo ai.
Kalunga, hj, na Virgin de Champs Elises (sei la como se escreve essa porra), vi uma secao so de industrial GIGANTE. TInha tudo...
E a parte so de boxed sets? O caixaozinho do Misfits por miseros 80 euros?
ou TODOS os discos do VElvet Underground por 54 euros? ou ainda o Weird Tales of the Ramones (morra Paulinho) por 58 euros?
E olha que aqui em Paris o cd eh caro, viu...
Eh, acho que esta bom por hora. Londres eh cinza, toda igual o tempo todo. Paris tem cores, sujeira e parece muito o Rio. O clima aqui eh meio de guerra civil. Mas sem os traficantes e o exercito nas ruas.
Nota da Lu
(Mas ja estao produzindo os espertinhos e os pedintes de Salvador)
Um bom comeco de adaptacao para a volta ao Brasil. Ja temos espertinhos, pedintes, sujeira e pichacao. So falta o calor.
Mas isso eu deixo prai, com umas brahmas, pra gente deixar o papo rolar.
FUi
estou em Paris.Ja passei pela normandia, mas agora que nao tenho as facilidades de um computador na casa de uns amigos...
ja viram, ne... Nada de fotos.
Mas talvez seja melhor porque voces podem ver as imagens que quiserem em suas mentes.
Bom, vamos la...
Londres foi... Londres.
CIDER (cidra mesmo, mas irlandesa) aos montes, guinness aos borbotoes e muitas, mas muitas marcas de cerveja. Vamos escrever algumas delas para voces nao se esquecerem (nem eu, que vivo meio alto aqui. hahahahah)
Teve uma chamada Old Speckle Hen (que na verdade eh uma bitter, assim como a PIA, que tambem provei)
teve uma da republica tcheca chamada popularmente de Star, mas que se chama starpramonen, ou algo assim.
Teve a 1614, francesa, na vinda e aqui na franca, no MACDONALDS(sim, eles vendem cerveja no Macdonalds.)!!!
Teve a Cobra, uma indiana, teve Guinness, de todos os tipos e formatos e uma Skol, feita pela Carlsberg, chamada Super Skol, com uma graduacao de mais de 9%. Depois fiquei sabendo, era uma cerveja de bebados e desabrigados (mendigos, se preferirem).
Bom, comi comida indiana. Pelei a boca com a pimenta, mas ja sinto saudades dela.
COmi KEbab, o famoso churrasquinho turco de Sao Paulo, com aquele monte de carne num espetao enorme... meio esquema, mas da pra matar a fome. Fui na Virgin, varias vezes, na HMV, na Tower Records... e em cada lugar desses me lembrava de alguem e me sentia chateado por nao ter ganhado na mega-sena para comprar um baita presente para cada um. Mas tudo bem. tentarei levar um pouco dessa viagem para cada um de vcs.
Nem que seja vendo as fotos la em casa, tomando um vinho brasileiro, porque de vinho frances eu ja estou de saco cheio, e tambem custando so um euro, tinha que estar de saco cheio mesmo!!
HAHAHAHAHAHA
Sentindo o fim da viagem ali na frente, batendo na porta, comecei a correr atras de guinness mais loucamente.
Aconteceu aqui, agora, no albergue de Paris. Todos tomando vinho, fazendo carao, e eu abrindo sonoramente uma latinha de guinness e atraindo toda a atencao para mim. hahahaha
Hum...
Bom, prometo chegar logo ai.
Kalunga, hj, na Virgin de Champs Elises (sei la como se escreve essa porra), vi uma secao so de industrial GIGANTE. TInha tudo...
E a parte so de boxed sets? O caixaozinho do Misfits por miseros 80 euros?
ou TODOS os discos do VElvet Underground por 54 euros? ou ainda o Weird Tales of the Ramones (morra Paulinho) por 58 euros?
E olha que aqui em Paris o cd eh caro, viu...
Eh, acho que esta bom por hora. Londres eh cinza, toda igual o tempo todo. Paris tem cores, sujeira e parece muito o Rio. O clima aqui eh meio de guerra civil. Mas sem os traficantes e o exercito nas ruas.
Nota da Lu
(Mas ja estao produzindo os espertinhos e os pedintes de Salvador)
Um bom comeco de adaptacao para a volta ao Brasil. Ja temos espertinhos, pedintes, sujeira e pichacao. So falta o calor.
Mas isso eu deixo prai, com umas brahmas, pra gente deixar o papo rolar.
FUi
quinta-feira, março 16, 2006
oi. ainda em Londres. ate segunda. vendo bom dia Brasil da Record, na hora do almoco na Inglaterra.
Andando e bebendo por essa cidade. Comendo comida indiana, turca, polinesia, enfim, tudo menos comida inglesa. Existe comida inglesa?!?!
