segunda-feira, junho 06, 2005

Bom, peguei o avião, comprei o ingresso, tomei um chopp e entrei no Metropolitan/ATL/Claro Hall.
A platéia não estava lá essas coisas. Meio vazio, diria, meio cheio dirão outros. O número de presentes deve ter dado pelo menos metade da casa, umas cinco mil pessoas. O palco, montado, diferente do Tim Festival. Cheio, entulhado, quase, em se tratando do White Stripes. Um piano de cauda, uma bateria, dois tamborzões (tímpanos?), um xilofone (será isso a marimba?) que não foi tocado, o pianinho que já tinha visitado o Brasil e mais dois sintetizadores em cima de cada piano.
As guitarras estavam confortavelmente encostadas em três caixas, provavelmente valvuladas, que se encontravam no palco. Ao invés do elefante, que da vez do Tim estava em cima do pianinho vermelho, três figuras de candomblé, vodu, enfim, de alguma desses sincretismos religiosos típicos das américas de baixo em cima de cada uma das caixas.
Cobrindo todo o fundo do palco um pano pintado em preto e branco, com a grande maça branca no meio e uma paisagem meio tropical com mar, encostas e palmeiras.

As luzes se apagam, os roadies, todos vestidos de gangsters como antes, se afastam do palco.

Entra em cena uma figura pálida, com uma bluda branca e uma calça vermelha. O jeito tímido não deixa dúvidas, assim como o sexo. É a Meg. Atrás dela segue seu irmão, Jack, de cartola enfiada na cabeça, cavanhaque, bigodinho, casacão preto, visual infernal.
Guitarras e baquetas a postos.
Dead Leaves and Dirty Ground. Black Math. Fell in Love With a Girl, em momento calmo, como na apresentação de 2003. Blue Orchid, a música nova que funciona como nenhuma outra música em um show deles, Seven Nation Army, Hotel Yorba, o início de Ball and Biscuit, seguido de um pedido dedesculpas “Sorry, I made a mistake” (como assim? Erro foi não ter tocado!) Jollene, I Just Don't Know What To Do With Myself, que teve o refrão cantado sozinho, e em uníssono pela platéia, em momento de alegria de Jack durante o show. Espaço para dizer que ambos pareciam felizes e se divertindo durante o show. Inclusive, conversando com o público, coisa que não aconteceu durante a primeira visita ao Brasil. Em certo momento, jack disse que Meg estava tendo good times in Brasil e que eles adorariam voltar a qualquer hora aqui. Além disso, em uma quase declaração de amor, disse que poderia ficar ali em cima tocando por horas e horas para a gente - histeria da platéia – mas que infelizmente ele teria que ir para São Paulo – vaias da platéia – mas que no dia seguinte voltaria para o Rio de novo – palmas da platéia.

Voltando ao show. Passive Manipulation, a mini-música cantada primeiro por Jack, ao piano, e mais tarde por Meg, nos tamborzões. My Doorbell, música do disco novo, assim como Red Rain, gritada a plenos pulmões, com raiva atípica. Excelente momento do show. Em certa parte, uma iluminação vinda de baixo projeto, meio que sem querer uma sombra de Jack no pano de fundo. Se o que dizem é verdade, que a sombr capta a alma da pessoa, eu estava ali presenciando um momento de possessão, digno de Robert Johnson, o bluezeiro americano que vendeu sua alma ao diabo para tocar bem guitarra.
I Think I Smell A Rat, We're Going To Be Friends, momento mais calmos.
Alguns covers, até daquela música dos anos 80 (até vocês?!) que cantava no refrão “sorry” e que era meio melosa. Ah, claro, não podia faltar The Hardest Button to Button, que abriu a roda do pogo e foi genial. Na última música, um cover de alguém ou uma música nova que nunca ouvi deles. Muito boa. Jack aproveitou e ensinou o refrão para a platéia, pedindo para que cantassem com ele. Cantaram. Cantamos. E saímos com um sorriso esperto no rosto. Como eles, aliás.




sábado, junho 04, 2005

ei ei ei.
Rio agora.
Sábado à tarde, preguiçoso.
Ia assistir a uns shows em um sebo em copa, mas não vai rolar. Vou ficar por aqui afagando as mais novas aquisições, lindas que só, que vão continuar enchendo a minha já cheia estante. Hoje a conta foi feia, mas tem Travis, Scissor Sisters, Sick of it All, Led Zep (é, comprei o fisical grafite, mas também tinha acabado de sair de um show do white stripes), otto (só faltava o changez tout. Faltava!), George Harrison (pra Lu, gente. Pra lu. heheheh) e outras coisinhas mais.

E o final de semana ainda tem Guinness no Irish Pub hoje de noite e Paradiso, lá na Matriz. Mas o motivo maior de estar aqui é/foi o White Stripes.

E como foi. Preciso dizer que esse show foi grande, apesar de pequeno. Duas pessoas, dois instrumentos (bom, no palco tinham mais)e uma hora e tanto de felicidade e pula-pula. É incrível como é agitado um show dessa dupla. É incrível como o público se hipnotiza com a Meg e com a guitarra de Jack. é tão incrível, que merece um post decente, escrito e salvo no word, onde não corro o risco de perder todas as nuances da noite em minha escrita. até lá.

quinta-feira, junho 02, 2005

Bom, bom, bom...

ó Outsider, escrevo quase toda semana. de preferência 2ª e 3ª.
é que são o dias mais fáceis de escever. Mas semana passada teve feriado e trabalhão nessa semana de agora. Enfim...

Bom, o White Stripes está crescendo aos poucos. mas devo dizer que foi uma verdadeira brochada ouvir o disco pela primeira vez. Sabia que tinha pouca guitarra, que era piano, que era a porra da marimba (que desgraça é essa?!)...
Mas brochei. Espero que Jack esteja muito, mas muito nervoso no dia do show.
Porque se eu pagar avião, ingresso (caro pra cacete) e merchandising do show e ouvir pianos e orangotango na bateria... sei não. Acho que quebro um dedo do safado. Pode ser aquele cheio de pinos mesmo.
Ufa. consegui entrar no blogger.
Bom, vamos ao texto então:

O micro já deu pau e já está na assistência. Eles me prestam a devida assistência, enquanto empresto a eles minha paciência. Felizmente baixei tanta coisa (e gravei 3 discos de MP3) que agora, mesmo sem computador, posso colocar em dia as audições das novidades nem tão novas assim. E foi nessa de colocar em dia que me deparei com um discaço, já lançado por essas paragens. E sabem como fiz para ouvir o disco? Apertei um botão. Sacaram?
Push the Button. O incrível disco dos incríveis Chemical Brothers. Uma maravilha no nível de quem já cavou seu próprio buraco. Sacaram de novo?
Dig your own hole, o clássico Brotheriano.

E digo que Push the Button é uma maravilha apenas por suas músicas mais urgentes, aquelas que te pega e dá uma sacudida, como se quisessem te falar:
“Ei , me escute!!! Valho a pena.”
Sim, eu sei que valem. Galvanize, The Boxer, Believe e Hold Tight London fazem um quarteto inicial que só não é melhor porque Come Inside é a quinta música. Se ela estivesse ali, entre as 4 primeiras, sei não. Mas então já são cinco as maravilhas do álbum? Sim, são.

Um tempinho para respirar, para a química dos irmãos se assentar no cérebro e uma calmaria que logo depois é quebrada com Marvo Ging e Surface to Air, que deveria ter sido lançada há alguns anos atrás, junto com Born Slippy. Viraria hino e trilha de filme de ação inglês esperto.

O tempo passa, amigos, mas a química continua potente e fazendo a cabeça com o mesmo efeito de antes. Viva o sintético, mais orgânico que nunca.

segunda-feira, maio 23, 2005

A diferença.

Com o velox a mil, o soulseek nervoso e eu mais nervoso ainda, tentando tirar o atraso de meses sem novidades, baixei esse fim de semana dois discos recém-lançados (ou quase lançados).

O do Weezer, Make Believe e o do System of a Down, Mezmerize.
Bom, escutei os dois, seguidos, e a conclusão foi óbvia. O Weezer, deu o que tinha que dar, fez bons discos (bons, não geniais) e continua se mantendo, fazendo boa música, com mais ou menos regularidade, acertando hora sim, hora não. O Make Believe tem algumas boas músicas, como This is such a pitty, My Best Friend, Perfect Situation. Mas não se sustenta na primeira audição. Voltaremos a ouvir uma ou outra, talvez o disco inteiro de novo, descontando a ele o devido tempo. Afinal, uma primeira audição pode causar uma impressão errônea.
Ao contrário do que o Make Believe mostrou, o Mezmerize está assustador. Se não genial a todo momento, como Toxicity, coeso e estranho ainda. Já li que ele está mais acessível, menos complicado. Não sei. Talvez, para os velhos fãs, a banda possa estar naquele meio termo entre a demência e a procura da melodia perfeita. Para quem nunca a ouviu, vai soar estranho e perturbador. Mais uma ouvida em quatro ou cinco músicas das onze do disco e logo, logo percebemos que o danado vai rodar e muito por nossos cds players.

Analisando friamente, um ficou para trás e o outro está a frente de tudo que pode ser pensado musicalmente hoje em dia.
As coisas estão de volta ao normal. Ontem passei o dia descansando e vi, de bobeira, o Top 20 Brasil da MTV. Na verdade, vi o número 1, apenas. E, para minha surpresa, não era mais uma banda-de-rock- de- americanos –crescidos- nos- subúrbios- comendo- cereal- sabor- isopor- revoltados- com- sua- vida- cheia- de –previlégios- e –sem- perspectivas- de -dificuldade. Ufa. Eram os Backstreet Boys de volta. Deus, como eu amo os backstreet boys. Um pouco de bom senso nunca é demais. Vamos lá minha gente, BB é banda para top 20 brasil. As menininhas gostam. Elas TÊM que gostar. Deixem o pseudo-rock morrer. Deixem o rock em paz, de lado. Chega de ouvir moleques se achando os entendidos vestindo camisetas do CPM ou do Good Charlote. O buraco é mais embaixo.
E digo isso, pois os ouvintes do “rock” MTV raramente se aprofundam no quesito, salvo uma ou outra exceção. Eles estão lá, consumindo aquela merda (por falta de outra palavra), por pura falta de opção. Se daqui a pouco, GG Allin for a peça da vez, ele será consumido e esquecido, como é típico da juventude de hoje.E sem questionamentos, o que é pior. Tudo é descartável, desde o papel da sala de aula aos ídolos que, a cada ano que passa, têm prazo de validade cada vez menor.
Enfim, é bom ver o backstreet boys de volta. É um sopro de novidade, por mais que eles sejam das “antigas”. E sabem o que mais?
A música deles, Incomplete, é boa pra caramba. Tem melodia, ritmo, uns vocaizinhos clichês mas nem por isso menos legais. Já baixei na internet e escutei várias vezes ontem. Foda-se o preconceito.
Pelo menos é muito melhor que ouvir aqueles caras pintados com cabelos espetados gritando, como se estivessem morrendo de ódio dos iraquianos, que são realmente a maior praga do mundo para eles.

***
Espaço para avisar aos leitores que não assisto MTV, salvo raras exceções quando preciso de música para trilha sonora da faxina ou da feitura do almoço. Se bem que música na MTV virou luxo, artigo supérfluo.

quinta-feira, maio 19, 2005

Não falei sobre a festa. A da sexta-feira treze. Foi no centenário. Foi bonita, super bem decorada. Ela começou um pouco vazia mas depois começou a encher. As pessoas levaram o dress code a sério, o que foi MUITO legal. Cabecinha não é muito o problema do pessoal.

Bom, antes de ir para a festa, eu já meio chumbado de uma gripe que nem começava nem saia de cima, fui assistir ao show da nana caymmi. Muito legal o show. Calmo, piano batera, baixo e voz. O som estava bom, a platéia tranquila, todos sentados assistindo ao show. No fim, bateu aquela leseira. Mas ainda tinha que ir tocar na festa. Passei em casa, botei minha blusa preta, já meio cinza de tão desbotada e parti pro cent.

Começa o meu set. O case, defasado, estava estranho como nunca. Me perdi nele, não achei os discos, não encontrei as músicas. E nem o fone bom que estava lá ajudou. Foi tudo tão ruim, tão pesado que passei a dizer que aquela era a MINHA sexta-feira 13.
Uma noite para ser esquecida. De verdade.

Enfim, terça foi instalado o velox. Pela minha condição física e psicológica, fiquei afastado dele. Preciso de tempo e de disposição para encarar a internet e o computador depois do trabalho. Já passo tempo demais sentado olhando pra tela.
Mas prometo me esforçar e fazer o velox valer todo o trabalho que deu para instalá-lo ainda por estes dias. Soulseek prepare-se. Estou de volta.

segunda-feira, maio 16, 2005

O almoço estava uma delícia.
Era uma data especial. As datas especiais merecem almoços especiais. Datas especiais merecem dias especiais. Com a família, com os amigos, com mente livre, leve e solta. E, acima de tudo, feliz.

Agora, de barriga cheia, com trabalho por fazer, me lembro de outros dias especiais. Natais, páscoas, aniversários de amigos, da família, de namoro, feriados, viagens. Esses dias são como todos os outros, mas se tornam especiais porque neles nos permitimos um sorriso, um abraço, um afago em quem se gosta. São dias leves, que passam se trazer o peso da vida, das responsabilidades, de perspectivas para o futuro, sempre incerto.
Hoje é um dia leve, para mim, um dia levíssimo.