Bom, uma coisa muito maluca aqui sao os banheiros dos Pubs. Ontem fui em um chamado Cheers que era identico ao pub do seriado americano de mesmo nome. Fui ao banheiro e um cara la dentro, empregado do pub abriu a torneira, espirrou o sabao liquido na minha mao e me deu uma toalha de papel para enxugar a mao. So faltou balancar o bicho, mas ai seria demais.
Depois ficou com aquela cara de me da um dinheiro ai...
hahaha
Falei que nao percisava de nada daquilo e pedi desculpas.. Sou brasileiro. E ele...Roberto carlos, ronaldo, football... Ufa. salvei umas libras gracas ao nosso scretch nacional.
E o pior eh que tinha tic tac, milhares de perfumes diferentes e ainda pirulitos.
Imagina pagar e nao usar um perfume ou levar uns pirulitos pra casa. hahahaha
****
Chinatown tem uns letreiros bem bonitos. Mas sabe o que eh realmente estranho?
Ver uns patos assados inteiros pendurados nas vitrines dos restaurantes, junto com uns pedacos de carne, como se fosse um acougue.
***
Ah, e a pre-estreia de instinto selvagem 2, enquanto eu passava pela leicester square? Olha la, eh a Sharon Stone? Nao sei... Se ela cruzar a perna, da pra saber.
:)
***
Bom, tenho que ir encontrar a Luciana la no Brit Museum. De manha ela foi fazer o passeio a pe (o walk tour) dos Beatles. Eu fiquei em casa, tomando cha com leite e tentando me recuperar de uma dorzinha chata de garganta...
Beijos proces.
Andando e bebendo por essa cidade. Comendo comida indiana, turca, polinesia, enfim, tudo menos comida inglesa. Existe comida inglesa?!?!
Bom, uma coisa muito maluca aqui sao os banheiros dos Pubs. Ontem fui em um chamado Cheers que era identico ao pub do seriado americano de mesmo nome. Fui ao banheiro e um cara la dentro, empregado do pub abriu a torneira, espirrou o sabao liquido na minha mao e me deu uma toalha de papel para enxugar a mao. So faltou balancar o bicho, mas ai seria demais.
Depois ficou com aquela cara de me da um dinheiro ai...
hahaha
Falei que nao percisava de nada daquilo e pedi desculpas.. Sou brasileiro. E ele...Roberto carlos, ronaldo, football... Ufa. salvei umas libras gracas ao nosso scretch nacional.
E o pior eh que tinha tic tac, milhares de perfumes diferentes e ainda pirulitos.
Imagina pagar e nao usar um perfume ou levar uns pirulitos pra casa. hahahaha
****
Chinatown tem uns letreiros bem bonitos. Mas sabe o que eh realmente estranho?
Ver uns patos assados inteiros pendurados nas vitrines dos restaurantes, junto com uns pedacos de carne, como se fosse um acougue.
***
Ah, e a pre-estreia de instinto selvagem 2, enquanto eu passava pela leicester square? Olha la, eh a Sharon Stone? Nao sei... Se ela cruzar a perna, da pra saber.
:)
***
Bom, tenho que ir encontrar a Luciana la no Brit Museum. De manha ela foi fazer o passeio a pe (o walk tour) dos Beatles. Eu fiquei em casa, tomando cha com leite e tentando me recuperar de uma dorzinha chata de garganta...
Beijos proces.
segunda-feira, março 13, 2006
Paulinho, Dublin eh o pubs paradise.
esquece londres. QUer dizer, esquece, nao.
mas pra birita, dublin eh o que ha!
a unica diferenca eh a quantidade de marcas que existe em londres, nas lojinhas de conveniencia...
Mas os pubs de Dublin...
juro que vi a galera toda sentada la, umas tres vezes, enchendo a cara de Guinness e rindo pra caramba.
Somos todos irlandeses...
esquece londres. QUer dizer, esquece, nao.
mas pra birita, dublin eh o que ha!
a unica diferenca eh a quantidade de marcas que existe em londres, nas lojinhas de conveniencia...
Mas os pubs de Dublin...
juro que vi a galera toda sentada la, umas tres vezes, enchendo a cara de Guinness e rindo pra caramba.
Somos todos irlandeses...
domingo, março 12, 2006
ei, ei, ei.
to em Londres.
E dai, ne?
dai nada. E legal, bonito, frio, cinza e so toca musica boa. coisa que percebi desde Dublin. Cidade, alias, que mora no meu coracao. Sou irlandes de coracao pra sempre. Se querem saber, mais ate do que ingles. hahaha
Mas tenho mais 8 dias deLondres. E muitas aguas vao rolar.
Quanto a musica, eh coisa boa o tempo todo, na radio, nos pubs, na rua (isso mesmo, no meio da rua)... So para vcs saberem, Johnny Cash aqui eh rei. Eh o momento dele. Ele esta em primeiro lugar nos discos mais vendidos e em Dublin aconteceu de uma banda tocar, em um pub, uma musica dele no meio de umas musicas celtas/rock.
Foi um momento. Uma guinness na mao, Johnny Cash sendo tocado, na Tv do Pub, um belo jogo da Copa dos campeoes numa tela de plasma...
Imaginem se isso nao poderia ser identico para todo o resto da minha vida?
***
Bom, Guinness ja e uma constante. Eh todo dia. toda hora. Tomo cerveja todo dia. Hoje foi uma Stella Artois. Amanha, uma Becks, depois uma fosters ou uma Newcastle Brown Castle...
Sao tantas marcas que so morando aqui mesmo.Ai meu figado. Depois de 3 dias em Dublin descobri que nao tinha bebido agua. So cerveja e cafe/cha/chocolate quente.
Ai, pra matar a vontade, matei logo uma garrafinha de agua.
***
shows?
pode escolher.
Tem Black Crowes, tem The Animals, tem Buzzcocks, tem Liars, tem Dead 60's, tem milhares de coisas o tempo todo. Afinal, Londres ferve de verdade. Tem tudo pra se fazer o tempo todo. E tem uma tal de Cider (nossa sidra dai, acrescida de um know how europeu) que eh do cacete. Desce igual agua... E os whiskys?
Uma garrafa de BLACK? 30 euros. Uma de Daniel's? 16 libras...
***
Virgin Megastore hoje. Nunca me senti tao oprimido em minha vida. Tudo, ou quase tudo, para comprar. O Nowhere do Ride, so 5 libras. E esse eh so um dos classicos que aparecem por aqui o tempo todo de bobeira, por esses precinhos ridiculos pros caras daqui. Mas que pra gente eh caro pacas...
um Ipod 60 Gb,video, e tudo mais? 299 libras.
Agora imagina um Ipod desses a 299 reais ai no Brasil?
putz...
Mas o mundo ainda nao eh perfeito.
***
Saudades das cores do Brasil. De verdade. Da comida colorida, dos produtos, do nosso pao (acredite, nosso pao de forma da de 10 a zero nos daqui...).
Para constar: Londres eh um lugar para se trabalhar (muito) c0mprar tudo, ver todos os shows e sei la, conhecer o mundo todo. Londres - NY? 250 libras.
Londres - Dublin? 20 libras...
Coisas para se pensar...
Bom, preciso ir dormir.
Fotos?
www.fotolog.com/craddie
to em Londres.
E dai, ne?
dai nada. E legal, bonito, frio, cinza e so toca musica boa. coisa que percebi desde Dublin. Cidade, alias, que mora no meu coracao. Sou irlandes de coracao pra sempre. Se querem saber, mais ate do que ingles. hahaha
Mas tenho mais 8 dias deLondres. E muitas aguas vao rolar.
Quanto a musica, eh coisa boa o tempo todo, na radio, nos pubs, na rua (isso mesmo, no meio da rua)... So para vcs saberem, Johnny Cash aqui eh rei. Eh o momento dele. Ele esta em primeiro lugar nos discos mais vendidos e em Dublin aconteceu de uma banda tocar, em um pub, uma musica dele no meio de umas musicas celtas/rock.
Foi um momento. Uma guinness na mao, Johnny Cash sendo tocado, na Tv do Pub, um belo jogo da Copa dos campeoes numa tela de plasma...
Imaginem se isso nao poderia ser identico para todo o resto da minha vida?
***
Bom, Guinness ja e uma constante. Eh todo dia. toda hora. Tomo cerveja todo dia. Hoje foi uma Stella Artois. Amanha, uma Becks, depois uma fosters ou uma Newcastle Brown Castle...
Sao tantas marcas que so morando aqui mesmo.Ai meu figado. Depois de 3 dias em Dublin descobri que nao tinha bebido agua. So cerveja e cafe/cha/chocolate quente.
Ai, pra matar a vontade, matei logo uma garrafinha de agua.
***
shows?
pode escolher.
Tem Black Crowes, tem The Animals, tem Buzzcocks, tem Liars, tem Dead 60's, tem milhares de coisas o tempo todo. Afinal, Londres ferve de verdade. Tem tudo pra se fazer o tempo todo. E tem uma tal de Cider (nossa sidra dai, acrescida de um know how europeu) que eh do cacete. Desce igual agua... E os whiskys?
Uma garrafa de BLACK? 30 euros. Uma de Daniel's? 16 libras...
***
Virgin Megastore hoje. Nunca me senti tao oprimido em minha vida. Tudo, ou quase tudo, para comprar. O Nowhere do Ride, so 5 libras. E esse eh so um dos classicos que aparecem por aqui o tempo todo de bobeira, por esses precinhos ridiculos pros caras daqui. Mas que pra gente eh caro pacas...
um Ipod 60 Gb,video, e tudo mais? 299 libras.