Se você ainda não o fez, aproveite esse espaço e me deseje feliz aniversário.
Ano que vem faço 30.

quinta-feira, maio 12, 2005

Quinta-feira e, sim, resolvi escrever.
Não há nada muito novo, nada de espetacular, mas o tempo permite uma parada. As hora dão uma trégua.

Nesses momentos, fico a matutar. Toda vez que escrevo, repito as mesmas palavras. As mesmas expressões. Fico me erpetindo, como se quisesse me convencer de que posso escrever com as 5 ou 6 frases feitas que sempre uso. Como se quisesse ver sempre as 7 ou 8 palavras que acho que ficam boas em um texto.
Sou capaz de passar uma tarde inteira pensando, criando roteiros, cenas, diálogos, enquadramentos, mas não consigo parar dez minutos em frente ao computador para escrever algo que me traga apenas prazer. A não ser estes ridículos escritos repetitivos que às vezes brotam em meu blog.

É um desabafo. É uma pegada no pé. Preciso me cobrar mais, cada vez mais. Ou paro de vez no limbo da acomodação com todas as partes de minha vida nas eternas zonas de conforto.

quarta-feira, maio 11, 2005

Da série Textos pela metade

Os trinta anos estavam ali, na outra esquina. Ainda assim, Tiago parecia um garoto no auge dos seus quinze anos. Seu corpo não havia mudado muito, como o de seus amigos de faculdade e de colégio, os poucos com quem conseguiu manter algum tipo de contato. Os amigos, antigas lembranças da recém passada adolescência e do começo da vida adulta estavam diferentes. Umas colecionavam cabelos mais ralos, grisalhos, barrigas protuberantes, mulheres e filhos, dores nas costas, nos joelhos, nas cabeças. Elas, pesavam mais do que antes, os seios já haviam se despedido da antiga forma, findado o combate com a gravidade ou com a sucção da boca de seus filhos.

Os outros nomes, que frequentaram as mesmas pautas durante certo tempo, se perderam pelo mundo. Poucos até já não estavam mais nele.
Tudo cansa. Viver cansa.
Viver cansa tanto que chega uma hora, você decide parar tudo só para descansar.
Para sempre.

***

Nuca gostei dos Correios. Mas agora I fell in love with the Postal Service.
Moderno como só. Diferente, barulhinho bom. Antigo, mas antes tarde do que nunca para se parar e tirar a poeira dos mptres. Ouvido com cuidado, poderia ter sido melhor divulgado. Ouvido agora, guardo a gema para meu único e exclusivo prazer.

***

terça-feira, maio 10, 2005

Feliz ninguém rende. Feliz, ninguém nunca rendeu.

A felicidade não é boa para a produção.
Agora, em homenagem a severina que anda peos viadutos debaixo da terra, e habita uma parte da vida de todos nós, um texto rápido.

Está sempre lá. É abrir, ler e sentir.
Dói, ânsia de vômito. Sapos e sapos.
Bela sopa de batráquios. Engulo tudo, lambo o prato e
dou a patada para o maitre.
A conta, ele traz quando quiser. Será a hora de pagar por tudo, tomar o café
Limpar a boca no guardanapo de pano, já com alguma sujeira da refeição principal.
Vou me levantar, lentamente, e deixar o restaurante para trás.

Se comi bem, prometo voltar. Se a rã me disser no dia seguinte que estava com dor de cabeça ou indisposição, não olho mais para o outro lado da rua.
Porque a internet precisa ser tão colorida?
Até mesmo quando estou lendo algo interessante, um cabeçalho hiper colorido chama a atençnao de todas as pessoas a minha volta. Principalmente aquelas pessoas que tem mania de achar quea internet também é uma forma de fuga do trabalho. Não, não é. É momento de parar, pensar, ler qualquer coisa (mesmo sem cor) e tenta achar um foco, cada vez mais lá no fundo, cada vez mais desfocado por milhares de percepções ou desvios de atenção que tenho a cada segundo.

A internet em preto e branco seria uma involução? Seria como voltar para a idade média da época televisiva, onde não conseguíamos distinguir o rubro do Internacional do verdão do Palmeiras? Ou seria uma evolução, já que as letras geralmente vêm em preto no fundo branco? Seria uma forma da Internet se aproximar da literatura de papel, onde os textos são importantes, onde o conteúdo é o que importa ou estanmos fadados a viver em um mundo MTVsivo, de cortes rápidos e dificuldade de entender as coisas, visto a rapidez com que se mostram e vão embora. A cor é forma. O preto e branco é conteúdo.
blergh. e é só.
get behind me não sai da cabeça
vade retro.
vade retro
leave me alone


tiras brancas pela cabeça
A alta-sociedade abre espaço para a anti-sociedade. Quer fazer parte dos mulambos que fazem sucesso? Quer sair nas colunas lados B da vida?
Una-se ao alto escalão da anti-sociedade.
Nós somos como somos, não seguimos tendências, não queremos ser magros, bonitos ou bem vestidos. Só queremos ser felizes e nos divertir.

Nós da anti-sociedade cagamos para as convenções de comportamento em público. Dançamos quando queremos, mostramos a barriga quando queremos, rasgamos a boca engolindo copos quebrados quando queremos. Nós bebemos muito, rimos alto, apontamos e fazemos piada de nós mesmos. Afinal, a vida é apenas uma grande piada que não tem a menor graça.

Não fazemos pose, não ouvimos o que toca na rádio e só frequentamos boates com o intuito de conseguir sexo de graça e beber descontroladamente. E você? Quer aparecer nas colunas sociais fazendo biquinho ou quer começar a aproveitar a vida o quanto antes?

segunda-feira, maio 09, 2005

Olá.
Estou aqui para relatar… não, relatar não, para ovacionar o show do massacration.
Mais do que um show (sim, eles tocam de verdade e tocam bem), o espetáculo foi sensacional.

No começo, o gordinho do Hermes e Renato entra, com roupa social, pega um violão e senta num banquinho…
- Olá. Vim aqui mosrtar meu trabalho. Uma coisa assim, meio MPb e meio Bossa Nova. É, Bossa Nova sim.

E aí ele começa a cantar uma música, cuja letra dizia afoxé ad infinitum. Eis que nossa noite é salva com a chegada de JOSELITO, com duas ripas de madeira de isopor… E adeus cantor de churrascaria, adeus Emerson Nojeira, Jorge Testículos e porcairas do gênero. Entram os verdadeiros Deuses do Metal e detonação para todo lado. Música alta, pesada e, acima de tudo, bem-feita. Riffs matadores, muita bateção de cabeça e mais um ou dois esquetes de comédia no meio do show. Melhores que muita bandinha de moleque por aí, o Massacration estava perigando se tonar uma piada longa demais. Mas eles não ficam fazendo cover, ou tocando músicas para encher linguiça. Foram as 5 músicas deles mais um bis de Metal Bucetation.
Um show do tamanho que deveria ser.

Agora, a platéia… desde moleques e ninfetas pré-adolescentes aos metaleiros fedidos de preto, com camisas que variavam de Blind Guardian a Manowar, passando por Iron Maiden e cabeças de bode e pentagramas. Emocores, hardcores e posercores. Na verdade, pouco importava a sua turma, o seu estilo, o lugar estava completamente lotado. Todos loucos para ver a tal da banda da MTV. Legal, legal.
Mas é de se questionar o que leva o maior público do Ibiza para ver uma banda que não é uma banda. Para ouvir músicas de um programa de humor. Talvez a música fosse o menos importante e aí, poderíamos quesionar:
E para esse público, alguma vez a música foi o mais importante?

quarta-feira, abril 27, 2005

Quero o novo do System of a Down.
Quero o novo do White Stripes
Quero o novo do Coldplay

Queria o do Hives.
Queria o Super Furry Animals.

Talvez vá querer algo real um dia.
Por enquanto fico na preposição.

***

Nunca me imaginei ganhando um salário mínimo e tendo que pagar por todas as minhas contas. O salário é o que? 300 pilas?

Não pagaria nem o condomínio do lugar onde moro. Mas vamos lá, não iria morar lá normalmente se ganhasse um salário. Iria morar em algum outro lugar mais simples. Iria pagar 50 reais de aluguel. Sem condomínio, lógico. Hum.. em favela se paga aluguel? Não sei. De verdade.

Comer… Bom, sem sanduiches na rua, sem pizza e sem coca cola. Muita groselha, Xuap, pão de sal com claybom. Arroz, feijão, ovo e carne. Salada, só de sacolão e que tenha um bom rendimento. Como cenoura, repolho, chuchu.

Ia ouvir rádio, beber cachaça (dá grau rápido e e barata), ver jogo no buteco.
Churrasco, só de convidado na laje dos outros. Domingo é dia de praia, que é de graça. A gente mesmo leva o almoço ou o dinheiro pra um picolé. Ou vai vender o picolé.

Lavar roupa é na mão, óbvio.
Filme? Cinema? DVD? Hum… fico com a Tela Quente da Globo, depois que comprar a televisão. Quatorze polegadas, sem pestanejar. Escola é pública, cortar cabelo é em casa, sandália é Havaianas, tênis é Havaianas, sapato é Havaianas.

Pendura, fiado, caderneta e crediário iam ser parte integrante da minha vida. Assim como aquelas mais complicadas como SPC e SERASA. Que diabos isso quer dizer?

Caramba. Pare um segundo. Com uma vida assim, com certeza seria um ladrão ou entraria no tráfico. Não dá, minha gente. Não dá.

Parabéns às pessoas que conseguem, que sobrevivem, que mantém a dignidade e a honestidade sob circunstâncias tão adversas.

E você, já parou para pensar se não tivesse o que você tem e precisasse passar por uma vida de batalhas e lutas de verdade?
Posso dizer uma coisa?
Esqueçam os quero, queria e poderia querer. Tudo o que tenho me basta. Estou feliz.



Hoje não é terca, nem segunda. Mas resolvi escrever para falar do disco “novo” do Kings of Leon. Novo entre aspas porque é do ano passado, se não me engano, e só agora está saindo no Brasil. Beleza. Chance de comprar a 10 pratas no Martini.

Lembro da turma ter pirado no primeiro disco, que na verdade não achei nada demais. Era legalzinho, mas só isso. Na época o Electric Six era minha única obsessão. Coincidentemente o Electric Six lançou faz pouco tempo seu segundo disco, sucessor do fenomenal “Fire”. Enfim, vamos ao que interessa. Já tenho o disco em mp3 faz um tempo e NUNCA tinha parado para ouvi-lo. Até que hoje li a coluna do Arthur Dapieve no sítio Nomínimo, falando sobre os caras e para saber do que ele estava falando fui escutar com cuidado a … a o quê? Bolacha? CD? HD? Playlist?
Bom, ouvi. Estou ouvindo. Já passo da metade das músicas e posso afirmar que essa segunda investida está mais segura, mais concisa e mais bela que a primeira. O som está mais gostoso de ouvir. As melodias estão fortes, mais pegajosas de primeira. Sem muitas novidades, no entanto. Só a qualidade das composições que está visivelmente mais alta. Nada mal para quem veio de um primeiro trabalho super elogiado.
Resumindo: basicamente, as pessoas que gostaram do primeiro álbum vão gostar deste Aha Shake Heartbreak e, de quebra, talvez o Kings of Leon consiga levar suas canções contry ‘n’roll para um público mais amplo, sem mudar em nada seu estilo.

terça-feira, abril 26, 2005

Coisas que você nunca viu.

Coisas que nunca vi.
São coisas que duvido que existam.
São as saídas de fábricas com seus trabalhadores cheios de vida, vegetando em frente aos robôs.
São as soluções mágicas para todos os nossos problemas, como bingos, sorteios, loterias, mesas de poker, caça-níqueis.
São as dietas de sete dias vendidas por Emmerson Fitipaldi ou o Ab-shaper do Pelé.
Coisas que já vi e sei que existem. Coisas que preferia não ter conhecimento.
São as bandas novas, cheias de energia, emulando tudo o que foi sucesso e ainda vende shows e discos.
São as Polianas do mundo, independente de sexo, vendo tudo pelo bright side.
São as boas continuações de filmes deploráveis, são as continuações envergonhantes de filmes maravilhosos.

A coisa, o prazer, a terra.
Prefiro a roça, a ignorância, a vida tranquila à realidade onipresente, presente da internet, da linha telefônica, das agências de notícias, do computador pessoal. A realidade que te coloca tão próximo de todas as maravilhas criadas e vendidas pelo homem e ao mesmo tempo te frusta, por deixar tão longe seus desejos e medidas. Tudo é belo e lindo atrás de uma tela. Inalcançável do lado de cá.

Viva com isso. Me dê um sorriso. Um beijo de bom-dia, um pílula para dentro e vamos que vamos. Enfim, tudo isso acaba um dia…
E o final de semana?
Foi, né. Passou.
Mais alguns dias e outro logo estará em nossas caras.
Grandes coisas, o final de semana.
Coisa sem graça. Assim como a semana.

Sexta parece que vai ter festa. Não tenho certeza.
Preciso de $$$.