Agora imagina um Ipod desses a 299 reais ai no Brasil?
putz...
Mas o mundo ainda nao eh perfeito.
***
Saudades das cores do Brasil. De verdade. Da comida colorida, dos produtos, do nosso pao (acredite, nosso pao de forma da de 10 a zero nos daqui...).
Para constar: Londres eh um lugar para se trabalhar (muito) c0mprar tudo, ver todos os shows e sei la, conhecer o mundo todo. Londres - NY? 250 libras.
Londres - Dublin? 20 libras...
Coisas para se pensar...
Bom, preciso ir dormir.
Fotos?
www.fotolog.com/craddie
quinta-feira, março 09, 2006
ei, pouco mais de 5 minutos no web cafe de dublin, sem acento!
continuem me visitando, quye sempre que puder vou escrever aqui alguma coisa.
Dublin e pequena, bonitinha, fria (em todos os sentidos) e bebada!
O albergue nao e nada demais mas por 13 euros a diaria com cafe da manha esta tranquilo.
2 francesas, 2 ingleses e deus sabe mais o que estao la no quarto!!!
se quiserem saber mais detalhes, visitem o blog da Lu que escreveu bem mais que eu!!
o endereco e psicodog3.blogspot.com
bjos proces!!
continuem me visitando, quye sempre que puder vou escrever aqui alguma coisa.
Dublin e pequena, bonitinha, fria (em todos os sentidos) e bebada!
O albergue nao e nada demais mas por 13 euros a diaria com cafe da manha esta tranquilo.
2 francesas, 2 ingleses e deus sabe mais o que estao la no quarto!!!
se quiserem saber mais detalhes, visitem o blog da Lu que escreveu bem mais que eu!!
o endereco e psicodog3.blogspot.com
bjos proces!!
terça-feira, março 07, 2006
ei,estou aqui.
Calma, Guarulhos ainda, esperando dar a hora de colocar as malas pra dentro do avião.
A viagem, de vix pra SP, foi tranquila.
Como não ganhei a promoção da ESPN, volto no dia marcado mesmo. hahahaha
Sem muitas notícias ainda. sem fotos. Quer dizer, duas fotos, mas nem dá pra colocar.
AINDA.
bjos
Calma, Guarulhos ainda, esperando dar a hora de colocar as malas pra dentro do avião.
A viagem, de vix pra SP, foi tranquila.
Como não ganhei a promoção da ESPN, volto no dia marcado mesmo. hahahaha
Sem muitas notícias ainda. sem fotos. Quer dizer, duas fotos, mas nem dá pra colocar.
AINDA.
bjos
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
The Past and Pending (The Shins)
As someone sets light to the first fire of autumn
We settle down to cut ourselves apart.
Cough and twitch from the news on your face
And some foreign candle burning in your eyes
Held to the past too aware of the pending
Chill as the dawn breaks and finds us up for sale.
Enter the fog another low road descending
Away from the cold lust, you house and summertime.
Blind to the last cursed affair pistols and countless eyes
A trail of white blood betrays the reckless route your craft is running
Feed till the sun turns into wood dousing an ancient torch
Loiter the whole day through and lose yourself in lines dissecting love.
Your name on my cast and my notes on your stay
Offer me little but doting on a crime.
We've turned every stone and for all our inventions
In matters of love loss, we've no recourse at all.
Blind to the last cursed affair pistols and countless eyes
A trail of white blood betrays the reckless route your craft is running
Feed till the sun turns into wood dousing an ancient torch
Loiter the whole day through and lose yourself in lines dissecting love.
As someone sets light to the first fire of autumn
We settle down to cut ourselves apart.
Cough and twitch from the news on your face
And some foreign candle burning in your eyes
Held to the past too aware of the pending
Chill as the dawn breaks and finds us up for sale.
Enter the fog another low road descending
Away from the cold lust, you house and summertime.
Blind to the last cursed affair pistols and countless eyes
A trail of white blood betrays the reckless route your craft is running
Feed till the sun turns into wood dousing an ancient torch
Loiter the whole day through and lose yourself in lines dissecting love.
Your name on my cast and my notes on your stay
Offer me little but doting on a crime.
We've turned every stone and for all our inventions
In matters of love loss, we've no recourse at all.
Blind to the last cursed affair pistols and countless eyes
A trail of white blood betrays the reckless route your craft is running
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Loiter the whole day through and lose yourself in lines dissecting love.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
domingo, dezembro 25, 2005
Uma paixão:
O time que tinha Didi, Amarildo e Zagallo, mas só era campeão porque o ônibus entrava de ré no maracanã;
O time de grandes ídolos que nunca foram campeões (Mendonça, Heleno, Alemão, Dirceu, Marinho Chagas, entre outros);
O time que viu o Vasco dar volta olímpica com uma caravela na cabeça, para depois perder o título, no campo e no tapetão (1990);
O time que impediu o flamengo de ganhar o único título que faltou em 1981 (o brasileiro);
O time daquelas horrorosas e lindas meias cinzas;
O time das estrelinhas amarelas que sumiram no novo milênio;
O time do Mendonça, que jogava de camisa 8 e short 13, para dar sorte;
O time da gemada do Carlito Rocha;
O time campeão carioca de 1997, em cima do Vasco, futuro campeão brasileiro daquele ano;
O time campeão carioca de 1989, em cima dos futuros tetra-campeões mundiais (Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e Bebeto), mais o Zico e o Telê;
O time que, apesar de grande, não tem um lateral-esquerdo decente desde Rodrigues Neto (1978);
O time do Mané e seu compadre Nilton;
O time da vitória dos reservas sobre o flamengo de Romário e Sávio;
O time que atropelou o expresso da vitória do Vasco, em 1948;
O time dos 100 mil contra o Juventude, uma tragédia anunciada, a cara do clube;
O time dos meninos do Largo dos Leões;
O time daqueles que choram de alegria e riem da própria desgraça;
O time que tinha Garrincha, mas foi campeão carioca de 1962 porque jogou com camisas de mangas compridas em dezembro, para dar sorte;
O time recordista brasileiro de jogos invictos (52 jogos, entre 1977 e 1978, o time do camburão);
O time recordista de jogos invictos em campeonatos brasileiros (42 jogos, entre 1977 e 1978);
O time de maior número de jogadores cedidos à seleção brasileira em todas as copas;
O time tetra na década de 30;
O time da torcida de massa .... cinzenta! Olavo Bilac, Vinícius, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Clarice Lispector, Glauber Rocha, entre outros. Que linha!
O time do Túlio Maravilha, fanfarrão, debochado e, acima de tudo, herói;
O time de tantos craques;
O time do pênalti defendido pelo Max contra o Náutico na série B (2003);
O time de Paulinho Valentim e dos 6 x 2 no pó-de-arroz (1957);
O time de Sério Manoel, mais herói em 1999 do que em 1995;
O time da incrível derrota garfada no carioca de 1971;
O time Robin Hood, que ganha do flamengo e perde do Madureira;
O time da torcida que mais canta o hino em seus jogos;
O time do hino mais bonito do mundo (o américa que se dane!);
O time do Paulo Azeredo, Estelitta e Saldanha;
O time do falecido Mourisco;
O time campeão de 1097 e 1910;
O time conhecido como glorioso;
O time da maior goleada da história do futebol brasileiro, 24 x 0 sobre o Mangueira (1909);
O time do Eliel, do Sinval e do Cléo (que Deus o tenha), que só foi campeão da Conmebol porque tinha um goleiro Bacana;
O time que o Beckembauer procurou na tabela do brasileiro, não encontrou e achou um absurdo toda aquela tradição ter sido rebaixada para a série B (2003);
O time do seu Emil;
O time Cazuza, que foi ao inferno e voltou, várias vezes, a última em 2004;
O time que sempre viveu entre o céu e o inferno (Sérgio Augusto);
O time que, vestindo a camisa do Brasil, rabiscou a Argentina, goleando por 4 x 1, com direito a um “olé” de 5 minutos no último gol (1968);
O time onze vezes seguidas campeão carioca de voleibol (1965-1975);
O time que foi o primeiro carioca campeão brasileiro de futebol (Taça Brasil – 1968);
O time que foi o primeiro campeão brasileiro de basquete (1967);
O time do Biriba;
O time que, nos pés do Mané, inventou o olé;
O time quase eliminado que voltou correndo de uma excursão para humilhar o flamengo no maracanã (4 x 1) e levar a Taça Guanabara de 1968;
O time do Carlos Imperial e do Sargentelli (saravá BOTAFOGO);
O time do Agnaldo Timóteo, que invadiu o campo e interrompeu uma partida para ensinar um pereba a bater penalti (1984);
O time da Sonja, que chorou e paramos de perder, até sermos campeões invictos (1989);
O time do bruxo Espinosa, que sonhou de véspera com o placar piscando: “CAMPEÃO CARIOCA DE 1989”;
O time do mago Nilton Santos que previu o gol do Maurício (por causa da camisa 7), quando atacamos para o lado do “gol do Gighia”;
O time que inaugurou o campo de General Severiano colocando um pouco de terra de todos os estados do Brasil;
O time da estrela d’alva;
O time que é o único no Brasil campeão de dois séculos – remo, 1899 e os demais títulos (falta um no novo milênio);