Preciso ir ver meu joelho. Já passou da hora de ver o que é essa dor nele. Peso, deve ser.
Volto à dieta. Ontem já meio que comecei de novo. Mas preciso parar de comer às 18/19h no máximo. Como isso é possível se trabalho até às 19h15?
Trago para o trabalho meu lanche final do dia? Saladas? Frutas? Pães e bolos? Água?

Ontem rasguei uma receita de DUAS caixas de Paroxetina. Não tomo remédios faz um bom tempo. Tomo cerveja. Preciso parar de tomar cerveja. Preciso comprar uma cama, uma estante. Preciso receber mil reais a mais por mês por dois meses.

Quero férias e 13º salário. Quero viver sem trabalhar, com grana, fazendo textos, ginástica, ouvindo músicas, cozinhando… Enfim, só fazendo as coisas boas da vida.
Mas não dá, né…

Bom, pelo menos dia 07/05 teremos um show do Massacration no Planeta Ibiza.

terça-feira, abril 19, 2005

Experiências de um mundo globalizado.

Quando o Papa JP II assumiu, não deve ter tido toda essa pompa, todo esse espetáculo que foi com o Bento XVI. Todos os olhos católicos do mundo estavam colados na Globo do Vaticano. Foi legal. Ficamos assistindo uma janela fechada, com uma cortina vermelha. Bem Big Brother. Aquelas cenas que não são nada. Uma pessoa almoçando, outra vendo os pássaros voarem. Eu, grudado na frequência, esperando um arcebispo (era cardeal?) chileno dizer o nome do novo papa. Irmãos e irmãs. Habemus Papa.
Joseph alguma coisa, Bento XVI. O papa global, que deu sua benção pela Rede Globo e pela internet para todo o mundo, ao vivo.
Hoje recebi a benção de um papa e para comemorar vou trabalhar até bem tarde.
***
Não é sacanagem, mas achei do caralho ver toda a tradição da escolha de um papa, de sua apresentação, sua simbologia, não só para o mundo católico, mas para o planeta inteiro.
Foi legal.
Terça. Outro dia que escolhi para escrever.
Mas estou com muito trabalho para fazer e não queria escrever nada que se parecesse com um diário.
Então, droga, fico sem ter o que escrever. Estou cansado, sem dinheiro, com sono, querendo ler mas sem vontade de parar para abrir um livro.
O corpo todo está lento, pesado. Parece que falta alguma coisa. Alguma coisa que faça a diferença. Um brilhinho a mais.

•••

Assisti O Filho de Chucky. Aluguei enquanto a Luciana viaja. Tenho certeza que ela não se sentirá chateada por não ter visto esse filme. Nem as Crônicas de Riddick, com o gigantão Vin Diesel. Mas o filho do chucky é um filmão. Comédia assumida, com referências legais a outros filmes de “terror”. Sangue por toda a tela e algumas cenas memoráveis, como a do paparazzi e a do CVV.
Vale a pena, se a mente não for pequena (só pra rimar).

***
Domingo fiquei o dia inteiro em casa. Arrumei umas coisas e vi tv. Quando deu 22 horas, cansei de ficar em casa o dia inteiro. E resolvi sair para pegar um ar. Fechei uns 3 sacos de lixo e fui no térreo jogá-los no lixo. Depois voltei para casa e fui dormir.

segunda-feira, abril 18, 2005

Subiu a fumaça. “habemus papa” (é isso mesmo?!)
Ah, não. Não foi hoje. Não habemus papa hoje.
Olhe lá, como é negra a fumaça que sai da chaminé do Vaticano.
A Capela Sistina está tristinha. Não sabemos ainda quem é o novo enviado de Deus na Terra.
***
Em 2034 um asteróide vai bater na terra. Terei, se chegar lá, 58 anos. Estou perto de morrer. Mais do que penso. A vida está voando e até agora, não parece haver sentido algum. Mas vamos nos anestesiando com computadores, jogos, copas do mundo, bebedeiras no final de semana, churrascos, mp3, livros, cds, almoços fora, lavagem de roupas e louças.
Que coisa. Essas atividades rotineiras deveriam ser proibidas de serem feitas. Ô caralho. Não preciso andar vestido, não preciso lavar o chão onde piso. Posso apenas tentar aproveitar o resto do tempo que me resta viajando, conhecendo os quatro cantos do mundo? Ah, não posso, não. Preciso de dinheiro que só conseguirei trabalhando trancado em uma sala. Hum… e trabalhando, mesmo com o dinheiro não poderei viajar, pois preciso comparecer todo dia pela manhã para bater o ponto. Ah, mas tenho as férias. Pois é, só que até chegar nas férias preciso de um lugar para morar e ele me toma tempo e dinheiro para mantê-lo. Assim, nas férias não tenho dinheiro para viajar. Mas a esperança nunca morre e, quem sabe, ano que vem eu não consiga viajar?
(o tempo passa, você morre e nunca vai ter conseguido fazer nada que gostaria de verdade).
Chega.
Paulo se levantou e correu para a porta. Ela estava aberta, como sempre. Do lado de fora, o dia. Árvores, ruas apinhadas de gente, o vento. Paulo não conseguiu se mover. Era tudo muito diferente. A liberdade para ele era a prioridade número um, mas quando se deparou com ela, percebeu que sua


(fui interrompido. A história de Paulo continua outro dia ou foi perdida para sempre. Não sei ainda)
Música do dia:
Angel's Wings (Acoustic) - Social D.
Segunda. Bom dia para escrever.
No ouvido, rock. No coração, blues.
Ontem fiquei de quatro na sala para esfregar o piso branco que estava sujo. Depois lavei um tanto de louça. Usei a churrasqueira para grelhar uns bifes. Comi com tomate e alface. Hoje acabaram as frutas e as verduras. Fim de semana sai da dieta, com média força. Podia ser pior, podia ter saído com muita força. Mas não senti nada. Nem um refluxinho. Ótimo.

Hoje rolou um café com leite, que nem pensou em sair goela acima. Que bom. Segunda é dia de voltar para a dieta da semana. Assim, mantenho a saúde do estômago, meu bom humor e as calças 46 que estou usando.

Acordei com o braço dormente. Ando acordando muito com o braço dormente. Devo estar dormindo todo torto. Enfim, foi o estopim para uma meia crise de pânico. Estava a muito semsentir nada e estava até me acostumando com isso. Deve ser a dieta, a volta da saúde, coisas assim.

Anyway, vocês devem estar de saco cheio de ler sobre a minha vida. Mas é assim que pretendo manter contato com todos que não me vêem sempre.


****
Já se senti sozinho? Pois é. Estou assim. Apesar de ser legal, até um pouquinho bom, não quero continuar assim por muito tempo. Um feriadão se aproxima e já começo a fazer planos para me cercar de gente logo que possível.

***
Paradoxo. Com um carro poderia ir para praticamente qualquer lugar nesse feriado. Sem dinheiro não posso ir a lugar nenhum.

***

Por falar em dinheiro, alguém tem aí uns mil contos pra me emprestar?

quarta-feira, abril 13, 2005

ei, hoje é quarta. Não era dia de escrever....
tó Carol, não respondi no comentário, não. Preferi escrever um post novinho.

Nunca subestimei a saudade. Inclusive, foi desde cedo que aprendi a força que ela exerce sobre as pessoas. Quantas viagens terminaram em um banheiro, entre trincos na porta e lágrimas na pia. E, engraçado, esse é um sentimento com o qual você não aprende a conviver com o tempo. Querendo ou não, lá vem ela, cheia de dentes, mordendo sua atenção e te levando anos para trás. Ou mesmo alguns dias, não importa. Quando ela resolve atacar, é que percebemos o quanto é ruim sermos seres racionais conscientes de nossa finitude. Pois é apenas a morte iminente que faz com que tenhamos esse sentimento, da falta de um tempo específico, de um cheiro familiar, de um abraço quente ou mesmo de alguém nem tão especial.
Então vamos ao texto veríssimiano.

Luis Fernando Veríssimo
(sempre assinando o texto antes, nunca depois)


Hoje acordei de manhã. Era um dia qualquer, como todos os outros. Entre o xixi matinal e a primeira golada no café quente feito por Dona Maroca, pensei o porque de tantas atitudes normais, repetidas, rotineiras em um dia. Geralmente acordo no mesmo horário, percorro o mesmo caminho até o banheiro e depois para o café de Dona Maroca. Depois almoço no mesmo horário, no mesmo restaurante a quilo, escrevo minhas crônicas durante a tarde e tomo meu lanche lá pelas cinco da tarde. Preferia estar lá no meio dos imortais, no chá da Academia Brasileira de Letras, mas ainda não me aceitaram lá. Quem sabe quando morrer vire imortal, apesar do paradoxo.
Mas voltando à minha rotina, comecei me achar repetitivo e previsível. Comecei a questionar a qualidade do que escrevo, me sentir velho e decadente e, pior de tudo, pragmático. E quando você começa a se achar uma dessas palavras complicadas, que dificilmente alguma pessoa comum sabe o significado, é hora de aposentar as chuteiras. No meu caso, as canetas.
No entanto, ante a névoa que cobre meus olhos enquanto revejo miha vida (e que não é obra da catarata, que operei ano passado) consigo vislumbrar uma saída, uma mexida necessária no meu dia-a-dia. A solução para a pasmaceira, para a rotina cansativa e envelhecedora na qual estou preso. Amanhã mesmo demito Dona Maroca e começo a fazer meu café.
Me surrem. Me batam. Acabem com minha moral (será que tenho alguma?).
O disco novo do Judas Priest está muito bom. Metal dos bons, das antigas, feito por gente que entende. Só guitarra, voz, bateria fulminate, riffs destruidores, solos agudos como faz muito tempo não via. Nada daquelas presepadas de cara pintada, de voz de quem engoliu um roto rooter e está tentando se livrar dele com vômito, nada de órgãos (MEU DEUS!!! Órgão em metal não dá!!), nada de épicos, nada de suítes.
Porra, som de verdade. Se fosse mais cabeça dura diria, som de macho. Mas e daí? O Jean ganhou o BBB e eu torci para ele.
***

desde já marcado um motorhead pra gente dissecar essa belezura!

***
Só para constar, só tinha um disco do Judas antes desse, o Painkiller. Outro clássico!!!
Ok. Cansei. Chega de receber textos mal escritos com o nome de grandes escritores brasileiros. Pela milésima vez recebi um do L.F. Veríssimo.
Pô, minha gente, o cara é gênio. Não perderia seu tempo escrevendo pequenos textículos para mandar por e-mail para um milhão de pessoas, iniciando uma corrente literária de spam para aumentar a cultura do povo brasileiro.

Sem falar na pobreza do texto, nas palavras mal escolhidas, no conjunto de idéias semi-prontas de piadas de internet.

Sendo assim, resolvi, eu mesmo, fazer um texto do Luis Fernando Veríssimo. Nossos nomes já são iguais mesmo, não custa nada assinar um texto qualquer com o sobrenome trocado. Sai Taylor de Carvalho entra Veríssimo. Sim, estou falando sério. Seríssimo (hahaha, não podia perder essa!)

Daqui a pouco, nessa mesma página, talvez nesse mesmo dia.

terça-feira, abril 12, 2005

Vamos lá, vamos lá, que hoje é dia de postar.
O trabalho corre por todos os lados, como um cardume faminto de tubarões que acaba de sentir o cheiro de sangue na água. O cheiro sai de mim, claro.
***
Mas vamos lá.
O estômago vai muitíssimo bem, obrigado. Já a língua sente falta de um tempero, de um paladar mais apurado. As outras pessoas não sentem falta do cheiro de alho. Eu sinto falta de comer farofa. Vejam só, farofa. Podia ser Macdonalds, milk shake do Bob’s, cerveja, daiquiris, tira gostos de berinjela, pimentão, pizza com muita cebola, espaguete a bolonhesa, tutu de feijão com linguiça guanabara…
Mas sinto falta mesmo é de farofa. Daquelas com bastante alho frito, ótimas para acompanhar um bifão, e um arroz com feijão cheio de pimenta.

Nham Nham.

Bom, com a dieta para o estômago, acabo perdendo uns quilinhos. Já tem umas calças frouxas e a vontade é aproveitar e me jogar no mundo da malhação. Correr, pedalar, levantar ferro. Acordar cedo e ir andar na praia, bater braços no mar. A gente fica mais feliz, que coisa.

segunda-feira, abril 11, 2005

Bom, devo confessar que pensei bem antes de escrever isso aqui.

Não que eu não queira deixar meus 2 leitores com notícias boas a meu respeito, mas é que aqui é meio que um espaço tristonho, né? Melancólico, sem espaços para muita alegria.

Vamos esquecer isso, só por hoje?

Estou feliz. Não por nenhum motivo, mas por estar seguindo a risca uma dieta que, mais do que emagrecer, tem como objetivo melhorar a saúde do meu estômago. E ele está respondendo bem ao tratamento VIP que está recebendo. Não sinto mais meu peito prestes a explodir, não sinto minha garganta quente com gosto de comida o dia inteiro. Aí paro para pensar:
Será que comia tão mal assim? Poxa, foi só mudar um pouco minha dieta e pronto, estou curado.
Só para vocês terem uma idéia: sábado almocei salada. Domingo também. Mas faz umas duas semanas que só como salada no almoço. No café da manhã, água e omeprazol.
No jantar, aí sim. Nada de comida de verdade. Frutas, se tanto, suco, às vezes um sanduiche de pão integral e queijo. Espero emagrecer também.