O time do barco DIVA, primeiro campeão brasileiro (remo – 1902);
O time que ficou 3 anos sem ganhar um clássico, e quando ganhou foi campeão;
O time que foi campeão da Taça Rio em 1989 sem volta olímpica, que acabou guardando para o título estadual;
O time do número mágico 21 (21 de junho de 1989, 21ºC, gol aos 12 m que é 21 ao contrário, o Mazolla, 14 cruza para o Mauríco, 7 etc);
O time do Luizinho Quintanilha, campeão de 1989, que botou a faixa de campeão (“CAMPEÃO CARIOCA DE 89”) ao avesso, e apareceu: “CAMPEÃO CARIOCA DE 68”, o ano do último título antes da fila;
O time campeão brasileiro de 1995, que lutou contra todo um Estado, o presidente FHC, o ministro Pelé, o governador Mário Covas, e todas as redes caipiras de televisão;
O time campeão de terra, mar e ar de 1962 (até o carioca de aeromodelismo!);
O time das inéditas 12 vitórias em 12 jogos na Taça Guanabara de 1997;
O time que nasceu com a vocação do erro;
O time que diziam, sempre foi zoneado, porque se melhorar, vira o fluminense;
O time Fênix, que volta das cinzas quando ninguém mais acredita;
O time que subiu de posto, indo de General para Marechal, e todo mundo chorou;
O time do Levir Culpi, que barrou o Almir para botar o Gedeil, e quase ferra a gente;
O time do Levir Culpi, já técnico do Atlético/PR, que torceu para o time dele não fazer um gol no fim do jogo, pois rebaixaria o meu time de novo, e a vitória paranaense não adiantava mais nada (2004);
O time do guerreiro Túlio, que abriu a cabeça, voltou, jogou com raça e chorou no fim do jogo na derrota para o Corinthians (2004);
O time que deu de 6 x 0 no flamengo (1972);
O time que levou de seis de volta (1981) e depois mais seis (6 x 1) no lombo (1985);
O time único que tem a palavra “perder” no hino;
O time do gol do Zé Carlos – o Zé Maluco, que valeu o título do Rio-São Paulo em 1998;
O time do Renato Sá, primeiro carrasco (78), depois herói (79);
O time do Sandro, que quebrou a porta do vestiário quando foi rebaixado (2003) e ficou para quebrar a porta de novo, quando subiu (2004);
O time do Montenegro, que trouxe a sede de volta e nos deu o brasileiro;
O time do Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha;
O time de Rogério, Gérson, Jairzinho, Roberto e Paulo César;
O time do Puruca, do Perivaldo e do Petróleo;
O time do amor bandido, que tira muito mais do que dá para sua torcida;
O time do Aluísio, que amarrava cortinas por ordem do Carlito, para o meu time ganhar;
O time do Bebeto, turrão, cabeça-dura, mas um alvinegro apaixonado;
O time do velho Valdo, maestro em 2003;
O time do gol do Dimba (1997);
O time que tem como escudo uma invenção de Deus;
O time dos guerreiros Gottardo, Gonçalves e Galvão;
O time da alma, porque coração morre e apodrece, mas a alma é eterna.
O time que tinha Didi, Amarildo e Zagallo, mas só era campeão porque o ônibus entrava de ré no maracanã;
O time de grandes ídolos que nunca foram campeões (Mendonça, Heleno, Alemão, Dirceu, Marinho Chagas, entre outros);
O time que viu o Vasco dar volta olímpica com uma caravela na cabeça, para depois perder o título, no campo e no tapetão (1990);
O time que impediu o flamengo de ganhar o único título que faltou em 1981 (o brasileiro);
O time daquelas horrorosas e lindas meias cinzas;
O time das estrelinhas amarelas que sumiram no novo milênio;
O time do Mendonça, que jogava de camisa 8 e short 13, para dar sorte;
O time da gemada do Carlito Rocha;
O time campeão carioca de 1997, em cima do Vasco, futuro campeão brasileiro daquele ano;
O time campeão carioca de 1989, em cima dos futuros tetra-campeões mundiais (Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e Bebeto), mais o Zico e o Telê;
O time que, apesar de grande, não tem um lateral-esquerdo decente desde Rodrigues Neto (1978);
O time do Mané e seu compadre Nilton;
O time da vitória dos reservas sobre o flamengo de Romário e Sávio;
O time que atropelou o expresso da vitória do Vasco, em 1948;
O time dos 100 mil contra o Juventude, uma tragédia anunciada, a cara do clube;
O time dos meninos do Largo dos Leões;
O time daqueles que choram de alegria e riem da própria desgraça;
O time que tinha Garrincha, mas foi campeão carioca de 1962 porque jogou com camisas de mangas compridas em dezembro, para dar sorte;
O time recordista brasileiro de jogos invictos (52 jogos, entre 1977 e 1978, o time do camburão);
O time recordista de jogos invictos em campeonatos brasileiros (42 jogos, entre 1977 e 1978);
O time de maior número de jogadores cedidos à seleção brasileira em todas as copas;
O time tetra na década de 30;
O time da torcida de massa .... cinzenta! Olavo Bilac, Vinícius, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Clarice Lispector, Glauber Rocha, entre outros. Que linha!
O time do Túlio Maravilha, fanfarrão, debochado e, acima de tudo, herói;
O time de tantos craques;
O time do pênalti defendido pelo Max contra o Náutico na série B (2003);
O time de Paulinho Valentim e dos 6 x 2 no pó-de-arroz (1957);
O time de Sério Manoel, mais herói em 1999 do que em 1995;
O time da incrível derrota garfada no carioca de 1971;
O time Robin Hood, que ganha do flamengo e perde do Madureira;
O time da torcida que mais canta o hino em seus jogos;
O time do hino mais bonito do mundo (o américa que se dane!);
O time do Paulo Azeredo, Estelitta e Saldanha;
O time do falecido Mourisco;
O time campeão de 1097 e 1910;
O time conhecido como glorioso;
O time da maior goleada da história do futebol brasileiro, 24 x 0 sobre o Mangueira (1909);
O time do Eliel, do Sinval e do Cléo (que Deus o tenha), que só foi campeão da Conmebol porque tinha um goleiro Bacana;
O time que o Beckembauer procurou na tabela do brasileiro, não encontrou e achou um absurdo toda aquela tradição ter sido rebaixada para a série B (2003);
O time do seu Emil;
O time Cazuza, que foi ao inferno e voltou, várias vezes, a última em 2004;
O time que sempre viveu entre o céu e o inferno (Sérgio Augusto);
O time que, vestindo a camisa do Brasil, rabiscou a Argentina, goleando por 4 x 1, com direito a um “olé” de 5 minutos no último gol (1968);
O time onze vezes seguidas campeão carioca de voleibol (1965-1975);
O time que foi o primeiro carioca campeão brasileiro de futebol (Taça Brasil – 1968);
O time que foi o primeiro campeão brasileiro de basquete (1967);
O time do Biriba;
O time que, nos pés do Mané, inventou o olé;
O time quase eliminado que voltou correndo de uma excursão para humilhar o flamengo no maracanã (4 x 1) e levar a Taça Guanabara de 1968;
O time do Carlos Imperial e do Sargentelli (saravá BOTAFOGO);
O time do Agnaldo Timóteo, que invadiu o campo e interrompeu uma partida para ensinar um pereba a bater penalti (1984);
O time da Sonja, que chorou e paramos de perder, até sermos campeões invictos (1989);
O time do bruxo Espinosa, que sonhou de véspera com o placar piscando: “CAMPEÃO CARIOCA DE 1989”;
O time do mago Nilton Santos que previu o gol do Maurício (por causa da camisa 7), quando atacamos para o lado do “gol do Gighia”;
O time que inaugurou o campo de General Severiano colocando um pouco de terra de todos os estados do Brasil;
O time da estrela d’alva;
O time que é o único no Brasil campeão de dois séculos – remo, 1899 e os demais títulos (falta um no novo milênio);
O time do barco DIVA, primeiro campeão brasileiro (remo – 1902);
O time que ficou 3 anos sem ganhar um clássico, e quando ganhou foi campeão;
O time que foi campeão da Taça Rio em 1989 sem volta olímpica, que acabou guardando para o título estadual;
O time do número mágico 21 (21 de junho de 1989, 21ºC, gol aos 12 m que é 21 ao contrário, o Mazolla, 14 cruza para o Mauríco, 7 etc);
O time do Luizinho Quintanilha, campeão de 1989, que botou a faixa de campeão (“CAMPEÃO CARIOCA DE 89”) ao avesso, e apareceu: “CAMPEÃO CARIOCA DE 68”, o ano do último título antes da fila;
O time campeão brasileiro de 1995, que lutou contra todo um Estado, o presidente FHC, o ministro Pelé, o governador Mário Covas, e todas as redes caipiras de televisão;
O time campeão de terra, mar e ar de 1962 (até o carioca de aeromodelismo!);
O time das inéditas 12 vitórias em 12 jogos na Taça Guanabara de 1997;
O time que nasceu com a vocação do erro;
O time que diziam, sempre foi zoneado, porque se melhorar, vira o fluminense;
O time Fênix, que volta das cinzas quando ninguém mais acredita;
O time que subiu de posto, indo de General para Marechal, e todo mundo chorou;
O time do Levir Culpi, que barrou o Almir para botar o Gedeil, e quase ferra a gente;
O time do Levir Culpi, já técnico do Atlético/PR, que torceu para o time dele não fazer um gol no fim do jogo, pois rebaixaria o meu time de novo, e a vitória paranaense não adiantava mais nada (2004);
O time do guerreiro Túlio, que abriu a cabeça, voltou, jogou com raça e chorou no fim do jogo na derrota para o Corinthians (2004);
O time que deu de 6 x 0 no flamengo (1972);
O time que levou de seis de volta (1981) e depois mais seis (6 x 1) no lombo (1985);
O time único que tem a palavra “perder” no hino;
O time do gol do Zé Carlos – o Zé Maluco, que valeu o título do Rio-São Paulo em 1998;
O time do Renato Sá, primeiro carrasco (78), depois herói (79);
O time do Sandro, que quebrou a porta do vestiário quando foi rebaixado (2003) e ficou para quebrar a porta de novo, quando subiu (2004);
O time do Montenegro, que trouxe a sede de volta e nos deu o brasileiro;
O time do Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha;
O time de Rogério, Gérson, Jairzinho, Roberto e Paulo César;
O time do Puruca, do Perivaldo e do Petróleo;
O time do amor bandido, que tira muito mais do que dá para sua torcida;
O time do Aluísio, que amarrava cortinas por ordem do Carlito, para o meu time ganhar;
O time do Bebeto, turrão, cabeça-dura, mas um alvinegro apaixonado;
O time do velho Valdo, maestro em 2003;
O time do gol do Dimba (1997);
O time que tem como escudo uma invenção de Deus;
O time dos guerreiros Gottardo, Gonçalves e Galvão;
O time da alma, porque coração morre e apodrece, mas a alma é eterna.