Principalmente por estar abrindo mão de comer coisas que gosto. Ok, principalmente por abrir mão de comer, coisa que gosto.
Como taurino, uma bela refeição, com toda a família reunida, é a perdição. Impossível de evitar. Mas vamos levando. Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa.


(esse texto está uma bosta...)
((mas preciso postar alguma coisa hoje. Afinal, segundas e terças são os dias das minhas postações))

quarta-feira, abril 06, 2005



Daqui de onde trabalho posso ver, pelo reflexo na tela do micro, uma mangueira. Pela janela refletida, vejo somente as folhas da árvore, às vezes estática, às vezes a se balançar ao vento.

Hoje uma leve brisa mexe, de quando em quando, uns pequenos galhos e suas pequenas folhas. É a hora de relaxa e olhar para fora, mesmo que apenas pelo reflexo na tela do micro.

Essa moldura criada pelo quadrado da janela me leva mais longe, alguns quilômetros, até um prédio no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Nessa prédio, de três andares, existe uma janela. A que fica do lado da árvore de natal, que permanece eternamente montada em meu pensamento. Dela posso ver carros, ônibus, brigas, tiros, pessoas.Dela posso ver o passado, as conversas, o gosto do café, um posto, o cheiro do mar e da chuva, o bacalhau e as risadas fáceis de depois do almoço.

E a janela do Rio, coincidência maior, serve exatamente de moldura para galhos e folhas, estes maiores e mais fortes. É para lá que a mangueira que vejo na tela me leva. Para a castanheira, sempre ao vivo, do prédio do Rio, balançando de verdade e não apenas em um reflexo. Isso é o sentido da felicidade.

terça-feira, abril 05, 2005

O problema dos flamenguistas é essa soberba absurda deles. Só para saber, quem do time deles já foi decisivo para uma das CINCO vitórias brasileiras em Copas do Mundo? Garrincha? Acho que não. Pelé, Jairzinho, Tostão? Romário? Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo? Negativo.

Tudo bem que em 1981 (lá se vão 24 anos) eles ganharam a Copa Toyota e conquistaram 4 brasileiros. Mas daí a não conseguir desenvolver a humildade, um dos mais qualificantes sentimentos humanos, é demais. Parem de olhar para o próprio umbigo vermelho e preto e aprendam a conviver com a derrota. O time é fraco e ponto. A história é linda, mas o momento é medíocre e medonho.

Espelhem-se no botafoguense, desde sempre o mais simpático dos torcedores.

***
pode parecer gratuito, mas depois de um chocolate ainda tem gente que quer contar vantagem. Não dá. DESISTAM.
Foi feio, foi vergonhoso, foi chocolate mesmo! Dá proxima vocês podem ganhar. E aí, prometo, não vou ligar de ouvir toda a ladainha rubro-negra de novo.

terça-feira, março 29, 2005

como diriam os Power Rangers:

HORA DE BLOGAR!

***

Trabalho, hora de trabalho. Mas o ócio da tarde impera e ele não está nada criativo. Criativo é algo que deixei de ser faz algum tempo. Faço textos, frases, planos de comunicação, planejamentos, revisões... Mas criar que é bom, está bem devagar.
Tenho uma campanha para começar, mas e aí? cadê a asia que não me deixa pensar? cadê o ap que nunca parece estar desocupado? cadê o riso solto e fácil que ajuda a ir adiante?

O sono me toma, o cheiro de tinta e a cabeça em trilhões de lugares diferentes me entorpecem e, quando percebo, quero que seje a hora de partir. Mas e hoje, que partir se tornou mais e mais complicado? fazer o que...

deixar a maré me levar e tentar sentir algo, em um corpo já completamente numb.

segunda-feira, março 28, 2005

é uma espécie de preparação.
Preciso ser um cara mais chato.
Estar feliz é preciso quando o mundo é desse jeito. Desse jeito que se inflama ao saber que você, uma pessoa inteligente, que trabalha, tem seu dinheiro, não passa fome e tem onde dormir, se acha infeliz. Desculpem me, minha gente, mas não tenho culpa de morar num país onde a maioria das pessoas daria um dedo para ter o que tenho. Essas coisas daí de cima mesmo. Posso ser infeliz, triste, incompleto por nnao poder descobrir o que faria a minha vida ser valiosa a ponto de nunca perecer perante a humanidade. Humanidade esta que está fadada ao desaparecimento assim que o Astro Rei decidir parar de bombear raios solares para cá e em sua fome estelar resolver engolir a Terra, esse pedaço de poeira no qual nos equilibramos, em um universo cheio de mistérios e desencontros.
O que eu tenho que escrever?
Vejo fotos e fotos, escuto coisas, conhecem o mundo, pequeno desde sempre e me pergunto se a viagem verdadeira, aquela a qual estamos predestinados desde que nascemos não será na verdade a única coisa que irá mudar a minha maneira de ver o mundo.


Como ouvi em um cinema qualquer de uma cidade qualquer, a morte é igual a antes de nascermos. Parem e pensem nisso. Se você não entrarem em desespero mortal, como eu, realmente deve estar mais do que na hora de buscar ajuda profissional.


Questionamentos - Parte I

Trabalho para comprar coisas. As coisas não me acompanham depois da morte. Por que diabos então trabalho?

quarta-feira, março 23, 2005

Gerente:
José Carlos. Diz aí meu amigo, no que eu posso te ajudar.

Cliente:
Pra você que me conhece a tanto tempo, Antônio, eu posso falar. Andei falhando muito nesse ano.

Gerente:
Me conte mais sobre esse assunto. Para o homem admitir que falhou, é duro.

Cliente:
Não adianta. Eu tento, mas não consigo levantar meu negócio. Ele agora anda lá, todo caído. Parece que fizeram macumba.

Gerente:
Vou te liberar uma injeção de ânimo. Você vai ver como seu negócio vai voltar a funcionar.
xi, ia escrever ou melhor publicar um texto meu aqui hoje, mas nem deu certo. deu pau no arquivo e perdi tudinho. aí, para não dizerem que eu não escrevi nada durante a semana toda, escrevi isso aqui, que na verdade não é nada. coisas, não?

sexta-feira, março 18, 2005

Ninguem mais lê letra de música em blog, ainda mais em inglês, mas vou mandar asim mesmo.

I’ve been down this road once or twice before
Through the open door
I come falling through it
There’s a sign post up ahead
Like a watershed
And it opens my eyes
Ways, for me to begin
To be born again
And knowing for the first time
Ways, all so differently
Shine for me to see
The better man that I am

I’ve been places in my head
Behind me worse than what’s ahead
And on my path just like a dream
Takes me from the inbetween
From out of nowhere you came strong as stone
And now I’ll never have to be alone
What it is I know

You have always been my safe home
I walk, I run, I burn out into you
You have always been my safe home
My whole world has moved on

I know what I am and I’ll always be
Your reality, is better than I could dream
All my fears turn from black to white
And I’d stand and fight
The whole world for you
Faith, and destiny
I never did believe
My only God is love and
Faith, what I see in you
And I can hold it true
Like a weight in my hand

quarta-feira, março 16, 2005

e hoje, finalmente, se dá por encerrada a saga do Detran.
Na cena final, nosso mocinho (se bem que em filme independente não dá para diferenciar mocinho e vilão) sai do Detran, pega o adesivo de rebocada, que ele ainda carrega dentro da bolsa, o amassa e joga no lixo.

Assim, ele se distancia do Detran, entra em seu carro e vai para o trabalho.
O carro se afasta, enquanto a câmera sobe, mostrando a cidade ao fundo.

segunda-feira, março 14, 2005

Hoje, por um minuto, pensei quea cidade estava se despedindo de mim. Não é possível, não é provável, que toda a segunda-feira tenha que começar de forma tão errada, de forma tão perdida…

Fui, de novo, ao Ciretran. Dessa vez, com toda a papelada necessária e corretíssima para não ter problema algum. Fui bem recebido e comecei a puxar papo com a atendente que logo, logo, já tinha me dado toda sua ficha matrimonial e divorcial. No papo, vai, papo vem, o sistema do atendimento saiu do ar. Fiquei lá, filho pra cá, sogra pra lá, esperando o desenrolar do serviço público no Brasil. Foi, pelo menos, uma manhã agradável. Sinto que fiz bem a uma pessoa que precisava se abrir, soltar todas as agruras da vida em forma de palavras.

Saí, feliz, afinal, só precisava pagar no banco a taxa e finalmente estaria livre de tudo isso. Mas… Vitória me ama, e o sentimento é recíproco. Adivinhem? meu carro, quer dizer, o da minha mãe não estava onde parei. Pensei na hora: fudeu. Mas fui chegando perto e pude ver na calçada um adesivo, tamanho família me dizendo “ sifu. Seu carro foi rebocado!!!”.

Desespero, problemas em chegar no horário no trabalho… eram 10 da manhã, já estava uma hora atrasado para bater meu ponto. Fui ligar pelo meu celular para a gência e … Meu celular estava cortado por falta de pagamento. O pior? Eu o paguei!!! Mas realmente acabei pagando muito depois do previsto, de modos que tive o danado cortado exatamente no dia em que mais precisava dele. Fudeu.

Fui a um orelhão e liguei a cobrar para a agência, para explicar o motivo do atraso. Mas lá, não aceitam ligações a cobrar. Fiquei na mão. Liguei para a Lu (a cobrar no trabalho dela, putz!!!), e pedi para ela avisar que ia chegar atrasado.

Sentei-me no meio-fio e por pouco não comecei a chorar. Vi o tempo passar, vi minha vida atolada em lama até o pescoço e nesse momento pensei em deixar tudo por isso mesmo e me mandar, sem dizer nada a ninguém. Ir para qualquer lugar, longe, bem longe daqui.

Liguei para a OI, que nunca me ajudou em nada e pedi para religarem meu celular. Entrei num negócio chamado “religamento em confiança”. Ou seja, eles confiam que vou pagar, mas eu tenho certeza que paguei. Aí, em vez de esperar 4 dias, eles religam em 1 dia. Grandes benefícios.

Bom, de lá, me levantei da rua, respirei fundo e resolvi que não ia falar nada com ninguém, que ia me virar sozinho. Me lembrei que o depósito do Detran ficava ali perto e fui andando até lá. Nem precisa dizer que o sol estava de rachar e que justamente hoje, sai de camisa preta. Ai meu Deus…
Cheguei lá no lugar, suado, e perguntei como fazia para pegar o carro. Fácil, me dá a sua carteira e seu documento do veículo e paga isso aqui no BANESTES!!!!
NÃO, NO BANESTES, NÃO!!!

Sim, no Banestes. E, ah, ia me esquecendo, só pode ser pago na boca do caixa. O Banestes ficava a uns 400 metros de lá, debaixo de sol e com aquela fila, com aqueles atendentes lerdos e mau humorados…

Cheguei no caixa. Peguei a conta do guincho (é, só paguei o guincho, a mult vem DEPOIS!!!) e a do Detran. Disse para pagar logo as duas. Mas, não poderia dar tudo certo mesmo. A conta do Detran era um pouco pesada demais e não tive como pagar, pois não tinha saldo na conta. Quer dizer, saldo tinha, se não tivessem rebocado a porra do carro! Aí, só me restou pagar o carro e andar mais 400 metros debaixo de sol para pegar de volta o kazinho - cheio de adesivos de lacres de segurança, os quais tirei um por um - e vir direto para o trabalho. Adivinhem o saldo?


10 horas de débito no meu ponto, em apenas UMA SEMANA!!!!

Se mantiver meu emprego no final deste mês, será de bom tamanho.

Quanto a cidade, bom…
Foda-se essa cidade e sua sina que me persegue. Vou encarar ela de frente e acabar com qualquer chance que ela tiver de me botar pra baixo.

***
Não, o dia ainda não acabou. Essa parte veio depois do que escrevi aí em cima!!!

Hora do almoço, lá vou eu correndo para consertar minha vid em hora e meia de descanso. Disse descanso? que nada, descaso. descaso do destino para com mim. hehehe
Cheguei no detran e descobri, a duras penas, que os documentos tinham ficado em VILA VELHA!!!
tive que voltar, pagar mais 3 pratas de pedágio e créu! Não adiantou nada a ida ao detran. perguntei se a via com o desconto no IPVA iria ser entregue ali na hora e me disseram: Ah, não sei de nada disso, não. Isso é com a Secretaria da Fazenda. Pega o telefone ali e liga lá pra eles.
Ui ui ui.
fui pra casa. Enfiei alguma coisa goela abaixo (e quando digo enfiei, eu realmente enfiei. Não lembro o que comi e ainda não se passaram nem uma hora desde que me alimentei).
Liguei para a SE.FAZ. e nada. Hora de almoço, uma secretária me disse. Bom, horas perdidas no ponto a mais agora não farão diferença alguma. Espero até depois das 14 e consigo falar com o cara da fazenda. O pior (algo ainda pode ser pior?!) o desconto é só para quem compra carros aqui no ES. O meu é do Rio.