oi
escrevi.
Duas coisas me fizeram escrever aqui hoje. Uma, a falta de sono. A segunda, hum... álcool.E essa segunda coisa vem me fazendo umas coisas estranhas faz uns dias. Umas tremedeiras, uns ensaios de crise, umas calmarias...
Enfim, acho que passou da hora de dar um tempo. Talvez até março, quando uma Guinness irá acabar de vez com a abstinência.
Será?
escrevi.
Duas coisas me fizeram escrever aqui hoje. Uma, a falta de sono. A segunda, hum... álcool.E essa segunda coisa vem me fazendo umas coisas estranhas faz uns dias. Umas tremedeiras, uns ensaios de crise, umas calmarias...
Enfim, acho que passou da hora de dar um tempo. Talvez até março, quando uma Guinness irá acabar de vez com a abstinência.
Será?
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Set list: Last Exit, Do The Evolution, Save You, Animal, Insignificance, Interstellar Overdrive/Corduroy, Dissident, Even Flow, Leatherman, Given To Fly, Daughter, Don't Gimme No Lip, Not For You, Small Town, Down, Once, Go
1st encore: Soon Forget, Better Man, I Believe in Miracles, Blood, Kick Out The Jams, Alive
2nd encore: Last Kiss, Black, Jeremy, Yellow Ledbetter, Baba O'Riley
falar o que?
Foi lindo, emocionante pra caralho e faz MUUUUIIIITTTOOOO tempo não via um show com platéia e banda se curtindo tanto. Na verdade, tirando o Iron Maiden e o REM, não me lembro de nenhum show que chegue perto desse em matéria de cumplicidade. Sei lá, mais o que dizer. Foi um noite mágica.
1st encore: Soon Forget, Better Man, I Believe in Miracles, Blood, Kick Out The Jams, Alive
2nd encore: Last Kiss, Black, Jeremy, Yellow Ledbetter, Baba O'Riley
falar o que?
Foi lindo, emocionante pra caralho e faz MUUUUIIIITTTOOOO tempo não via um show com platéia e banda se curtindo tanto. Na verdade, tirando o Iron Maiden e o REM, não me lembro de nenhum show que chegue perto desse em matéria de cumplicidade. Sei lá, mais o que dizer. Foi um noite mágica.
terça-feira, novembro 22, 2005
Do you realize (tradução)
Composição: Flaming lips
Você se dá conta de que tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta de que estamos flutuando no espaço?
Você se dá conta de que a felicidade te faz chorar?
Você se dá conta de que todo mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta
Você se dá conta de que todo o mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta de tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta?
Composição: Flaming lips
Você se dá conta de que tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta de que estamos flutuando no espaço?
Você se dá conta de que a felicidade te faz chorar?
Você se dá conta de que todo mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta
Você se dá conta de que todo o mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta de tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta?
quinta-feira, novembro 17, 2005
Uma semana de atores. Uma semana de a toas.
Um dia de todos. Todos os dias.
Vai e vem, vem e vai,
acorda, dorme, come
corre.
Busca a saída, logo.
Tenta, mas quem tenta só é tentado a desistir.
Enfim, nos fomos. Todos.
Todos os dias, todos aos poucos.
É o que tem que se fazer,
sem ter o que fazer.
A não ser...
rezar e correr.
Um dia de todos. Todos os dias.
Vai e vem, vem e vai,
acorda, dorme, come
corre.
Busca a saída, logo.
Tenta, mas quem tenta só é tentado a desistir.
Enfim, nos fomos. Todos.
Todos os dias, todos aos poucos.
É o que tem que se fazer,
sem ter o que fazer.
A não ser...
rezar e correr.