Agora? Rezar é pouco. Acho que vou pedir para ser batizado, benzido, crismado e vou peregrinar até Belém, a cidade de Cristo, não a do açaí, para ver se tenho perdoado minhas dívidas com o Divino.

quinta-feira, março 10, 2005

Disse que a manhã inútil rules no post aí debaixo. Mas pensem comigo. A manhã não é inútil se eu escrevi coisas interessantes e as coloquei no meu blog. A manhã não é inútil se tive tempo para parar e pensar, para parar e escrever, para ouvir músicas boas. Uma manhã inútil é aquela que eu perco debruçado em cima de pilhas e pilhas de pedidos de trabalho, sem tempo para pensar em nada que não seja o que me pedem no trabalho.

Minha manhã útil fica assim marcada, com minha repetição de palavras, com meus pensamentos recorrentes e com esse gosto azedo de Déjà vu.
Disse que a manhã inútil rules no post aí debaixo. Mas pensem comigo. A manhã não é inútil se eu escrevi coisas interessantes e as coloquei no meu blog. A manhã não é inútil se tive tempo para parar e pensar, para parar e escrever, para ouvir músicas boas. Uma manhã inútil é aquela que eu perco debruçado em cima de pilhas e pilhas de pedidos de trabalho, sem tempo para pensar em nada que não seja o que me pedem no trabalho.

Minha manhã útil fica assim marcada, com minha repetição de palavras, com meus pensamentos recorrentes e com esse gosto azedo de Déjà vu.

quarta-feira, março 09, 2005

Bela semana.
Essa semana.

Sábado quero sair, rir, me divertir. Está cada vez mais fácil me divertir. Sexta quero tocar como nunca toquei antes. Domingo quero ver meu time na TV. Sexta quero encontrar meus amigos, beber e ouvir um som bom. Um som meu, de preferência. Quero comprar discos, comprar um Play2, quero me mudar e conseguir finalmente voltar a viver junto de meus filhos.
Hoje tem reunião.
Quinta não tem, não.

Um churrasquinho sábado seria bem-vindo. Diversão barata e duradoura.
Meu novo xodó, que vem me acompanhando faz algum tempo é a banda Madrugada. Noruegueses, com esse nome em português. Músicas de fazer a cabeça, tanto ao norte quanto ao sul da linha do Equador.

***
Almocei arroz, feijão e frango grelhado. Uma saladinha verde e vagens.
E daí, né?
Com o cuidado de não me tornar repetitivo, digo logo:
Acabou o prazo que dei a mim mesmo para me desligar deste lugar.
21 dias são o que me separam da primeira grande derrota da vida.

Dia 31 de março não mais será meu último dia de Vitória. Ao contrário. Vejo que cada vez mais crio raízes aqui e, por menos que queira, não vejo mais como sair daqui com tudo em cima. Vou ficando, desperdiçando uma vida diferente em cada quilômetro de cidades que nunca vi.
Escrever o que der na telha, mesmo qundo a telha tiver sido despedaçada por algum vento de um milhão de quilômetros por hora.
Minha telha, minha cabeça, minhas sinapses parecem estar sendo levadas a cada dia. Esquecer, repetir, não saber, lembrar e rir da piada. Liguem o som e me deixem com minhas confusões, sozinho, mais uma vez, num quarto escuro.
É madrugada.

***

A maior parte das vezes, acordo com o texto pronto, inteiro, começo, meio e fim, na minha cabeça. A forca para levantar, ligar o computador, escrever, digitar, salvar e voltar a dormir me faz tão mal que simplesmente desisto. É hora de descansar, não de escrever.
Acordo sem nem lembrar que tinha acordado.

***

Quero não cair mais no inúmeros buracos das ruas de Vitória. Sinto que meu carro está começando a se despedaçar e não sei se devo processar a Prefeitura por ter feito um trabalho tão porco no asfaltamento de Vitória. Vocês já perceberam que “eles” adoram abrir buracos para obras, mas que sempre os fecham mal e porcamente?
E a qualidade do asfalto? Será que ele não poderia ser um pouquinho melhor?
Vou deixando, em cada buraco, um pouco meu bom humor, do riso fácil no meu rosto. E assim, de buraco em buraco, de solavanco em solavanco vou me transformando em uma personagem digna de desenhos animados, um ser transtornado, com olhos vidrados embebidos em ódio. Um predador prestes a destroçar sua presa, pelo simples prazer do poder ou apenas pelo inebriante cheiro da morte.
Acho que vou começar a andar de bicicleta.

***

Vampiros. Adoro vampiros, suas histórias, seus filmes (por pior que sejam), sua lenda, sua sensualidade. Como eles, adoraria viver pelas noites seduzindo donzelas e sugando-lhes o sangue até deixar apenas uma carcaça seca. Saciar meu prazer, apenas com o líquido grosso e quente. Dá para ser um vampiro de verdade, mas o preço a ser pago é bem grande. É necessário abrir mão de inúmeras coisas, e a primeira delas é da companhia de outros seres vivos, agora nada mais que meu jantar.
É melhor parar de sonhar, pois o preço da solidão absoluta não me disponho pagar.

***

Líquido grosso e quente é o que sinto na garganta a cada golfada que dou. Meu refluxo não está mais brincando e eu não estou gostando nada de ter que levar isso a sério. Dietas, ei-me aqui. Adeus a tudo o que um dia me liberou serotonina suficiente. Passo adiante a chance de ser feliz.

***
Manhãs inúteis, rulaz.

terça-feira, março 08, 2005

Uma manhã em calmaria é o bastante para não ter o que fazer em frente ao editor de texto aberto na tela. Umas horas sem ter que pensar são o suficiente para me fazer pensar, por conta própria, para meu bel prazer, recebendo por isso. O ócio é ótimo.
No entanto, não consigo nunca terminar um roteiro, que criei para ser feito nos momentos de ócio. Já para o trabalho, paro uma tarde inteira, queimo a mufa e eureca, um roteiro está feito.
Já pensei em tomar um medida extrema e me matricular em uma escola de roteiro, onde precise entregar um por dia, durante um ano e meio, para perder de vez a mania de não terminar as coisas.
Só para terminar este texto aqui, feliz dia da mulher.

***
Já rolou, por aqui, que só minoria tem dia de comemoração. É índio, negro, homossexual, mulher, árvore, santo… Essas coisas. Portanto, NÃO aceitem o parabéns de qualquer um.
O meu, fiquem tranquilas, vocês podem aceitar.
como disse antes, sou um engenheiro das palavras.
Nunca tenho comentários suficientes quando faço esse tipo de pergunta, o que sempre deixa a escolha por minha parte. No final, ela acaba sempre sendo minha, não importa o quanto as pessoas escrevam. Mas vamos, lá:
É melhor escrever um pouco todo dia ou me destruir de escrever quando tiver vontade e publicar trinta textos em um só dia e esquecer o resto do mês?

Vocês me lêem? Vocês me entendem?
O que vocês querem?
Com o tempo fui deixando de frequentar algus lugares. Alguns bares. Algumas pessoas.
Sinto falta de todos, é claro, mas sei que um dia estiveram em minha vida e a lembrança, às vezes, me basta.
Disse isso pois, ultimamente, tenho ido a bares mais bem frequentados, mais caros e mais chiques. Disse isso pois pensei na porção de polenta frita do Botequim Atual, na Praia do Canto, e tive vontade de ir até lá, tomar uma Baaden Baaden de onze reais e comer uma dessas porções bem servidas e suculentas. Não sou um frequentador do lugar, entretanto. Fui lá apenas algumas vezes, menos de uma dezena com certeza. Mas hoje em dia, prefiro suas cadeiras acolchoadas, seu serviço perfeito, sua cerveja cara e gelada ou seu chopp lindo na caldereta transparente e suada a ter que me sujeitar a sentar a céu aberto, numa cadeira de madeira e ser atendido por pessoas com cara de cu, lá na Rua da Lama.

Abro exceção à presença dos amigos, pois saída que se preze precisa ter a presença de um bom papo, de uma boa gargalhada, de um abraço ou aperto de mão de despedida. Chego ao cúmulo de escrever aqui que, se o amigo não estiver presente, o chopp fica aguado, a cerveja desce quadrada e o petisco esfria rápido demais. Nesses dias prefiro ficar em casa. Lá, pelo menos, ainda posso contar com meu amendoim.

segunda-feira, março 07, 2005

"Eu sou o homem mais chato do mundo.
Mas a culpa não é minha. Ela raramente é. O que acontece é que o mundo em que vivo teima em se virar contra mim, às vezes até nas mínimas coisas. Vocês já viram alguém comprar uma caixa de fósforos com alguns palitos a menos? Ou alguém ser enganado no peso de seu prato em um restaurante a quilo? Pois é, essas coisas já aconteceram comigo. E “essas coisas” trouxeram, além de uma bela dose de reclamação imediata, um recalque que não temo em assumir. Sou azarado, sim. Sou perseguido, sim. Sou pessimista, sim. E assim fiquei meio amargo.

Entenderei se, a partir daqui, você parar de ler este texto. Ninguém se interessa pela desgraça dos outros, muito menos de alguém que já começa um jogo esperando perder. E além do mais, não tenho mesmo o menor jeito para escrever. Não vai ser surpresa se este texto nunca for publicado. E pensando bem, não sou o homem mais chato do mundo. Talvez seja do meu prédio ou do metro quadrado em que estou agora. Ser o maior do mundo em alguma coisa significa ser extremamente bom naquilo que você faz. Não compactuo com esse otimismo exarcebado. E acima de tudo, sou realista.

Quem sabe a gente não tem a oportunidade de se encontrar de novo aqui e, quem sabe, você se identifique com algumas das minhas opiniões. Mas o mais provável é que você vá caminhar pela manhã e se esqueça de me ler. Tudo bem, prometo tentar entender.

Até."

Por Deyvid Hornby

sexta-feira, março 04, 2005

Saí ontem. Bebi os copos gigantes. Não passei mal, difícil passar mal. Ressaca, se muito uma pontada na cabeça vez ou outra, espalhadas por três horas da minha manhã. Um vazio imenso toma parte da carcaça. Uma grande interrogação será carregada por todo o dia, até mais uma festa e mais uma chance de beber. Admito, isso não está cheirando bem, e o cheiro que exala é etílico até a alma e entorpece de verdade todos os sentidos. Principalmente quando você os quer alerta.

Um alerta, isso poderia ser seu significado. Uma verdade, difícil de se lidar. Mas inegável. A bebida o está levando embora. A cabeca já não é mais a mesma, o corpo já não é mais o mesmo, a vida está diferente.

Assim como chegou, pedindo a primeira dose, se levantou e foi embora, deixando jogado na mesa alguns trocados amassados. O bastante para pagar sua parte na conta.

terça-feira, março 01, 2005

A vida
Ou como nascem os serial killers.

Foda-se Deus, mas hoje eu pensei em matar alguém. De preferiencia muitas pessoas e ao mesmo tempo!!!
E com requintes de crueldade. TODOS merecem sofrer um pouco do que sofri hoje em que, apesar de não ter me machucado (ainda), tudo andou para trás.

De manhã, estava tudo tranquilo. Mas logo ao sair de casa, a SOLA do meu tênis SOLTOU!!!
Fiquei com a sola presa pela metade. Isso e a calça que tá longa demais e fica entrando debaixo do meu pé. SACO!!!
Na hora do almoço, resolvi fazer as coisas que tinha logo antes de comer. Fui para Vitória, já que teria que ir ao DETRAN. Mas o carro começou acelerar demais, fazendo MUITO barulho e morrendo quando parava. PORRA, se acelerei ele para justamente não morrer, porque que o danado resolve morrer de vez!? Agora gasto mais gasolina e não adianta de nada.
Pelo menos chegaria logo em casa. Que puxa, na terceira ponte tava tendo aferição dos radares e só uma pista estava funcionando. Eu com o carro gritando a cada parada fiquei num engarrafamento na PONTE!!
PORRA!!!
Finalmente cheguei a Vitória, com o carro aceleradíssimo. Cocaína pouca é bobagem pelo jeito frenético que eles estava. O bicho parece um cavalo louco, eu freio e ele quer correr. Já quase bati umas três vezes.
Desesperado, parei perto da casa do meu pai, com o tênis já pela metade. Queria o carro dele emprestado para ir ao detran, mas ele não estava em casa. Aproveitei e comi logo (belo almoço). Fui para o Detran e putaqueopariu, o detran não funciona mais lá na Reta da Penha. Começa a chover e eu, com uma sandália emprestada do meu pai começo a me molhar e a molhar o meu pé. Detalhe para o look ridiculo, camisa azul molhada de chuva, calça jeans e PAPETE!!! Putaqueospariu!!!!
Mandei um torpedo para a Lu, mas perdi o filodaputa porque o cel dela não está fucionando. Fui pro outro detran, mas lá o atendimento é dos piores possíveis e depois de 40 minutos a toa, resolvi voltar para o trabalho, afinal, eram 14:40. Ao chegar no carro, a fechadura da porta resolveu não abrir. É isso mesmo. Tinha um jeitinho que eu fazia para abrir tranquilamente, mas foi tudo pro saco e fiquei uns cinco minutos tomando chuva na cabeça até resolver entrar pela porta do carona. Minha perna prendeu embaixo do painel e levei um arranhão fudido.
Bom, nem precisa dizer que peguei um trânsito fudido em Vila Velha e demorei mais 15 minutos para chegar, com o carro ainda fudido.
Mas o que é um peido pra quem tá cagado?

Resolvi destruir o carro dando socos e pontapés, mas minha mãe não entenderia. Respirei fundo e resolvi jogar todo o meu ódio nesse texto simples e sincero.
UFA!!!

Espero que o resto do dia seja um pouco melhor…
FUI NO ANTHRAX

Ok, ok, ok.
O show. Bom, foi aquela coisa, reencontro com amigos do colégio (antigos metaleiros), com os brothers de Colatina, com os brothers de Vitória e o não reencontro com o pessoal que faz a cena “rock/alternativa” atual. Uma pena, uma pena. Mas melhor para mim, porque pude me jogar com força na grade e ver de perto, de MUITO perto, o Scott Ian matar baratas e gritar até perder o voz quase todas as músicas. NFL e Got the Time marcaram um início arrasador, como poucas bandas de hoje poderiam ter. Depois, não me lembro direito da ordem das músicas, mas Indians e Antisocial foram pontos altos, com a WARDANCE da Indians transformando os poucos desavisados do Álvares em demônios conjurados pelas levadas carregadas de peso e cadência de Ian. Na verdade, ver um dos maiores ídolos da minha adolescência de perto foi foda, poder tocar junto com ele cada riff, ainda que só no air, foi felomenal. Inesquecível.
O resto da banda segura bem o rojão e até o John Bush, que gosto muito, apesar dele não ter feito parte da época de ouro do Anthrax, mostrou que o Beladona é passado mesmo.
As músicas mais novas (menos de 15 anos) como Only e Room for One More e até Safe Home, se encaixaram bem num setlist equilibrado, clássico e curto. Apesar da 1:20h de show, eu poderia ouvir ainda mais umas quatro ou cinco músicas.

Depois de certa hora, resolvi deixar de lado a paixão irracional por cinco peludos e ir ver tudo afastado. Sim, porque se da grade tive uma impressão, das arquibancadas ela foi bem diferente e, digamos, broxante. A irracionalidade ficava no máximo em 20 figuras lá na frente. O resto do ginásio parado, vendo o show. Quando Bush puxava um coro, o som das pessoas gritando não conseguia chegar nem na metade da quadra, apesar de lá da frente parecer que um milhão de fãs estavam se esgoelando. Talvez essa seja a palavra adequada, esgoelar. 20 ou 40 pessoas se esgoelando como se fosse o dia do juízo final e um monstro de concreto indiferente, sem ajudar em nada.
Mas quer saber, para essas 40 pessoas, cada gota de suor e cada falha na voz no dia seguinte valeram por anos de espera. Muitos anos para alguns. Alguns, não, para a maioria. Muitos anos para todos que estavam lá, já que a juventude prefere ignorar as bandas mais antigas. (provei do meu próprio veneno).

Na próxima, vejo vocês em São Paulo ou no Rio.
A saudade é um sentimento triste, mas muito legal. Triste porque ao mesmo tempo que você se lembra, você sente falta. Queria poder voltar a viver aquilo tudo, já sabendo o que o futuro reserva. Mas isso não é possível. No entanto, é essa incerteza que faz tudo ser tão especial, tudo tão excepcionalmente único. Cada dia é uma nova aventura, mesmo aqueles onde você só sai de casa para o trabalho para a casa. E até nesses dias você guarda uma lembrança, uma conversa ou uma paisagem na memória. Só para depois sentir saudades.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Não tenho tido tanto contato com bandas novas quanto gostaria, mas é até bom este tempo longe dos downloads alucinados de música porque dá para ouvir com mais carinho o que juntei durante tanto tempo. Bom, mas não é fácil ficar tanto tempo sem novidades e na seca por ouvir uma coisa nova, peguei qualquer coisa que vi na internet, em sites mesmo. Uma música por banda, todas independentes. Homeopatia para os melômanos, mas melhor do que nada. E acabei me deparando com uma banda que acho que os leitores deste espaço podem gostar. O nome dela é Black Mountain e seu disco de estréia, homônimo, foi lançado em janeiro. A sonoridade dos instrumentos é bem lo-fi, lembrando os anos 70, meio Stones, meio Sabbath. Toques lisérgicos aqui e ali, melodias marcantes em outras partes. Enfim, interessante. Corri para as outras músicas e percebi que estava diante de um disco muito bom, uma surpresa agradável de uma banda desconhecida, por enquanto. Pode ser uma boa pedida se você, como eu, ainda espera pelos grandes lançamentos de um ano que promete. Vem por aí discos novos de bandas como Oasis, Coldplay e Los Hermanos, para citar uns poucos. Esperemos, portanto, com algo de qualidade nos ouvidos.


Black Mountain - do mesmo carinha por trás do Pink Mountaintop
Qual será a tara que ele tem por montanhas?!


***
Ouvindo com calma o último do Helmet, não consigo parar de pensar em como está parecido com um trabalho do Silverchair… Pode ser a voz do Hamilton, sei lá, mas tá me lembrando demais a banda dos rivais do Hanson.
hehehe

terça-feira, fevereiro 22, 2005

terça-feira.
terça feia.

***

bom, não tenho o que escrever. só queria dar uma passada por aqui, pois estou melancólico, triste mesmo. Mas tudo bem. Domingo tem um showzãozáço. Anthrax na cidade onde moro. Inacreditável.

***

hum...
é, vazio, vazio.

nada para colocar aqui.

***

Um pedido:
iluminai meus dias e minha vida, protegei a todos que amo e mesmo aos que não amo ou não conheço. Todos merecem sua dádiva, todos o querem bem. Perdoai tudo o que fiz e farei de errado e não esqueçei que amo acima de tudo e de todos, apesar de não parecer ou ainda não demonstrar.
amém

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

E por falar em ânimo para escrever, do qual nem falei, ele parece estar de volta. Tinha muitos textos prontos para colocar aqui. Infelizmente eles não sobreviveram ao apagão de memória de uma tela com teclado da Apple.

Foram-se, sabe Deus para onde, talvez para o céu dos textos nunca lidos. São os contos perdidos do Luis. Uma raridade que nunca será publicada, como a maioria das baboseiras escritas de cabeça quente.

Foram, pelo menos, fontes de prazer enquanto os escrevia. Ler algo que gosto é bom. Ler algo que escrevi e que gosto é excelente. Não sou tamanho crítico, pelo contrário. Costumo dizer que escrevo meus textos para mim. Ao lê-los, parecem que não foram escritos por minhas mãos (dois dedos indicadores, na verdade). Filhos de um pai que não os reconhece, apenas sente uma vaga familiaridade. Uma letra específica, um pensamento, uma construção…

Em algum ponto da caminhada, as fugas acabam voltando e estapeando sua cara. Não quis ser engenheiro, apesar da facilidade em lidar com os cálculos (ciências exatas não têm erro nem a dádiva da dúvida). Mas construo textos. Uso a base da gramática, ligando com o cimento de verbos e vírgulas. O acabamento, deixa com os adjetivos. Contrua um mundo novo numa folha de papel.

É possível. Mas não é real.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

A brincadeira perdeu a graça, ficou mais e mais séria e deixou para trás risadas e pegadas na terra fofa molhada pela chuva de um dia anterior.

O sorriso se foi. Após tres anos tudo se torna rotina. Até o acento que falta, o açúcar no café, o dinheiro do ônibus.

O acento não faz mais falta, o açúcar no café adoça de menos, o dinheiro do ônibus me foi levado pela felicidade momentanea de um copo de bebida.

***

E a brincadeira que parece ter perdido a graça com o passar de três anos? Três anos?
Dragões, jacas e bacalhaus ficaram para trás.
365 o tempo mais frio, o mês longe do blog, um par de músicas melancólicas e pronto. Lá vou eu para meu estado preferido de consciência. Uma estado fértil como o solo roxo do sul do país, pronto para fazer brotar palavras e pensamentos e raciocínios ilógicos, mais motivados por emoções e pelo sentimento de derrota iminente (gracas ao Botafogo).

Não sei. Nunca soube. Aprendo com o tempo, com o passar do tempo.
Os dias trazem quase sempre nada novo. Os dias se arrastam quase sempre levando minha forca vital por entre seus ponteiros frenéticos que, quando olho de supetão, posso jurar que estão andando para trás, roubando um segundo a mais, um instante que pode não ser devolvido, que pode não voltar. Meu tempo se esvai como o passar de um dia em frente a um computador, coisa que faço todo dia. Meu tempo é desperdício.

O que resta são coisas nas estantes de um quarto empoeirado, sensações, cheiros, dores no peito, apertos na garganta, viagens no tempo para frente e para trás, marcando cada segundo do passado com uma melodia.

O que resta são restos. Eles ficarão por aí, esperando o resgate que provavelmente nunca virá. O herói foi embora faz algum tempo e parece que ninguém percebeu. A conta, preciso agora. A conta, rapaz, que meu tempo se esgotou.
Hoje topo ouvir o que você disser. Hoje escuto sua voz a qualquer momento.

***
perdi. perdi meu computador da agencia, perdi meu arquivo 365, perdi uns 12 textos já prontos que esperavam por um texto de um sabado perdido. Precisavam ser colocados em ordem.

Agora não mais. Não há mais porque lutar. Nunca houve...

***

sexta eu viro feliz por algumas horas. Visto a carapuça, o disfarce e vou para o Clube Centenário. Me encontram lá, dias diferentes, músicas nem tanto. Fale comigo.
Prometo um sorriso.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

359

A primeira sexta do ano não traz nenhum sentimento especial. Nem algo imperdível para fazer. Morar em uma cidade média tem dessas coisas. Tudo aqui é médio. A beleza da cidade é média. A das garotas, também passa com nota 5. Os trabalhos são médios, o salário, na média.
O custo de vida, advinhem? Nem muito alto, nem muito baixo. Médio.
Me consideram da classe média.

Que depressão. Pagar dois reais numa dose de cachaça e quatro num prato de torresmo é caro. Mas no café da manhã a gente pede uma média com pão na chapa, e ficam elas por elas. Pão na chapa é bom. Melhor se for o famoso mortadela com ovo. Depois de uma noite inteira de chapação, muito álcool e suor, um desjejum destes pode provocar o entupimento imediato de alguma artéria menos importante.

Onde foram parar os pedaços de mamão e o suco de laranja?

Um shopping médio e dois pequenos que, juntos, dão um médio. Uma ilha de mediunidade que recebe os espíritos do crescimento e do progresso vindos dos jorros negros do petróleo em nossas águas. Jorros estes que saem ou mais pro Norte ou mais pro Sul. Numa distância média da capital.

As rotas de fuga foram traçadas a centenas de anos, mas algo prende uma moçada aqui. Pessoas que ainda acreditam que boa vontade possa fazer a diferença. Mas todas elas estão na média, nenhuma está acima dela.

Sem escolhas, ficam por aqui mesmo. Não que isso seja ruim. Ou bom.
Vocês sabem, fica na média.
oi.
agora escrevo segunda e sexta. tinha dias que escrevia milhares de toques, tinha a dica de segunda, tinha a dica de quinta, tinham as seções especiais...
o blog mundanou.

Já era.
A vida tá corrida, cheia de coisas pra fazer, o que não é ruim.
Mas tenho tão pouco tempo pro meu ócio criativo que tô ficando dodói.
queria ficar de bobeira ouvindo música o dia inteiro. vendo Senhor dos anéis e lendo algum livro bom de ler.
Fiz isso nas minhas curtas férias. valeu a pena. mas dá um gostão de quero MUITO mais.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

o 365 não acabou.
Não vai acabar antes de seu tempo.
Como todos nós.


iepa!!!!
voltei.

***

fui

***


calma, calma, calma.

A perna estranha me arrasta pelo mundo. Dor, aperto, varizes?

o ouvido entupido, fones cantando, sempre.
nariz pela metade, sempre. carne?

money money.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

maldito Mac com os acentos todos trocados

***

Para os que acompanham o 365, nao desisti do projeto. Logo, logo, hoje entram mais dois dias.

***

Bandas novas?
regozijem-se (adoro essa palavra), não tenho nenhuma.

se eu estou me sentindo bem com isso? fazer o que, né?
estou sem micro em casa, que nem é minha casa ainda, mas já é, pois está sendo. Dá pra entender?

mas os nomes continuam a ser guardados para um possivel download posterior. E o amazon.com está sempre aí, a disposição...
Não escrevi sobre minhas novíssimas aquisições em meio ao vernao carioca e seus sebos de cd maravilhosos. É que na verdade não sou chegado a contar as coisas que tenho. Mas os cds, hum….
Bom, consegui a ediçnao em cd do Decade of Agression do Slayer. Sem o livreto, mas como já tenho ele em k7, ficam elas por elas.
Teve também o novo do Helmet LACRADO, o novo do Fatboy Slim LACRADO, um Hooverphonic, o novo do crystal Method LACRADO, um Front Line Assembly, um Big Audio Dynamite, dois Aplessed Cast, e mais umas coisas que me fogem agora. Mas o mais legal foi finalmente ter dado meu braço a torcer e, aproveitando os preços baixos, comprar DVDs musicais. Eles valem a pena, pois a música a cada novo dia se torna menos e menos som e mais e mais IMAGEM e som. Preferia antes, mas fazer o que, né?
Tenho agora o Best of Blur com 22 clipes da banda (muito bom!!!), o novo DVD do Pixies (muito bom tb) e o The Rapture ao vivo em NY.
Se alguém se interessar em me dar uns presentinhos a toa, nesses dias, quero TODOS os DVDs do Oasis, e o do Verve tb. Nada demais.

***
Posso parecer consumista, mas sou não. Prometo me controlar mais com o passar dos anos.
(hahahahahaha!!!!! Risada maligna!!!!!)

terça-feira, janeiro 04, 2005

a falta do que escrever acaba me trazendo para cá.
por que se não tenho nada para escrever. e escrever sobre não ter nada para escrever não seria escrever do mesmo jeito?

***

bosta de blog

segunda-feira, janeiro 03, 2005

dia 21 de dezembro do ano passado fiz três anos.
Já ando e falo como ninguém.
Como ninguém.

Parabéns, festas e melancolias.
Quase sem festas, quase sem melancolia.
Música sempre.

***

Talvez a melancolia volte dia sim, dia não.
Sabe-se lá.
Ela não é um convidado inesperado. Muito pelo contrário.
o número de visitantes do meu blog hoje é 1945.
o ano em que acabou a segunda-feira.
segunda guerra. errei. hoje é segunda-feira.

Faz sessenta anos, em 2005, que os aliados derrotaram o fascismo e acabaram com o reich.
Alguns dizem graças a Deus até hoje. Outros reclamam e acham que Hitler foi injustiçado.

eu, sinceramente, acho que aconteceu o que tinha que acontecer.
milhares, milhões de mortos. E tudo o que restou foram relatos da última guerra travada por homens.
Projeto 365 – A explicação

Antes de começar a escrever e perder alguns minutos dos meus dias, todos os dias, pelos próximos 365 dias, gostaria de explicar o projeto.
Tudo começou de uma idéia simples, do tipo, escreverei todos os dias do próximo ano. E, pela primeira vez, resolvi topar a empreitada. Vamos ver como ela termina. No mínimo terei escrito mais de 10 páginas e poderei até publicar essa loucura.

A primeira intenção era contar como pode ser um ano de trabalho dentro de uma agênia de propaganda. Levar para quem tiver vontade de saber, as piadas, as discussões, a forma de criar uma campanha, desde seu brainstorm até a peça final produzida. Mas os dias de uma agência de publicidade podem ser meio frustantes e envoltos em certo marasmo e tédio, bem diferente do glamour idealizado por toda uma classe estudantil prestes a entrar no mercado e por outra prestes a entrar em um curso superior de comunicação.

Com o tempo e com o amadurecimento de idéia (em uma semana, se isso tudo) surgiu o primeiro problema: fugir do formato blog da vida, apesar de, provavelmente, esses textos verem a luz do dia primeiro em alguma página da internet. Mas o estilo diario virtual não é o estilo principal do projeto. Poderá e será usado algumas vezes, perdoem meu superficialismo voyerístico. Mas não será a forma que será tomada.

E já que estou falando de problemas, mais um apareceu com o tempo: a temática.
Publicidade e criaçào é muito interessante, mas não é a vida de verdade. O mundo explode a nossa volta, pedindo para ser relatado, sofrendo da falta de significação de uma imagem sem legenda. Enfim, não é possível se desligar durante 365 dias do que acontece no planeta Terra.

Chega de explicação, que ela está confundindo mais do que esclarecendo. O Projeto 365 é um relato em forma de texto de um ano. Um que começa agora e que vem, como todos os outros, sem grandes mudanças no nosso dia-a-dia.

***

agora é
projeto365.blogspot.com
quem quiser acompanhar, é só ir lá.
mas nada de comentários, viu.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Gostaria de ter uma coluna em um jornal para publcar isso. mas como não tenho, vai aqui no blog mesmo.

***

Estava devendo um post sobre meu time, o botafogo. E antes que venham as piadinhas, sim, sei que o time não joga NADA faz um bom tempo e sei que o ano do centenário foi um fiasco.

Mas não é sobre isso que resolvi escrever. Ou melhor, é um pouco sim.
O Botafogo, como vocês devem saber vive sob uma aura de superstição, uma aura esotérica, uma aura diferente ou diferenciada. Tem coisas que só acontecem ao Botafogo, todo o botafoguense deve sofrer até o último momento e todo botafoguense sabe perder como ninguém e perdendo, aprende a ganhar com dignidade (e aí está a sabedoria que levamos apra a vida). Bom, em um jogo, neste ano de 2004, o artilheiro do campeonato Washington resolveu marcar um gol espírita. Contra quem? Contra o Botafogo, óbvio. E sabem o pior? Era o jogo do centenário. Uma comemoração num estádio tímido, no Mestre Ziza, antigo Caio Martins (com o devido respeito às duas figuras históricas), estádio que sequer chega aos pés do tamanho do clube e de sua estrela solitária. Mas enfim, lá foi a comemoração, o jogo dos CEM ANOS do Botafogo. Neste jogo Wahington marcou um gol chutando completamente sem ângulo da linha de fundo, quase encostado na bandeirinha do escanteio. Coube ao bisonho Schwenk marcar o gol salvador, de empate. Depois foi cair nas graças da torcida (que já teve Garrincha, Jairzinho e Túlio, mas se acostumou com Róbsons Pinguins, Dills e Chicões da vida).

Aonde quero chegar? Ao domingo passado, para ser mais sincero. Última rodada do campeonato brasileiro, e o Botafogo desesperado, caindo, escorregando, sendo sugado para a segunda divisão tem um jogo decisivo. Contra quem? Atlético Paranaense, jogando em casa, lutando pelo título. O time do artilheiro Washington e 30 e tantos gols. Um deles espírita, contra o próprio Botafogo, no jogo do CENTENÁRIO.
A única coisa que sabia era que, a justiça divina tarda mas não falha e que certas coisas só acontecem ao Botafogo, como empatar no jogo que comemorava os cem anos do clube (esqueçam o amistoso do time reserva contra o rebaixadíssimo Grêmio).

Começa o jogo, o Atlético em cima, a estrela meio apagada, se retrancando, mas jogando com vontade. Fim de primeiro tempo. segundo tempo, trinta e três minutos. O bisonho Schwenk marca o gol que mantém o time na primeira divisão e, de quebra, tira o título do time paranaense, qualquer que seja o resultado do time de Santos. Washington empata, logo depois. Mas não o suficiente para apagar o brilho da estrela.

Uma troca justa. O campeonato pelo jogo do centenário, jogos iguais, onde a diferença foi quem saiu primeiro no placar. Mesmas personagens, mesmo roteiro, o sofrimento e a angústia de um passado para o outro. Alívio de um lado (o mesmo lado, que sempre sofre até o fim), pesar do outro. O Atlético teve sua tarde de Botafogo. Até que foi bom. Para eles aprenderem que não se pode ganhar de um time tão cheio de sobrenaturalidade no jogo de seu centenário com um gol espírita. Fica o aviso. Os espíritos estão sempre do lado do Botafogo. Mesmo que eles deixem pra nos ajudar sempre na última hora.

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Filmes que nunca vou ver morando no Brasil.

Napoleon Dynamite
Tarnation
Dig
Control Room
Santa Maradona

domingo, dezembro 12, 2004

Melhores discos pela Q MAGAZINE:

1. The Streets – A Grand Don't Come For Free
2. Keane – Hopes And Fears
3. Franz Ferdinand – Franz Ferdinand
4. U2 – How To Dismantle An Atomic Bomb
5. Razorlight – Up All Night
6. The Libertines – The Libertines
7. Nick Cave And The Bad Seeds – Abattoir Blues/The Lyre Of Orpheus
8. The Killers – Hot Fuss
9. Mylo – Destroy Rock & Roll
10. Interpol – Antics
11. Snow Patrol – Final Straw
12. Dizzee Rascal – Showtime
13. Wilco – A Ghost Is Born
14. Scissor Sisters – Scissor Sisters
15. Danger Mouse – The Grey Album
16. Kasabain – Kasabain
17. Kings Of Leon – Aha Shake Heartbreak
18. Prince – Musicology
19. Gwen Stefani – Love Angel Music Baby
20. The Zutons – Who Killed The Zutons
21. Green Day – American Idiot
22. Graham Coxon – Happiness In Magazines
23. Elliott Smith – From A Basement On The Hill
24. The Blue Nile – High
25. Ryan Adams – Love Is Hell
26. Mark Lanegan – Bubblegum
27. Norah Jones – Feels Like Home
28. Usher – Confessions
29. Kanye West – The Collage Dropout
30. Eminem – Encore
31. The Walkman – Bows + Arrows
32. Lost Prophets – Start Something
33. George Michael – Patience
34. Sufjan Stevens – Seven Swans
35. The Futureheads – The Futureheads
36. Secret Machines – Now Here Is Nowhere
37. !!! [Chik Chik Chik] – Louden Up Now
38. Devendra Banhart – Rejoicing In The Hands
39. Estelle – The 18th Day…
40. Joss Stone – Mind Body And Soul
41. Modest Mouse – Good News For People Who Love Bad News
42. Brian Wilson – Smile
43. Loretta Lynn – Van Lear Rose
44. Jamelia – Than You
45. The Von Bondies – Pawn Shoppe Heart
46. My Chemical Romance – Three Cheers For Sweet Revenge
47. Goldie Lookin' Chain – Greatest Hits
48. Cee-Lo Green – Cee-Lo Green Is The Soul Machine
49. Red Hot Chilli Peppers – Live In Hyde Park
50. The Bees – Free The Bees


Melhores discos pela UNCUT:

1. Brian Wilson - Smile
2. Wilco - A Ghost Is Born
3. Loretta Lynn - Van Lear Rose
4. Richmond Fontaine - Post To Wire
5. Bob Dylan - The Bootleg Series Vol. 6: Live 1964 Concert At
Philharmonic Hall
6. Mark Lanegan Band - Bubblegum
7. The Streets - A Grand Don't Come For Free
8. Elliott Smith - From A Basement On The Hill
9. American Music Club - Love Songs For Patriots
10. Franz Ferdinand
11. Tom Waits - Real Gone
12. Kanye West - The College Dropout
13. Nick Cave & the Bad Seeds - Abbatoir Blues/The Lyre Of Orpheus
14. Ray Lamontagne - Trouble
15. Junior Boys - Last Exit
16. R.E.M. - Around The Sun
17. Leonard Cohen - Dear Heather
18. N*E*R*D - Fly Or Die
19. Todd Rundgren - Liars
20. Lambchop - Aw Cmon/No You Cmon
21. Scissor Sistors
22. The Libertines
23. Drive-By Truckers - The Dirty South
24. Sufjan Stevens - Seven Swans
25. Dizzee Rascal - Showtime
26. Devendra Banhart - Rejoicing In The Hands
27. The Blue Nile - High
28. Laura Veirs - Carbon Glacier
29. Steve Earle - The Revolution Starts Now
30. Micah P. Hinson & The Gospel Of Progress
31. Jesse Malin - The Heat
32. The Dears - No Cities Left
33. Blanche - If We Can't Trust The Doctors...
34. Elvis Costello & The Imposters - The Delivery Man
35. U2 - How To Dismantle An Atomic Bomb
36. TV On The Radio - Desperate Youth, Blood Thirsty Babes
37. Jim White - Drill A Hole In That Substrate And Tell Me What You See
38. The Czars - Goodbye
39. The Shins - Chutes Too Narrow
40. Interpol - Antics
41. Bjork - Medulla
42. Giant Sand - Is All Over...The Map
43. Bonnie "Princ" Billy - Greatest Palace Music
44. Jonathan Richman - Not So Much To be Loved As To Love
45. Morrissey - You Are The Quarry
46. Secret Machines - Now Here Is Nowhere
47. The Cure
48. Mylo - Destroy Rock & Roll
49. Andrew Morgan - Misadventures In Radiology
50. Sondre Lerche - Two Way Monologue
51. Ella Guru - The First Album
52. Kevin Tihista's Red Terror - Wake Up Captain
53. Paul Westerberg - Folker
54. Marianne Faithful - Before The Poison
55. Ed Harcourt - Strangers
56. The Thrills - Let's Bottle Bohemia
57. Lewis Taylor - The Lost Album
58. Air - Talkie Walkie
59. The Killers - Hot Fuss
60. Polly Paulusma - Scissors in My Pocket
61. The Delays - Faded Seaside Glamour
62. Fennesz - Venice
63. Phoenix - Alphabetical
64. Animal Collective - Sung Tongs
65. Iron & Wine - My Endless Numbered Days
66. David Byrne - Grown Backwards
67. Felix Da Housecat - Devin Dazzle And The Neon Fever
68. Ariel Pink - The Doldrums
69. The Concretes
70. A Girl Called Eddy


sábado, dezembro 11, 2004

ois ois ois

Vida vazia, bolsos vazios.

queremos mais e mais...
e eu agora quero mesmo!!!

Que tal um Ipod de 40 gb?
ou um Ipod photo de 60 gb?
algumas doletas a mais e estou rico.

ou um play 2? destravado, com 2 controles?

ou um notebook?

ou o que mais eu quero?

ir estudar cinema, for sure.
ganhar dinheiro, se possível com filmes. roteiro, se possível.
impossível?

***

quero um carro e um som que toque mp3. Um no carro e um em casa.

***

quero um hd maior. quero uma placa mãe "di bixo".

***

quero...
não quero nada.

quero saúde e uma lagoa com água parada.

quarta-feira, dezembro 08, 2004

parem, parem.
não sou reclamão.
Mas a realidade e os fatos respondem certas perguntas para mim.

Para que tenho celular se ninguém me liga?
para que e-mail, se NINGUEM me escreve?
pra que tantos cds se não escuto quase nada?

queria ter algo de bom pra me deixar feliz, apesar de não estar triste.
Estou...
não sei como.

e não saber é pior que estar triste ou alegre. Feliz ou arrasado.


***

pelo menos escrevo aqui. já é uma felicidade.
hahaha

vai se contentar com pouco assim lá em Cajubira.

***

Cajubira existe?

***

Mais uma das pérolas apocalípticas que escrevo, que se acham poesia, mas que são...
jogos de palavras sem sentido, uma forma de não-arte.

Trato de sair de onde estou
para parar onde não sei.

Sei quem sou,
mas não sei o que sou.

procura tanto e acho tão pouco,
mas acho o que procuro.

e assim, sem saber, sem andar, sem querer
vou chegando a lugar algum.

terça-feira, dezembro 07, 2004

oi. tchau.
deu minha hora.

***

agora falando sério:
o natal está quase aí e é praticamente impossível alguém, no mundo cristão, passar batido pelo natal. São filmes, livros, especiais do RC. Shoppings cheio de pinheiros e neves . Sejamos sinceros, quando veremos pinheiros e nevascas no nosso lindo pais tropical se não nos dias que antecedem a chegada do papai noel? Ele, por si só uma aberração antártica.
Que roupa é aquela, com pelos animais nas golas e punhos, aquela camada de gordura na barriga e a barba, provavelmente usada para a proteção da face contra o frio do pólo norte. Imagine ele aqui, com a mesma barba suada e nojenta, culpa de nosso calor infernal.

é, papai noeis, pinheiros e neve só podem mesmo habitar os shopping centers, seus ar-condicionados glaciais e suas caras estereotipadas e homogêneas.

***

hoje estou de bom humor.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Hits da semana:

Sem saída
O Aprendiz
seguido de O Infeliz (é a record arrebentando no ibope de terça e quinta).
***
Vi American Splendor e Tróia. a ruindade do último anula a "bondade" do outro.
***
Tenho uma placa de vídeo. finalmente.
logo terei medal of honor, call of duty e battlefield 1942.
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e, hein, olhem o que acabei de ver no mercado livre:
SPECTREMAN DVD BOX EM 5 DVD´S!!         
E O MELHOR DUBLADO!!!
IMAGEM DO DVD E O AUDIO DA FITA DE VIDEO

são os 63 episódios do clássico dos clássicos!!!

quarta-feira, dezembro 01, 2004

oi. sem tempo agora.
e sempre.

a publicidade me engoliu de novo, o que até não é má coisa.
o meu computador está parado. quer dizer, funcionando, mas sem velox e sem gravador de cd.

Vou ver isso esse fimde. preciso dar uma renovada nos mp3 da vida.
tem banda nova, muitas, na verdade.

nem ouvi, claro.
tudo é claro.

Natal chegando, e a neve voltando para Vitória, dando um clima argentino para nossa capital.
que maravilha...
depois do natal, volta o verão arrebentando!
aí, papai Noel, é melhor você voltar pro polo norte que o bicho e o sol vão pegar.

sexta-feira, novembro 26, 2004

ok. ok.

perdi de novo tudo o que tinha escrito sobre o tim festival. É a terceira vez. cacete. por isso resolvi vir para o word. não que vocês vejam o programa no qual estou escrevendo. Mas que diferença isso faz?

A caixa do nirvana, tres cds e um DVD está 50 doletas.

o EP do MArs Volta ao vivo (sugestivamente chamado de “live“) também está 50 doletas. São 4 musicas. São 40 minutos de musica. Mais que o ótimo novo disco do Hives.

Aí, por falar em Mars Volta, devo me referir ao show deles no Tim Festival. Foi assim que fiz da primeira vez.

Então, ao Tim Festival e ao Show do mars volta.
Todos diziam “O Brian Wilson nunca mais vai voltar, mas o mars volta”. Espero que sim, Espero que volte. Sinceramente é (foi) uma experiência e tanto. Foram cinco músicas, eu acho, mas foram 50 minutos ou mais um pouco de show que pareceram 20. Rápidos, rasteiros e geniais. Cinco malucs no palco, um mexicano arrebentando um baixo, um baterista que poderia muito bem estar numa banda de trance, um guitarrista incorporando alguns dos principais nomes da guitarra de todos os tempos e um freak total cantando. é tudo tão intenso que parece que se eles ficarem mais um minuto no plco, vão explodir. Dá um gosto danado de quero mais e mais e mais...
Genial, para dizer o mínimo. Todas as músicas levavam a uma interminável jam na hora dos solos, tornando o show uma mostra de entrosamento e tornando a música numa massa incompreensível de som e barulho. depois de muito tempo, os caras voltavam para o fim da música e aí você via que eles ainda estavam na mesma música...

Já vi bandas com “presença de palco“. Mas o que esses caras fazem é diferente, ultrapassa tudo. Eles incorporam “on stage”. E não param um segundo. Diria que era mais que música, era arte feita ali, na frente dos meus olhos, como ver Da Vinci criar a santa ceia ou algo assim. Mas a Luciana me lembrou que a música é arte. Ah, é mesmo...

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Libertines foi aquela coisa, né? Lúcio Ribeiro pulando junto com a molecada (me sentia um vovô MESMO!), Supla sentado (ui, os famosos) e eu ali, vendo um show muito do mais ou menos, de uma banda muito mais ou menos. Salvação do rock, nova onda do rock, a mais importante banda a surgir nos últimos anos... ah peraí gente. Até quando vamos engolir este imbuste???
Tem umas musiquinhas legais, mas todas as bandas as têm. Se vocês querem ouvir Libertines, fiquem com o Clash (ok, podem me xingar agora).

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Kraftwerk – uma experiência única. Podem ser músicas com mais de 20 anos, 30 anos, sei lá... mas as projeções, o som, os caras brincando de estátua no palco.. putz. veja UM show deles na sua vida. Pode ser o mesmo show faz 20 anos, mas ainda assim é um show que precisa ser visto. É a história, é clássico. Vale a pena ver como tudo começou. E dançar ao som de music non stop é sensacional!!!

A sincronia música, figurino, projeções... deixa qualquer um babando. Pílulas, carros, modelos, robôs no palco, letras no telão, homens e máquina e homens-máquinas. É UM SHOW. Eles podem fazer e usar essa palavra sem fazê-la perder o sentido.

aí depois teve o 2many DJS... e resolvi nunca mais encostar num cd-j. só pra vocês perceberem a seriedade da coisa.
Ah, claro, o outro embuste do Timfa, Cansei de ser sexy. pode até ser engraçado pra quem conhece elas e tal, mas a moçada que estava lá só queria que o show acabasse (e que a baixista tocasse alguma coisa, e não ficasse fazendo bico sem tocar nada!!!)


Sim, o texto está totalmente fora de ordem. Domingo, sexta e agora, sábado.

Tivemos também a sensacional musa (e põe musa nisso) PJ Harvey. Ela simplesmente fez, com seu metro e meio e seu vestido e botas vermelhos, com que muitos homens se apaixonassem por ela. Ali, assim, na hora.
Muito rock, com uma banda afinadíssima, intercalando com umas passagens mais calminhas. Maravilhoso. Mas pra quem curte e muito ela. Senão, passa a ser só mais um bom show.

E o Primal Scream. Se você, como eu, ouviu muito primal scream na sua adolescência, ver o Bobby magrelo e com cara de senhor no palco assusta. Mas o que sai das caixas de som assusta mais ainda. Uma massaroca sonora, guitarras rasgando o ar, sujas, borradas, levando todo mundo de volta aos 90 e à época do shoegaze. Mas aí (eles são o Primal Scream, né) na outra música você está dançando como um louco e querendo matar todos os hippies. Ou gritando a letra de “Kowalski”.
Com representantes de 3 das mais importantes bandas de todos os tempos no palco - Mani(stone roses e o rei da simpatia), Kevin Shields (My Bloddy Valentine, precisa dizer algo mais) e o próprio Gillespie (Jesus e Mary Chain) – não tinha mesmo como ficar decepcionado. Algumas pessoas reclamaram do som, mas lá na frente estava tudo bem. O túnel do tempo me levou de volta quase 10 anos e foi uma viagem muito agradável.

bom, parece que acabou, né?
mas não, depois ainda teve um dia de Loud Festival no Rio, com Walverdes, a lenda independente nacional, e o Nada Surf.

o Walverdes fez um show alto, pesado e burro. Apesar de ter um som assumidamente rock (nada farofa, diga-se de passagem), os caras tavam mais para Motorhead garagem e cerveja. E o mini só é mini fora do palco, lá ele vira um gigante. Ótima opção para Vitória.
E o nada surf, bom, o Nada Surf é uma daquelas bandas que não fazem mal a ninguém e são honestas no que fazem.
Apesar de não ser nada demais, gosto muito deles e o show foi muito bom. O som estava Cristalino com C maiúsculo mesmo, sem machucar o ouvido, como aconteceu nas primeiras apresentações da noite. E as músicas foram saindo, uma após a outra, da banda no palco e do subconsciente. Nem eu sabia que conhecia tanta música deles. Na verdade conhecia todas, graças ao nosso amigo de sempre soulseek. Só pra terminar, fui no dia seguinte andar a toa no BarraShopping e ainda peguei um pocket show deles na FNAC.

***
Ah, preciso contar. Meu exemplar de Smile, do Brian Wilson é autografado pelo esquizofrênico mais genial do mundo. o prórpio Brian Wilson. tem uma foto também, mas ainda não me mandaram. logo, logo publico aqui, ok?

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Ufa, no word, espero não ter perdido nada.

quinta-feira, novembro 11, 2004

oi. Rio agora. ainda pagando pela internet, mas numa cafeteria, menos caro que mcdonalds e meu corpitcho agradece pela falta dos carboidratos em excesso que o mac me proporciona.
Peguei uma gripe, a Arafat, que me "matou".
estou com o nariz escorrendo, dor no corpo essas coisas.
Sem muitas novidades.
Filmes, como sempre.
muitos filmes.
porcarias principalmente, para a Lu não ficar brava por eu ter visto um filme que ela queria ver, mas como ela viu o do Woody eu vi o do Jarmusch. Coffe and Cigarettes é bem legal. parece sobre nada, mas um minuto pensando, traz milhares de coisas para a mente.

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estou com saudade de trabalhar.
sou redator.
there´s no turning back.
alguns minutos perto do fim.
abrá



domingo, novembro 07, 2004

OI, internet no macdonalds. tive que me entupir de porcarias pra poder escrever aqui. tenho menos de cinco minutos para escrever e mandar noticias de SP. Hoje está frio, garoando, um dia tipico paulista.
Fui ao Timfa sexta e sabado.
Vi tres shows incriveis. o kraftwerk é um dos shows que vc precisa ver antes de morrer, espetacular. imagem, som, todos os sentidos sendo usados em uma apresentaçao digna de primeiro mundo com acustica perfeita (palmas para o tim de novo) e imagens sendo projetadas a cada musica.
Nao faltou Autobahn We are the robots pocket calculator the model...
crassico.

A PJ é linda, tem uma voz linda, fez um show hipnotizante. e essa é a palavra para A apresentação dela. depois falo mais, porque o tempo ta acabando.

O Primal Scream foi enérgico. Gilespie chapado, mas cantando e gritando tudo direitinho (aprenda Nando Reis) e o Mani (ex- roses) rindo e adorando estar aqui,
é isso. trinta segundos pra postar.
fui.
bjos pra todos e loves pra Lu.

quinta-feira, novembro 04, 2004

Oi.
eu aqui. aqui onde?
São Paulo. Pleno centrão. como cheguei aqui, depois eu conto.

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O Vôo da BRA foi bem tranquilo, com comidinhas gostosas e serviço legal de bordo. Mas as poltronas são apertadas que só elas. avião antigo da Varig, deve ser.
hehehe
O ônibus, que me levaria para a Estação Barra FUnda atrasou e só saiu do aeroporto uma hora e meia depois que cheguei. Mais meia hora andando pela cidade chegamos (eu e os outros passageiros, tá lu) na estação Barra Funda. Peguei o metrô e por via das dúvidas comprei alguns bilhetes, assim posso ir pra cima e pra baixo a vontade e me perder tb. É sério, sempre (SEMPRE) me perco na Sé. Eita estação complicada. Para vocês terem uma idéia, saí andando e quando me vi estava em plena luz do dia, ao ar livre, FORA do metrô na Praça da Sé. Uma carinha que vendia e comprava passe viu aquela mochilona nas costas e disse: O caixa é logo ali.
(Hein?!)

aí é que vi um prédio antigo, muito bonito e uns banners grandes mostrando umas exposições. Entrei e é o "novo" centro cultural da Caixa Econômica. Tinham umas três exposições, uma com arte Tupi (a qual peguei até um catálogo) muito bonita.
E descobri que tinha internet de graça aqui. Beleza, tempo para colocar os mails em dia repegar telefones de contatos aqui e tempo de fazer um tempo até encontrar com a Dani às 18:30 na Paulista.
ou seja, tenho mais três horas de bobeira.

E não é que o passe a mais de metrô vai ser usado?
hahaha

depois escrevo mais, quando for ao macdonalds. Até agora, tudo bem.

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Amanhã: Kraftwerk.